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Contratos futuros do açúcar recuam em Nova York com dúvidas sobre a demanda

Os contratos futuros de açúcar fecharam em queda nesta quarta-feira (30) na Bolsa de Nova York, pressionados por preocupações com a demanda física pela commodity. O contrato com vencimento em março recuou 1,22% e encerrou o pregão cotado a 18,61 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a McDougall Global Views, o volume atual de contratos em aberto para o açúcar com vencimento em outubro, que expira nesta quarta-feira (30), aponta para uma possível entrega de cerca de 1,8 milhão de toneladas. O volume supera a média registrada nos últimos seis anos e, de acordo com a análise, pode indicar uma demanda física mais fraca pelo produto.

Apesar da pressão recente, o Barchart destacou que o mercado ainda acompanha as perspectivas de redução da oferta global. Em 10 de setembro, os preços do açúcar em Nova York atingiram a maior cotação em 17,5 meses diante da expectativa de déficit mundial na próxima safra.

Cacau

Os preços futuros do cacau fecharam em queda pela segunda sessão consecutiva na bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em dezembro encerrou o dia com queda de 0,76% e negociado em US$ 5.367 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau estão sob pressão hoje devido a preocupações com a demanda. A fabricante de chocolates Lindt & Sprüngli reduziu os preços do chocolate pela segunda vez este ano e revisou para baixo sua previsão de crescimento orgânico das vendas para 2026, de uma estimativa anterior de 4% a 6% para uma faixa de 0% a 2%, diante de uma queda de confiança do consumidor.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou com baixa de 0,43% e precificado em 78,52 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, o mercado do algodão acompanha os preços do petróleo petróleo bruto e do índice dólar americana, que registraram alta nesta sessão.

Além disso, o mercado acompanha os estoques de algodão certificados pela ICE que permaneceram inalterados até o dia 29 de setembro, em 28 mil fardos.

Café

Os preços futuros do café arábica alcançaram a maior cotação em três semanas nesta sessão na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em dezembro registrou alta de 0,43% e encerrou o dia precificado em U$S 2,90 por libra-peso.

De acordo com a análise do Barchart, a alta nas cotações se deve à seca no Brasil, que pode prejudicar a safra 2026/27, atualmente em sua crucial fase de floração. A meteorologista Climatempo prevê poucas chances de chuva para Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do país, na próxima semana.

Ainda segundo o Barchart, a Commercial, empresa de comercialização de café, afirmou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período em que normalmente ocorre a floração das árvores, prejudicando a safra de café brasileira de 2026/27.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja para novembro finalizaram o dia com desvalorização de 0,43% e precificado em US$ 1,51 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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economia

Recuo da Incerteza Econômica em setembro é pontual, e patamar segue alto, diz FGV


O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou um recuo de 0,9 ponto em setembro de 2026, mas permanece em um patamar considerado elevado, atingindo 110,8 pontos. A média móvel trimestral acompanhou o movimento com uma leve retração de 0,2 ponto, situando-se em 110,6 pontos.

O índice é estruturado sobre dois pilares macroeconômicos. O componente de Mídia rastreia a frequência de notícias sobre incertezas, enquanto o componente de Expectativa é baseado na dispersão das previsões de analistas do relatório Focus para inflação, câmbio e taxa de juros.

Segundo Stefano Pacini, economista do FGV IBRE, o recuo em setembro foi pontual, puxado pelo componente de Expectativas, em um momento em que os analistas econômicos vêm reduzindo a previsão de inflação. “Esse resultado tem uma característica mais pontual de queda do que uma redução ou uma tendência de queda da incerteza”, afirma o economista.

Leia também: 3 cenários para ativos brasileiros após 1º turno, segundo área de trading do Goldman

Até meados de setembro, as projeções do mercado para o IPCA de 2026 vinham recuando, acumulando quedas há três semanas consecutivas, chegando a 4,9%, enquanto o câmbio e a taxa Selic se mantiveram estáveis em R$ 5,20 e 13,75%, respectivamente. No relatório mais recente, divulgado na última segunda-feira, a projeção da inflação ajustou-se para 4,99% e a estimativa do PIB recuou para 1,86%.

