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Governo envia alertas sobre imposto de renda pelo Gov.br e WhatsApp


Os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês receberão alertas oficiais sobre atualização da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por meio da caixa postal individual da plataforma de serviços digitais do governo federal, Gov.Br, e pelo WhatsApp cadastrado pelo usuário.

A mensagem personalizada orienta o cidadão a consultar o contracheque de fevereiro. Isto porque a mudança nos limites de isenção ou nas faixas de desconto impactam no salário líquido recebido.

Desta forma, o trabalhador deve observar no próprio demonstrativo de pagamento mensal se o valor descontado sob o título IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) diminuiu ou não.

Quem ganha menos, paga menos imposto

Desde 1º de janeiro, a incidência do imposto é zero para quem tem rendimentos mensais até R$ 5 mil. Para os ganhos de R$ 5.000,01 a R$ 7.350 por mês, houve uma redução da cobrança do imposto de forma decrescente.

Já os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

Além da informação sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física, o aviso da caixa postal Gov.br também explica sobre ajustes na tributação de altas rendas como forma de garantir o equilíbrio fiscal no país.

Pela nova legislação (Lei nº 15.270/2025), os contribuintes que recebem rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil/mês), a alíquota é progressiva até 10%. Para rendas acima de R$ 1,2 milhão por ano, a alíquota mínima efetiva é de 10%.

As alterações válidas têm reflexo a partir do pagamento de fevereiro de 2026 e também será aplicada no cálculo do imposto cobrado exclusivamente na fonte no pagamento do 13º salário anual.

A retenção do IR na fonte pagadora deve ser feita por todas as empresas, inclusive as optantes pelo Simples Nacional.

Em caso de dúvidas, o texto aponta ao trabalhador que é possível buscar esclarecimentos diretamente com o empregador, por exemplo, no departamento de recursos humanos da empresa onde atua. Os devidos esclarecimentos podem evitar ruídos na comunicação e reduzir a necessidade de atendimento presencial na Receita Federal.

Como acessar a mensagem oficial

A caixa postal Gov.br é gratuita e foi criada automaticamente dentro da área pessoal de todas as pessoas que já se cadastraram na ferramenta. Entretanto, apenas os usuários de nível prata e ouro da plataforma podem acessá-la por meio tanto do aplicativo para dispositivos móveis quanto pelo site oficial.

Para ver a mensagem enviada pela Receita Federal, o usuário deve acessar a parte Minha área Gov.br, no alto da página à direita.

O governo federal esclarece que a comunicação oficial é gratuita e sem o risco de fraudes. As informações diretas aos cidadãos têm o objetivo de fortalecer “o acesso dos cidadãos a seus direitos e esclarecer sobre as regras que impactam sua vida financeira.”

“O envio é gratuito, não exige cadastro, pode ser confirmado no Gov.br e permite ao trabalhador escolher se deseja continuar recebendo comunicações oficiais do governo do Brasil”, diz o informe da Receita Federal.

Segurança

Para evitar que criminosos se aproveitem do alerta, as dicas são:

Sem links: o governo não envia links para clicar. Se uma mensagem fora da plataforma Gov.br pedir para pressionar ou acessar algo para “ver seu saldo” ou “atualizar dados”, desconfie. Neste caso, o texto fora do Gov.br é falso (fake)

Caixa postal Gov.Br: na dúvida sobre mensagens recebidas, o cidadão deve apenas verificar a caixa de mensagens individual e personalizada com seu nome no site ou aplicativo Gov.br, disponível para smartphones;

Sem dados pessoais: o governo federal e a Receita Federal não solicitam dados pessoais – como Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou endereço do internauta. Também não solicitam qualquer tipo de pagamento pelo WhatsApp. O que pode ser uma tentativa de golpe.

“O selo azul de conta verificada e o recebimento da mensagem pela Caixa Postal do Gov.Br garantem que a fonte da informação é oficial”, divulgou a Receita Federal.

