A produção de silagem por meio do consórcio de milho e capim, conhecido como Sistema Santa Fé, é uma estratégia altamente eficiente para a pecuária brasileira. Essa técnica garante volumoso para o período da seca e já estabelece a pastagem no mesmo ciclo.
A dúvida da fazendeira Hosana Gonçalves, de São Paulo, sobre quais culturas e manejos utilizar foi respondida pelo zootecnista Josmar Almeida. Ele detalhou os requisitos para o sucesso dessa técnica, recomendando o consórcio do milho com espécies de braquiárias.
Essa combinação é ideal porque a silagem de milho garante o aporte energético, enquanto a braquiária é o capim mais adequado para o estabelecimento da pastagem, que estará formada logo após a colheita do milho.
Confira:
Requisitos para o sucesso da técnica
O sucesso da silagem de milho e capim no Sistema Santa Fé depende de um requisito crucial na escolha da variedade do milho e do manejo do capim: é fundamental que a variedade de milho escolhida seja resistente ao glifosato.
O motivo é técnico: após a terceira ou quarta folha do milho, o produtor precisará aplicar o glifosato para reduzir o crescimento do capim e garantir um melhor estabelecimento da cultura de milho.
Embora a pergunta do criador tenha focado no milho e capim, o sorgo forrageiro e o milheto também são culturas indicadas para a produção de silagem. O sorgo é uma excelente opção para áreas com restrição hídrica, pois é mais resistente que o milho, enquanto o milheto é uma boa alternativa para a safrinha e para a produção de volumoso com ciclo curto.
Importância da silagem
A silagem deve ser vista como uma técnica de conservação que otimiza o uso da terra. A dica essencial é que, no consórcio (milho + braquiária), a silagem deve ser feita de um material que seja resistente ao glifosato.
Mulher de 27 anos, funcionária de uma pizzaria, procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) no início da madrugada desta terça-feira (2/12), para registar o furto de sua motocicleta ocorrido em frente ao estabelecimento, na Avenida Marcelino Pires, em Dourados.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem chegou para trabalhar por volta das 15h desta segunda-feira (1/12), e deixou o veículo Blitz, branca, modelo 2024, estacionado em frente ao comércio.
Horas depois, já no início da madrugada de hoje, ao encerrar o turno, ela retornou ao local onde havia deixado a motocicleta, porém, ela não estava mais lá.
Imagens de câmeras de segurança do local foram entregues para a polícia e mostram o momento em que o ladrão se aproximada da moto por volta das 16h, faz uma ligação direta e foge pilotando o veículo.
A PC (Polícia Civil) já trabalha para identificar o autor e tentar recuperar a motocicleta furtada.
O vereador Waldecir Fernandes apresentou duas indicações ao Executivo Municipal visando melhorar a mobilidade urbana e reforçar a segurança de moradores e estudantes em diferentes regiões de Ponta Porã.
A primeira solicitação pede a pavimentação do trecho ainda não asfaltado da Rua Dr. Arnaldo Moreira, no Bairro Boa Vista. Segundo o vereador, a falta de asfalto tem causado transtornos constantes, principalmente em períodos de chuva, quando a via fica tomada por lama e buracos, comprometendo o deslocamento de veículos, pedestres e serviços essenciais.
A segunda indicação solicita a construção de uma faixa elevada em frente ao Ceinf Elpídio Peluffo, no Parque dos Ipês II. A medida, de acordo com Waldecir, é necessária para garantir mais segurança no entorno da unidade, que possui grande fluxo de veículos e intensa circulação de crianças e familiares. A faixa elevada atuaria como redutor de velocidade e ampliaria a visibilidade dos motoristas.
Ambos os pedidos foram encaminhados ao prefeito Eduardo Campos e ao secretário municipal de Obras, Joanilson Zeferino dos Santos.
A investigação envolvendo o Banco Master pode ter novos desdobramentos nos próximos dias. O Correio Braziliense apurou que, na documentação recolhida pela Polícia Federal (PF) em buscas e apreensões, foram encontradas suspeitas do envolvimento de parlamentares no caso. Dessa forma, o inquérito deve ser encaminhado para a Procuradoria-Geral da República e todas as diligências deverão ser aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta segunda-feira (1º), o depoimento do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que estava marcado para as 14h, na Superintendência da PF, foi adiado. A expectativa era de que ele detalhasse a atuação da instituição nas operações de compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master. O motivo da mudança e a nova data da oitiva não foram divulgados até o fechamento desta edição.
