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Patrulheiros do Detran de Aquidauana passam por capacitação para intervenção em crises de saúde mental


os agentes de trânsito nas ruas e rodovias de Mato Grosso do Sul tem se tornado cada vez mais complexo e voltado ao bem-estar integral do cidadão. Diante de um cenário em que as abordagens diárias muitas vezes revelam motoristas enfrentando severo sofrimento emocional, quatro patrulheiros da Gerência Especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário (GPAV) do Detran-MS de Aquidauana participaram de um treinamento essencial para a realidade atual: o 5º Estágio de Primeira Intervenção em Crises de Suicídio e Emergências Psiquiátricas (PRIC).

Promovido em Aquidauana, o curso é coordenado pelo 1° Tenente do Corpo de Bombeiros Max Sousa Tosta e ministrado por militares do Corpo de Bombeiros de MS. O objetivo principal é capacitar os profissionais de primeira resposta para atuarem de forma técnica, segura e humanizada em situações críticas relacionadas à saúde mental, reduzindo os riscos para a vítima, familiares e para a própria equipe. Do Detran-MS, integram o treinamento os servidores Adriana da Silva de Oliveira Elias, João Antônio Ferreira Guedes, Michelle Escolhant Fanaia e Tony Luiz Lemos da Silva.

Ao longo do período teórico, os patrulheiros aprofundaram conhecimentos em tópicos que vão desde o reconhecimento de transtornos mentais frequentes e sinais de crise até aspectos legais, éticos e de direitos humanos, englobando também comunicação em saúde mental e contenção física e mecânica. O Tenente Max Sousa Tosta ressalta que “essa capacitação vem sendo realizada periodicamente em diferentes municípios do Estado em razão do aumento da demanda por ocorrências dessa natureza, tornando indispensável a padronização dos procedimentos para que o primeiro interventor saiba exatamente como agir”.

Prática nas vias públicas

A necessidade de preparar os patrulheiros para esses cenários se reflete no cotidiano das operações de segurança viária. Tony Luiz Lemos da Silva, veterano com 18 anos de carreira no Detran-MS e prestes a completar dois anos nas atividades operacionais de policiamento e fiscalização de trânsito, relata que as equipes frequentemente se deparam com condutores que demonstram fragilidade emocional durante as abordagens. Recentemente, durante uma Operação Lei Seca, a equipe abordou um motorista que, além dos indícios de embriaguez, apresentava choro constante, falas desconexas e desorientação. Mesmo após a realização dos procedimentos administrativos previstos na legislação, com respeito e preservação da dignidade, a preocupação continuou. Dias depois, quando o cidadão compareceu ao órgão para regularizar o veículo e ainda demonstrava intenso sofrimento, os agentes adotaram uma postura humanizada, acolhendo o motorista, acionando um familiar para prestar apoio e orientando sobre a importância de buscar atendimento especializado.

Essa vivência real reforça que o trabalho nas ruas vai muito além da fiscalização, pois lida diretamente com vidas que podem estar passando por momentos extremos. Segundo Tony Luiz, participar deste curso “foi uma experiência enriquecedora tanto no âmbito técnico quanto humano, pois fortalece a capacidade de acolhimento e a tomada de decisão rápida por meio da escuta ativa e do manejo adequado de crises, integrando de maneira eficiente os diversos órgãos envolvidos”.

O treinamento em Aquidauana se destaca justamente por esse caráter integrado e cooperativo, reunindo forças de segurança, salvamento e saúde mental que incluem o Corpo de Bombeiros Militar de diferentes municípios, o SAMU de Aquidauana e Terenos, o 9º Batalhão de Engenharia de Combate do Exército, o 7º Batalhão da Polícia Militar, o DEMUTRAN, a Cruz Vermelha, o CAPS, o Centro de Acolhimento, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), além de psicólogos, enfermeiros locais e até um acadêmico de medicina da Universidade Sudamericana do Paraguai.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fotos: Samya Carvalho e Prefeitura de Aquidauana



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Sejusp recebe lideranças indígenas e discute melhorias para aldeias de Dourados – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Com o objetivo de fortalecer as ações de segurança pública nas comunidades indígenas de Dourados, lideranças das aldeias Bororó e Jaguapiru se reuniram, na tarde de segunda-feira (8), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Campo Grande, com representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Durante o encontro, foram apresentadas demandas relacionadas à segurança, fiscalização de trânsito, cidadania e ampliação de serviços públicos nas aldeias.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelas lideranças estão o reforço do policiamento ostensivo, a intensificação das ações de combate à criminalidade, especialmente ao tráfico de drogas e à violência contra a mulher, além de melhorias na sinalização viária e o fortalecimento da fiscalização de trânsito na rodovia MS-156.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, destacou que grande parte das demandas já está contemplada no planejamento estratégico da pasta e será implementada gradativamente.

