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Bioparque Pantanal recebe ponto de entrega voluntária de resíduos e reforça educação ambiental em MS


A sustentabilidade ganhou um novo aliado em Mato Grosso do Sul. O Bioparque Pantanal passou a abrigar o primeiro Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos (PEV) implantado em uma instituição no Estado, iniciativa da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) que une educação ambiental, cidadania e conscientização sobre a destinação correta dos resíduos sólidos.

Instalado em um dos principais espaços de ciência, educação e preservação ambiental do país, o PEV amplia o alcance das ações desenvolvidas pela Agems para incentivar práticas sustentáveis e fortalecer a cultura da reciclagem entre crianças, jovens e toda a sociedade.

Mais do que um local para o descarte adequado de materiais recicláveis, o equipamento passa a atuar como ferramenta permanente de aprendizado e sensibilização ambiental, permitindo que os visitantes compreendam, na prática, a importância da responsabilidade compartilhada na preservação do meio ambiente.

Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos (PEV) é uma ferramenta de aprocimação da comunidade com as práticas de sustentabilidade.

A iniciativa integra o Programa de Educação Ambiental da AGEMS, que já certificou mais de 5 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino, levando conhecimento sobre sustentabilidade, saneamento, consumo consciente e preservação dos recursos naturais para escolas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

Para o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, a entrega representa mais um passo na construção de uma cultura ambiental voltada às futuras gerações.

“Os PEVs representam muito mais do que um local para descarte de resíduos. Eles são instrumentos de educação, conscientização e transformação social. Quando instalamos o primeiro PEV institucional do Estado justamente no Bioparque Pantanal, estamos conectando sustentabilidade, conhecimento e cidadania em um espaço que inspira milhares de pessoas todos os anos. Nosso objetivo é fazer com que cada criança que passe por aqui compreenda que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças para o meio ambiente e para o futuro da nossa sociedade”, destacou.

A escolha do Bioparque Pantanal para receber o primeiro PEV institucional do Estado reforça a sinergia entre duas instituições que compartilham o compromisso com a formação cidadã e a preservação ambiental. Reconhecido nacionalmente por seu trabalho em educação, pesquisa, inovação e conservação da biodiversidade, o Bioparque passa a contar com mais uma ferramenta voltada à conscientização dos visitantes.

A relevância dessa iniciativa e o compromisso da instituição com as melhores práticas corporativas e de preservação foram destacados pela diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri. “Essa entrega tem bastante significado, principalmente pelo fato de um dos nossos pelares ser a educação ambiental. A iniciativa também se alinha a um dos projetos que desenvolvemos sobre a gestão ESG, no qual buscamos sensibilizar todos os visitantes e funcionários”.

A ação também fortalece a parceria entre a AGEMS e a Secretaria de Estado de Educação, ampliando as oportunidades de aprendizado para estudantes da Rede Estadual de Ensino e consolidando a educação ambiental como instrumento de transformação social.

A estudante Fernanda Maisa, da Escola Estadual Maria de Lourdes Toledo Areias, localizada no Bairro Recanto dos Rouxinois, explica a importância dessas ações para a sua aprendizagem. “Muitas pessoas não sabem sobre a reciclagem e acabam jogando o lixo na rua ou em qualquer lugar, o que prejudica o meio ambiente. Eu achei muito importantes as palestras que eles realizaram e esta ação”.

Gabriel Issagawa, Comunicação Bioparque Pantanal
Foto: Bia Marques



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Juntos há 54 anos, casal vai retirar nova identidade no Dia dos Namorados em Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Atendimento agendado aos sábados em dois postos da Capital facilita acesso à CIN para quem não consegue procurar o serviço durante a semana

Sartunina Areco Balbuena, de 76 anos, e Lourenço Balbuena, de 77, saíram juntos de casa, no Jardim Zé Pereira, em Campo Grande, para solicitar a nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), documento conhecido pela população como novo RG. A retirada ficou marcada para uma data simbólica: 12 de junho, Dia dos Namorados.

Casados há 54 anos, os dois devem voltar ao posto de identificação também juntos. “Vou ter que vir com ele também. Dia dos Namorados, Deus quiser”, disse Sartunina. A comemoração, segundo ela, já tem destino: a casa da família, com amigos e salgadinhos.

A história do casal mostra, na prática, a função do atendimento aos sábados em dois postos de identificação da Capital: facilitar o acesso ao documento para pessoas que têm dificuldade de comparecer durante a semana. O serviço é realizado mediante agendamento prévio.

Durante a semana, Sartunina conta que a rotina doméstica ocupa boa parte do dia. Por isso, o sábado se tornou a melhor opção para resolver o documento e ainda aproveitar a saída para visitar familiares e amigos. “Eu sou dona de casa, gosto de fazer meu serviço. Até meio-dia tenho muita coisa para fazer. No sábado, eu saio mais, resolvo outras coisas”, contou.

Lourenço também aproveitou a ida ao posto para atualizar um documento antigo. A primeira identidade dele foi emitida em 1969, ainda na época do antigo Estado de Mato Grosso. Mais de cinco décadas depois, ele solicitou a nova versão do documento.

