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Mulher perde R$ 7 mil após cair no golpe do falso servidor do STJ em Ponta Porã





Uma moradora de Ponta Porã, de 47 anos, perdeu R$ 7 mil após ser vítima de um golpe aplicado por estelionatários que se passaram por servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso ocorreu na Vila Ferroviária 2 e foi registrado nesta semana na Polícia Civil como crime de estelionato.

De acordo com o relato da vítima, ela possui uma ação judicial em andamento e recebeu uma mensagem via WhatsApp informando sobre a suposta necessidade de pagamento de um boleto relacionado ao processo. Em seguida, a mulher recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como funcionário do STJ e encaminhou um link para a realização do pagamento.

Acreditando se tratar de um procedimento legítimo, a vítima efetuou a transferência no valor de R$ 7 mil por meio de Pix. Após o pagamento, o golpista ainda tentou contratar um empréstimo em nome da mulher, mas a fraude foi identificada pelo banco, que bloqueou a operação antes da conclusão.

Ao perceber que havia sido enganada, a vítima procurou a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso foi formalmente registrado. A polícia investiga o crime e orienta a população a desconfiar de solicitações de pagamento relacionadas a processos judiciais, especialmente quando feitas por mensagens ou ligações.




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MP encontra graves irregularidades em presídio e cobra medidas urgentes


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) identificou graves irregularidades estruturais e de segurança na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e expediu recomendação para que providências imediatas sejam adotadas. Entre os principais problemas estão a superlotação extrema e a ausência de vistoria válida do Corpo de Bombeiros, situação que coloca em risco internos, servidores e visitantes.

A recomendação foi emitida pela 8ª Promotoria de Justiça de Dourados à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e à direção da unidade prisional. De acordo com o MPMS, a PED abriga atualmente 2.670 internos, apesar de ter capacidade para apenas 714 vagas, além de não possuir Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (CVCBM) vigente, em desacordo com a Lei Estadual nº 4.335/2013.

Relatório de vistoria do Corpo de Bombeiros, datado de setembro de 2024, apontou uma série de falhas consideradas graves e imediatas, como sistema de hidrantes inoperante, inexistência de alarme de incêndio, ausência de sinalização de emergência, precariedade das instalações elétricas, falta de Brigada de Incêndio e número insuficiente de extintores. Segundo o Ministério Público, essas condições configuram risco concreto à integridade física de todos que frequentam o local.

Providências exigidas

Na recomendação, o promotor de Justiça Daniel Pivaro Stadniky estabeleceu prazos para correção das irregularidades. Em até dez dias, a penitenciária deverá protocolar junto ao Corpo de Bombeiros o processo de prevenção contra incêndios, com a indicação de responsável técnico habilitado, além de apresentar um cronograma detalhado das adequações necessárias.

Já no prazo máximo de 60 dias, deverão ser executadas medidas mínimas de segurança, incluindo adequação de acesso para viaturas, manutenção dos sistemas de gás liquefeito de petróleo (GLP), instalação de extintores, sistemas de alarme, sinalização de rotas de fuga e a implantação de uma Brigada de Incêndio.

O MPMS alertou que o descumprimento da recomendação pode resultar na responsabilização civil, administrativa e penal dos gestores, inclusive com a possibilidade de ação por improbidade administrativa. O órgão também determinou ampla divulgação do documento no Portal da Agepen e no Diário Oficial do Estado.

Segundo o Ministério Público, a atuação visa assegurar o cumprimento dos princípios da administração pública previstos no artigo 37 da Constituição Federal, bem como garantir a integridade física e moral das pessoas privadas de liberdade, conforme determina o artigo 5º, inciso XLIX. A 8ª Promotoria de Justiça de Dourados reforça que a fiscalização preventiva é fundamental para evitar tragédias e responsabilizações futuras.



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Carreta de Dourados é apreendida em São Paulo com carga milionária de cigarros





No final da tarde desta terça-feira (16), equipes da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo apreendeu na rodovia SP-425, em Pirapozinho, uma carreta Scania de Dourados com um grande carregamento de cigarros contrabandeados. A apreensão ocorreu na Rodovia Assis Chateaubriand.

Durante a fiscalização no compartimento de cargas da carreta, os policiais encontraram um grande carregamento de cigarros produzidos no Paraguai, todos da marca Eight. A carga foi contabilizada em 350 mil maços de cigarros de origem estrangeira avaliados em R$ 1.750.000,00.

