Categorias
agro destaque_home

O que é glifosato, alvo de ação do MPT na Justiça; entenda

O MPT (Ministério Público do Trabalho) pediu que a Anvisa e o governo federal proíbam o uso do glifosato, defensivo mais utilizado no Brasil. Mas o que é o glifosato e por que ele gera tanta controvérsia?

O glifosato é um herbicida usado para controlar plantas daninhas em áreas agrícolas, urbanas e de manejo florestal, bloqueando uma enzima essencial ao crescimento das plantas invasoras. 

Desenvolvido na década de 1970 e comercializado inicialmente pela empresa Monsanto, o produto tornou-se um dos defensivos mais utilizados no mundo, especialmente em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Mas o glifosato é alvo de debate científico e regulatório há anos. Em 2015, a IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), órgão ligado à OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou a substância como “provavelmente cancerígena para humanos”. A classificação levou diversos países a revisar regras de uso e estimulou disputas judiciais e debates públicos sobre segurança sanitária e impactos ambientais.

Ao mesmo tempo, outras agências reguladoras internacionais, como a Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, concluíram que não havia evidências suficientes para classificar o glifosato como cancerígeno nas condições autorizadas de uso. 

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizou uma reavaliação toxicológica e afirmou, em parecer publicado em 2019, que não encontrou evidências conclusivas de carcinogenicidade, mutagenicidade ou desregulação hormonal relacionadas ao produto nas condições avaliadas.

“Avaliações conduzidas em diferentes países ou por organismos internacionais podem adotar metodologias, parâmetros e objetivos distintos, considerando características próprias de cada sistema regulatório. Por esse motivo, comparações diretas ou interpretações isoladas de estudos e classificações podem não refletir integralmente as condições de uso, exposição e os referenciais adotados em cada jurisdição”, disse o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), em nota.

As controvérsias também chegaram aos tribunais. Nos Estados Unidos, milhares de ações judiciais foram movidas contra a Bayer, que adquiriu a Monsanto, acusando a companhia de não alertar adequadamente consumidores e trabalhadores rurais sobre possíveis riscos associados ao herbicida. 

Alguns processos resultaram em indenizações milionárias a agricultores diagnosticados com linfoma não-Hodgkin. A empresa afirma que o produto é seguro quando utilizado conforme as orientações regulatórias e contesta a relação causal entre o glifosato e o câncer.

Além das discussões sobre saúde humana, estudos e movimentos sociais levantam preocupações relacionadas à contaminação ambiental, impactos sobre biodiversidade, resistência de ervas daninhas e presença de resíduos em água e alimentos. Em alguns países e regiões foram adotadas restrições parciais ou planos de redução do uso da substância.

No Brasil, o uso do glifosato é regulamentado por órgãos federais como a Anvisa, o Ministério da Agricultura e o Ibama. A legislação prevê regras de segurança para armazenamento, preparo e aplicação do produto. Entre as exigências estão o uso de equipamentos de proteção individual, treinamento de aplicadores, respeito a distâncias mínimas de moradias e fontes de água, além da observância das instruções presentes em bula e receituário agronômico.

As normas também estabelecem cuidados para evitar a deriva da pulverização, descarte inadequado de embalagens e contaminação ambiental. Segundo o Sindiveg, a segurança nas operações com defensivos agrícolas depende da adoção de protocolos de aplicação, planejamento das atividades e observância dos parâmetros técnicos específicos de cada modalidade de uso.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

MBRF investe R$ 500 milhões na Gelprime para ampliar produção de colágeno

A MBRF anunciou nesta terça-feira (26) um investimento de R$ 500 milhões na Gelprime, empresa especializada na fabricação e distribuição de gelatina e colágeno, da qual a MBRF detém 50% de participação desde outubro. Os recursos serão destinados à expansão da capacidade produtiva da companhia.

Segundo comunicado divulgado pela MBRF, os aportes permitirão a inauguração de uma nova linha de colágeno funcional no segundo semestre. O investimento inclui a aquisição de equipamentos para a produção do ingrediente, utilizado pela indústria alimentícia em produtos com maior valor agregado.

O plano de expansão também prevê a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, com entrada em operação prevista para 2027. O produto é utilizado em suplementos e pode ser incorporado a diferentes categorias, incluindo bebidas e alimentos industrializados.

De acordo com a empresa, as novas operações devem permitir que a Gelprime dobre sua capacidade de produção. A expectativa é que a companhia alcance cerca de 30 mil toneladas de capacidade até 2030, posicionando-se entre as cinco maiores produtoras globais de gelatina e colágeno.

No comunicado, o chairman da MBRF, Marcos Molina, afirmou que a estratégia de crescimento da companhia está alinhada ao aumento da demanda global por proteínas e produtos de maior valor agregado, como gelatinas e colágenos.

Já o CEO da Gelprime, Vinícius Vanzella, declarou que a operação conjunta entre as empresas amplia a oferta de soluções proteicas derivadas da cadeia da carne, com foco em ingredientes de alta concentração de proteínas e pureza voltados à indústria alimentícia.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

No 1° trimestre de 2026, crescem os abates de bovinos, suínos e frangos


No 1° trimestre de 2026, o abate de bovinos cresceu 3,3% em comparação ao 1º trimestre de 2025, o de suínos registrou…



Veja matéria completa!

Categorias
economia

BC estima dívida externa bruta em US$ 416,976 bilhões em abril


O Banco Central (BC) estima que a dívida externa brasileira atingiu US$ 416,976 bilhões em abril, segundo os números do balanço de pagamentos divulgados nesta terça-feira, 26. A dívida externa era de US$ 401,187 bilhões em março, segundo as estimativas da autarquia.

