A sentença que encerrou o julgamento do caso Henry Borel fez com que Monique Medeiros, mãe de Henry, recebesse perdão judicial. Após a decisão, Monique deixou, na tarde desta quinta-feira (4), a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro.
A informação foi confirmada à CNN Brasil pela Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal).
Ainda na sentença, o Tribunal do Júri condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, que tinha 4 anos à época do crime. Os jurados o consideraram culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo.
Perdão judicial e efeitos da decisão
O perdão judicial é um instituto previsto na legislação penal brasileira, que autoriza o magistrado a deixar de aplicar a pena mesmo após o reconhecimento da prática de uma infração penal.
Embora tenha afastado a aplicação da pena, a sentença não eliminou a responsabilização penal de Monique.
O Conselho de Sentença afastou a imputação de homicídio doloso e promoveu a desclassificação da acusação para homicídio culposo. Em razão do perdão judicial, a condenação deixa de produzir efeitos executórios, encerrando a pretensão punitiva estatal em relação à condenada.
Ao proferir a sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro entendeu que as consequências pessoais e sociais suportadas por Monique Medeiros ao longo dos últimos cinco anos ultrapassaram a finalidade que seria alcançada pela pena criminal.
Na fundamentação, a magistrada destacou a perda do único filho, a repercussão nacional do caso, as agressões sofridas durante o período em que esteve presa e o intenso escrutínio público a que foi submetida desde a morte de Henry Borel.
Segundo a juíza, a acusada foi alvo de uma reação social desproporcional, potencializada por expectativas culturalmente atribuídas ao papel materno. Apesar de encerrar o julgamento em primeira instância, a sentença não impede a interposição de recursos pelas partes.
Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, mostra com orgulho a carteira de trabalho. Ele está entre 27,6 mil sul-mato-grossenses que, desde 2023, devolveram o cartão do programa Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício estruturante.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, explicou Marcos Gabriel.
Ele entrou no programa em 2018, após perder o emprego que tinha em uma lavanderia. Depois disso, fez curso de barbeiro e começou a trabalhar em casa, mas a renda não era suficiente para sustentar a família. Vivem na mesma residência, no bairro Parati, em Campo Grande, a esposa, quatro filhos e a sogra.
Com a segurança alimentar e nutricional fornecida pelo programa da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Marcos Gabriel foi atrás de outras oportunidades. Chegou a trabalhar como zelador de uma igreja e hoje é vigilante em uma entidade sindical rural. Os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também começaram a trabalhar e a renda hoje já é suficiente para garantir dignidade à família, sem a necessidade do auxílio.
Mato Grosso do Sul é o 5º com menos dependentes de programas sociais. Isso porque o Governo do Estado tem dado uma forcinha para quem quer prosperar. Para as mães “solo” que recebem o Mais Social foi criado o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que paga um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias para que elas possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado nos horários em que precisam trabalhar, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário.
E tem mais: as beneficiárias que decidirem frequentar ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebem um adicional de R$ 300,00 por mês. Incentivo ao estudo também é com o MS Supera, que paga uma bolsa de R$ 1.621,00 por mês a estudantes de baixa renda de cursos de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas ou privadas.
Os resultados dos programas sociais estruturantes, que garantem oportunidade para quem quer prosperar por meio do estudo e do trabalho, estão na queda vertiginosa dos índices de extrema pobreza. A proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,74% em Mato Grosso do Sul, em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, conforme o IBGE. É o 3º menor índice de extrema pobreza do Brasil. Além disso, 34 mil famílias saíram da condição de insegurança alimentar.
Os dados do CadÚnico também comprovam a redução da vulnerabilidade social no Estado. Nos últimos dois anos (de março de 2024 a março de 2026), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul.
A pujança econômica também é protagonista nessa história. Mato Grosso do Sul registrou taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, o menor índice da série histórica do Estado e a 2ª menor taxa do País.
E é por isso que a Sead, em parceria com as demais secretarias, trabalha para que os programas sociais incentivem a educação e a qualificação profissional fazendo com que os beneficiários possam aproveitar cada vez mais as oportunidades de emprego e renda.
Paulo Fernandes, Comunicação Sead Fotos: Monique Alves/Sead
O advogado e turismólogo Tiago Pitthan não se conformou em esperar pela morte, ainda que a medicina não lhe tenha apresentado muito o que sonhar, e decidiu promover em vida a despedida que quase todos gostariam de ter.
A iniciativa tem viralizado, desde que o câncer terminalavançou e Tiago decidiu fazer um “Velório em Vida”.
