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Jornalista Márcio Chaer morre após sofrer infarto ao perseguir ladrão em São Paulo


O jornalista Márcio Chaer morreu, neste sábado (3), aos 71 anos. Conforme apurado pela Jovem Pan, Chaer teria sofrido um infarto enquanto perseguia um ladrão nas proximidades da Estação Armênia, na zona norte de São Paulo.

Segundo informações preliminares, ele estaria em um carro com outras pessoas quando o veículo foi assaltado e o jornalista saiu para tentar perseguir o assaltante.

Segundo nota da Polícia Militar, acorporação atendeu à ocorrência na Avenida Pedro Vicente. “Conforme informações preliminares, a vítima, após ser furtada, correu atrás dos criminosos e teria sofrido um mal súbito, falecendo no local”, confirmou a PM.

Equipes da Polícia Militar buscam imagens que auxiliem na identificação e prisão dos envolvidos. A ocorrência segue em atendimento e será registrada pela PM no 8º Distrito Policial.

Chaer era diretor e fundador da revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur). Fundado em 1997, o Consultor Jurídico se tornou uma das mais importantes publicações especializadas do país.

Seu trabalho diário de acompanhamento de decisões judiciais, tendências jurisprudenciais, atividades legislativas e debates jurídicos produziu um acervo de textos gratuitos.



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Explosão em bueiro na avenida Paulista deixa 3 feridos; veja vídeo


Uma explosão de um bueiro em uma galeria subterrânea deixou três pessoas feridas na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na manhã deste sábado (3).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu na altura do número 52. Duas mulheres e um homem sofreram queimaduras de primeiro e segundo grau e foram encaminhados para o hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

A Polícia Militar de São Paulo trabalha com a hipótese de que a explosão foi causada por algum tipo de vazamento, mas as causas ainda estão sendo investigadas. O caso está registrado no 78º DP, no Jardins.

Ainda segundo a PM, a ocorrência não tem relação com o ato político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT) que ocorre neste sábado na região. O local da explosão é distante da manifestação

Nota da PM

“A Polícia Militar informa que foi acionada, na manhã deste sábado (3), para uma explosão em uma galeria subterrânea na altura do nº 52 da Avenida Paulista, em São Paulo. Duas mulheres e um homem sofreram queimaduras e foram socorridos, conscientes, à Santa Casa. A ocorrência, que segue em atendimento, não tem relação com o ato político e foi registrada em ponto distante da concentração de manifestantes.”





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TJ-SP decreta prisão preventiva de bombeiro suspeito de matar estudante após briga de trânsito


A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, suspeito de matar o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, após uma briga de trânsito em Taubaté, no interior do Estado.

Liminar foi concedida pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na sexta-feira (2) após o Ministério Público recorrer à decisão da última quinta-feira (1º) que havia determinado a liberdade provisória do suspeito e o cumprimento de medidas cautelares.

A relatora do caso, a desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, entendeu que há elementos suficientes para pedir a detenção de Oliveira, argumentando que a prisão é “fundamental para evitar temeridade social e risco à integridade da ordem social, bem como para assegurar a efetividade da prestação jurisdicional.”

Na decisão, ela citou também a proteção de uma testemunha que prestou depoimento sobre o caso. Ela entende que a prisão pode prevenir que Marcos possa tentar coagir ou ameaçar essa testemunha, prejudicando o andamento da investigação.

A decisão da desembargadora afirma, porém, que a prisão deve respeitar o artigo 236 do Código Eleitoral, que determina que eleitores não podem ser presos de cinco dias antes da eleições até 48 horas após o fechamento das urnas. Há exceções previstas em lei, mas Oliveira não se encaixa em nenhuma delas, conforme a decisão. Dessa forma, o bombeiro só poderá ser preso no final da terça-feira (6).

Entenda o caso

O crime ocorreu na quarta-feira (30) na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Oliveira é suspeito de atirar contra o estudante após uma discussão de trânsito.

Bruno cursava o 4º semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau). Após ser baleado, ele foi filmado correndo pela calçada, no sentido contrário ao dos veículos, com a mão sobre o peito. O estudante foi socorrido e levado ao Hospital Regional do município, mas não resistiu. Ele deixa um filho de 2 anos.

A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local e apreendeu a arma do bombeiro. Oliveira foi preso em flagrante e o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Taubaté como homicídio.



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El Niño vai elevar o endividamento? Entenda como o clima pode afetar contas básicas


O impacto do fenômeno climático El Niño na inflação deve encarecer as contas básicas do brasileiro, como alimentação e energia, comprometendo o orçamento familiar que já está apertado com o alto nível de endividamento e inadimplência. Gastos inesperados, como estragos ou perdas de bens com chuvas e inundações, podem complicar ainda mais o quadro em casos onde não há uma reserva financeira para cobrir essas despesas. 

A agência climática dos EUA (NOAA) atribui uma probabilidade de 98% de ocorrência de um episódio muito forte até o final do ano. Um estudo da 4Intelligence estima que o El Niño deve ter um impacto de 2,4 pontos percentuais sobre a inflação de alimentos no domicílio, que já acumulava alta de 3,44% de janeiro até agosto, acima do índice geral, de 3,11%. A estimativa da 4Intelligence é que o percentual neste item salte para 6,4% em 2027.

O repasse aos preços não ocorre de forma homogênea. No curto prazo, os reflexos são imediatos em produtos in natura, como frutas, legumes e verduras, além da cerveja. 

