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Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa


Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro.

Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.

“A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento”, explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.

“A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação”, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.

“Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo [pelo barulho e textura]”, explicou a fisioterapeuta. “Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação”, completou.

Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. “Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo”, revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou.

Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.

A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.

“Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida”.

Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.

A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais “caóticos”, com menos espaços seguros ou oportunidades para os bebês se movimentarem.

A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.

“Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê”, analisou Caroline. “Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento”.

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos – que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.

Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.



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Produtores de maconha investem na mecanização das lavouras na fronteira. SENAD destrói 60 hectares da droga  


Uma ofensiva estratégica de grande escala contra o narcotráfico resultou na destruição de quase 60 hectares de plantações clandestinas de maconha no distrito de Piray, no município de Capitán Bado, região de fronteira com Coronel Sapucaia.

A ação foi coordenada pela Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), por meio do Departamento Regional nº 1, com apoio de forças especiais e acompanhamento do promotor de Justiça Celso Morales. Batizada de “Toro Expo”, a operação é considerada um dos golpes mais expressivos contra a produção de cannabis na região nos últimos meses.

O que mais chama a atenção das autoridades é a evolução do modelo de cultivo utilizado pelas organizações criminosas. As antigas roças rudimentares deram lugar a um sistema mecanizado de produção, com uso de adubação planejada, aplicação de defensivos agrícolas e técnicas que garantem maior produtividade.

Segundo os investigadores, o complexo era composto por 15 parcelas interligadas, somando aproximadamente 60 hectares de cultivo de Cannabis sativa. O método empregado se assemelha ao utilizado por produtores tradicionais de grãos, com preparo técnico do solo, manejo agrícola estruturado e otimização da colheita.

Essa modernização do plantio demonstra um alto nível de organização logística e investimento financeiro por parte das facções. O objetivo é claro: ampliar escala, reduzir perdas e maximizar lucros.

Impacto bilionário para o crime

Durante a operação, foram erradicados 57 hectares de plantações em fase ativa de crescimento, além do desmantelamento de seis acampamentos clandestinos utilizados como bases operacionais e pontos de armazenamento da droga.

A estimativa técnica é de que a área eliminada impediria a circulação de pelo menos 171 toneladas de maconha. Caso chegasse ao mercado consumidor brasileiro, essa produção poderia gerar aproximadamente US$ 25,6 milhões às organizações criminosas.

O prejuízo financeiro imposto pela operação representa um duro golpe na estrutura econômica do tráfico na faixa de fronteira entre Paraguai e Brasil — região historicamente utilizada como corredor estratégico para o envio de drogas ao território brasileiro.

A localização estratégica de Capitán Bado, vizinha a Coronel Sapucaia, torna a área especialmente sensível. A extensa área rural e a permeabilidade territorial favorecem a instalação de lavouras clandestinas em larga escala.

A mecanização observada nesta operação revela que o narcotráfico tem adotado métodos cada vez mais profissionais e estruturados, aproximando-se do agronegócio formal em termos de produtividade — porém com finalidade ilícita.



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Sporting Cristal chega hoje em Ponta Porã para enfrentar o 2 de Mayo





Com informações da Aeroin
Uma aeronave Boeing 737-300 e Bombardier Dash 8-Q400, deve chegar por volta das 15 horas desta segunda-feira (16) no Aeroporto Internacional de Ponta Porã trazendo a delegação do Sporting Cristal do Peru para a partida desta terça-feira (17), contra o 2 de Mayo pela Copa Libertadores.
A companhia Star Perú que no começo do mês trouxe o Alianza Lima foi contratada para mais uma vinda dos peruanos. A aeronave utilizada será novamente um Boeings 737-300, com capacidade para 140 passageiros (na semana retrasada, foi utilizado o de matrícula OB-2181-P).

Ele deverá chegar hoje, dia 16 de fevereiro, às 16 horas e 10 minutos, no voo SRU-9801 vindo de Lima, no Peru, segundo dados do sistema de voos programados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Depois, o avião deverá partir de Ponta Porã de volta para Lima, sob a numeração SRU-9802, às 11h00 da manhã de quarta-feira, dia 18 de fevereiro.

