Um desentendimento ocorrido nas proximidades de uma conveniência, na região central de Itaporã, terminou com uma pessoa morta e outra presa em flagrante na noite deste sábado (1/11)
A vítima, Mário Cásceres, de 63 anos, foi atingida por golpes de faca após se envolver em uma briga. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Lourival Nascimento da Silva, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento.
O suspeito do crime, identificado como Alex da Silva Santos, de 23 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Ele apresentava um ferimento em uma das mãos, recebeu atendimento médico e, em seguida, foi encaminhado à Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante por homicídio.
A motivação da briga ainda está sendo apurada. Imagens de câmeras de segurança das proximidades devem ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.
O acusado pelo crime foi preso em flagrante.(Fotos: Antonino Rebeque)
O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.
A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.
Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.
Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.
Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.
Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
As proteínas, fundamentais para a construção e manutenção dos músculos e tecidos, podem ser obtidas tanto de fontes animais quanto vegetais. Mas quais são as principais diferenças entre elas?
Em entrevista ao programa Interligados, do Canal Rural, a nutricionista Fabiana Borrego explicou as vantagens, limitações e a melhor forma de equilibrar esses dois tipos de proteína na alimentação.
Proteína animal: alto valor biológico
Segundo Borrego, as proteínas de origem animal (como carnes, ovos, leite e derivados) são consideradas de alto valor biológico.
“Isso significa que elas contêm todos os nove aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho. Por isso, são completas e de fácil absorção”, explica.
Essas proteínas também são importantes fontes de outros nutrientes, como ferro e vitamina B12, cuja absorção é mais eficiente em alimentos de origem animal.
Já as proteínas vegetais, presentes em feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e quinoa — tendem a ter baixo valor biológico, pois podem faltar alguns dos aminoácidos essenciais.
“Das proteínas vegetais, apenas três alimentos são completos: quinoa, edamame e soja. Eles têm todos os aminoácidos, mas ainda assim, é importante variar o cardápio para garantir um bom equilíbrio”, afirma Borrego.
A nutricionista recomenda combinar diferentes fontes de proteína vegetal no mesmo prato. “Quando a gente consome, por exemplo, quinoa com lentilha ou grão-de-bico, a refeição se torna muito mais completa em termos de aminoácidos”, orienta.
Equilíbrio e quantidade ideal
Para manter uma dieta balanceada, Fabiana destaca que a quantidade de proteína por refeição deve variar entre 100 e 150 gramas, podendo chegar a 200 gramas para quem busca ganho de massa muscular.
“As proteínas são como tijolinhos do corpo — elas constroem músculos e tecidos. Então, quem quer ganhar massa precisa garantir uma boa ingestão de alimentos ricos em proteína”, explica.
A especialista também lembra que combinações simples do dia a dia continuam imbatíveis:
“O clássico arroz com feijão e uma carne é uma das combinações mais completas em aminoácidos. É o prato perfeito que as nossas avós sempre defenderam.”
Com o aumento da popularidade das dietas vegetarianas e veganas, Borrego alerta para a leitura atenta dos rótulos de produtos vegetais industrializados, como hambúrgueres e embutidos à base de plantas.
“Esses alimentos podem conter muitos conservantes e aditivos químicos. Por isso, sempre vale conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional”, orienta.
Se o produto tiver pouca proteína — “algo como 1 g ou até 10 g por porção”, exemplifica — é importante complementar a refeição com outras fontes, como leguminosas ou cereais integrais.
“Sempre que possível, prefira preparar versões caseiras, como hambúrgueres de lentilha, grão-de-bico ou ervilha. São mais saudáveis e mantêm o valor nutricional dos alimentos”, recomenda.
Diversidade é o melhor caminho
Fabiana Borrego reforça que o segredo de uma boa alimentação está na diversidade e no equilíbrio. “Não se trata de escolher entre proteína animal ou vegetal, mas de saber combiná-las e variar os alimentos. Um prato colorido e diverso é o melhor caminho para a saúde”
O mercado de soja reagiu fortemente nesta quinta-feira (30) após o anúncio de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Durante encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Seul, Pequim se comprometeu a adquirir grandes volumes de soja, petróleo e gás norte-americanos.
Ao mesmo tempo, a China anunciou a suspensão temporária, por um ano, dos controles de exportação sobre terras raras, recurso estratégico que vinha sendo usado como instrumento de pressão na guerra comercial.
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Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a China comprará 12 milhões de toneladas de soja americana até o fim de 2025 e se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo mais amplo. Outros países do Sudeste Asiático também concordaram em comprar 19 milhões de toneladas adicionais de soja dos EUA, embora o período exato dessas aquisições não tenha sido detalhado.
