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Tecnologia impulsiona otimismo com ações na China


Quase um ano após o avanço em inteligência artificial da DeepSeek sacudir os mercados globais, a China entra em 2026 com uma nova onda de avanços tecnológicos que está impulsionando uma alta nas ações, mesmo enquanto a economia do país continua frágil.

Graças a novos progressos em setores que vão de foguetes comerciais a robótica e carros voadores, as ações de tecnologia chinesas começaram o ano com força. Um índice doméstico de tecnologia, semelhante à Nasdaq, já subiu quase 13% neste mês, enquanto um indicador que acompanha empresas chinesas de tecnologia listadas em Hong Kong avançou quase 6%. Ambos superaram o desempenho do Nasdaq 100.

O entusiasmo com as tecnologias desenvolvidas internamente tem sido o principal motor do rali das ações chinesas desde abril, mesmo com a segunda maior economia do mundo ainda mergulhada em uma crise imobiliária e em consumo fraco. O impulso pode ganhar ainda mais força nos próximos meses, à medida que a DeepSeek lança um novo modelo de IA e a China apresenta um plano econômico de cinco anos que prioriza a autossuficiência tecnológica.

“O mercado de ações está nos dizendo que o que a China está fazendo no setor de tecnologia será muito empolgante daqui para frente”, disse Mark Mobius, diretor da Mobius Emerging Opportunities Fund, à Bloomberg TV na sexta-feira. “É preciso lembrar que o objetivo da China agora é ultrapassar os EUA em tecnologia, em chips avançados, em todos os tipos de IA. Então o dinheiro está indo nessa direção.”

Ações de tecnologia chinesas superam as americanas desde o ‘momento DeepSeek’

Desde que a DeepSeek chocou os mercados globais com seus modelos de IA baratos e com desempenho equivalente, em 27 de janeiro do ano passado, outras empresas chinesas aceleraram seus próprios esforços para desenvolver tecnologias semelhantes. A adoção de IA generativa também disparou entre gigantes da internet como Alibaba Group Holding e Tencent Holdings.

Em outras frentes, robôs chineses participaram de maratonas, lutaram em combates de boxe e apresentaram danças folclóricas. Na indústria, grandes modelos de linguagem estão sendo incorporados a equipamentos avançados, como táxis voadores e máquinas-ferramenta de alta precisão. Esses avanços estão mudando a percepção dos investidores sobre a China: de uma base de manufatura de baixo custo para um concorrente crível da liderança tecnológica dos EUA — justamente no momento em que o capital global busca o próximo motor de crescimento.

Em um conjunto de 33 ações chinesas de IA monitoradas pela Jefferies Financial Group, o rali do último ano elevou o valor de mercado combinado em cerca de US$ 732 bilhões, segundo relatório do banco de 13 de janeiro. A Jefferies afirmou ver mais espaço para alta, já que o valor de mercado das empresas chinesas de IA representa apenas 6,5% do total nos EUA.

O entusiasmo também está se espalhando além do mercado secundário. Uma série de estreias recentes de empresas chinesas ligadas à IA em bolsas teve ganhos expressivos, incentivando outras companhias a buscar abertura de capital. Entre as que estão na fila estão a divisão de carros voadores da Xpeng, a fabricante de foguetes LandSpace Technology e a BrainCo, potencial concorrente da Neuralink.

“À frente, esperamos que o próximo grande avanço em IA ocorra na camada de aplicações”, disse Joanna Shen, especialista em ações de mercados emergentes e Ásia-Pacífico da JPMorgan Asset Management. “A China, em particular, está bem posicionada para liderar essa evolução, dada sua vasta gama de casos de uso em wearables, dispositivos de borda e plataformas de internet.”

Empresas chinesas de IA negociam a múltiplos mais altos que pares dos EUA

Ainda assim, a forte valorização despertou preocupações sobre avaliações esticadas. A Cambricon Technologies, fabricante de chips de IA que concorre com a Nvidia, negocia a cerca de 120 vezes o lucro projetado. Um índice que acompanha empresas de robótica na China é negociado a mais de 40 vezes o lucro futuro, acima das 25 vezes do Nasdaq 100.