Pacini destaca que houve menor dispersão nas avaliações do mercado, o que favoreceu o indicador. “Isso mostra que a inflação está convergindo mais do que o esperado; a expectativa sobre a inflação está, de certa forma, sendo realizada ali [no Focus], e é isso que mostra o grau de incerteza caindo sobre esses fatores macroeconômicos”, explica o economista.

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Cenário político e pressões externas

Por outro lado, o componente de Mídia sustenta o indicador em patamares elevados. O debate público segue dominado pelo cenário eleitoral polarizado e por um ambiente institucional conturbado. “A gente consegue ver as palavras mais citadas [no noticiário] envolvendo as questões institucionais e esse cenário conturbado de escândalos na nossa economia”, pontua Pacini.

A perspectiva é que a incerteza continue oscilando na faixa de alerta dos 110 pontos. Além das preocupações domésticas citadas no mercado — como os prováveis impactos inflacionários do El Niño e a necessidade de contenção dos gastos públicos —, o ambiente externo injeta volatilidade no Brasil. O economista alerta para os choques externos atuais, citando conflitos no Oriente Médio, as tensões tarifárias e declarações do candidato americano Donald Trump em relação à economia brasileira.

Apesar do viés de alta na incerteza política e midiática, o fim do ciclo eleitoral pode trazer alívio no médio prazo. “Quando um presidente é eleito, fica mais claro quais são as primeiras medidas, para qual caminho ele vai direcionar a economia. Isso tende a reduzir as incertezas”, afirma Pacini.

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Mês/Ano Indicador IIIE-Br Componente Mídia Componente Expectativa
jan./26 117,1 122,5 88,4
fev./26 105,8 109,1 108,4
mar./26 115 117,2 99,6
abr./26 117,2 118,3 105,9
mai./26 110,9 109,8 110,8
jun./26 111,3 109,3 114,5
jul./26 109,4 108,8 107,7
ago./26 111,7 111,6 106,9
set./26 110,8 111,6 103,2



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Milho recua mais de 4% em Chicago com mercado atento à colheita nos EUA

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão desta quarta-feira (30) com queda de 4,07% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 5,00 por bushel. O mercado acompanha as condições climáticas nos Estados Unidos, o potencial de aumento das exportações norte-americanas e os dados mais recentes sobre a produção de etanol.

Segundo a Granar, as chuvas registradas e previstas para os próximos dias no cinturão produtor de milho e soja dos Estados Unidos podem atrasar o avanço da colheita. As precipitações também aumentam a preocupação com lavouras já maduras que aguardam a entrada das máquinas no campo.

As perspectivas para as exportações americanas também estão no radar dos investidores. A possibilidade de ampliar os embarques dos Estados Unidos para a União Europeia ganha espaço diante da redução da produção de milho no bloco e das dificuldades enfrentadas pela Ucrânia para escoar os grãos pelo Mar Negro.

No mercado de biocombustíveis, dados da EIA (Administração de Informação Energética dos Estados Unidos), referentes à semana encerrada em 25 de setembro, mostraram redução na produção de etanol. O volume passou de 1,028 milhão para 1,007 milhão de barris por dia, mas permaneceu acima dos 995 mil barris por dia registrados no mesmo período de 2025.

Os estoques de biocombustíveis também foram revisados para baixo, de 24,683 milhões para 23,865 milhões de barris. Apesar da redução, o volume ainda ficou acima dos 22,764 milhões de barris registrados um ano antes, mantendo o mercado atento ao ritmo de produção e consumo de etanol nos Estados Unidos.

Soja

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão em queda de 0,37% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,93 por bushel. O mercado operou atento às condições climáticas nos Estados Unidos, às expectativas para os próximos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e ao ritmo das compras chinesas.

