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Caged mostra mercado de trabalho ainda aquecido e desafiando mais cortes na Selic


O Brasil criou, em agosto, 168,5 mil novos postos de trabalho, resultado acima das projeções dos economistas, que na mediana do mercado apontam um aumento de 106,9 mil vagas.

Ao todo, foram 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos no período. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o saldo chega a 1.134.033 empregos, alta de 2,41%.

O estoque total de vagas formais bateu o recorde de 48,2 milhões de vínculos. Nos últimos 12 meses, o crescimento é de 1,87%, acumulando 887.708 novos postos de trabalho.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Fazendo uma análise em conjunto com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, também divulgados nesta terça, os economistas avaliam que o espaço para a continuidade de cortes na taxa básica de juros está cada vez mais desafiador para o Banco Central, que já apontava riscos altistas para a inflação quando decidiu fazer o corte mais recente, levando a Selic a 13,75%.

Leia também: Pnad: Ocupação e massa de renda recordes com desemprego a 5,3% pressionam inflação e Selic

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Serviços lideram avanço setorial

Os cinco grandes setores da economia tiveram criação de vagas, na comparação mensal, com liderança em Serviços, que abriu 110.346 novos postos de trabalho.

Na sequência vieram a Construção (+20.848 vagas), Indústria (+16.613 vagas), Comércio (+16.565 vagas) e Agropecuária (+1.452 vagas). 

Na análise da 4Intelligence, o acumulado do ano até agosto mostra um saldo total de 24,6% abaixo do saldo de 2025. “Apenas a Construção Civil apresenta crescimento (+2,0%) no acumulado de 2026 em relação ao acumulado do ano passado, muito devido ao ano de eleições, quando há mais contratações destinadas para obras de infraestrutura”, avaliam os economistas.

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A leitura da 4Intelligence também aponta que o setor de Comércio teve o pior desempenho no acumulado de 2026 em relação ao acumulado de 2025 (-98,5%). “Com juros elevados, o financiamento ao consumo ficou ainda mais caro, e isso pesa nas contratações de setores de bens duráveis, como eletroeletrônicos e móveis, que dependem muito de parcelamento”, dizem, em relatório.

Outros pontos destacados pela casa de análises são as questões estruturais como o e-commerce, que transfere vagas para subsetores de Serviços como armazenagem, logística, e transporte. Isso além do avanço das bets até o mês de setembro — já que estudos mostram que os apostadores deixam de consumir vestuário — e do fim da “taxa das blusinhas”, que podem inibir o avanço de vagas formais do setor.

Avanço regional e renda

Sob a perspectiva regional, a criação de vagas alcançou todas as regiões do país e 24 estados. Em termos absolutos, lideram São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). No acumulado do ano, São Paulo lidera o ranking nacional com 306.883 postos criados, seguido por Minas Gerais (+123.176) e Rio de Janeiro (+77.670).

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Em relação à renda, o salário médio real de admissão situou-se em R$ 2.410,74 em agosto, mostrando estabilidade em comparação a julho (R$ 2.411,48) e um avanço real de 1,02% (R$ 24,31) ante agosto de 2025.

Moderação

Para Leonardo Costa, economista do ASA, apesar do número forte em agosto, a leitura dessazonalizada mostra um avanço mais moderado, com geração de 78,9 mil vagas.

“O resultado sugere uma leve recuperação na margem da geração de empregos, refletida na melhora da média móvel trimestral. Ainda assim, o ritmo de criação de vagas permanece relativamente fraco quando comparado aos padrões observados ao longo de 2024 e início de 2025”, afirma.

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Já Antonio Ricciardi, economista do Banco Daycoval, a leitura mostra “dados fracos”. “Quando a gente olha a média móvel trimestral dessa série de saldo de vagas, ela ainda está abaixo das 100 mil vagas, isso na série com ajuste sazonal, mostrando a fraqueza do mercado formal”, afirma.