A decisão recente de Pequim de apertar as regras de financiamento com margem também foi um sinal de que as autoridades estão mais preocupadas com excessos especulativos, especialmente em partes do setor de tecnologia.

Mesmo assim, alguns investidores seguem otimistas com as perspectivas do setor, citando vantagens como estrutura de custos mais baixa e forte apoio e planejamento estatal.

“O modelo de baixo custo da China para IA pode trazer retorno mais rápido” do que o dos pares americanos, escreveu a analista de tecnologia da Gavekal Research, Tilly Zhang, em nota de 16 de janeiro. “O ‘momento DeepSeek’ incentivou a China a focar em uma estratégia de modelos baratos e bons o suficiente.”

A expectativa é que o lançamento do modelo R2 da DeepSeek, ainda neste trimestre, seja o próximo catalisador. O novo modelo, que deve oferecer desempenho de ponta a custo ultrabaixo, “tem potencial para voltar a chacoalhar o setor e reforçar a posição da China como principal rival da supremacia americana em IA”, escreveu a Bloomberg Intelligence em nota recente.

carro voador da china é branco e tem hélices pretas
Foto: Bloomberg

Os detalhes do novo plano quinquenal da China, com divulgação prevista para março e forte ênfase em autossuficiência tecnológica, também podem dar mais um motivo para o otimismo nos mercados.

As ações chinesas podem continuar superando as americanas se o crescimento dos lucros seguir acelerando, especialmente em setores com tecnologia avançada e exportações fortes, disse Vivian Lin Thurston, gestora da William Blair Investment. “Espero ver oportunidades de investimento atraentes nesses setores, como vimos em 2025, incluindo internet, IA, hardware ligado a semicondutores, robótica, automação e biotecnologia.”



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Apreensão de droga em Ponta Porã gera prejuízo de R$ 2,3 milhões ao tráfico


Na noite deste sábado (17/1), por volta das 21h10, a PMR (Polícia Militar Rodoviária), por meio do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), realizava patrulhamento ostensivo na região do Bairro Jardim Aeroporto, em Ponta Porã, quando obteve êxito na apreensão de grande quantidade de entorpecentes.

Durante o patrulhamento, no cruzamento da Avenida Marginal Oeste com a Rua Aeroporto Eduardo Gomes, os policiais visualizaram um indivíduo em atitude suspeita que, ao perceber a aproximação da viatura, empreendeu fuga. Diante da fundada suspeita, foi iniciado acompanhamento, sendo observado que o indivíduo adentrou em um imóvel e, em seguida, evadiu-se pelos fundos, pulando muros e acessando uma área de mata, não sendo localizado apesar das buscas realizadas.

Ao realizar varredura no perímetro por onde o suspeito passou, a equipe visualizou, através de uma janela, objetos utilizados para pesagem e embalagem, bem como tabletes de substância análoga a entorpecente. Diante da porta do imóvel aberta e da fundada suspeita de crime em andamento, foi realizada a verificação no interior da residência, a qual encontrava-se sem moradores, sendo localizada grande quantidade de drogas.

Após recolhimento e pesagem, foram apreendidos 809,700 quilos de maconha e 73,500 quilos de skunk, além de duas balanças de precisão e 20 rolos de fita adesiva, utilizados para o preparo do entorpecente.

Todo o material foi encaminhado à Delegacia de PF (Polícia Federal) de Ponta Porã para as providências legais cabíveis. O autor não foi localizado até o encerramento da ocorrência.

O valor estimado da droga apreendida é de R$ 2.354.400,00, montante que representa o prejuízo total ao crime.



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'Uber do boi': novas tecnologias e inteligência artificial modernizam transporte boiadeiro no Brasil


A logística pecuária no Brasil alcançou um novo patamar em 2026, através do uso intensivo de ferramentas de inteligência artificial



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TOR apreende mais de R$ 2,3 milhões em maconha e skunk na fronteira


Na noite deste sábado (17), por volta das 21h, policiais do TOR – Tático Ostensivo Rodoviário do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, realizavam patrulhamento na região do Jardim Aeroporto, apreenderam grande quantidade de entorpecentes. Durante o patrulhamento, os policiais avistaram um indivíduo em atitude suspeita que, ao perceber a aproximação do carro da polícia fugiu.