A programação acima descrita é uma previsão, sujeita a alterações, atrasos ou cancelamento, a critério das partes envolvidas.
A partida entre 2 de Mayo e Sporting Cristal está marcada para as 19 horas e 30 minutos no estádio Rio Pirapiti em Pedro Juan Caballero.




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Judiciário funcionará em regime de plantão em MS durante o feriado


Durante o carnaval e na quarta-feira de cinzas, de 16 a 18 de fevereiro, o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul funcionará em regime de plantão, não havendo expediente nestas datas. Tanto em 1º grau como em 2º grau de jurisdição, o plantão terá início às 19 horas de sexta-feira, dia 13 de fevereiro, e terminará às 12 horas do dia 19 de fevereiro, quinta-feira, quando o Judiciário retoma o expediente normal. Os prazos processuais ficam suspensos durante todo o período.

Em alinhamento à Resolução CNJ nº 71/2009 e ao Provimento nº 598, do TJMS, o plantão judiciário funcionará para os casos considerados urgentes, como: mandados de segurança, habeas corpus, medidas protetivas da Lei Maria da Penha, comunicação de prisão em flagrante, pedidos de liberdade provisória, pedidos de prisão preventiva ou temporária, requerimento de realização de corpo de delito, ação cautelar de busca e apreensão (de bens ou pessoas) e medidas urgentes ou cautelares de natureza cível ou criminal.

Equipes – Para atender a população durante o plantão judiciário, equipes de magistrados em 1º e 2º grau, além de analistas e oficiais de Justiça, estarão à disposição no TJMS, no Fórum da capital e nas comarcas do interior.

No portal do Poder Judiciário de MS, no ícone “Plantão”, é possível encontrar os telefones de contato dos plantonistas.

É importante ressaltar que, para que as ações sejam iniciadas durante o período excepcional, o ato coator deve ter ocorrido nesse intervalo. Isso quer dizer que pedidos que poderiam ter sido feitos em dias úteis não serão apreciados no plantão judiciário.



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Advogada orienta sobre como se proteger de crimes digitais no carnaval


Imagens capturadas em pleno carnaval, na alegria dos blocos e festas, sem conhecimento nem permissão dos foliões, podem gerar problemas graves, expor as pessoas a riscos e, inclusive, a crimes. A advogada Maria Eduarda Amaral, especializada em Direito Digital e Propriedade Intelectual, ensina como as pessoas devem fazer para se proteger dos chamados crimes digitais no carnaval e, também, no resto dos dias do ano.

“Essa é uma questão bastante sensível porque, hoje, qualquer conteúdo que você posta na internet está suscetível a manipulações, a utilizações indevidas, aos maiores cuidados que eu possa deixar aqui hoje”, disse Maria Eduarda à Agência Brasil.

Algumas precauções incluem: somente aceitar pessoas nas redes sociais que você conheça, não se expor excessivamente, não postar coisas em tempo real quando ainda estiver em determinado ambiente ou local, tomar bastante cuidado com símbolos principalmente.

“Eu vejo pessoas que saem do trabalho, vão para o carnaval e postam fotos. Os mais jovens que saem da faculdade com algum símbolo que identifique o local, vão para o carnaval e postam alguma coisa que acaba tornando a vida deles muito identificável”.

A especialista explicou que a pessoa que tem a intenção de fazer fazer mau uso da informação vai estar observando esses movimentos, para saber que o jovem acabou de sair da faculdade e está indo para uma festa.

“Sabe que, se fizer alguma coisa para prejudicar essa pessoa, ela vai demorar algum tempo para perceber e ver. Esse é o momento. Se a pessoa estiver curtindo uma festa de carnaval, o momento de fazer algo contra aquela pessoa é agora, porque ela não vai estar prestando atenção. É mais fácil de se espalhar (o boato, a mentira) e, então, ela não vai tomar uma atitude imediata para conter essa situação”.