Já no médio prazo, os efeitos atingem produtos industrializados e semi elaborados, como flocos de milho, atomatado e chocolate. A dimensão regional também pesa, com os impactos na inflação se mostrando maiores e mais persistentes nos estados das regiões Norte, Nordeste e em Minas Gerais, aponta a 4Intelligence.

Considerando o impacto do El Niño em uma escala global, o Goldman Sachs destaca que os efeitos sobre a inflação são difíceis de mensurar porque vão afetar culturas em diferentes países, contribuindo para um choque de oferta, que por sua vez deve desacelerar a atividade e impactar no nos juros, que podem se manter elevados em todo o mundo.

Leia também: Super El Niño: como o fenômeno vai afetar PIB, logística e custo dos alimentos

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Conta de luz pode ficar mais cara

A alteração no regime de chuvas provocada pelo El Niño pode ter impacto na conta de energia elétrica, já que a produção brasileira é focada em hidrelétricas. O economista Alexandre Bertoncello explica que em locais onde pode haver escassez de chuvas, como na região das usinas de Belo Monte e Tucuruí, a produção pode ficar comprometida porque elas dependem do fluxo de água.

Além disso, os dias mais quentes tendem a demandar maior uso de energia elétrica com o uso de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores, e uma frequência maior de abertura das geladeiras. Bertoncello explica que quando as chuvas terminarem e o calor não, poderemos ter um gargalo no fornecimento de energia, projetado para 2027.

Adaptações na lista de supermercado

Bertoncello explica que o excesso de chuvas pode aumentar as pragas no plantio, demandando maior uso de defensivos agrícolas, o que aumenta o custo da produção.

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Além disso, as chuvas intereferem também nas janelas de plantio. No caso do milho, ele explica que a alteração no volume de produção tem impacto até nos preços das carnes, já que o grão é a base da nutrição animal.

“Caso nós tenhamos menos produção de milho, vai ter escassez do produto, aumenta o preço da ração, e aves, de uma maneira geral, inclusive o gado, deve ter um aumento de custo”, diz. A projeção é de queda de 3% na produção de milho e de 2% na safra global de trigo, diz Bertoncello.

Goldie Aragão, planejadora financeira CFP pela Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), sugere a revisão de hábitos no supermercado em vez de apenas realizar cortes drásticos desordenados. 

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“Se determinado legume, fruta ou proteína subir muito por conta desse fenômeno, o mais eficiente é olhar para os produtos da estação, comparar o preço por quilo e buscar substitutos”, afirma. Segundo Aragão, não se trata de deixar de comer o que se gosta, mas sim de adaptar temporariamente as escolhas, sem comprometer a saúde financeira da casa.

Cartão de crédito é risco para inadimplência

Para passar por este período de imprevisibilidade climática e financeira, Aragão sugere que a população fique atenta ao uso do cartão de crédito.

Uma armadilha que pode levar ao aumento do endividamento e da inadimplência é recorrer ao cartão para cobrir as despesas básicas diárias. 

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“O uso do cartão, em si, não é um problema, se você paga ele em dia. O problema é perder o controle do uso e depois precisar parcelar o pagamento da fatura, porque os juros são muito altos”, diz Aragão, destacando que este tipo de linha de crédito pode ter juros que variam de 10% a 18% por mês, podendo chegar a 600% no ano.

Aragão afirma que, caso falte dinheiro, opções como o crédito consignado ou empréstimo pessoal, que têm taxas mais baixas comparadas ao cartão de crédito, podem ser uma saída para acomodar os gastos de maneira menos agressiva no orçamento.

Reserva financeira para além da revisão de gastos

Diante de eventos climáticos como o El Niño, apenas revisar gastos cotidianos não basta, avalia Aragão. Para ela, é fundamental criar uma reserva para lidar com aumentos de gastos inesperados (como contas de energia com valores dobrados) ou perdas de patrimônio (como carros ou móveis danificados em enchentes)

Segundo a planejadora financeira CFP pela Planejar, a proteção patrimonial e a blindagem das economias completam a estratégia de defesa. 

É preciso montar uma reserva de emergência para estes gastos inesperados, investindo em ativos de liquidez imediata (com resgate diário, que a pessoa possa usar o dinheiro no dia que o imprevisto aparecer) e de risco baixo. Um exemplo é o Tesouro Selic ou fundos de investimentos atrelados ao CDI, que fogem da volatilidade da renda variável do mercado de ações.

Ela orienta que o uso desse recurso deve ficar estrito para imprevistos extraordinários — como o reparo de um veículo ou imóvel avariado por tempestades — e nunca para custear a alta recorrente do supermercado.

Seguros patrimoniais como precaução

Outro ponto, diz Aragão, é proteger os ativos físicos com seguros patrimoniais. Para quem já tem, esse é o momento de avaliar se as apólices de seguro residencial e automotivo têm cobertura contra fenômenos naturais e causas climáticas, como vendavais e alagamentos. Para quem não tem, pode ser interessante verificar se uma contratação de um serviço desses cabe no orçamento.

Leia também: El Niño pode deixar o seguro do carro mais caro? Entenda o impacto no preço

“Muitas pessoas enxergam o seguro apenas como um produto financeiro secundário e deixam de analisar coberturas essenciais”, alerta a planejadora. “Diante de cenários de chuvas intensas, alagamentos ou vendavais, não ter uma apólice adequada pode significar a perda de bens valiosos”, diz.



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