
Os procuradores não divulgaram, em um primeiro momento, os nomes dos denunciados.
No entanto, uma fonte com conhecimento direto da denúncia disse que 13 pessoas foram denunciadas, incluindo o ex-presidente da Americanas, Miguel Gutierrez, apontado como líder do esquema.
A informação sobre a denúncia contra Gutierrez e demais ex-executivos foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela Reuters com a fonte com conhecimento da investigação.
Procurada pela Reuters, a defesa de Gutierrez disse que não irá comentar.
Ele foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, insider trading, manipulação e falsidade ideológica em uma fraude de quase R$23 bilhões, segundo a fonte.
Segundo a reportagem de O Globo, os promotores também apresentaram denúncia contra os ex-executivos de alto escalão da Americanas Anna Saicali, José Timotheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles.
O advogado de Timotheo de Barros disse que demonstraria que a acusação foi precipitada e carece de imparcialidade. Um representante de Saicali se recusou a comentar, e um representante de Cruz não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial.
A Americanas iniciou uma arbitragem contra os quatro ex-executivos no início deste ano.
Em outubro passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)acusou os quatro, juntamente com outros ex-gestores da empresa, de uso de informação privilegiada.
No início de 2023, a Americanas revelou inconsistências contábeis que levaram a empresa a pedir recuperação judicial e, posteriormente, disse que havia sido impactada por atividades fraudulentas de sua antiga gestão.
(Reportagem adicional de Ricardo Brito, em Brasília, e André Romani, em São PauloEdição de Alberto Alerigi Jr., Fabrício de Castro e Pedro Fonseca)
Uma briga generalizada tomou conta do Parlamento da Turquia, neste domingo (21). A confusão começou durante a votação do Orçamento de 2026. Parlamentares do partido no poder e da oposição trocaram empurrões e socos. A confusão se espalhou pelo plenário, envolvendo diversos deputados dos dois lados. A sessão precisou ser suspensa enquanto a segurança tentava conter os parlamentares.
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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, uma proposta que permite direcionar parte das emendas parlamentares individuais e de bancada, originalmente destinadas a políticas públicas de esporte, para projetos educacionais diretamente vinculados à prática esportiva.
O substitutivo apresentado pela relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 232/24, de autoria do deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ), altera a Lei Complementar 210/24, que regula a execução de emendas na lei orçamentária anual. A medida exige que os recursos sejam aplicados em projetos esportivos desenvolvidos no ambiente escolar, evitando o uso em iniciativas educacionais sem conexão com o esporte.
Em seu parecer, a relatora defendeu a integração entre esporte e educação como forma de enfrentar desafios sociais. “Ao direcionar investimentos para projetos esportivos alinhados aos objetivos educacionais, pretendemos fortalecer simultaneamente o esporte e a educação como ferramentas transformadoras capazes de enfrentar desafios contemporâneos, como a evasão escolar, a violência, o sedentarismo e as desigualdades sociais”, afirmou Laura Carneiro.
O projeto agora segue para análise nas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após isso, o texto estará sujeito à apreciação do Plenário da Câmara.

A mineradora afirmou em fato relevante ao mercado que a GIP terá o restante da joint-venture e que com a transação vai garantir “volume estratégico de geração de energia para manter a matriz elétrica, que é 100% baseada em fontes renováveis no Brasil”.
Além disso, a Vale afirmou que o negócio “garante custos de energia competitivos, com preços definidos em dólares americanos sem ajuste de inflação”.
Em meados de fevereiro a Reuters publicou, citando fontes, que a mineradora tinha avançado nas negociações para vender à GIP uma fatia majoritária na Aliança Energia e em um complexo solar.
A Vale passou a ter 100% do capital da Aliança Energia no ano passado, depois de ter adquirido 45% que estavam nas mãos da Cemig por R$2,7 bilhões.
A mineradora afirmou nesta segunda-feira que a Aliança Energia passará a consolidar os ativos da usina fotovoltaica Sol do Cerrado e a integralidade da hidrelétrica Risoleta Neves, ambos em Minas Gerais.
Além disso, o negócio envolve outras seis hidrelétricas em Minas Gerais e outros três parques eólicos no Rio Grande do Norte e Ceará.
“Juntos, esses ativos alcançam 2.189 MW em capacidade instalada e 1.003 MW médios de garantia física”, afirmou a mineradora.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
Um navio de carga naval dos EUA (Estados Unidos da América) foi visto atracando em Porto Rico na quarta-feira (24), enquanto os EUA continuam um massivo reforço militar no Caribe.
O USNS (Navio da Marinha dos Estados Unidos) Robert E. Peary, que a marinha lista como “O navio de carga seca da classe Lewis e Clark”, atracou no Porto de Ponce.
Os Estados Unidos reuniram uma força militar massiva no Caribe, incluindo um porta-aviões, caças e outros navios de guerra.
O reforço faz parte de um aumento na pressão de Washington sobre o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro nos últimos meses, que inclui a apreensão de petroleiros perto da Venezuela e a morte de dezenas de pessoas em ataques a barcos que, segundo afirma, sem apresentar provas, estão traficando drogas em suas costas.
As informações são da Agência Reuters.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou nesta quinta-feira (15) o “gesto maravilhoso” da líder opositora venezuelana María Corina Machado, que lhe ofereceu sua medalha do Prêmio Nobel da Paz durante um encontro privado na Casa Branca.
