Categorias
policia

Copom decide nesta quarta se mantém Taxa Selic em 15% ao ano


Agência Brasil*

Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o da energia, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano. Os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Desde setembro do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas. Nas reuniões de julho e de setembro, o Copom não mexeu na taxa.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. Na ata da última reunião, em setembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado.

Segundo a ata do Copom, a conjuntura econômica dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo país têm tido “maior impacto” do que temas estruturalmente desafiadores para a formação dos preços de mercado. No cenário interno, alguns preços, como o da energia, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até o fim de 2025 ou início de 2026. A divergência agora está no momento do próximo ano em que os juros começarão a cair.

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia do indicador oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,18% em outubro e acumula 4,94% em 12 meses. O preço médio dos alimentos recuou pelo quinto mês consecutivo. O IPCA referente aos 31 dias de outubro só será divulgado no próximo dia 11.

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,55%, contra 4,8% há quatro semanas. Isso representa inflação levemente acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior é 4,5%.

Nesse modelo de aferição, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2025, a inflação desde dezembro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,8%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Com celas 500% lotadas, presídio de Ponta Porã expõe colapso do sistema prisional


Uma inspeção realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul revelou um cenário alarmante na Unidade Penal “Ricardo Brandão”, em Ponta Porã. O relatório aponta superlotação extrema, estrutura precária e falta de condições básicas de higiene, configurando violações à dignidade humana.

A vistoria ocorreu no dia 26 de junho de 2025 e foi conduzida por quatro defensores públicos e um servidor administrativo do Núcleo do Sistema Penitenciário (Nuspen). De acordo com o coordenador do núcleo, a unidade abriga 526 detentos em um espaço projetado para apenas 324 vagas — uma taxa de ocupação 162% acima da capacidade.

Em algumas celas, construídas para quatro pessoas, há até 22 presos, o que representa 500% de lotação. O número ultrapassa, com folga, o limite máximo recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, de 137,5%.

Além da superlotação, a equipe identificou infiltrações, goteiras, alagamentos, ausência de vasos sanitários e infestação de baratas e escorpiões. O controle de pragas, segundo o relatório, é ineficaz. Outro ponto crítico é o desabamento parcial de um dos muros da unidade, registrado em junho, que aumentou o risco à segurança de internos e servidores.

Falta de pessoal compromete segurança e rotina

O documento também expõe um déficit grave de policiais penais. No dia da inspeção, apenas oito agentes estavam de serviço, quando o ideal seria 105, conforme parâmetros nacionais.

A escassez de efetivo afeta diretamente a segurança e até mesmo o funcionamento básico da unidade — como escoltas médicas e movimentações internas. Ainda assim, a Defensoria destacou a postura colaborativa dos servidores durante toda a visita.

Situação precária e alimentação insuficiente

As condições de vida dentro do presídio também preocupam. Os presos recebem apenas três refeições por dia, com intervalos de até 15 horas entre o jantar e o café da manhã. Há relatos de comida malcozida, estragada ou insuficiente, além do uso de utensílios improvisados, como tubos de pasta de dente, para se alimentar.

Muitos detentos dormem no chão por falta de colchões e nunca receberam kits de higiene. O fornecimento de roupas de cama, toalhas e cobertores é inexistente, e as visitas não podem entregar vestuário, agravando o quadro de vulnerabilidade.

O atendimento médico também é limitado: há apenas uma cela de enfermaria, sem psicólogo disponível, e os medicamentos se restringem a analgésicos. O atendimento odontológico ocorre apenas em casos de urgência.

Visitas sob sol e chuva

As visitas familiares acontecem três vezes por mês, em um espaço sem cobertura ou bancos — o que expõe visitantes e internos ao sol e à chuva. O procedimento é feito com scanner corporal, eliminando a revista vexatória, e visitas íntimas são autorizadas, inclusive, para casais homoafetivos.

Apesar dos avanços, o relatório relata tratamento ríspido a familiares, restrições excessivas na entrega de alimentos e pertences e preços abusivos na cantina interna, onde os detentos são obrigados a comprar itens que poderiam ser levados pelos visitantes.

