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cálculo do ponto de equilíbrio exige atenção aos custos invisíveis da propriedade; entenda



O cálculo do ponto de equilíbrio na pecuária requer que o produtor analise não apenas os custos diretos, mas também os custos invisíveis, como depreciação e custo de oportunidade.

Segundo o zootecnista Gustavo Sartorello, dominar esses indicadores é essencial para determinar quanto custa produzir uma arroba com margem e evitar a deterioração do patrimônio da fazenda.

O custo de oportunidade, conforme explica Sartorello, representa a rentabilidade mínima que o capital investido em bens, animais e capital de giro poderia gerar se aplicado fora da atividade pecuária. Se a produção não gera, no mínimo, o que o capital renderia em um investimento seguro, o negócio está comprometendo o patrimônio do produtor.

Confira:

Custo total da arroba

Ignorar os custos invisíveis pode levar a uma visão distorcida do resultado real da atividade. O custo total verdadeiro da arroba é a soma de três componentes que, ao serem adicionados, podem elevar o custo para até R$ 328, em vez de R$ 230, como muitos acreditam. O que é considerado custo na planilha da fazenda poderia ser renda se o capital estivesse aplicado em outra área.

“O ato de cobrar o custo de oportunidade não é pessimismo, mas uma medida de proteção patrimonial”, afirma Sartorello. Ele destaca que o equilíbrio entre desembolso e desempenho é crucial, e que o gestor profissional deve usar indicadores para identificar onde há perda de resultado e onde é possível investir mais para aumentar a lucratividade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Projeto de lei que dá direito ao porte de arma de fogo a produtores é aprovado



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (3), o relatório da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), ao Projeto de Lei 6.717/2016, de autoria do deputado Afonso Hamm (PP-RS). A proposta regulamenta o porte rural de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais.

A iniciativa estabelece que proprietários e trabalhadores rurais maiores de 25 anos possam solicitar licença para portar arma de fogo no ambiente rural, mediante apresentação de documentação pessoal, comprovação de residência e atestado de bons antecedentes.

Segundo os parlamentares, a medida busca garantir meios legais de defesa para famílias que vivem em regiões onde o acesso à segurança pública é limitado.

Ao defender seu relatório, Coronel Fernanda destacou que a violência no campo exige respostas firmes e proporcionais às dificuldades enfrentadas por quem vive da produção agropecuária.

“O produtor rural está entre os segmentos que mais sofrem com o avanço da criminalidade. Nosso papel é oferecer instrumentos legais para que ele possa proteger a si, à sua família e ao seu patrimônio, especialmente onde o Estado não consegue chegar com rapidez. Este projeto é uma resposta concreta às necessidades do campo”, afirmou.

Ela também reforçou que a proposta não incentiva o armamento indiscriminado, mas define critérios claros e responsáveis.

“A legislação atual trata o campo como se tivesse as mesmas condições de segurança das áreas urbanas, o que não corresponde à realidade. O texto estabelece regras rigorosas e garante que apenas cidadãos habilitados tenham direito ao porte. É uma medida de justiça para quem produz, gera emprego e sustenta o Brasil”, completou.

A relatora acrescentou ainda que o projeto atende a uma demanda histórica de quem convive diariamente com invasões, furtos e episódios de violência em áreas remotas.

“O porte rural é uma ferramenta de proteção para quem trabalha e produz com coragem. Continuarei acompanhando a tramitação da proposta, sempre na defesa da segurança das famílias rurais e do direito à propriedade privada”, concluiu.



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Pesquisadores desenvolvem método para combater ervas daninhas utilizando biomassa



A lignina Kraft, um dos principais subprodutos do processo de produção de celulose, já foi vista por décadas como um resíduo difícil de aproveitar. Descoberta no século XIX a partir do cozimento químico da madeira, a lignina apresenta características que a tornam um recurso estratégico. Dentre estas características estão a estabilidade química, resistência térmica, propriedades antioxidantes, capacidade de absorver luz UV, ação antibacteriana e antifúngica, além de ser biodegradável e substituir com eficiência insumos derivados do petróleo.

