Categorias
brasil destaque_home

Inmet mantém Sudeste em alerta amarelo para chuvas durante o feriado de Nossa Senhora


O feriado de Nossa Senhora Aparecida será de instabilidade na região Sudeste, com alerta amarelo de perigo potencial para tempestades, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão de chuva se mantém em alguns locais até a terça-feira, 13.

No estado de São Paulo, onde o tempo fica chuvoso, a temperatura mínima será de 19°C e a máxima não deve passar dos 25°C no domingo, 11. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a tendência para a capital paulista é de tempo abafado e com chuva, principalmente entre as tardes e o início das noites. Há potencial para chuva forte acompanhada de trovoada e rajadas de vento. Durante a noite, as precipitações perdem a intensidade As temperaturas na cidade de São Paulo variam de 18°C a 28°C.

O cenário se repete na segunda-feira, feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças. A manhã será de muitas nuvens, com breves períodos de sol. A partir do meio da tarde, áreas de instabilidade se formam devido ao ar quente e úmido, com possibilidade de pancadas de chuva moderadas a fortes, com potencial de alagamento.

O tempo na região sudeste

Em São Paulo, onde o tempo fica chuvoso, a temperatura mínima será de 19°C e a máxima não deve passar dos 25°C no domingo, 11. As instabilidades são previstas para o Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. O oeste de Minas e centro do estado do Rio terão tempo nublado e possibilidade de chuva isolada. Já no leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, o tempo fica firme.

O tempo não se altera na região na segunda-feira, 12. O alerta amarelo de perigo para tempestade continua, mas a chuva cai de forma isolada em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Algumas regiões do estado mineiro e o Espírito Santo ficam com tempo firme, sem chuva. A temperatura varia entre 18°C em São Paulo (SP) e 33°C em Belo Horizonte (MG).

A previsão para o País

Duas condições climáticas dividem o Brasil ao longo dos próximos dias: algumas áreas terão tempo instável, com chuva e possibilidade de tempestade, enquanto outras regiões contarão com calor e tempo seco.

A previsão do Inmet abrange todo o feriado de Nossa Senhora Aparecida.

As chuvas se concentram no Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com maiores acumulados previstos para Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e leste de São Paulo.

Uma frente fria atinge o Sul, derrubando as temperaturas. Em Porto Alegre, a máxima será de apenas 13°C.

Já uma massa de ar quente atua no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, mantendo o calor e tempo seco no Amapá, Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal e grande parte do Nordeste. No sábado e domingo, as máximas podem chegar a 38°C em Cuiabá (MT), 39°C em Palmas (TO), 40°C em Teresina (PI). O calorão chega a Porto Velho (RO) no domingo, com termômetros atingindo os 38°C.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Ex-militar russo condenado à prisão perpétua é preso em Salvador


Um ex-integrante das Forças Armadas da Rússia, condenado por tráfico de drogas e falsificação de documentos, foi preso em Salvador neste sábado, 10. Segundo a Polícia Federal (PF), ele era considerado foragido da Justiça brasileira e tinha um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O homem também foi condenado à prisão perpétua na Rússia.

A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em conjunto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar da Bahia e o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal no Estado.

De acordo com a PF, a operação começou após a Interpol acionar a FICCO/BA. A partir disso, os agentes fizeram levantamentos para localizar o homem e identificaram que ele estava escondido em uma área entre os bairros de Cajazeiras e Águas Claras, em Salvador, descrita pela polícia como uma região sob forte influência de uma facção criminosa.

A captura faz parte da Operação Artemis, iniciativa voltada à localização e à prisão de foragidos da Justiça. Após ser detido, o russo foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia, onde foram realizados os procedimentos para o cumprimento da ordem judicial e extradição.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Queimadas no Amazonas quase quadruplicam e fumaça encobre Manaus; governo envia reforço


A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis considerados graves para a população devido à fumaça de queimadas. Na sexta-feira, 9, a Defesa Civil emitiu um alerta aos moradores da capital amazonense, recomendando o uso de máscaras ao sair de casa e orientando a evitar a exposição à fumaça.

