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Floresta em pé: Lavoura e árvores reduzem impacto de mudança climática


Imagine lavouras sendo cultivadas no mesmo espaço que florestas. Para ficar ainda mais evidente, poderia ser uma plantação de milho localizada à sombra de uma castanheira-do-pará, por exemplo.

Esta combinação de produção agrícola com preservação ambiental tem sido apontada por especialistas do clima e ativistas ambientais como ideal para ajudar o planeta Terra a se recuperar dos danos causados pela ação humana e que refletem no clima em forma de eventos extremos, como chuvas torrenciais e estiagens.

A este “casamento” que é, na verdade, um modelo de uso da terra justo e sustentável, dá-se o nome de “agrofloresta”.

Este sistema, que busca otimizar terrenos descampados e transformar técnicas de monocultivo em florestas biodiversas, é considerado hoje uma das principais apostas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas na Terra.

A proposta é de uma agricultura não baseada em agrotóxicos e produtos químicos, mas baseada na própria ecologia, levando em consideração a existência de pragas, mas também o equilíbrio e a lógica da natureza. Daí, a junção de plantas menores – como as alimentares – com árvores maiores e com raízes profundas, para propiciar sombra e água, sempre que preciso for.

Em resposta a esta combinação, vem a diminuição da emissão de Dióxido de Carbono (CO₂) na atmosfera – a camada que protege o planeta da radiação solar e ajuda a equilibrar a temperatura. O CO₂ compõe os gases que agravam o efeito estufa, um dos causadores do aquecimento global. A matemática é simples – quanto mais árvores vivas, mais absorção de carbono pelas plantas e menos gás nocivo enviado à atmosfera.

Agrofloresta

Em entrevista ao podcast S.O.S! Terra Chamando!, Moisés Savian, engenheiro agrônomo e secretário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, contou que a ideia da agrofloresta é atuar em duas frentes: na mitigação e adaptação dos efeitos das mudanças do clima.

“Quando eu estou diminuindo a emissão de carbono, eu estou mitigando. Se eu, por exemplo, tenho um pasto ralinho e eu monto uma agrofloresta, eu vou trazer para a superfície o carbono que está excessivo na atmosfera (o carbono é absorvido pelas plantas). Se eu tenho uma lavoura de milho que não resiste muito tempo sem chuva – diante da crise hídrica – e junto esta lavoura à floresta, que tem sombra e raízes profundas, o milho se beneficiará da captação de água de uma castanheira, por exemplo”, explica.

A produção é uma coprodução da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Savian lembra ainda que a lógica da agrofloresta vai além ao agregar as questões do planeta à geração de renda e produção de alimentos, potente ferramenta contra a fome no mundo.

A ideia de florestas produtivas ganhou popularidade nas últimas semanas, durante as plenárias e reuniões da COP 30, realizada em Belém (PA). Mas este é o caminho ancestral que vem sendo apontado nos últimos anos por especialistas do clima, como já adiantou em entrevista ao podcast o climatologista Carlos Nobre.

“Os indígenas chegaram na Amazônia 12, 14 mil anos atrás, e eles sempre utilizaram o conhecimento muito bem para tudo, para a saúde deles, para alimentação, no transporte, os produtos da biodiversidade. Os indígenas utilizaram e utilizam ainda mais de 2,3 mil produtos da biodiversidade, por exemplo, 250 frutas alimentares, 1.450 plantas medicinais. Eles aprenderam a conviver muito bem com a floresta”, disse.

Embora seja uma técnica milenar, a Floresta em Pé, mesmo a passos curtos, tem ganhado espaço entre o voluntariado no Brasil e no mundo.

Troca de Saberes

Em Botuporã, cidade baiana com cerca de 11 mil habitantes e localizada a cerca de 700 quilômetros de Salvador, um projeto de cooperação internacional tem incentivado moradores e jovens lideranças a entender a importância de unir o agro à ecologia.

O município faz parte de um consórcio, iniciado em 2021, com comunidades da França localizadas na região da Alsácia do Norte.

Segundo o idealizador do projeto, prefeito da cidade francesa de Eschbach – que tem menos de mil habitantes -, Hervé Tritschberger, a ideia surgiu após tratativas com a prefeitura botuporense para valorização de agricultores, produtores rurais e capacitação de jovens voluntários para troca de saberes sobre sustentabilidade.

