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Renovagro aprova emissão de R$ 10,8 milhões em debêntures

A Renovagro Agricultura Renovável aprovou a realização de sua segunda emissão privada de debêntures, no valor de R$ 10,8 milhões, cujos recursos serão destinados ao capital de giro e ao reforço da estrutura de capital da companhia. 

A operação foi autorizada em assembleia geral extraordinária e formalizada por meio da escritura da emissão, segundo documentos enviados pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A emissão será composta por quatro debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, em série única e com colocação privada, sem registro na CVM ou na ANBIMA. De acordo com a escritura, a operação não contará com esforços de venda ao público nem com negociação em bolsa ou mercado de balcão organizado.

Cada um dos quatro debêntures terão valor nominal de R$ 2,7 milhões, totalizando os R$ 10,8 milhões. Os títulos terão vencimento em 1º de abril de 2030 e remuneração equivalente a 100% da taxa DI acrescida de spread de 11,88% ao ano, com pagamento mensal de juros.

Segundo a escritura, a integralização das debêntures dependerá do cumprimento de condições precedentes, entre elas a formalização dos documentos da operação, a constituição das garantias e a inexistência de eventos de vencimento antecipado.

Como garantia da emissão, a companhia cederá fiduciariamente direitos creditórios originados de duplicatas mercantis e os recursos depositados em conta vinculada destinada ao recebimento desses créditos. Os acionistas também alienarão fiduciariamente a totalidade das ações da empresa até a liquidação integral das obrigações previstas na emissão.

A Vórtx irá atuar como agente de liquidação, escriturador e agente fiduciário.

A Renovagro atua na comercialização de defensivos agrícolas, fertilizantes, corretivos de solo, máquinas e equipamentos para o agronegócio, além de atividades de armazenagem, beneficiamento e comercialização de produtos agrícolas, conforme seu estatuto social.

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MPSP denuncia quatro pessoas por morte de jovem jogada sem corda de rope jump


A Promotoria de Justiça de Limeira (SP) denunciou, nesta terça-feira (7), quatro pessoas por envolvimento na morte da jovem de 21 anos, arremessada sem corda da ponte do esqueleto durante um salto de rope jump. Na denúncia, o Ministério Público (MP) defende que os responsáveis pelo salto sabiam dos riscos da atividade e não tomaram as precauções necessárias.

Três homens poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando não têm intenção, mas assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta denunciada foi apontada pela prática do mesmo crime, mas por omissão imprópria, já que deveria garantir a segurança dos participantes.

Como a quarta acusada tentou eliminar o vídeo gravado pela câmera de ação que estava com a vítima no momento, considerado uma prova para a investigação, também é acusada de fraude processual. 

Os responsáveis por levar o caso ao Judiciário são os promotores de Justiça Mário Robim da Silva Júnior, Michelli Musse Jacob, João Guilherme Salve, Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães, Renato Fanin e André Camilo Castro Jardim.

*matéria em atualização.



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Cenipa vê falhas de pilotos, Voepass e Anac em queda de avião, diz jornal


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu, em relatório final obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, que uma combinação de falhas dos pilotos, da Voepass e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contribuiu para a queda do avião da companhia em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, acidente que matou 62 pessoas. O documento foi enviado às autoridades da França e do Canadá antes da divulgação oficial.

O voo seguia de Cascavel (PR) para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando o ATR 72-500 caiu sobre um condomínio em Vinhedo. A aeronave explodiu após o impacto, não houve sobreviventes entre os 58 passageiros e quatro tripulantes, e nenhuma pessoa em solo ficou ferida. A principal hipótese investigada desde o acidente era o acúmulo de gelo nas asas da aeronave.

Segundo o relatório, o acidente foi resultado de uma sequência de fatores operacionais e organizacionais. O Cenipa afirma que os pilotos permaneceram durante parte significativa do voo em conversas sem relação com a operação da aeronave, o que reduziu a atenção ao ambiente externo, às condições favoráveis à formação de gelo e aos alertas emitidos na cabine.

O documento também aponta que um dos pilotos enfrentava problemas pessoais que, segundo a investigação, influenciaram seu estado emocional e desviaram sua atenção durante o voo. O órgão afirma ainda que houve coordenação ineficiente entre os tripulantes durante a emergência e descumprimento de procedimentos operacionais.

Na avaliação do Cenipa, a cultura de segurança da Voepass apresentava fragilidades que influenciaram o comportamento da tripulação. O relatório afirma que desvios operacionais haviam se tornado normalizados dentro da empresa e que alertas recorrentes da aeronave eram tratados de forma inadequada, reduzindo a percepção dos riscos.