Diante da suspeita, foi iniciado acompanhamento, quando o indivíduo em uma casa, e, em seguida, fugiu pelos fundos, pulando muros entrando em uma área de mata por onde sumiu não sendo localizado apesar das buscas realizadas. Ao realizar buscas por onde o indivíduo passou, a equipe avistou, através de uma janela, objetos utilizados em pesagem e embalagem, bem como tabletes de entorpecente. Diante da porta do imóvel aberta e da suspeita de crime em andamento, foi realizada a verificação no interior da residência, a qual encontrava-se sem moradores, sendo localizada grande quantidade de drogas.

Após recolhimento e pesagem, foram apreendidos 809,700 quilos de maconha e 73,500 quilos de skunk, além de duas balanças de precisão e 20 rolos de fita adesiva, utilizados para o preparo das embalagens de entorpecente. Todo o material foi encaminhado à Polícia Federal de Ponta Porã. A apreensão teve valor estimado em R$ 2.354.400,00.



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Groenlândia vira estopim de nova crise comercial


A fixação de Donald Trump com a Groenlândia voltou com tudo e deixou uma gélida mensagem a líderes europeus e de outros países: nenhum acordo é definitivo.

Trump anunciou uma tarifa de 10%, que subiria para 25% em junho, sobre oito países europeus — incluindo a Dinamarca — depois que eles disseram que realizariam exercícios militares simbólicos da Otan na Groenlândia, em resposta às ameaças vindas de Washington.

Embora não seja certo que as tarifas entrem em vigor, a ameaça foi vista como uma escalada ousada e um insulto a aliados próximos, atropelando o acordo comercial entre EUA e União Europeia firmado apenas seis meses antes, no resort de Trump em Turnberry, na Escócia.

Os alvos europeus reagiram rapidamente. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer classificou a ameaça como “completamente errada”. O presidente francês Emmanuel Macron chamou a medida de “inaceitável”. O premiê sueco Ulf Kristersson afirmou que seu país não será “chantageado”.

Um parlamentar europeu de alto escalão defendeu a suspensão da trégua comercial firmada com Trump em julho, e embaixadores dos países da União Europeia devem se reunir no domingo para discutir os próximos passos do bloco, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Macron estaria tentando acionar o instrumento anti-coerção da UE — a ferramenta de retaliação mais poderosa do bloco — contra a ameaça tarifária, disse uma fonte próxima ao presidente francês.

A ofensiva tarifária também evidenciou algumas lições emergentes do segundo governo Trump: nada está fora de negociação, alianças são tratadas com desconfiança e poder e alavancagem são soberanos.

“Quem achava que o segundo ano seria um período de estabilidade tarifária deveria reconhecer que isso está se parecendo muito com o primeiro ano”, disse Josh Lipsky, presidente da área de economia internacional do Atlantic Council. “Haverá reação unificada: primeiro, porque a Europa está muito coesa em torno da Groenlândia; segundo, porque já pagou um alto preço político pelo acordo de Turnberry.”

A União Europeia é a maior fonte de importações dos EUA

As tarifas anunciadas por Trump atingiriam Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. O anúncio ocorreu no momento em que protestos tomavam as ruas da Dinamarca contra qualquer tentativa de controle americano sobre a Groenlândia.

Trump fez a ameaça mesmo depois de esses países — todos aliados históricos dos EUA e membros da Otan — anunciarem o envio de apenas algumas dezenas de soldados para exercícios conjuntos na ilha.

“Não estamos falando do Irã, estamos falando da Dinamarca”, disse Scott Lincicome, analista do instituto Cato. “Isso vai irritar muita gente.”

Os senadores americanos Thom Tillis (republicano) e Jeanne Shaheen (democrata) divulgaram uma nota conjunta pedindo que o governo Trump “desligue as ameaças e ligue a diplomacia”.

Os presidentes do grupo do Senado voltado para a Otan escreveram: “Continuar por esse caminho é ruim para os EUA, ruim para as empresas americanas e ruim para nossos aliados”.

Não está claro se Trump realmente considera uma invasão da Groenlândia, embora ele tenha deixado essa possibilidade em aberto diversas vezes. Em entrevista à BBC exibida no domingo, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse não acreditar em intervenção militar e afirmou que a diplomacia “é o caminho”.

