Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012


Mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioeconômico fez a proporção da população na pobreza cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. É o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse é o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milhões de brasileiros.

Os dados fazem parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).

Os indicadores mostram o terceiro ano seguido com redução no número e na proporção de pobres, marcando uma recuperação pós-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.

Confira o comportamento da pobreza no país:

2012: 68,4 milhões

2019: 67,5 milhões (último ano antes da pandemia)

2020: 64,7 milhões

2021: 77 milhões

2022: 66,4 milhões

2023: 57,6 milhões

2024: 48,9 milhões

Em 2012, a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou ao ponto mais alto da série em 2021, com 36,8%. Desde então, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.

Trabalho e transferência de renda

O pesquisador do IBGE André Geraldo de Moraes Simões, responsável pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclosão da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal.

“Esses benefícios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restrição de acesso pelo público, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, então a pobreza subiu”, afirma.

Simões acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assistências com valores maiores, fatores que permitiram o avanço socioeconômico.

“Tanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benefícios de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família e o Auxílio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da população que recebia”, assinala.

No segundo semestre de 2022, o programa Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de Bolsa Família.

Extrema pobreza

No último ano, o Brasil vivenciou também redução da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.

De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milhões para 7,4 milhões, ou seja, 1,9 milhões de pessoas deixaram a condição. Essa evolução fez com que a proporção da população na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor já registrada.

Em 2012, quando começou a série histórica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcançou 9% (18,9 milhões de pessoas).

Desigualdade regional

Os números do IBGE deixam clara a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e Nordeste superam a taxa nacional.

Pobreza

Nordeste: 39,4%

Norte: 35,9%

Brasil: 23,1%

Sudeste: 15,6%

Centro-Oeste: 15,4%

Sul: 11,2%

Extrema pobreza

Nordeste: 6,5%

Norte: 4,6%

Brasil: 3,5%

Sudeste: 2,3%

Centro-Oeste: 1,6%

Sul: 1,5%

“São as regiões mais vulneráveis do país, isso acaba se refletindo também no mercado de trabalho”, diz André Simões.

Outra desigualdade demonstrada é a racial. Na população branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.

Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na população parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.

Menor Gini desde 2012

A Síntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado Índice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O índice vai de 0 a 1 – quanto maior, pior a desigualdade.

Em 2024, o Índice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da série iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.

Para medir o impacto de programas sociais na redução da desigualdade, o IBGE apresentou um cálculo do Gini caso não houvesse essa política assistencial.

O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se não existissem programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

Outro exercício hipotético realizado pelos pesquisadores foi sobre a condição de pessoas com 60 anos ou mais se não houvesse benefícios previdenciários

A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. Já a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.

O levantamento mostra também que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a proporção era de 6,7%.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

a cientista que revolucionou os biológicos no Brasil e levou o ‘Nobel da Agricultura’



A trajetória de Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa e vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação — conhecido como o “Nobel da Agricultura” — é uma combinação rara de ciência, resistência e impacto global. De uma infância simples no interior paulista ao reconhecimento internacional, ela transformou desafios pessoais e profissionais em contribuições decisivas para a agricultura sustentável. Essa história está agora em documentário da série Memórias do Brasil Rural, produzido pelo Canal Rural (veja o vídeo abaixo).

Criada em Itapetininga (SP), Mariangela encontrou na avó farmacêutica e “visionária” a primeira fonte de inspiração. Foi ela quem alimentou o gosto pela ciência, apresentou livros de microbiologia e plantou o sonho que guiaria toda a carreira da neta. O caminho, porém, não foi linear: da mudança para São Paulo à formação com bolsa em uma escola de excelência, passando pelo choque que causou ao escolher agronomia — uma área pouco valorizada e dominada por homens à época.

Mesmo enfrentando preconceitos e dificuldades financeiras, especialmente após se tornar mãe de duas meninas — uma delas com necessidades especiais —, Mariangela manteve o foco. A virada decisiva veio com o doutorado orientado pela renomada microbiologista Johanna Döbereiner, referência internacional. Foi Johanna quem a levou para a Embrapa, em 1982, abrindo o primeiro grande capítulo de sua contribuição para o país.