Segundo a Granar, apesar da queda registrada no fechamento, os preços chegaram a avançar durante o dia diante da previsão de chuvas para o restante da semana no Meio-Oeste americano. As precipitações podem reduzir o ritmo da colheita nos Estados Unidos e trazer impactos sobre o volume e a qualidade da produção.

Os investidores também ajustaram posições antes da divulgação do relatório trimestral do USDA, prevista para as 13h desta quarta-feira. O documento deve apresentar os estoques norte-americanos em 1º de setembro e trazer uma revisão da produção final de soja da safra 2025/2026.

A demanda chinesa também permaneceu no centro das atenções. O mercado aguardava novas vendas de soja dos Estados Unidos para a China, mas os chamados negócios-relâmpago não foram anunciados. Em vez disso, o USDA confirmou uma venda de 105 mil toneladas de soja da safra 2026/2027 para destinos não especificados.

No mercado argentino, dados divulgados pela Secretaria Nacional de Agricultura mostraram que o esmagamento de soja alcançou 4,25 milhões de toneladas em agosto. O volume representa alta de 1,57% em relação às 4,19 milhões de toneladas processadas em julho e avanço de 8,81% ante as 3,91 milhões de toneladas registradas em agosto do ano anterior.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro recuou 2,45% nesta sessão na Bolsa de Chicago, encerrando o pregão cotado a US$ 6,75 por bushel. A queda ocorreu antes da divulgação de novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que devem incluir o levantamento anual da produção de trigo.

Segundo a Granar, os preços chegaram a avançar durante a madrugada, mas perderam força ao longo do pregão nos mercados norte-americanos. A movimentação foi influenciada principalmente pela liquidação de posições por fundos de investimento, enquanto a relação cambial desfavorável entre o dólar e o euro reduziu a competitividade das exportações de trigo dos Estados Unidos.

 

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economia

Brasil e EUA criam grupo de trabalho para negociar tarifas e ampliar acordo comercial


Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos conversaram nesta quarta-feira, à margem de reunião de ministros do Comércio do G20 sobre os temas relacionados ao comércio bilateral e, na busca de um entendimento “mutuamente satisfatório”, decidiram criar um grupo de trabalho, informou o Itamaraty em nota.

A reunião — ocorrida entre os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer — é um desdobramento de telefonema ocorrido em 21 de agosto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.

“Brasil e Estados Unidos reconheceram a importância de avançar na superação dos obstáculos existentes e manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório”, diz a nota do Itamaraty.

“O governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para o escopo dos trabalhos, contemplando questões tarifárias e não tarifárias. Também foi acordada a criação de um Grupo de Trabalho para discutir temas relacionados a um possível acordo”, acrescentou o ministério.



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Koppert prevê crescimento dos bioinsumos, mas esbarra em limite de fábricas

A Koppert mantém uma perspectiva positiva para o mercado brasileiro de bioinsumos, mesmo diante da crise de crédito que tem afetado produtores, distribuidores e, mais recentemente, a indústria de insumos agrícolas. Para o CEO da companhia, Gustavo Herrmann, a pressão sobre os custos de produção pode favorecer a adoção de produtos biológicos, que, segundo ele, podem reduzir despesas sem comprometer a produtividade das lavouras.

Herrmann projeta continuidade do avanço dos biológicos mesmo que o mercado total de proteção de plantas apresente crescimento mais limitado. Segundo ele, a participação dos bioinsumos está hoje em torno de 7% do mercado de proteção de plantas e tende a aumentar à medida que produtores buscam reduzir custos e incorporar novas tecnologias.

Segundo ele, quando integrados ao manejo, os produtos biológicos podem complementar ou substituir parte das tecnologias químicas utilizadas na proteção das lavouras. “Conforme você fala de substituição, mesmo com um mercado de proteção de baixo crescimento, você tem uma adesão ano a ano maior, e por isso os bioinsumos não param de crescer, mesmo que o mercado de proteção não cresça”, disse em entrevista ao CNN Agro News.

