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Programa busca restaurar áreas degradadas e aproxima Brasil do Japão



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta segunda-feira (17), os avanços do programa Caminho Verde Brasil, que prevê a restauração em larga escala de áreas degradadas no país. A iniciativa conta com R$ 30,2 bilhões destinados à recuperação de terras e foi o destaque de um painel no pavilhão do Japão, durante a COP30, na AgriZone.

O encontro marcou um movimento estratégico para ampliar a cooperação técnica e abrir novas oportunidades de negócios entre Brasil e Japão, especialmente em tecnologias voltadas para agricultura sustentável.

Bioinsumos e práticas sustentáveis

Segundo Vanessa da Fonseca, assessora do Mapa, o programa está em fase de implementação e deve disponibilizar recursos aos produtores em breve, por meio de instituições financeiras. Uma das exigências será a adoção de bioinsumos, prática apresentada durante o painel.

Ela destacou que o Caminho Verde Brasil tem papel central na indução de tecnologias sustentáveis no campo e na meta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. “As empresas que desenvolvem essas tecnologias podem participar do programa, inclusive em parceria com agentes financeiros”, afirmou.

Oportunidade no mercado brasileiro

Com forte presença no agronegócio brasileiro, empresas japonesas demonstraram interesse na iniciativa. O Japão, que tem 125 milhões de habitantes, foi o sétimo maior destino das exportações agrícolas brasileiras em 2024, somando mais de US$ 3 bilhões.

A presidente da Ajinomoto do Brasil, Naoko Yamamoto, reforçou a importância da cooperação entre os dois países. Segundo ela, a companhia está no Brasil há quase 70 anos e vê no programa uma oportunidade de contribuir com sua tecnologia em biofertilizantes à base de aminoácidos.

“Participar de um projeto voltado à restauração de áreas degradadas é extremamente relevante para nós”, afirmou.



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Renda e cor são determinantes para não concluir ensino médio no país


Agência Brasil*

Estudo feito pela organização Todos pela Educação concluiu que a quantidade de estudantes que concluíram o ensino fundamental e o ensino médio no país avançou nos últimos dez anos, com aumento considerável da inclusão, porém ainda insuficiente para diminuir a disparidade, tanto considerando critérios raciais quanto de renda.

A pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação básica na idade correta (16 anos para o fundamental e 19 para o médio), comparando os dados de 2015 e de 2025, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do seu Módulo Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as conclusões apontadas pela pesquisa estão o avanço no ensino fundamental, no qual o número de concluintes até 16 anos passou de 74,7% em 2015 para 88,6% em 2025, um crescimento de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio. o avanço foi ainda maior: de 54,5% para 74,3%, com aumento de 19,8 pontos percentuais.

“Esse avanço nós podemos atribuir a uma série de fatores. Houve melhorias no ensino ao longo da última década, políticas importantes, pedagógicas, na base de formação de professores, que melhoram o ensino de fato, disse Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação.

Para ela, há outras hipóteses, mais em relação aos últimos anos, que podem ser consideradas, como por exemplo as aprovações durante o período pandêmico (que diminuíram a distorção idade-série). Pode também, acrescentou, ser um reflexo ao longo das últimas décadas de maior acesso, pois são mais estudantes indo à escola na educação básica, o que é muito positivo”, explicou Manoela.

Cruzando os dados de conclusão em critérios de diferenças raciais, de gênero e de renda, o fator mais determinante ainda é a renda. No ensino médio, a diferença na taxa de conclusão entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos caiu 15,2 pontos percentuais ao longo da década, passando de 49,1 em 2015 (36,1% versus 85,2%) para 33,8 em 2025 (60,4% versus 94,2%). Ou seja, ambos os grupos avançaram, porém a disparidade ainda é considerável. Hoje, entre os 20% mais pobres, a quantidade dos que se formam no ensino médio ainda é 25% menor do que aqueles que se formavam, entre os 20% mais ricos, há dez anos. Essa diferença indica que, mantido o ritmo atual, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances que os mais ricos de concluir o ensino médio em mais de duas décadas.