A revolução dos biológicos na agricultura brasileira

Depois de estágios no exterior — incluindo Cornell e Universidade da Califórnia, Davis — Mariangela decidiu voltar ao Brasil movida por gratidão e pela convicção de que poderia gerar impacto real no campo. Em Londrina (PR), montou seu próprio laboratório e iniciou pesquisas que mudariam o uso de insumos biológicos no país.

Seus estudos desenvolveram tecnologias pioneiras de inoculação e coinoculação para soja, milho e trigo, ampliando o uso de bactérias benéficas capazes de:

  • Fixar nitrogênio
  • Estimular crescimento
  • Aumentar produtividade

A partir da combinação de microrganismos, Mariangela comprovou ganhos de até 16% na produtividade da soja, o dobro do avanço alcançado com técnicas anteriores. No milho, as descobertas permitiram que bactérias brasileiras hoje estejam presentes em mais de 40% da safra de inverno e em 30% da safra de verão — quase 8 milhões de hectares.

Impacto climático e econômico: bilhões em economia

O efeito das pesquisas da Embrapa lideradas por Mariangela é monumental. Somente na soja, a substituição de fertilizantes nitrogenados pelos microrganismos desenvolvidos economizou:

  • US$ 27 bilhões, na safra mais recente
  • 260 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, evitando emissões que seriam geradas pela produção e uso de adubos

É um dos maiores cases de agricultura de baixo carbono do mundo.

Reconhecimento global e uma bandeira: visibilidade para as mulheres

Em 2025, Mariangela Hungria conquistou o World Food Prize, o principal prêmio global da área de alimentação. O título ampliou sua voz no cenário internacional, permitindo destacar o protagonismo da agricultura brasileira em biológicos, plantio direto e sistemas integrados.

Mas o prêmio ganhou ainda outro significado: foi dedicado às mulheres invisibilizadas no campo — da agricultora familiar às guardiãs de sementes, passando por educadoras e trabalhadoras rurais que sustentam a segurança alimentar.

Resistência, resiliência e perseverança” é o lema que resume sua trajetória. “Ninguém ouviu mais ‘não’ do que eu”, afirma a pesquisadora, lembrando que seguiu firme mesmo quando a área dos biológicos não tinha apoio, dinheiro ou prestígio.

Hoje, seu legado impacta diretamente mais de 1 bilhão de pessoas, ao contribuir para uma agricultura mais produtiva, sustentável e acessível.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Polícia apreende munições em casa de investigado por violência doméstica


Homem investigado por violência doméstica foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (2/12), cumprido por policiais civis da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande. Ele é acusado de crime de crime de perseguição (stalking) contra sua ex-companheira.

Conforme apurado, a vítima relatou que manteve relacionamento com o indivíduo por aproximadamente um ano, estando separada há cerca de dois meses. Desde o término, o homem passou a adotar condutas de perseguição: comparecia reiteradamente à residência da vítima durante a madrugada, batendo ao portão e exigindo que ela saísse; deslocava-se até seu local de trabalho; enviava mensagens insistentes aos colegas dela; além de encaminhar transferências bancárias simbólicas (via pix) acompanhadas de mensagens ofensivas. A mulher também informou que o investigado teria fácil acesso a armas de fogo.

Diante da gravidade potencial das condutas, especialmente considerando o acesso declarado a armamento, a autoridade policial plantonista representou pela busca e apreensão de eventuais armas e munições que estivessem em posse do investigado, e na tarde de ontem, agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Deam, foram até o Bairro Vila Margarida e foram recebidos pela mãe do homem.

Durante as buscas, foram apreendidas diversas munições, armazenadas em diferentes pontos do imóvel, totalizando: 90 munições calibre 12, encontradas dentro da churrasqueira do apartamento, e munições de calibres .22 (curto e longo), .32 e .38. O autor não estava presente, não tendo sido localizado e por isso não foi preso em flagrante.

