Em um cenário onde a escassez hídrica afeta diversas cidades brasileiras, o Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22), serve como um marco para ressaltar a segurança no abastecimento da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.
A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) garante que Dourados mantém um fornecimento pleno, resultado de investimentos contínuos e de uma estratégia de captação dupla.
O Diretor Comercial e de Operações da Sanesul, Madson Valente explica que a garantia do fornecimento se baseia em um sistema misto que utiliza recursos subterrâneos e superficiais.
Segundo vale, a captação subterrânea (55%) provém de seis superpoços que buscam água do Aquífero Guarani a uma profundidade média de 650 metros. Já a captação superficial representa 45%, e é feita através do Rio Dourados.
“O sistema misto serve como contingência; se o nível do rio baixar ou houver problemas na captação superficial, os poços garantem o abastecimento”, detalhou Valente.
Uma observação técnica importante é que a água extraída do Aquífero Guarani possui uma concentração maior de sais minerais em comparação à água do Rio Dourados. Ambas as fontes, no entanto, passam por rigoroso tratamento antes de chegarem às residências.
A segurança hídrica da cidade também é fruto de um trabalho ativo de manutenção e combate a perdas. A Sanesul anunciou que, nos últimos três anos, a empresa conseguiu economizar quase 12 bilhões de litros de água por meio de ações de manutenção de equipamentos. Este volume economizado é suficiente para abastecer Dourados por impressionantes 190 dias.
Apesar da robustez do sistema de captação municipal, o diretor da Sanesul fez um apelo direto aos moradores para garantir a continuidade do serviço em momentos críticos: a importância da caixa d’água interna.
Segundo dados da Sanesul, 17% dos clientes ainda não possuem um reservatório em suas residências. A falta deste equipamento impede que o consumidor tenha reservas durante manutenções preventivas ou eventuais interrupções programadas.
Valente concluiu que a estabilidade do abastecimento de Dourados é uma conquista contínua, fruto de investimentos ao longo dos anos que protegem a população de cenários de escassez enfrentados em outras localidades.