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Morador em Dourados é preso em SP acusado de violência doméstica


A Delegacia Seccional de Jaú (SP) prendeu na tarde desta segunda-feira (17/11), homem de 26 anos, com mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Dourados, em razão da prática dos crimes de ameaça e descumprimento de medida protetiva em favor da ex-companheira de 22.

Conforme investigação, após o termino do relacionamento, o autor passou a perseguir a ex-companheira, que precisou solicitar medida protetiva de urgência. No entanto, mesmo com as proibições impostas, o homem começou a enviar mensagens à vítima, ameaçando-a de morte, inclusive através de terceiros. A jovem relatou que excluiu redes sociais, e-mail e trocou o número de telefone para evitar que o agressor entrasse em contato. Ainda assim, afirmou que as ameaças continuaram por intermédio de sua genitora.

Diante dos fatos, a Autoridade Policial responsável representou pela prisão preventiva do indivíduo. Em diligências realizadas pela equipe de investigação da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Dourados, verificou-se que o autor estava residindo na cidade de Torrinha (SP).

Desta forma, a equipe entrou em contato com a Delegacia de Torrinha e solicitou apoio para cumprimento do Mandado de Prisão Preventiva, que foi devidamente cumprido ontem.



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Acusado de matar homem na Vila Ferroviária é preso pela Polícia Civil em Ponta Porã





Marcos Barbosa, de 24 anos, acusado de assassinar Anderson Alves Louriano, de 28, na noite do último domingo (16/11), na Vila Ferroviária, em Ponta Porã, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (17/11), pela 1ª Delegacia de PC (Polícia Civil).

Segundo a polícia, autor e vítima consumiam bebidas alcoólicas, quando houve um desentendimento e Marcos desferiu um golpe de canivete no pescoço de Anderson, que chegou a ser socorrido até o HR (Hospital Regional), porém, não resistiu.

Imediatamente após o crime, a autoridade policial determinou o início das buscas, acionando equipes e compartilhando informações com a PM (Polícia Militar) para captura do assassino.

Na manhã de ontem, o autor apresentou-se na delegacia e entregou a arma do crime. Ele recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante, confessando o assasinato durante interrogatório. Disse ainda que planejava fugir para o Paraguai, o que fez com que a prisão fosse convertida em preventiva.

O preso encontra-se recolhido à disposição da Justiça.




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Abiove atualiza projeções do complexo soja para 2026



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, trazendo números que apontam para um novo ciclo de expansão. Os números da produção brasileira de soja são estimados em 177,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. A expectativa é que a produção de farelo alcance 46,6 milhões de toneladas, e a de óleo de soja, 12,5 milhões de toneladas.

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No comércio exterior, o Brasil deve consolidar sua posição no mercado global. As exportações de grãos estão projetadas em 111 milhões de toneladas, um novo patamar histórico. O farelo de soja deve registrar 24,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo pode chegar a 1,2 milhão de toneladas, um avanço de 20% em relação ao ano anterior. As importações de óleo devem permanecer em 125 mil toneladas, e as de soja, em 500 mil toneladas, destinadas a complementar a oferta interna.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, os resultados reforçam o dinamismo e a resiliência do setor. ”Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência”, diz Amaral. Segundo ele, a expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja.

Cenário atualizado em 2025

Até setembro de 2025, os dados consolidados mostram desempenho positivo. A produção de soja do ciclo alcançou 172,1 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento atingiu 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo se manteve estável, somando 45,1 milhões de toneladas, e a de óleo alcançou 11,7 milhões de toneladas.

Processamento mensal e exportações

Em setembro de 2025, o volume processado foi de 4,1 milhões de toneladas, queda de 9,1% em relação a agosto e retração de 1,2% na comparação com setembro de 2024, após ajustes amostrais. No acumulado do ano, porém, o processamento registra alta de 5,1% frente ao mesmo período de 2024, totalizando 39,3 milhões de toneladas.



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Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões


Agência Brasil*

As seis dezenas do concurso 2.941 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (MS), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h30 (MS), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.



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Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões





As seis dezenas do concurso 2.941 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (MS), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h30 (MS), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

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PF identifica 2 suspeitos de participar de ataque a indígenas em Iguatemi


Agência Brasil*

A Polícia Federal (PF) identificou dois suspeitos de participar de um ataque armado a um grupo de indígenas Guarani Kaiowá, em Iguatemi. Um indígena morreu no ataque.