“A gente está vendo com muitos bons olhos esse cenário no Brasil”, afirmou.

Fábricas operam próximas do limite

A expansão da demanda, no entanto, coloca pressão sobre a capacidade industrial da Koppert. Segundo Herrmann, as unidades atuais estão próximas da capacidade máxima de produção.

“A capacidade de produção está quase em sua totalidade. Então precisamos de uma fábrica nova de bactérias, uma fábrica nova de fungos”, afirmou. A companhia planeja ampliar a estrutura industrial para acompanhar o crescimento do mercado. 

A necessidade de novos investimentos está diretamente ligada à busca da empresa por uma nova estrutura de capital. Em novembro de 2025, a Koppert tornou pública a procura por um investidor para a operação brasileira, em um processo conduzido pelo Itaú BBA. Na época, a companhia indicou uma captação de 100 milhões euros, destinada principalmente à expansão da capacidade produtiva.

Herrmann afirmou que a empresa continua olhando para parcerias no mercado financeiro. A busca ocorre depois de aportes feitos pela própria matriz holandesa ao longo da expansão da operação brasileira. Segundo o executivo, o objetivo agora é ampliar as fontes de capital disponíveis para a subsidiária.

A previsão inicial divulgada pela companhia era construir três novas unidades em Piracicaba, voltadas à produção de fungos, bactérias e nematoides, com recursos da captação e financiamento complementar.

O processo, porém, não teve até agora a conclusão anunciada. Em entrevistas anteriores, Herrmann havia dito que a empresa esperava concluir a entrada de um novo sócio até julho de 2026.

Expansão para outros mercados

Além da ampliação da capacidade no Brasil, a Koppert pretende usar a operação brasileira como base para desenvolver e exportar tecnologias.

“Temos expandido a operação do Brasil através da Koppert para grandes culturas no mundo inteiro, criando tecnologia aqui e exportando”, afirmou Herrmann.

A companhia também está entrando no mercado de cana-de-açúcar da Flórida, nos Estados Unidos. Segundo o executivo, a região apresenta problemas semelhantes aos enfrentados pela cultura no Brasil e já possui histórico de utilização de produtos biológicos.

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Cidade de São Paulo registra queda de 21,4% em roubos no mês de agosto


A cidade de São Paulo registrou, em agosto, o menor número de roubos da série histórica para o mês. Foram 6.561 ocorrências, 21,4% a menos que as 8.355 registradas no mesmo período de 2025. A redução foi observada em diferentes regiões da capital, sendo que a Zona Sul teve o maior percentual de queda.

Segundo os dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) com base nos boletins de ocorrência, a área da 6ª Seccional de Polícia, que reúne bairros como Santo Amaro, Parelheiros, Cidade Dutra, Capão Redondo e outros, apresentou recuo de 34,3% nos roubos em geral. Em números absolutos, os registros caíram de 1.723 para 1.132. Menor indicativo desde 2001.

“Esse resultado reflete o trabalho integrado das polícias, com inteligência para direcionar o patrulhamento e investigação para identificar e prender os responsáveis. Na Zona Sul, a queda superou 34%. Vamos continuar atuando para ampliar essa redução em toda a capital e proteger a população”, afirma o secretário da Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves.

A redução também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, a capital registrou 58.093 roubos contra 68.222 no mesmo período de 2025. Isso representa 10.129 ocorrências a menos e uma queda de 14,8%. A marca também foi a menor em 26 anos na região.

Essas ações têm gerado resultados não só nos indicadores criminais: nos últimos oito meses, as polícias apreenderam 1.965 armas ilegais, além de 31,5 toneladas de drogas. Também foram presos e apreendidos 31.497 infratores em flagrante ou por mandado somente na capital.

