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Homem é preso após ser flagrado pelo Smartcop queimando fios de cobre; veja vídeo


Um homem foi preso na manhã deste sábado (4), após ser flagrado pelo Smartcop queimando fios de cobre em uma área conhecida por ser utilizada para o desmanche clandestino de veículos.

O SmartCop é um helicóptero equipado com tecnologias de monitoramento aéreo de alta precisão e inteligência artificial. Ele integra o ecossistema de vigilância digital da cidade de São Paulo (programa Smart Sampa) e transmite imagens em tempo real para as forças de segurança.

Dois homens foram vistos queimando os fios, seguidos pelo helicóptero e abordados na Avenida Jacu-Pêssego pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Os policiais encontraram os fios de cobre já queimados dentro do veículo. O suspeito disse aos agentes que não sabia qual a procedência dos cabos.

Ele foi levado para o 49º Distrito Policial, no bairro São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. O segundo suspeito não foi encontrado.

SmartCop

O SmartCop é um helicóptero equipado com tecnologias de monitoramento aéreo de alta precisão e inteligência artificial. Ele integra o ecossistema de vigilância digital da cidade de São Paulo (programa Smart Sampa) e transmite imagens em tempo real para as forças de segurança.

A aeronave conta com câmeras de longo alcance (capazes de identificar detalhes a até 40 km de distância), reconhecimento facial, leitura automática de placas, visão térmica e sensores infravermelhos.

As informações captadas pelo helicóptero são cruzadas instantaneamente com bancos de dados de segurança pública, permitindo localizar veículos roubados e foragidos da justiça.

Além do apoio a operações policiais e à Guarda Civil Metropolitana, a aeronave é utilizada no monitoramento de grandes eventos, ações da Defesa Civil, busca por desaparecidos e fiscalização ambiental.



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Mega-Sena: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões


A Caixa Econômica Federal realizou neste sábado (4) o sorteio do concurso 3.027 da Mega-Sena, sorteando o prêmio de R$ 32 milhões. 

As dezenas sorteadas foram: 34 – 24 – 16 – 47 – 15 – 06.

Nenhuma aposta levou o prêmio máximo e o prêmio acumulou em R$ 38 milhões. O próximo sorteio vai acontecer terça-feira (7) às 21h.

44 apostadores acertaram 5 números e vão levar R$ 45.413,55 cada pela quina. Outras 3.304 pessoas fizeram quatro acertos e recebem R$ 996,89 cada.

Como jogar na Mega-sena?

O mínimo para apostar na Mega-Sena custa R$ 6,00. Além de acertar seis números, que paga o prêmio principal, ainda é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco dezenas.



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Morre Waldemar Borges, deputado do PE e marido da ministra da Ciência e Tecnologia


Morreu neste sábado (4), o deputado estadual de Pernambuco Waldemar Borges, aos 67 anos, após enfrentar um câncer. Ele era marido da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. O governo de Pernambuco decretou luto oficial de três dias.

Borges teve uma trajetória de quase 40 anos de vida pública, sendo 32 deles em mandatos eletivos. Nascido em 10 de julho de 1958, construiu carreira marcada pela atuação no Legislativo estadual.

Em nota, familiares destacaram a atuação do parlamentar e sua trajetória política. “Sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações”, diz a publicação divulgada nas redes sociais.

O velório está marcado para este domingo (5), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O sepultamento ocorrerá em seguida, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Autoridades e lideranças políticas manifestaram pesar pela morte do ex-parlamentar. A governadora Raquel Lyra (PSD) destacou o legado de Borges e prestou solidariedade à família: “Que Deus console o coração da sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos e todos os pernambucanos que lamentam sua partida.”

Atual prefeito de Recife, Victor Marques (PCdoB) também lamentou a morte. “Sua partida é uma grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade”, afirmou, ao manifestar solidariedade à família.

João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do Estado, afirmou ter recebido a notícia com tristeza e ressaltou a trajetória do parlamentar na vida pública. “Waldemar foi um homem público que honrou a política com seriedade, ética e espírito público. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu profundo compromisso com Pernambuco”, escreveu.

Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, decretou luto oficial de cinco dias e afirmou que o Estado perde “um deputado cuja trajetória foi marcada pela decência, gentileza, disponibilidade para o diálogo e defesa coerente e sempre muito bem fundamentada das suas convicções”, ressaltando ainda que a Alepe está “órfã e de luto pela partida de um dos seus mais brilhantes integrantes”.