Segundo a superintendência estadual da PF, um dos suspeitos foi reconhecido por um dos quatro indígenas feridos com armas de fogo ou balas de borracha. Ele foi preso em flagrante.

Conforme a reportagem apurou, o homem detido é de nacionalidade paraguaia e se declara indígena. Casado com uma indígena brasileira, ele chegou a morar na ocupação chamada Pyelito Kue, alvo do ataque registrado na madrugada deste domingo (16).

A PF não divulgou as identidades dos dois suspeitos, nem informou se o segundo deles chegou a ser detido, mas revelou que chegou até eles após equipes da PF e do Instituto de Criminalísticas deslocadas para atender a ocorrência apreenderem duas espingardas calibre 12 “utilizadas por seguranças privadas de uma fazenda” e coletarem cápsulas e material biológico que acharam no local do ataque. As armas ainda vão ser periciadas.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos 20 homens fortemente armados atacaram os guarani kaiowá que participam da retomada de Pyelito Kue, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, em Iguatemi.

Ainda de acordo com o órgão indigenista vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb), o ataque ocorreu por volta das 4h da madrugada, pegando de surpresa parte dos indígenas que dormiam, incluindo crianças e mulheres.

O indígena Vicente Fernandes Vilhalva, 36 anos, foi alvejado na cabeça. Ele não resistiu à gravidade do ferimento e morreu no local.

Segundo testemunhas, os atiradores ainda tentaram levar seu corpo, sendo impedidos por outros indígenas. Outros quatro Guarani Kaiowá foram feridos, entre eles dois adolescentes e uma mulher.

As autoridades policiais estão apurando se uma segunda morte, de um vigilante, funcionário de uma empresa de segurança privada que atua na região, tem relação com o ataque a Pyelito Kue.

No domingo, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública chegou a relacionar, em uma nota oficial, a morte de Silva ao ataque contra os Guarani Kaiowá, mas a responsável pela empresa para a qual o vigilante trabalhava garantiu à reportagem que ele morreu em outras circunstâncias, conforme consta do atestado de óbito.

Em nota, a empresa se referiu a um “grave incidente ocorrido durante uma operação de escolta armada”.

Já a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) cobrou, em nota, “uma investigação rigorosa e uma ação conjunta para combater os grupos de pistoleiros que atuam na região” e que “fortaleça a proteção dos indígenas e de seus territórios”.

“É inaceitável que indígenas continuem perdendo suas vidas por defender seus territórios”, destacou a fundação, acrescentando que o ataque a Pyelito Kue se insere em um contexto de retomada de áreas reivindicadas como territórios tradicionais indígenas.

“As retomadas dos indígenas Guarani Kaiowá na região se intensificaram nos últimos meses com o objetivo de frear a pulverização de agrotóxicos, que vem causando adoecimento e gerando insegurança hídrica e alimentar”, sustenta a Funai.

A fundação lembra que o crime ocorre justamente no momento em que pessoas de todo o mundo estão reunidas para tratar da importância dos povos indígenas na mitigação climática, em debate na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

A área de Pyelito Kue integra a Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, sobreposta à Fazenda Cachoeira. A região foi retomada pelos indígenas em 3 de novembro.

A comunidade afirma esperar há cerca de 40 anos pela conclusão do processo demarcatório.



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Sanesul lança edital para aquisição de energia no Mercado Livre e avança em eficiência energética


A Sanesul publicou na quinta-feira (13) de novembro, no Diário Oficial, o edital do Pregão Eletrônico nº 048/2025 para aquisição de energia incentivada no Mercado Livre de Energia. O processo visa a compra de aproximadamente 175 mil megawatt-hora (MWh), divididos ao longo de três anos.

Todas as informações sobre a licitação estão disponíveis no site da Sanesul e também na plataforma de Licitações do Banco do Brasil.

A nova contratação integra um conjunto de iniciativas estratégicas da companhia para reduzir custos e aumentar sua eficiência energética. Após o sucesso da Parceria Público-Privada que permitiu a construção de duas usinas fotovoltaicas de grande porte — destinadas a compensar o consumo das unidades em baixa tensão — a Sanesul busca agora o modelo de compra de energia no mercado livre (ambiente de contratação livre) para as suas unidades consumidoras de média e alta tensão.

Diferente da forma de contratação comum denominada de mercado cativo, onde a distribuidora define tarifas e condições, o Mercado Livre permite que grandes consumidores negociem diretamente com geradores ou comercializadoras. Nessa modalidade, a empresa pode definir quantidade, prazo, tipo da fonte de energia e condições de pagamento, garantindo maior competitividade, previsibilidade orçamentária e flexibilidade contratual.