O condutor da carreta, de 40 anos, foi preso e encaminhado com a carreta e carga para a Polícia Federal de Presidente Prudente, onde permanece preso à disposição da justiça.




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Motoristas do transporte público da Capital mantêm greve pelo 3º dia


Os motoristas do transporte público de Campo Grande entram no terceiro dia de greve nesta quarta-feira (17/12), mesmo com determinação judicial para o retorno escalonado da atividade. A decisão foi tomada em assembleia realizada na escadaria do TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), logo após a audiência em que a Justiça elevou a multa para R$ 200 mil e ordenou a retomada parcial da frota a partir das 6h.

Durante a assembleia, segundo publicado pelo Campo Grandde News, o presidente do sindicato dos motoristas, Demétrio Freitas, chegou a sugerir o retorno de 40% do efetivo como forma de cumprir parcialmente a decisão judicial. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos trabalhadores. Por maioria, os motoristas decidiram manter 100% da greve e não comparecer às garagens para trabalhar.

“Todo trabalhador que estava lá no auditório agora que participou da audiência optou por continuar a paralisação. Mesmo com a multa de 200 mil reais que o desembargador aplicou no sindicato e uma série de coisas que podem vir, mas enquanto não receber o que está condicionado, não vão voltar”, declarou Demétrio, afirmando ainda que a falta de propostas por parte do Consório Guaicurus foi determinante para a manutenção da paralisação.

Questionado sobre o pagamento da multa aplicada pela Justiça, Demétrio disse que o tema ainda será discutido internamente pelo sindicato. “A gente vai discutir, né? A gente vai discutir. Vamos conversar de que maneira que vai ser paga? Não sei. Só depois que ser aplicada que a gente vai, da mesma maneira que ele tem autonomia de aplicar. A gente também vai usar os nossos meios para poder ver que, de alguma maneira, vai ser pago isso aí”, disse.

Pelo Consórcio Guaicurus, o presidente Themis Oliveira afirmou que as conversas com o poder público continuam, mas destacou que a decisão de manter a paralisação cabe exclusivamente aos motoristas. “Nós vamos continuar conversando com a prefeitura e vamos continuar buscando resolver o problema”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o manifesto dos trabalhadores e a recusa em voltar ao trabalho, Themis foi direto: “É uma decisão deles, eu não posso intervir”. Ele também confirmou que novas reuniões podem ocorrer na tentativa de buscar um acordo. “É conversar o tempo inteiro, negociar o tempo inteiro. A intenção do consórcio é resolver o problema, achar uma solução. E vamos continuar buscando um entendimento”, declarou.

Themis também reconheceu que ainda há valores expressivos a serem pagos aos trabalhadores. Segundo ele, resta quitar mais de R$ 1,3 milhão referentes aos 50% do salário de novembro. “Nós vamos procurar conversar com a prefeitura para receber o que nós temos a receber ainda da prefeitura e negociar, negociar o tempo inteiro. É essa a palavra de ordem hoje”, concluiu.



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Cocaína apreendida após prisão de “olheiro” e casal pesa 67,3 quilos, diz PRF


Pesou 67,3 quilos a carga de cocaína apreendida nesta terça-feira (16/12), pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), com apoio de um helicóptero, em Dourados. A droga estava escondida em compartimentos ocultos de um veículo Jeep Renegade, bordô, ocupado por Joederson Wuillian Oliveira Gelaski, de 24 anos, que viajava na companhia da esposa, de 22.

Além do casal, também foi preso Lucas Peralta, de 18 anos, apontado pela polícia como “olheiro”. Ele foi flagrado tirando fotos e vigiando a base operacional da Polícia Rodoviária Federal localizada na BR-463, em Ponta Porã.

Os agentes foram alertados sobre a atitude do rapaz e foram averiguar. Quando percebeu a aproximação da equipe, Peralta tentou fugir de moto, mas caiu e acabou preso.

Ele confessou que tinha sido contratado para vigiar a base operacional durante a passagem do Renegade. Diante disso, a Polícia Rodoviária Federal solicitou apoio do helicóptero que localizou o Jeep já no perímetro urbano de Dourados. 

Durante revista no carro, os PRFs encontraram 64 tabletes de cocaína que, conforme Joederson, foi contratado para levar a droga de Ponta Porã até União da Vitória (PR).

Sendo assim, o casal e o Lucas, também foram encaminhados para a PF (Polícia Federal).