Embora menos determinante, o critério de raça ou cor ainda é importante e não deve ser desconsiderado. Segundo o resumo do estudo, a análise por recortes de cor ou raça também ressalta diferenças nas taxas de conclusão entre estudantes brancos e amarelos e pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2025, a taxa de conclusão foi de 81,7% para brancos/amarelos e 69,5% para PPI, uma diferença de 12,2 pontos percentuais, quase um terço da diferença entre os mais ricos e mais pobres.

Mesmo entre os mais pobres, a questão racial é determinante. Ao comparar os homens mais pobres, os PPIs têm taxa de conclusão hoje de 78,6%, a menor entre os segmentos. Jovens do sexo masculino pobres, porém, fora do critério de PPI, têm média de 86% de conclusão. O inverso ocorre entre as meninas, pois para elas as 20% mais pobres entre os PPIs têm 86,5% de taxa de conclusão, ante 85,5% de brancas e orientais. Na outra ponta, mulheres entre os PPIs têm 100% de taxa de conclusão, e as de descendência branca ou asiática, 99,3%. Homens brancos ou asiáticos têm taxa de 99,1% de conclusão, enquanto homens PPIs têm 93,2%.

A disparidade regional também permanece relevante. Segundo o estudo, no ensino médio as maiores evoluções na década ocorreram nas regiões Norte (com alta de 25,7 pontos percentuais, passando de 43,4% em 2015 para 69,1% em 2025) e Nordeste (com avanço de 23 pontos percentuais, de 46,3% para 69,3% no mesmo período). Apesar dos aumentos, as taxas ainda estão bem distantes do Sudeste, com 79,6% de conclusão, do Centro-Oeste, com 75,4%, e do Sul, com 73,6% de concluintes dentro da idade correta.

“A gente tem que olhar para esse território, para as igualdades regionais que se refletem em outros indicadores também da educação básica. Então é muito importante olhar para políticas que possam avançar nesse sentido e, intencionalmente, para as desigualdades, olhando para as particularidades, principalmente no Norte e Nordeste, onde os estudantes mais precisam”, avalia Manoela.

Os resultados do estudo também indicam que é preciso ampliar e acelerar os esforços, principalmente para evitar evasão escolar e o atraso na conclusão dos ciclos de ensino. Entre as soluções consideradas está a ampliação de políticas de apoio à continuidade de estudos, inclusive políticas de complementação de renda, e o uso do ensino integral como política pedagógica de fomento.

“Pesquisas recentes em alguns estados brasileiros já apontam uma redução da evasão no ensino médio quando o estudante está no ensino médio integral, comparado ao ensino médio regular.

Para a gerente da organização Todos pela Educação, políticas de recomposição das aprendizagens também são muito importantes. “E, claro, políticas que visam à redução das desigualdades, tanto socioeconômicas, quanto raciais ou regionais. Então, é muito importante que cada estado tenha um bom diagnóstico e entenda os maiores motivos e as causas desse abandono na sua rede de ensino para pensar uma combinação de ações e políticas de permanência que façam mais sentido para o seu território”, afirma.



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DOF apreende 1,1 tonelada de maconha em Ponta Porã; traficante conseguiu fugir





Policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta terça-feira (18/11), na MS-164, em Ponta Porã, um veículo GM Prisma carregado com 1.154 quilos de maconha.

A equipe realizava patrulhamento pela rodovia, quando cruzou com o automóvel em alta velocidade, no sentido contrário. Os militares retornaram para realizar a abordagem, momento em que o condutor abandonou o carro e fugiu a pé em direção a uma área de mata.

Diligências foram realizadas, porém nenhum suspeito foi localizado.

No interior do carro foram encontrados diversos tabletes de maconha. O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, foi encaminhado à Defron (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.




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Na COP30, Brasil anuncia R$ 107 milhões para cooperativas extrativistas na Amazônia



O Brasil apresentou, na COP30, um novo programa para fortalecer cooperativas extrativistas na Amazônia. A iniciativa, chamada Coopera+ Amazônia, reúne ações de apoio à gestão, tecnologia e ampliação de mercado.

