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Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19


Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.

Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia.

A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas:

“Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo. Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “

Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac.

Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional.

A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente.

Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021.

Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente.

Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas.

Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas.

Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira. Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas.

Atrasos

No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos.

A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época.

“A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”.

“Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”.

A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país.

Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021.

“Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”.

A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu.

“A aquisição de imunizantes deveria ter figurado como a principal providência no processo de prevenção à disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, de proteção à saúde das pessoas, mas, infelizmente, essa medida foi negligenciada. Não obstante, as tratativas e a conclusão das negociações do governo federal sofreram injustificável e intencional atraso, que impactou diretamente na compra das vacinas e no cronograma de imunização da população brasileira”, diz o relatório final da CPI.

A comissão também sugeriu o indiciamento de 68 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. O pedido, no entanto, foi arquivado a pedido do procurador-geral da República da época, Augusto Aras, em julho de 2022.

No ano passado, entretanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos denunciados pela CPI.



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Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado


Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

A cerimônia de assinatura acontecerá a partir das 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O evento contará com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera (16), contudo, Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional.

Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo.

Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano.

Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin.

Celebrado por governos e setores industriais, o acordo é alvo de críticas e protestos de agricultores europeus que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras coisas, eliminará tarifas alfandegárias.

O tratado também é alvo da desconfiança de ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola – embora a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalie que o texto final está alinhado à agenda ambiental, em termos capazes de promover o desenvolvimento e proteger a natureza.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

>> Confira os principais pontos do acordo:

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;

Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;

União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>> Setores beneficiados:

Máquinas e equipamentos;

Automóveis e autopeças;

Produtos químicos;

Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;

Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;

Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;

Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;

Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;

No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

Importações crescerem acima de limites definidos;

Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;

Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;

Cláusulas ambientais são vinculantes;

Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.

Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

Serviços financeiros;

Telecomunicações;

Transporte;

Serviços empresariais.

9. Compras públicas

Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;

Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

Capítulo específico para PMEs;

Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;

Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;

Maior integração a cadeias globais de valor;

Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;

Aprovação pelo Parlamento Europeu;

Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;

Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;

Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.



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Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 41 milhões neste sábado





As seis dezenas do concurso 2.961 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (MS), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 41 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h30 (MS), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.




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Jovem é presa com submetralhadora durante abordagem no centro de Dourados


Bianca Fernandes Gonçalves da Silva, de 20 anos, foi presa em flagrante pela PM (Polícia Militar) na tarde desta sexta-feira (16/1), durante abordagem na Avenida Marcelino Pires, região central de Dourados. Com ela, os policiais apreenderam uma submetralhadora e munições.

Segundo o boletim de ocorrência, os militares realizavam rondas na região do Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares, quando viram que Bianca desceu de um veículo prata, aparentemente de aplicativo, carregando uma sacola de loja com uma caixa de papelão.

Ao notar a aproximação da viatura, a mulher demonstrou nervosismo, tentou mudar de direção e esconder a sacola atrás do corpo, o que levantou ainda mais suspeita nos agentes, que fizeram a abordagem.

Questionada sobre o conteúdo da sacola, Bianca afirmou inicialmente que desconhecia o material transportado, dizendo apenas que receberia pagamento para realizar o transporte. Durante a verificação da caixa de papelão, os policiais localizaram uma bolsa jeans contendo a submetralhadora automática, com acabamento em inox, além de dois carregadores, sendo um deles municiado com dez cartuchos calibre .380.

Na arma constavam inscrições indicando se tratar de uma Mini Uzi calibre .380, porém, conforme avaliação preliminar, o armamento apresentava características de fabricação artesanal.

Aos PMs, conforme consta no registro policial, a jovem relatou que foi contatada por um homem que cumpre pena na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para pegar a arma em Fátima do Sul e levá-la até a Praça Paraguaia, na região do Jardim Independência, em Dourados.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão à suspeita, que foi encaminhada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde o caso foi registrado para as providências cabíveis.



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Motociclista tem fratura no ombro ao ser atingido por árvore e mulher sofre descarga elétrica


O forte temporal que atingiu Dourados na noite desta sexta-feira (16/1), deixou destruição em alguns pontos da cidade e, pelo menos, duas pessoas feridas. Uma indígena precisou ser socorrida até o HV (Hospital da Vida) após sofrer descarga elétrica dentro de casa e ter uma das mãos feridas. Apesar do susto, ela não corre risco e segue hospitalizada.