A investigação segue em andamento na Delegacia Especializada e todas as medidas legais cabíveis continuam sendo adotadas para garantir a segurança da vítima e a completa apuração dos fatos.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Detran de MS e Polícia Civil iniciam tratativas para reforçar combate à adulteração veicular


A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) deram início terça-feira (2) às tratativas para reorganizar e ampliar as ações de combate às adulterações de identificação veicular na Capital. A conversa foi conduzida durante visita institucional do delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio à sede do Detran-MS e às dependências da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados ao Trânsito (Deletran).

A reunião integrou representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Diretoria do Instituto de Criminalística, da Corregedoria de Trânsito (Cotra), da Delegacia de Trânsito (Deletran) e da presidência do Detran-MS, para alinhar possibilidades de reestruturação.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, a proposta discutida é a concentração das investigações de adulteração veicular na Deletran, permitindo que a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) mantenha foco exclusivo no combate direto ao furto e roubo. “Estamos iniciando conversas para reorganizar esse fluxo. A ideia é que a Deletran absorva integralmente esse tipo de apuração, garantindo maior eficácia e efetividade. A Defurv ficaria totalmente dedicada ao enfrentamento às quadrilhas que furtam e roubam veículos”, explicou.

O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, reforçou que o encontro está alinhado à gestão estratégica com foco nos resultados. “Será mais uma integração entre o Detran e a Sejusp, como temos feito com as Agências Integradas. A orientação do nosso secretário de Justiça e Segurança Pública, é trabalhar para ativar um núcleo especializado voltado ao combate e à identificação de veículos adulterados. Estamos avaliando melhorias de processo, ampliação de equipe e otimização de espaços, sempre visando mais agilidade e menos burocracia para o cidadão”, destacou.

Para o delegado titular da Deletran, Guilherme Rocha, a centralização das atribuições tende a resolver um cenário que antes gerava divisão entre unidades. “Está vindo uma nova diretriz da Sejusp para que as atribuições da Deletran sejam ampliadas, de modo que a gente investigue todas as adulterações de sinal identificador de veículos que aconteçam na Capital. Isso inclui veículos abordados com placa trocada ou chassi raspado, suprimido ou alterado. Antes, essa atribuição era dividida de forma entre a Defurv e a Deletran”, pontuou.

A Coordenadoria-Geral de Perícias também participa da construção da proposta. O diretor do Instituto de Criminalística, Emerson Lopes dos Reis, destacou os ganhos operacionais que podem ser alcançados. “A proximidade entre perícia e delegacia especializada reduz custos, encurta deslocamentos e dá mais agilidade às investigações. A proximidade com a delegacia que vai tocar esses inquéritos é salutar. A agilidade nas perícias será maior, porque serão feitas diretamente aqui, mais próximas do órgão que identificou a possível adulteração”, afirmou.

Com o aumento previsto das atribuições, a Polícia Civil avalia o reforço de efetivo e ampliação das estruturas físicas, especialmente com a chegada de novos servidores a partir do concurso em andamento. “Estamos projetando 2026 como um ano de fortalecimento das unidades, incluindo a Deletran, que poderá receber maior demanda caso a reestruturação avance”, completou o delegado-geral.

As equipes seguirão nos próximos dias com os estudos técnicos, alinhamentos internos e análise das adequações necessárias. Após essa etapa, os órgãos envolvidos devem formalizar os encaminhamentos para oficializar a integração.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

estimativa de produção de soja em MT é mantida em 47,18 milhões/t



O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção de produção de soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 em 47,18 milhões de toneladas, volume 7,29% menor que o registrado no ciclo anterior. A área cultivada permanece estimada em 13,01 milhões de hectares, enquanto a produtividade média foi calculada em 60,45 sacas por hectare, recuo inicial de 8,81% em relação à safra 2024/25, conforme relatório semanal do instituto.