O advogado de defesa de Costa, Cleber Lopes, havia afirmado que o depoimento teria “importância muito grande” para o avanço da investigação e para o esclarecimento definitivo dos fatos. Segundo ele, o ex-presidente do BRB está “convencido de que prestará todos os esclarecimentos necessários” e mantém total segurança de que não cometeu qualquer ilegalidade. Em meio às investigações, Nelson Antônio de Souza, novo presidente do BRB, e Celso Eloi Cavalhero, diretor de Finanças e Controladoria do banco estatal, já começaram a trabalhar.
Souza teve seu nome aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na terça-feira e recebeu aval do Banco Central no dia seguinte. A posse oficial ocorreu na sede do BRB, conduzida pelo presidente do Conselho de Administração, Marcelo Talarico, e foi seguida, na última quinta-feira, por um ato simbólico no Palácio do Buriti, no qual o governador Ibaneis Rocha, sem presença da imprensa, reafirmou o apoio político e institucional ao novo presidente.
Com a nova direção empossada, as próximas definições envolvem a composição do Conselho de Administração e da diretoria. Sobre os nomes que completam a estrutura de governança, o BRB afirmou que eles serão previamente comunicados ao mercado, antes das etapas formais de avaliação. As fases envolvem aprovação pelo Comitê de Elegibilidade, pelo Conselho de Administração e, ainda, a aprovação final pelo Banco Central. Aos integrantes do Conselho de Administração, o rito inclui indicação por parte dos acionistas, eleição em assembleia e autorização pelo Banco Central.
Em relação aos patrocínios, o banco público do DF informou que todos os contratos esportivos vigentes permanecem inalterados por exigência legal e que uma auditoria interna já foi determinada para a reavaliação dos patrocínios do banco.
Operação
O depoimento e novos dirigentes chegam após os desdobramentos da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal em 18 de novembro. A ação investiga um esquema de fraudes envolvendo a emissão e negociação de carteiras de créditos inexistentes do Banco Master.
Durante a operação, o até então presidente do Master, Daniel Vorcaro, foi preso no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar em um voo para o exterior. Ele foi solto na última sexta-feira, por decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O ex-dirigente segue monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.
As investigações atingiram o BRB após a descoberta de que o banco brasiliense teria adquirido R$ 12,2 bilhões em títulos “fantasmas” do Master. A operação acendeu alerta máximo do Banco Central (BC), que a considerou “temerária”. A ação foi efetivada dois meses após o BC barrar a compra do controle acionário do Banco Master pelo BRB, por cerca de R$ 2 bilhões. À época, a autoridade monetária impediu a transação por risco de incorporar ativos problemáticos capazes de comprometer a saúde financeira da instituição brasiliense.
Com o veto, o Banco Central enviou documentos ao Ministério Público Federal (MPF) com indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A PF foi acionada para aprofundar as investigações, culminando na operação policial. Devido aos indícios de que o BRB teria participado das movimentações fraudulentas, a Justiça Federal determinou o afastamento do até então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria da instituição, Dario Oswaldo Garcia Júnior, pelo prazo de 60 dias. Mas ambos foram demitidos pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).
Uma frente fria decorrente de um ciclone extratropical deve levar chuva forte para áreas do Sul e Sudeste do país. Nas demais regiões, também haverá registro de precipitações, mas com tempo que permanece abafado. Confira:
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Sul
A atuação de um ciclone na costa do Rio Grande do Sul e sua frente fria associadas provocam pancadas de chuva em boa parte da Região. A chuva é irregular, mas pode ocorrer com moderada a forte intensidade na serra e nordeste gaúcho, faixa leste de Santa Catarina e no leste e noroeste do Paraná. Nas demais áreas a chuva ocorre na forma de pancadas com menor intensidade. No oeste e na campanha gaúcha o tempo firme predomina. Rajadas moderadas de vento podem ocorrer a qualquer hora na metade leste dos três estados, enfraquecendo ao final do dia. As temperaturas ficam altas, especialmente no norte e noroeste paranaense.
Sudeste
A frente fria chega à costa da Região Sudeste, deixando o tempo mais nublado e com pancadas de chuva a qualquer hora em São Paulo, podendo ser mais forte a partir da tarde. No Rio de Janeiro e na metade sul de Minas Gerais, as pancadas ocorrem entre a tarde e a noite, com intensidade moderada a localmente forte. No Espírito Santo e nordeste mineiro, o sol predomina. As temperaturas vão seguir altas pela Região com sensação de abafamento.