Falhas no sistema de degelo

A investigação também concluiu que pilotos e equipes técnicas já conheciam falhas no sistema de degelo do avião antes do voo. Mesmo com a previsão de condições favoráveis à formação de gelo severo na rota, a operação foi mantida sem medidas adicionais para reduzir os riscos.

Ainda de acordo com o documento, registros de falhas apresentados em voos anteriores não constavam nos diários de bordo. Com isso, setores responsáveis pela manutenção e pela operação deixaram de adotar medidas como substituição da aeronave, replanejamento da rota ou manutenção corretiva do sistema de degelo.

O Cenipa afirma que, durante a emergência, os pilotos não reconheceram a gravidade da situação a tempo, não solicitaram descida imediata e também não declararam emergência, apesar dos alertas emitidos na cabine pouco antes da perda de controle da aeronave.

A investigação cita ainda características do sistema de alertas do ATR 72-500. Segundo o relatório, o aviso relacionado à degradação das condições de voo ofereceu pouco tempo para reação da tripulação. O órgão avalia que, caso esse alerta tivesse um nível mais elevado de prioridade, os pilotos poderiam ter identificado mais rapidamente a gravidade da situação e adotado medidas para reduzir o risco de perda de controle provocada pelo acúmulo de gelo.

O relatório também faz apontamentos sobre a atuação da Anac. Segundo o Cenipa, a agência havia realizado auditorias e inspeções na Voepass antes do acidente e identificado diversas não conformidades relacionadas à manutenção das aeronaves, além de práticas recorrentes de comunicação informal ou ausência de registro de falhas. Ainda assim, o documento relata que essas informações não resultaram em decisões capazes de amenizar os riscos operacionais identificados.

Como parte do procedimento internacional previsto para investigações desse tipo, o relatório foi encaminhado às autoridades da França, onde está sediada a fabricante ATR, e do Canadá, país de origem dos motores da aeronave. Após a análise desses órgãos, o Cenipa deverá publicar oficialmente o relatório final.

Em nota enviada à Folha de S.Paulo, o Cenipa informou que só se manifesta oficialmente sobre os resultados da investigação após a publicação do relatório final ao público.



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PM prende terceiro suspeito de envolvimento em ataque a tenente da Rota


A Polícia Militar de São Paulo prendeu um homem suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele foi preso na noite de terça-feira (7). Segundo a polícia, o homem não é o responsável pelos disparos, mas teria participado da ação.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi localizado por uma equipe da Rota no bairro do Ipiranga, na zona sul da capital. Durante a abordagem, ele teria confirmado envolvimento no crime e informado que se desfez da motocicleta utilizada pelos autores do ataque nas proximidades de Heliópolis.

O homem foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde um mandado de prisão foi cumprido, e permanece à disposição da Justiça.

Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta em 2008 no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo. Ele foi atingido por disparos na Avenida Goiás em 27 de junho. Socorrido inicialmente por equipes de resgate, o tenente foi levado ao hospital pelo helicóptero Águia da corporação. Após passar por uma cirurgia neurológica de alta complexidade, ele permanece internado em estado grave, porém estável.

A motivação do atentado contra o tenente e a participação de outros envolvidos continuam sendo investigadas. Imagens de câmeras de segurança mostram Ronickson parado com a motocicleta em um semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, o policial é atingido pelos disparos e cai no chão. Além do homem detido nesta terça-feira, outros dois homens, de 40 e 52 anos, já estão presos.

No domingo (5), a SSP anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão de Hércules da Costa Siqueira. Nesta terça, ele foi incluído na lista de fugitivos da Interpol. Considerado foragido, Siqueira poderá ser capturado em qualquer local do mundo, caso deixe o Brasil.

Polícia de SP oferece R$ 50 mil por informações sobre localização de suspeito de atirar em tenente da Rota no ABC
Polícia de SP oferece R$ 50 mil por informações sobre localização de suspeito de atirar em tenente da Rota no ABC



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O que ex-mulher do goleiro Bruno disse no julgamento do caso Eliza Samudio em 2013


A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, foi internada em um hospital de Belo Horizonte (MG). Ela ficou três dias desaparecida e deu entrada na unidade de saúde na noite de sábado, 4.

Dayanne se relacionou com o goleiro Bruno antes de o ex-jogador se envolver no desaparecimento e na morte de Eliza Samudio, em junho de 2010, em Minas Gerais. Ela chegou a ser acusada de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o goleiro. Foi presa durante as investigações do assassinato e levada a julgamento, quando acabou absolvida pelo Tribunal do Júri em março de 2013. De acordo com o próprio promotor do caso, Dayanne deveria ser inocentada.