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Mato Grosso do Sul encerra ano com 2,5 milhões de doses de vacinas aplicadas


Mato Grosso do Sul consolidou-se neste ano como referência nacional em imunização, aplicando mais de 2,5 milhões de doses de vacinas em todo o estado e atingindo nota máxima (100 pontos) no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, conforme levantamento divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).

O desempenho reflete o trabalho integrado entre Governo do Estado por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) envolvendo os municípios e com apoio do Governo Federal, incluindo campanhas planejadas, profissionais capacitados e gestão estratégica, para garantir proteção coletiva e controle de doenças.

“Essa nota máxima em cobertura vacinal é fruto de um trabalho consistente e coletivo. Esse resultado não se explica em um único dado, mas na soma de profissionais preparados, campanhas planejadas com responsabilidade e uma gestão que coloca a saúde pública como prioridade. Cada dose aplicada representa proteção, confiança e futuro para nossa população”, destaca Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.

Diversas frentes de vacinação impulsionaram o desempenho de MS em 2025, evidenciando o esforço coordenado para ampliar a cobertura entre adultos, adolescentes e crianças, além de fortalecer a prevenção contra diferentes doenças. A liderança nacional resulta da convergência de indicadores positivos, com destaque para o desempenho em

Cobertura vacinal infantil acima da meta: BCG (104,68%), Hepatite B >30d (103,80%), Pneumocócica 10 (96,23%), Rotavírus (93,51%) e a Tríplice Viral D1 (96,28%).

Campanhas sazonais de sucesso: mais de 1 milhão pessoas vacinadas contra Influenza, destas mais de 400 mil em grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos).

Vacinas especiais e proteção ampliada: imunização contra dengue com mais de 200mil doses aplicadas, atingindo 100% da meta em 23 municípios do estado;

Introdução da dose zero contra sarampo; oferta da meningocócica ACWY dose de reforço aos 12 meses em todos os municípios; extensão da vacina contra o HPV para jovens e adolescentes não vacinados de 15-19 anos até dezembro de 2025 e dez anos sem casos humanos de febre amarela

Os dados sobre a cobertura vacinal em MS foram extraídos da RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e são referentes às doses aplicadas até o dia 01/10/25 às 00:00.

Mobilização nas escolas

Em 2025, Mato Grosso do Sul intensificou ações nas escolas por meio da campanha “Aluno Imunizado”, envolvendo alunos, professores e equipes de saúde para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes.

A participação das escolas permitiu alcançar públicos estratégicos, reforçando a cultura de prevenção e a importância da vacinação desde cedo. A iniciativa contribuiu para consolidar a liderança nacional do estado em imunização, garantindo que mais crianças recebessem vacinas essenciais e fortalecendo a proteção coletiva. No primeiro semestre de 2025, a estratégia possibilitou a oferta de mais de 122 mil doses de vacina aos estudantes.



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Vigilância Sanitária aprimora fiscalizações na 2ª fase do MS Estado Saudável


A VISA Estadual (Vigilância Sanitária) intensificou as ações de apoio técnico no município de Inocência, que vive um período de rápida expansão. A força-tarefa incluiu inspeções conjuntas, capacitações e o planejamento das ações de 2026, reforçando a segurança sanitária local. Durante a segunda fase do programa MS Estado Saudável, foram realizados treinamentos práticos, visitas técnicas e suporte direto à reorganização da VISA municipal. As atividades contemplaram Unidades Básicas de Saúde, laboratório municipal, cozinhas industriais e serviços de alimentação.

A gerente técnica de Alimentos da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Jane Domingues, ressaltou a importância da atuação integrada. “Estivemos ao lado da equipe municipal para orientar tecnicamente, compartilhar estratégias de fiscalização e fortalecer a segurança técnica dos profissionais. Também planejamos, juntos, as ações prioritárias do próximo ano, considerando o crescimento populacional e a ampliação dos serviços”.

A fiscal da VISA de Inocência, Mariane Bernardes, destacou o impacto direto da mobilização na rotina local. “A ação conjunta com a VISA Estadual atendeu ao que esperávamos. Foi possível identificar pontos prioritários e ajustar algumas rotinas. A equipe trabalhou de maneira técnica e muito próxima da nossa realidade, o que facilitou bastante o processo”, afirmou.

As atividades também reforçaram competências municipais e promoveram articulação com a Vigilância Epidemiológica para detecção precoce e investigação de surtos alimentares.

Para a gerente de Serviços de Saúde da SES, Aline Schio, o trabalho desenvolvido no município reforça o papel estratégico da vigilância sanitária. “A vigilância sanitária nos serviços de saúde estimula boas práticas e contribui para uma assistência mais segura, com estrutura adequada e processos de trabalho qualificados”, afirmou.