Dúvidas

A Receita Federal também publicou em seu site exemplos de aplicação da nova tabela do Imposto de Renda de Pessoas Física para ajudar o entendimento sobre a aplicação correta da lei que reduziu a zero o imposto de renda para rendas até R$ 5 mil. Veja aqui.

Para esclarecer os pontos sobre a tributação de lucros e dividendos aos contribuintes e empresários, a Receita Federal disponibilizou aos cidadãos e empresas um “Perguntas e Respostas” neste site.



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Exportações de soja e milho garantem superávit de US$ 462 milhões em MS


O agronegócio de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com aumento nas exportações de soja e milho e saldo positivo na balança comercial. Em janeiro, o Estado exportou US$ 636,9 milhões e importou US$ 173,9 milhões, resultando em superávit de US$ 462,9 milhões.

Os dados indicam aumento expressivo na comparação com janeiro de 2025, embora tenha ocorrido retração em relação a dezembro, movimento comum para o período.

“O aumento do superávit ocorreu principalmente devido à redução das importações em comparação com janeiro de 2025. Com uma queda de 17,1% nas compras externas, houve menor saída de dólares do Estado, o que fortaleceu o saldo da balança comercial. Assim, além do bom desempenho das exportações, a retração das importações teve papel decisivo para o resultado positivo no início do ano“, explica do analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.

As exportações de soja de Mato Grosso do Sul somaram 163,5 mil toneladas em janeiro, alta de 303% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, o total foi de US$ 72,3 milhões, aumento de 343% na comparação anual. A China foi o principal destino da soja sul-mato-grossense, com 63% do volume exportado, seguida por Iraque, com 19%, e Tailândia, com 13%.

No cenário nacional, o Brasil exportou 1,87 milhão de toneladas de soja em janeiro, volume 75% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita foi de US$ 830 milhões.

Milho

O milho sul-mato-grossense somou 170,1 mil toneladas exportadas em janeiro, aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, o total foi de US$ 38,5 milhões, crescimento de 212%. O Irã liderou como destino do cereal, com 54% do volume, seguido por Vietnã, com 22%, e Bangladesh, com 13%.

No Brasil, as exportações de milho atingiram 4,24 milhões de toneladas em janeiro, alta de 18% frente a janeiro de 2025, com receita de US$ 928 milhões.

Apesar do crescimento anual, tanto soja quanto milho apresentaram retração no comparativo com dezembro, influenciados pelo ritmo de embarques no início do ano. “A queda nas exportações em relação a dezembro é um movimento sazonal e esperado para este período do ano. Janeiro marca a transição entre safras, com a colheita da soja ainda ganhando ritmo no Estado, o que reduz momentaneamente o volume disponível para embarque. Além disso, dezembro costuma concentrar maiores envios para fechamento de contratos e metas anuais, o que naturalmente eleva a base de comparação”, aponta Mateus.

Oferta elevada e impacto nas margens

O mercado internacional opera com oferta elevada de grãos, com produções robustas no Brasil, Estados Unidos e Argentina. A demanda segue presente, principalmente da China no caso da soja, mas os estoques limitam avanços nos preços.

Segundo dados dos boletins econômicos produzidos pela Aprosoja/MS, o cenário exige atenção à gestão de custos, à comercialização e ao comportamento do câmbio, que segue como fator relevante para a formação da rentabilidade em reais ao longo de 2026.



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Campeonato Estadual tem rodada completa nesta quarta-feira


A noite de quarta-feira (11) marca mais uma rodada completa pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense. Cinco jogos dão sequência à primeira fase e os resultados podem desenhar melhor em qual disputa estão os clubes, desde a disputa pelo G2 e vaga direta na semifinal até na parte de baixo, contra o rebaixamento. Por enquanto, nenhum tem vaga certa na sequência da competição.