Avanço da doença
A causa do evento, marcado para o final de maio, foi o avanço da doença. Em uma publicação nas redes sociais, Pitthan diz que “nos últimos meses o câncer tem evoluído” e salientou que tem “passado por dias difíceis”.
O objetivo central da iniciativa é promover uma despedida festiva enquanto o anfitrião ainda pode interagir com seus convidados, subvertendo a lógica do luto convencional.
“É preciso estar atento e forte; não temos tempo de temer a morte”
É sob um clássico da cantora Gal Costa — que também foi acometida por um câncer — que o advogado não se deixa abater. A frase em destaque no perfil descreve o que tem sido a caminha do advogado.
Com alegria e bom humor que o organizador evita o ambiente de tristeza comum aos velórios tradicionais, destacando que a festa deve ser um momento de alegria e celebração da vida.
“Quero curtir o meu velório com vocês”, afirmou em comunicado aos amigos.
Embora a entrada seja gratuita, o evento é exclusivo para conhecidos e requer a inclusão do nome em uma lista de convidados.
Um porta-voz da Lufthansa informou na noite desta quinta-feira (4) que as vítimas sofreram apenas lesões leves
Reprodução/Redes Sociais Trem de pouso de um Boeing 787-9 Dreamliner da Lufthansa que colapsou e a aeronave inclinou-se sobre o nariz
O trem de pouso de um Boeing 787-9 Dreamliner da Lufthansa colapsou e a aeronave inclinou-se sobre o nariz quando estava prestes a embarcar passageiros no aeroporto de Frankfurt nesta quinta-feira (4), deixando vários funcionários feridos, informou a companhia aérea alemã.
O incidente ocorreu às 12h45 (7h45 de Brasília), pouco antes de os passageiros embarcarem na aeronave, que deveria voar para Los Angeles.
O trem de pouso dianteiro “recolheu-se de forma inesperada enquanto o avião estava estacionado”, disse uma porta-voz da companhia à AFP.
Membros da tripulação e funcionários de solo estavam a bordo, e vários deles ficaram feridos e receberam atendimento médico, informou a empresa.
Outro porta-voz da Lufthansa disse à AFP na noite desta quinta-feira que os feridos sofreram apenas lesões leves. Eles foram levados ao hospital para tratamento. O voo para Los Angeles foi cancelado.
“Neste momento, especialistas estão no local inspecionando a aeronave”, informou a Lufthansa.
Espera-se que o avião seja levado ainda na noite desta quinta-feira para um hangar, “onde serão realizadas novas inspeções antes que a aeronave seja reparada”, acrescentou a companhia.
Segundo o site Aerotelegraph, o avião danificado tem apenas um ano de uso e foi entregue à Lufthansa em janeiro.
O médico cardiologista, João Jasbik Neto, foi preso em flagrante suspeito por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
A prisão ocorreu após a morte da esposa do médico, identificada como Fabíola, nesta segunda-feira (18). Na ocasião, policiais foram até o local para apurar se a mulher havia tirado a própria vida.
Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), realizaram entrevistas prévias com o suspeito e outras testemunhas que estavam presentes. Entretanto, as versões apresentadas sobre o caso divergiam.
No endereço, policiais constataram que João teria pedido para que o caseiro e um ex-funcionário deslocassem um armário com diversas armas de fogo e munições para outro casebre dentro da propriedade, o que configurou em fraude processual. Os três foram autuados pelo crime.
Ainda durante as diligências, observou-se também, através de perícia preliminar, que a lesão que a vítima tinha na região da cabeça não condizia com a versão apresentadapelo companheiro.
Em razão das armas de fogo e munições de calibre de uso permitido e uso restrito, o suspeito também foi atuado em flagrante pela posse irregular de arma de fogo.
Em nota, a defesa de João Jasbik informou que o médico, apesar do luto e sofrimento, se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico.
O caso é investigado pela Polícia Civil e hipóteses de feminicídio e suicídio são apuradas.
As exportações brasileiras de algodão atingiram 291,2 mil toneladas em maio de 2026, com receita de US$ 449,6 milhões, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), analisados pela Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão).
O desempenho representa o maior volume já registrado para um mês de maio e reforça o momento histórico do setor, que acumula 3,129 milhões de toneladas embarcadas na temporada julho de 2025 a maio de 2026, um recorde inédito para a cadeia do algodão brasileiro.
Apesar da queda em relação a abril, quando foram exportadas 370,4 mil toneladas e registrados US$ 560,6 milhões em receita, o comparativo anual mostra forte expansão. Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 51,5% no volume e de 45,3% na receita, consolidando o avanço expressivo do produto no mercado internacional.