O alerta indicava concentração média de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), poluente prejudicial à saúde. Na sexta-feira, a prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares da rede municipal devido à piora da qualidade do ar.

A medida afetou ainda os centros de atendimento especializados, os Centros Municipais de Arte-Educação (Cmaes) e o Parque Cidade da Criança. “De caráter preventivo, a medida visa preservar a saúde, a segurança e o bem-estar dos estudantes, profissionais da educação e de toda a comunidade escolar”, sinalizou a prefeitura.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também decidiram suspender as atividades presenciais. “A medida considera a necessidade de preservar a saúde e o bem-estar da comunidade universitária diante das condições atuais”, informaram, em nota.

. Concentrações acima de 125 µg/m³ já são consideradas “péssimas” pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA. Hoje, o monitor classificava a qualidade do ar como “muito ruim” na zona central de Manaus. Outras cidades do Estado, como Anori, Anamã, Tapauá e Beruri registravam as piores médias de qualidade do ar no Brasil.

Amazonas quase quadruplica focos de calor

Em setembro deste ano, o Amazonas somou 3.726 focos de calor, quase quatro vezes o total registrado no mesmo período do ano passado, de 942, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em outubro, já são 832 focos.

A falta de chuvas em agosto agravou a estiagem em Manaus, contribuindo para o aumento da poluição do ar e dificultando o combate aos incêndios. De acordo com o Inpe, queimadas utilizadas para limpar e renovar pastagens, combinadas à vegetação ressecada, também favorecem a propagação do fogo para áreas de floresta.

Em junho, o governo do Amazonas havia decretado, em caráter preventivo, estado de emergência climática e ambiental por 180 dias, com base nas projeções relacionadas ao fenômeno El Niño. Em setembro, a gestão estadual proibiu o uso do fogo em todo o território amazonense por 120 dias.

Governo federal aponta ter oferecido apoio para combater incêndios no AM

Em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica, na sexta-feira, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmou que o Estado ainda não havia recebido apoio do governo federal para o combate aos incêndios florestais.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Estudo aponta baixa eficácia nos alertas de desastres no país


Apenas 1,83% dos alertas de desastres disparados por SMS no país entre 2018 e 2023 continham todos os elementos considerados essenciais para uma comunicação eficaz, aponta o estudo Mensagens de alerta de desastres: desafios e oportunidades com base na experiência do Brasil.

Realizado pelos pesquisadores Murilo Noli da Fonseca e Luciene Pimentel da Silva, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o estudo analisou 73.701 mensagens enviadas por órgãos de proteção e defesa civil do país, sobre o aspecto de eficiência das informações distribuídas.

O resultado apontou a ausência de vários elementos necessários à uma comunicação eficiente nas mensagens.

“Ao receber uma mensagem, a pessoa precisa conseguir identificar se está em risco, entender o que está acontecendo, saber onde o evento pode ocorrer, o que deve fazer e por quanto tempo precisa permanecer em alerta”, explica Luciene.

Foram analisadas as mensagens de SMS de até 160 caracteres cadastradas no sistema da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entre 2018 e 2023. Os pesquisadores classificaram o total de mensagens por fonte, perigo, localização, orientações e tempo e analisaram esses elementos conforme os padrões do Classificação e Codificação de Desastres (Cobrade).

Um exemplo do que é esperado pelo padrão é a explicação dos danos potenciais do perigo, que apareceram em apenas 7,7% das mensagens analisadas. A localidade precisa, também só foi identificada em 5,9% das mensagens e os horários do termino do perigo só constava em 9% dos textos.

A própria identificação da categoria da mensagem, se era um aviso, uma comunicação, um alerta ou uma advertência não aparecia em 76,2% das mensagens distribuídas. A palavra alerta estava presente em apenas 19% das mensagens, enquanto a palavra aviso apareceu em 2,2% e atenção em 1,8% dos textos disparados.