Queda no roubo de veículos

Os roubos de veículos apresentaram uma redução ainda mais expressiva em agosto. Foram 576 registros, 30,3% menos que os 827 casos contabilizados no mesmo mês de 2025. O resultado é o menor da série histórica e, pela primeira vez, o indicador ficou abaixo de 600 ocorrências em um mês.

A queda vem sendo registrada de forma consecutiva desde 2022. Naquele ano, foram 1.330 roubos de veículos em agosto. O número caiu para 1.131 em 2023, 967 em 2024, 827 em 2025 e chegou a 576 neste ano.

No acumulado de janeiro a agosto, foram 4.533 roubos de veículos na capital, contra 6.850 no mesmo período de 2025, uma redução de 33,8%.

Furtos caem em São Paulo

Os furtos em geral também diminuíram na cidade. Em agosto, foram 19.178 registros contra 22.001 no mesmo mês de 2025, uma queda de 12,8%. É o menor número para o mês de desde 2022.

A 6ª Seccional apresentou novamente a maior redução entre as regiões da capital, com queda de 22,5%. Os registros passaram de 2.446 para 1.894. Na área da 1ª Seccional, no centro, a redução foi de 14,2%, de 5.361 para 4.598 casos.

Entre janeiro e agosto, a capital registrou 159.553 furtos, 4,3% abaixo dos 166.805 contabilizados no mesmo período do ano passado.

Os furtos de veículos também apresentaram queda em agosto. Foram 3.201 registros, contra 3.349 no mesmo mês de 2025, redução de 4,4% e o menor resultado para o mês desde 2022.



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núcleo do PCE sobe 0,2% em agosto, abaixo do esperado


O núcleo da inflação de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio nesta quarta-feira (30). O dado ligeiramente abaixo das projeções de economistas ouvidos pela LSEG, que estimaram alta de 0,3%.

Em dados anualizados, o núcleo do PCE ficou em 3%, também abaixo das estimativas de economistas, que esperavam em 3,3%. O dado é considerado a inflação “preferida do Federal Reserve”, porque é um dos principais indicadores para formação de decisão sobre política monetária pela instituição.

O índice de preços PCE subiu 0,3% no mês passado, após um aumento revisado para baixo de 0,1% em julho, informou nesta quarta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4%, após aumento de 0,2% em julho conforme divulgado anteriormente.

Nos 12 meses até agosto, a inflação do PCE avançou 2,6%, após 3,4% em julho, valor revisado para baixo de 3,7% divulgado antes.

Anteriormente, havia sido divulgado que a inflação do PCE havia aumentado 3,7% em julho, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O escritório alterou sua metodologia para calcular os preços de software e acessórios, taxas de gestão de portfólio e serviços jurídicos no índice de preços do PCE. Também revisou os dados de inflação desde 2021.

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Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o PCE subiu 0,2% no mês, de 0,1% em julho. O núcleo da inflação teve alta de 3,0% na base anual, mesma taxa de julho.

O banco central dos EUA acompanha as medidas de preços do PCE para sua meta de inflação de 2%. Neste mês, o Fed elevou sua taxa de juros de referência para a faixa de 3,75% a 4,00%, o primeiro aumento em três anos, e sinalizou novos aumentos nos custos de empréstimos nos próximos meses.

As apostas de um aumento dos juros em outubro diminuíram após comentários do presidente do Fed de Nova York, John Williams, na terça-feira, dizendo que não via “nenhuma urgência” para novos movimentos. Antes da divulgação dos dados de inflação, os mercados financeiros precificavam uma probabilidade de cerca de 51,5% de um novo aperto monetário no mês que vem, ante 70% na segunda-feira, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

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A inflação mais alta e os custos de financiamento mais elevados podem restringir os gastos do consumidor.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,9% no mês passado, após um aumento revisado para baixo de 0,1% em julho, informou o escritório de análises econômicas.



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Produção pecuária é a menor em três anos, aponta IBGE

O valor de produção da pecuária atingiu R$ 141,2 bilhões em 2025, recorde da série e alta de 6,2% na comparação com 2024, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os produtos de origem animal responderam por R$ 128 bilhões, crescimento de 5,6%. A aquicultura somou R$ 13,2 bilhões, alta de 12,5%.