“Todo crime que acontece em Mato Grosso do Sul é responsabilidade de todos nós. Independentemente da competência formal de cada órgão, precisamos atuar de forma integrada para proteger vidas e o patrimônio da população”, afirmou.

Entre os encaminhamentos anunciados está a implantação de um posto de identificação e de uma unidade de atendimento do Detran dentro da aldeia, ampliando o acesso da população indígena a serviços públicos essenciais. Também foram discutidas ações voltadas à ampliação dos Conselhos Comunitários de Segurança, à capacitação de conselheiros e à realização de palestras e orientações sobre violência doméstica, direitos e cidadania.

Para o cacique da Aldeia Bororó, Reinaldo Areva, a reunião representou um importante avanço no diálogo entre as comunidades indígenas e o poder público.

“Essa reunião foi muito produtiva. Agradeço a todos os órgãos que nos receberam muito bem. Saímos daqui satisfeitos e confiantes de que haverá resultados para nossa aldeia. Vamos continuar somando esforços para promover melhorias para a nossa comunidade”, afirmou.

O cacique da Aldeia Jaguapiru, Vilmar Martins Machado da Silva, destacou a necessidade de ampliar a presença das forças de segurança na região.

“Viemos conversar diretamente com o secretário para buscar melhorias no atendimento à comunidade, com policiamento 24 horas e reforço do policiamento ostensivo. Atualmente contamos com apenas dois agentes da polícia comunitária para atender as duas aldeias. Estamos saindo daqui confiantes, após recebermos uma resposta positiva por parte da Secretaria”, disse.

Além das lideranças indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru, participaram da reunião o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), coronel Renato dos Anjos Garnes; o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio; o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Júnior; o secretário-executivo da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva; e o coordenador-adjunto de Polícia Comunitária, coronel Thonny Audry Lima Zerlotti.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp



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transformação digital a serviço do campo vai ampliar eficiência dos serviços – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A transformação digital a serviço do campo foi tema de seminário no primeiro dia da Tecnofam 2026. Esta inovação será usada na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A atividade aconteceu no espaço Pitch Tecnofam, instalado no Pavilhão da Agricultura Familiar, em Dourados.

Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) o seminário teve como tema  “Anater Tecnologias Digitais para Ater: Minha Ater Digital, IARAA e Meu Imóvel Rural”.

O encontro reuniu extensionistas da Agraer, gestores públicos, pesquisadores da Embrapa e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural para apresentar ferramentas digitais que prometem ampliar a eficiência dos serviços de assistência técnica, fortalecer a gestão das propriedades rurais e aproximar os agricultores familiares das políticas públicas.

A presidente da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural), Loroana Coutinho, destacou que a transformação digital é um caminho sem volta e fundamental para ampliar o alcance das ações de Ater em todo o País.

“A agricultura familiar brasileira precisa estar inserida nesse novo ambiente digital. As plataformas que estamos desenvolvendo permitem maior integração de dados, acompanhamento das propriedades e monitoramento das ações de assistência técnica. A longo prazo, essas ferramentas vão possibilitar um cruzamento mais eficiente das informações, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais assertivas, além de facilitar o acesso dos agricultores aos serviços oferecidos pelas instituições. O objetivo é que a tecnologia seja uma aliada da inclusão produtiva, social e econômica das famílias rurais”, afirmou.

Durante o seminário, a diretora-executiva da Anater, Ana Euler, ressaltou que a ampliação do acesso à assistência técnica precisa caminhar junto com a inclusão digital no campo.

“Temos o desafio de levar conhecimento de forma mais rápida e eficiente para quem está na ponta. Sabemos das dificuldades de conectividade e de letramento digital presentes na agricultura familiar e nas comunidades tradicionais, mas se não começarmos essa transformação agora, o distanciamento entre os pequenos produtores e os sistemas mais modernos de produção só tende a aumentar”, enfatizou.

Ana Euler também ressaltou que a inclusão digital precisa ser encarada como uma ferramenta de justiça social.