As chuvas acumuladas em novembro aumentaram na comparação com outubro em grande parte do estado, aliviando o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Porém, a distribuição irregular das precipitações segue como ponto de atenção, já que algumas áreas continuam recebendo volumes insuficientes. Um veranico registrado na primeira quinzena de novembro também impactou lavouras precoces em fases sensíveis (R1 e R2), podendo afetar o potencial produtivo.

Para dezembro, a média do indicador das anomalias de precipitação aponta chuvas próximas à média histórica na maior parte do Estado, cenário considerado positivo, especialmente porque boa parte das áreas estará em fases cruciais de desenvolvimento.

Na safra 2024/25, a demanda passou por ajustes. As exportações subiram 4,03% ante o mês anterior, alcançando 31,40 milhões de toneladas, impulsionadas pelos altos volumes embarcados recentemente. O consumo interestadual caiu 12,59%, totalizando 6,11 milhões de toneladas, refletindo maior competitividade nos mercados interno e externo. Já o consumo dentro de Mato Grosso segue em 13,03 milhões de toneladas. Os estoques finais recuaram 42,81% e foram estimados em 450 mil toneladas.

Para 2025/26, as exportações foram mantidas em 29,33 milhões de toneladas, queda de 6,59% frente ao ciclo anterior. O consumo interno permanece estável, estimado em 13,24 milhões de toneladas, aumento de 1,61%. O consumo interestadual caiu 6,39% no mês, para 4,10 milhões de toneladas, retração de 32,90% ante a safra passada. Os estoques finais ficaram projetados em 970 mil toneladas, redução de 5,63%.

Milho

O Imea também manteve a estimativa de produção de milho em 51,72 milhões de toneladas para a safra 2025/26, queda de 6,70% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada segue prevista em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83%, com destaque para a região Nordeste, onde a expansão deve chegar a 4,31%. A produtividade foi estimada em 116,61 sacas por hectare, retração de 8,38% frente ao recorde histórico de 2024/25, refletindo um retorno aos níveis médios.

Quanto à demanda da safra 2024/25, houve revisão para 53,72 milhões de toneladas, redução de 0,46%. As exportações foram ajustadas para 27,70 milhões de toneladas, queda de 1,37% diante da expectativa de maior oferta global e pressão sobre os preços de paridade. O consumo interno subiu 0,76%, alcançando 17,72 milhões de toneladas, impulsionado pelo maior uso de milho na produção de etanol. O consumo interestadual permaneceu em 8,30 milhões de toneladas, e os estoques finais chegaram a 2,23 milhões de toneladas, alta de 41,81%.

Safa 2025/26

Para a safra 2025/26, a demanda total foi estimada em 53,43 milhões de toneladas, aumento de 1,43% em relação ao mês anterior. O crescimento é puxado principalmente pelo avanço de 4,04% no consumo interno, que deve atingir 19,33 milhões de toneladas devido à entrada em operação de novas usinas.

As exportações seguem projetadas em 26,10 milhões de toneladas, e o consumo interestadual permanece em 8 milhões de toneladas. Os estoques finais foram estimados em 522,99 mil toneladas, queda de 15,18% frente ao relatório de novembro.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Governo de MS entrega de novas viaturas e forma oficiais e soldados temporários


Com investimentos de R$ 5,2 milhões em equipamentos para atuação em atividades de combate a incêndio urbano e florestal, além do trabalho operacional em todo o Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado entregou viaturas para o Corpo de Bombeiros no fim da tarde desta terça-feira (2), em solenidade realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, onde também foi oficializada a formatura de novos oficiais e soldados temporários da corporação.

Além dos veículos entregues hoje – que serão usados no combate a incêndios florestais -, o Governo de Mato Grosso do Sul atua de forma permanente nas ações que garantem segurança ambiental, especialmente no Pantanal, com a a estruturação das Bases Avançadas dos Bombeiros em pontos estratégicos do bioma para combate aos incêndios florestais.