A rodada começa às 18h com uma disputa direta por posição que pode até ser a vice-liderança. No Estádio Pereirão, AA Bataguassu busca reabilitação contra o FC Pantanal, outro time derrotado no fim de semana. Com oito pontos, o Bata está na terceira posição e quer retomar vaga na G2. Já o Tricolor, sem vencer há dois jogos, vê a quarta posição ameaçada em caso de novo tropeço. Kleber Pereira Ximenes é o árbitro, auxiliado por Luiz Felipe de Oliveira e Lucas Rafael Fernandes. O quarto árbitro é Maicon Alex Ristof. A partida tem transmissão pelo canal do portal Lance! no YouTube.

Todos os demais jogos começam às 19h30. No Estádio Virotão, o CE Naviraiense, vice-líder, busca manter a boa fase com apoio da torcida e recebe o Dourados AC, que ainda tenta se firmar na competição e entrar na zona de classificação para próxima fase. O árbitro é João Bosco Echeverria, com os assistentes Marcelo Grando e Edson Campos Mendonça nas laterais. O quarto árbitro é Guilherme Augusto Hickmann. O jogo tem transmissão pelo canal Naviraiense TV, no YouTube.

Em Rio Brilhante, no Estádio Ninho da Águia, o EC Águia Negra quer manter lugar na zona de classificação e encostar no G2 e, para isso, tem pela frente o lanterna CR Aquidauana, que, por outro lado, quer acabar com a história de levar gols no fim dos jogos e conquistar a primeira vitória. Rosalino Francisco Sanca é o árbitro, auxiliado por Leandro dos Santos Ruberdo e Diego dos Santos Ruberdo. O quarto árbitro é Carlos Henrique Linhares. A partida tem transmissão pelo canal Águia Negra TV, no YouTube.

A briga direta contra a zona de rebaixamento marca o confronto no Estádio Arthur Marinho. Ameaçado pela degola, o Corumbaense FC tenta afastar a desconfiança do torcedor e conquistar a primeira vitória contra o Ivinhema FC, que saiu da zona de degola na última rodada. A arbitragem é comandada por Everton Moreira Prates, auxiliado pelos assistentes Fabiana Nunes Fabrão e Josimar Mazzetto de Carvalho. O quarto árbitro é Willian Arakaki Antunes. O jogo tem transmissão pelo canal Carijó TV, no YouTube.

No Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande, tem o líder do campeonato no gramado. O Operário FC, sem vencer há dois jogos, busca quebrar essa oscilação e enfrenta o Costa Rica EC, que também quer acabar com a má fase e se manter na zona de classificação. O árbitro é Marcos Mateus Pereira, auxiliado por Adanclei Neves Barros e Jair Antônio de Souza. O quarto árbitro é Karina Carvalho Rocha. A partida tem transmissão pelo portal ge.com/ms.

Classificação

Com cinco rodadas completas, a liderança é do Operário, com 12 pontos. Na sequência e completando o G2, está o Naviraiense, com dez pontos. O Bataguassu vem em terceiro com oito pontos, seguido pelo Pantanal, com sete. Costa Rica, Águia Negra e DAC estão juntos com seis pontos, mas o time de Dourados fica fora da zona de classificação pelos critérios de desempate. Ivinhema é o oitavo com cinco pontos e, na zona de rebaixamento, estão Corumbaense e Aquidauana, ambos com três pontos.



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Sisu 2026: universidades iniciam convocação de lista de espera


As instituições públicas de ensino superior participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 iniciaram nesta quarta-feira (11) a convocação de candidatos em lista de espera para ocupar vagas eventualmente não preenchidas na chamada regular do Sisu.

Os estudantes que manifestaram interesse em participar da lista de espera de apenas um curso de graduação estão sendo chamados de acordo com a ordem de classificação, modalidade de concorrência e disponibilidade de vagas.

O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo. A maioria delas é da rede federal de ensino superior com destaque para universidades federais e institutos federais.