“Hoje tive a grande honra de conhecer María Corina Machado. É uma mulher extraordinária que passou por muitas coisas” declarou Trump, através de sua plataforma Truth Social.
“María me entregou seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo”, acrescentou.
© Agence France-Presse
Mais recentemente, tivemos A Paixão de Cristo (2004), O Céu é de Verdade (2014), Deus Não Está Morto (2014), Quarto de Guerra (2015)… Mas, se antes a fé era exceção no mercado audiovisual, agora virou catálogo.
Segundo a The Economist, que publicou em março um panorama global sobre o tema, o número de filmes religiosos nas plataformas de streaming saltou de cerca de 200 em 2022 para 487 em 2025, somando os catálogos de Netflix, Prime Video e outras gigantes. Somente em 2024, sete novos projetos cristãos foram aprovados por esses serviços – um salto em relação aos anos anteriores, quando praticamente nada desse tipo passava no comitê de orçamento.
The Chosen, por exemplo, foi recusada por todos os estúdios tradicionais antes de ser financiada por crowdfunding – “uma vaquinha”. A produção, que retrata a vida e os milagres de Jesus Cristo, já soma 280 milhões de visualizações globais e já entrou no catálogo da Netflix. No Brasil, a série foi exibida pelo SBT em horário nobre — a primeira TV aberta do mundo a fazer isso, segundo o canal.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas e Profissionais Evangélicos (Abrepe), o setor do entretenimento cristão movimenta R$ 21,5 bilhões no Brasil – o dado é de 2022, o mais recente disponível – e gera até dois milhões de empregos diretos e indiretos.
Boa parte dessa força vem da TV. A Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, consolidou as novelas bíblicas como carro-chefe da emissora. A virada aconteceu em 2015, quando Os Dez Mandamentos cravou 28 pontos no Ibope na Grande SP com a cena da abertura do Mar Vermelho. No cinema, o filme derivado da novela levou 11,3 milhões de pessoas aos cinemas, segundo a Ancine. Um marco para o audiovisual brasileiro — e um susto para a Globo Filmes.
No SBT, o movimento foi mais tímido, mas não menos calculado. Com Daniela Beyruti, evangélica, à frente da presidência da emissora, o canal tem se aproximado discretamente do público cristão. Exibir The Chosen foi um gesto estratégico: ocupou o horário pós-novela da Globo e colou o selo de “programação família” que agrada a uma parte crescente da população.
Se a TV mostrou o potencial do conteúdo cristão, o streaming e os podcasts provaram que a demanda não é episódica — é diária.
Em 2024, o podcast Café com Deus Pai, do pastor Junior Rostirola, se tornou o mais ouvido do Brasil no Spotify, segundo o ranking da própria plataforma. São mais de 3 milhões de seguidores e episódios que ultrapassam os 200 mil plays diários.
Não é um caso isolado. Podcasts como Metanoia, Irmãos.com e os conteúdos como o de Frei Gilson no YouTube mostram que tanto evangélicos quanto católicos têm construído seus próprios ecossistemas de mídia digital.

No YouTube, o gospel foi o gênero musical mais buscado em várias regiões brasileiras em 2023, de acordo com o relatório anual da própria plataforma. O estilo também cresceu 46% em ouvintes no Spotify no mesmo ano.
Não é que o conteúdo cristão não existia antes. O que mudou foi o ambiente.
De um lado, a multiplicação de plataformas — Netflix, Prime Video, YouTube, Spotify, Instagram, podcasts — reduziu a dependência de um grande estúdio ou emissora. Hoje, é possível escalar um conteúdo cristão por meio de comunidades digitais ativas. Os produtores de The Chosen, por exemplo, mantêm um app gratuito com episódios legendados.
Do outro, há uma mudança demográfica real: a população evangélica no Brasil passou de 9% em 1991 para mais de 31% em 2022, segundo o Censo do IBGE. E as projeções indicam que, até 2030, os evangélicos podem ultrapassar os católicos como o maior grupo religioso do país.
Esse público consome conteúdo com valores específicos e quer se ver representado — seja numa novela bíblica, num devocional de cinco minutos ou num podcast de fé com linguagem moderna. Para as plataformas, é o melhor dos mundos: uma base fiel (literalmente), com alto engajamento e consumo recorrente.
Não são só os evangélicos. Cada vez mais grupos católicos focam nas novas mídias como estratégia de evangelização.
A Canção Nova, comunidade católica conhecida por seu canal de TV, também se transformou em uma operação multiplataforma com forte presença no YouTube, Spotify e eventos ao vivo. Já a Comunidade Católica Shalom, um grande grupo de eventos religiosos com sede em Fortaleza (CE), produz conteúdos com músicas, pregações e lives, especialmente voltados aos mais jovens.
A fé sempre foi um bom enredo. O que mudou foi o formato — e a percepção de que conteúdo cristão pode ser, sim, entretenimento de massa, uma aposta de quem busca audiência estável num mar de algoritmos voláteis. E, no caso das tramas bíblicas, há ainda a vantagem de não ter de pagar direitos autorais.
O Brasil está na linha de frente desse movimento. Com milhões de fiéis, produtoras especializadas e um público cada vez mais online, o país é simultaneamente consumidor e exportador desse novo tipo de storytelling.
Dá pra dizer que a fé virou mercado? Sim. Mas talvez seja mais preciso dizer que ela virou plataforma. E engajamento. Ter seguidores, afinal, nunca foi tão importante.