Categorias
economia

Alemanha enfrenta recuperação econômica lenta devido a peso dos preços da energia


BERLIM, 12 ⁠Jun (Reuters) – ⁠A recuperação econômica da ‌Alemanha deverá avançar, na melhor ‌das hipóteses, aos poucos, dependendo do conflito no Oriente Médio ⁠e ‌dos preços ⁠da energia e das commodities, afirmou o Ministério da Economia ​nesta sexta-feira.

O ministério acrescentou em ​seu relatório mensal que o ritmo da economia provavelmente ‌desacelerou significativamente ​no segundo trimestre, com a produção industrial ⁠devendo ​apresentar ​apenas um crescimento modesto ⁠nos próximos ​meses e sem previsão de ​recuperação na demanda por mão ​de ⁠obra, mesmo durante o ⁠verão, devido aos preços mais altos da energia.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Exportações de algodão baiano crescem 1.350% em três safras

Em apenas três safras, o fluxo de escoamento do algodão produzido no Oeste da Bahia atingiu um volume 14,5 vezes. As exportações da pluma pelo Tecon Salvador, terminal de contêineres do Porto de Salvador, saltaram de modestos 545 contêineres na safra 2022/23 para impressionantes 7.914 contêineres na safra 2025/2026 — um crescimento exponencial de mais de 1.350%. Bangladesh (com 2.315 contêineres) e China (com 1.240) lideram a corrida pelo produto baiano, que abastece os parques têxteis mais exigentes do planeta.

Os números ganham sustentação no campo. Na safra 2025/2026, o estado cultivou 417,9 mil hectares da cultura, consolidando-se isoladamente como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso. O avanço ajuda o país a pavimentar sua posição de liderança no suprimento global da fibra.

No entanto, o sucesso traz também grandes desafios: quanto maior o volume exportado, mais a sobrevivência financeira do negócio passa a depender do controle na ponta do lápis dos custos de produção de dentro da porteira.

Sérgio Pitt, produtor de algodão na região, resume o nó estratégico que o setor tenta desatar. Embora o manejo de solo, a biotecnologia e o clima distribuído do Oeste baiano — com chuvas no crescimento e estiagem rigorosa na abertura dos capulhos — garantam recordes sucessivos de produtividade, a rentabilidade final tem sido corroída antes mesmo de chegar ao caixa da fazenda.

“Os custos vêm comendo os ganhos de produtividade. O que impacta mais hoje são as taxas de juros, os impostos e os fertilizantes. A logística também pesou, com o aumento do preço dos combustíveis, o frete subiu junto. Nós temos um dos melhores custos de produção do mundo, mas não temos incentivos como os americanos, indianos e chineses, que possuem políticas claras de equalização de preços”, afirmou à reportagem.

Nos últimos dois anos, a maior pressão concentrou-se na linha dos fertilizantes, especialmente pela alta dependência externa histórica que, em alguns casos, chega a mais de 90%.

Tensões geopolíticas internacionais, especialmente nos últimos três anos, encareceram o fornecimento de macronutrientes essenciais, impactando diretamente o planejamento da safra de uma cultura que consome muitos insumos químicos.

O cenário econômico doméstico também adiciona um componente que compromete as margens no campo, especialmente com a taxa básica de juros do país em 14,5%.

​A logística é outro gargalo citado. O volume exportado cresceu 14 vezes, mas a infraestrutura de transporte não acompanhou o ritmo. Na ponta final, o escoamento depende de operadoras retroportuárias como Wilson Sons, 3ALOG e TPC, que gerenciam uma capacidade de estufagem de 167 contêineres por dia.

​”O que tem aumentado o nosso custo, então, são a taxa de juros, os impostos, a questão da logística também, queira ou não, ela impactou bastante, porque com o aumento do preço dos combustíveis o frete também subiu, então é uma das variáveis. Os demais eu diria assim: a gente consegue fazer uma gestão bem apropriada e de uma forma bem competitiva dentro do nosso agro”, explicou o produtor.