Acompanhamento das convocações

Os inscritos em lista de espera devem conferir o resultado diretamente no site da universidade pública escolhida.

O candidato deve acompanhar as convocações, observar prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da universidade.

Neste mesmo documento, a universidade pública deve comunicar os horários e locais de atendimento e se disponibiliza o acesso eletrônico para registro acadêmico e encaminhamento de documentação necessária para a matrícula.

Declaração para matrícula

Os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio em 2025 para obter o certificado de conclusão do ensino médio podem buscar a declaração digital para a pré-matrícula na educação superior diretamente na Página do Participante do Enem, com login de acesso da plataforma Gov.br.

A novidade foi disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para obter a declaração ou a certificação de conclusão do ensino médio pelo Enem os candidatos com mais de 18 anos precisam ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem, além de obter pelo menos 500 pontos na redação.

Recorde de vagas

Em 2026, o Sisu oferta mais de 274 mil vagas para 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios.

Do total de vagas da graduação, 148,9 mil (54,3%) são disponibilizadas por meio da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) e outras ações afirmativas próprias de universidades públicas de ensino superior.

O Ministério da Educação (MEC) confirma que esta é a maior edição da história do programa, com a participação de 136 instituições públicas de educação superior de todo o país.

Na última semana, o MEC comunicou que 99% das vagas do Sisu 2026 foram preenchidas na chamada regular e contabilizou 271.789 candidatos aprovados entre 1,8 milhão de inscritos.



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Crime após bebedeira termina em morte na Aldeia Jaguapiru


Michael Jaikeson Machado, de 29 anos, morreu nesta quarta-feira (11/2), no HV (Hospital da Vida), após ser esfaqueado durante a madrugada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados. Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta de 0h15, quando a vítima e outras três pessoas consumiam bebida alcoólica.

De acordo com o relato de uma familiar da vítima, ele estava em uma residência na Aldeia Jaguapiru junto com Pedro Carmona Salina, de 43 anos, pais de Valdinho Riquelme Carmona, de 23, e de Eniel Riquelme Carmona, de 26.

Num determinado momento, Michael teria sido esfaqueado dentro da casa, tentou correr, mas foi perseguido e novamente agredido com vários golpes de faca. Moraores acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que socorreu o rapaz para o hospital com cortes no tórax, abdômen, cabeça e face.

Apesar do atendimento médico, a vítima morreu por volta das 8h da manhã, em razão da gravidade das lesões.

Exames necroscópicos foram solicitados para auxiliar nas investigações e a PC (Polícia Civil) investiga o caso para esclarecer as circunstâncias, a dinâmica do crime e a responsabilidade dos envolvidos.



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Presença do Canil da PM marca início do ano letivo e reforça conscientização sobre cuidado animal em Ponta Porã





A Escola Municipal Manoel Martins, em Ponta Porã, recebeu na manhã de segunda-feira (9) a equipe do Canil do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) para uma apresentação educativa durante o evento “Em Defesa dos Animais”. A ação contou com a participação do cão farejador Thor, da raça Golden Retriever, e reuniu alunos, professores e membros da comunidade escolar.

Durante o período matutino, a equipe realizou uma demonstração prática do trabalho desenvolvido pelos cães policiais, explicando de forma didática como ocorre o treinamento dos animais e quais são suas principais atribuições no serviço operacional. A atividade teve como foco não apenas apresentar a atuação do Canil, mas também reforçar valores como respeito, responsabilidade e proteção aos animais.

O cão Thor despertou a atenção das crianças, que acompanharam a apresentação com entusiasmo e participaram de forma interativa. A abordagem lúdica facilitou a compreensão sobre disciplina, cuidado e cidadania, promovendo um momento de aprendizado aliado à aproximação entre a Polícia Militar e a comunidade escolar.

De acordo com a organização, a iniciativa contribui para um início de ano letivo mais dinâmico, fortalecendo o vínculo entre escola, forças de segurança e sociedade, além de incentivar a formação de uma consciência voltada ao bem-estar animal e à convivência responsável.