Intercorrências

Pelo que a advogada Maria Eduarda pôde perceber no último carnaval, uma das maiores intercorrências foi invasão de redes sociais. Ela explicou que as pessoas, no desespero do momento, entram em wi-fi públicas muito duvidosas ou acabam acessando SMS ou links suspeitos, passando códigos suspeitos pelo telefone. “Enfim, invasões por redes sociais que acabam gerando golpes financeiros em redes sociais”.

A segunda intercorrência significativa são os deepnudes, fotos falsas que deixam pessoas nuas e que são geradas pelo uso de inteligência artificial. “Porque as pessoas estão fantasiadas e é mais fácil para a IA gerar um conteúdo sexual falso, a partir dessas imagens e fotos”.

Isso ocorre principalmente com essas imagens quando se trata de mulheres com fantasias, adornos, adereços de carnaval. É o uso indevido de imagem.

Outro problema grave está ligado ao uso de aplicativos de encontros, como Tinder, Happn, Inner Circle, para pegar fotos de pessoas reais que são manipuladas por inteligência artificial, criando perfis para poder dar match, ou seja, combinar ou corresponder à expectativa da pessoa.

Para os bandidos, dar match significa levar as pessoas que procuram encontros por aplicativos a encontrar os possíveis parceiros ou parceiras em locais não seguros, onde podem acontecer roubos, furtos, sequestros e outros tipos de crimes.

Maria Eduarda recomenda muito cuidado ao entrar nesses aplicativos, inclusive ao fazer chamadas de vídeo. Se do outro lado estiver de fato um golpista, essa chamada de vídeo pode ser utilizada para acessar principalmente contas bancárias, fazer empréstimo, fazer cartões de crédito.

A especialista em crimes digitais advertiu que cuidado maior devem ter pessoas que estão curtindo o carnaval fora da cidade onde moram.

Cuidados básicos

Antes de marcar encontros por esses aplicativos, o usuário deve tomar alguns cuidados básicos, orientou Maria Eduarda. Segundo a especialista, o ideal é coletar o máximo de informações sobre a pessoa com quem quer se encontrar.

“Falando principalmente do público LGBTQIA+, que é o mais afetado, existem algumas pessoas que não expõem a própria sexualidade. Então, trabalham ali com apelidos, muitas vezes sem fotos do rosto nem de perfil. O que a pessoa que vai se encontrar com ela pode fazer é pegar redes sociais, conferir informações de nome. Pode lançar o nome em um site jurídico, por exemplo, o JusBrasil, para verificar se a pessoa com quem o encontro será feito já teve algum problema, alguma intercorrência antes”.

O usuário deve entrar nas redes sociais para ver se acha aquela pessoa, se ela está na mesma cidade, e perguntar sobre o dia dela, para conferir se o que ela falou até ali coincide. Deve verificar nas redes sociais se teve algum tipo de postagem, alguma foto, algum story .

Então, a orientação da advogada é dar o próximo passo, que consiste em uma videochamada, mesmo com os riscos de golpes com vídeos, e uma troca de fotos “desde que seja com parcimônia também, não sejam fotos muito comprometedoras, principalmente que não sejam fotos íntimas, até porque você está conferindo informações, mas não sabe quem é a pessoa que está do outro lado”.

Ela explica que há um cálculo sensível de riscos, quando o assunto é vídeochamada. “Nesse caso, o mais seguro é que a pessoa faça a videochamada com cautela porque não se teria outra forma de verificar se a pessoa que está falando com você é a mesma pessoa do aplicativo. É essencial prestar atenção em qualquer movimentação suspeita durante a chamada e não manter o rosto muito próximo da câmera para evitar qualquer leitura facial por aplicativos terceiros”.