Em Campo Grande, o atendimento aos sábados ocorre no posto do Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, 1380, Centro, das 8h às 14h, com 132 vagas disponíveis; e no posto do Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2300, Jockey Club, das 10h às 17h, com 110 vagas. Nos dois locais, o atendimento é realizado mediante agendamento prévio.

A CIN substitui gradualmente o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação em todo o país. O modelo também traz recursos de segurança, como QR Code para validação e código de leitura mecânica, semelhante ao utilizado em passaportes. O RG antigo continua válido até 2032, mas a emissão do novo documento já está disponível em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o II (Instituto de Identificação) da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, Campo Grande oferece cerca de mil vagas diárias para emissão da CIN na rotina dos postos de identificação da Capital. A possibilidade de atendimento aos sábados busca facilitar o acesso de trabalhadores, idosos, famílias e pessoas que não conseguem procurar o serviço em horário comercial durante a semana.

O diretor do II, Daniel Ferreira Freitas, reforça que a população não precisa esperar mutirões para solicitar o documento. A emissão da CIN ocorre na rotina dos postos de identificação, por agendamento, com atendimento aos sábados nas unidades do Pátio Central e do Shopping Norte Sul Plaza.

No interior, a emissão da CIN é realizada nos postos de identificação durante os dias úteis. Ações itinerantes também são realizadas para públicos com maior dificuldade de acesso.

Para solicitar a CIN, a população deve fazer o agendamento pelo Portal de Serviços da Sejusp, no endereço https://servicos.sejusp.ms.gov.br/. No portal, também é possível consultar as unidades disponíveis e os horários de atendimento.

Para Sartunina e Lourenço, a retirada da nova identidade ficou marcada para uma data simbólica. Depois de 54 anos de casamento, os dois vão sair novamente juntos para buscar a CIN. “Vamos comemorar o Dia dos Namorados. Dia do RG novo”, resumiu Sartunina.

Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS



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Perifeirarte chega a Fátima do Sul com formação para lideranças comunitárias – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Fátima do Sul recebe, nos dias 18 e 19 de junho, mais uma edição do Programa Perifeirarte, iniciativa da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, em parceria com a Prefeitura Municipal e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Com foco no fortalecimento das comunidades periféricas, o programa promove formações técnicas voltadas às lideranças comunitárias, representantes do terceiro setor e população em geral. Entre os temas abordados estão regularização de entidades, obtenção de CNPJ, uso de ferramentas digitais e orientações sobre documentação institucional.

Desde o lançamento, em maio de 2023, o Perifeirarte já capacitou mais de 1,7 mil lideranças comunitárias em 27 edições realizadas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Para a subsecretária de Políticas Públicas para Assuntos Comunitários, Tânia dos Santos, o programa tem como base a construção conjunta com as comunidades.

Formação é feita toda baseada nas principais necessidades das lideranças comunitárias, como regularização de associações. (Foto: Arquivo/SEC)

“O Perifeirarte é uma ação pensada para fortalecer quem já está na linha de frente das comunidades, levando orientação, informação e apoio para que essas lideranças possam se organizar e acessar políticas públicas. Quando a gente chega nesses territórios, a gente também escuta, entende as realidades e constrói junto”, afirma.

A subsecretária também reforça o papel social da iniciativa. “Temos a certeza de que as ações realizadas pelo Perifeirarte concretizam seu propósito ao levar políticas públicas, oportunidades e inclusão social às periferias. Seguiremos trabalhando com respeito, seriedade e compromisso com o serviço público, sempre buscando fortalecer iniciativas que transformam vidas e aproximam o poder público da população”, completa.

Programação

18 de junho (quinta-feira)
Local: Associação Comercial e Industrial de Fátima do Sul (ACIFAS) – Rua Presidente Dutra, 1949 – Centro

18h – Abertura

18h30 – Assinatura de adesão ao Programa Protege

19h – Palestra “Protege – Por Elas, Proteção de Todos os Lados – Eixo Liderança Também Protege”, com Manuela Nicodemos Bailosa, subsecretária de Estado de Políticas Públicas para as Mulheres

19h40 – “Noções básicas para formação e regularização da documentação e CNPJ das entidades comunitárias”, com Edimara Pereira Ramirez, contadora da Start Contabilidade

20h20 – “Agricultura Urbana e Periurbana”, com Eder Milton Vasques, coordenador de Cooperativismo, Crédito e Acesso a Mercados da SEAF/Semadesc

19 de junho (sexta-feira)
Local: Feira Central – Distrito de Culturama, Fátima do Sul

19h – Atividades culturais do Programa Perifeirarte

Inscrições

As inscrições para o Curso de Formação Continuada de Lideranças Comunitárias são gratuitas e podem ser realizadas por lideranças comunitárias, representantes de associações, entidades do terceiro setor e demais interessados em fortalecer a atuação comunitária em seus territórios. 

Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://www.responde.ms.gov.br/pesquisa/669 

 

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania



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Qualificação profissional abre novos caminhos para mulheres privadas de liberdade em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Em uma sala de aula dentro de uma unidade prisional, o som não é de portas se fechando, mas de vozes que aprendem, trocam experiências e, sobretudo, projetam o futuro. Em Mato Grosso do Sul, iniciativas de qualificação profissional têm transformado o cotidiano de mulheres privadas de liberdade, revelando que, mesmo em ambientes de restrição, ainda há espaço para reconstrução.