Foi esta cooperação internacional que, há dois anos, levou o jovem estudante de Direito Yago Fagundes a uma imersão em agroecologia em terras francesas e, depois, à aplicação no Brasil.

“A experiência no Brasil tem sido de empoderamento rural. Nós recebemos, por exemplo, especialistas franceses que capacitaram nossos agricultores na produção do queijo Tomme de Vache (queijo de leite de vaca, em livre tradução), utilizando uma receita milenar de forma sustentável. Na França, eu vivenciei essa prática de perto, morei com agricultores com o selo ‘BIO’ e participei ativamente da construção de cercas vivas e projetos de plantio em escolas, elementos cruciais para a biodiversidade”, lembra Yago.

O estudante de 20 anos diz que apesar do desafio da língua, a vivência internacional o fez refletir sobre resiliência, inclusive, nos cuidados com o planeta.

“A agroecologia é fundamental para combater as mudanças climáticas. Ela usa a teia do voluntariado para criar uma solidariedade internacional que fortalece o planeta. Ela atua tornando o solo um sumidouro de carbono, aumentando sua matéria orgânica e sua capacidade de reter água, o que protege as comunidades de secas e eventos extremos”, explica.

Em contrapartida, duas voluntárias francesas passaram oito meses em Botuporã para aprender técnicas de agricultura orgânica.

“Brasil e França não têm os mesmos desafios, mas temos os mesmos objetivos, que é trabalhar para o desenvolvimento sustentável. O paradoxo dos países europeus é que eles não querem produzir alimentos com agrotóxicos, mas os consomem em importações. A partir dessa troca, é preciso repensar esta validação e capacitar agricultores para este modo mais saudável e sustentável”, diz o prefeito francês.

Como resultado da experiência, foi publicado um livro com a consolidação das principais trocas, disponibilizado gratuitamente e apresentado durante o Festival Nosso Futuro, realizado no início deste mês, em Salvador.

Consciência ambiental e planetária

A troca de saberes pode ir muito além das fronteiras geográficas, Brasil-França. Pode ser passada de pai para filho, entre amigos, de avó para neto, como foi o caso do jornalista socioambiental e divulgador científico William Torres.

Morador do Rio de Janeiro, ele conta que é adepto da plantação de verduras e leguminosas no próprio quintal de casa, como prática sustentável e saudável.

“A minha primeira referência em agroecologia foi o quintal da minha avó e bisavó paternas, quando eu ainda era bem novinho e, àquela época, não fazia ideia da preciosidade que estava ao meu alcance e muito menos conhecia o termo. Hoje, é claro, entendo que a agroecológica vai muito além de alimentos livres de agrotóxicos, mas ela também engloba os aspectos subjetivos da nossa vida e que o adubo das nossas raízes: o território, a tradição e a sabedoria ancestral”, relata.

Torres diz ainda que a postura ambiental reflete valores como consciência ambiental responsável e coletiva, além da justiça socioambiental.

“É nesse caminho que resgato parte da minha história, minha relação profunda com a natureza, meu senso de comunidade, minha necessidade de lutar pela vida na Terra e preservá-la”, conclui.

E mesmo de forma isolada, ele entende que não há fórmula mágica para enfrentar individualmente a crise climática.

“Quando se trata de combater os efeitos da crise climática que atravessamos, não existe uma balança que diga qual é a ação mais importante nesse processo, afinal, cada atitude que visa contrapor a lógica exploratória do agronegócio, é um ato revolucionário. Portanto, toda e qualquer ação individual que busque fugir da lógica do lucro, é sempre válida”, finaliza.

Exemplos do Brasil

Ainda acompanhando de perto o desfecho da COP 30, o Secretário de Governança Fundiária e Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Moisés Savian, adianta que o encontro tem sido uma grande oportunidade de mostrar para o mundo o que o Brasil tem feito.

“A COP foi muito positiva para o Brasil, apresentamos nossa agenda de florestas produtivas para o mundo. Além de manter, vamos ampliar a área de cobertura florestal com geração de renda e alimentos”, diz.

Para ele, é essencial pensar em um sistema de produção de alimentos resiliente às intempéries, como secas e chuvas extremas.