Erros comuns
Mesmo pessoas que tenham tomado todos os cuidados possíveis nesses aplicativos de relacionamentos podem acabar sendo prejudicadas de alguma forma. “Nós já tivemos casos aqui em que a pessoa tomou todos os cuidados possíveis. Ela realmente estava falando com a pessoa do outro lado que dizia ser quem era. Só que na hora de marcar o encontro, foi sugerido um lugar totalmente ermo, de procedência duvidosa“. Ao chegar lá, o usuário percebeu que se tratava efetivamente de um golpe. Ou seja, a pessoa com quem ela falava era participante do golpe, mas foi-se criando uma confiança.

Daí a advogada orientar que por mais que essa pessoa passe por todas as verificações e consiga estabelecer confiança, ainda assim o interessado deve fazê-la passar por uma quarta verificação. A pessoa deve exigir um encontro em um local público.

Prints

Os prints (capturas de telas) são majoritariamente as provas digitais válidas para abrir um processo judicial ou uma investigação policial, confirmou Maria Eduarda Amaral.

“Um padrão que eu vejo nesse tipo de caso, envolvendo golpes virtuais, é que por mais que a pessoa faça todas as verificações, ela não guarda informações sobre a pessoa que ela vai encontrar”.

A sugestão é que, enquanto o usuário estiver conversando com a pessoa no aplicativo ou no Whatsapp tire um print do perfil dela e manda para um amigo.

De acordo com a advogada, pode-se tirar print de tudo, do número que a pessoa está usando no Whatsapp, de foto que aparece nesse número, de algum status.

“Se a pessoa ligou para o usuário em uma chamada de vídeo, tira um print do rosto de quem está falando com você, do convite dela te chamando para sair. Porque é muito comum nesses casos, os golpistas apagarem tudo depois que eles conseguem o que querem da pessoa”, alerta.

“Eles vão apagar o perfil que usaram para falar com você, vão descartar os números, vão apagar os números de WhatsApp e aí, depois, por mais que a vítima queira, se torna muito mais difícil saber quem é aquela pessoa”, completou.

A advogada esclareceu que a partir do momento em que a vítima guarda, desde o início, todas as informações, é mais fácil ciar uma linha do tempo “para poder entender de onde ela surgiu, quem ela é, se está aplicando outros golpes, como está utilizando essas redes digitais para conseguir aplicar esses golpes”.

Se a vítima não tem essas informações, os advogados podem entrar em contato ali com a operadora de telefonia, por exemplo, mas o chip já não existe mais. “Então, eles não têm como te passar as informações que são necessárias. E, se tudo der certo, o máximo que vai acontecer é você apagar tudo e descartar”.

A advogada afirmou, entretanto, que as plataformas podem ser responsabilizadas nesses casos também. “Nós entendemos que, principalmente se tratando de sites de relacionamentos, existe uma responsabilidade da plataforma porque o usuário precisa se cadastrar, tanto que não é possível que uma mesma pessoa tenha mais de um perfil no Tinder, por exemplo”.

A especialista aconselha ainda que as pessoas não tenham vergonha de denunciar. “Não existe vergonha em ser vítima. Nós somos todos humanos, todos nós temos a possibilidade de passar por esse tipo de situação, de cair nesse tipo de golpe”.

Responsabilização

Em todos esses tipos de crimes, a vítima pode buscar uma responsabilização civil. “Quando nós falamos, por exemplo, da invasão de uma conta bancária, a responsabilidade civil é também do banco pela fraude. Se você conseguir encontrar essa pessoa golpista, a responsabilidade criminal é dessa pessoa”.

Maria Eduarda deixou claro mesmo sem identificar o golpista, a vítima pode buscar a pessoa para quem fez transferências bancárias, falando-se aqui de invasão de conta bancária, por exemplo. “Porque a pessoa, em nome de quem está aquela conta, que está recebendo aquele dinheiro que é fruto de um crime, ela é punível com a situação. Então, ela também responde pelo golpe, pela fraude”.