Mais do que ensinar uma profissão, a proposta é oferecer instrumentos concretos para a reinserção social. Dessa forma, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) tem investido de forma estratégica em cursos profissionalizantes como ferramenta de transformação e redução da reincidência criminal.

Por meio do Programa Pronatec Mulheres Mil, reeducandas da capital e do interior estão sendo capacitadas no curso de copeira, uma formação que vai além da técnica e alcança dimensões sociais, emocionais e econômicas.

Com carga horária de 160 horas/aula, divididas em dois módulos, o curso contempla desde conteúdos básicos, como português, matemática e informática, até disciplinas específicas, como preparo de bebidas e lanches, higiene e manipulação de alimentos, atendimento ao cliente, empreendedorismo e direitos trabalhistas.

A formação acontece em Campo Grande, como no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, e a unidade feminina de regime semiaberto e aberto; além de unidades do interior, como em São Gabriel do Oeste. São 35 dias letivos apenas no módulo técnico, com aulas que integram teoria e prática, preparando as participantes para diferentes oportunidades no mercado de trabalho. Em Rio Brilhante, as internas estão participando de um curso na área de vendas.

Política pública com impacto social

A política adotada pela agência penitenciária busca transformar o sistema prisional em um espaço que não apenas custodia, mas prepara. A lógica é simples, embora desafiadora: quem um dia retorna ao convívio social precisa voltar diferente, com mais conhecimento, mais perspectiva e mais condições de escolher outro caminho.

É o que destaca o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, que defende a qualificação profissional como mecanismo importante para essa mudança concreta. “Nosso compromisso é garantir que essas pessoas tenham acesso real a oportunidades quando deixarem o sistema. A educação e a qualificação profissional são ferramentas essenciais para quebrar ciclos e permitir que novas histórias sejam construídas com dignidade, autonomia e responsabilidade”, afirma.

Já a diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado Alves, pontua que do lado de fora dos muros, a sociedade nem sempre vê essas mudanças, mas elas acontecem, silenciosamente, todos os dias, em cada aula assistida, em cada habilidade desenvolvida, em cada plano que começa a ser desenhado. “E, quando essas portas se abrirem, não serão apenas pessoas deixando o sistema prisional. Serão histórias que carregam, agora, a possibilidade real de um novo começo”, defende.

Além do curso de copeira e na área de vendas, outras capacitações já estão em andamento. Para 2026, já são mais de 2 mil vagas garantidas em cursos presenciais, previstas para homens e mulheres privados de liberdade, em diferentes parcerias, abrangendo áreas como construção civil, marcenaria, informática, corte e costura, serviços administrativos e área da beleza.

Conforme a Divisão de Assistência Educacional, os dados apresentados não incluem capacitações de curta duração, palestras e cursos na modalidade à distância, como os que serão ofertados em parceria com o projeto “Ajufe por um Mundo Melhor”, da Associação dos Juízes Federais do Brasil, que disponibiliza formações em áreas como educação, saúde, informática, línguas, administração, empreendedorismo e governança doméstica.

Aprendizado que transforma comportamentos

Segundo a coordenadora do curso de copeira, nutricionista Mariana Biava de Menezes, a qualificação amplia possibilidades e fortalece a autonomia. “O conhecimento ninguém tira. E este curso também trabalha aspectos importantes de convivência e atendimento ao público”, afirma.

Em sala de aula, o aprendizado técnico caminha junto com o desenvolvimento pessoal. A professora Aline Tostes Palma Barbosa destaca que as disciplinas abordam não apenas o fazer profissional, mas também postura, relacionamento interpessoal e convivência social. “Há um envolvimento muito grande. É perceptível a mudança no comportamento, no respeito e na forma como elas passam a se enxergar”, observa.

Essa transformação também é acompanhada pela supervisão local. Para Danieli Verruck Guedes, a qualificação resgata algo essencial: a confiança. “Elas passam a acreditar novamente que são capazes. Já vimos casos de mulheres que, após cursos como esse, conseguiram emprego e reconstruíram suas trajetórias”, relata.

 Histórias sendo reescritas

Entre as alunas, as histórias se cruzam, mas compartilham um ponto em comum: o desejo de recomeçar. C. P., de 49 anos, já trabalhava com produção de salgados antes da prisão e vê na capacitação uma forma de aprimorar o que já conhece. “Esse curso vai contribuir muito para minha vida e me dar mais esperança para recomeçar”, diz a reeducanda do EPFIIZ. A expectativa é retomar o negócio próprio ao deixar o sistema prisional.

Para M. G. M., de 39 anos, a qualificação chega em um momento de reflexão. Com experiência na área de alimentação e construção civil, acredita que o curso amplia suas possibilidades. “Está me ajudando muito e abrindo novas portas”, afirma, ao falar sobre o desejo de reconstruir a vida longe dos erros do passado.