Indígena chegando ao Hospital da Vida após ficar ferida por uma descarga elétrica; Foto: Leandro Holsbach

Outra ocorrência foi registrada na Avenida José Roberto Teixeira, na região do Grande Flórida e Altos do Indaiá. Motociclista identificado como Anderson Gauto da Silva, de 33 anos, foi atingido por uma árvore na referida via.

Anderson teve fratura em um dos ombros e também foi levado para o Hospital da Vida, onde passou por cirurgia, conforme apurado pela reportagem na manhã deste sábado (17/1).

A reportagem também apurou, previamente, que houve registro de quedas de árvores na Rua Albino Torraca e Ponta Porã com a Avenida Presidente Vargas, além da José Roberto Teixeira, como mencionado no início desta matéria.

Dados do Guia Clima da Embrapa mostram que a forte chuva de ontem à noite durou 42 minutos, e chove nove milímetros. O volume de água pode até ser considerado pouco, mas o suficiente para colocar equipes da Defesa Civil nas ruas da cidade e fazer a remoção de árvores e galhos que foram ao chão.

Para hoje, a previsão é de mais chuva, segundo o Climatempo, mas para o período da noite. Durante o dia, sol aparece entre nuvens, céu fica nublado e os termômetros chegam aos 32ºC de máxima.

Já neste domingo (18/1), pode chover 14,5 milímetros na maior cidade do interior do estado, porém, de forma rápida. O dia começará com sol entre nuvens. Mínima de 22ºC e máxima de 31ºC.

Foto: Leandro Holsbach



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MPMS acompanha retomada de obras habitacionais em Aral Moreira


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo para acompanhar a retomada das obras de 19 unidades habitacionais no município de Aral Moreira, especificamente no Distrito de Rio Verde do Sul. A medida tem como objetivo fiscalizar a continuidade dos trabalhos, que haviam sido interrompidos na gestão municipal anterior, e garantir a regularidade dos atos administrativos e financeiros envolvidos.

O procedimento foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã, sob o número 09.2026.00000106-4, e concentra-se no acompanhamento da formalização de um aditivo contratual ao convênio firmado entre a Agência de Habitação de Mato Grosso do Sul (Agehab) e a Prefeitura de Aral Moreira. O MPMS busca assegurar que o aditivo seja celebrado de forma regular, evitando novas paralisações e garantindo o cumprimento das obrigações financeiras por parte do município.

Entre as primeiras providências adotadas, o Ministério Público solicitou que a Agehab apresente, no prazo de 30 dias, informações atualizadas sobre o pedido de aditivação do convênio. O objetivo é esclarecer aspectos técnicos, administrativos e financeiros relacionados à retomada das obras, permitindo uma fiscalização mais efetiva.

Com a instauração do procedimento administrativo, o MPMS poderá acompanhar de perto a execução do convênio, incluindo a análise da aplicação dos recursos públicos, o cumprimento do cronograma físico-financeiro e a observância das normas legais e contratuais. A atuação visa garantir que o empreendimento seja concluído e atenda às famílias beneficiadas.

A iniciativa reforça o compromisso do Ministério Público com o direito à moradia, a transparência na gestão pública e a correta aplicação dos recursos públicos, assegurando que políticas habitacionais cheguem de forma efetiva à população que delas necessita.



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Droga que saiu de Ponta Porã é apreendida no interior paulista


Uma operação conjunta da Polícia Militar Rodoviária com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (FICCO-SP) resultou na apreensão de drogas, produtos de origem estrangeira e na prisão de um homem na tarde desta sexta-feira (16), na Rodovia Presidente Castello Branco (SP-280), no município de Iaras, interior de São Paulo. O entorpecente, segundo a polícia, teve origem em Ponta Porã.

A ação ocorreu durante a Operação Impacto, quando equipes do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária abordaram um Chevrolet Classic, com placas de Curitiba (PR). Durante a vistoria minuciosa, os policiais encontraram um fundo falso sob o banco traseiro, onde estavam escondidos dois tabletes de maconha, totalizando 2,204 quilos, 27 invólucros de haxixe, com 3,516 quilos, e sete tabletes de cocaína, que somaram 7,810 quilos.

No porta-malas do veículo, também foram apreendidos 18 frascos de perfumes importados de diversas marcas e três frascos de Durateston Plus Gold 250 mg/ml, medicamento de uso controlado. Já no interior do automóvel, os policiais localizaram um telefone celular, dois cigarros eletrônicos, além de outros produtos de origem estrangeira, como um brinquedo e uma tenda dobrável.