A Câmara Municipal do Recife lamentou a morte e decretou luto oficial de três dias. Em manifestação, a Casa de José Mariano ressaltou que, ao longo de cinco mandatos como vereador, Waldemar Borges “deixou marcas profundas na cidade, sendo reconhecido pela coerência e compromisso com o trabalho parlamentar”.



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Celular é encontrado na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel


A Polícia Penal do Rio de Janeiro encontrou um celular na cela do ex-vereador Dr. Jairinho, nesta quarta-feira (2), no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó. A apreensão ocorreu após um trabalho de inteligência indicar que o detento estaria com um aparelho eletrônico, que foi encontrado após ser escondido na cela.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap), o celular foi localizado escondido entre livros que Jairinho mantinha no local.

Condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel, Jairinho será submetido a um procedimento disciplinar e ficará em isolamento. A Corregedoria da Seap também investigará como o aparelho entrou na unidade prisional e se houve participação de servidores. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Á Jovem Pan, a defesa de Jairinho disse que só irá se manifestar após ter acesso a toda a ocorrência.



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Professora diz que alunos colocaram vidro no copo de água dela em SP


A professora Michele Ramos, da rede municipal de ensino de São José dos Campos, postou um relato em suas redes sociais, na terça-feira (30), contando que alunos colocaram vidro em seu copo de água. O caso aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEFI) Professora Ildete Mendonça Barbosa. 

Segundo a educadora, os alunos viram um estudante colocar o vidro no copo, falaram para que ela não bebesse, mas não avisaram sobre a presença do material: “Se eu fosse você, eu não beberia essa água, professora“, teriam dito os alunos.

A professora gravou o vídeo quando estava no Hospital de Clínicas Sul, logo após o ocorrido. Ela estava chorando enquanto desabafava:

O menino simplesmente achou que tudo bem ele pegar um pedaço de vidro, colocar no meu copo e se exibir para a sala. A sala viu o que estava acontecendo e ficou de murmurinho em vez de me falar o que estava acontecendo, o que ele tinha colocado.

Limites da profissão

Na gravação, Michele conta que foi até o centro médico para pegar um atestado de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Conforme o Portal do Trabalho, Emprego e Previdência, o documento é emitido para registrar um acidente de trabalho, doença ocupacional ou acidente de trajeto. A emissão garante direitos essenciais ao trabalhador, como o auxílio-doença acidentário e estabilidade de 12 meses após o retorno às atividades.

A professora reflete sobre a situação da profissão e seus limites pessoais, além de questionar a atual criação das crianças: “Que tipo de educação essas crianças estão recebendo em casa?”

Estou em um limite, já estava num limite e ele vai sempre aumentando, a barra vai sempre subindo, as demandas vão sempre aumentando, cada vez mais coisa, a gente tem que fazer coisas que não são da nossa alçada, que não são da nossa competência, que não estão na nossa atribuição.

Segundo vídeo

Na manhã desta quinta-feira (2), Michele postou um segundo vídeo no Instagram agradecendo o apoio que tem recebido após a publicação do relato. Segundo ela, profissionais da educação têm lhe enviado outras ocorrências de violências que enfrentam diariamente.

Me sentindo firme por estar dando essa voz a tantos outros profissionais da área da educação e servidores públicos que passam por isso diariamente, cotidianamente, por violências diversas de vários tipos.

No segundo relato, a professora denuncia ainda que as crianças e adolescentes estão desenvolvendo problemas e transtornos mentais, e que é necessária a presença das famílias na escola para que isso seja tratado, relatando a pouca atenção da sociedade sobre as atuais gerações.

Essas gerações estão totalmente impactadas pelas redes sociais ou outras coisas, transtornos mentais, tá? Não estamos falando aqui de transtornos com que a criança nasce; são coisas que ela vai desenvolvendo ao longo da vida. Então, assim, atenção da família quanto a isso, a presença da família na vida escolar.

Em seu Stories do Instagram, a professora comunicou que foi chamada para uma reunião na Secretaria de Educação e Cidadania de São José dos Campos às 15h desta quinta-feira (2).

A Jovem Pan entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria, mas, até o momento desta publicação, não obteve retorno. O canal segue aberto para manifestações.





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Quem é Mancha, traficante do PCC solto pelo STJ e preso de pelo TJMG


O traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC) e preso desde março, quase foi solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas uma decisão da Justiça de Minas Gerais assinada nesta quinta, 2, barrou a sua saída.