Recomendações e alerta ao estado

Entre as medidas recomendadas pela Defensoria estão a redução da superlotação, contratação de mais servidores, melhorias na ventilação e salubridade das celas, fornecimento regular de colchões e kits de higiene, além da ampliação das visitas e de oportunidades de trabalho e educação para os custodiados.

O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Ministério da Justiça, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e ao Governo do Estado.

“O que encontramos em Ponta Porã é um retrato preocupante das falhas estruturais do sistema prisional, que refletem diretamente na dignidade humana das pessoas privadas de liberdade. Nosso papel, enquanto Defensoria Pública, é garantir que o cumprimento da pena ocorra dentro dos parâmetros legais e constitucionais — e não em condições degradantes”, destacou o coordenador do Nuspen.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Medida provisória exige biometria para liberar seguro-defeso a pescadores



A partir de novembro, pescadores artesanais terão de fornecer dados biométricos e estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) para receber o seguro-defeso. A exigência foi estabelecida pela Medida Provisória 1.323/2025, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (5).

A medida também transfere a gestão do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que passa a ser responsável por receber, processar e habilitar os pedidos do seguro-desemprego do pescador artesanal.

Atendimento e revalidação dos cadastros

Com a mudança, cerca de 680 mil pescadores artesanais deverão atualizar seus dados e revalidar o benefício. O MTE iniciará atendimentos presenciais em cinco estados — Bahia, Amazonas, Piauí, Pará e Maranhão —, onde serão aplicados questionários e repassadas orientações sobre o novo processo.

A revalidação poderá ser feita presencialmente ou de forma remota. Segundo o governo, a medida busca integrar o seguro-defeso a outras políticas públicas voltadas ao setor pesqueiro e reduzir irregularidades no pagamento.

Os dados cadastrais passarão por cruzamento com outros sistemas oficiais para verificar eventuais inconsistências. O MTE também deverá divulgar mensalmente a lista de beneficiários, com informações sobre localidade, nome e número de inscrição no regime geral da previdência.

Combate a fraudes e transição de gestão

Casos de fraude na habilitação ou no recebimento do benefício poderão resultar na suspensão da atividade de pesca, no cancelamento do registro profissional e na proibição de solicitar o seguro por três anos.

O INSS continuará responsável pelos requerimentos até 31 de outubro de 2025. A partir de novembro, as novas regras definidas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) passarão a valer, incluindo critérios de transição e prazos para apresentação de documentos.

O seguro-defeso é financiado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A MP já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 60 dias para se tornar lei.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

quase triplica número de participantes com 60 anos ou mais


Agência Brasil*

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não tem restrição de idade para participação na prova. Os dados do Painel Enem 2025, criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), constam participantes de diversas faixas etárias entre os mais de 4,81 milhões de inscritos confirmados nesta edição, desde aqueles candidatos com menos de 16 anos de idade até os com 60 anos ou mais.

Apesar de representarem o menor grupo etário (0,35% do total) entre os inscritos, os candidatos com 60 anos ou mais aumentaram 191,38%, entre 2022 e 2025. Na atual edição do Enem, este público soma 17.192 inscritos. Enquanto que em 2022, foram 5,9 mil.

O Inep disse, em nota, que “os números traduzem o avanço educacional de uma parcela da sociedade em busca do desenvolvimento individual e coletivo”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais na população brasileira era de 15,6%. Em números absolutos, o país tinha 33 milhões de pessoas idosas, em 2023.

Seguem os quantitativos de inscritos por faixa etária:

menor/igual a 16 anos: 678.122;

igual a 17 anos: 1.113.718;

igual a 18 anos: 1.039.558;

igual a 19 anos: 445.701;

igual a 20 anos: 257.063;

de 21 a 30 anos: 811.081;

de 31 a 59 anos: 448.903;

maior que 60 anos: 17.192.