Centro-Oeste
A chuva se espalha por todos os estados da Região. Em Mato Grosso do Sul e na metade oeste de Mato Grosso o tempo fica mais nublado e com chuva que pode ocorrer a qualquer momento, com moderada a forte intensidade; não se descarta a ocorrência de temporais isolados. Em Goiás, o sol aparece em alguns momentos, mas as pancadas estão previstas a qualquer hora podendo ser localmente fortes. As temperaturas permanecem altas pela Região.
Nordeste
Chove em forma de pancadas na metade sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste da Bahia. Nessas áreas a chuva pode vir com até forte intensidade em pontos isolados. Nas demais áreas da Região, o dia será de sol entre poucas nuvens e temperaturas elevadas. A umidade do ar permanece atingindo níveis críticos no sertão e agreste nordestino. Pancadas rápidas e isoladas podem ocorrer no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte até Alagoas.
Norte
Sol alternando com períodos de chuva, que podem ser fortes no Acre, em grande parte do Amazonas, Rondônia, Tocantins e metade sul do Pará, onde não se descartam temporais isolados. No norte paraense e no Amapá, o predomínio é de tempo firme, enquanto em Roraima as pancadas são mais isoladas. A sensação de abafamento persiste em toda a Região.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o dólar fechou em R$ 5,35 com pressão sazonal por remessas e desempenho inferior do real frente a outras emergentes.
O Ibovespa recuou após realização no setor financeiro, apesar da alta do petróleo e minério. Lá fora, bolsas de NY caíram com bancos e criptomoedas, e o iene se valorizou após sinal do Banco do Japão. Hoje, destaque para a produção industrial no Brasil e inflação na Zona do Euro.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
Um estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que ajustar o momento da irrigação no trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem comprometer a produtividade. A pesquisa identificou que o ponto de equilíbrio ideal ocorre quando as plantas utilizam 40% da água disponível no solo, resultado que promete transformar o manejo do trigo irrigado em regiões tropicais, especialmente no Cerrado — área estratégica para a expansão da cultura no Brasil.
Publicado na revista Sustainability (MDPI), o estudo avaliou pela primeira vez como diferentes estratégias de irrigação afetam a produtividade do trigo, o uso da água, a emissão de gases como óxido nitroso (N₂O) e metano (CH₄), além da atividade biológica do solo.
O trabalho oferece um novo caminho para tornar a produção irrigada mais eficiente e ambientalmente responsável em um cenário de mudanças climáticas.
O ponto ideal: 40% da água do solo
Durante dois anos de experimentos, os pesquisadores compararam quatro níveis de depleção de água no solo: 20%, 40%, 60% e 80%. A reposição da água após o uso de 40% da capacidade de água disponível (CAD) mostrou-se o ponto de equilíbrio — garantindo a maior produtividade (6,8 t/ha) e as menores emissões de óxido nitroso, gás quase 300 vezes mais potente que o CO₂.
Segundo a pesquisadora Alexsandra Oliveira, responsável pelo estudo, essa faixa de umidade no solo proporcionou “o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global (PAG)”, reduzindo em 41% as emissões quando comparada ao cenário de irrigação após o uso de 60% da CAD, que apresentou o maior pico de N₂O e o PAG mais elevado (1.185,8 kg de CO₂ equivalente).
“Irrigar no momento certo altera radicalmente a intensidade das emissões de gases de efeito estufa”, afirma Oliveira. “Manter a umidade intermediária, próxima dos 40%, oferece o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental.”
Por que irrigar tarde aumenta emissões?
A explicação está nos chamados ciclos de reumidificação do solo. Quando a terra seca demais e depois recebe uma carga grande de água, ocorre um estímulo às reações microbianas que produzem óxido nitroso. Por isso, irrigar apenas após depleções de 60% ou 80% aumenta significativamente as emissões.
Para explicar bem o experimento, a Embrapa propõe comparar o solo a uma caixa d’água subterrânea. Quando os pesquisadores falam em “depleção de 60%”, significa que essa caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água, irrigar de menos causa estresse nas plantas.
“O segredo é monitorar a água do solo como se fosse uma caixa d’água subterrânea”, afirma o pesquisador Jorge Antonini. “Quando ela fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, desperdiçamos água e estimulamos emissões.”
