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eliminar criadouros é a medida mais eficaz contra o Aedes aegypti – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Estado mantém vigilância permanente, mas participação da população segue indispensável para reduzir riscos

A presença de um simples recipiente com água parada pode parecer inofensiva, mas é suficiente para dar origem a centenas de mosquitos capazes de transmitir doenças que representam um desafio permanente para a saúde pública. Em Mato Grosso do Sul, onde dengue e chikungunya circulam, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz para reduzir riscos e proteger a população.

Embora o trabalho de monitoramento e vigilância seja realizado de forma contínua pelos serviços de saúde, especialistas alertam que a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti ainda está dentro das residências ou em seus arredores. Por isso, atitudes simples adotadas pela população seguem sendo decisivas para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

Dados do último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que Mato Grosso do Sul registrou 5.134 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 1.184 foram confirmados. O Estado também contabiliza dois óbitos em investigação e, até o momento, nenhuma morte confirmada pela doença.

Os números reforçam a necessidade de manter a atenção durante todo o ano. Isso porque o Aedes aegypti encontra condições favoráveis para reprodução em diferentes períodos, especialmente em locais onde há acúmulo de água limpa e parada.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destaca que a prevenção depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade. “Temos equipes atuando permanentemente na vigilância epidemiológica, no monitoramento dos casos e no apoio aos municípios, mas a participação da população continua sendo fundamental. A eliminação dos criadouros é uma responsabilidade compartilhada. Quando cada pessoa faz sua parte dentro de casa, contribui diretamente para a proteção de toda a comunidade”, afirmou.

A recomendação é que os moradores reservem alguns minutos por semana para vistoriar quintais, jardins, áreas de serviço e outros espaços que possam acumular água. Entre os principais locais que exigem atenção estão caixas d’água destampadas, calhas obstruídas, pneus, garrafas, recipientes descartáveis, vasos de plantas, ralos pouco utilizados e reservatórios de água para animais.

Além de reduzir o risco de transmissão da dengue, essas medidas ajudam a prevenir outras arboviroses – como a chikungunya e a Zika -, transmitidas pelo mesmo vetor.

Vigilância permanente

Paralelamente às ações desenvolvidas pela população, a SES mantém uma rede permanente de vigilância epidemiológica e entomológica em todo o território sul-mato-grossense.

O acompanhamento inclui a análise dos casos notificados, monitoramento da circulação viral, investigação de óbitos suspeitos, capacitação das equipes municipais e ações de controle vetorial. O Estado também utiliza ferramentas específicas para acompanhar a infestação do mosquito, como armadilhas de oviposição (ovitrampas), que permitem identificar precocemente áreas com maior presença do vetor e direcionar as estratégias de prevenção.

A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que o trabalho é realizado de forma integrada com os municípios. “Mato Grosso do Sul mantém um monitoramento contínuo dos casos e dos indicadores relacionados às arboviroses, além de diversas ações de vigilância epidemiológica e controle vetorial desenvolvidas em parceria com os municípios. Esse acompanhamento permanente permite identificar áreas de maior risco e fortalecer as estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado”, explicou.

A eliminação dos criadouros é a medida mais eficiente para reduzir a população do mosquito. A orientação é para  que a população realize inspeções semanais nos imóveis, verificando qualquer objeto capaz de acumular água.

Entre os cuidados recomendados estão:

• Manter caixas d’água, cisternas e reservatórios sempre tampados;
• Limpar regularmente calhas e ralos;
• Descartar corretamente pneus, garrafas e recipientes sem uso;
• Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
• Tratar adequadamente piscinas;
• Evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos;
• Permitir o acesso dos agentes de endemias durante visitas domiciliares.

A SES reforça ainda que pessoas que apresentarem sintomas como febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.

Mais do que uma ação pontual, a prevenção precisa fazer parte da rotina. Afinal, eliminar um criadouro hoje pode evitar novos casos amanhã e contribuir para a proteção da saúde de toda a população sul-mato-grossense.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo



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Sistema Anchieta-Imigrantes passa a ter pedágio eletrônico


A concessionária Ecovias concluiu a instalação, no trecho Anchieta-Imigrantes, do sistema eletrônico conhecido como siga fácil, para a cobrança automática do pedágio. Os equipamentos estão no km 33 da Via Anchieta e no km 19 da Rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos.

Os aparelhos ainda passarão por testes e, por enquanto, não farão a cobrança dos usuários. Neste momento, o pagamento deve ser feito nas praças de pedágio tradicionais.