O plano prevê investimentos de R$ 107 milhões para atender cooperativas que trabalham com babaçu, açaí, castanha e cupuaçu em cinco estados da região. A proposta tem duração de 48 meses e busca ampliar renda e aprimorar processos produtivos.

Estrutura do programa e fontes de financiamento

O programa foi lançado com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou o potencial de geração de renda para famílias extrativistas. Segundo o governo, cerca de 3,5 mil famílias devem ser atendidas na primeira etapa.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e envolve BNDES, MDIC, Embrapa e Sebrae. Do total anunciado, R$ 103 milhões virão do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES. Outros R$ 3,7 milhões serão aportados pelo Sebrae.

Representantes das instituições reforçaram que o programa pretende estimular inovação, melhorar a inserção das cooperativas no mercado e ampliar a adoção de tecnologias nas cadeias da sociobiodiversidade. Entre as ações previstas estão consultorias, capacitações, assistência técnica e aquisição de máquinas para reduzir a penosidade do trabalho extrativista.

Capacitação, inovação e resultados esperados

O Sebrae e o MDIC estruturaram o Coopera+ Amazônia para ampliar produtividade, diversificar mercados e fortalecer modelos de negócio ligados à bioeconomia. O projeto inclui um Escritório de Negócios Territorial para apoiar a expansão comercial e o desenvolvimento de marcas regionais.

Agentes Locais de Inovação acompanharão cooperativas na adoção de melhorias tecnológicas e gerenciais. A iniciativa também utiliza levantamentos da Embrapa sobre máquinas adequadas ao extrativismo, buscando ampliar o uso de equipamentos compatíveis com as cadeias da sociobiodiversidade.

Entre os resultados esperados estão aumento da produtividade, maior valor agregado aos produtos, ampliação do faturamento e crescimento do número de cooperados. O programa também prevê ações para reduzir resíduos e incentivar o reaproveitamento de materiais das cadeias extrativistas.

Papel do Fundo Amazônia

Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia ações de combate ao desmatamento, pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável. Após a retomada das doações em 2023, o número de países apoiadores aumentou e permitiu ampliar o financiamento de projetos na região.

Segundo dados do fundo, mais de 260 mil pessoas já foram beneficiadas por iniciativas financiadas desde sua criação. Os recursos também apoiam projetos que contribuem para metas climáticas e para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.



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MS amplia modelo integrado de agência que une serviços do Detran e emissão do novo RG


O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Detran-MS e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), está ampliando o modelo de Agência Integrada, que reúne diversos serviços públicos em um mesmo endereço para oferecer mais praticidade e agilidade ao cidadão. A partir desta segunda-feira (17), o conceito será implantado na agência do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) de Santa Rita do Pardo, com previsão de expansão para outras cidades nos próximos meses.

Este novo modelo de agência permite que o cidadão tenha acesso em um só local a serviços de diferentes órgãos do Governo de Mato Grosso do Sul, como a emissão da nova Carteira de Identificação Nacional (CIN) – antigo RG –, além de serviços de CNH e veículos do Detran-MS.

A iniciativa, já implantada na agência Comper Itanhangá em Campo Grande, e nas agências regionais do Detran-MS de Corumbá e Dourados, reduz deslocamentos, tempo de espera e burocracia, tornando o atendimento mais eficiente e centrado nas necessidades do usuário.

Inauguração da primeira Agência Integrada no Comper Itanhangá em Campo Grande

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, destaca que o modelo reforça a presença do Estado junto à população.

“A integração amplia o alcance do atendimento e fortalece a política de proximidade com o cidadão. Quando reunimos acolhimento, eficiência e excelência em um só local, criamos um serviço público mais acessível e resolutivo. A expansão desse formato leva inteligência, economia e inclusão para mais regiões do Estado”, afirma.

Segundo o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, o formato reforça o compromisso do órgão com a inovação e a melhoria contínua dos serviços públicos.