“Eu acho que o futuro do Brasil é avançar na agricultura resiliente, de baixo carbono, biodiversa, agricultura agroecológica nas áreas degradadas. Nós temos muita área degradada no Brasil. Nós temos muita pastagem subutilizada. São áreas em que não estão produzindo alimentos e não estão servindo para a questão ecológica também. A propósito, o governo tem trazido a ideia de florestas produtivas de agroflorestas – avançar com a produção biodiversa, de agroflorestas nessas áreas que já foram desmatadas, numa ótica de restauração, mas uma restauração produtiva.”, diz.

Savian defende ainda o incentivo financeiro de países mais desenvolvidos e, internamente, o crédito agrícola para capacitar pequenos agricultores e produtores rurais a aprenderem e utilizarem a técnica de produção de alimentos sustentável. Mas, ele chama a atenção, para um ponto ainda desafiador: ganhar o bolso e coração dos consumidores.

“Porque nós temos hoje, muita gente vive contando o dinheiro para passar o mês. Algumas outras pessoas podem pagar um pouco mais por um produto que é diferenciado. Nós nos reunimos com uma rede de supermercados internacional. E eles estão criando uma prateleira chamada de ‘produtos da floresta’. E aí, qual era o desafio que eles tinham? Muitas vezes, no mercado do varejo, ele vai precisar de 30 dias, 60 dias para pagar. O agricultor, não pode esperar tanto. E essa rede está fazendo pagamento antecipado”, diz Savian.

Segundo ele, são iniciativas como essa que podem dar um efeito mais importante – além da mobilização de governo e produtor, que é incluir o mercado consumidor como uma mola propulsora da economia sustentável, da produção decorrente do agroflorestamento.

Para Savian, a Floresta em Pé pode fazer parte da solução para a situação de emergência climática que o planeta vive.

“Acredito que é esse ‘remedinho’ que pode junto com a restauração florestal, com o combate ao desmatamento, com uma pecuária mais intensa, no sentido de ocupar melhor o espaço que já existe, sem derrubar mais árvores. Não é um remédio que você vai tomar na veia e vai resolver num dia pro outro, mas é uma dose meio homeopática – tomada em pequenas quantidades, mas de forma contínua”, conclui.



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Ciclone e chuva de 100 mm em apenas 24h marcam esta semana


Os próximos dias, entre esta segunda-feira (24) e o próximo domingo (30), reservam muita chuva em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em alguns casos, o volume excede os 100 mm em apenas 24 horas. Confira a previsão elaboraba pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):

Sul

Há previsão de chuvas intensas no leste e litoral de Santa Catarina e do Paraná devido à atuação de um cavado em níveis médios que forçará um ciclone subtropical na região, favorecendo maiores acumulados no norte catarinense e em todo litoral paranaense.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para esta segunda-feira (24) é que essas áreas tenham volume superior a 115 mm (tons em vermelho e rosa no mapa abaixo.

Já entre terça (25) e sexta (28), praticamente cessam as ocorrências de chuva de grande escala, podendo ocorrer apenas de forma pontual nos litorais dos dois estados, mas com baixos acumulados. Para o Rio Grande do Sul, destaque para a temperatura, que deve alcançar os 36°C em áreas do centro-sul na sexta-feira.

Sudeste

A previsão indica chuva volumosa no início da semana devido à atuação de um transiente, em todos os estados do Sudeste, com o deslocamento de um ciclone subtropical associado a uma frente fria, que inicia a semana com chuvas volumosas (entre 40 mm e 100 mm) em São Paulo, e possibilidade de tempestades em todo o estado, com maior destaque para a faixa litorânea.

Segundo o Inmet, na terça, tais chuvas ocorrem no estado do Rio de Janeiro e na metade sul de Minas Gerais, posteriormente, na quarta, no norte mineiro e no Espírito Santo, mas com volumes menores. Em linhas gerais os maiores acumulados devem ocorrer no litoral paulista e no sul fluminense, com acumulados que podem superar 100 mm em apenas 24h (entre esta segunda e terça).