À época, ela prestou depoimento por cerca de quatro horas e negou envolvimento no crime. Disse, no entanto, ter visto todos os acusados no sítio do ex-atleta do Flamengo na época, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dayanne relatou sobre os dias em que esteve no sítio, deu detalhes a respeito do seu convívio com o então bebê Bruninho, filho de Eliza, mas afirmou que não sabia o que havia acontecido com a modelo.

Desaparecimento e carta no celular

Segundo registro da Polícia Militar, Dayanne havia sido vista pela última vez na manhã de quinta-feira, 2, por volta das 11h, em Ribeirão das Neves (MG), onde morava com o marido (cujo nome não foi divulgado) e dois filhos.

Ela informou ao marido que iria à casa da mãe para deixar os filhos sob os cuidados dela, mas não retornou. Já a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que Dayanne foi socorrida na noite de sábado, 4, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico.

O marido relatou à PM que encontrou o celular da mulher e cartas com “conteúdo de despedida” na residência do casal. No aparelho, foram localizadas mensagens trocadas com pessoas que se identificavam como agiotas e cobravam dívidas da mulher.

No texto, obtido pelo portal G1 e pela rádio Itatiaia, ela diz sofrer ameaças de agiotas e pede “socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro”.

Leia o texto da carta na íntegra:

As autoridades, hoje, dia 02/07/2026

Eu peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro.

Estou sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone.

Por essas ameaças hoje eu estou perdendo a minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão ficando aqui.

Quero que minhas filhas fiquem com a minha mãe, [nome ocultado], e os meus filhos com o pai [nome ocultado].

Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.



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Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho com liderança de Mato Grosso

O ritmo de abates bovinos permaneceu elevado no Brasil em junho de 2026, segundo dados do SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura. O levantamento indica que os frigoríficos registrados no SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 2,44 milhões de bovinos no mês em todo o país.

A liderança nacional ficou com Mato Grosso, que concentrou o maior volume de animais enviados às indústrias, com 551,7 mil cabeças abatidas. Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil animais, e Mato Grosso do Sul, com 286,2 mil cabeças.

Entre os principais polos produtores, São Paulo ocupou a quarta posição, com 265,9 mil bovinos abatidos em junho, seguido por Rondônia, com 257,6 mil animais, e Pará, com 220,9 mil cabeças.

Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de bovinos abatidos em junho, quase metade do volume nacional registrado pelo sistema federal.

Apesar do ritmo elevado em nível nacional, os dados dos institutos estaduais mostram que a dinâmica da pecuária tem apresentado comportamentos diferentes entre as regiões. Enquanto Mato Grosso registra uma oferta histórica de animais para as indústrias, estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul apresentam sinais de desaceleração.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, principal estado produtor de carne bovina do país, o cenário é de forte atividade industrial. Segundo levantamento do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o estado registrou 3,65 milhões de bovinos abatidos entre janeiro e junho de 2026, alta de 3,58% em relação ao mesmo período do ano passado e o maior volume já contabilizado para um primeiro semestre.

O avanço foi puxado principalmente pelos machos, em que os abates dessa categoria cresceram 13,05% na comparação anual, chegando a 1,81 milhão de animais. Já o volume de fêmeas recuou 4,26%, para 1,85 milhão de cabeças.

Segundo o Imea, o movimento indica uma mudança na dinâmica do ciclo pecuário, com menor participação de matrizes no abate e maior disponibilidade de animais terminados neste momento. O instituto também aponta que a demanda internacional, especialmente da China, contribuiu para manter a disputa das indústrias pela compra de gado pronto.

O Instituto Mato-Grossense destacou que a antecipação de embarques antes do preenchimento da cota tarifária chinesa aumentou a demanda por animais no primeiro semestre. Para os próximos meses, porém, o mercado deve acompanhar os efeitos da redução do ritmo das exportações para a China após o uso da cota, enquanto a menor disponibilidade de animais tende a limitar a oferta no segundo semestre.

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os números apontam para um cenário mais ajustado. Dados acompanhados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, volume praticamente estável em relação a abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o estado somou 1,38 milhão de cabeças abatidas, queda de 4,4% na comparação anual.

A redução também aparece no abate de fêmeas, que entre janeiro e maio, foram enviadas às indústrias 636,9 mil vacas, retração de 4,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A categoria representou cerca de 46% do total abatido no estado.

O movimento indica uma menor disponibilidade de animais para processamento, especialmente diante da estratégia de retenção de matrizes observada em parte do ciclo pecuário.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, os dados da Fundesa (Fundo de Defesa Sanitária Animal ou Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária) mostram uma perda de intensidade na atividade dos frigoríficos ao longo do primeiro semestre.

O volume mensal de abates caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária também recuou, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho.

O cenário gaúcho acompanha uma dinâmica diferente da observada no Centro-Oeste, com menor oferta de animais e ajustes na operação das indústrias diante das condições de mercado.

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