“A tecnologia pode ser um instrumento poderoso de transformação, especialmente para os jovens do campo. Mas, se não houver políticas públicas voltadas à inclusão digital, ela também pode ampliar desigualdades. Por isso, estamos construindo, em parceria com ministérios, instituições de pesquisa e entidades de assistência técnica, soluções que garantam conectividade, capacitação e acesso às ferramentas digitais para todos os agricultores familiares.”

Tecnologia

Lançada em abril deste ano, em Brasília, a plataforma Minha Ater Digital foi criada para impulsionar a transformação digital da Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil. Desenvolvida por meio de uma articulação entre o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), por meio da SAF (Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia), com apoio da Embrapa, Anater, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a plataforma reúne cursos, conteúdos técnicos, vídeos, trilhas de aprendizagem e ferramentas digitais em um único ambiente.

A plataforma conecta extensionistas, agricultores, pesquisadores e gestores públicos, integrando soluções já utilizadas pelo setor, como o Zarc, o Mecaniza e o e-Campo. A ferramenta também aborda temas estratégicos para a agricultura familiar, como agroecologia, bioinsumos, manejo sustentável e inovação produtiva, contribuindo para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis. O acesso é realizado por meio do Gov.br e, neste primeiro momento, está direcionado principalmente aos extensionistas e profissionais da Ater.

O coordenador de Articulação e Transferência de Tecnologia da Anater, Marcelo Alexandrino, explicou que a plataforma está em fase de aprimoramento e que a participação dos extensionistas é fundamental para aperfeiçoar a ferramenta.

“Esta primeira etapa é voltada especialmente aos extensionistas porque queremos construir uma plataforma cada vez mais alinhada às necessidades de quem está no dia a dia do atendimento aos agricultores. Estamos ouvindo sugestões, identificando pontos de melhoria e avaliando novas funcionalidades que podem ser incorporadas ao sistema”.

Outro destaque do seminário foi a apresentação da IARAA (Inteligência Artificial de Referência para Agricultura e Agroecologia) ferramenta desenvolvida pelo MST em parceria com a Marcha Mundial das Mulheres e a Associação Baobab.

“A IARAA nasceu da percepção de que a inteligência artificial precisa estar a serviço da agricultura familiar e da agroecologia. Ela foi construída para funcionar como uma ferramenta de apoio, reunindo conteúdos técnicos, científicos e experiências acumuladas por diversas instituições. Nosso objetivo é facilitar o acesso à informação confiável, permitindo que agricultores, extensionistas e organizações encontrem respostas de forma rápida e segura, fortalecendo a produção sustentável e a tomada de decisões no campo”, destacou a engenheira agrônoma Karen Oliveira, coordenadora do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis e integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento, destacou a importância da tecnologia como aliada para ampliar o atendimento aos agricultores familiares sul-mato-grossenses.

“Nosso grande desafio é fazer com que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa. Mato Grosso do Sul possui cerca de 70 mil agricultores familiares e, mesmo com uma equipe de aproximadamente 500 profissionais entre servidores e contratados, sabemos que não conseguimos estar fisicamente em todos os lugares ao mesmo tempo. Por isso, a Ater Digital é fundamental. Ela amplia nossa capacidade de atendimento, melhora a qualidade dos serviços e permite que o conhecimento chegue mais rapidamente ao produtor rural.”

Fernando também ressaltou que a tecnologia e a inteligência artificial já fazem parte da rotina da Agraer e podem contribuir para tornar os serviços públicos mais eficientes.

“Firmamos uma parceria com a Famasul para utilizar inteligência artificial no processo de ratificação dos imóveis rurais da faixa de fronteira. Um trabalho que atualmente pode levar até três meses será realizado em poucos dias. Estamos falando de análise documental que remonta ao século XIX. Essa inovação demonstra o potencial da tecnologia para aumentar a eficiência dos serviços públicos e reforça a importância de ampliarmos essas ferramentas também para a assistência técnica rural.”

O diretor-presidente lembrou ainda que a Agraer atua em três frentes estratégicas – assistência técnica, pesquisa e regularização fundiária – e reforçou a importância das parcerias institucionais para ampliar o alcance das políticas públicas.

“Temos uma estrutura comprometida, mas sabemos que os desafios são enormes. Por isso, iniciativas como a Minha Ater Digital e a IARAA são fundamentais para fortalecer o trabalho dos extensionistas e garantir que mais agricultores tenham acesso à informação, tecnologia e oportunidades de desenvolvimento.”