Produtividade alta com menor impacto
Os dados mostram que, ao respeitar o limite dos 40%, é possível manter produtividades próximas a 7 t/ha, com melhor uso dos insumos e menor impacto climático. Para Antonini, isso reforça a necessidade da agricultura tropical avançar em precisão hídrica.
“Não é irrigar mais ou menos, é irrigar com precisão. O Cerrado pode produzir trigo competitivo e de baixo impacto climático”, resume.
Metano vira aliado no Cerrado
Outro achado importante do estudo foi o comportamento do metano. Em vez de emitir CH₄, o solo do Cerrado atuou como um dreno natural, absorvendo o gás da atmosfera nas condições ideais de irrigação — algo raro em sistemas irrigados.
Isso ocorre porque os solos tropicais apresentam boa drenagem, alta aeração e ausência de encharcamento, favorecendo microrganismos que consomem metano.
Como o estudo foi conduzido
O experimento ocorreu entre 2022 e 2024 em Planaltina (DF), em sistema de plantio direto com sucessão soja–trigo, modelo comum entre produtores da região. O monitoramento da umidade foi feito com sondas instaladas a 70 cm de profundidade, enquanto as emissões foram quantificadas por câmaras estáticas, método adotado pelo IPCC.
As cultivares usadas foram BRS 4782 RR (soja) e BRS 264 (trigo), amplamente adotadas no Cerrado.
Impactos para a agricultura sustentável
O trigo irrigado já ocupa mais de 30 mil hectares no Cerrado e é uma alternativa para reduzir a dependência das importações. Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça que é possível combinar alta produtividade com baixa emissão, marcando um passo importante para a agricultura tropical de baixo carbono.
“Ajustar o momento da irrigação otimiza o uso da água e do nitrogênio, garantindo rendimento elevado e menor impacto ambiental”, destaca Oliveira.
A equipe continuará avaliando o efeito da irrigação em outras culturas tropicais — como milho, café e soja — para ampliar a adoção de práticas clim smart no campo.
O produtor de leite brasileiro enfrenta baixas sucessivas nos preços e muitos veem um cenário de crise formado no setor. Em outubro, a cotação considerada a “Média Brasil” fechou com recuo de 5,9%, com o litro em R$ 2,2996. O resultado marca o sétimo mês seguido de queda, com desvalorização de 21,7% no ano, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Para Allan Tormen, produtor de leite do Rio Grande do Sul, porém, as dificuldades observadas neste momento não são novidade e demandam resiliência. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente do Sindicato Rural de Erechim e coordenador da Comissão de Leite e Derivados da Farsul detalhou os principais movimentos e desafios atuais envolvendo a cadeia produtiva.
Quando a produção global aumenta, os principais players aumentam juntos
Tormen explica que a pressão nas cotações do leite se dá pela maior disponibilidade do produto no mercado interno. Além disso, as importações também vêm ganhando força. A oferta elevada, entretanto, não fica restrita somente ao Brasil, que segundo ele deve aumentar a produção em cerca de 8% em 2025.
“Hoje, os grandes blocos estão aumentando produção: Nova Zelândia, os quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai) e os Estados Unidos. Então há maior oferta mundial, o que pressiona os preços nos mercados importadores”, afirma.
Falta poder de barganha e consolidação no setor
Na avaliação de Tormen, um dos pontos mais sensíveis é a “falta de poder de barganha” no setor, tanto para produtores quanto indústrias. “A indústria vê o produtor como fornecedor. Se o volume e a qualidade são interessantes, ela não quer perder. Então valoriza fornecedores-chave”, explica.
Somado a isso, na visão dele, falta consolidação de mercado e a indústria acaba priorizando os fornecedores que conseguem negociar melhor. Mas como seria feita essa reestruturação?
“Quem vai fazer isso é o mercado. Enquanto muitos produtores saem da atividade, outros podem não estar ganhando o que gostariam, mas vão sair vivos e em melhores condições para o próximo ciclo”, afirma. Só que o diagnóstico feito por ele é que o setor tem espaço para reagir. Isso porque ciclos de crise abrem oportunidades para propriedades mais estruturadas e a consolidação tende a trazer um ambiente mais previsível.