“A Groenlândia tem importância estratégica por sua geografia e localização — não só para os EUA, mas para todos que valorizam a liberdade”, disse Johnson. “Vivemos tempos perigosos.”

Mas um dos principais assessores de Trump, falando à Fox News na sexta-feira, acusou a Europa de se aproveitar dos EUA e afirmou que o destino da Groenlândia deveria refletir quem tem poder para protegê-la. Isso apesar de que, como parte da Dinamarca, qualquer ataque à ilha poderia acionar o Artigo 5 da Otan — a cláusula de defesa coletiva que obrigaria os próprios EUA a reagir.

“A Dinamarca é um país pequeno, com economia pequena e forças armadas pequenas. Eles não conseguem defender a Groenlândia”, disse Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca. “Para controlar um território, é preciso ser capaz de defendê-lo, desenvolvê-lo e ocupá-lo. A Dinamarca falhou em todos esses testes.”

A Comissão Europeia afirmou que, por ser parte da Dinamarca, a Groenlândia também estaria protegida pela cláusula de solidariedade do tratado da União Europeia.

O resultado é que membros da Otan agora enfrentam pressão econômica de um país do próprio bloco para apoiar, ainda que indiretamente, uma possível tomada forçada de território — algo extraordinário mesmo para os padrões da política transacional de Trump.

Mudança de cálculo

Até agora, líderes europeus vinham tentando evitar confrontos diretos com Trump, priorizando acordos e concessões para preservar o apoio militar e de inteligência dos EUA à Ucrânia.

Mas a questão da Groenlândia pode mudar esse cálculo. A premiê italiana Giorgia Meloni, que vinha tentando equilibrar a relação com Trump, chamou a ameaça de tarifas de “erro” e defendeu a retomada do diálogo após conversar com o presidente americano.

A Irlanda também reagiu com dureza. A ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, disse que a medida é “completamente inaceitável” e que o respeito à soberania e à integridade territorial é “inegociável”.

Até agora, muitos aliados acreditavam que ceder a Trump trazia previsibilidade econômica. Mas, segundo Lincicome, essa lógica se mostrou equivocada. “O único governo que conseguiu fazer Trump recuar foi a China — e isso aconteceu por meio de retaliações agressivas.”

Donald Trump está com terno escuro e gravata vermelha, e aponta para à esquerda

As tarifas ligadas à Groenlândia podem nunca entrar em vigor. Trump pretende usar uma lei cuja constitucionalidade está sendo analisada pela Suprema Corte, o que pode limitar seus poderes para impor tarifas rapidamente.

Tanto Lipsky quanto Lincicome avaliam que a probabilidade de as tarifas entrarem em vigor em fevereiro é baixa. “Não é impossível, mas é improvável”, disse Lipsky. Ainda assim, não está claro o que a Europa poderia oferecer em troca para evitar a medida.

A ameaça também provocou reação dentro dos EUA. O deputado republicano Don Bacon disse que o Congresso deveria recuperar os poderes tarifários concentrados por Trump e afirmou que uma invasão da Groenlândia poderia levar ao impeachment.

O senador democrata Ron Wyden chamou a ameaça de “fantasia imperial sem sentido”. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que seu partido apresentará um projeto para impedir Trump de impor as tarifas.



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FGC inicia pagamento de clientes do Banco Master com até R$ 250 mil


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do pagamento aos clientes do Banco Master que possuem aplicações financeiras na instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a constatação de fraudes e dificuldade de honrar os compromissos. O FGC é uma entidade privada formada por contribuições de instituições financeiras para cobrir eventuais quebras.

A cobertura segue o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LCDs e demais produtos financeiros.

Uma funcionalidade no aplicativo para celulares foi disponibilizada para que pessoas físicas credoras do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank completem a solicitação da garantia. As pessoas jurídicas credoras deverão completar a solicitação no site do FGC, informou a entidade. Cumprida essa etapa de solicitação e assinado o termo de sub-rogação, o FGC processará o pagamento em até dois dias úteis.