Em 2025, foram registrados mais de 1,6 mil focos de calor em Mato Grosso do Sul. Diversos fatores contribuíram para essa redução, entre eles a crescente conscientização da população, impulsionada pela atuação integrada de diferentes instituições do Governo do Estado, o aumento da quantidade de chuvas (apesar do Estado permanecer em situação de déficit hídrico), além da resposta rápida aos focos de incêndio e o preparo técnico das equipes, com quase 1 mil brigadistas formados em 2025 somente pelos Bombeiros.

“Ressalto a importância dos investimentos que o Estado faz no Corpo de Bombeiro Militar, com as 10 unidades de resgate, uma para cada 100 mil habitantes, e as viaturas que vão fazer combate aos incêndios nas mais distantes regiões e localidades do Pantanal e do Cerrado, se juntando a outras tantas que já foram entregues”, disse o governador Eduardo Riedel durante a cerimônia.

Fora a formalização da entrega das 10 unidades de resgate, também foram entregues 6 caminhonetes e realizada a formatura de 10 novos oficiais da turma Caiman, além de 250 soldados temporários. O evento ainda contou com uma solenidade alusiva ao Dia do Patrono do Corpo de Bombeiros Militar ‘Imperador Dom Pedro II’.

Formação

Os dez oficiais concluíram a formação iniciada em janeiro de 2024 com preparação para atividades operacionais, combate a incêndios, salvamentos e segurança contra incêndio e pânico, e a partir de agora assumem funções nas unidades do Corpo de Bombeiros..

“A primeira turma de bombeiros temporários é uma inovação que vai marcar a trajetória da instituição. Vocês podem ter certeza de que um Estado que cresce, se desenvolve, oferece uma condição de segurança pública, ordem, que garante um ambiente de negócio para o investimento aqui presente, ele precisa dessa referência de que vocês, quando chamados, estejam preparados com meios para poder atender a sociedade”, disse Riedel.

Já o curso básico de capacitação de praças e oficiais temporários preparou 250 militares para atuar em serviços auxiliares e de apoio aos bombeiros – dez deles são especializados em tecnologia da informação e vão trabalhar no apoio ao setor de Diretoria Telemática e Estatística –, teve início em novembro com treinamento que incluiu atendimento pré-hospitalar, combate a incêndios e salvamentos.

“A entrega das viaturas, a formatura dos oficiais e dos temporários, juntamente com a entrega da medalha é uma conquista. Trabalhamos pelo bem-estar da população sul-mato-grossense”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Frederico Reis Pouso Salas.

Homenagem

A medalha ‘Imperador Dom Pedro II’ é a maior honraria concedida pelo Corpo de Bombeiros, e foi entregue para 30 pessoas – entre civis e militares como homenagem pelos serviços prestados.

A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, foi uma das homenageadas com a medalha, juntamente com o secretário Rodrigo Perez (Segov) e o secretário-adjunto Artur Falcette (Semadesc), além do superintendente de Jornalismo da Secom (Secretaria-Executiva de Comunicação), Ludyney Moura.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos


A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação.

No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra.

A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques.

Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos.

“A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen.

A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina.

Reforma tributária

As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023).

Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária.

Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA:

aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros;

embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário;

pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência;

plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e

tratores e máquinas agrícolas.

Debate em plenário

Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA.

“Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10”, afirmou.

Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Frente fria pode levar granizo e rajadas de vento intensas para diferentes regiões; saiba onde



A semeadura da soja segue atrasada em grande parte do país devido à irregularidade das chuvas, mas no Matopiba o cenário é mais favorável. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o retorno da umidade tem animado os produtores e permitido o avanço das operações em campo.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Atraso no plantio

Segundo dados da Conab, o Brasil registra cerca de 4% de atraso no plantio em relação ao mesmo período da safra passada. No Matopiba, porém, o ritmo é mais acelerado, com a atingindo 87% da área semeada, enquanto o Tocantins alcançou 83%, entrando na reta final dos trabalhos. Ainda assim, alguns entraves persistem, especialmente no Maranhão, onde a chuva tem se concentrado mais ao sul do estado, e no Piauí, que depende de maior regularidade das precipitações no centro-sul.