O leite de vaca representou a maior parcela do valor, com R$ 89,5 bilhões, equivalente a 63,4% do total. Na sequência apareceram os ovos de galinha, com R$ 36,4 bilhões, ou 25,8%, e o mel, com R$ 1,2 bilhão, 0,9%.

Redução do rebanho

O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025, para 234,3 milhões de cabeças.  É o segundo recuo anual consecutivo e o menor efetivo desde 2022, quando o país tinha 234,9 milhões de bovinos.

Segundo o IBGE, a redução está relacionada ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, especialmente de fêmeas.

O Centro-Oeste concentrou o maior rebanho do país, com 72,2 milhões de cabeças, ou 30,8% do total. A região, no entanto, registrou queda de 3,7% no efetivo, a terceira consecutiva.

O Norte tinha 63,4 milhões de bovinos, redução de 1,8% em relação a 2024. No Sudeste, o rebanho caiu 1,0%, para 37,3 milhões de cabeças, enquanto o Sul registrou queda de 1,7%, para 24,1 milhões.

O Nordeste foi a única região a ampliar o rebanho em 2025, com alta de 2,2%, para 37,3 milhões de cabeças.

Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) manteve a liderança, com 2,7 milhões de bovinos, equivalente a 1,2% do total nacional. Na sequência aparecem Corumbá (MS), com 2,2 milhões; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão.

Produção de leite recorde

A produção de leite de vaca alcançou 36,7 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7% em relação ao ano anterior e o terceiro recorde consecutivo. O resultado ocorreu mesmo com uma redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas.

Foram 14,7 milhões de vacas ordenhadas no ano, o menor número da série histórica do IBGE, iniciada em 1974.

Ao mesmo tempo, a produtividade avançou 5,6%, para 2.498,7 litros por vaca ao ano, também um recorde. De acordo com o instituto, o resultado reflete condições climáticas favoráveis, investimentos em genética e manejo e a reorganização da base produtiva.

A região Sul voltou a liderar a produção nacional, com 12,5 bilhões de litros, ou 34% do total, alta de 4,4% em um ano. O Sudeste produziu 12,3 bilhões de litros, crescimento de 2,3%, e respondeu por 33,5% do total.

O Nordeste ficou em terceiro lugar, com 6,6 bilhões de litros e alta de 2,7%. O Centro-Oeste produziu 3,6 bilhões de litros, queda de 1%, enquanto o Norte registrou 1,7 bilhão de litros, alta de 1,4%.

Castro (PR) foi o município com maior produção de leite, com 532,8 milhões de litros, aumento de 10% em relação a 2024. Carambeí (PR), com 306,8 milhões de litros, e Patos de Minas (MG), com 249,2 milhões, completaram as primeiras posições.

Galináceos e ovos

O número de galináceos chegou a 1,6 bilhão de cabeças em 2025, alta de 1,6% em relação ao ano anterior e novo recorde.

As galinhas destinadas à produção de ovos somaram 293,3 milhões de animais, aumento de 5,8% e também o maior efetivo da série.

A produção de ovos alcançou 5,7 bilhões de dúzias, recorde e o maior volume desde o início da trajetória de crescimento registrada pelo IBGE em 1999. O valor de produção chegou a R$ 36,4 bilhões, alta de 13,9%.

O Sudeste liderou a produção, com 2,3 bilhões de dúzias, equivalente a 39,3% do total nacional. O Sul produziu 1,3 bilhão de dúzias, enquanto o Nordeste registrou 1,1 bilhão.

Santa Maria de Jetibá (ES) foi o principal município produtor de ovos e também liderou o efetivo de galináceos, com 18,4 milhões de animais.

Caprinos, ovinos e suínos

O efetivo de caprinos aumentou 1,2% em 2025, para 13,5 milhões de animais, enquanto o de ovinos cresceu 1,6%, para 22,3 milhões. Os dois resultados são recordes da série.