Desaceleração lenta

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, avalia que o mercado formal segue resiliente, mas atravessa uma fase de expansão mais seletiva e menos uniforme.

O ritmo médio mensal de criação de empregos deve cair de aproximadamente 110 mil em 2025 para 75 mil em 2026, na avaliação de Rodolfo Margato, economista da XP. Ele atribui o crescimento moderado a um “arrefecimento da demanda e restrições de oferta”, incluindo a escassez de mão de obra na construção e em serviços.

Ricciardi reforça a avaliação de uma desaceleração gradual na criação de vagas até o fim do ano. “O mercado de trabalho não mostra ter uma queda abrupta, pelo menos no terceiro trimestre, e tende a ter uma desaceleração gradual até o final do ano”, afirma.

Para Costa, a leitura dos dados é compatível com a expectativa de um Produto Interno Bruto (PIB) perto da estabilidade no terceiro trimestre deste ano. 

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca que o Caged corrobora o diagnóstico de um mercado aquecido, o que contribui para manter a inflação em alta e distante da meta. Esse cenário, combinado à taxa de desocupação na mínima histórica, “reduz o espaço para novos cortes da Selic, em um momento no qual o BC já mantém assimetria altista no balanço de riscos para a inflação”, afirma Kayo.  

A projeção do Daycoval é de desemprego em 5,2% (o dado da Pnad apontou 5,3% atualmente) e saldo de vagas no Caged de 900 mil no ano, abaixo do registrado no ano anterior, mas ainda positivo e mostrando a resiliência da atividade econômica, na avaliação do economista da instituição. A projeção da XP também é de saldo de 900 mil ocupações formais em 2026.



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Soja se recupera em Chicago com atenção ao avanço da colheita nos EUA

Depois de uma forte correção na sessão anterior, os contratos futuros de soja em Chicago apresentaram recuperação nesta terça-feira (29), apoiados principalmente por operações de proteção dos investidores e pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos. O contrato para entrega em novembro avançou 0,74% e fechou o dia cotado a US$ 12,97 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o mercado de grãos entra na sessão mais equilibrado após a queda registrada anteriormente. A colheita norte-americana aparece entre os principais fatores de atenção, com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontando que 17% da soja e 18% do milho já haviam sido colhidos, abaixo dos 20% esperados pelo mercado para as duas culturas.

Apesar do ritmo abaixo das expectativas, o avanço dos trabalhos no campo ainda está próximo da média histórica e não configura um atraso relevante. A questão, segundo a análise, é que a entrada da nova safra no mercado ocorre em um ritmo um pouco mais lento do que Chicago projetava.

O mercado também acompanha as condições climáticas, os alertas de chuva e risco de inundação avançam até Iowa, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas áreas. Por enquanto, o cenário representa possibilidade de interrupções regionais na colheita, sem evidências de perdas de produção.

A Granar também apontou uma recuperação parcial dos contratos de soja após as fortes quedas registradas na sessão anterior. A melhora ocorreu em meio às operações de hedge dos investidores e à desaceleração da colheita norte-americana, em um momento de previsão de vários dias chuvosos nas principais regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos.

Milho

A cotação do milho finalizou o pregão em leve baixa na Bolsa de Chicago, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelo aumento da oferta no mercado físico. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,19% e fechou a sessão cotado a US$ 5,22 por bushel.

Segundo a Granar, a colheita norte-americana deve superar 400 milhões de toneladas pela segunda temporada consecutiva, enquanto produtores ampliam as vendas no mercado físico para abrir espaço para a nova safra e aproveitar os preços ainda considerados atrativos.

A valorização do dólar frente ao euro também pesou sobre as cotações, especialmente em um momento em que os Estados Unidos buscam consolidar a posição de principal fornecedor de milho para a União Europeia.

Para a Royal Rural, o mercado continua encontrando sustentação, mas ainda carece de um novo catalisador de demanda capaz de impulsionar os preços.