O seminário integrou a programação técnica da Tecnofam e reforçou o papel da inovação como instrumento estratégico para fortalecer a agricultura familiar, ampliar o acesso às políticas públicas e promover o desenvolvimento sustentável no meio rural.

 

Texto e fotos: Aline Lira, Comunicação Agraer

 



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Com 1,4 mil atendimentos, programa Escola Segura, Família Forte fortalece rede de proteção em Dourados


Iniciativa do Governo do Estado reforça presença da Polícia Militar no ambiente escolar, ampliando segurança e mediando conflitos

Com 1,4 mil atendimentos, programa Escola Segura, Família Forte fortalece rede de proteção em Dourados
Implantado em setembro de 2025, programa abrange 23 escolas da Rede Estadual de Ensino em Dourados: 1.250 professores e mais de 18 mil estudantes alcançados

Implantado em Dourados em setembro do ano passado, o programa Escola Segura, Família Forte já promoveu mais de 1,4 mil atendimentos envolvendo a comunidade escolar em 23 escolas da Rede Estadual de Ensino. Criado pelo Governo do Estado por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o programa passou a integrar a política estadual de prevenção à violência nas escolas, atuando diretamente na promoção da segurança, fortalecimento dos vínculos comunitários e redução de situações de conflito no ambiente escolar e em seu entorno. O resultado dos primeiros nove meses de execução foi apresentado nesta semana, durante reunião estratégica de acompanhamento e avaliação, que apontou impacto positivo da presença da Polícia Militar no ambiente escolar. Além de Dourados, o programa também está presente em Campo Grande e Ponta Porã.

De setembro de 2025 a maio deste ano, foram 1.474 atendimentos realizados na abrangência do 3º Batalhão da Polícia Militar e da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (9ª CIPM). Em Dourados, o programa conta com duas viaturas e 8 policiais capacitados para o atendimento escolar, em situações que incluem rondas preventivas, palestras, mediações de conflitos e abordagem de pessoas suspeitas no ambiente escolar. São 1.250 professores alcançados e mais de 18 mil estudantes atendidos diretamente pela iniciativa.

Os números reforçam o caráter contínuo e preventivo da atuação policial no ambiente escolar e demonstram fortalecimento da sensação de segurança entre gestores, professores, estudantes e famílias.

Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que participou do encontro com diretores e diretores-adjuntos das escolas atendidas, o programa segue a mesma filosofia da Polícia Comunitária. “Quanto mais o policial conquistar a confiança de alunos e professores dentro da escola, melhor será essa comunicação e consequentemente, os resultados deste trabalho”, afirmou.

Criado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em outubro de 2017, durante a gestão de Barbosinha à frente da Sejusp, o Programa Escola Segura, Família Forte nasceu como resposta à crescente preocupação da comunidade escolar com episódios de violência, vulnerabilidade social e conflitos no ambiente educacional. Desde sua implantação, a iniciativa foi estruturada para atuar além do policiamento ostensivo, priorizando ações preventivas, aproximação comunitária, mediação de conflitos e fortalecimento da integração entre escola, família e forças de segurança.

“Quando a gente leva o policial militar para a escola, é para construir uma relação de proximidade e, inclusive, fazer com que esses alunos tenham a confiança para relatar até mesmo episódios que ocorrem dentro de casa. Então o objetivo do programa é exatamente criar a cultura de paz no ambiente escolar e uma ideia de proteção para os nossos alunos, dentro e fora da escola”, explica o vice-governador.

O modelo adotado pelo Governo do Estado prioriza presença constante das equipes da Ronda Escolar nas unidades de ensino, fortalecimento do diálogo com direções escolares, acompanhamento preventivo de ocorrências e ações educativas voltadas à prevenção da violência, bullying, uso de drogas e conflitos interpessoais.

O impacto positivo é confirmado por quem convive diariamente com a realidade dentro das escolas. É o que explica Regina Rosane Lima de Araújo, diretora da escola estadual Moacir Djalma Barros, localizada no bairro Deoclecio Artuzi. “O primeiro impacto da presença do policial militar dentro da escola é o de inspiração mesmo. Percebemos na fala dos estudantes que muitos deles querem ser policiais ao ver de perto esse trabalho, então esse já é o primeiro resultado positivo”, explica, ao citar também a proximidade e a conscientização sobre segurança pública. “Na periferia, muitas vezes temos situações bem adversas. São meninos e meninas que estão lá, e que muitas vezes se tornam vítimas. O fato de ter um policiamento, de ter essa ronda escolar presente, mostra a eles que também existe a justiça, que ela também chega até eles”, acrescenta.