Energia incentivada e compromisso ambiental

A energia objeto da contratação é classificada como incentivada, produzida a partir de fontes renováveis — como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. A escolha por esse modelo traz benefícios ambientais expressivos, já que contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e estimula o desenvolvimento de novos projetos sustentáveis no país.

Além disso, ao priorizar energia renovável, a Sanesul reforça práticas de ESG, fortalece sua imagem institucional e se alinha às metas globais de sustentabilidade, adotando um modelo de gestão responsável e atento ao impacto ambiental de suas operações.

Redução de custos e eficiência na operação

A energia elétrica representa um dos maiores custos operacionais do setor de saneamento, devido ao funcionamento contínuo dos sistemas de bombeamento de água. Com a entrada no Mercado Livre e a compra planejada de energia incentivada, a Sanesul projeta redução superior a 15% nos gastos com energia, fortalecendo o equilíbrio financeiro da companhia e a sustentabilidade de suas operações.



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Zé Teixeira propõe inclusão de Romaria Diocesana no Calendário Oficial


A Romaria Diocesana em honra à Nossa Senhora Aparecida, realizada anualmente no Distrito de Vila São Pedro, em Dourados, deverá ser incluída no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Mato Grosso do Sul. A iniciativa é do deputado estadual Zé Teixeira, que apresentou o projeto de lei nesta quarta-feira (12), na Assembleia Legislativa.

De acordo com a proposta, o evento religioso, que ocorre sempre no dia 12 de outubro, data dedicada à Padroeira do Brasil, passará a integrar oficialmente o calendário instituído pela Lei nº 3.945, de 4 de agosto de 2010. A romaria é organizada pela Cúria Diocesana de Dourados e reúne milhares de fiéis todos os anos, consolidando-se como uma das maiores manifestações de fé da região.

A Romaria Diocesana tem início ainda na madrugada, quando devotos caminham a pé de diversos pontos da cidade de Dourados em direção ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, localizado às margens da BR-163, a cerca de 20 km do centro urbano. A programação inclui a recitação do terço, acolhida da imagem da santa e a celebração da Santa Missa, atualmente presidida pelo bispo diocesano, Dom Henrique Aparecido de Lima, com a participação do reitor do santuário, padre Cristiano dos Santos. Após a missa, ocorre a tradicional “Coroação da Mãe de Deus”.

Este ano, a romaria chegou à sua 26ª edição, reunindo cerca de 60 mil pessoas. O tema escolhido foi “Mãe Aparecida, acolhe-nos como peregrinos da esperança”, reforçando o caráter espiritual e comunitário da celebração. O projeto de lei permite que a Romaria Diocesana em honra à Nossa Senhora Aparecida seja oficialmente considerada um dos eventos de relevância do Estado de Mato Grosso do Sul, reforçando o papel da devoção mariana como parte da tradição e da identidade do povo sul-mato-grossense.

Na justificativa, o deputado Zé Teixeira destacou que a romaria é “uma celebração profundamente enraizada na identidade local, marcada por expressiva participação comunitária de vários segmentos da sociedade”. Para ele, a inclusão no calendário estadual representa o reconhecimento da importância cultural e religiosa do evento, que além de fortalecer a fé católica, movimenta a economia e o turismo da região.



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Vereador Edinho Quintana pede ampliação do acesso a exames de ultrassonografia





O Vereador Edinho Quintana solicitou à prefeitura de Ponta Porã, para que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promova a ampliação do acesso a exames de ultrassonografia para o atendimento da demanda no município.

O parlamentar formalizou o pedido por meio de uma indicação apresentada na sessão ordinária de 11 de novembro, na Câmara Municipal de Ponta Porã. O documento foi encaminhado ao prefeito Eduardo Campos e ao Secretário Municipal de Saúde, Daniel Lima Kayatt.

Edinho Quintana justificou a solicitação afirmando que “considero de extrema urgência a ampliação do acesso a exames de ultrassonografia para atender a demanda, especialmente para pacientes com demandas reprimidas; essa medida visa atender ao clamor da população que enfrenta dificuldades no acesso a esse tipo de atendimento especializado. Diante do exposto espero que a solicitação seja atendida com a maior brevidade possível, contribuindo para a melhoria da saúde e bem-estar de nossos munícipes”.