Trigo

O preço do trigo negociado em Chicago encerrou a sessão em alta, em um movimento de recuperação após as quedas registradas nas sessões anteriores. O contrato para entrega em dezembro avançou 0,58% e terminou o dia cotado a US$ 6,92 por bushel.

Segundo a Granar, a alta representa uma recuperação ainda parcial dos preços. O movimento foi associado à proteção de posições por parte dos investidores depois da forte venda de contratos registrada nos últimos pregões.

Apesar da valorização, o mercado continua pressionado por fatores como a demanda externa mais fraca, a concorrência internacional e a valorização do dólar. De acordo com a Royal Rural, o trigo permanece próximo das mínimas em cerca de seis semanas, refletindo a combinação desses fatores sobre as cotações.

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Demanda global de carga aérea cresce 4,4% em agosto ante mesmo mês de 2025


A demanda global de carga aérea — medida em toneladas de carga por quilômetro transportadas (CTK) — cresceu 4,4% em agosto em termos anuais, informou a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) nesta terça-feira (29 ). Na mesma comparação a capacidade — medida em toneladas de carga por quilômetro disponíveis (ACTK) – se contraiu em 0,1%.

Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA, comentou em nota que todas as regiões experimentaram crescimento, apesar do corte de 0,1% registrado na capacidade. “A forte demanda e os fatores de ocupação elevados compensaram em parte o aumento dos custos devido à forte alta do combustível”, detalhou.

Ela destacou ainda que os rendimentos registraram aumento mensal pela primeira vez desde abril passado, em um contexto de crescimento do comércio internacional, dois indicadores positivos para a próxima temporada de pico de final de ano.

Entre os fatores que mais influenciaram os números do setor, a IATSA listou o crescimento de 6% anuais em julho do comércio mundial, que agora soma 33 meses consecutivos de expansão anualizada; a alta de 8,3% nos preços do combustível para aviação em agosto ante julho – que agora acumulam reajuste de 79,2% ante o mesmo período de 2025; e a atividade manufatureira medida pelo índice de gerentes de compras (PMI), que avançou 0,3 ponto em agosto, para 53,0.

Dados por região

Regionalmente, a associação destacou a alta generalizada, embora algumas parte do mundo ainda sofram com a instabilidade trazida pela guerra entre Estados Unidos e Irã.

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico tiveram um crescimento de 4,3% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto, enquanto a capacidade aumentou 1,2% em relação ao ano anterior.

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As empresas de aviação da América do Norte, por sua vez, registraram um aumento de 6,6% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto, o desempenho mais forte entre todas as regiões. Mas a capacidade diminuiu 2,5% em relação ao ano anterior.

As companhias aéreas da Europa registraram aumento de 4,1% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto. A capacidade diminuiu 3,5% em relação ao ano anterior.

As companhias aéreas do Oriente Médio registraram um aumento de 1,0% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto, o mais fraco de todas as regiões. A capacidade aumentou 3,3% em relação ao ano anterior.

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As companhias da América Latina e do Caribe registraram um aumento de 5,1% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto. A capacidade aumentou 3,3% em relação ao ano anterior.

Por fim, as companhias aéreas da África registraram um aumento de 3,0% ano a ano na demanda por carga aérea em agosto. A capacidade aumentou 14,0% ano a ano.



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Taxa de juros no rotativo do cartão de crédito volta a subir, para 449,4% em agosto


O juro médio total cobrado das pessoas físicas pelos bancos no rotativo do cartão de crédito voltou a subir em agosto, após um ligeiro alívio em julho. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (29), a taxa anualizada avançou de 436,2% para 449,4%. A taxa do parcelado, por sua vez, avançou de 189,3% para recuou de 192,1% entre julho e agosto.

O juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, avançou de 93,1% para 97,8%.