No cenário das exportações totais do país, o algodão respondeu por 1,41% em maio, ocupando a 15ª posição no ranking geral e a terceira colocação entre os produtos do agronegócio, com participação de 5,52%.
De acordo com a Anea, a retração em relação a abril é explicada pela sazonalidade dos embarques da fibra, enquanto o desempenho acumulado da safra 2025/2026 segue em ritmo forte e consistente.
“Já passamos de 3 milhões de toneladas no acumulado de julho de 2025 a maio de 2026. É mais um mês com recorde mensal, já temos o maior segundo trimestre da história e ainda falta junho. O Brasil se consolidou como fornecedor de 12 meses, e os exportadores estão fazendo um trabalho excelente, mesmo diante das questões geopolíticas atuais. O algodão brasileiro segue avançando”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Destinos
Entre os principais destinos das exportações brasileiras em maio, o destaque foi Bangladesh, que liderou as compras com 21,1% de participação. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%.
Juntos, Bangladesh e Paquistão concentraram cerca de 40% dos embarques do mês, evidenciando a forte demanda de grandes mercados têxteis asiáticos pela fibra brasileira.
A China, que já respondeu por cerca de um terço das exportações na temporada, reduziu sua participação para 9,6% em maio. Também figuram entre os destinos Indonésia, com 8,5%, Índia, com 6,3%, Malásia, com 3,6%, Egito, com 2,1%, Coreia do Sul, com 0,8%, Tailândia, com 0,5%, Maurício, com 0,4%, e África do Sul, com 0,1%.
A Índia registrou queda na participação, passando de 11% em abril para 6,3% em maio, após o fim da isenção de impostos para importação de algodão. No período anterior, o benefício havia impulsionado significativamente as compras indianas da fibra brasileira.
A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que um casal pague R$ 20 mil em indenização por danos morais a um ex-recepcionista de hotel após um episódio de agressões verbais e arremesso de objetos durante uma tentativa de reserva de hospedagem.
A decisão é da 1ª Vara Cível de Paranaíba, que condenou cada um dos réus ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, totalizando R$ 20 mil, além das custas processuais e honorários advocatícios.
Segundo o processo, o ex-recepcionista trabalhava em um hotel da cidade quando atendeu o casal, em 30 de junho de 2023.
De acordo com o relato da vítima, os hóspedes chegaram ao local e foram informados de que não havia reserva confirmada em seus nomes nem quartos disponíveis.
O funcionário afirmou que tentou realizar o atendimento e oferecer alternativas, mas os clientes passaram a agir de forma exaltada. Segundo o processo, um dos réus arrancou o telefone da mão do recepcionista e o arremessou, enquanto a outra ré jogou objetos do balcão em direção ao funcionário.
Testemunhas confirmaram a confusão na recepção do hotel. Um dos hóspedes afirmou ter ouvido gritos e presenciado as ações do casal.
O gerente do estabelecimento relatou que encontrou o recepcionista “acuado e sem condições de continuar trabalhando” após o episódio. As imagens das câmeras de segurança também foram analisadas e registraram o momento das agressões.
Na defesa, o casal alegou que havia confirmado a reserva previamente e que a situação ocorreu em razão de falha na prestação do serviço do hotel. Eles afirmaram ainda que apenas demonstraram insatisfação e que não houve ofensas pessoais nem dano moral indenizável.
O processo também apontou que, após o ocorrido, o recepcionista passou a evitar trabalhar no período noturno e, pouco tempo depois, pediu demissão do emprego que ocupava havia cinco anos.
Com quase 30 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, o Cedine (Conselho Estadual dos Direitos do Negro) iniciou uma nova gestão para o biênio 2026-2028, reforçando o compromisso com o diálogo, a participação social e o fortalecimento das políticas públicas de promoção da igualdade racial no Estado.
A cerimônia de posse dos novos conselheiros e conselheiras foi realizada nessa segunda-feira (2), no auditório da Secretaria de Estado da Cidadania, reunindo representantes do poder público, movimentos sociais, universidades e instituições parceiras. O evento também marcou a eleição da nova mesa diretora do Conselho.
Durante a abertura, o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, falou sobre o fortalecimento da participação da sociedade civil no novo processo eleitoral do Conselho. “É uma grande satisfação ver uma sociedade civil tão engajada, com novas representatividades e um processo de inscrições maior do que esperávamos. Isso demonstra o compromisso coletivo com a construção de políticas públicas mais inclusivas e participativas”, afirmou.