Ainda assim, a implementação do composto em escala industrial enfrenta desafios frente à complexidade e custos financeiros e ambientais associados ao processamento. Segundo o Inmetro, a menos de 2% da lignina produzida globalmente é aproveitada, a maior parte é descartada ou queimada para geração de energia.

É justamente diante desse cenário que pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) avançam com uma proposta de transformar lignina Kraft em ferramenta de combate a plantas daninhas. A equipe desenvolveu um método de fracionamento técnico da biomassa vegetal capaz de gerar nanomateriais a partir de suas diferentes frações químicas.

Esses nanomateriais atuam como carreadores de moléculas herbicidas, direcionando o produto com maior precisão para dentro das plantas sem a necessidade de aplicação excessiva. O processo já foi patenteado sob coordenação do professor Dr. Leonardo Fraceto, da Unesp Sorocaba, e representa um passo significativo para tornar a agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.

A tecnologia desenvolvida pelo INCT NanoAgro também se destaca por contribuir para a economia circular, pois valoriza um resíduo abundante e que é majoritariamente descartado. Em vez de ser descartada sem aproveitamento, como acontece com mais de 98% da lignina residual no mundo, as frações obtidas pelo novo processo desempenham um papel ativo no ciclo produtivo, retornando à cadeia industrial com alto valor agregado. Essa mudança de lógica favorece a redução de impactos ambientais e a criação de novos modelos de negócio, conectando indústria papeleira, setor químico e agronegócio.

Do ponto de vista ambiental, o uso de biomassa vegetal como base para nanomateriais herbicidas diminui a dependência de insumos derivados de petróleo, representando avanço significativo diante das pressões globais por descarbonização. A lignina Kraft possui características intrínsecas que ampliam a segurança de uso e minimizam riscos associados à contaminação de solo e água. Além disso, o nanomaterial permite que o herbicida seja transportado de forma mais direcionada, reduzindo perdas por deriva. Assim é diminuída a dispersão no ambiente, potencialmente reduzindo a dosagem necessária.

A inovação também dialoga com práticas agrícolas inteligentes e com o desafio crescente de controlar plantas daninhas de forma eficiente, sem aumentar a pressão sobre ecossistemas naturais. Ao permitir maior eficiência no direcionamento de moléculas herbicidas, a tecnologia ajuda a reduzir a aplicação excessiva diminuindo a contaminação por resíduos químicos em áreas produtivas. Em um cenário de intensificação agrícola, esse avanço tem impacto direto sobre a sustentabilidade de sistemas de cultivo e a longevidade do solo como recurso essencial.

Outro ponto relevante é o potencial de escalabilidade e adaptação da tecnologia. Por se basear em uma biomassa amplamente disponível, especialmente em países como o Brasil, onde o setor de celulose tem papel de destaque a solução tem forte aderência a cadeias produtivas nacionais. A convergência entre pesquisa científica e aproveitamento de resíduos cria condições para que o país se torne referência no desenvolvimento de insumos agrícolas seguros e sustentáveis.

Com isso, a proposta do INCT NanoAgro demonstra que inovação, ciência e sustentabilidade caminham juntas. Ao transformar um resíduo complexo em uma ferramenta tecnológica de alto desempenho, os pesquisadores reforçam a capacidade da ciência brasileira de propor soluções eficientes para desafios ambientais e agronômicos. “Nosso papel como INCT é comunicar à sociedade como essas pesquisas estão gerando resultados concretos e dialogar com quem pode transformar essas descobertas em produtos, especialmente as empresas do agronegócio”, conclui o professor Dr. Leonardo Fraceto.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Três toneladas de carne de galinha-d’angola são apreendidas em abatedouro clandestino


A Operação Tô Fraco, em referência ao som produzido por galinhas-d’angola, foi deflagrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última terça-feira (2).