Leia mais: Governo lança Desenrola 3.0 mirando R$ 150 bilhões em dívidas de famílias

O BC também revelou que a taxa do consignado para os trabalhadores do setor privado passou de 53,9% para 56,3% em um mês, o ponto mais alto desde março.

Para as pessoas jurídicas, a maior taxa cobrada é a do teto rotativo para capital de giro, que foi a 40,4% anuais, a maior da série histórica. A taxa de inadimplências nessa modalidade atingiu o recorde de 12%

O juro geral cobrado das empresas ficou em 24,2% em agosto, uma queda de 1 ponto percentual na comparação mensal. Mas no acumulado do ano, a taxa está 0,7 p.p. maior que no mesmo período de 2025.

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China confirma que Brasil atingiu 100% da cota de carne bovina

A China informou nesta terça-feira (29) que as importações de carne bovina do Brasil sujeitas às medidas de salvaguarda atingiram 100% da cota estabelecida para o país em 2026. Com o esgotamento do limite, o volume que exceder a quantidade prevista ficará sujeito a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota de importação atualmente aplicada.

A medida segue as regras estabelecidas pelo Ministério do Comércio da China no Comunicado nº 87 de 2025. Pelo mecanismo, a sobretaxa começa a ser aplicada a partir do terceiro dia seguinte, inclusive, à data em que o volume de importações atinge 100% da cota. Como o limite foi alcançado em 29 de setembro, a cobrança adicional passa a valer a partir de 2 de outubro.

A cota anual do Brasil foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas. A sobretaxa de 55% incide sobre o volume que ultrapassar a cota, e não sobre todo o comércio de carne bovina entre Brasil e China.

Segundo a Safras & Mercado, a China demorou a oficializar o preenchimento da cota brasileira, apesar de os dados mensais de importação já indicarem um volume superior ao limite de 1,106 milhão de toneladas. A diferença evidencia que existem critérios específicos para o cálculo utilizado no acionamento da salvaguarda, que não necessariamente coincidem com os dados estatísticos gerais de importação.

“O desencontro entre os números também prolongou a incerteza para exportadores, frigoríficos e importadores ao longo de setembro. Com a confirmação oficial do esgotamento, o mercado passa a ter maior clareza sobre as condições para novos negócios e sobre o custo das cargas que excederem o limite estabelecido”, informou a consultoria em nota.

A sinalização de que a cota estava próxima do fim já vinha sendo acompanhada pelo setor. Em agosto, o Ministério do Comércio chinês havia informado que as importações de carne bovina brasileira tinham alcançado 90% da quantidade prevista para 2026. Na ocasião, o governo chinês reiterou que a tarifa adicional de 55% seria aplicada após o atingimento de 100% da cota.

Para a Safras & Mercado, as exportações brasileiras para a China já vinham operando em ritmo mais lento, enquanto frigoríficos e importadores antecipavam o risco de esgotamento da cota. O cenário levou agentes do mercado a ajustar o ritmo de novos embarques diante da possibilidade de que cargas chegassem ao país asiático após o preenchimento do limite.

Com a oficialização dos 100%, o principal efeito passa a ser sobre as operações que excederem a cota. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a aplicação da tarifa adicional tende a restringir ainda mais a margem para novos negócios com a China, especialmente porque o produto brasileiro passa a enfrentar uma carga tributária significativamente maior fora do limite anual.

A salvaguarda chinesa para a carne bovina entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terá duração de três anos. A medida estabeleceu cotas específicas por país e prevê a cobrança adicional de 55% sobre as importações que ultrapassarem os volumes determinados.

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Bebê de 1 ano e meio foge de creche e caminha sozinho até trabalho da mãe em SC


Um bebê de 1 ano e 6 meses fugiu de uma creche em reforma e caminhou sozinho na rua em direção ao trabalho da mãe, que fica ao lado, na manhã de sexta-feira (25) em Braço do Norte, em Santa Catarina.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver a criança atravessando a rua até a calçada ao som de carros em alta velocidade. O bebê tropeça, caí e, em seguida, retoma a caminhada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Braço do Norte informou que solicitou a instauração de sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do ocorrido, bem como verificar os procedimentos adotados pela creche, que está em reforma. Veja a nota na íntegra ao final da reportagem.