O Siga Fácil substituirá as atuais praças localizadas nos quilômetros 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta, que serão desativadas.

“Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo”, afirmou o diretor superintendente da Ecovias Imigrantes, Ronald Marangon.

Os equipamentos usam tecnologia de identificação por meio de câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos com a leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. O sistema foi desenvolvido pelo governo de São Paulo.



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Produtora de biocombustíveis Be8 anuncia expansão para a Itália

A produtora de biocombustíveis brasileira Be8 decidiu ​expandir as operações para a Itália, com ​uma filial em Milão, o que poderá facilitar os negócios com os países da União Europeia, afirmou a empresa à Reuters nesta quinta-feira.

A Be8, que já tem operações na Suíça — um país que não integra a União Europeia, diferentemente da Itália –, avalia que as operações italianas ⁠poderão servir como base ​de exportações de biocombustíveis e de matérias-primas para a Europa ​como óleo de soja, gorduras, óleo de cozinha usado e insumos ⁠residuais.

“Este é mais um passo importante ⁠para o cumprimento do nosso planejamento estratégico e para ​a ‌ampliação da presença geográfica da companhia com a oferta de energia ⁠renovável”, disse o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella.

O empresário disse que o grupo, um dos maiores produtores de biodiesel do Brasil, não descarta investir ‌em ⁠produção de ‌biocombustíveis na Itália, em momento em que o acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul acaba de começar a vigorar.

“Isso (o investimento em produção) ⁠dependerá da demanda a ser desenvolvida ⁠nos próximos anos”, frisou Battistella.

Além de atuar na exportação de produtos, a empresa avalia ‌investir numa estrutura logística na Itália, que funcionará como ponto de conexão e distribuição na região.

Para isso, a unidade buscará obter certificações de sustentabilidade, cumprindo critérios de rastreabilidade.

O grupo já mantém um escritório comercial ‌em Genebra e uma unidade industrial de biodiesel em Domdidier, na Suíça.

A companhia, com sede em Passo Fundo (RS), investe atualmente em uma ⁠unidade de etanol de trigo no Rio Grande do Sul, com previsão de inauguração no ano que vem.

Com unidades no Paraná, Mato Grosso, ​Piauí, Pará e Paraguai, a empresa tem entre os seus produtos um ​biodiesel bidestilado e aditivado chamado BeVant, que pode substituir 100% o diesel, sendo utilizado em várias iniciativas, entre elas a Copa Truck, competição de caminhões no Brasil.

(Por Roberto SamoraEdição ‌de Pedro Fonseca)

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economia

Banco Mundial revê de 2% para 1,9% crescimento do PIB do Brasil em 2026


O Banco Mundial revisou de 2% para 1,9% a projeção ao crescimento da economia brasileira em 2026, dada a desaceleração aguardada no consumo. Para 2027, o prognóstico ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto de 2,3% para 2%.

A expectativa é que a atividade volte a ganhar tração a partir de 2027, em virtude da queda dos juros, porém em ritmo inferior às projeções divulgadas em janeiro.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, 11, no qual atualiza as previsões ao crescimento global, o Banco Mundial observa que o choque do petróleo, na esteira da escalada dos conflitos no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina. Isso porque algumas grandes economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.

Por outro lado, são destacadas no relatório as pressões inflacionárias decorrentes do conflito, exigindo respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.

O Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão ao crescimento da América Latina e Caribe como um todo neste ano, apontando riscos elevados referentes à desaceleração da economia global, em especial Estados Unidos e China, num contexto de juros altos por mais tempo no mundo.

Conforme o relatório, com a inflação alta em alguns países, o espaço para cortes de juros varia entre as economias. Em paralelo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos em estimular a atividade, tornando também mais custoso amortecer o aumento nos preços dos combustíveis.

A mensagem da instituição é de que o crescimento da América Latina tende a permanecer baixo se não houver reformas que elevem tanto a produtividade quanto os investimentos e a qualificação de capital humano, além do ambiente de negócios.



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Safra de trigo deve encolher 20% e ampliar dependência externa | Blogs | CNN Brasil

O Brasil, que já não é autossuficiente na produção de trigo e importa aproximadamente metade do cereal que consome, caminha para uma nova safra marcada pela redução da área cultivada e pela diminuição dos investimentos nas lavouras. O cenário ocorre apesar da importância estratégica do trigo para a fabricação de alimentos amplamente presentes na dieta dos brasileiros, como pães, massas, macarrão e biscoitos.