Os fiscais localizaram um abatedouro clandestino da espécie em Apuiarés, no Ceará. O local fornecia carne para estabelecimentos de Fortaleza e até para outros estados.

Condições insalubres

abatedouro clandestino de galinhas-d'angola no Cearáabatedouro clandestino de galinhas-d'angola no Ceará
Foto: Divulgação

De acordo com os agentes, as aves eram abatidas em condições que desrespeitavam as exigências de bem-estar animal previstas na legislação e em ambiente higiênico-sanitário inadequado. Tais condições favorecem a contaminação e a disseminação de agentes causadores de toxinfecções e outras doenças transmitidas por alimentos.

Ao todo, mais de três toneladas de carne produzida no local foram apreendidas e inutilizadas. Os fiscais também identificaram o uso de corante artificial para alterar a coloração dos cortes e simular maior concentração de carotenoides, prática que induz o consumidor ao erro e mascara a real qualidade do produto.

Em Fortaleza, três estabelecimentos comerciais foram fiscalizados, e todos apresentavam produtos oriundos do abatedouro clandestino.

O Mapa reforça que carnes produzidas de forma clandestina representam sério risco à saúde pública. “Além de facilitarem a transmissão de patógenos, podem causar toxinfecções graves e até fatais. A pasta seguirá intensificando as ações de fiscalização para coibir práticas irregulares e proteger a população”, diz o Ministério, em nota.

A ação contou com a participação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) e da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE).



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Você viu? Cooperativa vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados



Com sede em Campo Mourão, no Paraná, a Coamo vai antecipar R$ 200 milhões em sobras aos cooperados no dia 10 de dezembro e mais R$ 63 milhões serão creditados no dia 8 de dezembro aos cooperados da Credicoamo, referentes aos juros ao capital social. Essa foi uma das notícias mais lidas da semana no site do Canal Rural.

“O valor do repasse da Coamo é cerca de 7,6% superior ao de 2024, quando foi de R$ 185,5 milhões, e o da Credicoamo é 40% superior ao repassado em 2024, quando foi de R$ 45 milhões”, disse em nota.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“A Coamo fará a antecipação de R$ 0,70 por saca de soja, R$ 0,20 por milho, R$ 0,20 por trigo fixados até 30 de novembro e de 1,50% por insumos retirados até 30 de novembro. Sempre fizemos o pagamento antecipado desta sobra, que é um diferencial de uma cooperativa para uma empresa”, destacou o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Segundo ele, a aplicação financeira dos cooperados na Credicoamo rende 12% ao ano, desempenho superior à poupança em diversos períodos. Já o complemento das sobras da cooperativa será pago em fevereiro do ano que vem e da Credicoamo, no início de março.



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Estudo aplica inteligência artificial na reprodução do pirarucu



A Embrapa Pesca e Aquicultura está utilizando inteligência artificial de forma inédita para estudar o comportamento reprodutivo do pirarucu (Arapaima gigas). A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), adapta técnicas já usadas na análise comportamental de roedores para a realidade da aquicultura.

O objetivo é aumentar a previsibilidade da reprodução do maior peixe amazônico e abrir caminho para novas aplicações tecnológicas na criação.

O uso de IA na piscicultura ainda é muito recente no Brasil, a maior parte das pesquisas em inteligência artificial está concentrada em áreas como saúde, agronegócio de grãos, pecuária e estudos biomédicos. 

“Aplicações em piscicultura, especialmente com espécies nativas como o pirarucu, representam uma nova fronteira”, destaca o professor da UFMG Cleiton Aguiar, parceiro do projeto.

Ele acrescenta que esse tipo de abordagem de rastreamento comportamental automatizado no país coloca o projeto em uma posição pioneira na integração de tecnologia de ponta com a produção aquícola.

Ao rastrear automaticamente os movimentos do pirarucu em gravações de vídeos, a IA possibilita mensurar comportamentos como deslocamento, tempo de atividade, interações e até detectar padrões relacionados ao estado de saúde ou ao ambiente de cultivo.