Perfil dos idosos

Este ano, entre os candidatos do Enem 2025 com 60 anos de idade ou mais, as mulheres são a maioria (54,35%). E 45,65% são do sexo masculino.

Em relação à escolaridade, o maior número dos inscritos com 60 anos ou mais já concluiu o ensino médio (14.810).

Outros 1.141 inscritos não estão cursando ou não concluíram o ensino médio. Na terceira posição, 1.069 pessoas idosas inscritas estão com os estudos ativos e cursam a última série do ensino médio.

Por fim, 172 cursam o ensino médio, mas não o concluirão no ano letivo de 2025.

Vale lembrar que este ano 2025, o Enem voltará a permitir que as notas das provas sejam usadas para a certificação de conclusão do ensino médio e para declaração parcial de proficiência na etapa de ensino.

Os estados que registraram maior número de inscritos confirmados acima de 60 anos foram Rio de Janeiro (3.087), São Paulo (2.367) e Minas Gerais (1.997).

Provas

As provas objetivas e a redação do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, em 1.804 municípios.

As exceções são as cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará. Devido à realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, de 10 a 21 de novembro, nessas localidades as provas ocorrerão em 30 de novembro e 7 de dezembro.

Os participantes fazem provas de quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias que, ao todo, somam 180 questões objetivas.

Os participantes também são avaliados por meio de uma redação, que exige o desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo, a partir de um problema.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998.

Os resultados podem ser usados para diversas finalidades para acesso a universidades públicas, para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas, para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas, para ingresso sem vestibular em faculdades, para estudar em Portugal, para autoavaliação e certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Enem 2025: quase triplica número de participantes com 60 anos ou mais


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não tem restrição de idade para participação na prova. Os dados do Painel Enem 2025, criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), constam participantes de diversas faixas etárias entre os mais de 4,81 milhões de inscritos confirmados nesta edição, desde aqueles candidatos com menos de 16 anos de idade até os com 60 anos ou mais.

Apesar de representarem o menor grupo etário (0,35% do total) entre os inscritos, os candidatos com 60 anos ou mais aumentaram 191,38%, entre 2022 e 2025. Na atual edição do Enem, este público soma 17.192 inscritos. Enquanto que em 2022, foram 5,9 mil.

O Inep disse, em nota, que “os números traduzem o avanço educacional de uma parcela da sociedade em busca do desenvolvimento individual e coletivo”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais na população brasileira era de 15,6%. Em números absolutos, o país tinha 33 milhões de pessoas idosas, em 2023.

Seguem os quantitativos de inscritos por faixa etária:

menor/igual a 16 anos: 678.122;

igual a 17 anos: 1.113.718;

igual a 18 anos: 1.039.558;

igual a 19 anos: 445.701;

igual a 20 anos: 257.063;

de 21 a 30 anos: 811.081;

de 31 a 59 anos: 448.903;

maior que 60 anos: 17.192.

Perfil dos idosos

Este ano, entre os candidatos do Enem 2025 com 60 anos de idade ou mais, as mulheres são a maioria (54,35%). E 45,65% são do sexo masculino.

Em relação à escolaridade, o maior número dos inscritos com 60 anos ou mais já concluiu o ensino médio (14.810).

Outros 1.141 inscritos não estão cursando ou não concluíram o ensino médio. Na terceira posição, 1.069 pessoas idosas inscritas estão com os estudos ativos e cursam a última série do ensino médio.

Por fim, 172 cursam o ensino médio, mas não o concluirão no ano letivo de 2025.

Vale lembrar que este ano 2025, o Enem voltará a permitir que as notas das provas sejam usadas para a certificação de conclusão do ensino médio e para declaração parcial de proficiência na etapa de ensino.

Os estados que registraram maior número de inscritos confirmados acima de 60 anos foram Rio de Janeiro (3.087), São Paulo (2.367) e Minas Gerais (1.997).

Provas

As provas objetivas e a redação do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, em 1.804 municípios.

As exceções são as cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará. Devido à realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, de 10 a 21 de novembro, nessas localidades as provas ocorrerão em 30 de novembro e 7 de dezembro.