Centro-Oeste

mapa chuva
Foto: Reprodução

No Centro-Oeste, espera-se chuva volumosa no norte de Goiás, entre 100 mm e 150 mm, e chuvas de volumes menores, mas concentradas no norte da região (60 mm a 80 mm), e supressão das chuvas a partir de quarta (26) no sul dos estados e em todo Mato Grosso do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa).

O Inmet ressalta que no Distrito Federal, podem ocorrer chuvas em forma de pancadas em momentos da semana, mas de maneira localizada e rápida, com volumes entre 30 mm e 60 mm em cinco dias.

Nordeste

Em praticamente toda a Região Nordeste a previsão é sem chuvas esta semana, exceto no sul e oeste da Bahia, que deve ocorrer sob a forma de chuva recorrente a partir de quarta-feira, aumentando progressivamente os volumes até quinta-feira. O Inmet aponta que os acumulados no interior, oeste e sul da Bahia podem ficar entre 50 mm e 100 mm, com os maiores acumulados em 24h (40 mm e 60 mm) entre quarta e quinta.

Também há previsão de chuva, com volumes menores, ao longo da semana no interior de Piauí e Maranhão, com pancadas isoladas.

Norte

As áreas de instabilidade deverão se concentrar na região central do Amazonas, enquanto os demais estados encontram uma distribuição maior de chuvas, com baixos acumulados em cinco dias em torno de 20 mm a 50 mm, com exceção do Amapá, norte do Pará e leste de Roraima, onde não deve chover.

Em linhas gerais, o Inmet destaca que chove especialmente no Amazonas ao longo da semana. Apenas no Amapá e no norte do Pará a unidade relativa do ar fique em níveis baixos, inferiores a 30% ao longo da semana.



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Rede do tráfico de drogas e armas desmantelada por agentes da SENAD


A Diretoria de Operações Urbanas do SENAD, através da “Operação Conexão CV” desmantelou uma rede criminosa que operava sob o disfarce de importadora de veículos, onde carros eram modificados para transportar drogas e armas para favelas do Rio de Janeiro. Durante a operação, agentes descobriram uma parede falsa dentro do escritório da empresa, atrás da qual parte do material ilícito estava escondida.

Apoio bélico completo era enviado ao Brasil através de veículos preparados.

A investigação apontou para duas figuras-chave e uma de posição superior e que foram apanhados, Víctor Manuel Greco Céspedes, identificado como proprietário e financiador da empresa de fachada e Gustavo Alejandro González Díaz, o “Chaco”, 31 anos, identificado como operador logístico e que contava com a ajuda do motorista ou gerente de transporte Luis Miguel Duarte Benítez, de 36 anos.

Segundo a investigação, Greco delegou a “Chaco” a modificação de carros e caminhões para o transporte de carga ilícita composta por armas, munições e drogas. Constatou-se também que o operador viajava frequentemente à Bolívia para obter armas, que contrabandeava desmontadas para dificultar a detecção.

Os itens apreendidos Munições de calibre ponto 50, cocaína, maconha e haxixe, peças avulsas de fizis automáticos e semiautomáticos e inúmeros outros materiais que estão passando por verificação técnica acompanhada do Fiscal Arnaldo Venialgo.

Os três cabeças do esquema até agora presos.



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Rede do tráfico de drogas e armas para facção criminosa é desmantelada





A Diretoria de Operações Urbanas do SENAD, através da “Operação Conexão CV” desmantelou uma rede criminosa que operava sob o disfarce de importadora de veículos, onde carros eram modificados para transportar drogas e armas para favelas do Rio de Janeiro. Durante a operação, agentes descobriram uma parede falsa dentro do escritório da empresa, atrás da qual parte do material ilícito estava escondida.

A investigação apontou para duas figuras-chave e uma de posição superior e que foram apanhados, Víctor Manuel Greco Céspedes, identificado como proprietário e financiador da empresa de fachada e Gustavo Alejandro González Díaz, o “Chaco”, 31 anos, identificado como operador logístico e que contava com a ajuda do motorista ou gerente de transporte Luis Miguel Duarte Benítez, de 36 anos.

Segundo a investigação, Greco delegou a “Chaco” a modificação de carros e caminhões para o transporte de carga ilícita composta por armas, munições e drogas. Constatou-se também que o operador viajava frequentemente à Bolívia para obter armas, que contrabandeava desmontadas para dificultar a detecção.