Já a gerente de Hemovigilância, Tecidos e Laboratórios, Patrícia Cervelatti, ressaltou que a ação reforçou importantes avanços estruturais. “A atuação conjunta permitiu avaliar estrutura, processos e conformidade das UBS, farmácias públicas e do laboratório municipal, fortalecendo a qualidade dos serviços ofertados à população”.



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MS cria fundo rotativo para contribuir com modernização do sistema prisional


O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou lei estadual que institui o Fundo Rotativo Penitenciário (FRP), um novo instrumento financeiro voltado ao fortalecimento do sistema penitenciário estadual. Vinculado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e administrado) pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), ele entra em vigor a partir de janeiro de 2026.

O objetivo central do fundo é garantir recursos próprios e contínuos para atender às necessidades estruturais, operacionais e pedagógicas das unidades prisionais, com foco especial no trabalho prisional e na ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

De acordo com a nova legislação, o Fundo Penitenciário será abastecido por diversas fontes, entre elas dotações orçamentárias do Estado, doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas, rendimentos financeiros, além de receitas geradas pela prestação de serviços e pela produção artesanal, industrial e agrícola desenvolvida dentro das unidades prisionais.

Também integram o fundo valores provenientes da comercialização de produtos fabricados no sistema prisional, da remuneração do trabalho do reeducando — conforme autorizado pela Lei de Execução Penal —, de parcerias firmadas com instituições públicas ou privadas e da permissão de uso de espaços prisionais.

Os recursos arrecadados deverão ser aplicados diretamente nas unidades prisionais, preferencialmente naquela responsável pela geração da receita. A lei prevê investimentos em manutenção, reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e materiais permanentes, além do custeio de insumos e matérias-primas para atividades produtivas.

Ele também poderá financiar ações de capacitação profissional, atividades educacionais, medidas pedagógicas ligadas ao trabalho prisional, além da manutenção dos serviços penitenciários. Estão previstos ainda recursos para formação e aperfeiçoamento dos servidores penitenciários, escoltas, recambiamentos e despesas com alimentação, transporte e hospedagem de internos em deslocamento.

A legislação veda expressamente a utilização do Fundo para pagamento de despesas com pessoal, e determina que todas as contratações sigam as normas da nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021).

Controle, transparência e fiscalização

A gestão do Fundo Rotativo Penitenciário ficará sob responsabilidade do diretor-presidente da Agepen, que atuará como ordenador de despesas. A lei prevê a possibilidade de criação de uma comissão de fiscalização e estabelece regras rígidas de controle e transparência.

Relatórios trimestrais e anuais detalhando receitas, despesas e saldos financeiros deverão ser encaminhados ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/MS) e aos Juízos da Execução Penal.

A prestação de contas será submetida ao Tribunal de Contas do Estado e aos órgãos de controle interno e externo.

A Agepen poderá firmar parcerias com órgãos estaduais e federais para ampliar as oportunidades de trabalho prisional. Os saldos financeiros ao final de cada exercício serão automaticamente transferidos para o exercício seguinte, garantindo continuidade às ações financiadas pelo Fundo.

Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, com a criação do Fundo Rotativo Penitenciário, o Governo do Estado busca modernizar a gestão do sistema prisional, fortalecer a política de ressocialização e assegurar maior autonomia financeira às unidades, “alinhando eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e compromisso social”.



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Novo status sanitário amplia credibilidade da suinocultura e impulsiona abates e exportações


O reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, oficializado em 2025, colocou a suinocultura de Mato Grosso do Sul em um novo patamar de visibilidade internacional. Ao passar a integrar esse status sanitário, o estado fortalece a confiança de importadores e amplia as chances de avançar em mercados cada vez mais criteriosos, movimento que já se reflete nos números. Só em novembro, por exemplo, MS exportou 1,84 mil toneladas de carne suína in natura, gerando US$ 4,49 milhões em receitas. No acumulado de janeiro a novembro, foram 20,7 mil toneladas embarcadas e US$ 49,2 milhões em vendas, um crescimento de 11,76% sobre o ano anterior.

Para a consultora de economia da Famasul, Eliamar de Oliveira, o novo status sanitário funciona como um selo de confiança. Ele amplia o valor estratégico da produção sul-mato-grossense e consolida a imagem de segurança sanitária no mercado global. “A certificação funciona como uma oportunidade de mercado, mas também como um compromisso de toda a cadeia. Manter padrões elevados de biosseguridade e gestão sanitária passa a ser essencial para sustentarmos esse patamar”, observa.