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Novo seguro rural premia produtores de soja que adotam manejo sustentável



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) começou a testar um novo modelo de seguro rural que leva em conta as práticas de manejo adotadas pelo produtor. A iniciativa, inédita no país, está em fase piloto e começou pela cultura da soja no Paraná. Ao todo, 29 áreas, somando cerca de 2,4 mil hectares, aderiram ao programa e já contrataram apólices com diferentes percentuais de subvenção, que variam conforme o cuidado com o solo.

A ferramenta faz parte do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM) e utiliza metodologia desenvolvida pela Embrapa. O sistema classifica cada talhão em quatro níveis, considerando indicadores claros e auditáveis. Quanto melhor o manejo, maior a subvenção paga pelo governo no seguro rural.

Como funciona o novo modelo

As áreas participantes foram distribuídas nos quatro níveis previstos pelo ZarcNM:

  • 5% atingiram o Nível 4, o mais alto, que dá direito à subvenção de 35%.
  • 27% ficaram no Nível 3, com 30% de subvenção.
  • 57% se enquadraram no Nível 2, recebendo 25%.
  • 11% permaneceram no Nível 1, com o índice padrão de 20% do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Segundo o diretor de Gestão de Riscos do Mapa, Diego Almeida, a tendência é que esse modelo se torne permanente. A expansão deve começar por outros estados produtores de soja e, depois, avançar para o milho. Para ele, a mudança ajuda a corrigir um problema histórico do seguro rural: a dificuldade de avaliar o risco climático de forma individualizada, por talhão.

Por que o manejo pesa tanto no risco climático

De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja, propriedades com manejo mais eficiente são menos vulneráveis à seca. Práticas conservacionistas, como manter o solo protegido e aumentar sua capacidade de infiltração, reduzem o risco de perdas e garantem maior disponibilidade de água para as plantas.

“As melhorias no manejo do solo aumentam a produtividade, diminuem o impacto da seca e ainda favorecem a conservação ambiental”, afirma Farias.

Ele lembra que a maior parte das áreas de soja no Brasil não é irrigada e depende diretamente da chuva e da umidade armazenada no solo. Por isso, investir em técnicas que ampliem essa reserva hídrica se torna essencial diante das mudanças climáticas.

Tecnologia para avaliar cada talhão

Para classificar os níveis de manejo, o projeto usa seis indicadores, entre eles:

  • tempo sem revolvimento do solo;
  • cobertura de palhada antes do plantio;
  • diversificação de culturas;
  • análises químicas do solo, como cálcio, saturação por bases e alumínio.

A avaliação é feita por meio do Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), plataforma digital da Embrapa Agricultura Digital, que cruza análises laboratoriais com imagens de sensoriamento remoto. Isso permite identificar, por exemplo, áreas bem manejadas ao lado de talhões com sinais de erosão, que automaticamente recebem notas menores.

“O sistema consegue diferenciar claramente propriedades vizinhas com condições bem distintas”, explica o pesquisador Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc de Pesquisa.

Produtores veem o programa como reconhecimento

Para cooperativas que atuam no Paraná, como a Coocamar, o ZarcNM atende a uma demanda antiga do setor: reconhecer financeiramente quem investe no solo.

O gerente executivo técnico da cooperativa, Renato Watanabe, afirma que produtores com manejo adequado, mesmo em solos arenosos, tendem a resistir melhor à seca. Já áreas com rotação limitada, como apenas soja e milho, ficam mais vulneráveis.

O cooperado José Henrique Orsini, de Floresta (PR), aprovou a iniciativa. Ele costuma usar braquiária após a colheita da soja para formar palhada e melhorar o solo. Neste ano, ficou no Nível 2, com 25% de subvenção, mas afirma que uma pequena mudança no sistema — como integrar culturas no inverno — já o levaria ao Nível 3.

Outro produtor, José Rogério Volpato, alcançou o Nível 3 graças ao uso de integração lavoura-pecuária e do consórcio milho–braquiária. Ele cultiva solos arenosos e afirma que as práticas ajudam a manter estabilidade produtiva, mesmo em anos de veranico.

Nos talhões onde há braquiária, a raiz profunda rompe camadas compactadas, melhora a infiltração da água da chuva, reduz a erosão, aumenta matéria orgânica e cria um microclima mais favorável ao desenvolvimento da soja.

Próximos passos

O projeto-piloto foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 2/2025, publicada em julho. Para a fase inicial, o governo destinou R$ 8 milhões ao programa.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que, após os ajustes finais, o novo modelo seja adotado em escala nacional, premiando quem transforma práticas sustentáveis em resiliência e produtividade no campo.



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