A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias, esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades envolvendo a saída, sem acompanhamento da criança.

Naiara Vieira, mãe do bebê, disse à NSC TV que ficou “apavorada” e que “poderia ter acontecido uma tragédia”.

O menino teria percorrido cerca de 50 metros sozinho até bater no vidro da porta do trabalho da mãe, quando a recepcionista o levou até Natália. Após o ocorrido, ela decidiu deixar o bebê em outra creche.

Nota da Secretaria de Educação:

A Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Braço do Norte, por meio da secretária Joana Silva Lessa, informa que está ciente do ocorrido envolvendo uma criança matriculada em uma unidade de Educação Infantil do município.

Diante dos fatos, foi solicitado a instauração de sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do ocorrido, bem como verificar os procedimentos adotados pela unidade.

A Secretaria está adotando as providências cabíveis e informa que todas as medidas administrativas e legais pertinentes serão tomadas.





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Ocupação e massa de renda recordes com desemprego a 5,3% pressionam inflação e Selic


A taxa de desocupação no Brasil e o número de pessoas ocupadas voltaram a bater recorde, em meio à desaceleração da economia, o que impõe desafios ao Banco Central na política monetária de calibração da Selic. O alto número de pessoas empregadas significa renda adicional circulando, o que pressiona a inflação de serviços, a mais resiliente para segurar o ciclo de corte de juros.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, divulgados nesta terça-feira (29), a taxa de ocupação recuou de 5,6% para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o que é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

A população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, o que representa um nível de ocupação de 58,9%. 

Economia desacelera, mas contratações seguem

Os dados do mercado de trabalho mostram resiliência, mas caminham em descompasso com o Produto Interno Bruto (PIB), cujo ritmo de expansão trimestral encolheu de 1,1% no primeiro trimestre para 0,5% no segundo. 

Para Gustavo Assis, CEO da Asset, é importante observar a divergência entre o ciclo da atividade e o ciclo do emprego, o que é coerente com a política monetária restritiva, que primeiro se reflete no PIB. “A tendência é que o próximo sinal venha menos de uma disparada imediata do desemprego e mais de desaceleração das contratações e dos salários”, afirma.

Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco, também pontua a análise dos dados com o ajuste das empresas à desaceleração econômica. Ele destaca que, primeiro, as empresas costumam cortar horas extras e comissões, o que altera o rendimento das famílias, para depois demitir.

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A demanda por trabalho ainda é suficiente para absorver a expansão da força de trabalho [quando mais pessoas atingem a idade para trabalhar], mas o crescimento da ocupação se torna menos disseminado entre os setores”, avalia Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, reafirmando que os dados de agosto sugerem que a política monetária está em curso.

O quadro deve seguir assim até dezembro. Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, acrescenta que o resultado atual consolida a visão de curtíssimo prazo: “O dado de hoje reforça a perspectiva de mercado de trabalho apertado até o fim do ano”.

A XP destaca que o total de empregos formais expandiu-se 1,8% na comparação anual, enquanto o emprego informal registrou queda de 0,1% no mesmo período. “De modo geral, os dados de agosto reforçaram o cenário de mercado de trabalho aquecido, mas também trouxeram novos sinais de arrefecimento no emprego”, avalia a XP. A previsão é de que o desemprego suba para 5,6% ao final de 2026 e alcance 6,5% no final de 2027. 

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Apesar do estoque elevado de ocupados, já existem sinais de acomodação. O crescimento das contratações no trimestre esteve concentrado na indústria e na construção civil, enquanto o emprego privado com carteira assinada não apresentou variação estatisticamente significativa.

Isso sugere que o impulso na geração de vagas está se tornando menos disseminado entre os diversos setores da economia.