Ao ser perguntado sobre o tipo de crise que o setor leiteiro enfrenta atualmente, Tormen é categórico ao afirmar que o caminho é longo e tende a se agravar. “É uma crise longa, mas não chegamos ao fundo do poço”, diz. Ele reforça que o futuro depende de mudanças econômicas, políticas e de comportamento por parte dos produtores.
O que o produtor de leite pode esperar?
Para Tormen, a saída passa por profissionalização e organização. Ele defende que o setor precisa avançar em modelos contratuais que deem previsibilidade para produtores e indústrias, reduzindo a volatilidade típica do mercado. “Sem informação e sem um acordo claro, ninguém consegue tomar decisões assertivas”, resume.
O membro da Farsul lembra que crises anteriores já forçaram mudanças profundas na cadeia e que o momento atual não é diferente. Se de 12 meses, sete foram de queda no preço do leite, o produtor tem que estar preparado para negociar. “Ele vai ter que olhar para o que está acontecendo no mundo e pensar o negócio dele no médio e longo prazo”, alerta. Ferramentas de gestão, seguro rural mais robusto e diálogo entre os elos da cadeia são, segundo ele, essenciais para atravessar o ciclo negativo.
Mesmo reconhecendo que o cenário deve continuar pressionado nos próximos meses, Tormen afirma que propriedades estruturadas podem sair fortalecidas. Para ele, entretanto, o desafio é transformar a atividade em um negócio sustentável, com foco em eficiência, custo e estratégia de longo prazo. “Fica no mercado quem produz o que o cliente quer comprar, com o preço que o mercado diz que é o justo”, conclui.
A previsão do tempo para dezembro acende um sinal de atenção para as principais regiões produtoras de soja do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês será marcado por temperaturas acima da média em praticamente todo o território nacional, com risco maior em áreas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde os termômetros podem chegar a 40 °C.
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Além do calor intenso, a distribuição das chuvas deverá seguir irregular. Para dezembro, no Sudeste, Matopiba e parte do Centro-Oeste, a previsão indica volumes acima da média, favorecendo a manutenção da umidade do solo.
Situação no RS
O cenário mais preocupante está no Rio Grande do Sul. O estado enfrenta um período de chuvas reduzidas, e as temperaturas devem voltar a subir nas próximas semanas. As precipitações mais volumosas só são esperadas entre o final de dezembro e o início de janeiro, ampliando o risco de déficit hídrico nas lavouras.
O tempo nos próximos cinco dias
Nos próximos cinco dias, a umidade estará concentrada sobre Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Matopiba, com expectativa de 50 a 70 mm de chuva. Porém, entre 7 e 11 de dezembro, o Centro-Sul volta a registrar chuvas irregulares e pouco volumosas, exigindo atenção especial no oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Em contrapartida, Goiás, Mato Grosso e Rondônia devem acumular mais de 50 a 70 mm em cinco dias, chegando a mais de 100 mm em dez dias. Para os produtores de Mato Grosso que enfrentaram necessidade de replantio, o cenário é confortável: a tendência indica retomada consistente das chuvas em todo o estado.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
A vereadora Anny Espínola, preocupada com ocorrência frequente de acidentes no trecho do rodo anel viário, está solicitando à prefeitura de Ponta Porã a elaborção de um estudo técnico, visando garantir a instalação de redutores de velocidade em todo o seu percurso.
A parlamentar formalizou a solicitação apresentando uma indicação, lida em Plenário na sessão de 25 de novembro, na Câmara Municipal. O documento foi encaminhado ao prefeito Eduardo Campos e ao secretário municipal de Segurança Pública, Cândido Felix Souza Gabínio.
Anny Espinola justificou o pedido afirmando que “tal solicitação, se faz necessária, considerando o grande número de acidentes ocorridos nesse local, que na sua grande maioria acontecem por excesso de velocidade. Solicito que este serviço seja efetuado o mais breve possível.
Limpeza no Residencial Ponta Porã I
Anny Espínola também apresentou indicação encaminhada ao prefeito Eduardo Campos, e ao secretário municipal de Obras e Urbanismo, Joanilson Zeferino dos Santos, solicitando que sejam efetuados roçadas e limpezas nos canteiros e terrenos baldios do Bairro Residencial Ponta Porã I.
De acordo com ela, os serviços precisam ser feitos pelo fato de que, com as últimas chuvas o mato e a sujeira aumentaram muito, prejudicando a visão dos que transitam nesse local que é de grande movimento de carros e motos. “Espero a execução dos serviços o mais breve possível”, declarou.