Incerteza fiscal e foco na qualidade

​A curto prazo, a principal fonte de preocupação atende pelo nome de Reforma Tributária. A implantação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) gera muitas dúvidas sobre como o setor vai competir no mercado externo contra países que subsidiam fortemente os seus produtores.
​”A reforma tributária que está vindo agora, ela também é muito apreensiva, porque, o que nós temos hoje? O produtor, sobre a receita da atividade rural, ele tem três impostos: Funrural, SAD e Senar, são três. É o único que tem em cima da receita. Com a reforma, na primeira fase, nós já vamos manter esses três e vamos incluir o CBS, com a alíquota de até 11%. Então, nós sabemos que, de qualquer forma, nós vamos ter uma tributação a mais a partir do ano que vem. Isso também nos preocupa o futuro”, alertou Pitt.

A engenharia financeira para manter a pluma competitiva lá fora obriga o setor a investir pesado no único fator capaz de ditar preços em Nova York: a qualidade absoluta.

Como resposta, a Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) inaugurou na 20a edição da Bahia Farm Show a expansão do seu Centro de Análise de Fibras, em Luís Eduardo Magalhães.

O laboratório, considerado o maior da América Latina na classificação da pluma por HVI (Alto Volume de Instrumentação), recebeu aportes que somam R$ 120 milhões em investimentos acumulados. Com uma estrutura modernizada de 5,2 mil metros quadrados, a capacidade de processamento saltou de 34 mil para até 70 mil amostras analisadas por dia.

A expectativa para esta safra é ambiciosa: atingir a marca de 5 milhões de amostras testadas em uma operação ininterrupta, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.

Energia na mesa: A nova fronteira da eficiência

É justamente nessa conjuntura de margens espremidas e expansão tecnológica que a energia elétrica deixou de ser vista como um custo fixo inevitável e passou a figurar como uma variável estratégica para diminuir custos.

Percebendo esse nicho de consumo pesado, a Neoenergia montou uma ofensiva comercial no Oeste baiano, mirando toda a cadeia algodoeira — desde o produtor que opera os pivôs até as usinas de beneficiamento (as algodoeiras) — para o Mercado Livre de Energia.

Trata-se de um ambiente de contratação no qual o consumidor industrial deixa de se submeter às tarifas fixas da distribuidora regulada e passa a negociar prazos, volumes e preços diretamente com o fornecedor.

Embora o Oeste da Bahia abrigue parques industriais modernos, a adesão ao mercado livre ainda é considerada tímida na região, sobretudo entre os produtores que cultivam áreas não irrigadas (sequeiro).

Conforme dados divulgados pela Neoenergia, quem realizou a migração até o ano passado capturou uma redução de custos de até 30%.

Para os novos entrantes vindos do mercado regulado, o alívio estimado na conta chega a 10%, mitigando os impactos imediatos do acionamento de bandeiras tarifárias.

“Existe uma enorme quantidade de carga de necessidade de energia aqui nessa região e a gente sabe que redução de custo para eles é muito importante”, explicou Leonardo Souza, gerente comercial da Neoenergia.

“Então a gente tem um alto potencial aqui de custo de energia para essas empresas e a gente tem trazido para eles oportunidades de redução de custo de 20%, 30%. Isso ele consegue investir mais no negócio dele, ele consegue buscar mais ferramentas, mais desenvolvimento para o próprio negócio”, continuou.

​A empresa já tem mais de 50 clientes na região que fizeram a migração, entre eles algumas fazendas de algodão. O processo leva 180 dias e, ao final, o produtor passa a pagar duas faturas (distribuidora e comercializadora), mas a soma fica abaixo do que pagava antes. Contratos de cinco a dez anos garantem previsibilidade de custos ao longo de várias safras.

​Com grande quantidade de painéis solares pela região, Leonardo Souza também esclareceu que o sistema livre não compete com a autogeração.

“Não existe a impossibilidade de ele [produtor] migrar para o mercado livre porque ele tem energia solar. Na verdade, eu entendo que ele tem ainda mais potencial de redução de custo ali, de produção. Então, o que a gente faz é associar os dois benefícios. Ele vai ter energia solar, onde vai bater ainda mais a carga dele, mas nós vamos também migrar para o mercado livre. Existe hoje uma tecnologia onde a gente consegue fazer essa não injeção dessa energia solar no sistema da distribuidora. Então, por isso, ele vai ter a redução tanto da energia solar quanto do mercado livre. Ele tem um ganha-ganha, nesse caso, chamado ganha-ganha de verdade”, frisou.