O avanço sanitário chega em um momento de ritmo acelerado também na produção. Somente em novembro, os frigoríficos do estado registraram o abate de 311,1 mil suínos, alta de 4,96% em relação ao mesmo mês de 2024, indicador que reforça o dinamismo da cadeia e o alinhamento às exigências internacionais.

Para competir nesses mercados, contudo, a profissionalização das granjas precisa continuar evoluindo. A consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes, destaca que práticas rigorosas de biosseguridade como barreiras de entrada, controle de trânsito, planos de contingência e monitoramento permanente do plantel são fundamentais para reduzir riscos e manter acesso aos principais destinos compradores, como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.

Ela destaca que, embora o novo status fortaleça a imagem do país, ele não é o único fator por trás da valorização recente do suíno vivo. “A oferta equilibrada, a demanda firme e as exportações em alta foram fundamentais para sustentar o preço. O status sanitário contribui, mas de forma indireta, ao manter mercados abertos e fortalecer a confiança dos compradores”, pontua.

O setor, agora mais exposto às oportunidades e às cobranças globais, passa por um processo contínuo de modernização. Segundo Fernanda, o novo patamar gera um ciclo de evolução: normas sanitárias mais rígidas, vigilância permanente e elevação do padrão produtivo. “A certificação reforça o compromisso do estado com a qualidade e fortalece toda a cadeia”, conclui.



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Agro cresce 18% em 2025 e consolida MS em posição estratégica no país


Mato Grosso do Sul encerra 2025 como um dos estados que mais avançaram no agronegócio brasileiro, impulsionado por uma safra recorde de 28 milhões de toneladas de soja e milho, crescimento de 18% no Valor Bruto da Produção e conquistas sanitárias que ampliam mercados. O desempenho, aliado a investimentos em logística e à expansão de novas cadeias produtivas, consolidou o estado como referência nacional em produtividade, sustentabilidade e competitividade. Além de registrar crescimento expressivo em produção e exportações, o estado atraiu novas indústrias, o que fortaleceu seu papel estratégico no agronegócio brasileiro e abriu espaço para novas fronteiras produtivas.

A atuação integrada entre Famasul, Senar/MS, CNA, Governo do Estado e órgãos federais resultou em avanços estruturantes que fortaleceram as cadeias produtivas e ampliaram a competitividade do estado no cenário nacional e internacional. Confira alguns avanços que ocorreram em 2025.

Produção e produtividade em alta

A safra 2024/25 registrou crescimento expressivo. Somadas, a soja e o milho alcançaram 28 milhões de toneladas, aumento de 35% em relação ao ciclo anterior, garantindo ao estado o 5º lugar no ranking nacional. A produtividade do milho foi o grande destaque, com avanço de 62% frente à safra 2023/24, marcada por forte quebra e produção de apenas 8,4 milhões de toneladas.

Esse movimento foi impulsionado também pela chegada e expansão das indústrias de etanol de milho. Na safra atual, Mato Grosso do Sul produziu 1,58 bilhão de litros do biocombustível, crescimento de 58% e estímulo direto à demanda por grãos.

Outras cadeias despontam com força no estado. A citricultura avança com projeção de 30 mil hectares de laranja, enquanto o amendoim mantém ritmo acelerado, com área plantada de 43,5 mil hectares e produção estimada em 173,7 mil toneladas.

O setor de florestas plantadas segue em grande expansão. A área de eucalipto superou 1,89 milhão de hectares, impulsionada pela expectativa de instalação de duas novas plantas industriais, sendo uma em Inocência e outra em Bataguassu, que devem ampliar a demanda por madeira nos próximos anos.

A adoção de práticas regenerativas e de manejo sustentável se intensificou em 2025. Sistemas integrados, rotação diversificada de culturas, manejo conservacionista do solo e estratégias de mitigação climática consolidaram uma agricultura mais resiliente e alinhada às exigências internacionais.

“Os produtores sul-mato-grossenses demonstraram mais uma vez sua capacidade de adaptação, investindo em tecnologias que elevam a produtividade e preservam o meio ambiente. Esse equilíbrio é a base do crescimento sustentável do nosso estado”, destaca Tamiris Azoia, coordenadora do departamento técnico da Famasul.