Os participantes fazem provas de quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias que, ao todo, somam 180 questões objetivas.

Os participantes também são avaliados por meio de uma redação, que exige o desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo, a partir de um problema.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998.

Os resultados podem ser usados para diversas finalidades para acesso a universidades públicas, para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas, para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas, para ingresso sem vestibular em faculdades, para estudar em Portugal, para autoavaliação e certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Koppert aposta na educação para impulsionar agro sustentável



A revolução dos bioinsumos está transformando o campo brasileiro — e a educação tem sido o motor dessa mudança. A avaliação é de Jaqueline Antônio, gerente de Comunicação e Marketing da Koppert, uma das líderes globais em controle biológico, que participou de entrevista ao programa A Protagonista Especial, durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo.

Segundo Jaqueline, o mercado de produtos biológicos no Brasil vive um salto histórico. “Há 14 anos, o setor não era visto como tecnificado. Hoje, cerca de 30% dos agricultores já utilizam o controle biológico, e as grandes marcas estão apostando nessa tecnologia”, destacou.

Do marketing à sustentabilidade

A trajetória da executiva no agro começou de forma pouco convencional. Formada em comunicação e com experiência no marketing educacional, Jaqueline atuou como empreendedora por uma década antes de ingressar na Koppert. “Quando a empresa chegou ao Brasil, vi a chance de unir meu propósito pessoal com o profissional. Sempre fui ligada à alimentação saudável e aos orgânicos. O controle biológico foi um encantamento imediato”, contou.

A Koppert, empresa familiar fundada em 1967 na Holanda, nasceu do trabalho de um agricultor de pepinos e hoje é referência mundial em soluções sustentáveis. “Quando entrei, eu tinha um pen drive com um logo e um sonho: transformar a comunicação e ajudar a contar essa nova agricultura”, lembrou.

Educação como base da transformação

Para Jaqueline, o avanço dos biológicos só é possível com capacitação. “A gente não muda nada sem educação. Nosso maior desafio foi ensinar o agricultor e o distribuidor a integrar o biológico ao manejo químico, sem oposição entre as tecnologias”, disse.

A Koppert Academy, projeto educacional da empresa, já capacitou mais de 7 mil pessoas, entre produtores, estudantes, distribuidores e equipes internas. “Nosso objetivo é formar influenciadores regionais, capazes de multiplicar conhecimento técnico e boas práticas”, disse.

Segundo ela, essa educação passa também pela comunicação. “Criamos materiais didáticos e conteúdos digitais que explicam como funcionam fungos, insetos e outros organismos benéficos. É um trabalho de ensino contínuo e técnico”, afirmou.

Da natureza para a natureza

Jaqueline reforçou que o trabalho da Koppert é guiado por um princípio simples: “da natureza para a natureza”. Os produtos desenvolvidos são baseados em microrganismos e inimigos naturais de pragas e doenças. “Pesquisamos esses organismos, estudamos sua viabilidade e devolvemos para a natureza em maior escala. É uma forma de cuidar do solo e da biodiversidade”, explicou.

Ela acrescentou que o Brasil está pronto para dar o próximo passo: exportar conhecimento e tecnologia. “Já temos unidades de produção de micro e macrobiológicos no país e estamos registrando nossos produtos em outros mercados da América do Sul. O Brasil virou referência e está pronto para ser exportador de biotecnologia agrícola”, afirmou.

Um caminho sem volta

Para Jaqueline, o futuro do agro passa pela integração entre ciência, sustentabilidade e propósito. “O controle biológico é um caminho sem volta. Estamos cuidando da terra e do mundo que queremos deixar para os nossos filhos”, disse.

A executiva convidou os interessados a conhecer o portal www.tecnologiaviva.com.br, projeto desenvolvido em parceria com o Canal Rural, que reúne episódios educativos sobre regulamentação, manejo e tecnologias biológicas. “Educar é o que move tudo”, concluiu.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Defensoria encontra superlotação e condições degradantes em presídio de Ponta Porã


Uma inspeção realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul revelou um cenário alarmante na Unidade Penal “Ricardo Brandão”, em Ponta Porã. O relatório aponta superlotação extrema, estrutura precária e falta de condições básicas de higiene, configurando violações à dignidade humana.