Soja em Chicago
O anúncio provocou volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago, mas prevaleceu o otimismo, com o grão registrando alta de cerca de 1% no fechamento. Para o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, ainda há dúvidas sobre os efeitos do acordo. “Se não houver revisão para baixo na safra norte-americana, o volume anunciado de compras pela China será insuficiente para reduzir os estoques”, aponta.
Mesmo assim, os ganhos acumulados na bolsa em outubro giram em torno de 10% para o grão. Até 30 de outubro, a posição janeiro de 2025 avançou 8,5% no mês.
Mercado brasileiro
No mercado interno brasileiro, os ganhos internacionais não foram totalmente repassados. Os prêmios seguraram os preços, e os produtores aproveitaram os picos para realizar vendas pontuais, mantendo a comercialização controlada.
O Instituto da Carne dos Estados Unidos (Meat Institute) pediu ao governo de Donald Trump que mantenha o impulso da política comercial “America First” (América Primeiro) e avance na remoção de barreiras que continuam a restringir as exportações americanas de carne bovina, suína e de aves. Em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito do “Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026”, a entidade listou uma série de entraves sanitários, tarifários e burocráticos que, segundo o setor, limitam o crescimento das vendas externas, mesmo após avanços recentes na Europa, no Reino Unido e no Sudeste Asiático.
A presidente e CEO do Instituto, Julie Anna Potts, destacou no documento que o potencial de exportação da indústria permanece limitado por barreiras sanitárias injustificadas, tarifas proibitivas, cotas tarifárias e exigências onerosas de registro e aprovação de plantas exportadoras.
Entre os principais problemas citados ao USTR, o Meat Institute mencionou o descumprimento, pela China, dos compromissos assumidos no Acordo de Fase Um e a manutenção das tarifas retaliatórias sobre a carne americana previstas nas seções 232 e 301; as restrições regulatórias que ainda dificultam as exportações de carne bovina e suína para Taiwan, e as barreiras persistentes no Sudeste Asiático, em países como Filipinas, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia e Vietnã.
Também foram apontadas como preocupações as políticas restritivas da União Europeia e do Reino Unido, o aumento das exigências de registro de estabelecimentos comerciais em Hong Kong, as barreiras históricas ao comércio de carne com a África do Sul e a necessidade de reforçar a cooperação sanitária internacional para prevenir doenças animais exóticas e preservar o fluxo global de comércio. O Instituto ainda destacou a importância de aproveitar o momento favorável com a Austrália e de avançar na plena implementação do acordo Korus com a Coreia do Sul.
Apesar das críticas, a entidade elogiou a administração Trump pela reativação da política comercial voltada ao setor agropecuário. Segundo Potts, a agenda “America First” revitalizou a política de comércio exterior dos Estados Unidos e mostrou que o país pode enfrentar de forma proativa as barreiras infundadas que restringem o potencial das exportações de carne e aves, prejudicando produtores, frigoríficos e trabalhadores americanos. “Em poucos meses, o governo Trump fez progressos na Europa, no Reino Unido, no Sudeste Asiático e em outros mercados críticos”, afirmou.
Ainda conforme a entidade, as exportações são essenciais para a sustentabilidade da cadeia produtiva e para o fortalecimento do agronegócio americano. “As exportações agregam valor a cada animal produzido e, por sua vez, aumentam a demanda por milho e soja dos EUA. Em média, as exportações de carne suína contribuem com US$ 64 por animal, enquanto as de carne bovina rendem mais de US$ 400 por cabeça”, afirmou.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Três brasileiros foram presos na província argentina Misiones na sexta-feira (31). Segundo a polícia local, os homens são naturais do Rio de Janeiro e teriam entrado ilegalmente no território da Argentina. As autoridades apuram se eles estão ligados a uma “facção narcocriminal”. Dois dos homens têm antecedentes por tráfico de drogas no Brasil e o terceiro por ferimentos, o que motivou a ativação imediata dos protocolos de cooperação internacional para determinar se há mandados de prisão ou captura internacional contra eles.
Os homens de 25, 23 e 35 anos moram em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. No momento da abordagem policial eles não estavam com documentação migratória válida e nem puderam justificar a presença deles na localidade. A Polícia de Missões, por meio da equipe de inteligência de fronteira, mantém comunicação direta com as policiais militares e civis do Brasil para verificar se os detidos registram pedidos judiciais ou alertas internacionais.
“Até que seja recebida a informação oficial do país vizinho, os três homens permanecerão detidos sob um rigoroso dispositivo de segurança à disposição da autoridade judiciária”, disse a polícia. Cabe destacar que, dias após as forças de segurança do Rio de Janeiro deflagrarem a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão contra o Comando Vermelho, os governos da Argentina e do Paraguai decidiram reforçar o patrulhamento nas fronteiras com o Brasil. A operação prendeu mais de 100 pessoas e outras 121, entre elas quatro policiais, foram mortos.