“O atendimento integrado representa um avanço na forma de atender o cidadão. Quando reunimos diferentes serviços em um mesmo ambiente, além de otimizar estruturas, oferecemos uma experiência mais rápida, resolutiva e humanizada. É um passo importante na modernização do Governo do Estado e na construção de uma administração pública mais econômica e próxima das pessoas”, destacou Rudel.

Agência Integrada Detran Dourados

A Agência Integrada do Comper Itanhangá, foi a primeira a reunir serviços públicos estaduais no mesmo local. No espaço, o cidadão pode emitir a nova CIN e utilizar os totens de autoatendimento do Detran-MS para consultas e pagamentos.

Já em Corumbá e Dourados, a integração entre o Detran-MS e o Posto de Identificação da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) está em funcionamento, atendendo a população no mesmo endereço. Em Santa Rita do Pardo, o serviço passa a funcionar a partir da próxima semana.

Para fazer a nova CIN, é necessário realizar o agendamento prévio pela internet, no site da Sejusp-MS: servicos.sejusp.ms.gov.br . Basta escolher o serviço desejado e definir a data, local e o horário do atendimento.

Próximas unidades

A previsão é que, na segunda quinzena de dezembro, a Agência Híbrida da Marcelino Pires, em Dourados, também passe a operar nesse formato, ampliando as opções de atendimento unificado no município. Na sequência, as unidades do Detran-MS localizadas no Shopping de Três Lagoas e no Shopping Campo Grande devem ser as próximas a receber o modelo.

De acordo com a diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura Borba, as adequações estruturais são essenciais para garantir conforto e funcionalidade aos espaços. “Esses ajustes realizados pela equipe de engenharia, permitem que as agências estejam preparadas para bem receber o cidadão, com ambientes mais modernos, acessíveis e integrados”, afirmou.

Agências Integradas MS

  • Agência Integrada Comper Itanhangá

Joaquim Murtinho, 1679 – Itanhangá Park – Campo Grande

  • Agência Integrada Corumbá

Rua Piauí, n°3015, Vila Guarani – Corumbá

  • Agência Integrada Detran Sede Dourados

Cel. Ponciano, 600 – Parque dos Jequitibás – Dourados

  • Agência Integrada Santa Rita do Pardo

Av. João Gregório Rodrigues, 1123 – Santa Rita do Pardo

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Foto: Rachid Waqued/Detran



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José Menino Júnior cobra melhorias viárias e reforço na iluminação pública





Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Ponta Porã no dia 11 de novembro, o vereador José Menino Júnior apresentou novas solicitações ao Executivo visando melhorar as condições de mobilidade, segurança e infraestrutura urbana da cidade.

O parlamentar solicitou serviços de patrolamento e cascalhamento em toda a extensão da Rua Salinas, no trecho que liga os bairros Parque dos Eucaliptos e Jardim das Oliveiras. Segundo o vereador, a via encontra-se em condições precárias, com buracos, desníveis e acúmulo de lama ou poeira, prejudicando a circulação de veículos, pedestres e o acesso a serviços essenciais, como transporte escolar, ambulâncias e coleta de lixo.

José Menino Júnior reforçou que a intervenção atenderá a uma antiga reivindicação da comunidade, garantindo segurança e melhoria da trafegabilidade.

Em outra indicação, o vereador reiterou solicitação para instalação de iluminação pública no canteiro central da Rua Jorge Roberto Salomão, no trecho entre a Rua Antônio João e a Rua Heliodoro Alves Salgueiro.

Ele destacou que atualmente a iluminação existe apenas de um lado da via, o que deixa a região com baixa visibilidade, prejudicando a segurança de moradores e transeuntes. Para o parlamentar, reforçar a iluminação é medida essencial para aumentar o bem-estar e prevenir situações de risco.




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plantio de soja atinge 69% no Brasil, aponta Conab



O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 69% da área nacional até 15 de novembro, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura havia alcançado 58,4% da área. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 73,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos para esta época é de 67,2%.