O Nordeste concentra a maior parte desses rebanhos, com 96,6% dos caprinos e 75,8% dos ovinos do país.

Já o número de suínos permaneceu praticamente estável, em 44 milhões de animais. O efetivo de fêmeas reprodutoras também ficou estável, em cerca de 5 milhões.

Toledo (PR) manteve a liderança entre os municípios na criação de suínos, com 935 mil animais, seguido por Uberlândia (MG), com 588 mil, e Concórdia (SC), com 519,4 mil.

Produção de mel recorde

A produção brasileira de mel cresceu 4,5% em 2025, para 71,3 mil toneladas, o maior volume da série histórica. O setor registra recordes anuais desde 2018.

O Sul voltou a liderar a produção regional, com 37,1% do total, depois de ocupar a primeira posição pela última vez em 2022. A produção da região cresceu 18,8% em relação a 2024.

O Rio Grande do Sul foi o maior produtor nacional, com 15,3% do total, seguido pelo Paraná, com 15%. O Nordeste também respondeu por 37,1% da produção brasileira.

Santa Luzia do Paruá (MA), Arapoti (PR), Boa Esperança do Sul (SP), São Raimundo Nonato (PI) e Ortigueira (PR) foram os cinco municípios com maior produção de mel em 2025.

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Passageiro morre após ser baleado durante operação no RJ


Um passageiro que estava dentro de um ônibus morreu na manhã desta quarta-feira (30), atingido por um tiro, durante operação policial na zona sudoeste da cidade do Rio de Janeiro. Ele estava em um veículo da linha de BRT Transolímpica quando foi baleado.

A vítima foi atingida nas proximidades da Estação Asa Branca, no bairro de Curicica. Os bombeiros chegaram a tentar socorrer o homem, de cerca de 40 anos, mas ele já estava morto.

De acordo com a empresa Mobi Rio, que administra o sistema de BRT do Rio, a estação Asa Branca foi interditada para a perícia policial.

A Polícia Militar informou que fazia uma operação na comunidade Dois Irmãos, na manhã desta quarta-feira, quando recebeu a informação de que um homem havia sido baleado dentro de um ônibus do BRT.

De acordo com a PM, o objetivo da operação era combater a ação de criminosos e localizar suspeitos de matarem um homem na tarde de terça-feira (29), na região.

Durante a ação, um homem foi preso e três fuzis foram apreendidos.



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economia

PCE de agosto e revisões trazem alívio e tese de manutenção de juros nos EUA cresce


Os dados da inflação do consumo (PCE) dos Estados Unidos em agosto, divulgados nesta quarta-feira (30) trouxeram uma dose se alívio para quem temia uma nova alta nas taxas de juros na reunião do Fomc no final de outubro. Para economistas, mesmo com os preços dos serviços ainda aquecidos e com dados positivos de atividade e emprego, cresce a possibilidade de o Fed decidir pela manutenção dos juros.

A ferramenta FedWatch do CME Group mostra que os investidores estão precificando uma probabilidade de 62,9% de manutencão da taxa na atual faixa entre 3,75% e 4% ao ano, ante uma chance de 49,1% captada na terça-feira. Na semana passada, essa probabilidade estava em 29,1%. Já aposta de uma de 0,25 ponto percentual nos juros recuou de 70,9% há uma semana para 37,1% hoje.

Leandro Padulla, economista do ASA, comenta que o PCE de agosto trouxe uma leitura mais favorável da inflação nos EUA, com o núcleo avançou 0,247% no mês, ligeiramente abaixo do esperado.

Mas, para ele, a principal informação do indicador veio das revisões históricas, motivadas pela já anunciada alteração metodológica no cálculo do PCE.

Mudanças metodológicas retiraram 34 pontos-base do índice cheio e 36 pontos-base do núcleo na leitura mais recente, impacto superior ao antecipado pelo mercado. Com isso, o núcleo de julho foi revisado de 3,34% para 2,98% em 12 meses, enquanto agosto ficou em 3,01%.