No caso das deepfakes, há responsabilização criminal do usuário que gerou aquele conteúdo e existe também responsabilização parcial da plataforma, tanto civil quanto criminal. No caso do criminal seria para remoção, para exclusão do conteúdo. No caso da responsabilização civil, seria para as indenizações que a pessoa prejudicada pode receber, principalmente indenizações relativas a danos morais, a danos à imagem, a depender da extensão da veiculação desse conteúdo e do dano na vida da pessoa afetada.

“Então, a plataforma responde solidariamente com o usuário. Se você não sabe quem é o usuário, a responsabilidade recai sobre a plataforma”.

As deepfakes são imagens criadas com o uso de tecnologias de inteligência artificial que permitem a sobreposição de rostos e vozes em vídeos, podendo sincronizar os movimentos dos lábios e expressões faciais, o que faz com que a imagem se assemelhe muito à de uma pessoa real.

Maria Eduarda Amaral informou que nos casos dos perfis de aplicativo, ocorre a mesma coisa. A responsabilidade é solidária, porque, ao se fazer o cadastro nessas plataformas, a pessoa precisa informar certos dados, inclusive sob o pretexto de segurança para os usuários.

“Se a plataforma não faz esse cruzamento de dados, então ela permite que qualquer pessoa suba qualquer foto ali falsa, sem a possibilidade de se verificar se se trata realmente de uma pessoa. Nesse caso, ela está sendo conivente com essa situação. Então, ela também é responsável”.

Se a plataforma não conseguir identificar quem é esse usuário, “o que ultimamente é bem difícil”, ela responde individualmente. Já se a plataforma consegue identificar quem é esse usuário, então a pessoa prejudicada pode tomar as medidas cabíveis contra ele. Nesse caso, não só a vítima, como também a pessoa que teve a imagem utilizada, conseguem responsabilizar esse golpista de forma cível e criminal, além de responsabilizar a plataforma de forma cível. Isso acontece justamente porque é previsto nos termos e diretrizes da plataforma, da comunidade, que “o cadastro é uma das formas de se verificar a idoneidade do usuário que está se cadastrando ali naquela plataforma”.



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Vereador Marcelino Nunes solicita iluminação e redutor de velocidade em Ponta Porã


Durante a sessão ordinária realizada na terça-feira (10), o vereador Marcelino Nunes apresentou duas indicações voltadas à melhoria da segurança viária em diferentes pontos de Ponta Porã.

As solicitações foram encaminhadas ao prefeito Eduardo Campos, com cópias ao secretário municipal de Obras e Urbanismo, Joanilson Zeferino dos Santos.

Na primeira indicação, o parlamentar solicitou a instalação de postes e luminárias na entrada do Assentamento Dorcelina Folador. Segundo Marcelino Nunes, a medida é necessária para reforçar a segurança de motoristas, motociclistas e ciclistas que utilizam a via, considerada uma das principais entradas do assentamento e que registra grande fluxo de veículos.

O vereador destaca que a implantação da iluminação pública no local proporcionará mais comodidade aos moradores e maior segurança aos usuários da via, especialmente no período noturno.

Redutor de velocidade

Em outra indicação, Marcelino Nunes solicitou a implantação de um redutor de velocidade na Rua Pitombeira, nas proximidades da Escola Municipal Marcondes Fernandes Pereira, situada no bairro Residencial Ponta Porã II.

De acordo com o vereador, o pedido atende a uma reivindicação de moradores e de pessoas que utilizam a via diariamente.

Ele ressalta que o trecho ainda não conta com esse tipo de dispositivo, considerado importante para reduzir a velocidade dos veículos e aumentar a segurança, principalmente de estudantes e pedestres que circulam pela região.

As indicações seguem agora para análise do Executivo Municipal e dos setores competentes.



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Investigado por casos de violência doméstica é preso pela Polícia Civil na Capital


Homem de 34 anos, investiado por casos de violência doméstica, foi preso neste domingo (15/2), pela Deam (Delegacia Especializado de Atendimento à Mulher), em Campo Grande. Contra ele, havia mandado de prisão preventiva em aberto.