A vistoria ocorreu no dia 26 de junho de 2025 e foi conduzida por quatro defensores públicos e um servidor administrativo do Núcleo do Sistema Penitenciário (Nuspen). De acordo com o coordenador do núcleo, a unidade abriga 526 detentos em um espaço projetado para apenas 324 vagas — uma taxa de ocupação 162% acima da capacidade.

Em algumas celas, construídas para quatro pessoas, há até 22 presos, o que representa 500% de lotação. O número ultrapassa, com folga, o limite máximo recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, de 137,5%.

Além da superlotação, a equipe identificou infiltrações, goteiras, alagamentos, ausência de vasos sanitários e infestação de baratas e escorpiões. O controle de pragas, segundo o relatório, é ineficaz. Outro ponto crítico é o desabamento parcial de um dos muros da unidade, registrado em junho, que aumentou o risco à segurança de internos e servidores.

Falta de pessoal compromete segurança e rotina

O documento também expõe um déficit grave de policiais penais. No dia da inspeção, apenas oito agentes estavam de serviço, quando o ideal seria 105, conforme parâmetros nacionais.

A escassez de efetivo afeta diretamente a segurança e até mesmo o funcionamento básico da unidade — como escoltas médicas e movimentações internas. Ainda assim, a Defensoria destacou a postura colaborativa dos servidores durante toda a visita.

Situação precária e alimentação insuficiente

As condições de vida dentro do presídio também preocupam. Os presos recebem apenas três refeições por dia, com intervalos de até 15 horas entre o jantar e o café da manhã. Há relatos de comida malcozida, estragada ou insuficiente, além do uso de utensílios improvisados, como tubos de pasta de dente, para se alimentar.

Muitos detentos dormem no chão por falta de colchões e nunca receberam kits de higiene. O fornecimento de roupas de cama, toalhas e cobertores é inexistente, e as visitas não podem entregar vestuário, agravando o quadro de vulnerabilidade.

O atendimento médico também é limitado: há apenas uma cela de enfermaria, sem psicólogo disponível, e os medicamentos se restringem a analgésicos. O atendimento odontológico ocorre apenas em casos de urgência.

Visitas sob sol e chuva

As visitas familiares acontecem três vezes por mês, em um espaço sem cobertura ou bancos — o que expõe visitantes e internos ao sol e à chuva. O procedimento é feito com scanner corporal, eliminando a revista vexatória, e visitas íntimas são autorizadas, inclusive, para casais homoafetivos.

Apesar dos avanços, o relatório relata tratamento ríspido a familiares, restrições excessivas na entrega de alimentos e pertences e preços abusivos na cantina interna, onde os detentos são obrigados a comprar itens que poderiam ser levados pelos visitantes.

Recomendações e alerta ao estado

Entre as medidas recomendadas pela Defensoria estão a redução da superlotação, contratação de mais servidores, melhorias na ventilação e salubridade das celas, fornecimento regular de colchões e kits de higiene, além da ampliação das visitas e de oportunidades de trabalho e educação para os custodiados.

O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Ministério da Justiça, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e ao Governo do Estado.

“O que encontramos em Ponta Porã é um retrato preocupante das falhas estruturais do sistema prisional, que refletem diretamente na dignidade humana das pessoas privadas de liberdade. Nosso papel, enquanto Defensoria Pública, é garantir que o cumprimento da pena ocorra dentro dos parâmetros legais e constitucionais — e não em condições degradantes”, destacou o coordenador do Nuspen.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Copom decide nesta quarta se mantém Taxa Selic em 15% ao ano


Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o da energia, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano. Os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Desde setembro do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas. Nas reuniões de julho e de setembro, o Copom não mexeu na taxa.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. Na ata da última reunião, em setembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado.