Rastreabilidade verde como ativo comercial

Além do fator financeiro, há uma moeda de troca invisível que começa a pesar nas mesas de negociação das grandes tradings internacionais: a sustentabilidade. A energia fornecida pela comercializadora é gerada a partir dos ativos próprios do grupo — composto por 44 parques eólicos, além de complexos solares e hidrelétricos —, operando com mais de 90% da matriz baseada em fontes renováveis.

Essa energia chega ao cliente com certificação internacional de origem (I-REC), permitindo que o produtor e a algodoeira comprovem o abatimento nas emissões de gases de efeito estufa.

Em um cenário global onde a rastreabilidade socioambiental da moda sustentável dita as regras do consumo, comprovar que o “ouro branco” baiano foi colhido e beneficiado utilizando eletricidade limpa transformou-se em um poderoso argumento de vendas.

“Essa energia vem certificada, então o cliente pode utilizar tanto para abatimento de gases de efeito estufa, ele pode utilizar também como marketing, porque ele está produzindo o seu produto com uma fonte de energia renovável, que é mais ainda importante, tanto para demonstração para a sociedade do seu compromisso, quanto para redução mesmo ali do seu custo, porque é uma energia mais barata”, destacou Leonardo Souza.

​A área plantada no Oeste baiano tem capacidade de dobrar nos próximos anos, impulsionada pelo manejo que protege as lavouras dos riscos do clima.

“Graças a Deus que a gente tem variedades e temos aprendido muito na questão do manejo, da estruturação de solo, que a gente consegue mitigar questões, por exemplo, climáticas e garantindo médias de produtividades mais satisfatórias. Essas produtividades estão, de certa forma, equilibrando esse aumento de custos”, avaliou Sérgio Pitt.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
matogrossodosul

Mato Grosso do Sul recebe 8,3 mil doses da vacina Pneumo 20 e amplia proteção contra doenças graves


Novo imunizante incorporado ao SUS protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo e reforça prevenção de pneumonia, meningite e outras infecções graves

Mato Grosso do Sul recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) para ampliar a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme critérios estabelecidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A nova vacina representa um avanço importante na estratégia de imunização do país, ampliando a cobertura contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, principal causadora de doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas que podem resultar em internações, sequelas e óbitos, especialmente entre crianças pequenas.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ana Paula Goldfinger, a chegada da vacina marca um novo momento para a prevenção de doenças pneumocócicas no SUS.

“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, destaca.

MS recebeu 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20).

A distribuição aos municípios será realizada de forma proporcional ao quantitativo recebido e à população-alvo definida pelo Ministério da Saúde. Paralelamente, a SES promoverá orientações técnicas e capacitações para os profissionais de saúde sobre o uso da nova vacina e as estratégias de vacinação adotadas durante o período de transição.

“Em Mato Grosso do Sul, a chegada dessas primeiras 8,3 mil doses representa um passo importante para fortalecer a proteção da nossa população contra doenças pneumocócicas. Estamos trabalhando para garantir uma distribuição ágil aos municípios e apoiar as equipes de saúde nesse processo de implantação, assegurando que essa nova tecnologia chegue de forma segura e eficiente a quem mais precisa”, acrescenta Ana Paula Goldfinger.

Neste primeiro momento, a oferta da vacina pneumocócica no Estado ocorrerá de forma mista. Como o Estado ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), as doses remanescentes continuarão sendo utilizadas até o esgotamento do estoque, conforme orientação do Ministério da Saúde.

O novo esquema vacinal prevê a aplicação de uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Após o término dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.

A vacinação com a Pneumo 20 contempla públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Além das crianças menores de cinco anos, a vacina também será ofertada para povos indígenas maiores de cinco anos sem histórico de vacinação com pneumo conjugada, idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).

A expectativa é de que a nova vacina contribua para reduzir ainda mais a incidência de casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.