No regime semiaberto, em Campo Grande, o curso também representa a primeira oportunidade de formação para muitas internas. “Eu nunca trabalhei antes. Esse curso é uma chance de aprender uma profissão e mostrar para minha família que quero mudar”, relata M. J. de S. S., 39 anos. Sua companheira de unidade prisional, a custodiada T.A.J., 46 anos, também já projeta novos passos. “Quero continuar estudando, fazer outros cursos. Isso aqui é só o começo”, afirma.

No interior, em São Gabriel do Oeste, a interna A.D. G., 42 anos, destaca o impacto do curso no desenvolvimento pessoal. “Hoje tenho mais autoconfiança. Estou aprendendo não só uma profissão, mas também sobre convivência, comunicação e empreendedorismo”, relata. Após experiências anteriores sem sucesso no ramo de alimentação, ela acredita que, agora, com preparo, pode trilhar um caminho diferente.

Já em Rio Brilhante, onde o curso ofertado é voltado para a área de vendas, a interna I.C.P.V., 26 anos, vê na oportunidade uma virada de chave. “Eu nunca tinha tido a chance de aprender sobre vendas de verdade, de entender como lidar com cliente, como organizar um negócio. Aqui eu estou começando a acreditar que posso trabalhar, ter minha renda e seguir outro caminho. É uma oportunidade que faz a gente pensar diferente sobre o futuro”, relata.

O Programa Mulheres Mil é uma iniciativa do Governo Federal, e em Mato Grosso do Sul é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. Tem como princípio o acesso à educação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade, respeitando suas trajetórias e diferenças. Dentro do sistema prisional, essa proposta ganha ainda mais relevância, ao alcançar um público historicamente marcado pela exclusão de oportunidades.

Comunicação Agepen



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MG: Homem que comprou ponte ‘desaparecida’ afirma que transação foi regular


A ponte que havia desaparecido no município de Prados, no Vale das Vertentes, em Minas Gerais, na última sexta-feira (5), foi comprada por um empresário do projeto de recuperação de flora e fauna Ibiti Projeto, localizado na zona rural de Lima Duarte, a cerca de 120 km de onde a ponte estava originalmente.

Após a repercussão do desaparecimento da estrutura metálica, o Projeto se manifestou por meio de nota, afirmando que a ponte foi adquirida de forma regular, inclusive com nota fiscal.

“O Ibiti Projeto esclarece que a ponte metálica recentemente transportada foi adquirida de forma regular junto a comerciante do ramo de antiguidades, mediante emissão de nota fiscal e demais documentos pertinentes. Toda a operação de transporte ocorreu com as autorizações exigidas pelos órgãos competentes, observadas as exigências legais aplicáveis”, diz trecho da nota.

Além disso, a nota acrescenta que os envolvidos na compra da ponte foram surpreendidos com a informação de que ela teria sido fruto de um possível furto.

“Ao tomar conhecimento dos questionamentos relacionados à origem da estrutura, o Ibiti Projeto foi igualmente surpreendido pelos fatos e imediatamente procurou as autoridades competentes, apresentando toda a documentação disponível, indicando a localização do bem e colaborando integralmente com as apurações.”

Ponte furtada de cidade em MG foi vendida por R$ 700 mil para fazendeiro

Desaparecimento

A estrutura metálica datada do século XIX é de ferro maciço e foi trazida da Inglaterra para o Brasil em 1850. A ponte tem 20 metros de extensão por 5 de largura e foi retirada de dentro de uma propriedade privada em Prados, no Vale das Vertentes, na última sexta-feira (05).

Foram utilizados uma carreta, um caminhão muck e uma escavadeira para fazer a remoção e transporte da estrutura até o município de Lima Duarte.

Ela foi vendida pelo dono da propriedade privada para um empresário do ramo de antiguidades que a vendeu para o fazendeiro por cerca de R$ 700 mil. No entanto, segundo a Prefeitura de Prados, apesar da ponte estar dentro da propriedade, ela pertence à União e não poderia ser comercializada.

“A estrutura, pertencente ao antigo trecho da Ferrovia Oeste de Minas e atualmente sem utilização ferroviária, possuía valor histórico para o município e era frequentemente utilizada por ciclistas que percorrem o antigo leito da ferrovia.”

Ainda segundo a administração municipal, o desaparecimento da ponte foi percebido após ciclistas que percorriam o local notarem a falta da estrutura e questionarem a prefeitura.

Ponte metálica de 20 metros é roubada de cidade no interior de Minas Gerais

“Assim que a situação foi constatada, representantes da Administração Municipal estiveram no local para averiguar os fatos e acompanhar os procedimentos necessários. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso encaminhado às autoridades competentes para investigação.”

Após o registro de furto realizado pelo prefeitura, a Polícia Civil de Minas Gerais deu início às investigações e localizou a estrutura na última quarta-feira (10).

A perícia oficial foi acionada e os trabalhos investigativos prosseguem com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos.



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“Não confie no MP”: cartas revelam orientações de ex-auditor preso em SP


Cartas manuscritas apreendidas pelo Ministério Público na casa do ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto revelam tentativas de alinhar versões entre investigados do esquema bilionário de corrupção e lavagem de dinheiro investigado pela Operação Ícaro.