Os mapas de umidade do solo mostram boas condições no sul e oeste da Bahia e também no Tocantins. No estado do Piauí, apenas áreas do extremo sudoeste apresentam umidade adequada, enquanto outras regiões ainda necessitam de volumes mais expressivos de chuva. Nos próximos cinco dias, uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve levar 50 a 60 mm de chuva para áreas já úmidas da Bahia, reforçando a janela positiva para o plantio.

Para o norte do Piauí e do Maranhão, a previsão indica chuva, mas ainda de forma bastante irregular, exigindo cautela dos produtores na tomada de decisão. Entre os dias 1º e 12 de dezembro, a tendência é de precipitações mais concentradas no centro-norte do Matopiba, enquanto áreas do centro-sul podem vivenciar um período mais seco, momento oportuno para manejo de solo e tratamentos fitossanitários.

No restante do país, imagens de satélite apontam para temporais generalizados no Brasil central devido à formação de um ciclone. A frente fria resultante deve canalizar umidade e provocar tempestades com potencial para queda de granizo e rajadas intensas de vento em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

No Sul, o tempo volta a ficar firme, mas a chuva retorna na próxima semana, com destaque para acumulados que podem superar 100 a 150 mm no Paraná e interior paulista, trazendo risco de prejuízos às atividades de campo.

Temperaturas elevadas nas áreas de soja

As temperaturas também devem recuar após registros recentes de 40 °C em algumas regiões. A tendência para os próximos dias é de máximas entre 30 °C e 35 °C em boa parte do país, embora no agreste nordestino ainda sejam esperados picos de até 37 °C, aumentando o risco de focos de incêndio.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.





Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

‘Cada hectare importa’, diz secretário ao citar redução de área queimada no Pantanal


Ao lembrar que Mato Grosso do Sul foi pioneiro na elaboração e execução do Manejo Integrado do Fogo (MIF), que depois se tornou lei federal, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, disse que as pessoas podem estranhar quando o Governo amplia esforços mesmo tendo reduzido drasticamente a área queimada com incêndios florestais nos últimos anos.

“Quando em um ano se registra 2,8 milhões de hectares queimados e, no ano seguinte, ‘apenas’ 400 mil, há quem ache pouco. Não pode ser assim: cada hectare importa. Incêndio é um problema permanente: não existe mais ‘época de emergência’. Temos que estar preparados para agir e trabalhar na prevenção durante os doze meses do ano”, disse o secretário, na tarde dessa terça-feira (2), durante o 6° Seminário de Manejo Integrado do Fogo que acontece no Auditório do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

O Seminário tem como tema “Elaboração Técnica em Mato Grosso do Sul” e está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Imasul no Youtube. O objetivo principal do evento, conforme descreveu o assessor bombeiro militar da Semadesc e presidente do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de Mato Grosso do Sul, tenente coronel BM Leonardo Congro, “é a mitigação do risco de grandes incêndios”.

As atividades começaram pela manhã, porém a solenidade de abertura aconteceu à tarde, com as presenças do secretário Jaime Verruck, do diretor-presidente do Imasul, André Borges; Tenente Coronel José Carlos Rodrigues, comandante da PMA; representantes de Organizações Não-Governamentais, pesquisadores e demais convidados.

Para o diretor-presidente do Imasul, o seminário simboliza o avanço do Estado na gestão integrada do fogo. “Mato Grosso do Sul avançou muito na governança ambiental do fogo. Trabalhamos com planejamento, ciência e integração entre instituições. O manejo integrado é uma ferramenta que salva vidas, protege nossos biomas e fortalece a prevenção. Este seminário reafirma nosso compromisso com uma política moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais.”

Borges lembrou que o Estado iniciou há quatro anos um movimento estruturado para fortalecer as unidades de conservação como polos de pesquisa aplicada ao manejo do fogo.