Na avaliação dos pesquisadores, a ausência desses elementos revela a ineficiência na comunicação do desastre.

“Quanto mais clara e específica for a mensagem, maiores são as condições para que ela seja compreendida e utilizada na tomada de decisão”, acrescenta a pesquisadora da PUCPR.

Limitações

O limite padrão de 160 caracteres, incluindo espaços e pontuações, determinado pela ferramenta de envio de SMS também foi apontado pelos pesquisadores como um dos desafios para a inclusão de informações mais completas e específicas nos alertas.

A diversificação com o uso complementar de diferentes canais de comunicação como Cell Broadcast, aplicativos de mensagens e sistemas locais de comunicação, conforme vem sendo adotado no Brasil mais recentemente resulta em uma estratégia capaz de aumentar a eficiência na comunicação, destaca o estudo.

Para o pesquisador Murilo Fonseca, não existe necessariamente um único canal capaz de atender a todas as situações.

“Um sistema multicanal precisa considerar as características da população, incluindo diferentes níveis de alfabetização e acesso à informação, a presença de pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos que podem enfrentar barreiras de comunicação; as características do território; os meios de comunicação disponíveis e acessíveis; e a dinâmica do fenômeno”, afirma.
Dados

De forma geral, a maior parte das mensagens analisadas, 73,6%, tinham o objetivo de alertar sobre chuvas intensas. O segundo tipo de comunicação mais frequente foi a de baixa umidade do ar, representando 8,5% das mensagens, e, em seguida, aparece a mensagem de alerta para granizo, que representou 4,2% das mensagens analisadas.

As estações da primavera e do verão, que ocorrem entre os meses de setembro e março no Hemisfério Sul, foram os períodos do ano que concentraram 75% dos disparos de mensagens a cada ano. Essas mensagens foram distribuídas principalmente nos meses de janeiro, 15,9%, e dezembro, 13,4%.

Em termos de regionalidade, o sudeste do Brasil apresentou o maior número de disparos de mensagens à população, com 75,2% dos textos enviados. A Região Sul foi responsável por 18,6%, o Centro-Oeste 3,7%, Nordeste, 1,5% e Norte, 0,98% das mensagens.



Veja a Matéria Completa

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Ipespe: Flávio tem 52,7% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47,3%


Em um cenário de segundo turno considerando apenas os votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na corrida eleitoral, marcando 52,7% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47,3% da preferência, segundo dados da pesquisa Ipespe divulgada neste sábado (10).

hierarchy visualization

Os candidatos disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03 (56,1 milhões de votos) no primeiro turno. Lula chegou a 45,16% (53,8 milhões de votos).

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas, ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

A pesquisa Ipespe entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00933/2026.



Veja a matéria completa

Categorias
brasil destaque_home

Acidente na BR-393, no RJ, deixa cinco mortos e nove feridos


Cinco pessoas morreram neste sábado (10)  em um acidente que ocorreu às 6h30 no km 252 da rodovia BR 393, em Barra do Piraí, no sul fluminense. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas são um menino, um homem e três mulheres. 

Nove pessoas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas a unidades hospitalares. Uma criança de oito anos e uma mulher foram levadas pelos bombeiros para o Hospital Maria de Nazaré, em Barra do Piraí. As demais foram encaminhadas à Santa Casa, no mesmo município. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão tombou na pista e mais quatro automóveis se envolveram no acidente, o que provocou a interdição total da via, já liberada. 

Às 9h20, os bombeiros ainda trabalhavam para retirar duas vítimas das ferragens. Às 10h27 as equipes começaram operação para destombar a carreta.

A perícia da Polícia Civil do Estado do Rio foi acionada. As investigações do acidente estão sendo feitas pela 88ª Delegacia.

Baixada

Segundo a PRF, uma pessoa morreu e a pista foi parcialmente interditada em um outro acidente, no km 173 da Rodovia BR 116, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. 