As projeções da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam uma produção de 6,3 milhões de toneladas na próxima safra, volume 20% inferior ao registrado no ciclo anterior. 

A área semeada foi estimada em 2,1 milhões de hectares, queda de 13,4% em relação ao ano passado. Além disso, a produtividade média nacional deve recuar 7,6%, para 2,9 toneladas por hectare.

A combinação entre menor área plantada e redução do potencial produtivo reflete um ambiente de maior cautela entre os produtores. Nos últimos anos, o setor tem enfrentado sucessivas frustrações de safra, oscilações de preços e elevados custos de produção. Em 2026, o cenário ganhou novos elementos com a alta dos custos dos insumos agrícolas, em especial fertilizantes. 

Segundo levantamento da TF Consultoria Agroeconômico, o custo geral de produção registrou aumento de 10,46% em maio, o maior avanço para o período nos últimos quatro anos.

Diante desse contexto, parte dos produtores optou por reduzir investimentos na cultura. A Conab observa que, em importantes regiões produtoras, houve diminuição no uso de insumos, menor adoção de sementes certificadas e ampliação da utilização de sementes salvas. 

Em alguns casos, áreas tradicionalmente destinadas ao trigo passaram a ser ocupadas por outras culturas de inverno consideradas mais atrativas do ponto de vista econômico ou menos expostas aos riscos climáticos, como a canola e o sorgo.

Outro fator que influencia as decisões para a safra é a preocupação com as condições climáticas. A possibilidade de influência do fenômeno El Niño durante o ciclo da cultura levanta expectativas de um inverno mais chuvoso em parte das regiões produtoras, cenário que pode afetar o desenvolvimento das lavouras e aumentar os riscos de perdas de produtividade.

Mercado 

A redução da produção nacional ocorre em um momento de sinais mistos no mercado de trigo. Em maio, os preços registraram alta nas principais regiões produtoras do país, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real, pela base de comparação mais baixa e por revisões nas estimativas de produção em importantes países exportadores.

Apesar da valorização, a comercialização segue em ritmo moderado. Segundo Luiz Pacheco, analista da TF Consultoria Agroeconômica, os moinhos permanecem abastecidos e parte da demanda já está direcionada para a próxima safra. A chegada de trigo importado também reduz a necessidade de compras imediatas no mercado doméstico.

Ao mesmo tempo, a demanda por farinha continua presente, embora a indústria encontre dificuldades para repassar integralmente os custos ao consumidor final. No Sul do país, os estoques disponíveis seguem limitados. 

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a disponibilidade remanescente é estimada em cerca de 190 mil toneladas, o que o analista estima que não é capaz de chegar até a próxima safra.

Com uma produção menor, a tendência é de aumento da necessidade de importações. A Conab projeta compras externas de 6,8 milhões de toneladas em 2026, enquanto os estoques finais devem encerrar o período em 1,5 milhão de toneladas, abaixo do registrado na safra anterior.

Dependência externa

Historicamente, a Argentina ocupa posição central no abastecimento de trigo do mercado brasileiro. O país vizinho responde por parcela significativa das importações realizadas pelos moinhos nacionais, beneficiado pela proximidade geográfica e pelas condições estabelecidas no Mercosul.

Entretanto, agentes do setor têm relatado preocupações relacionadas à qualidade de parte do trigo argentino disponível recentemente no mercado. Esse fator se soma às incertezas sobre a produção doméstica e torna mais complexa a avaliação sobre o equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.

Com menor produção interna e dependência crescente das importações, o comportamento do mercado internacional e a disponibilidade de trigo de qualidade adequada tendem a ganhar relevância para o abastecimento nacional.

Canola avança

A redução da área destinada ao trigo também ocorre em paralelo à expansão de outras culturas de inverno, especialmente a canola.

No Rio Grande do Sul, a Conab estima crescimento de 52,5% na área cultivada com a oleaginosa, passando de 209,9 mil para 320,1 mil hectares. Entre os fatores apontados para essa expansão estão os contratos de compra garantida com a indústria, a demanda associada à produção de óleos e biodiesel e as condições de mercado consideradas favoráveis para a cultura.

No Paraná, a canola também registra expansão e mantém boa liquidez comercial. O movimento indica uma ampliação gradual da participação da cultura nos sistemas produtivos de inverno.

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