Segurança e fortalecimento do ensino

O coordenador-adjunto da Coordenadoria Regional de Educação, Antônio Marcos, também defende a continuidade da iniciativa. “Hoje em dia, quando falamos de educação, não se fala só de aprendizagem mas também de outros assuntos que permeiam o estudo, como a segurança”, afirmou. “Quando o aluno se sente seguro, está apto a aprender e a aprender bem”, completou.

O então comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Tenente-Coronel Robson Roberto Lopes Ramos, disse que a prioridade das equipes é a segurança dos professores e servidores, além da mediação de situações que surgem no ambiente escolar. “Meu sentimento hoje é de felicidade, porque a PM estava muito longe das escolas e hoje, graças a Deus, a gente tem uma relação muito boa e já começando a colher os frutos. Nossa missão é colaborar para a belíssima missão e vocação dos professores, que é de preparar nossas crianças e jovens para o futuro”, afirmou.

O coordenador do programa, Valson Campos dos Anjos, agradeceu pelo trabalho desempenhado e disse que a inciativa criada em MS já é inspiração para outras regiões. “Hoje, nós estamos em outro patamar. Tem muitos estados do Brasil que gostariam de ter um programa como esse, tão bem assistido, tão próximo das escolas e tão bem avaliado por toda a comunidade escolar”, garantiu.



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‘Pirarucu fujona’ vai integrar tanque de grandes espécies e reforça ações de bem-estar e educação


A história da pirarucu que conquistou os sul-mato-grossenses após uma inusitada tentativa de fuga ganha um novo capítulo. Batizada como “Pirarucu Fujona”, a espécie passa a integrar o tanque Rios Grandes, no circuito de aquários do Bioparque Pantanal, onde receberá cuidados especializados e contribuirá para as ações de educação ambiental desenvolvidas pelo maior aquário de água doce do mundo.

O novo lar da Fujona abriga as maiores espécies de peixes do plantel do empreendimento, como pintado, cachara, jaú e arraias, proporcionando ao animal um ambiente compatível com suas necessidades biológicas e comportamentais.

Após o episódio que chamou a atenção da população, o animal passa a viver em um ambiente planejado para garantir seu bem-estar, acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e demais profissionais especializados.

Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, a chegada da Pirarucu Fujona reforça a vocação do complexo como espaço dedicado à educação ambiental.

“Mais do que uma história curiosa que despertou a atenção e o carinho da população, a chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”.

A gestora do local ainda destaca um tema ambiental importante, como o impacto que espécies exóticas ou potencialmente invasoras podem causar quando introduzidas em ambientes que não correspondem à sua área de ocorrência natural.

“Por meio da educação ambiental, buscamos conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável, do descarte adequado de animais e dos riscos ecológicos associados à introdução de espécies em novos habitats. Transformar uma história que chamou a atenção do público em uma ferramenta de aprendizagem é uma das missões do Bioparque Pantanal”.

Com a história do animal, o Bioparque Pantanal amplia o diálogo com a sociedade sobre temas como conservação da biodiversidade, manejo responsável da fauna, proteção dos ambientes aquáticos e a importância do cuidado com os animais silvestres. A trajetória da Pirarucu Fujona permitirá que visitantes de todas as idades compreendam, de forma prática e acessível, como o conhecimento científico e o trabalho técnico especializado são fundamentais para a preservação das espécies.

A iniciativa reforça a missão do complexo de aproximar ciência e sociedade, transformando experiências de visitação em oportunidades de aprendizado e sensibilização ambiental.

“O processo de adaptação da pirarucu ocorreu de forma positiva. Durante a quarentena, acompanhamos aspectos relacionados à saúde, alimentação, comportamento e bem-estar do animal, seguindo todos os protocolos adotados pelo Bioparque Pantanal. Ao final desse período, constatamos que ela apresentava condições adequadas para integrar o tanque Grandes Rios. A partir de agora, continuaremos monitorando sua interação com os demais indivíduos do recinto, mas a expectativa é de uma adaptação tranquila. Além do aspecto técnico, a história da ‘Fujona’ possui um importante potencial educativo. É um animal que desperta a curiosidade das pessoas e nos permite abordar temas fundamentais, como conservação da biodiversidade, manejo da fauna e conscientização ambiental”, explica o biólogo curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenes Junior.