A consolidação e a conferência da lista com as informações dos credores que têm direito à solicitação do pagamento de garantia foram feitas pelo Banco Central. Cerca de 800 mil clientes devem ser ressarcidos, em montantes que alcançam R$ 40,6 bilhões. Trata-se de um número inferior ao previsto inicialmente, quando estimava-se 1,6 milhão de investidores lesados pela quebra do Master.

Em comunicado, o FGC alerta que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar negociação para o recebimento do valor garantido, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores. Além disso, nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS.



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Gilmar Mendes nega pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de prisão domiciliar em favor de Jair Bolsonaro feito pelo advogado Paulo Emendabili Barros de Carvalhosa, que não compõe a banca oficial de defesa do ex-presidente. A decisão é desta sexta-feira (16).

O habeas corpus (HC) com pedido de prisão domiciliar foi apresentado no dia 10 de janeiro e alegava não existirem condições adequadas de atendimento médico continuado a Bolsonaro na cela onde cumpria pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Há dois dias, no entanto, o ex-presidente foi transferido, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, também no DF, onde deverá seguir cumprindo, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, o pedido de prisão domiciliar foi distribuído por sorteio à ministra Carmen Lúcia, mas, como o Judiciário está de recesso, o processo foi redistribuído a Moraes, vice-presidente do STF, que responde pelo plantão durante o recesso forense. Como o HC questionava uma decisão do próprio Moraes, relator da ação penal da trama golpista, o ministro redistribuiu o processo para Gilmar Mendes, decano da Corte, conforme previsão do Regimento Interno que determina o encaminhamento de ações por ordem decrescente de antiguidade no tribunal.

“Considerando as peculiaridades do caso concreto, não é cabível o manejo da via do habeas corpus por terceiro, mormente se considerado que há defesa técnica constituída e atuante em favor do paciente. Compreensão diversa, além de possibilitar eventual desvio de finalidade do writ [remédio] constitucional, poderia propiciar o atropelo da estratégia defensiva, consequência que não se compatibiliza com a protetiva destinação constitucional do remédio processual”, escreveu o ministro Gilmar Mendes, em sua decisão.

O ministro ponderou ainda que, embora exercendo competência legítima na análise do pedido, uma decisão divergente significaria uma “indevida substituição da competência previamente estabelecida” pelo STF em relação ao princípio do juiz natural, já que Alexandre de Moraes é o magistrado relator da ação penal envolvendo o ex-presidente Bolsonaro.

O habeas corpus é um dispositivo previsto na Constituição Federal que pode ser apresentado por qualquer pessoa, seja em favor próprio ou de terceiros, e não requer proposição assinada por um advogado. Além disso, por se tratar de um remédio jurídico que busca garantir liberdade de locomoção a pessoas presas, sua tramitação é gratuita, e a análise é considerada de urgência.



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Escalada no caso do Banco Master assusta mercado financeiro


Especialistas ouvidos pelo Metrópoles veem mais impactos na confiança dos investidores do que uma real ameaça de contaminação do mercado



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o que fazer para receber o dinheiro o quanto antes?


Quem pagou imposto a mais ao longo de 2025 pode ter direito à restituição do Imposto de Renda em 2026. A restituição é a devolução do valor que excedeu o imposto efetivamente devido no ano-calendário. Para receber esse dinheiro o quanto antes, no entanto, é fundamental entender como funciona o processo da Receita Federal, quais critérios definem a ordem de pagamento e como evitar erros que podem atrasar o crédito.

O que é a restituição do Imposto de Renda?

Ao preencher a declaração, o contribuinte informa todos os rendimentos recebidos e o imposto já pago ou retido na fonte durante o ano-calendário de 2025. Com base nessas informações, o sistema da Receita Federal faz o cálculo final do imposto devido.

Se o imposto pago foi maior do que o valor efetivamente devido, o contribuinte tem direito à restituição. Caso tenha sido menor, será necessário complementar o pagamento. Quando os valores se igualam, não há imposto a pagar nem a receber.