Renda cresce acima da produtividade

A renda continua sendo o vetor do consumo, segundo os economistas. O rendimento médio real habitual avançou 3,7% em doze meses, chegando a R$ 3.777, impulsionando a massa real de rendimentos para R$ 385,6 bilhões — uma alta anual de 4,8%. 

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A consultoria 4Intelligence aponta que um dos fatores centrais para o aumento dos rendimentos formais neste ano são os reajustes e acordos de convenções coletivas de trabalho que, em sua grande maioria, alcançaram ganhos acima da inflação. 

A análise da casa indica que os rendimentos continuarão em trajetória positiva em 2026 e 2027 não apenas pela evolução da atividade, mas também pela política de valorização do salário mínimo.

“Isso significa que a renda total do trabalho está avançando quase cinco vezes mais rápido que o número de trabalhadores”, alerta Letícia Moschioni, sócia da Finscale.

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Maior renda não limita endividamento

Em contrapartida, essa força da renda convive paradoxalmente com a deterioração da saúde financeira nos lares. Arnaldo Lima, líder de RI e economista da Polo Capital, destaca que o endividamento atingiu 49,9% da renda das famílias em julho, e o comprometimento da renda saltou 1,4 ponto percentual em um ano, atingindo 28,7%.

Leia também: Endividamento das famílias volta a subir e repete recorde de 49,9% em julho, diz BC

O reflexo direto apareceu na inadimplência das pessoas físicas, que subiu para 6,0% em agosto, segundo destacou Lima. No crédito livre, que é mais sensível aos juros, a taxa de inadimplência chegou a 8,0%, acompanhada por juros médios de 61,7% ao ano, afirma.

“O quadro coloca a política econômica diante de uma combinação desafiadora: de um lado, um mercado de trabalho forte, com ganhos reais de renda e potenciais pressões sobre serviços; de outro, famílias cada vez mais comprometidas financeiramente e sujeitas a juros elevados. Nesse contexto, uma agenda de aumento da produtividade ganha especial importância”, avalia Lima.

Desafios para o corte de juros

Essa combinação de mercado de trabalho forte e renda em expansão impõe desafios para a política monetária. A inflação de serviços, setor intensivo em mão de obra, acumula alta de 5,47% em 12 meses. Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a principal preocupação é que o atual nível de emprego e salários mantenham a inflação de serviços pressionada, o que restringe o espaço do Banco Central para acelerar a queda da Selic, atualmente em 13,75%.

Diante desse cenário, os economistas apontam a necessidade de reformas estruturais, com foco no aumento da produtividade. Assim seria possível elevar o PIB potencial e permitir que a atividade e os salários cresçam de forma sustentável, reduzindo a dependência da manutenção de juros reais elevados. “Em 2027, a discussão tende a migrar de quantidade de empregos para eficiência da mão de obra”, avalia Caio Mazzuchelli, CEO da You Lead.



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Vagas de emprego em aberto nos EUA caem em agosto; demissões permanecem baixas


WASHINGTON, 29 Set (Reuters) – As vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos diminuíram em agosto, mas as demissões permaneceram em níveis baixos, indicando um mercado de trabalho estável.

As vagas de emprego em aberto, um indicador da demanda por mão de obra, caíram em 256 mil, para 7,079 milhões, no último dia de agosto, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em seu relatório Jolts divulgado nesta terça-feira. Os dados de julho foram revisados para cima, passando de 7,271 milhões, conforme divulgado anteriormente, para 7,335 milhões de vagas.

Economistas consultados pela Reuters previam 7,225 milhões de vagas em aberto em agosto. A taxa de vagas de emprego caiu de 4,4%, em julho para 4,3%. O relatório tem sido afetado por uma baixa taxa de resposta, que diminuiu consideravelmente em relação ao período anterior à pandemia da Covid-19, o que é motivo de preocupação entre alguns economistas.