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Plantio de soja por estado

Entre os estados, São Paulo lidera com 100% da área semeada, seguido por Mato Grosso (95,2%), Mato Grosso do Sul (87%) e Paraná (86%). Tocantins registra 69%, Goiás 65%, Bahia 50%, Minas Gerais 48,8%, Santa Catarina 40%, Piauí 29%, Rio Grande do Sul 28% e Maranhão 15%.



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Sanesul lança edital para aquisição de energia no Mercado Livre e avança em eficiência energética


A Sanesul publicou na quinta-feira (13) de novembro, no Diário Oficial, o edital do Pregão Eletrônico nº 048/2025 para aquisição de energia incentivada no Mercado Livre de Energia. O processo visa a compra de aproximadamente 175 mil megawatt-hora (MWh), divididos ao longo de três anos.

Todas as informações sobre a licitação estão disponíveis no site da Sanesul e também na plataforma de Licitações do Banco do Brasil.

A nova contratação integra um conjunto de iniciativas estratégicas da companhia para reduzir custos e aumentar sua eficiência energética. Após o sucesso da Parceria Público-Privada que permitiu a construção de duas usinas fotovoltaicas de grande porte — destinadas a compensar o consumo das unidades em baixa tensão — a Sanesul busca agora o modelo de compra de energia no mercado livre (ambiente de contratação livre) para as suas unidades consumidoras de média e alta tensão.

Diferente da forma de contratação comum denominada de mercado cativo, onde a distribuidora define tarifas e condições, o Mercado Livre permite que grandes consumidores negociem diretamente com geradores ou comercializadoras. Nessa modalidade, a empresa pode definir quantidade, prazo, tipo da fonte de energia e condições de pagamento, garantindo maior competitividade, previsibilidade orçamentária e flexibilidade contratual.

Energia incentivada e compromisso ambiental

A energia objeto da contratação é classificada como incentivada, produzida a partir de fontes renováveis — como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. A escolha por esse modelo traz benefícios ambientais expressivos, já que contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e estimula o desenvolvimento de novos projetos sustentáveis no país.

Além disso, ao priorizar energia renovável, a Sanesul reforça práticas de ESG, fortalece sua imagem institucional e se alinha às metas globais de sustentabilidade, adotando um modelo de gestão responsável e atento ao impacto ambiental de suas operações.

Redução de custos e eficiência na operação

A energia elétrica representa um dos maiores custos operacionais do setor de saneamento, devido ao funcionamento contínuo dos sistemas de bombeamento de água. Com a entrada no Mercado Livre e a compra planejada de energia incentivada, a Sanesul projeta redução superior a 15% nos gastos com energia, fortalecendo o equilíbrio financeiro da companhia e a sustentabilidade de suas operações.



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Mato Grosso do Sul vai estruturar mercado de carbono a partir de 2026


Mato Grosso do Sul dá mais um passo decisivo em sua estratégia de descarbonização e fortalecimento da economia verde. Foi publicada ontem (17) no Diário Oficial da União a Resolução nº 20/2025 da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), que aprova a elegibilidade do Estado para acessar e captar pagamentos por resultados de REDD+ no bioma Cerrado.

A partir da publicação, a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) passa a ser oficialmente a responsável pela captação e condução dos processos de certificação e comercialização dos créditos no território sul-mato-grossense.

O reconhecimento do governo federal confirma que Mato Grosso do Sul atende aos critérios técnicos, jurídicos e de governança exigidos pelo mecanismo internacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, vinculado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Na prática, isso abre caminho para que o Estado acesse recursos internacionais destinados à conservação florestal e ao combate às emissões.

“Essa é a confirmação de que Mato Grosso do Sul consolidou um modelo de governança ambiental robusto, transparente e alinhado às melhores práticas internacionais. Essa elegibilidade mostra que o Estado está preparado para acessar mecanismos financeiros globais e transformar a conservação das nossas florestas em oportunidade real de desenvolvimento sustentável. É um passo histórico que fortalece nossa estratégia de descarbonização”, afirma o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

Secretário-adjunto, Artur Falcette reforçou que a elegibilidade cobre o volume de emissões evitadas no Cerrado e dá origem a um potencial expressivo de créditos.