Os itens apreendidos Munições de calibre ponto 50, cocaína, maconha e haxixe, peças avulsas de fizis automáticos e semiautomáticos e inúmeros outros materiais que estão passando por verificação técnica acompanhada do Fiscal Arnaldo Venialgo.




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Brasil dispara com alta de 38% na produção de vinho; clima trava crescimento global



O Brasil aparece entre os países com maior recuperação na produção de vinho em 2025, de acordo com o relatório divulgado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) na última semana. A estimativa para o país é de 2,9 milhões de hectolitros, um forte aumento de 38% em relação a 2024 e 15% acima da média dos últimos cinco anos.

Segundo a OIV, o salto brasileiro foi impulsionado principalmente pelo clima favorável nas regiões produtoras, com chuvas durante o inverno e condições mais secas na primavera e no verão, garantindo desenvolvimento adequado das videiras e elevando o desempenho das vinícolas.

América do Sul

Na América do Sul o cenário misto. A Argentina, maior produtora da região, deve alcançar 10,7 milhões de hectolitros, alta de 11% em relação a 2024, embora ainda 2% abaixo da média quinquenal.

O Chile, por outro lado, enfrenta retração significativa: a produção está estimada em 8,4 milhões de hectolitros, queda de 10% frente ao ano passado e 26% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Estados Unidos

Quarto maior produtor global, os Estados Unidos também registram baixa produção. A OIV estima 21,7 milhões de hectolitros, um aumento moderado de 3% em relação a 2024.
Mesmo assim, o país enfrenta uma das menores safras das últimas décadas, reflexo da redução de área plantada e de ajustes no mercado interno.

Europa avança

A União Europeia permanece como maior produtora mundial, responsável por cerca de 60% de todo o vinho fabricado no planeta. Para 2025, a projeção é de 140 milhões de hectolitros, alta de apenas 2% frente a 2024 e 8% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Se confirmada, esta será a segunda menor produção da UE no século 21. O relatório aponta a forte volatilidade climática como principal causa, com produtores enfrentando desde ondas de calor e seca extrema até excesso de chuvas, o que prejudicou a sanidade das videiras.

Entre os países europeus:

  • Itália – 47,4 milhões de hl (+8% ante 2024)
  • França – 35,9 milhões de hl
  • Espanha – 29,4 milhões de hl

As três potências seguem no topo do ranking global, mas ainda abaixo de seus desempenhos históricos.

Produção mundial

Em escala global, a produção de vinho em 2025 deve ficar entre 228 e 235 milhões de hectolitros, crescimento de 3% em comparação com 2024. Apesar da leve recuperação, o volume permanece 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.

A OIV enfatiza que as variações climáticas continuam determinando o cenário da produção mundial e alerta para transformações no modelo de consumo em mercados tradicionais, o que pressiona a cadeia e exige adaptações estruturais.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Vereador Cabral pede a não renovação do contrato do parquímetro em Dourados


Na 42ª sessão ordinária da Câmara Municipal, o vereador Inspetor Cabral (PSD) apresentará uma indicação ao Executivo Municipal recomendando a não renovação do Contrato de Concessão nº 001/2016/DL/PMD, responsável pelo serviço de estacionamento rotativo (parquímetro) em Dourados.

A solicitação baseia-se em uma análise jurídica detalhada do contrato firmado com a empresa Exp Parking, cuja vigência se encerra em fevereiro de 2026, e que, segundo o vereador, contém cláusulas claramente prejudiciais ao interesse público.

Entre os principais pontos, Cabral destaca o repasse de apenas 15,11% da receita bruta ao Município, percentual muito inferior à média nacional, que varia entre 30% e 40%, gerando perda de recursos que poderiam ser revertidos em melhorias na mobilidade urbana e em serviços essenciais.

O vereador também considera excessivo o prazo de vigência de 10 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 10, totalizando 20 anos. Para ele, manter um contrato tão longo para um serviço de baixa complexidade impede o Município de adotar soluções mais eficientes, tecnológicas e economicamente favoráveis para o estacionamento rotativo.

Outro ponto apontado na análise é a garantia contratual de apenas R$ 30 mil, equivalente a 0,5% do valor estimado da concessão, considerada insuficiente para resguardar o Município em caso de falhas na execução do serviço ou descumprimento das obrigações pela empresa.