Desde a introdução da vacina pneumocócica no PNI, em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica em crianças pequenas. Com a chegada da Pneumo 20 ao SUS, a expectativa é ampliar ainda mais esses resultados, fortalecendo a proteção da população e o acesso gratuito a uma tecnologia de ponta em saúde pública.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES



Veja a matéria Completa

Categorias
economia

Gastos do governo são único fator que impede queda do PIB da Alemanha, afirma BC


FRANKFURT, 12 Jun (Reuters) – Os elevados gastos do ⁠governo com defesa e infraestrutura impedirão que a ⁠Alemanha entre em recessão este ano, em meio aos impactos da guerra ‌no Irã sobre a maior economia da Europa e a inflação, afirmou o banco central do país nesta sexta-feira.

A economia alemã tem estado praticamente estagnada ‌nos últimos três anos, com um aumento nos gastos que deveria retomar o crescimento este ano ofuscado pela alta dos preços da energia.

A terceira maior economia do mundo deve agora crescer apenas 0,5% em 2026, abaixo da previsão de 0,6% feita em dezembro, enquanto a expansão para 2027 foi reduzida de 1,3% para ⁠0,8%, ‌informou o Bundesbank um dia depois de o BCE ter reduzido sua própria ⁠previsão de crescimento para a zona do euro, mas ainda assim ter aumentado as taxas de juros para combater a inflação.

“A política fiscal expansionista será a única coisa que impedirá uma queda no Produto Interno Bruto no semestre do verão”, afirmou o Bundesbank. “Isso compensará, mais ou menos, o impacto ​da guerra no Oriente Médio.”

O banco estima que os gastos do governo, particularmente com defesa, impulsionarão o crescimento em 1,3 ponto percentual acumulado até ​2028.

Mas os altos custos da energia vão reduzir o poder de compra das famílias, enquanto as empresas também podem enfrentar gargalos crescentes de abastecimento e uma demanda mais fraca.

Além disso, a incerteza e as taxas de juros mais altas também serão um entrave ao investimento privado, mesmo que o impacto ‌da guerra venha a diminuir nos próximos anos, acrescentou ​o banco central.

“Os riscos estão claramente inclinados para cima em relação à inflação e para o lado negativo em relação à atividade econômica”, afirmou o banco.

Em seu relatório mensal, o Ministério da ⁠Economia da Alemanha também alertou ​nesta sexta-feira sobre ​o efeito moderador dos altos custos de energia sobre a demanda.

Continua depois da publicidade

Ele afirmou que a economia alemã se ⁠recuperará, na melhor das hipóteses, apenas em ​pequenos passos, e que o mercado de trabalho não mostra sinais de melhora nos próximos meses.

O Bundesbank não prevê que a alta subjacente dos preços, que exclui os preços ​voláteis de alimentos e energia, volte a ficar abaixo da meta de 2% do BCE até o horizonte de previsão de 2028.

A ​inflação geral na Alemanha ⁠deve ficar em 2,9% este ano e 2,7% em 2027, corroborando os comentários do presidente do Bundesbank, ⁠Joachim Nagel, de que o BCE estará pronto para aumentar as taxas de juros novamente em julho, se necessário.

Continua depois da publicidade

A inflação subjacente, por sua vez, deve ficar em 2,6% este ano, 2,5% em 2027 e 2,3% em 2028, refletindo a própria projeção do BCE de que pode ser difícil levá-la de volta a 2%.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Europa anuncia €540 milhões para auxílio em compra de fertilizantes

A Comissão Europeia anunciou, nesta sexta-feira (12) um pacote de 540 milhões de euros destinado ao auxílio na aquisição de fertilizantes pelos agricultores do bloco, diante da escalada dos preços causada por tensões geopolíticas e interrupções nas cadeias globais de abastecimento. 

A medida busca assegurar o fornecimento de insumos essenciais ao setor agrícola e garantir a continuidade da produção nas próximas safras, reduzindo os impactos da volatilidade do mercado sobre a segurança alimentar europeia. 

Do total anunciado, 300 milhões de euros deverão vir de um reforço da reserva agrícola da União Europeia previsto no orçamento de 2026. Os Estados-Membros poderão complementar os recursos com aportes nacionais de até 200% do valor recebido, elevando o potencial total de apoio para até 1,5 bilhão de euros.

Além do suporte financeiro, a Comissão propôs ajustes na PAC (Política Agrícola Comum) para acelerar o acesso dos agricultores à assistência. Entre as medidas está a criação de um novo mecanismo de liquidez para situações de crise no desenvolvimento rural.