“Precisávamos apoiar a pesquisa para orientar o uso adequado do fogo, transformando-o em um aliado, como explicou o professor Geraldo. Esse também é um papel essencial das unidades de conservação: entregar conhecimento qualificado para a sociedade. Fico extremamente feliz em receber os resultados deste trabalho e já adianto que vamos dar continuidade ao projeto, por meio de um novo convênio, ampliando ainda mais o conhecimento sobre nossos biomas.”

Unidades de Conservação como eixo estratégico

Logo após a as falas das autoridades, o pesquisador da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), professor Geraldo Damasceno, apresentou o PMIF (Plano de Manejo Integrado do Fogo) do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. “A elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo do Pantanal foi um dos principais resultados desse esforço coletivo. Ele orienta ações de prevenção, preparação e resposta, reconhecendo a complexidade do bioma e a necessidade de soluções integradas”, disse o professor.

Segundo ele, o trabalho com o Imasul tem sido muito profícuo. “O Pantanal é um sistema único, que exige um olhar particular. No imaginário popular, fogo e brejo são associados a algo negativo, mas no Pantanal esses elementos coexistem e estruturam o bioma. O desafio é entender essa dinâmica, porque o fogo em áreas alagáveis se comporta de maneira muito diferente de outros ambientes”, ressaltou.

O gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, ressaltou que o PMIF eleva o planejamento territorial e a conservação ambiental.

“O Plano de Manejo Integrado do Fogo permite pensar o território de forma sistêmica, considerando ecossistemas, práticas culturais e necessidades das comunidades. Para as unidades de conservação, o MIF é decisivo para reduzir riscos, qualificar intervenções e preservar áreas sensíveis. Nosso objetivo é que essa política seja cada vez mais participativa e tecnicamente robusta.”

Marco regulatório

Com a nova regulamentação, o PMIF se consolida como instrumento obrigatório para: qualificar o uso do fogo; garantir segurança jurídica às práticas autorizadas; integrar aspectos ecológicos, culturais e socioeconômicos.

A queima prescrita passa a ter regras claras, podendo ser licenciada individualmente ou integrada ao PMIF. Para áreas de até 10 hectares destinadas à capacitação de equipes habilitadas, o licenciamento será isento de taxas e simplificado, desde que previamente registrado. Essas medidas fortalecem a prevenção, reduzem danos ambientais e ampliam a capacidade de resposta das instituições.

Referência nacional

Mato Grosso do Sul se tornou referência ao implementar, ainda em 2021, o Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo (PEMIF), instituído pelo Decreto nº 15.654/2021. O Estado já operava com diretrizes semelhantes às previstas na Política Nacional de MIF, sancionada posteriormente.

As práticas incluem queimadas controladas e prescritas, todas sujeitas à autorização do Imasul, reforçando: controle ambiental; segurança operacional; proteção dos ecossistemas.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Mulher é presa com cerca de 100 quilos de maconha durante fiscalização na MS-306





Mulher, que não teve a identidade divulgada pela PMR (Polícia Militar Rodoviária), foi presa por volta das 22h30 desta terça-feira (2/12), durante fiscalização de rotina na MS-306, região do município de Chapadão do Sul, transportando cerca de 100 quilos de maconha num veículo Hyundai HB20 de cor vermelha.

Ao realizar a entrevista com a condutora, os policiais perceberam forte odor de droga proveniente do interior do carro. Questionada, ela admitiu estar transportando entorpecente e relatou que saiu de Campo Grande com destino a Belo Horizonte (MG), onde receberia pagamento pelo transporte.

Durante a vistoria veicular, a equipe localizou 115 tabletes de maconha, totalizando 99,05 quilos, ocultos no compartimento do estepe, espaço preparado para dificultar a visualização e a fiscalização.

Diante dos fatos, a autora, o veículo e o entorpecente foram encaminhados para a Delegacia de PC (Polícia Civil) de Chapadão do Sul para as providências legais. Não houve necessidade do uso de algemas, sendo preservada a integridade física da detida.

O prejuízo total ao crime foi estimado em R$ 233,1 mil.




Veja a matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.