O motorista, de 32 anos, morador de Santa Bárbara d’Oeste (SP), confessou que adquiriu tanto as drogas quanto as mercadorias em Ponta Porã e que o destino final seria o município de Americana (SP), onde pretendia realizar a revenda.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal de Bauru (SP), onde o suspeito permaneceu preso e todo o material apreendido foi apresentado para os procedimentos legais.



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Previsão de sábado de sol na fronteira





De acordo com o Instituto Climatempo, a previsão para este sábado em toda a região de fronteira é de sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. Noite com muitas nuvens.

Em Ponta Porã a temperatura mínima deve ficar em 22 graus centígrados e a máxima em 32 graus centígrados.




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Jovem é morto a tiros em Dourados; crime é o primeiro homicídio registrado no ano





A Polícia Civil de Dourados investiga a morte de um jovem de 22 anos, ocorrida na noite desta sexta-feira (16), em frente à Barbearia La Família, localizada na Vila São Braz. O caso é tratado como o primeiro homicídio registrado na cidade neste ano.

A vítima foi identificada como Leandro Cáceres Quintana, atingido por um disparo de arma de fogo na região do coração. Conforme as informações iniciais, o tiro teria sido efetuado por Matheus Gaúna, apontado como amigo da vítima. As circunstâncias do crime ainda não foram esclarecidas, e imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar nas investigações.

Após ser baleado, Leandro foi socorrido pelo próprio irmão e levado ao Hospital da Vida, mas já chegou à unidade sem sinais vitais. Testemunhas relataram à polícia que Leandro e Matheus mantinham amizade e que o disparo pode ter ocorrido de forma acidental. Uma terceira pessoa estaria com os dois no momento do ocorrido.

Ainda segundo relatos, Matheus teria tentado prestar socorro à vítima logo após o disparo e alegado que houve um engano. Após o crime, ele deixou o local e, conforme informações preliminares, deve se apresentar às autoridades nas próximas horas para prestar esclarecimentos.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação e se houve intenção no disparo que vitimou o jovem.




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Comissão de Arbitragem da FFMS inicia treinamento intensivo para árbitros e assistentes


Na noite desta quinta-feira, 15 de janeiro, a Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), iniciou o 1º Treinamento Integrado Anual para árbitros e assistentes do quadro da instituição. As atividades serão ministradas por instrutores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por instrutores da FFMS. A preparação vai até domingo, dia 18.

No total, 50 árbitros e assistentes participam dos treinamentos, que vão receber instruções teóricas, físicas e práticas em várias situações que acontecem durante as partidas, entre elas entradas e disputas, faltas táticas, leitura e posicionamento, análises de campo, Manipulação de resultados e informações em súmulas.

O Diretor da Comissão de Arbitragem, Augusto Ortega, disse que foram feitos testes físicos e teóricos em dezembro de 2025 com mais de 90 árbitros, e a Comissão selecionou 50 árbitros, que são a elite da arbitragem de Mato Grosso do Sul, que agora participam desta fase de preparação.

“Todos estão se preparando neste final de semana, nestes quatro dias intensos de muito trabalho. Pode ter certeza de que a arbitragem de Mato Grosso do Sul, a arbitragem da Federação de Futebol, estará pronta para o maior campeonato dos últimos tempos”, disse Ortega.

O Presidente da FFMS, Estevão Petrallás, participou da abertura do evento e destacou a importância da preparação da equipe de arbitragem para o início do Campeonato Sul-Mato-Grossense.

É uma honra estar aqui no Hotel Campo Grande para este treinamento dos nossos árbitros. Hoje, abrimos oficialmente a temporada da arbitragem visando o Campeonato Estadual Série A 2026. Selecionamos criteriosamente 50 profissionais, que representam a elite da arbitragem de Mato Grosso do Sul, após rigorosos testes físicos e teóricos. Ao longo de quatro dias de trabalho intenso, com treinamentos teóricos, físicos e práticos, garantiremos que nossa equipe esteja altamente preparada”, falou.

Os treinamentos teóricos acontecem no Hotel Campo Grande, os testes físicos serão realizados no Parque Ayrton Senna e os treinamentos práticos nas instalações do Clube Esportivo Nova Esperança (Cene).



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