A CNN Brasil teve acesso aos documentos encontrados durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão realizados na quarta-feira (10), em São Paulo.

Em uma das cartas, Artur pede que um dos investigados assine uma procuração para o advogado responsável pela defesa do grupo.

“Confia em mim, pode assinar a procuração para (advogado de Arthur) assinar por favor. Isso é muito importante para vencermos tudo. Você me conhece muito bem para saber que sou eu falando”, diz o manuscrito.

Outra carta, intitulada “obrigações a fazer”, traz anotações relacionadas a pagamentos e movimentações financeiras. Entre os itens listados aparecem frases como “fazer conexão de trabalho”, “receber honorários da Fast Shop” e “negociar dívidas”.

Os investigadores também encontraram documentos com cálculos numéricos e anotações ligadas ao pagamento de mesadas para investigados e familiares.

Em outro trecho, direcionado a uma pessoa identificada como Rafael, Artur orienta o investigado a não colaborar com o Ministério Público.

“Rafael, não faça acordo com o MP, não faça delação, não confie no MP. Fica tranquilo que nós vamos resolver tudo”, escreveu. Ao final da mensagem, ele assina como “The King”.

Prejuízo supera R$ 8,5 bilhões

Documentos obtidos pela CNN Brasil também detalham os impactos financeiros já identificados pelas investigações, que somam R$ 8,53 bilhões em prejuízos.

Segundo os levantamentos, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo já contabiliza R$ 5,75 bilhões em danos relacionados ao esquema. Desse total, R$ 1,93 bilhão estão ligados a créditos de ressarcimento e R$ 3,82 bilhões a outros créditos investigados.

Entre as empresas citadas nas apurações aparecem Fast Shop, com cerca de R$ 2 bilhões envolvidos, e Ultrafarma, com aproximadamente R$ 1 bilhão.

As investigações também apontam um prejuízo estimado em R$ 1,74 bilhão à Receita Federal do Brasil.

Além disso, a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo aplicou à Fast Shop uma multa de R$ 1,04 bilhão com base na Lei Anticorrupção, apontada no documento como a maior já aplicada no Brasil dentro da legislação.

Novos mandados e investigações

Artur havia sido solto no último dia 2 de junho, quando o alvará de soltura foi cumprido. No entanto, antes mesmo da liberação, o Gedec (Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos) do Ministério Público já havia protocolado dois novos pedidos de prisão preventiva, concedidos pela Justiça no dia 3 de junho

Ainda segundo apuração da CNN Brasil, Artur é réu em sete ações penais e deve responder por outras três denúncias que devem ser apresentadas pelo Ministério Público. Ele é investigado por mais de 130 crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

“Artur tinha um catálogo de serviços de corrupção”, disse à reportagem uma fonte ligada à investigação.

O ex-auditor foi preso na própria casa, na manhã dessa quarta-feira (10), em Ribeirão Pires. Ele estava na residência acompanhando de um garoto de programa, com quem mantinha um relacionamento.

O garoto de programa também tinha funções no esquema criminoso. Segundo as investigações, Artur usava ele para lavar dinheiro, presenteando com carros e mesada. Sem celular, o ex-auditor usava o celular do garoto de programa para se comunicar com outros investigados.

Eles são criminosos profissionais. Usavam serviço de email com servidor na Suiça para se comunicar com mensagens criptografadas e muito difícil de serem identificadas”, afirma uma fonte ligada ao caso”.

Artur é apontado pelo Ministério Público como articulador central de uma organização criminosa “complexa e de alta potencialidade lesiva”, voltada à fraudulenta aprovação de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo), no contexto da “Operação Ícaro”, deflagrada em 2025.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Artur Gomes da Silva Neto e aguarda retorno.



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Transporte sanitário une Estado e municípios em busca de soluções para agilizar altas hospitalares


Debate promovido durante o Congresso dos Municípios reúne gestores da SES e secretários municipais para aperfeiçoar fluxos de transporte de pacientes e fortalecer a regionalização da saúde

A busca por soluções para tornar mais ágil o transporte de pacientes após a alta hospitalar reuniu gestores da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e secretários municipais de saúde durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande.

O encontro integrou a programação do evento promovido pela ASSOMASSUL (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e abriu espaço para o debate de desafios enfrentados pelos municípios, além da construção conjunta de estratégias para qualificar a assistência prestada à população.

A discussão teve como foco principal a comunicação entre hospitais e municípios, especialmente nos casos de pacientes que recebem alta hospitalar e dependem do transporte sanitário para retornar às suas cidades de origem. A proposta é aperfeiçoar fluxos, reduzir o tempo de permanência desnecessária nos hospitais e garantir mais eficiência na utilização dos leitos.

Diálogo para construir soluções

Durante a reunião, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que o tema exige cooperação entre todos os envolvidos e que a prioridade é encontrar soluções práticas para os desafios identificados.

“Mais do que discutir responsabilidades, precisamos construir alternativas viáveis. O que nos preocupa é a permanência de pacientes nos hospitais após a alta, ocupando leitos que poderiam atender outras pessoas que aguardam assistência”, afirmou.