Para Cabral, a soma desses fatores resulta em um grave desequilíbrio econômico-financeiro, que afronta princípios da administração pública e beneficia desproporcionalmente a concessionária, podendo inclusive caracterizar enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio municipal.

Além dos problemas jurídicos e financeiros, o vereador ressalta que tem acompanhado de perto a situação do estacionamento rotativo e que as reclamações dos usuários são constantes, tanto pela falta de pessoal para realizar a cobrança, quanto pela ausência de infraestrutura adequada nas vagas.

“A população reclama todos os dias. Não há estrutura adequada, faltam funcionários e o serviço não corresponde ao que deveria entregar. Isso reforça ainda mais a necessidade de um novo modelo para Dourados”, afirmou.

Diante desse cenário, Inspetor Cabral defende que a não renovação do contrato é a medida mais responsável para proteger o interesse público. Ele solicita que o Executivo não prorrogue a concessão atual e dê início, com antecedência, aos estudos para um novo processo licitatório.

“Este contrato, da forma como está, não atende ao interesse público e precisa ser substituído por um modelo mais moderno, transparente e economicamente equilibrado”, reforçou o vereador.

O documento será encaminhado ao prefeito Marçal Filho, ao secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica, João Alcântara Filho, e à diretora-presidente da Agetran, Rosana Fátima Ramos Gonçalves.



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Waldecir Fernandes quer recapeamento no Universitário e manutenção da iluminação no Coimbra





O vereador Waldecir Fernandes (União Brasil) apresentou, nesta terça-feira (18 de novembro), duas indicações ao Poder Executivo visando melhorias estruturais em bairros de Ponta Porã. A primeira solicita o recapeamento asfáltico de toda a extensão da Rua Weimar Torres, no Jardim Universitário, onde o pavimento apresenta desgaste avançado, buracos e irregularidades que comprometem a segurança e a mobilidade dos moradores.

Em outra proposição, o parlamentar pede a manutenção completa da rede de iluminação pública no Jardim Coimbra, atendendo às reclamações de moradores sobre lâmpadas apagadas e trechos com baixa luminosidade. Waldecir destaca que a falta de iluminação adequada aumenta a sensação de insegurança e dificulta o deslocamento de pedestres durante a noite.

O vereador reforça que ambas as intervenções são essenciais para melhorar a infraestrutura urbana, garantir segurança e promover mais qualidade de vida à população.




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Faça parte da Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26!



A safra de soja 2025 terá seu início simbólico celebrado no dia 30 de janeiro, às 9h, durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja, realizada na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO). Produtores rurais, lideranças do setor, autoridades e entidades do agronegócio participarão da cerimônia, que destaca a soja como motor de desenvolvimento econômico e sustentável no Brasil.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, o evento marca o início oficial da colheita da principal cultura agrícola do país e reforça o papel estratégico do Tocantins como uma das regiões mais promissoras para o avanço da produção nacional de grãos.

Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, receber a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. “Tocantins é hoje um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre campo e cidade”, afirma. Segundo ela, sediar o evento é reconhecer o trabalho de cada produtor que impulsiona o desenvolvimento do país e reafirmar o potencial do estado como protagonista do agro brasileiro.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destaca que a escolha do Tocantins reflete a força da nova fronteira agrícola nacional. “A cada safra, o Tocantins consolida sua importância na produção de soja e milho, com tecnologia, gestão e sustentabilidade. Este evento é uma celebração ao esforço do produtor brasileiro e uma oportunidade de mostrar ao Brasil e ao mundo a força do nosso agro”, pontua.

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink, anfitrião do evento.

Não fique de fora: anote na agenda!



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GIS Internet vai conectar a EXPOITA 2025 com o mundo


A mais de 15 anos, no mercado e sendo uma empresa genuinamente itaporanense, a GIS Internet vai disponibilizar internet para o público da Exposição Agropecuária de Itaporã a EXPOITA 2025, que acontece DE 4 A 6 de dezembro no Parque de Exposições de Itaporã. A GIS vai ofertar uma rede aberta com conexão de ótima qualidade apara que as pessoas possam compartilhar a feira que deve atrair milhares de pessoas e faz parte das comemorações dos 72 anos de Itaporã.