O instrumento poderá ser cofinanciado em até 65% pelo Feader (Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural) e utilizar recursos não empregados anteriormente. O apoio poderá ser concedido por meio de pagamentos fixos por hectare e implementado através dos Planos Estratégicos da PAC.

Outra medida permitirá aos Estados-Membros antecipar pagamentos diretos aos agricultores antes de 16 de outubro, com taxas de adiantamento ampliadas. A proposta inclui ainda a possibilidade de ajustes nos orçamentos destinados aos pagamentos diretos referentes ao ano civil de 2027.

As alterações legislativas na PAC serão encaminhadas ao Parlamento Europeu e ao Conselho da União Europeia para análise e aprovação. Já a proposta relacionada à reserva agrícola será submetida à votação dos Estados-Membros no Comitê da Organização Comum dos Mercados. Se aprovada, a adoção final está prevista para o final de julho de 2026.

O pacote integra o Plano de Ação para Fertilizantes, apresentado pela Comissão Europeia em maio deste ano. A iniciativa reúne medidas emergenciais para ampliar o acesso aos fertilizantes e ações de longo prazo voltadas ao fortalecimento da produção interna e da segurança de abastecimento no bloco.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

inflação sobe 0,58% em maio, um pouco acima do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,58% em maio de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,72%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,53% sobre o mês anterior e de 4,66% em 12 meses.

Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. (ponto percentual) de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação com 1,22% de variação e 0,18 p.p. de impacto e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90% e o impacto de 0,12 p.p. O subitem com maior impacto individual (0,15 p.p.) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, na manhã de hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.). “A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente.

Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.

A variação do grupo Transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.

Quanto aos indices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).

Continua depois da publicidade

(com agência de notícias do IBGE)



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Raízen eleva adesão ao plano de recuperação extrajudicial para 80,15%

A Raízen, de açúcar, etanol e bioenergia, informou ao mercado que recebeu novas adesões ao seu Plano de Recuperação Extrajudicial, elevando o percentual de apoio de credores de 75,45% para 80,15% dos créditos abrangidos pela proposta.

A atualização foi divulgada em comunicado encaminhado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Segundo a companhia, o plano contempla créditos financeiros e quirografários sujeitos à recuperação extrajudicial, que somam R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos intercompany.

De acordo com a empresa, as novas manifestações de adesão foram protocoladas após a apresentação formal do plano à Justiça. A companhia afirma que o aumento do percentual de apoio reforça a adesão dos credores à proposta de reestruturação de seu endividamento financeiro.

O plano foi protocolado em 5 de junho na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A proposta prevê uma ampla reorganização das obrigações financeiras da companhia, com o objetivo de adequar sua estrutura de capital e atender às necessidades de liquidez de curto e médio prazo.

Entre as medidas apresentadas está a possibilidade de um aporte de até R$ 4 bilhões pelos acionistas. Pela proposta, a Shell deverá contribuir com R$ 3,5 bilhões, enquanto a Aguassanta Participações, veículo de investimentos ligado à família do empresário Rubens Ometto, poderá aportar até R$ 500 milhões, caso formalize adesão ao plano.

Outro ponto central da reestruturação é a conversão de 45% da dívida sujeita à recuperação extrajudicial em ações da companhia. Os 55% restantes deverão ser renegociados por meio da emissão de novos instrumentos financeiros, com prazos mais longos e condições compatíveis com a capacidade futura de geração de caixa da empresa.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que ainda não há evidências suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina da dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e os três casos graves registrados após a aplicação do imunizante, incluindo dois óbitos.

A declaração foi dada durante o anúncio da suspensão temporária da estratégia de vacinação adotada pelo governo federal. A medida ocorre após o registro de 42 reações adversas severas entre aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas.

“Temos três casos graves que demandaram internação em UTI e, desses três, dois resultaram em óbito. Até este momento, com base nas investigações já realizadas pelos sistemas municipais e estaduais de vigilância, ouvindo especialistas e analisando os dados disponíveis, não há informações suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e a ocorrência desses casos graves”, afirmou o ministro.

Segundo Padilha, embora os dados atuais não permitam vincular os casos diretamente ao imunizante, os episódios são considerados um sinal de alerta para as autoridades sanitárias.

“Não existem dados suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina e esses casos. Ainda assim, trata-se de um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, acrescentou.

