O Brasil teve déficit de US$ 1,765 bilhão na conta corrente em abril, após déficit de US$ 6,036 bilhões em março, informou o Banco Central nesta terça-feira, 26.
O resultado superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um déficit de US$ 100 milhões. As estimativas iam de déficit de US$ 2,301 bilhões a superávit US$ 1,0 bilhão.
O déficit em transações correntes foi maior do que o contabilizado em abril de 2025, quando o resultado foi negativo em US$ 1,636 bilhões.
A conta corrente tem saldo negativo de US$ 21,965 bilhões no acumulado de 2026. O rombo em 12 meses passou de 2,70% (ajustado de 2,71%) do Produto Interno Bruto (PIB) em março para 2,66% em abril. É o menor déficit desde fevereiro de 2026, quando o rombo era de 2,61% do PIB.
A balança comercial teve superávit de US$ 9,707 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 5,044 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,801 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 2,121 bilhões.
O BC espera um déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,2% do PIB, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 73 bilhões, além de déficits de US$ 54 bilhões na conta de serviços e de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.
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O Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve estável em maio, em 92,6 pontos, informou o FGV/Ibre nesta terça-feira (26). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 92,9 pontos. O setor está mais confiante quando analisa a situação atual dos negócios, mas mostrou mais incerteza em relação aos meses à frente.
O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto, alcançando 92,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 0,8 ponto, para 92,9 pontos.
Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 91,0 pontos, com um diferencial de negócios comparado ao mês anterior de 0,8 ponto. Já a Carteira de Contratos chegou a 93,8 pontos, apresentando um diferencial de 0,4 ponto em relação ao mês anterior.
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95.7 pontos, avançando 0,8 pontos em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios caiu para 90,1 pontos, retrocedendo 2,3 pontos comparado ao mês anterior.
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Na análise de Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre, quando analisados os resultados intersetoriais, também houve movimentos distintos, sendo que as empresas de Edificações apontaram deterioração mais expressiva em relação às perspectivas para os próximos meses.
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“Por trás dessa queda, há, portanto, a piora no ambiente de negócios, marcado pela falta de trabalhadores e aumento nos custos. Pelo segundo mês, cresceram as assinalações no quesito custo da matéria-prima como fator limitante à expansão da atividade. Um cenário que não deve ter alívio em um horizonte próximo”, observou em nota.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,4%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também recuaram 0,4 e 0,6 p.p., para 78,7% e 72,3%, respectivamente.
Ainda segundo a pesquisa, as perspectivas do mercado de trabalho continuam favoráveis no setor: em todos os segmentos, as assinalações de aumento na contratação superam as de redução. “Ou seja, em um horizonte imediato não há sinais negativos sobre o cronograma já contratado de obras. Com a continuidade desse cenário mais adverso, essa percepção será testada nos próximos meses”, diz o FGV/Ibre.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta terça-feira (26/5), que o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1 poderá sofrer modificações até o início da votação em plenário, prevista para esta quinta-feira (28/5).
“O texto pode ser mudado e alterado até o último momento antes da votação. A proposta apresentada ontem deve ser discutida até o momento em que, de fato, a comissão especial irá aprovar o texto”, disse a jornalistas.
Motta, no entanto, disse ter confiança na aprovação do trabalho do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
“Penso que ele elaborou uma proposta um tanto sensível ao apelo da sociedade. Será, na minha avaliação, talvez, uma das maiores entregas que a Câmara dos Deputados já fez em toda a sua história ao povo brasileiro”, declarou o parlamentar.
Hugo Motta anunciou nessa segunda-feira (25/5) que o relatório final da proposta terá um ano de transição para reduzir a jornada de 44 horas para 40 horas semanais.
Segundo o congressista, também serão garantidos na PEC dois dias de folga por semana, sem redução salarial.
A redução da escala de trabalho prevista na PEC do Fim da Escala 6×1 será aplicada em até 14 meses.
Em 60 dias após a promulgação do texto, haverá uma diminuição imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. O produto é a primeira caneta emagrecedora de semaglutida sintética liberada para comercialização no Brasil após o fim da patente da Novo Nordisk.
De acordo com o anúncio da agência publicado na manhã desta terça-feira (26/5), o medicamento utiliza o mesmo princípio do Ozempic, que perdeu a exclusividade de comercialização em março deste ano. O registro do produto foi solicitado à Anvisa em 2023 e aprovado após análise técnica de eficácia, segurança e qualidade.
A solicitação de registro do Ozivy, da EMS, foi analisada pela Anvisa em uma fila prioritária para medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
O medicamento foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, podendo ser usado junto com dieta, exercícios ou outros remédios. Ele será vendido em canetas de aplicação semanal.
Diferente do Ozempic, o Ozivy precisa ficar na geladeira durante todo o uso, em temperaturas de 2°C a 8°C.
Após aprovado pela Anvisa, o medicamento ainda precisa ter o preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para poder ser vendido.
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