O traficante já havia passado pelo sistema penitenciário antes, e chegou a ser levado à prisão domiciliar, mas rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu do Brasil e passou a usar identidade falsa.

Ele passou meses foragido antes de ser encontrado e capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no dia 15 de março deste ano, em uma operação que envolveu agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e apoio da polícia boliviana

Douglas está preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte, e é apontado como fundador da Tropa do Douglas, uma facção aliada ao PCC.

Ele era procurado pela Justiça Federal do Pará por suposto envolvimento em um esquema de tráfico que tentou levar mais de 300 quilos de cocaína para Portugal, escondidos em uma carga de açaí. Além disso, possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Minas Gerais, sendo investigado por tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Segundo nota do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), publicada na época de sua prisão, em março, Douglas era apontado como uma das principais lideranças do narcotráfico no Estado, com atuação no tráfico transnacional de drogas e ligação com diversas facções criminosas.

Entenda o caso

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou a soltura do traficante. A Justiça de Minas Gerais também chegou a expedir o alvará de soltura e a impor medidas cautelares para que ele fosse colocado em liberdade. Antes que a ordem fosse cumprida, porém, uma nova decisão judicial, assinada na quinta-feira (02) impediu sua saída da prisão.

Na avaliação do ministro Messod Azulay Neto, a soltura de Douglas era cabível porque a defesa comprovou que ele exerce atividade econômica lícita como sócio majoritário da empresa Subzero Delivery Bebidas e Derivados Ltda., da qual detém 60% das cotas. O ministro também destacou que “Mancha” possui residência fixa, vínculos familiares estáveis e é pai de três crianças, circunstâncias que, em seu entendimento, afastariam a manutenção da prisão preventiva.

Messod propôs que Mancha cumprisse medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de se ausentar do País, a entrega do passaporte, o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça.

Pouco depois da decisão do STJ, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, decretou a prisão temporária de “Mancha” por 30 dias no âmbito da investigação sobre o assassinato de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, ocorrido em 2018.



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PF faz operação contra grupo alvo do governo Trump por suposto elo com o PCC


A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas que movimentou mais de R$ 10 bilhões. O grupo alvo desta ação foi sancionado pelo governo dos EUA por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os alvos são:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira
  • Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda. (São Paulo).
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. (São Paulo).
  • Wave Construções Inteligentes Ltda. (Santos).

A Jovem Pan confirmou que, entre os alvos, ao menos Stella foi localizada e presa pelos agentes.

Segundo a PF, as investigações revelaram um sistema estruturado para a ocultação de capital, que utilizava transferências ilícitas de criptoativos, transporte de grandes quantias em espécie e operações bancárias de alto valor entre pessoas físicas e empresas de fachada. A PF informou que a 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou o sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados até o total de R$ 10,4 bilhões.

Ao todo, mais de 50 policiais federais foram mobilizados para cumprir 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária. As diligências ocorrem na capital paulista e nas cidades de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e detalhar a extensão das atividades financeiras do grupo.

Por meio de nota, a defesa de Victor Henrique disse que “tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas”. Ainda segundo o comunicado, “qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”.

*com informações da Agência Brasil



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Operação da PF mira irregularidades em emendas PIX em municípios de Roraima


A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), uma operação que visa investigar irregularidades na aplicação de recursos federais transferidos a municípios de Roraima por meio de emendas parlamentares conhecidas como “emendas PIX”. A Jovem Pan apurou que o prefeito de São Luiz do Anauá, Elias Beschorner (PP), e o ex-prefeito James Batista, são alvos da ação denominada de Acesso Negado.

As emendas somam cerca de R$ 90 milhões e foram apresentadas pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, quando ele era deputado federal, pelo deputado federal Antonio Nicoletti (PL-RR), pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que também era deputado federal, e pelo ex-senador Telmário Mota. O ministro e os políticos não são alvos da operação.

Ao todo, policiais federais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O foco da operação são as transferências destinadas às prefeituras de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR).

A investigação começou após auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), realizadas por determinação do STF. Os relatórios apontaram indícios de irregularidades no planejamento, na execução e na transparência do uso desses recursos públicos.

O inquérito apura crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

As Emendas Pix são recursos parlamentares individuais transferidos diretamente a estados e municípios de forma rápida e sem a necessidade de convênios ou projetos prévios. Por essa flexibilidade na liberação, a modalidade exige acompanhamento e controle social sobre a aplicação das verbas públicas.