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Operação da Senad prende quatro pessoas e destrói estrutura de produção de maconha na fronteira


Uma operação da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai resultou na prisão de quatro pessoas e na desarticulação de uma estrutura criminosa voltada à produção de maconha na região de fronteira com Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (11) Colônia Piray, no departamento de Amambay, e contou com apoio do Ministério Público paraguaio.

Agentes especiais da Senad, com atuação em Pedro Juan Caballero e Bella Vista Norte, cumpriram três mandados de busca e apreensão simultâneos. A ofensiva foi fruto de investigações prévias conduzidas em conjunto com o Ministério Público, que identificaram uma organização dedicada ao cultivo e à logística de produção da droga.

Durante a operação, foram apreendidos três veículos, nove motocicletas, fertilizantes, herbicidas, sementes de maconha e outros materiais utilizados no processamento do entorpecente. Também foram identificadas extensas áreas de plantio ilegal.

Ao todo foram apreendidos em três locais, diversos automóveis, motos, fertilizantes, herbicidas, utensílios usados para o preparo do solo e plantio das sementes e ferramentas agrícolas e certa quantidade de semente de maconha.

Foram presos José Gómez Mongelos, César Ramón Ojeda e Wilmar Alfonso Romero e Ramón Martínez, apontados como responsáveis pela administração das propriedades usadas para o cultivo da droga e integrantes ativos da organização criminosa.

Segundo a Senad, a estrutura criminosa utilizava métodos mecanizados de produção, com aplicação de fertilizantes e herbicidas para potencializar e proteger as plantações, evidenciando organização logística e capacidade operacional.

Com a operação, as autoridades afirmam ter atingido um importante elo da cadeia de produção de maconha no departamento de Amambay, região historicamente marcada pelo cultivo ilegal devido à proximidade com a fronteira brasileira.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e eventuais ramificações do grupo.



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Sanesul segue padrões do Ministério da Saúde e mantém controle rigoroso em Sete Quedas


A água fornecida à população de Sete Quedas atende rigorosamente aos parâmetros de potabilidade definidos pelo Ministério da Saúde e passa por um sistema contínuo de monitoramento, análises laboratoriais e controle de qualidade.

A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) opera com protocolos técnicos consolidados e mantém rotina permanente de coletas, garantindo segurança e transparência no abastecimento.

Durante entrevista concedida a uma emissora de rádio do município, o diretor Comercial e de Operações da Sanesul, Madson Valente, explicou que todas as informações sobre a qualidade da água estão disponíveis ao público por meio do Siságua, sistema oficial do Governo Federal que reúne dados validados pelo Ministério da Saúde.

“A água que nós entregamos obedece a parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde. O Siságua é a transparência pública do saneamento no Brasil. Qualquer pessoa pode acessar, selecionar o município onde mora e verificar a qualidade da água que consome”, afirmou.

Segundo Madson, a Sanesul mantém um processo técnico rigoroso de controle, com coleta semanal de amostras em Sete Quedas. Esse material é encaminhado ao laboratório da empresa, localizado em Naviraí, que possui certificação internacional de qualidade.

“A coleta é realizada semanalmente. Esse material vai para o laboratório da Sanesul em Naviraí, que é certificado pela ISO. A ISO é um organismo internacional que define padrões de qualidade dos serviços. Isso garante que não haja qualquer dúvida sobre os nossos procedimentos e análises”, explicou.

O diretor ressaltou que os laboratórios da Sanesul seguem normas técnicas reconhecidas internacionalmente, o que assegura a confiabilidade dos resultados e a integridade dos dados divulgados nos sistemas oficiais.

“Tudo o que está no Siságua é validado pelo Ministério da Saúde. Não existe informação incorreta ali. É um portal de transparência”, reforçou.