Posse dos integrantes do Conselho foi realizada no auditório da SEC, e reuniu tanto representantes governamentais como da sociedade civil. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Secretário da Cidadania, José Francisco Sarmento, ressaltando papel do Conselho na construção de políticas públicas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destacou a importância dos conselhos na construção coletiva das políticas públicas e no fortalecimento do diálogo entre governo e sociedade.
“O conselho exerce um papel fundamental de participar, cobrar, apontar caminhos e ajudar na construção das soluções. É por meio desse diálogo que conseguimos avançar na construção de políticas públicas mais efetivas”, disse.
Sarmento também reforçou que a Secretaria de Estado da Cidadania mantém as portas abertas para a participação social e para a construção conjunta de propostas voltadas à redução das desigualdades históricas.
Ex-presidente do Cedine, Pedro Gaeta, relembrou os desafios enfrentados pela gestão anterior e falou sobre a importância da participação social para o avanço das políticas de igualdade racial. “Foi um mandato de muitos desafios, mas também de muito aprendizado e construção coletiva. Transformar a realidade exige dedicação, compromisso e participação social”, pontuou.
Representando a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a pró-reitora de Cidadania e Sustentabilidade, Vivina Queiroz, reforçou a parceria da instituição com as pautas de promoção da igualdade racial, diversidade e valorização cultural. “A universidade segue à disposição para fortalecer esse trabalho, contribuindo com ações voltadas à inclusão, à diversidade e aos direitos humanos”, falou.
Vivina também pontuou a importância da atuação conjunta entre universidades, movimentos sociais e conselhos de participação. “Esse movimento de valorização da nossa cultura, da nossa gente e das nossas tradições só acontece com o fortalecimento dos movimentos sociais e dos conselhos”, completou.
Promotor de Justiça, Douglas Teixeira colocou o Ministério Público à disposição do Conselho. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Para o promotor de Justiça Douglas Silva Teixeira, coordenador do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NUPIER) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os conselhos espaços de participação democrática e construção coletiva entre sociedade civil e poder público.
“Muitas vezes, as pessoas enxergam apenas a parte burocrática dos conselhos, mas eles representam participação social, diálogo e construção conjunta entre governo e sociedade. E, mais importante do que existir formalmente é que o conselho consiga, de fato, entregar aquilo a que se propõe, contribuindo efetivamente para o avanço das políticas públicas”, declarou.
Após o ato oficial de posse dos membros, foi realizada a eleição da nova mesa diretora. Neste biênio, a presidência ficará sob responsabilidade das instituições governamentais, sendo eleita por unanimidade a representante da SED (Secretaria de Estado de Educação), Myleide Meneses de Oliveira Machado. A vice-presidência será ocupada por Nelson Eder de Souza, representante do Grupo TEZ (Trabalho Estudos Zumbi).
Ao assumir a presidência do Conselho, Myleide afirmou que a nova gestão terá como prioridade fortalecer a participação das comunidades e ampliar o alcance das políticas públicas de igualdade racial. “O papel de um conselho é sempre dar voz a cada um de nós, sendo peça-chave para a democracia. É aqui que fortalecemos políticas públicas para chegar à população negra, quilombolas, povos de matriz africana e todos os povos que precisam de defesa para a conquista da igualdade racial”, ressaltou.
A presidente explicou que o Conselho representa diferentes segmentos da população negra sul-mato-grossense e seguirá atuando em parceria com a sociedade civil e o poder público. “Representamos mulheres negras, jovens, comunidades quilombolas, ciganas, entre tantas outras, atuando juntos para reduzir o racismo e melhorar o acesso à educação, saúde, trabalho, moradia e justiça”, elencou.
Nova presidente do Cedine é representantes da SED, Myleide Meneses. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Entre as prioridades da nova gestão estão o fortalecimento dos conselhos municipais de promoção da igualdade racial, a ampliação da participação social e a defesa permanente dos direitos da população negra em Mato Grosso do Sul.
Para o vice-presidente eleito, Nelson Eder de Souza, o compromisso coletivo da nova diretoria é com a construção de políticas públicas. “Quero felicitar todos os companheiros e companheiras que tomaram posse no Conselho e reafirmar nosso compromisso com a construção das políticas públicas para a comunidade negra de Mato Grosso do Sul”, enfatizou.
Criado pela Lei nº 702, de 12 de março de 1987, o Conselho Estadual dos Direitos do Negro é um órgão colegiado de composição paritária entre governo e sociedade civil, voltado à promoção da igualdade racial, ao enfrentamento do racismo e à defesa dos direitos da população negra sul-mato-grossense.
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania Foto de capa: Matheus Carvalho, da Cidadania