Eduardo Coutinho, Comunicação Bioparque Pantanal
Fotos: Lara Miranda/Bioparque



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Bonito ganha reforço na proteção ambiental com obra de saneamento que protege o Rio Formoso


Investimento de R$ 26 milhões da Sanesul vai transferir emissário da estação de tratamento de esgoto para a bacia do Rio Miranda e ampliar a preservação de um dos principais patrimônios naturais do Estado

Bonito avança com uma obra estratégica de saneamento voltada à preservação dos recursos hídricos de Mato Grosso do Sul. A Sanesul anunciou recentemente a antecipação de uma obra estratégica que irá retirar o lançamento do produto final do tratamento de esgoto (efluente tratado) da bacia do Rio Formoso e direcioná-lo para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica para receber esse volume.

Com investimento estimado em R$ 26 milhões, em parceria com a Ambiental MS Pantanal, o projeto prevê a implantação de um emissário de aproximadamente 22 quilômetros, ligando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bonito à nova área de lançamento.

A medida integra um conjunto de ações voltadas à proteção ambiental do município, reconhecido internacionalmente pelo turismo sustentável e pelas águas cristalinas que atraem visitantes de todo o mundo.

Segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Sanesul, Leopoldo Godoy do Espírito Santo, a obra representa uma ação concreta para transformar o saneamento em um ativo ambiental, antecipando investimentos que originalmente estavam previstos para a próxima década.

“Bonito deixou de ser apenas a joia de Mato Grosso do Sul. Hoje é uma referência nacional e mundial, o que exige uma atenção diferenciada e um olhar ainda mais cuidadoso sobre seus recursos naturais”, afirmou.

Preservação do Rio Formoso

A obra é resultado dos estudos e discussões conduzidos pelo Grupo de Trabalho do Rio Bonito, criado há cerca de dois anos por iniciativa do Governo do Estado, da Prefeitura local, da Sanesul e da MS Pantanal.

O objetivo é desenvolver ações capazes de preservar o Rio Formoso e contribuir para reverter processos de degradação observados na bacia hidrográfica local.

De acordo com Leopoldo, o efluente atualmente tratado na ETE é lançado no Córrego Bonito, que integra a bacia do Rio Formoso. Com a nova estrutura, esse lançamento será transferido para a bacia do Rio Miranda, considerada mais adequada para receber o volume tratado sem comprometer o equilíbrio ambiental da região.

A antecipação da obra está alinhada à política ambiental do Governo do Estado, que tem a sustentabilidade como um dos pilares estratégicos de desenvolvimento.

Para o diretor da Sanesul, a preservação dos recursos naturais deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade permanente nas decisões de gestão pública. Leopoldo destacou que o projeto estava previsto dentro do planejamento de longo prazo da companhia, mas foi antecipado diante da preocupação com a conservação dos recursos hídricos da região.

“Estamos tirando o efluente tratado da bacia do Rio Formoso e levando para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica. É um investimento que estamos antecipando porque a sustentabilidade é uma prioridade e uma responsabilidade permanente”, ressaltou.

Além dos ganhos ambientais, a obra reforça o papel do saneamento na promoção da saúde pública e da qualidade de vida. Segundo ele, investimentos em água e esgoto geram impactos positivos diretos na redução de doenças, na preservação dos mananciais e no desenvolvimento sustentável das cidades.

“Estamos falando de dignidade, qualidade de vida, saúde e meio ambiente. É um ciclo em que a água é captada, tratada, distribuída à população, retorna para tratamento e volta à natureza em condições adequadas, preservando os recursos para as futuras gerações”, concluiu.

A expectativa é que a nova estrutura fortaleça ainda mais a condição de Bonito como referência nacional em preservação ambiental, conciliando crescimento econômico, turismo e sustentabilidade.

Comunicação Sanesul
Foto de capa: Arquivo Secom
Interna: Arquivo Sanesul



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Governo de MS debate agronegócio, inovação e logística em reunião com delegação da Nova Zelândia


Encontro amplia diálogo sobre sustentabilidade, pecuária e Rota Bioceânica em agenda voltada ao desenvolvimento econômico e tecnológico

O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta quarta-feira (10), a delegação oficial da Nova Zelândia em agenda institucional voltada ao agronegócio, inovação, sustentabilidade e logística internacional. A reunião foi conduzida pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e agrupou representantes do governo neozelandês, empresas ligadas à tecnologia agropecuária e integrantes da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

A visita integra a missão oficial organizada pela New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência do governo da Nova Zelândia responsável pela promoção internacional de negócios, investimentos e comércio exterior. Durante o encontro, foram discutidos temas estratégicos para os dois territórios, especialmente ligados à pecuária de corte, rastreabilidade, tecnologia aplicada ao campo, sustentabilidade e à Rota Bioceânica como eixo de integração logística e comercial.