Ativação de poços segue critérios técnicos e legais

Madson Valente também foi enfático ao afirmar que nenhum poço é colocado em operação sem que a água passe por análises completas, tanto antes quanto depois do tratamento.

“A Sanesul jamais colocaria um poço em funcionamento sem garantir a qualidade da água. Primeiro, analisamos a água bruta, que é a água captada. Depois, fazemos novas análises após o tratamento. A nossa água é tratada, diferente de poços comuns”, pontuou.

Ele explicou que a presença de elementos como cálcio, ferro e manganês é natural em águas subterrâneas, desde que estejam dentro dos limites estabelecidos pelas normas sanitárias.

“A água tem elementos químicos, isso é normal. O que importa é que estejam dentro dos parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde. Aquilo que foge do padrão é ajustado no tratamento”, detalhou.

Condutividade não compromete a qualidade da água

Um dos pontos esclarecidos pelo diretor foi a questão da condutividade elétrica, que tem sido associada por parte da população local a possíveis problemas na água. Segundo ele, trata-se de um fenômeno físico relacionado à temperatura e à profundidade do poço, e não à qualidade da água.

“A água subterrânea, quanto mais profundo for o poço — e aqui estamos falando de mais de 700 metros —, maior é a temperatura com que ela sai. Isso aumenta a condutividade, mas não coloca em cheque a qualidade da água. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, explicou.

Madson Valente destacou ainda que o uso de caixa d’água nas residências não é apenas uma recomendação, mas uma obrigação legal prevista no Marco Regulatório do Saneamento. Além de garantir abastecimento durante manutenções, o reservatório ajuda a reduzir a condutividade da água.

“O reservatório funciona como uma torre de resfriamento. A água vai para a caixa, esfria e você não tem problema de condutividade. Além disso, se a Sanesul precisa fazer manutenção e o imóvel não tem caixa d’água, automaticamente o morador fica sem abastecimento”, afirmou.

Durante visitas técnicas realizadas no município, equipes da Sanesul identificaram que muitos imóveis em Sete Quedas não possuem aterramento elétrico adequado, o que pode causar sensação de choque em torneiras e chuveiros.

“Infelizmente, em várias casas foi constatado que não há aterramento das tomadas nem do chuveiro. Isso é responsabilidade do consumidor. Não tem relação com a qualidade da água”, alertou.

O dirigente ressaltou que o bom funcionamento do sistema de abastecimento depende da atuação conjunta da concessionária e dos usuários.

“A Sanesul faz a sua parte com monitoramento, tratamento e manutenção. Na ponta, o cliente também precisa fazer o mínimo: ter caixa d’água, fazer o aterramento correto. Quando cada um cumpre sua responsabilidade, o sistema funciona em plenitude”, concluiu.

Sobre a atuação do Ministério Público, a Sanesul ressalta que reconhece e respeita plenamente o papel institucional do órgão, cuja atribuição constitucional é apurar denúncias e zelar pelo cumprimento da lei.

A empresa informa que mantém colaboração permanente com os órgãos de fiscalização e confia que, ao final das análises técnicas, ficará comprovado que o abastecimento em Sete Quedas e nas demais cidades atendidas pela companhia, atende às normas legais e sanitárias vigentes.

“Investigar faz parte do papel do Ministério Público, e isso é legítimo. A Sanesul trabalha com total tranquilidade, porque cumpre os parâmetros exigidos, realiza monitoramento contínuo e opera dentro da legalidade. Temos segurança técnica de que estamos fazendo a nossa parte”, afirmou Madson.

A Sanesul é responsável pelo abastecimento de água potável em 68 municípios de Mato Grosso do Sul, operando com padrões técnicos elevados, laboratórios certificados e controle permanente da qualidade da água distribuída.

Madson reforçou na entrevistaa que o compromisso da empresa é garantir segurança hídrica, transparência e regularidade no fornecimento, sempre em conformidade com a legislação vigente e as diretrizes do Ministério da Saúde.