Entregar cedo faz diferença

Embora o calendário oficial do Imposto de Renda 2026 ainda não tenha sido divulgado, a entrega da declaração costuma ocorrer entre março e maio. Independentemente das datas exatas, a regra geral segue válida: quanto antes a declaração for enviada — e sem inconsistências —, maiores são as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

A Receita Federal libera os pagamentos de forma escalonada ao longo do ano, por meio de lotes mensais. Por isso, a entrega antecipada, aliada ao correto preenchimento da declaração, é um fator decisivo para quem deseja receber o dinheiro mais rápido.

Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda

A Receita estabelece uma ordem legal de prioridade no pagamento da restituição do Imposto de Renda, que permanece válida para 2026 conforme as regras atuais:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 80 anos;
  • Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix;
  • Demais contribuintes.

Dentro de cada grupo, quem entrega a declaração primeiro recebe antes. Segundo Wesley Beneventi, diretor de contabilidade da IRTrade, a combinação de pré-preenchida e Pix realmente ajuda:

“Quem usa declaração pré-preenchida e opta por receber via Pix, com chave CPF, entra em um grupo prioritário logo após idosos e certos grupos legais na fila de pagamento. Dentro de um mesmo grupo, quem entrega mais cedo acaba recebendo antes”.

Erros que atrasam ou impedem a restituição

Mesmo quem entrega cedo pode ter a restituição atrasada se a declaração apresentar inconsistências. De acordo com Beneventi, os erros mais comuns são “despesas médicas com inconsistências, omissão ou erro na declaração de rendimentos, divergências no imposto retido na fonte, documentos que não comprovam os valores declarados e erros simples de digitação ou preenchimento incorreto de campos”.
Esses problemas podem levar a declaração para análise mais detalhada, atrasando o pagamento da restituição.

Atenção às deduções

Despesas médicas e educacionais exigem cuidado redobrado. Segundo o especialista, são justamente esses campos que mais geram retenções.

“Despesas médicas e educacionais são campos que mais geram divergências porque dependem de confirmação por terceiros, como planos de saúde, escolas e clínicas, além da apresentação de comprovantes consistentes. Essas inconsistências levam à retenção da declaração para análise minuciosa, a chamada malha fina, e a restituição não será paga até a regularização”, afirma ele.

O que fazer se a restituição não sair nos primeiros lotes

Caso a restituição não seja liberada nos primeiros lotes, mesmo com entrega antecipada, o contribuinte deve acompanhar a situação da declaração. Beneventi recomenda “acompanhar no site ou aplicativo da Receita Federal se há pendências ou mensagens sobre a declaração, verificar a situação cadastral do CPF, acessar o e-CAC para checar possíveis intimações e, se necessário, retificar a declaração”.

Vale a pena retificar a declaração?

Se o contribuinte identificar um erro após o envio, a retificação pode ser a melhor saída — mesmo que isso altere o valor da restituição ou a ordem de pagamento.

“Quando o erro é claro, retificar pode evitar cair na malha fina e liberar a restituição mais rapidamente. Antes do fim do prazo oficial de entrega, é possível inclusive mudar o modelo da declaração, entre simplificada ou deduções legais, escolhendo a opção mais vantajosa. Fora do prazo, ainda é possível enviar a retificadora. O ideal é sempre acertar a declaração para evitar problemas maiores”, afirma Beneventi.

Como receber a restituição

A restituição pode ser paga por depósito em conta corrente ou poupança de titularidade do contribuinte, ou via Pix. No caso do Pix, a Receita só aceita a chave CPF vinculada a uma conta bancária do titular da declaração. Chaves do tipo e-mail, telefone ou aleatória não são permitidas.

Se houver erro nos dados bancários ou na chave Pix, o valor não é creditado automaticamente e será necessário reagendar o pagamento junto ao Banco do Brasil.

Na prática, para aumentar as chances de receber a restituição do Imposto de Renda 2026 o quanto antes, a recomendação é organizar os documentos com antecedência, usar a declaração pré-preenchida, optar pelo recebimento via Pix com chave CPF, revisar cuidadosamente todas as informações e entregar a declaração assim que o prazo for aberto pela Receita Federal.



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Novilhada cabeceira alcança 15,8@ em Brasnorte (MT); veja


Com manejo caprichado e excelente padrão de carcaça, Fazenda Imburana, em Brasnorte (MT), leva lote de fêmeas ao gancho com média de 15,8 arrobas



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