Ao apresentar o cenário sul-mato-grossense, Barbosinha destacou que Mato Grosso do Sul vive um processo de transformação econômica sustentado pela inovação, pela sustentabilidade e pela modernização das cadeias produtivas.

“Mato Grosso do Sul vem ampliando sua presença nos mercados internacionais a partir de uma agenda baseada em sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar. A troca de experiências com países que possuem forte tradição em inovação agropecuária é importante para ampliar o diálogo técnico e acompanhar as transformações globais do setor”, afirmou.

O vice-governador também ressaltou os avanços ambientais do Estado. Mato Grosso do Sul reduziu em 51% as emissões de carbono na agropecuária entre 2006 e 2022, possui cerca de 4,7 milhões de hectares de pastagens passíveis de recuperação e trabalha com a meta de se tornar carbono neutro até 2030.

Um dos principais temas da reunião foi a cadeia da carne bovina, segmento em que Mato Grosso do Sul e Nova Zelândia possuem forte relevância internacional. O Estado abriga um dos maiores rebanhos bovinos do país e vem ampliando investimentos em produtividade, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Já a Nova Zelândia é reconhecida mundialmente pelos sistemas de produção a pasto e pelas tecnologias aplicadas à gestão pecuária.

Vice-governador Barbosinha com a equipe de Governo e a delegação neozelandesa.

O secretário da Semadesc, Arthur Falcette, destacou que o encontro fortalece a aproximação técnica em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário sul-mato-grossense. “A Nova Zelândia possui experiência consolidada em manejo sustentável, produtividade e tecnologia aplicada ao agro. Mato Grosso do Sul também vive um momento de modernização das cadeias produtivas e essa troca de experiências contribui para ampliar a visão sobre soluções sustentáveis e inovação no campo”, pontuou.

Outro eixo debatido foi a Rota Bioceânica, considerada uma das principais obras de integração logística da América do Sul. O corredor internacional conectará Mato Grosso do Sul aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, reduzindo distâncias e ampliando a competitividade das exportações brasileiras para os mercados asiáticos.

O vice-chefe de Missão da Embaixada da Nova Zelândia, Jon Preston, destacou o potencial de Mato Grosso do Sul no cenário internacional do agronegócio e da sustentabilidade. “Mato Grosso do Sul demonstra grande capacidade de integrar produção, sustentabilidade e inovação. Existe muito interesse em conhecer as iniciativas desenvolvidas pelo Estado, especialmente nas áreas de produtividade agropecuária, gestão pecuária, rastreabilidade e tecnologia aplicada ao campo”, afirmou Preston.

Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou US$ 8,2 milhões para a Nova Zelândia, com destaque para produtos ligados às cadeias agroindustrial e florestal, como resíduos vegetais, forragens e celulose. Já as importações são concentradas em equipamentos técnicos e instrumentos especializados.

A reunião foi encerrada com a reafirmação do compromisso do Governo do Estado em manter o Estado conectado aos grandes debates internacionais ligados ao agronegócio, sustentabilidade e inovação. Para o vice-governador, o fortalecimento do diálogo institucional e da troca de experiências contribui para preparar o Estado para os desafios globais do setor produtivo.

“O mundo discute hoje segurança alimentar, sustentabilidade e produção responsável, e Mato Grosso do Sul tem mostrado que é possível avançar nesses três pilares ao mesmo tempo. Assim, vamos construir um ambiente de desenvolvimento equilibrado, aberto ao diálogo internacional e preparado para os desafios que o futuro do agronegócio exige”, concluiu o vice-governador Barbosinha.

Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria



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Quem são as vítimas de queda de avião de pequeno porte no interior de SP


O piloto Gabriel Maloni da Cruz e o passageiro Henrique Guariente estavam presentes no avião de pequeno porte que caiu, na manhã desta quarta-feira (10), nas proximidades do Aeroporto Frank Miloye Milenkovich, em Marília, no interior de São Paulo.