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Falta de energia mata 450 mil peixes no Paraná; Copel cita temporais

A falta de energia elétrica de qualidade no campo provocou a morte de cerca de 450 mil peixes, equivalentes a 230 toneladas, em uma propriedade de São João do Ivaí, no Norte do Paraná. De acordo com a FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), o prejuízo ameaça contratos comerciais e pode chegar a R$ 2,5 milhões.

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a instabilidade compromete os investimentos realizados pelos produtores e ameaça a continuidade da atividade. “Diante das falhas no fornecimento, os piscicultores precisam recorrer a geradores movidos a diesel para manter os equipamentos em funcionamento, o que aumenta as despesas com combustível e manutenção”, informou por meio de nota.

“Na piscicultura, a falta de energia significa falta de oxigênio nos tanques e, em poucas horas, perda de animais e prejuízos financeiros na casa dos milhões de reais”, afirma Meneguette. Para ele, é urgente que a Copel (Companhia Paranaense de Energia) apresente soluções para melhorar o atendimento ao meio rural.

Segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, da Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), o Paraná produziu mais de 273 mil toneladas de peixes em 2025 e respondeu por quase 70% da produção nacional de tilápia. O Estado também tem participação expressiva nas exportações: das 12 mil toneladas de tilápia embarcadas pelo Brasil para o mercado internacional no ano passado, metade saiu do Paraná, gerando mais de US$ 28 milhões em receita.

De acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural), Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon estão entre os principais municípios produtores. Já Itambaracá, Alvorada do Sul, Nova Prata do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Boa Esperança do Iguaçu estão entre as cidades com maior quantidade de tanques.

Além das interrupções completas, os produtores relatam oscilações frequentes de tensão, conhecidas como “pisca-pisca”. Na região de Marechal Cândido Rondon, o problema é especialmente intenso no fim da tarde e no início da noite. Nessas situações, a tensão pode cair sem que o fornecimento seja totalmente interrompido, dificultando o acionamento automático dos geradores. Dispositivos de proteção também podem impedir a partida dos aeradores para evitar danos aos motores.

“Quando a energia falha, o peixe sofre com a oxigenação da água. Com baixa oxigenação, o resultado do ciclo é comprometido: o ganho de peso diário cai e o peixe fica mais dias nos tanques até ser entregue”, explica Edio Chapla, presidente da Comissão Técnica de Aquicultura do Sistema FAEP e do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon.

Piscicultor, Chapla afirma que há relatos de problemas no fornecimento em diferentes regiões do Estado. Segundo ele, a instabilidade também afeta a saúde emocional dos produtores, que precisam acompanhar constantemente o funcionamento dos equipamentos e verificar se os geradores serão acionados.

“Tem impactado na parte psicológica. O produtor vive com a intranquilidade de saber se o gerador vai entrar, se o equipamento vai ligar e tendo que correr atrás desse fornecimento de energia. É uma tortura”, relata.

Os prejuízos também incluem gastos com diesel, troca de óleo, manutenção e substituição de equipamentos. Segundo Chapla, a energia já representa mais de 55% do custo do lote, pressionando a rentabilidade da atividade e dificultando o planejamento dos negócios familiares.

Em São João do Ivaí, Edilson Pini enfrenta as consequências da instabilidade no fornecimento. A família atua na piscicultura há cerca de 40 anos, produz aproximadamente 800 toneladas de peixes por ano em 15 viveiros e mantém um frigorífico próprio. A perda de cerca de 450 mil peixes compromete a produção prevista para os próximos quatro meses e ameaça contratos comerciais.

A propriedade abastece programas de alimentação escolar de 22 municípios paranaenses, além de atender instituições como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Sesc e Senac. Com a perda do plantel, o produtor teme não conseguir cumprir os compromissos assumidos com os clientes.

Segundo Pini, os problemas começaram em 29 de setembro, quando houve uma interrupção no fornecimento de energia por volta das 14h. Às 15h16, ele registrou o primeiro chamado à Copel. Diante das oscilações, o gerador da propriedade foi acionado para manter os equipamentos dos viveiros em funcionamento.