Segundo a ata do Copom, a conjuntura econômica dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo país têm tido “maior impacto” do que temas estruturalmente desafiadores para a formação dos preços de mercado. No cenário interno, alguns preços, como o da energia, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até o fim de 2025 ou início de 2026. A divergência agora está no momento do próximo ano em que os juros começarão a cair.

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia do indicador oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,18% em outubro e acumula 4,94% em 12 meses. O preço médio dos alimentos recuou pelo quinto mês consecutivo. O IPCA referente aos 31 dias de outubro só será divulgado no próximo dia 11.

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,55%, contra 4,8% há quatro semanas. Isso representa inflação levemente acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro deste ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior é 4,5%.

Nesse modelo de aferição, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2025, a inflação desde dezembro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,8%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Bancada do agro cobra aprovação de pacote de segurança no campo contra facções



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) quer celeridade na aprovação de um pacote de projetos de lei voltados à segurança no campo. As propostas, defende a bancada agropecuária, visam fortalecer a proteção da população rural e enfrentar o avanço da criminalidade e das facções no interior do país.

“A segurança no campo é prioridade para nós e condição para a estabilidade da economia no agro. O meio rural se tornou estratégico para as facções, infelizmente. Para enfrentar essa realidade, a FPA está estruturada em três pilares: prevenção, controle e punição”, afirmou o presidente da frente, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), em coletiva de imprensa após reunião semanal da bancada, nesta terça-feira (4).

Para Lupion, o pacote de projetos de lei em tramitação no Congresso representa uma resposta direta ao aumento das invasões e da criminalidade no campo. “Não há dúvida de que, depois de tudo o que aconteceu no Rio nos últimos dias, a pauta de segurança pública é essencial para o país”, acrescentou Lupion.

Os projetos reforçam a atuação das forças de segurança, fortalecem o direito de propriedade e endurecem as punições contra invasores e criminosos rurais. Entre as principais propostas estão o PL 464/2023, que cria delegacias especializadas em crimes rurais; o PL 467/2025, que institui o Programa Nacional de Segurança no Campo; e o PL 709/2023, já aprovado na Câmara, que impede o acesso a benefícios públicos por pessoas condenadas por invasão de propriedades.

A FPA vai articular o andamento dos projetos em parceria com a Frente Parlamentar da Segurança Pública a fim de acelerar o avanço dos temas. “Nós temos que aproveitar o momento e levar os projetos à votação. São propostas importantes que vão proteger o agro e o país”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (PL-DF).



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Morador de Dourados é enganado por falso funcionário de banco e perde quase R$ 20 mil


Idoso de 79 anos, morador na Rua Portugal, no Bairro Alto das Paineiras, em Dourados, foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo de quase R$ 20 mil. De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu na manhã desta terça-feira (4/11), quando o homem recebeu ligação do golpista que se identificou como funcionário de uma cooperativa de crédito.

O bandido afirmou que precisava confirmar alguns dados cadastrais e, assim, conquistou a confiança do idoso.

Acreditando tratar-se de um procedimento legítimo da agência, o morador acabou fornecendo informações pessoais e realizando digitações orientadas pelo suposto atendente. Ao fim da ligação, o falso funcionário informou que o “recadastramento havia sido concluído com sucesso” e encerrou a conversa.

Desconfiado, o idoso resolveu contatar o gerente da agência para confirmar o ocorrido. Foi então que recebeu a notícia de que sua conta havia sido alvo de uma transação fraudulenta: R$ 19.998,00 haviam sido transferidos indevidamente.

A vítima procurou a Delegacia de PC (Polícia Civil) de Dourados para registrar o boletim de ocorrência. O caso agora será investigado, e a orientação das autoridades é que a população redobre a atenção diante desse tipo de golpe, que tem se tornado cada vez mais comum.

Vale destacar que bancos não solicitam confirmação de dados pessoais, senhas ou códigos de segurança por telefone, e qualquer ligação desse tipo deve ser encerrada imediatamente.



Veja a Matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.