A Jovem Pan tenta contato com os envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.

*com informações do Estadão Conteúdo



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Empresária é presa por torturar doméstica: ‘Dei tanto nessa mulher que minha mão tá inchada’


O Ministério Público do Maranhão denunciou criminalmente a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos, sob acusação de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, 19, que estava grávida de seis meses na época dos fatos, em abril passado, no município de Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.

Carolina e Michael estão presos, informou o Ministério Público. Até a publicação deste texto, a defesa de ambos foi consultada, mas ainda não tivemos retorno. Este espaço segue aberto para manifestações.

A acusação formal contra a empresária e o policial, já recebida pela Justiça nesta quinta, 2, é assinada pela promotora Nahyma Ribeiro Abas. Segundo ela, Samara havia sido contratada de forma verbal e temporariamente para prestar serviços domésticos na residência de Carolina dos Anjos.

Na manhã de 17 de abril, após ter sido acusada no dia anterior de ter roubado um anel, a vítima foi submetida pelos dois acusados a uma sessão de agressões físicas e mentais, diz a denúncia. O objetivo era extrair uma confissão sobre o suposto furto da joia.

Durante as agressões, Michael Bruno, portando arma de fogo, desferiu uma coronhada na testa da jovem, arrastando-a pelos cabelos. A vítima foi obrigada a permanecer de joelhos, sob a mira da arma, enquanto sofria pressões psicológicas.

Os agressores ameaçaram também dopar a vítima para transportá-la ocultada em um veículo até um sítio, onde iriam executá-la, segundo o Ministério Público.

“O anel foi localizado posteriormente em um cesto de roupas, evidenciando que o objeto jamais havia sido furtado, mas esquecido pela própria patroa”, diz a Promotoria.

Mesmo após a joia ter sido encontrada, Carolina passou a desferir uma sequência de socos e tapas em Samara, enquanto o policial a imobilizou. “A jovem precisou curvar-se sobre o próprio ventre para proteger o feto”, diz a denúncia.

A materialidade e a autoria dos crimes foram sustentadas pelo Ministério Público maranhense com base em exames periciais de corpo de delito, laudos que constataram perda auditiva na vítima e o histórico de acionamento da Polícia Militar via 190.

A denúncia destacou, ainda, dois áudios apreendidos pela Polícia Civil nos quais a empresária detalhou a violência. Nas gravações, ela afirmou que deu ‘tanto nessa mulher que até hoje minha mão tá aqui inchada’. Ao ser questionada se a intenção era deixar a vítima com hematomas, ela relatou que ‘não era nem para ter saído viva’.

Diante das provas reunidas, a promotora Nahyma Ribeiro Abas requereu que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ela pediu, ainda, a manutenção dos decretos de prisão preventiva e diligências complementares.

O Ministério Público manifestou-se contra o pedido de sigilo feito pela defesa porque a fase investigativa já foi concluída e ‘o caso possui amplo interesse social e repercussão pública’.



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Outro suspeito de participar de atentado contra tenente é morto em SP


Mais um suspeito de participar do atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos foi morto por policiais da mesma tropa em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. A ocorrência foi registrada no fim da noite de quinta-feira (2) e confirmada pela Jovem Pan na manhã desta sexta-feira (3).

O homem foi identificado como Elenilson Misael Da Silva, conhecido como “Galego”, que seria integrante do PCC.

Na quarta-feira (1º), outro suspeito apontado como participante do atentado foi morto na zona leste de São Paulo, após uma suposta troca de tiros com agentes da corporação. Depois, a Polícia Militar afirmou que havia recebido uma denúncia de que o homem teria “participação indireta” na morte do policial. “A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel. As equipes da PM foram ao local, em Guaianases, para averiguar denúncia sobre eventual participação indireta no crime. Durante a abordagem, o indivíduo reagiu armado contra os policiais e foi atingido na intervenção”.

O atentado

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava parado com a sua moto em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27). Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente.

O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente no domingo (28). Eles são investigados por darem cobertura logística para os autores dos disparos, que seguem foragidos. Nesta quarta, a polícia informou também que identificou o suspeito de efetuar os disparos.

O atentado foi planejado há pelo menos três meses, segundo o secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves. Em conversa com o Estadão, o chefe da pasta informou que as investigações apuraram que um dos suspeitos envolvidos no crime já monitorava a casa do policial antes de ser baleado. “Isso aconteceu há uns três meses”, afirmou o secretário.

*com informações do Estadão Conteúdo



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