Por volta das 20h, porém, o gerador apresentou uma pane. Dois motores de arranque queimaram e a placa de automação ficou inutilizada, gerando um custo de reparo estimado em R$ 20 mil.

“A qualidade da energia na região é ruim há anos. Em um dia normal, ocorre de dois a quatro picos de energia. Já houve noite com 14”, afirma.

Durante a noite, Pini, a esposa e dois funcionários tentaram manter os peixes vivos por meio de procedimentos manuais, incluindo a aplicação de oxigênio granulado. As medidas, entretanto, não foram suficientes para garantir a oxigenação dos viveiros diante do volume de animais e da falta de funcionamento dos aeradores. A energia só foi restabelecida às 13h do dia seguinte, 30 de setembro, após cerca de 23 horas de interrupção.

Pini afirma que, apesar de ser atendido na categoria de consumidor do grupo A, realizou 28 contatos por WhatsApp e pelo telefone 0800, além de procurar a central de Londrina, a gerência de Ivaiporã e técnicos responsáveis.

“Se a empresa tivesse mobilizado a estrutura de manutenção no primeiro dia, em vez de três dias depois, quando houve nova queda, eu não teria tido esse prejuízo”, diz.

O produtor estima que os prejuízos estejam na casa dos milhões de reais. Apenas a reposição do plantel exigiria cerca de R$ 2,5 milhões. A perda representa seis meses de trabalho e compromete o planejamento da propriedade, além do cumprimento dos contratos.

Pini já reúne documentos e negocia com clientes, fornecedores e cooperativas de crédito para reorganizar os compromissos financeiros e buscar apoio, inclusive de agências de fomento.

“Eu quero da Copel a nossa matéria-prima de volta para nos reerguermos”, afirma.

O caso evidencia a dependência da piscicultura em relação à infraestrutura elétrica. Para o setor, a regularidade no fornecimento é fundamental para preservar os animais, reduzir custos, manter contratos e garantir a continuidade da produção no campo.

Copel atribui interrupção a temporais

Por meio de nota oficial, a Copel informou que, em 29 de setembro, das 173,7 mil unidades consumidoras que tiveram o fornecimento interrompido em decorrência das tempestades no Estado, 107,2 mil estavam no Noroeste, o equivalente a 61,7% do total.

Em São João do Ivaí e em municípios vizinhos, as equipes da Copel atenderam a 385 ocorrências relacionadas aos temporais. O atendimento contou com reforço de profissionais da Base de Serviços de Ivaiporã e eletricistas do Copel Agro, programa voltado ao suporte de produtores de proteína animal.

De acordo com a companhia, após ser acionada pelo cliente na tarde de 29 de setembro, mobilizou cinco equipes, entre técnicos de obras e eletricistas, para atender à ocorrência. Os trabalhos envolveram a reconstrução de trechos da rede danificados pelo rompimento de cabos, pela quebra de postes e pela queda de galhos sobre as linhas de distribuição em áreas de mata e de difícil acesso.

A Copel acrescentou que, em um período de 35 dias, ao longo de setembro e no início de outubro, o Paraná registrou cinco eventos climáticos consecutivos de grande intensidade, que provocaram danos à rede elétrica em diferentes regiões do Estado.

A empresa afirmou ainda que mantém investimentos na infraestrutura elétrica e um plano de contingência que inclui prevenção, monitoramento em tempo real, preparação operacional e ações para restabelecer o fornecimento de energia o mais rapidamente possível.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

AliançaBiodiesel apoia restrição da ANP à venda de biodiesel

A AliançaBiodiesel avalia positivamente a decisão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) de restabelecer, por 24 meses, a proibição da comercialização de biodiesel entre distribuidores de combustíveis líquidos. A medida busca combater irregularidades conhecidas como “bionotas”, operações documentais sem a correspondente movimentação física do produto e sua efetiva mistura ao diesel A.