Segundo ele, a SES trabalha junto aos municípios para fortalecer os canais de comunicação e aperfeiçoar os processos relacionados ao transporte sanitário.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou que o encontro reforça o compromisso da SES com a gestão compartilhada da saúde pública.

“Os melhores resultados surgem quando Estado e municípios sentam à mesma mesa para discutir os desafios e construir soluções em conjunto. Esses espaços de diálogo são fundamentais para fortalecer a rede de saúde e garantir um atendimento cada vez mais eficiente para a população”, destacou.

Municípios apresentam desafios da rotina

Representando os gestores municipais, a secretária de Saúde de Bonito, Ana Carolina Colla, destacou que uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios está relacionada ao planejamento das altas hospitalares.

“Muitas vezes a informação chega poucas horas antes da necessidade de transporte. Como os municípios organizam rotas, consultas e outros deslocamentos, o planejamento é fundamental para que o atendimento aconteça de forma adequada”, explicou.

O secretário de Saúde de Guia Lopes da Laguna, Ademir Almeida, também defendeu a melhoria dos fluxos de comunicação entre hospitais e municípios.

“A informação precisa chegar primeiro às secretarias municipais para que possamos organizar o transporte. Quando existe um fluxo bem definido, todos ganham: o paciente, o hospital e os municípios”, afirmou.

Além das discussões sobre comunicação e logística, os gestores também defenderam a análise dos indicadores apresentados e a busca por alternativas regionalizadas para otimizar o transporte sanitário entre municípios vizinhos.

Pactuações fortalecem a rede de saúde

O encontro dos secretários municipais também contou com reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), espaço responsável pela pactuação das políticas públicas de saúde entre Estado e municípios.

Vice-presidente do COSEMS-MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) e secretário municipal de Saúde de Itaporã, Vinício Andrade destacou a importância do fórum para a definição de estratégias que impactam diretamente o atendimento à população.

“É nesse espaço que definimos fluxos assistenciais, referências regionais e políticas públicas que chegam aos pacientes de todo o Mato Grosso do Sul”, explicou.
Entre os temas debatidos estiveram componentes do programa Mais Especialistas, do Ministério da Saúde, incluindo a ampliação da oferta de procedimentos especializados em diferentes regiões do Estado.

Municipalismo e saúde pública

Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul reúne prefeitos, gestores e técnicos para debater soluções voltadas à gestão pública, inovação e desenvolvimento dos municípios.

Para o presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, a integração entre diferentes esferas de governo é essencial para aprimorar os serviços públicos.

“Nosso foco são as pessoas. Precisamos criar ambientes de diálogo e troca de experiências para construir políticas públicas mais eficientes e fortalecer a gestão dos municípios”, ressaltou.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes – Folha de Dourados – Notícias de Dourados-MS e região

Da Redação –

A direção do Instituto de Direito Eleitoral e Administrativo (IDEA) confirmou as presenças de 14 palestrantes do I Congresso Eleições 2026 “Panorama Profissional de Assuntos Relevantes às Eleições” – Eleição e Democracia: Desafio Permanente.

O evento, com 10 horas de carga horária, será realizado na Câmara Municipal de Dourados, em 02 de julho de 2026.

Estão confirmadas as seguintes presenças:

Dr. José Carlos Barbosa (Barbosinha) – Vice-Governador MS
Dr. Luiz Tadeu Barbosa Silva – Desembargador TJMS e TREMS
Dr. Márcio Arruda – Procurador-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul
Dr. Luiz Renê – Secretário-Geral OAB/MS
Dra. Rachel Magrini Sanches – Presidente da Associação dos Advogados de MS
Dr. Márcio Ávila – Juiz Eleitoral – TRE/MS
Dr. Fernando Bonfim Duque Estrada – Juiz Eleitoral – TRE/MS
Dr. Raphael Costa – Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE – 2025
Dr. Thiago Melim Braga – Prof. Dr. UEMS e INSTED
Dr. Celso Reic – Advogado
Dr. Pedro Rozales – Advogado
Dr. Paulo de Freitas – Promotor de Justiça – MPMS
Dr. Moisés Casarotto – Promotor de Justiça – MPMS
Ronaldo Chaves – Acadêmico UNIGRAN

O evento, com 10 horas de carga horária, será realizado na Câmara Municipal de Dourados, em 02 de julho de 2026

Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes
Fernando Bonfim Duque Estrada – Juiz Eleitoral – TRE/MS; Raphael Costa – Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE – 2025; Thiago Melim Braga – Prof. Dr. UEMS e INSTED e Celso Reic – Advogado – Montagem: Rakely Santos/Folha de Dourados
Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes
Pedro Rozales – Advogado, Paulo de Freitas – Promotor de Justiça – MPMS, Moisés Casarotto – Promotor de Justiça – MPMS e Ronaldo Chaves – Acadêmico Unigran – Montagem: Rakely Santos/Folha de Dourados

O objetivo do IDEA em promover o I Congresso Eleições 2026, com um perfil profissional, não meramente acadêmico, é debater temas que impactam todo o processo eleitoral, desde a pré-campanha, propaganda eleitoral (campanha eleitoral), diplomação e posse e o mais importante a manutenção no mandato eletivo, de maneira direta, objetiva e acessível aos protagonistas das Eleições 2026, como: dirigentes partidários, pré-candidatos, futuros candidatos e candidatas, assessores, filiados e militantes, isto é, todos aqueles que tenham interesse de conhecer, mais de perto, como o processo eleitoral acontece.