A equipe da Base Operacional de Ponta Porã, do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), recuperou um caminhão Mercedes-Benz/Atego, com placas de União da Vitória (PR), que havia sido roubado. O motorista original do veículo continua desaparecido.
A ação teve início após a Central de Operações do BPMRv informar que o caminhão estava fora de rota e que o condutor havia perdido contato com a família. Durante patrulhamento, os policiais localizaram o veículo e realizaram a abordagem, identificando como motorista um homem de 31 anos.
O condutor relatou que foi contratado por telefone por dois indivíduos para transportar o caminhão de São Paulo até Itahum, distrito de Dourados. Pelo serviço ele receberia R$ 2 mil. Posteriormente, recebeu nova orientação para seguir até Ponta Porã, onde deveria aguardar contato em um posto de combustível na entrada da cidade.
Durante as diligências, a equipe policial manteve contato com a esposa do motorista desaparecido, que confirmou não ter notícias do marido desde o início da viagem.
Diante dos fatos, o caminhão e o motorista abordado foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso segue sendo investigado. As buscas pelo motorista desaparecido continuam.
O Brasil recicla menos de um quarto dos resíduos da construção civil, apesar de ter capacidade técnica e estrutura instalada para multiplicar esse volume.
Segundo dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o país gera cerca de 48 milhões de toneladas de entulho por ano, o que representa até 60% dos resíduos sólidos urbanos, mas apenas 10 milhões de toneladas são efetivamente reaproveitadas — cerca de 21% do total.
Setor estratégico e desafios econômicos
De acordo com o pesquisador Laerte Scavavacca Jr., da Embrapa Meio Ambiente, o setor da construção civil, responsável por 10% do PIB e 15% dos empregos formais, enfrenta custos adicionais de 10% a 30% nas obras devido à má gestão dos resíduos.
Cada R$ 1 investido em novas habitações gera R$ 2,46 em retorno econômico e cria mais de 18 empregos diretos, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar do impacto positivo, 45% dos resíduos ainda são descartados de forma irregular, em áreas não licenciadas.
Legislação robusta, mas aplicação desigual
O arcabouço legal para o gerenciamento dos resíduos da construção civil é considerado abrangente. A Resolução Conama nº 307/2002, complementada pela nº 469/2015, define diretrizes de gestão e destinação dos RCC.
Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) instituiu metas de redução e o princípio da responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e consumidores.
Na prática, porém, a falta de fiscalização e de indicadores nacionais compromete o alcance das metas.
Potencial técnico ainda pouco explorado
Scavavacca explica que os resíduos da construção são formados principalmente por concreto, argamassa, cerâmicas e tijolos, materiais inertes com alto potencial de reaproveitamento. A principal rota tecnológica é a produção de agregados reciclados (AR), usados em pavimentação, bases e sub-bases de rodovias, blocos e pisos.
Estima-se que 70% a 85% dos resíduos reciclados sejam aplicados em obras de infraestrutura, 10% a 20% em artefatos de cimento e até 10% em aplicações especiais, como concretos leves e muros de contenção.
Desigualdade regional e limitações de mercado
A região Sudeste concentra 65% das cerca de 300 usinas de reciclagem de RCC no país, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a taxa média regional é de apenas 20%.
Entre os principais entraves estão os custos logísticos elevados, a falta de escala das usinas e a baixa aceitação dos agregados reciclados pelo mercado da construção.
Caminhos para uma economia circular no setor
Estudos recentes buscam novas aplicações tecnológicas, como o uso de resíduos em geossintéticos, asfalto-borracha e concretos estruturais de baixo teor, de acordo com normas como a NBR 15116. Uma tendência é o uso de usinas móveis próximas às obras, que reduzem custos de transporte e emissões de dióxido de carbono.
“Para que o país avance na economia circular do setor, especialistas recomendam cinco ações prioritárias: fortalecer a aplicação das resoluções do Conama, criar políticas de compras públicas que priorizem materiais reciclados, incentivar plantas móveis regionais, padronizar certificações e ampliar pesquisas sobre novos materiais”, afirma Scavavacca.
Segundo o pesquisador, “a reciclagem de RCC no Brasil tem potencial para reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e os impactos ambientais da disposição inadequada. Mas, para transformar esse potencial em resultados concretos, o país precisa alinhar políticas públicas, inovação tecnológica e incentivos econômicos que tornem o reaproveitamento uma prática estrutural da construção civil”.