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Colheita da soja alcança 6,2% e plantio do milho atinge 5,8% em MS


De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, até o dia 6 de fevereiro, a colheita da soja safra 2025/2026 alcançou 6,2% da área estimada em Mato Grosso do Sul , o equivalente a aproximadamente 297 mil hectares.

O ritmo dos trabalhos apresenta diferença entre as regiões do Estado. A região sul lidera, com 8,9% da área colhida. Na sequência aparecem a região centro, com 2,9%, e a região norte, com 0,3%.

Em comparação com o mesmo período da safra passada (2024/2025), a colheita está 11,1 pontos percentuais mais lenta.

Paralelamente, o plantio do milho segunda safra 2025/2026 atingiu 5,8% da área estimada para o Estado, o que representa cerca de 128 mil hectares. A região sul também apresenta maior avanço na semeadura, com 7,6% da área plantada, enquanto a região centro registra 2,9% e a norte, 0,4%. O índice está 7 pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período do ciclo anterior.

“Na safra 2024/2025, a soja enfrentou estresses climáticos ao longo do ciclo, como veranicos e excesso de calor. Em resposta a essas condições adversas, a planta acelerou seu desenvolvimento para garantir a reprodução, o que antecipou a maturação e, por consequência, a colheita. Isso permitiu que o milho fosse plantado mais cedo. Já nesta safra 2025/2026, o clima foi favorável durante boa parte do desenvolvimento da soja, especialmente até dezembro de 2025. Isso permitiu que a cultura seguisse seu ciclo normal, sem antecipações. Como resultado, a colheita começou mais tarde e ocorreu de forma mais lenta, atrasando consequentemente o plantio do milho segunda safra”, explica o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena,

As lavouras de soja no Estado encontram-se majoritariamente em boas condições, embora haja variações regionais. Nas regiões oeste e norte, entre 70,9% e 86,9% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões sul, sul-fronteira e sudeste, as áreas em boas condições variam de 41,2% a 59,1%, com maior presença de lavouras em condição regular.

Durante o mês de janeiro, veranicos severos impactaram principalmente a região sul do Estado. Levantamentos de campo apontam que mais de 640 mil hectares foram afetados, com períodos de estiagem superiores a 20 dias em determinadas localidades. Os municípios mais afetados foram Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

De acordo com o acompanhamento climático, a tendência para o trimestre fevereiro-março-abril é de precipitação irregular no Estado, com possibilidade de volumes abaixo da média histórica e temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média.

Segundo estimativa da Aprosoja/MS, a área de soja deve totalizar 4,794 milhões de hectares nesta safra, crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média esperada é de 52,82 sacas por hectare, com produção estimada em 15,195 milhões de toneladas.

Para o milho segunda safra, a projeção indica área de 2,206 milhões de hectares, aumento de 3% frente ao ciclo passado. A produtividade média estimada é de 84,2 sacas por hectare, com produção prevista em 11,139 milhões de toneladas. Mesmo com ampliação de área, a produção pode ser 20,1% inferior à safra 2024/2025, que registrou desempenho excepcional.



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MEC revoga edital para criação de cursos particulares de medicina


O Ministério da Educação (MEC) revogou o edital para a criação de novos cursos de medicina por instituições privadas de ensino superior. O chamamento foi lançado em outubro de 2023, quando foi autorizada a abertura de até 95 novos cursos em municípios pré-selecionados, priorizando o interior do país.

A medida ocorreu no âmbito da retomada do programa Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução de desigualdades regionais, com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.

De lá para cá, o cronograma foi adiado diversas vezes diante do grande volume de propostas e de ações judiciais apresentadas pelos interessados. Em outubro do ano passado, o MEC já havia suspendido o edital por 120 dias e agora, após esse prazo, vem a decisão da revogação. A portaria que revoga o edital foi publicada na noite dessa terça-feira (10) em edição extra do Diário Oficial da União.