Na programação estão previstas mesas de palestras abordando “O Direito Eleitoral e seus desafios contemporâneos diante dos Direitos Fundamentais, Inovações Tecnológica, Democracia e Constituição”, “Inteligência Artificial e Eleições 2026: partidos políticos, candidatos e eleitores” e “Os Desafios do Direito Eleitoral na Consolidação das Políticas Públicas de Inclusão”, além de Conferências.

PÚBLICO ALVO: partidos políticos, dirigentes partidários, assessores, advogados e advogadas, magistrados e magistradas, promotores e promotoras, professores e professoras, gestores públicos, lideranças políticas e comunitárias, autoridades, estudantes e cidadãos em geral.

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Governo de MS avança em políticas públicas de proteção animal e consolida maior programa da história do Estado


Com mais de 23 mil castrações realizadas e ações integradas nos municípios, Estado fortalece rede de proteção, bem-estar animal e conscientização social

Governo de MS avança em políticas públicas de proteção animal e consolida maior programa da história do Estado

Mato Grosso do Sul vem consolidando uma das mais amplas políticas públicas de proteção e bem-estar animal do país. Por meio da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA), vinculada à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC), o Governo do Estado ampliou programas, modernizou ferramentas de gestão e fortaleceu ações permanentes voltadas ao controle populacional ético, conscientização social e enfrentamento aos maus-tratos.

Os resultados alcançados pelos programas estaduais de proteção animal demonstram o avanço de uma política pública estruturada, que vem ampliando atendimentos, fortalecendo a conscientização social e consolidando uma rede de proteção em todo o Mato Grosso do Sul. As ações desenvolvidas pela SUPROVA também apontam para novas etapas de expansão dos programas e ampliação da cobertura nos municípios sul-mato-grossenses.

Atualmente, a Caravana da Castração, principal eixo do programa MS Vida Animal, já contabiliza 62.738 tutores cadastrados no Sistema SIGPET para participação nas ações realizadas em todo o Estado. Até o momento, foram executados 23.145 procedimentos de castração, todos acompanhados por microchipagem, medicação e atendimento pós-operatório especializado, fortalecendo uma política pública baseada em responsabilidade sanitária, saúde pública e proteção animal.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destaca que a proteção animal deixou de ser uma pauta isolada para se consolidar como uma política pública integrada ao desenvolvimento social do Estado.

“Mato Grosso do Sul vem consolidando uma política pública cada vez mais inclusiva e humanizada. A proteção animal hoje também envolve saúde pública, conscientização social e qualidade de vida. Cuidar dos animais é fortalecer a responsabilidade coletiva e construir cidades mais equilibradas, humanas e preparadas para o futuro. Esses resultados mostram que o Estado avança com planejamento, tecnologia e compromisso social”, afirmou.

Um dos diferenciais da política estadual é o uso da tecnologia na gestão integrada das ações. Todo o gerenciamento da Caravana da Castração é realizado por meio do SIGPET, plataforma digital desenvolvida para organizar desde o cadastro de tutores e animais até o agendamento das cirurgias, acompanhamento pós-operatório e monitoramento dos atendimentos realizados nos municípios. A ferramenta amplia a eficiência, a transparência e o controle das ações públicas voltadas à proteção animal.

Além dos procedimentos cirúrgicos, o Governo do Estado implantou um Calendário Estadual de Conscientização em 72 municípios sul-mato-grossenses. Como contrapartida das cidades atendidas pela Caravana da Castração, os municípios passam a promover campanhas educativas voltadas à guarda responsável, combate aos maus-tratos, prevenção de zoonoses e conscientização sobre saúde única, fortalecendo uma cultura permanente de respeito à vida animal.

Entre os avanços da política estadual está a ampliação da Delegacia Virtual de Proteção Animal. Entre 2025 e 2026, a plataforma recebeu 18.809 denúncias de maus-tratos, alcançando média de 1.482 registros mensais. Os números demonstram o fortalecimento dos canais de denúncia e o aumento da conscientização da população sobre a importância do enfrentamento à violência contra os animais.

Na área educacional, o CinePet também passou a ocupar papel estratégico dentro da política estadual. O projeto já alcançou 19.355 crianças e jovens em escolas, festivais, comunidades e projetos sociais, utilizando o cinema interativo como ferramenta de conscientização sobre cidadania, guarda responsável, prevenção de doenças e convivência harmoniosa entre seres humanos, animais e meio ambiente.

O superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA), Carlos Eduardo Leite Rodrigues dos Santos, ressaltou que Mato Grosso do Sul vive um momento histórico na estruturação de políticas públicas voltadas à causa animal.

“Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul estruturou uma política pública permanente de proteção animal com integração entre municípios, investimento público, tecnologia e ações contínuas de conscientização social. Estamos construindo um modelo que vai além da castração. É uma política que envolve educação, saúde pública, cidadania e responsabilidade coletiva. Os resultados demonstram que o Estado avançou na construção de uma rede efetiva de proteção e cuidado”, destacou.