As taxas anualizadas de três e seis meses recuaram para 2,05% e 2,74%, respectivamente. “Como as revisões se concentraram nos meses mais recentes, parte da aceleração da inflação em 2026 desapareceu”, analisa Padulla.

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Ainda assim, o economista pondera que a composição do PCE de agosto ainda recomenda cautela. “Os serviços excluindo habitação avançaram 0,36%, enquanto transportes subiram 1,44%, refletindo pressões do diesel e possíveis restrições na oferta de motoristas. Assim, a revisão tornou a trajetória recente menos preocupante, mas a inflação permanece resistente ao redor de 3%, ainda acima da meta”, diz.

Para o Fed, Padulla avalia que o resultado joga a favor da manutenção dos juros em outubro, em linha com a sinalização recente do diretor John Williams. “Contudo, até a próxima reunião do Fomc, serão divulgados novos dados de inflação e do mercado de trabalho. Portanto, apesar da leitura mais benigna de hoje, ainda é cedo para descartar uma alta de juros já em outubro”, afirma.

Duas forças opostas

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, diz que o PCE e a estimativa final do PIB do segundo trimestre, que foi revisada para cima (de 1,5% para 2,2% em ritmo anualizado, bem acima da previsão de 1,5%),  são dados que puxam as apostas de juros em direções opostas.

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“A revisão para cima do PIB reforça o diagnóstico de uma economia forte, sustentada pelo consumo e pelo investimento, e tende a aumentar a expectativa de juros mais altos à frente. Já a inflação abaixo do esperado joga no sentido contrário, reduzindo a urgência para novas altas”, compara.

Para Kayo, um ponto a ser considerado é que o PCE segue bem acima da meta de 2% e o Fed tem deixado claro que o combate à inflação é prioridade, num cenário em que atividade e mercado de trabalho continuam resilientes. “Enquanto esse quadro se mantiver, uma leitura de inflação melhor na margem tende a pesar menos do que a força da economia na condução da política monetária.”

Leonel Oliveira Matos, analista de inteligência de mercado da StoneX, coloca um dado do mercado de trabalho nessa conta e lembra que o relatório privado de empregos da ADP referente a setembro registrou 90 mil novas vagas, superando a estimativa mediana de 70 mil.

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“O resultado sugere que o mercado de trabalho mantém um desempenho resiliente. Adicionalmente, a terceira e última leitura do PIB americano do segundo trimestre foi revisada significativamente para cima, atingindo 2,2% na taxa anualizada”, comenta.

Sobre o impacto das revisões d PCE, Matos ressaltar que, embora a alteração metodológica no cálculo tenha trazido impacto nos pesos de serviços legais, de software e de gestão de portfólio, essa mudança já era conhecida desde abril. Portanto, o mercado já deveria ter incorporado essas mudanças em suas projeções.

“Ainda assim, a inflação surpreendeu positivamente ao registrar 0,2% em agosto, enquanto as despesas do consumidor apresentaram um avanço robusto de 0,9%.”

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Para ele, em suma, os dados reforçam que o mercado de trabalho permanece saudável, a atividade econômica está aquecida e o consumo se mantém resiliente. “Mesmo diante de um balanço de riscos inclinado à inflação, a leitura atual mostra-se benigna e condizente com o cenário de um ‘pouso suave’ da economia americana.”

O analista da StoneX comenta que um único dado mensal não configura, por si só, uma tendência estrutural e não deve alterar imediatamente a postura do Federal Reserve em seu compromisso com a estabilização de preços e o ciclo de aperto monetário, o arrefecimento da inflação reduz as apostas de novas altas de juros no curto prazo.

“Consequentemente, observa-se a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), o que desestimula a atração de capital externo para os EUA, enfraquece o dólar globalmente e exerce pressão baixista sobre a nossa taxa de câmbio.”



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