A maioria considera que o mercado de trabalho recuperou o equilíbrio após enfrentar dificuldades durante grande parte do verão.

A estabilidade do mercado de trabalho dá ao Federal Reserve margem para se concentrar na inflação. O banco central dos EUA elevou este mês sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, primeiro aumento em três anos, e sinalizou novos aumentos nos custos dos empréstimos nos próximos meses.

Os mercados financeiros estão precificando uma probabilidade de aproximadamente 70,3% de outro aumento dos juros em outubro, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

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As contratações aumentaram em 46.000, para 5,192 milhões. A taxa de contratações subiu de 3,2% em julho para 3,3%. As demissões caíram em 61.000, para 1,641 milhão, com a taxa caindo de 1,1% em julho para 1,0%.

O número historicamente baixo de demissões está, em grande parte, impulsionando a estabilidade do mercado de trabalho, com os empregadores relutantes em intensificar as contratações. Economistas atribuíram a situação à incerteza decorrente da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que elevou os preços da energia e impulsionou a inflação.



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São Paulo pode ter calor de 35°C e pancadas de chuva nesta terça-feira; veja a previsão


A cidade de São Paulo terá uma terça-feira, 29, de muito calor, com temperatura máxima de até 35°C e possibilidade de pancadas rápidas e isoladas de chuva ao longo do dia.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE) informou que a elevação da temperatura é favorecida pela redução da nebulosidade e pela predominância do sol. Entre a tarde e o início da noite, podem ocorrer pancadas rápidas de chuva isolada, com intensidade moderada e, em alguns pontos, forte.

Segundo o órgão municipal, há possibilidade de rajadas de vento em torno dos 50km/h, por se tratar de um dia de ambiente pré-frontal.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a temperatura na capital deve variar de 19ºC a 35ºC, com umidade máxima de 95% e mínima de 40%. Nesta semana, a cidade enfrenta a primeira onda de calor da primavera, com possibilidade de temperaturas até 5ºC acima da média para a época.

São Paulo está sob dois avisos nesta terça-feira: alerta laranja, de perigo, para tempestade, entre às 9h29 e às 23h59, com possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos, de 60 a 100 km/h, e queda de granizo; e alerta amarelo, de perigo potencial para tempestade, entre às 9h25 e às 23h59, com risco de chuva entre 20 e 30 mm/h ou de até 50 mm/dia, ventos intensos, de 40 a 60 km/h, e queda de granizo

Com o fim da onda de calor e expectativa para chuvas, as buscas no Google Trends pelo termo “frente fria” ganharam relevância na última semana.

Apesar do início de semana quente, o calor está com os dias contados na capital devido à passagem de uma frente fria pelo Estado.

Segundo o CGE, na quarta-feira, 30, há alerta para pancadas de chuva e temporais isolados em várias regiões do Estado, incluindo a capital, a partir do fim da tarde e durante a noite. A temperatura deve variar de 18ºC a 31ºC.

Além da chuva, também há risco de queda de granizo e rajadas de vento, que podem ultrapassar 60 km/h em alguns momentos. Assim, há possibilidade de alagamentos, elevação dos níveis de rios e córregos, queda de árvores e destelhamentos de residências.

Já na quinta-feira, dia 1º, os termômetros não devem passar dos 23ºC, com taxas mínimas de umidade do ar ao redor dos 70%. Além da queda da temperatura, o dia também será marcado por muitas nuvens e pancadas isoladas de chuva entre a tarde e a noite, ainda com riscos de rajadas de vento em torno dos 50 km/h.



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Índice de confiança do consumidor nos EUA recua a 81,9 em setembro


O índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos, elaborado pelo Conference Board, caiu para 81,9 em setembro, ante 88,6 em agosto, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira, 29.

O resultado deste mês contrariou a previsão de analistas consultados pela FactSet, que esperavam alta a 90.

O dado de agosto foi revisado para baixo, de 89,4 originalmente.



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