Proteínas animais

O abate de bovinos cresceu 4%, totalizando 4,1 milhões de cabeças, enquanto a suinocultura alcançou 3,5 milhões de animais abatidos, também com alta de 4%. A avicultura manteve estabilidade, com 186,2 milhões de aves abatidas (0,3% de aumento).

O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou aproximadamente R$ 84 bilhões, alta de 18% impulsionada pela combinação entre bom desempenho produtivo e valorização dos preços da maioria dos produtos. O PIB sul-mato-grossense deve encerrar o ano com crescimento de 6,8%, superando R$ 227 bilhões.

Exportações e competitividade em alta

As exportações do agronegócio acumularam crescimento de 4% entre janeiro e novembro, com faturamento de US$ 9,2 bilhões. A celulose lidera as vendas externas, representando 31% da receita e somando US$ 2,84 bilhões, 20% acima de 2024.

Em seguida vêm a soja em grãos, com US$ 2,33 bilhões (25% do total), e a carne bovina, que cresceu 51% e chegou a US$ 1,70 bilhão, consolidando a força do setor.

Infraestrutura e logística avançam com novos investimentos

O ano também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Outro projeto estratégico é a Rota da Celulose, que abrange cerca de 870 km de rodovias federais e estaduais, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões, conectando regiões produtoras aos corredores de exportação.

A confirmação do leilão da Hidrovia do Rio Paraguai para 2026 representa mais um passo para reduzir custos logísticos, enquanto melhorias em aeroportos regionais ampliam o escoamento de cargas de maior valor agregado.

Citricultura ganha novo impulso do MS

A partir de 2024, e com desdobramentos ainda mais significativos em 2025, Mato Grosso do Sul avançou em políticas para consolidar a citricultura como uma nova fronteira produtiva. Com mais de 15 mil hectares já em produção e cerca de 7 milhões de mudas implantadas, o setor segue em rápida expansão no estado, que já projeta mais de 40 mil hectares adicionais em novos empreendimentos para os próximos anos.

A Lei Estadual nº 6.293/2024 instituiu um rigoroso controle fitossanitário ao proibir o plantio de murta, hospedeira do psilídeo transmissor do greening, e determinar sua erradicação e monitoramento, medida que foi rapidamente reforçada no âmbito municipal, com Ribas do Rio Pardo tornando-se o primeiro a regulamentar a “Lei do Citrus” (Lei nº 1.536/2025), seguido por Campo Grande, que aprovou a Lei nº 7.451/2025, estabelecendo proibições, fiscalização e multas. Além das ações legais, o setor passou a contar com apoio financeiro por meio de uma linha específica do FCO, que disponibiliza até R$ 20 milhões por ano para implantação e manutenção de pomares, com limite de 500 hectares por projeto.

Reconhecimento sanitário

Em maio, o Brasil conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em um reconhecimento histórico no qual a Famasul teve papel decisivo por sua atuação técnica no Comitê Gestor do PNEFA. O estado também manteve alto padrão sanitário em outras cadeias, permanecendo livre de Influenza Aviária, Doença de Newcastle, Peste Suína Africana e Peste Suína Clássica. “Esse reconhecimento internacional reforça a credibilidade da pecuária de Mato Grosso do Sul e abre novas portas no mercado global. É um marco coletivo, construído por produtores, entidades e instituições públicas”, afirma Marcelo Bertoni, presidente da Famasul.

PSA e segurança jurídica no Pantanal

A implementação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal foi um dos principais avanços ambientais de 2025, remunerando produtores pela conservação da vegetação nativa além do exigido por lei. Financiado pelo Fundo Clima Pantanal e operacionalizado pela Funar, vinculada à Famasul, o programa prevê pagamentos de R$ 55,47 por hectare ao ano, com limite de R$ 100 mil por propriedade. No primeiro edital, 59 propriedades foram contempladas, somando cerca de R$ 30 milhões em investimentos voltados à proteção do bioma e ao reconhecimento de práticas produtivas sustentáveis.

No mesmo período, a promulgação da Lei do Pantanal garantiu segurança jurídica, respeitou as particularidades da região e valorizou práticas sustentáveis adotadas há décadas pelos produtores rurais, reforçando um ambiente mais competitivo e sustentável para o agro de Mato Grosso do Sul.

Para 2026, a Famasul e o Senar/MS seguirão ao lado do produtor rural, promovendo capacitação, fortalecendo a defesa sanitária e trabalhando para garantir um ambiente cada vez mais competitivo, sustentável e seguro para quem produz em Mato Grosso do Sul.



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