Dengue: Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes - destaque galeria

Novo ministro da Saúde quer criar marca para a pasta
1 de 4

Novo ministro da Saúde quer criar marca para a pasta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Alexandre Padilha, ministro da Saúde
2 de 4

Alexandre Padilha, ministro da Saúde

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Dengue: Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes - imagem 3
Dengue: Padilha diz que ainda não há relação causal de vacina e mortes - imagem 4
4 de 4Pedro Ventura/Agência Brasília

O que levou à suspensão

  • O Ministério da Saúde anunciou a interrupção temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan, enquanto são concluídas as investigações sobre os eventos adversos registrados.
  • De acordo com Padilha, os 42 casos severos identificados representam cerca de oito ocorrências para cada 100 mil doses aplicadas.
  • Apesar da baixa incidência em termos proporcionais, o governo decidiu adotar uma postura cautelar.
  • A suspensão valerá para profissionais da Atenção Primária à Saúde e para as áreas onde a vacina vinha sendo aplicada em campanhas específicas, incluindo os municípios de Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), além da região de Araguaína (TO).

Quais são os casos investigados

Entre os episódios considerados graves, está o caso de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina.

Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI), mas recebeu alta hospitalar.

Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação. O quadro acabou evoluindo para óbito.

O terceiro caso é o de um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante e evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário. O paciente também morreu.

As duas mortes seguem sob investigação das autoridades sanitárias.

Monitoramento será ampliado

A partir desta terça-feira (9/6), o Ministério da Saúde ampliará o monitoramento de possíveis eventos adversos relacionados à vacinação.

A orientação é que pessoas imunizadas há até 21 dias fiquem atentas ao surgimento de sintomas e procurem atendimento médico em caso de sinais de alerta.

Segundo Padilha, a suspensão não significa que a eficácia da vacina esteja sendo questionada. O ministro destacou que os estudos disponíveis continuam indicando proteção contra os quatro sorotipos da dengue.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Dez dos 15 locais pesquisados puxaram a alta da indústria em abril


A alta de 0,7% da produção industrial nacional referente a abril de 2026 foi puxada por dez dos 15 locais pesquisados pelo…



Veja matéria completa!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

“Filmou a própria morte”, diz testemunha de acidente com ‘rope jump’ em SP


A mulher de 21 anos que morreu enquanto praticava uma atividade de “rope jump” na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, na manhã deste sábado (13), filmou a própria morte após ser lançada sem nenhum equipamento de segurança de uma altura de cerca de 35 metros, conforme relatou uma testemunha à CNN Brasil.

De acordo com Nayra Freitas, auxiliar contábil que estava no local acompanhando o noivo que iria realizar o salto, a atividade custava R$ 290 e incluía uma gravação feita com uma câmera da própria empresa que oferece o serviço. Nas imagens do caso, é possível ver que a jovem que morreu segurava o equipamento na mão direita.

Segundo o relato de Freitas, que presenciou outros três saltos feitos momentos antes do acidente, a empresa responsável pela atividade é a Entre Cordas. No Instagram, a página deles possui mais de 80 mil seguidores. A CNN Brasil tenta contato com a empresa, mas ainda não obteve retorno.

Pessoas que estavam no local filmaram a queda. No vídeo, é possível ouvi-las gritando ao ver que a jovem estava sendo lançada sem a corda. “Foi uma irresponsabilidade da equipe. Não checaram a corda. Não foi simplesmente um acidente. Foi o básico”, diz Freitas.

Conforme a testemunha, os instrutores ficaram imóveis ao perceberem que a jovem havia sido lançada sem o equipamento, e depois tentaram sair do local, mas a polícia já estava atendendo a ocorrência.

Ainda segundo ela, a página da Entre Cordas nas redes foi excluída ainda enquanto os outros clientes estavam na ponte, e um grupo que havia sido criado no WhatsApp para reunir informações sobre a atividade foi bloqueado.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atendem a ocorrência, que segue em andamento. A corporação não confirmou se alguém foi preso após o caso. O caso está sendo registrado pela Polícia Civil. Até o momento, seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial local, das quais três permaneceram detidas. 

Após a queda da jovem, pessoas no local realizaram manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU. Mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo.



Veja a matéria completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.