Criada pela Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) e pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a AliançaBiodiesel considera que a restrição contribui para coibir práticas que prejudicam empresas que cumprem as regras do setor, comprometem a transparência do mercado e podem reduzir a arrecadação pública.

Para o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, a decisão é importante para reduzir a concorrência desleal e garantir condições mais equilibradas entre os agentes do mercado.

Já o presidente executivo da Abiove, André Nassar, destaca que a medida oferece maior segurança jurídica e previsibilidade regulatória para o desenvolvimento da cadeia produtiva do biodiesel. Segundo ele, a integridade das operações é fundamental para que o biocombustível mantenha seu papel no desenvolvimento econômico sustentável e na descarbonização da matriz de transportes brasileira.

Além de combater as chamadas bionotas, a restrição busca fortalecer a rastreabilidade do biodiesel e assegurar que o produto utilizado no cumprimento da mistura obrigatória seja efetivamente produzido, comercializado e entregue conforme as regras estabelecidas pela ANP.

A AliançaBiodiesel defende que a proibição seja mantida de forma permanente após a conclusão do processo de análise de impacto regulatório, consulta pública e audiência pública. Para a entidade, a continuidade da regra é necessária para ampliar a segurança jurídica, garantir isonomia concorrencial e impedir operações exclusivamente documentais.

Segundo Goergen, a indústria brasileira reúne capacidade produtiva e tecnologia para ampliar a participação do biodiesel na matriz energética nacional. Para isso, afirma, é necessário assegurar que todos os agentes concorram sob as mesmas condições e que as transações comerciais correspondam à efetiva circulação física do produto.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Exportações do agro brasileiro aos EUA caem 17,8% de janeiro a setembro

As exportações brasileiras do setor agropecuário para os Estados Unidos caíram 17,8% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado contrasta com o desempenho das vendas para os demais mercados internacionais, que cresceram 8,9% no intervalo, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em informações do Comexstat.

A retração do setor agropecuário ocorre em um cenário de queda das exportações brasileiras para o mercado americano, apesar da recuperação registrada em setembro. No mês, as vendas totais do Brasil aos Estados Unidos cresceram 31,9% na comparação anual, alcançando US$ 3,5 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, porém, houve recuo de 6,5%, para US$ 27,5 bilhões.

Entre os produtos sujeitos às sobretaxas americanas de 25% ou 37,5%, o sebo bovino registrou queda de 33,4% nas exportações brasileiras aos Estados Unidos no acumulado do ano. O fumo não manufaturado também apresentou retração expressiva, de 32,2%.

Ao considerar os dez principais produtos submetidos às alíquotas mais elevadas, nove tiveram queda nas vendas ao mercado americano. A maior retração percentual foi registrada pela madeira de coníferas, com recuo de 50,6%, seguida por granitos trabalhados, com queda de 34,1%.

No conjunto dos produtos sujeitos às sobretaxas de 25% a 37,5%, as exportações brasileiras somaram US$ 4,1 bilhões entre janeiro e setembro, uma redução de 25,4% em relação ao mesmo período de 2025, equivalente a aproximadamente US$ 1,4 bilhão a menos.

Considerando todos os bens sujeitos às sobretaxas, as vendas brasileiras aos Estados Unidos recuaram 8,1% no acumulado do ano. Entre os produtos sem essas tarifas adicionais, a queda foi de 5,1%.

Apesar da retração nas vendas de produtos agropecuários aos Estados Unidos, o crescimento das exportações para outros destinos indica um desempenho mais favorável do setor em mercados alternativos. Os dados disponíveis, no entanto, não detalham os valores totais exportados pelo agro para cada um desses grupos de destinos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 112 milhões neste domingo


A Mega-Sena sorteia neste domingo (11) prêmio estimado em R$ 112 milhões. As seis dezenas do concurso 3.069 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (10) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números 07 – 10 – 39 – 40 – 43 – 57 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.