Os dois ficaram presos as ferragens da aeronave e morreram no local. Um terceiro passageiro, identificado como Pablo, foi socorrido ainda com vida.

O avião era de posse do empresário Carlos Eduardo Alves, dono da empresa Pozan Alimentos, onde Maloni prestava serviço há cerca de 2 anos.

Nas redes sociais, abalado, Carlos lamentou a perda de Gabriel e de Henrique. Ele também informou que não estava na aeronave no momento do acidente e que passa bem.

“Como muitos sabem, nossa aeronave acabou vindo a cair hoje em uma fatalidade com nosso piloto e pessoas que estavam juntas. Meus sentimentos à família. Gabriel amava o que fazia, toda hora disposto a cumprir o que servia, para mim é uma perda tamanha”, disse.

A empresa também publicou uma nota oficial onde informou que seguirá contribuindo com as autoridades competentes a respeito das investigações sobre o acidente.

Veja na íntegra:

Grupo Ponzan Alimentos comunica, com profundo pesar, o falecimento de Gabriel Maloni Mendes da Cruz, piloto que integrava a equipe da empresa e foi vítima de um acidente aéreo envolvendo uma aeronave pertencente ao Grupo, ocorrido nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026.

Neste momento de imensa tristeza, toda a família Grupo Ponzan se solidariza com os familiares, amigos e colegas de trabalho de Gabriel, expressando nossas mais sinceras condolências diante desta perda irreparável.

O acidente também resultou no falecimento de outra pessoa e deixou uma vítima hospitalizada. Manifestamos igualmente nosso respeito, solidariedade e apoio aos familiares e entes queridos de todos os envolvidos.

Até o momento, as causas do acidente não foram oficialmente confirmadas. As circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas pelos órgãos e autoridades competentes, e a empresa acompanha os desdobramentos com atenção, responsabilidade e total colaboração.

O Grupo Ponzan Alimentos está prestando todo o suporte necessário às famílias envolvidas e permanece à disposição para auxiliar integralmente as autoridades competentes durante o processo de investigação.

Neste momento de dor, pedimos respeito à memória das vítimas, aos seus familiares e a todos os envolvidos.

Entenda o caso

Segundo a Rede Voa, que administra o aeroporto, o avião voava com três passageiros e caiu na região de um clube após decolar do terminal. O Corpo de Bombeiros informou que duas pessoas morreram e a terceira foi socorrida.

A aeronave de prefixo PT-MDB havia decolado do aeroporto por volta das 11h. A queda ocorreu próximo ao campo de futebol do clube.

Na consulta da aeronave no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião consta como em “situação normal” para aeronavegabiidade.

A aeronave é privada e possui dois motores convencionais.

O Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados e estão no local. Ao todo, 7 viaturas atuam na ocorrência.

*Sob supervisão de AR.



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Operação apreende produtos falsificados em duas lojas de Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Uma operação conjunta da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e do Procon de Mato Grosso do Sul apreendeu, na terça-feira (9), mais de 160 volumes, entre caixas e sacos, de produtos com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande. Duas pessoas foram detidas, e os itens serão encaminhados à Receita Federal.

As equipes foram até os locais após o registro de denúncias por parte de representantes de marcas comerciais e de consumidores. Dentre os itens apreendidos estão carregadores e capas de celular, fones de ouvido, caixas de som, controles de videogame, pen drives, ferramentas elétricas, copos térmicos, mochilas e brinquedos de marcas registradas.

Também foram recolhidas 47 cartelas de adesivos que eram aplicados nos produtos, além de embalagens utilizadas para simular as características de itens originais. Em uma das lojas, houve a apreensão de 15 unidades de cigarros eletrônicos, que têm a venda proibida no Brasil.

Titular da Decon, o delegado Wilton Vilas Boas de Paula ressaltou que a ação conjunta visa combater os crimes contra as relações de consumo e a sonegação fiscal. “A maioria desses produtos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população”.

Peritos criminais documentaram a exposição das mercadorias à venda. Fiscais do Procon emitiram autos de infração por produtos expostos sem a devida precificação, ausência de exemplar do CDC (Código de Defesa do Consumidor) e comércio de produtos com indícios de contrafação, quando se utiliza marca comercial ou logotipo idêntico ou de difícil distinção em relação aos originais. O prazo para a apresentação de defesa, no processo administrativo, é de 20 dias.

Já na esfera criminal, duas pessoas foram detidas, e o caso segue em investigação.



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