Três brasileiros foram presos na província argentina Misiones na sexta-feira (31). Segundo a polícia local, os homens são naturais do Rio de Janeiro e teriam entrado ilegalmente no território da Argentina. As autoridades apuram se eles estão ligados a uma “facção narcocriminal”.
Dois dos homens têm antecedentes por tráfico de drogas no Brasil e o terceiro por ferimentos, o que motivou a ativação imediata dos protocolos de cooperação internacional para determinar se há mandados de prisão ou captura internacional contra eles.
Os homens de 25, 23 e 35 anos moram em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. No momento da abordagem policial eles não estavam com documentação migratória válida e nem puderam justificar a presença deles na localidade.
A Polícia de Missões, por meio da equipe de inteligência de fronteira, mantém comunicação direta com as policiais militares e civis do Brasil para verificar se os detidos registram pedidos judiciais ou alertas internacionais.
“Até que seja recebida a informação oficial do país vizinho, os três homens permanecerão detidos sob um rigoroso dispositivo de segurança à disposição da autoridade judiciária”, disse a polícia.
Cabe destacar que, dias após as forças de segurança do Rio de Janeiro deflagrarem a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão contra o Comando Vermelho, os governos da Argentina e do Paraguai decidiram reforçar o patrulhamento nas fronteiras com o Brasil. A operação prendeu mais de 100 pessoas e outras 121, entre elas quatro policiais, foram mortos.
A borra de café, um dos resíduos mais comuns do dia a dia, ganhou um novo destino sustentável nas mãos do corretor de proteína animal Luiz Zolet. Durante a pandemia da covid-19, ele desenvolveu um projeto inovador que transforma o resíduo em biomassa em forma de pellets, produto que pode substituir a lenha e gerar créditos de carbono.
A ideia surgiu em 2019, no Paraná, e deu origem à Bricoffee, empresa criada oficialmente em março de 2022. O projeto faz parte de um movimento crescente no país em busca de soluções sustentáveis e alternativas energéticas com menor impacto ambiental.
Do lixo ao combustível limpo
A inspiração para o negócio veio de forma inusitada. Ao recolher o lixo de uma vizinha, Zolet percebeu que a borra de café, após seca, ainda tinha potencial de reaproveitamento. A partir daí, começou uma série de testes e pesquisas para entender como transformar o resíduo em algo útil.
“Cerca de 8 mil toneladas de borra de café são descartadas todos os dias no Brasil. É um volume muito grande para ter como destino apenas o aterro sanitário”, explica Zolet.
Depois de tentativas frustradas de separar o óleo do resíduo, um processo que se mostrou economicamente inviável , o empresário descobriu que a borra poderia ser utilizada para a produção de pellets, também conhecidos como lenhas ecológicas.
Com apoio de uma incubadora de empresas e incentivo financeiro do governo do Paraná, a Bricoffee iniciou a fabricação da biomassa a partir da borra de café instantâneo. O produto é destinado a indústrias, comércios e residências, substituindo a lenha tradicional e reduzindo o desmatamento.
“A decomposição da borra de café leva de 50 a 60 dias. Com os pellets, tiramos do meio ambiente um passivo ambiental e o transformamos em biocombustível limpo”, destaca o fundador.
Patente e expansão
Em 2022, a Bricoffee registrou pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com base na inovação do processo de peletização e extrusão do resíduo.
Segundo Zolet, o método permite o reaproveitamento de subprodutos agrícolas, agroindustriais e florestais, resultando em um combustível sólido de alto poder calorífico, superior ao de madeiras como pinus e eucalipto.
Em agosto de 2024, a empresa transferiu sua sede para Varginha (MG), cidade reconhecida pela forte produção de café. A mudança tem o objetivo de facilitar o acesso à matéria-prima, já que o volume necessário para produção é alto e a região concentra grandes fornecedores.
Atualmente, a Bricoffee tem capacidade de produzir 12 toneladas de pellets por dia. O plano, segundo Zolet, é expandir a estrutura e instalar uma nova linha de produção até junho de 2026, elevando a capacidade para 25 toneladas diárias.
“Nossa expectativa é reduzir de forma significativa os resíduos de café e ampliar a geração de energia limpa. Queremos mostrar que inovação e sustentabilidade podem andar juntas”, afirma.
Energia limpa e economia circular
Imagem: Divulgação/Bricoffee
Os pellets produzidos pela Bricoffee têm aplicação em fornos industriais, aquecimento de aviários, hotéis, clubes e residências. Por substituir a lenha convencional, o produto ajuda a evitar o desmatamento e se insere em um modelo de economia circular, em que resíduos se transformam em novas fontes de valor.
A iniciativa também reforça o papel do Brasil no mercado de créditos de carbono, um sistema de incentivo criado em 1997 para estimular práticas sustentáveis.