Em comunicado, o MEC explicou que a decisão tem caráter técnico e que uma série de eventos alteraram, “de forma substancial”, o cenário que fundamentou o edital para o funcionamento dos novos cursos.

A pasta cita a recente expansão de vagas de medicina, notadamente provocada pela judicialização dos pedidos de autorização de novos cursos, pela expansão da oferta de cursos dos sistemas estaduais e distrital de ensino e pela conclusão de processos administrativos relativos a aumento de vagas em cursos já existentes. 

“Diante desse quadro, a manutenção do edital deixaria de atender aos objetivos de ordenação da oferta, redução das desigualdades regionais e garantia de padrão de qualidade que orientam o Programa Mais Médicos”, diz o MEC.

Proibição

Para controlar a qualidade dos novos cursos no país, a abertura de vagas de medicina foi proibida por portaria do Ministério da Educação, a partir de abril de 2018, com validade de cinco anos. Em 2023, após esse prazo, o governo atual autorizou a abertura de novos cursos em regiões do país onde faltam médicos e, com o edital, tinha o objetivo de retomar do protagonismo do Estado na coordenação da expansão dessas vagas.

Após a proibição, entretanto, foram recebidas mais de 360 liminares judiciais contra a União, determinando ao MEC o recebimento e processamento de pedidos de autorização de novos cursos de medicina e de aumentos de vagas em cursos previamente autorizados. Essa judicialização representou pedidos de aproximadamente 60 mil novas vagas.

De acordo com nota técnica da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), que motivou a suspensão do edital em 2025, a vedação à abertura de cursos e ao aumento de vagas em medicina não significou a estagnação da oferta de ensino médico no país, mas, “pelo contrário, possibilitou a abertura de cursos que não se submeteram ao processo regulatório e avaliativo instituído”.

Os dados do Censo da Educação Superior indicam que, em 2018, existiam 322 cursos de medicina no país, com 45.896 vagas. Em 2023, esse número subiu para 407 cursos e 60.555 vagas.

“Além disso, a maior parte dos processos instaurados por força de decisão judicial só foi decidida após 2023, de forma que a expansão ocasionada pelo sobrestamento não se limitou ao período de sua vigência”, diz a Seres.

Além do cenário de expansão da formação médica no sistema federal de ensino, o MEC cita o aumento de cursos de medicina por intermédio de conselhos estaduais de Educação, totalizando hoje 77 cursos no sistema estadual.

Ainda, segundo a secretaria, mesmo com a expansão ocorrida, ainda persistiam as desigualdades regionais na área de saúde, com regiões onde a relação de médicos por habitantes era muito inferior à média nacional, como os estados do Acre, Amazonas, Maranhão e Pará.

Qualidade

De acordo com o comunicado do MEC, somam-se ao novo cenário da oferta de vagas de medicina no país a implementação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), as novas Diretrizes Curriculares Nacionais e os debates públicos sobre a instauração de um exame de proficiência do egresso do curso de medicina.

O resultado da primeira edição do Enamed levantou uma discussão sobre a má qualidade da formação médica no Brasil. Cerca de 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, porque menos de 60% dos estudantes não alcançaram a nota mínima para proficiência. A maioria dessas instituições é municipal ou privada com fins lucrativos.

“Embora esses elementos tenham surgido após a elaboração do edital de seleção, e não reflitam diretamente sobre os procedimentos de autorização de novos cursos, eles revelam alteração significativa do contexto fático, social e regulatório no qual se insere a política de formação médica no país, reforçando a importância da centralidade da qualidade da oferta e da adequação da formação às necessidades do SUS”, diz o MEC.

Não há prazo para um novo chamamento. Mas o MEC informou que a revogação do atual edital não representa a interrupção da política pública de expansão da formação médica e que, em coordenação com o Ministério da Saúde e outros órgãos, seguirá atuando para “consolidar um diagnóstico atualizado” sobre a oferta de cursos e vagas e seus impactos na qualidade da formação médica e no atendimento do SUS.



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