Em vez de depender apenas da observação humana, que é limitada e subjetiva, a inteligência artificial gera dados quantitativos, contínuos e padronizados, facilitando o acompanhamento da produção e a tomada de decisões no manejo.

No caso da pesquisa da Embrapa, 12 câmeras foram instaladas em 12 viveiros escavados, filmando durante o período de luz solar, das 6h às 18h. A cada subida do pirarucu, que é um peixe de respiração aérea, a IA detecta e faz uma marcação com um ponto na imagem do viveiro.

“A máquina conta quantas vezes o pirarucu sobe e faz uma planilha de Excel com dia, hora e as coordenadas do viveiro onde houve a aparição do peixe”, explica Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Redes neurais profundas

O modelo adota treinamento de redes neurais profundas para que a máquina consiga identificar automaticamente a subida do pirarucu na superfície.

Primeiro, são marcados os quatro cantos do viveiro e onde o peixe aparece na superfície. Isso é feito para várias imagens e, na sequência, a rede é treinada para aprender o que é um pedaço do peixe e o que é um canto do viveiro.

“É como treinar um cérebro virtual, a partir de cerca de 200 quadros. Essa técnica de aprendizado de máquina, ou machine learning, faz com que ela consiga analisar os vídeos com base nos padrões ensinados, que são os viveiros e as partes do corpo dos peixes (cabeça, tronco e cauda)”, explica Torati.

Ele acrescenta que durante esse trabalho de aprendizado de máquina, deve-se levar em conta as variações climáticas e de luminosidade dos viveiros para que a máquina consiga fazer a análise das imagens em todas as condições.

“Para isso, é necessário utilizar imagens com diferentes condições de incidência luminosa (manhã, sol do meio-dia e entardecer) e quadros em diferentes condições climáticas (sol nublado, chuva, céu aberto). É um treinamento longo e minucioso para que a máquina possa depois analisar vídeos em todas essas condições”, pontua o pesquisador.

Segundo o professor da UFMG, as redes neurais profundas (deep neural networks) são modelos computacionais inspirados no funcionamento do cérebro, compostos por várias camadas de processamento que permitem aprender representações complexas a partir de dados.

Detecção precoce de alevinos

Na pesquisa da Embrapa, a ideia é mapear a formação do ninho formado pelo casal de pirarucus. Esse momento é crucial para os produtores, que preferem recolher os alevinos o mais cedo possível. “Após a implantação de hormônio nos peixes, eles se reproduzem e formam o ninho para que a fêmea possa depositar ovos, a serem fertilizados pelo macho”, esclarece Torati.

Na sequência, há um comportamento típico da espécie, que é o do cuidado parental, em que o macho e a fêmea ficam sempre no mesmo lugar. Outro sinal é que o casal não busca mais comida. Com a inteligência artificial será possível identificar o momento exato em que esse processo acontece, de forma precoce.

“Se fosse possível, a coleta de ovos recém-fertilizados, certamente, aumentaria a taxa de sobrevivência. Geralmente, os produtores têm uma perda de milhares de alevinos, pela demora em retirá-los do viveiro”, destaca o pesquisador.



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Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à do trigo


Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feita com trigo.

Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial.

“A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais têm estimulado pesquisas voltadas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho, pesquisadora da Embrapa.

Os processos de obtenção da farinha parcialmente desengordurada, do concentrado proteico e da proteína texturizada, utilizada como substituta de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA).

A pesquisadora conta que a primeira etapa do trabalho, que está publicado em boletim técnico, foi entender profundamente a matéria-prima. Com aproximadamente 15% de proteína bruta, 67% gorduras, 7% carboidratos e valor energético de 751 kcal/100g, a castanha-do-brasil desponta como um produto promissor para o mercado de proteínas alternativas.