A expectativa da SUPROVA é que até julho de 2026 a Caravana da Castração alcance os 79 municípios sul-mato-grossenses, totalizando 25 mil castrações realizadas em menos de um ano de execução do programa, consolidando uma das maiores iniciativas públicas de proteção animal em andamento no Brasil.

Os avanços reforçam o eixo inclusivo adotado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, baseado na construção de políticas públicas humanizadas, integradas e voltadas à promoção da dignidade em todas as suas dimensões. Ao unir tecnologia, conscientização social e atendimento direto à população, o Estado fortalece uma política moderna de proteção animal e amplia sua atuação como referência nacional na área.

Com informações da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA)

Texto: Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-Governadoria

Fotos: Ricardo Gomes, Comunicação Setesc.



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Para construir escolas antirracistas, Governo de MS inicia formação de diretores e coordenadores da rede estadual


A construção de uma educação comprometida com a igualdade racial passa pelas equipes que conduzem o dia a dia das escolas. Com esse foco, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, e a SED (Secretaria de Estado de Educação) iniciaram terça-feira (10) a formação “MS Sem Racismo: Construindo Escolas Antirracistas”, voltada a diretores, coordenadores e equipes técnicas da rede estadual de ensino.

Realizada no auditório da SEC, em Campo Grande, a capacitação integra as ações do Programa MS Sem Racismo e reúne profissionais responsáveis pela gestão escolar para discutir a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Secretário de Estado da Cidadania, José Sarmento, pontua papel da escola na transformação das pessoas. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destacou que a educação ocupa papel central no enfrentamento ao racismo por permitir a reflexão sobre comportamentos e estruturas reproduzidos historicamente na sociedade. “Ninguém nasce racista. Em algum momento da vida as pessoas aprendem determinadas formas de enxergar o outro. É justamente aí que a educação se torna fundamental. Ela ajuda a compreender que muitas dessas atitudes fazem parte de construções históricas e sociais que precisam ser questionadas”, afirmou.

Professor universitário há quase três décadas, Sarmento ressaltou que a escola tem potencial para promover mudanças duradouras. “Sem educação não alcançamos as transformações que desejamos para a sociedade. Quando discutimos igualdade racial dentro da escola, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e para a construção de ambientes mais respeitosos e inclusivos”, disse.

A capacitação foi pensada especialmente para gestores e coordenadores por serem profissionais que atuam diretamente na organização das práticas pedagógicas e na condução das relações dentro das unidades escolares.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Igualdade Racial, Deividson Silva, formação auxilia profissionais a trabalharem a Lei 10.639 na prática. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, o fortalecimento da educação antirracista depende do envolvimento das lideranças escolares. “Diretores e coordenadores são aqueles que conduzem o espaço escolar. Se não houver compreensão sobre a importância da Lei 10.639 e sobre a necessidade de uma educação antirracista, fica muito mais difícil desenvolver esse trabalho dentro das escolas”, explicou.

Durante a formação, os participantes discutem conceitos de letramento racial, racismo estrutural e institucional, além de estratégias para integrar as ações de promoção da igualdade racial aos projetos político-pedagógicos das escolas.

Deividson destacou que um dos desafios enfrentados pelas equipes escolares é justamente transformar a legislação em prática cotidiana. “A lei existe há mais de duas décadas, mas muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre como trabalhar a temática dentro da escola. A proposta da formação é oferecer referências, metodologias e segurança para que esse trabalho aconteça de forma efetiva”, afirmou.

A programação também inclui a apresentação de experiências desenvolvidas por escolas da rede estadual que já incorporaram práticas pedagógicas voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira.

Coordenadora de Modalidades Específicas, Tânia Nugoli destaca que iniciativa fortalece trabalhos que já vem sendo desempenhados na Rede Estadual. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Para a coordenadora de Modalidades Específicas da Superintendência de Projetos e Programas Especiais da SED, Tânia Nugoli, a iniciativa contribui para fortalecer ações que já acontecem nas escolas e ampliar a rede de apoio aos profissionais da educação.

“As escolas desenvolvem muitos trabalhos importantes relacionados à educação das relações étnico-raciais. O que buscamos é construir uma identidade cada vez mais presente dentro da rede estadual e fazer com que as escolas reconheçam tanto a Educação quanto a Cidadania como parceiras nesse processo”, afirmou.

A formação integra uma das metas do Programa MS Sem Racismo, instituído pelo Governo do Estado para prevenir, enfrentar e erradicar o racismo estrutural, institucional e religioso. Entre as ações previstas estão a formação continuada de profissionais, a produção de materiais educativos e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.

Ao capacitar gestores escolares, o Estado busca ampliar a implementação da Lei nº 10.639/2003 e consolidar práticas pedagógicas que valorizem a diversidade, fortaleçam a identidade de estudantes negros e contribuam para a construção de ambientes escolares pautados pelo respeito e pela equidade. Organizada em duas turmas, a formação deve alcançar posteriormente profissionais da educação em municípios do interior do Estado.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania



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