A presença da empresa vai permitir também mais qualidade no serviço de pagamentos e recebimentos através das maquinas de cartões e emissões de pix. Serviços que necessitam de conectividade e acesso a rede de internet. Para a população de Itaporã a GIS oferece planos de internet, combos de internet + telefonia fixa e móvel, TV com mais de 60 canais gratuitos e mais de 130 canais por assinatura.

“Participar da Expoíta 2025 é uma oportunidade única de estarmos ainda mais próximos da comunidade de Itaporã, reforçando nosso compromisso com a conectividade e com o desenvolvimento local. Estaremos com um estande especial montado no evento, onde o público poderá viver experiências tecnológicas inovadoras — incluindo uma imersão incrível com óculos Meta 3D, além de brindes exclusivos e outras surpresas preparadas para quem nos visitar”, disse Gustavo Grassi Cabreira, proprietário e CEO da GIS.

Ainda segundo o empresário, durante toda a feira, também proveremos internet gratuita para o público e para os tendistas, garantindo que todos possam curtir os shows, palestras e atrações com a melhor experiência digital. “Teremos um plantão para solucionar qualquer problema de conexão. Nosso objetivo é fortalecer parcerias, divulgar nossas soluções completas de internet, telefonia e TV, e celebrar junto à população os 72 anos da cidade de Itaporã com muita inovação e conectividade”, concluiu Gustavo.

A EXPOITA 2025 é uma realização do Sindicato Rural de Itaporã, em parceria com a da Prefeitura Municipal de Itaporã, produção da OPA Organização de Eventos, e conta com o apoio da senadora Soraya Thronicke, do deputado estadual Coronel David, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, da SETESC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.



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Para fortalecer ações de vigilância em saúde, Governo de MS entrega veículos para 14 municípios


Para fortalecer as ações de vigilância em saúde nos municípios de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado entregou – nesta segunda-feira (24) – veículos que vão contribuir no reforço das atividades de combate às endemias em 14 municípios.

O Estado é muito grato a todas as ações que têm transformado aos poucos essa realidade junto com os municípios. E não é tarefa fácil. É um esforço conjunto. Esta caminhonete é para já trabalhar, apoiar as ações de combate com foco na vigilância, que é onde começa o sucesso do sistema de saúde. O trabalho começa na prevenção e é isso que a gente está buscando fortalecer”, disse o governador Eduardo Riedel.

Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
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Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
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Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm

Os novos veículos, adquiridos pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), permitirão maior agilidade no deslocamento das equipes, ampliando a capacidade de resposta nas ações de controle e prevenção de doenças como dengue, chikungunya e zika.

A iniciativa integra a estratégia estadual “Vigilância em Saúde – Vetores SES”, que tem como foco o fortalecimento das equipes municipais que atuam diretamente no controle de vetores e na promoção da saúde ambiental. Com os novos veículos, os municípios ganham mais autonomia, mobilidade e capacidade operacional, assegurando uma resposta mais rápida e eficiente às demandas locais.

“Nós estamos cumprindo o compromisso de entregar uma caminhonete para todos os municípios, para a vigilância. É bom lembrar que as chuvas já chegaram, o calor está aí, realmente esses veículos vêm em boa hora, para os municípios intensificarem suas atividades no combate e controle do mosquito Aedes aegypti”, disse o secretário da SES, Maurício Simões.

Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
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Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm
Cerimônia de entrega de caminhonetes destinadas às ações de Vigilância em Saúde Foto Saul Schramm

Mato Grosso do Sul passa a contabilizar 51 veículos entregues exclusivamente para fortalecer a vigilância em saúde, com investimento global superior a R$ 11,2 milhões. O secretário Walter Carneiro Júnior (Casa Civil) participou da solenidade, juntamente com deputados estaduais e representantes da bancada federal.

Além das caminhonetes entregues, a SES amplia a estrutura de apoio aos municípios e às unidades de saúde de MS. Somente neste ano, as entregas já realizadas representam um investimento de R$ 23,1 milhões em veículos voltados ao fortalecimento da Vigilância em Saúde, transporte assistencial e suporte às equipes municipais.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm / Secom



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