Quibe e hambúrguer de castanha

Na Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais (sabor, textura e aparência) semelhantes aos feitos com produtos de origem animal.

Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico obtido a partir da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa, Janice Lima.

Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins.

Quibe de castanha-do-brasilQuibe de castanha-do-brasil
Foto: Kadijah Suleiman

Em caso de preparo doméstico, o produto deve ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a critério do fabricante. 

Na formulação do hambúrguer vegetal, os resultados de pesquisa propõem a utilização do concentrado proteico de castanha-do-brasil. Tipicamente, o concentrado apresenta em torno de 7% de óleo, 56% de proteínas e 13% de fibra total. Assim como para o quibe, os demais ingredientes do hambúrguer são comerciais. Depois de moldados, os produtos devem ser embalados em sacos plásticos individuais e, em seguida, congelados.

Na composição final, e de acordo com a Instrução Normativa nº 75, de 8 de outubro de 2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o quibe é considerado um produto de alto conteúdo de fibras, com 6,8 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto, enquanto o hambúrguer pode ser considerado fonte de fibras, com 4,5 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto. 



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Fenômeno climático deve levar temporais para áreas de 9 estados



A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) traz risco de temporais para áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, no Sudeste; Mato Grosso e Goiás, no Centro-Oeste; e Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, na Região Norte. Veja a previsão da Climatempo para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue firme na maior parte da região ao longo do dia, com chance de chuva apenas entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, de maneira mais fraca. O sol predomina pela região, enquanto no leste paranaense e catarinense a nebulosidade é maior. As temperaturas permanecem elevadas e o calor predomina.

Sudeste

Na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, as instabilidades continuam atuando, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido ao estabelecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Em áreas do Triângulo Mineiro e centro-sul de Minas, além do norte e leste paulista e no Rio de Janeiro, há chance de chuvas mais fracas. Já nas demais regiões, o tempo segue mais firme, e as temperaturas continuam elevadas em grande parte do território paulista e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

O tempo continua instável em Mato Grosso e Goiás, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido à atuação da ZCAS. Já em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais firme pela manhã e, a partir do fim do período, a presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai deve favorecer pancadas de chuva em áreas do norte, noroeste, oeste e interior do estado.

Nordeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo estado da Bahia, além da metade sul do Maranhão e do Piauí, com chuva de moderada a forte intensidade. Na faixa litorânea norte da região, há chance de chuvas mais fracas. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região, e a umidade relativa do ar segue mais baixa no norte do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e norte da Bahia.

Norte

As pancadas de chuva ganham força em boa parte do Amazonas, Acre e Rondônia, além da metade sul do Pará e no Tocantins, e devem ocorrer de maneira moderada a forte, com chance de temporais em alguns pontos. Em Roraima, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá a chuva ocorre de forma mais fraca.



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Presunto de R$ 500 o quilo é barrado no Brasil para prevenir disseminação de peste suína


A equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) apreendeu produtos de interesse agropecuário no Porto de Santos (SP).

Entre os itens estavam peças de presunto pata negra, cujo quilo chega a custar R$ 500, além de bacalhau, diversos embutidos suínos, frutas frescas, castanhas, mel e outros artigos.

A mercadoria teve a entrada barrada no país barrada por servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O total apreendido chegou a 43,78 quilos.

De acordo com o Vigiagro, cerca de 3 mil passageiros desembarcaram do navio, que chegou da Itália no dia 23, mas passou antes pela Espanha e Portugal.

Peste suína africana

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Foto: Divulgação/Mapa

Na última sexta-feira (28), a Espanha confirmou casos de peste suína africana (PSA), depois de 30 anos sem registros. Não há cura ou tratamento para a doença e o vírus é muito persistente.

De acordo com a Embrapa, o vírus pode permanecer infeccioso por 11 dias nas fezes, por meses na medula óssea, por 15 semanas na carne refrigerada e congelada, e entre 3 e 6 meses em presuntos e embutidos curados não cozidos ou defumados.