Conforme a PC (Polícia Civil), as investigações apontam um ciclo de violência reiterada. O autor já havia sido preso em flagrante no dia 18 de dezembro de 2025 após episódios de ameaça e injúria ocorridos no Bairro Vila Alba.

Na ocasião, as vítimas — mulheres com idades entre 26 e 34 anos — relataram comportamentos de controle extremo e medo. Mesmo após ser posto em liberdade provisória no dia seguinte (19 de dezembro), mediante medidas protetivas de urgência, o indivíduo demonstrou total desprezo pelas ordens judiciais.

Registros policiais confirmam novos descumprimentos nos dias 19, 25, 30 e 31 de dezembro do ano passado. O homem teria utilizado meios de comunicação e contatos eletrônicos para continuar assediando e ameaçando a vítima.

Anteriormente, policiais da Especializada já havia cumprido um mandado de busca e apreensão contra o investigado, devido a denúncias de que ele possuía armas de fogo. Ao tomar ciência de que era alvo de novas frentes investigativas, o indivíduo passou a agir de maneira furtiva, abandonando a residência em que morava e deixando de frequentar seu escritório de advocacia.

Após mais de um mês de diligências e monitoramento, a equipe policial localizou seu paradeiro e nas primeiras horas de ontem, os agentes deram cuprimento ao mandado de prisão preventiva. Em estrito cumprimento aos preceitos legais e às prerrogativas da classe, a OAB-MS foi devidamente acionada logo após a captura para acompanhar os procedimentos.



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Baleado na fronteira morre antes de chegar ao hospital em Pedro Juan Caballero





Um homem identificado como Marcos Daniel Maldonado Jara, morreu na noite deste domingo (15) após ser atingido por vários disparos de arma de fogo no distrito de Zanja Pytã, cidade ao lado de Ponta Porã. Ele chegou a ser socorrido com urgência e encaminhado para atendimento médico no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o trajeto.

De acordo com as informações preliminares, a vítima foi alvejada em circunstâncias ainda não esclarecidas. Equipes de resgate foram acionadas e realizaram o transporte emergencial até o hospital. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, Marcos Daniel morreu antes de receber atendimento médico. O corpo foi encaminhado à morgue do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero.




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Jovem é encontrado morto em chácara de Guia Lopes da Laguna





A polícia apura as circunstâncias da morte de uma pessoa jovem em uma chácara localizada no município de Guia Lopes da Laguna, na margem da rodovia para Jardim. O corpo foi constatado por uma pessoa que passava na rodovia e percebeu que uma pessoa estaria caída na entrada da casa e ao verificar constatou a morte.

As Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros foram acionados, mas constataram a morte da vítima. Ainda não há a definição da identidade da vítima. A vítima teria familiares em Jardim e trabalhava há pouco tempo na propriedade.

Após os levantamentos e confirmação da identificação da vítima, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal de Jardim. O caso será apurado pela Polícia de Guia Lopes da Laguna.




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Vítima de tentativa de homicídio é deixado ferido no Regional de Ponta Porã





Um homem de 45 anos foi deixado ferido no setor de Urgência e Emergência do Hospital Regional de Ponta Porã na manhã de ontem (14), em um caso tratado pela polícia como tentativa de homicídio.

A vítima, identificada como João Admilson Brites Benites, apresentava dois ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, ele foi atingido na mão direita e no pescoço, sendo submetido a procedimento cirúrgico logo após dar entrada na unidade hospitalar. Até o momento, o estado de saúde não foi oficialmente divulgado.

De acordo com relato repassado à Polícia Militar, João foi levado ao hospital por um homem ainda não identificado. Após deixá-lo na unidade, o condutor deixou o local sem fornecer informações sobre as circunstâncias do crime ou sobre sua própria identidade.

A ausência de detalhes sobre onde e como os disparos ocorreram amplia o mistério em torno do caso, que agora está sob investigação das autoridades competentes. A polícia busca identificar tanto o autor dos disparos quanto a pessoa que conduziu a vítima ao hospital, peça-chave para esclarecer a dinâmica dos fatos.




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