A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 295,290 bilhões em abril, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 121,686 bilhões.

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras foi positivo em US$ 986 milhões em abril, informou o Banco Central. No mesmo mês de 2025, o resultado havia sido negativo em US$ 803 milhões.

O investimento líquido em fundos de investimento no Brasil foi positivo em US$ 113 milhões no mês passado. Em abril de 2025, havia sido negativo em US$ 634 milhões.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País foi negativo em US$ 477 milhões em abril. No mesmo mês de 2025, havia sido positivo em US$ 1,950 bilhão.

O investimento em ações brasileiras é positivo em US$ 8,008 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2026. O investimento em fundos é negativo em US$ 2,591 bilhões. O saldo dos títulos negociados no mercado doméstico é positivo em US$ 6,774 bilhões.

Continua depois da publicidade

As estatísticas do BC consideram a entrada e saída de dólares no Brasil nessas rubricas, e não refletem exatamente os movimentos de mercado de não-residentes na B3.

Viagens internacionais

A conta de viagens internacionais teve déficit de US$ 1,456 bilhão em abril, informou o Banco Central. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram no exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil. Em abril de 2025, o déficit nessa conta foi de US$ 875 milhões.

Os brasileiros gastaram US$ 2,293 bilhões no exterior no mês passado. As despesas dos estrangeiros com viagens ao Brasil ficaram em US$ 837 milhões.

A conta de viagens internacionais acumula déficit de US$ 4,289 bilhões em 2026. Ela teve déficit de US$ 11,536 bilhões em 2025.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

IBGE divulga Relatório Metodológico das Pesquisas Estruturais em Empresas


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, nesta quinta-feira (21), o primeiro relatório metodológico…



Veja matéria completa!

Categorias
economia

déficit em conta corrente soma US$ 1,765 bi em abril


O Brasil teve déficit de US$ 1,765 bilhão na conta corrente em abril, após déficit de US$ 6,036 bilhões em março, informou o Banco Central nesta terça-feira, 26.

O resultado superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um déficit de US$ 100 milhões. As estimativas iam de déficit de US$ 2,301 bilhões a superávit US$ 1,0 bilhão.

O déficit em transações correntes foi maior do que o contabilizado em abril de 2025, quando o resultado foi negativo em US$ 1,636 bilhões.

A conta corrente tem saldo negativo de US$ 21,965 bilhões no acumulado de 2026. O rombo em 12 meses passou de 2,70% (ajustado de 2,71%) do Produto Interno Bruto (PIB) em março para 2,66% em abril. É o menor déficit desde fevereiro de 2026, quando o rombo era de 2,61% do PIB.

A balança comercial teve superávit de US$ 9,707 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 5,044 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,801 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 2,121 bilhões.

O BC espera um déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,2% do PIB, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 73 bilhões, além de déficits de US$ 54 bilhões na conta de serviços e de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
economia

IBGE relança PINTEC após quase 10 anos e transforma pesquisa em base estratégica para orientar o desenvolvimento do país


IBGE relança PINTEC na próxima semana. Arte: COMAR/GECRIO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relança,…



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Confiança da construção se mantém estável em maio; perspectiva piora


O Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve estável em maio, em 92,6 pontos, informou o FGV/Ibre nesta terça-feira (26). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 92,9 pontos. O setor está mais confiante quando analisa a situação atual dos negócios, mas mostrou mais incerteza em relação aos meses à frente.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto, alcançando 92,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 0,8 ponto, para 92,9 pontos.

Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 91,0 pontos, com um diferencial de negócios comparado ao mês anterior de 0,8 ponto. Já a Carteira de Contratos chegou a 93,8 pontos, apresentando um diferencial de 0,4 ponto em relação ao mês anterior.

Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95.7 pontos, avançando 0,8 pontos em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios caiu para 90,1 pontos, retrocedendo 2,3 pontos comparado ao mês anterior.

Leia também: Minha Casa Minha Vida responde por metade das vendas e sustenta mercado imobiliário

Na análise de Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre, quando analisados os resultados intersetoriais, também houve movimentos distintos, sendo que as empresas de Edificações apontaram deterioração mais expressiva em relação às perspectivas para os próximos meses.

Continua depois da publicidade

“Por trás dessa queda, há, portanto, a piora no ambiente de negócios, marcado pela falta de trabalhadores e aumento nos custos. Pelo segundo mês, cresceram as assinalações no quesito custo da matéria-prima como fator limitante à expansão da atividade. Um cenário que não deve ter alívio em um horizonte próximo”, observou em nota.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,4%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também recuaram 0,4 e 0,6 p.p., para 78,7% e 72,3%, respectivamente.

Ainda segundo a pesquisa, as perspectivas do mercado de trabalho continuam favoráveis no setor: em todos os segmentos, as assinalações de aumento na contratação superam as de redução.  “Ou seja, em um horizonte imediato não há sinais negativos sobre o cronograma já contratado de obras.  Com a continuidade desse cenário mais adverso, essa percepção será testada nos próximos meses”, diz o FGV/Ibre.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

IBGE publica nova edição dos Indicadores Econômicos do Brasil


Nesta sexta-feira (22), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a nova edição do informativo “Indicadores…



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Desenrola 2.0 faz app do FGTS ter fila e 1,4 milhão de acessos


Consulta foi aberta nessa segunda-feira (25/5). Governo federal estima dispensa de R$ 8,2 bilhões para dívidas



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.