A PSA é altamente contagiosa e afeta suínos domésticos e selvagens, mesmo não representando risco à saúde humana, pode causar graves perdas econômicas para a indústria suína.

Nesse sentido, o Brasil é um dos principais exportadores de carne suína do mundo e a defesa agropecuária do país está atenta para não permitir que a doença se instale pelo território brasileiro.

Além disso, produtos de origem animal e vegetal não podem entrar no país sem autorização do Mapa por conta do risco sanitário.

No caso do navio, houve até uma passageira que tentou desembarcar com material de propagação, como estacas, um bulbo e uma mudinha, violando a lei.

No final de outubro, a equipe do Vigiagro já havia fiscalizado passageiros que desembarcaram da mesma rede de cruzeiros e também encontrou produtos de risco com passageiros. Segundo investigação, todo o material apreendido é incinerado para evitar contaminação.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Brasil agrotropical, solução global!


Encerrado o ano do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp e tivemos um evento onde Roberto Rodrigues fez um encerramento e o vi ser aplaudido de pé pelo seu efetivo, brilhante e genial trabalho na COP30. E pedi para ele nos dizer os principais desafios feitos e o que nos inspirará em 2026.

E ele me disse: “Primeira parte, resultados de 2025 é COP30, porque as 29 COPs anteriores não tratavam de agricultura com a expressão que teve aqui no Brasil, pois a agricultura foi o florão da COP. Nas anteriores era uma coisa terciária, quaternária, ninguém dava bola para a agricultura. Aqui eclodiu por várias razões. Primeiro porque a Embrapa junto com a CNA, OCB e entidades de classe montaram, todos juntos, um Agrizone, que é uma vitrine da tecnologia tropical brasileira sustentável. O mundo todo viu e acreditou que o Brasil pode ser, de fato, o grande patrocinador da cena mundial da transição energética justa, gerando emprego nos países pobres e cuidando do clima. E o que vem pela frente? Um trabalho insano que passa, fundamentalmente, pela tecnologia. O produtor rural em um ano de crise, difícil, custos muito altos, preços baixos, margem muito estreita ou negativa e tem de ter produção alta. Isso é educação, buscar a tecnologia melhor que tem, o melhor fertilizante, defensivo, máquina, manejo integrado à tecnologia para atravessar a crise que vem vindo em 2026/2027. Feito isso, o mundo já viu que nós somos um país tropical de agricultura sustentável, replicável na América Latina, na África Subsaariana, parte da Ásia também e aí, sim, irmos juntos, montar um grande cinturão de tecnologia tropical, Embrapa, gente da Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Tailândia, países tropicais trocarem entre si toda informação possível para que o máximo da integração transforme a agricultura tropical para o planeta inteiro ter alimento, energia, e emprego no mundo mais pobre. Isso traz paz. Então eu tenho a convicção que a COP30 mostrou ao mundo que o agro tropical brasileiro será protagonista da paz mundial”.

Perguntei também ao Roberto se a proposta feita por ele tem algo tão rico que nos tiraria da polarização, ou seja, uma proposta brilhante para reunir o cinturão tropical do planeta onde tem miséria, fome, pobreza e espaço para crescer e se seria possível fazer. Ele me respondeu: “Eu acho que a COP30 mostrou essa possibilidade com clareza. Gente do mundo inteiro disse: puxa vida, eu não sabia que o Brasil era desse jeito e que replicava na América
Latina, na África, em países pobres. Só que tem duas condições centrais para que isso aconteça, a primeira é ter financiamento, em um país pobre da África não vai incorporar o que nós criamos aqui sem dinheiro. Então tem de ter financiamento dos ricos para que os pobres cresçam e, segundo, tem de ter uma flexibilização na rede de comércio, porque senão o país consegue fazer tudo certinho e não vende porque o protecionismo dos países desenvolvidos não permite. Se mexer no financiamento e protecionismo, o mundo tropical vira
o campeão da paz”.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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