“Estamos falando de um estoque relevante que agora poderá passar pelos processos de verificação, certificação e posterior comercialização. O próximo passo é justamente estruturar esse pipeline junto ao mercado, sempre com transparência e repartição de benefícios”, avaliou.

Edital será lançado em janeiro de 2026

Durante sua passagem pela COP 30, em Belém, o governador Eduardo Riedel anunciou que em janeiro de 2026 será lançado edital de Chamamento Público para a apresentação de propostas de oportunidades de negócios relacionadas à estruturação, desenvolvimento, monitoramento, verificação, certificação e comercialização de créditos de carbono no âmbito do REDD+ bioma Cerrado em Mato Grosso do Sul. O edital será publicado pela Semadesc.

O anúncio foi feito ao lado do secretário Jaime Verruck e do secretário adjunto Artur Falcette, reforçando a diretriz de que o Estado não apenas cumprirá as exigências do mecanismo internacional, mas também organizará seu mercado de carbono com base em governança, segurança jurídica e ampla participação de parceiros especializados.

Na submissão ao CONAREDD+, Mato Grosso do Sul demonstrou redução consistente das emissões por desmatamento e a existência de políticas públicas, sistemas de monitoramento e salvaguardas socioambientais consolidados.

O território sul-mato-grossense é formado em 62,2% de Cerrado, 27,3% de Pantanal e 10,5% de Mata Atlântica, com mais de 110 mil km² de vegetação nativa remanescente.

“Agora, com a elegibilidade reconhecida e o edital anunciado, Mato Grosso do Sul consolida sua transição para um modelo de desenvolvimento baseado em conservação, tecnologia e geração de valor ambiental, aproximando-se da meta de se tornar território carbono neutro até 2030”, finalizou o secretário Jaime Verruck.



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Açúcar: safra global 2025/26 deve ter superávit de 1,625 milhão de toneladas


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Foto: Pixabay

O mercado mundial de açúcar deve registrar um superávit de 1,625 milhão de toneladas na safra 2025/26, revertendo o déficit do ciclo anterior, segundo o novo relatório trimestral da Organização Internacional do Açúcar (ISO). A revisão marca uma inflexão após anos de balanços apertados, embora a entidade destaque que os estoques seguem historicamente baixos.

A organização também reduziu o déficit estimado para 2024/25 para 2,916 milhões de toneladas, contra projeção anterior de 4,879 milhões. Mesmo com a melhora, o nível de estoques continua crítico: o índice estoque/uso deve cair a 52,74% em 2025/26. A demanda global deve avançar 0,56% na safra, para 180,142 milhões de toneladas, após o recorde de 181,207 milhões em 2023/24. O consumo resiliente limita o alívio esperado a partir do superávit.

Apesar da virada para superávit do açúcar, os preços internacionais continuam enfraquecidos. A média mensal de novembro (até o dia 11) do contrato mais negociado na Bolsa de Nova York ficou abaixo de 14 cents/lb, menor nível em 57 meses. Entre maio e julho, o açúcar bruto em dólar recuou 6%, movimento amplificado pelo dólar mais fraco. No Brasil, o açúcar cristal caiu ao menor preço em três anos. A OIA mantém visão neutra para os próximos três meses, citando a combinação de superávit, sazonalidade de moagem e ampla disponibilidade exportável.

Etanol global cresce, Brasil recua

O superávit de açúcar também influencia o mercado de biocombustíveis. A produção global de etanol deve subir para 120,6 bilhões de litros em 2025 (+1,7%), enquanto o consumo alcançará 120,5 bilhões (+2,6%). Segundo a OIA, os EUA devem atingir 61,5 bilhões de litros, novo recorde. Além disso, o Brasil deve recuar para 32,7 bilhões, ante 33,7 bilhões, devido à priorização do açúcar. Já a Índia deve avançar de 7,2 para 9,5 bilhões de litros, impulsionando a meta de mistura de 20%.

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