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Lula vai a São Paulo para participar de ato na Avenida Paulista


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá participar, às 12h deste domingo (11), de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação terá a presença de aliados como Fernando Haddad (PT).

Ao longo deste domingo, a campanha também deve se debruçar sobre a definição da agenda do candidato à reeleição para os próximos dias. Até o momento, a previsão é que Lula realize um ato com caminhoneiros na manhã de quarta-feira (14), em São Paulo. No mesmo dia, está prevista a ida do petista ao Rio de Janeiro para um ato temático sobre saúde.

Na quinta (15), o presidente deve participar da sabatina da TV Globo. No dia seguinte, ainda no Rio, a campanha organiza um ato político. A previsão ainda conta com a ida de Lula ao debate da Band, no próximo domingo (18).

Pacote para MEIs

Nos próximos dias, o presidente Lula também deve se reunir com sua equipe de governo para discutir medidas para os MEIs (Microempreendedores Individuais). No sábado (10), o petista disse que serão feitos anúncios “importantes” para pequenos e médios empresários.

“Eu tenho algumas reuniões importantes para fazer em Brasília, para decidir algumas coisas ainda para ajudar pequenos e médios empresários, para ajudar o pessoal do Super Simples e para ajudar o pessoal dos MEIs. Nós vamos anunciar algumas medidas importantes”, disse.

A fala foi feita durante uma caminhada de Lula em Natal (RN), na abertura da campanha do segundo turno das eleições. A campanha de Lula busca reverter a desvantagem que o candidato à reeleição teve no primeiro turno. Flávio terminou a primeira rodada com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.

O governo defende hoje um projeto de lei que está tramitando na Câmara dos Deputados que trata sobre o reajuste no teto dos MEIs. A ideia do texto é permitir o enquadramento como microempreendedor individual de pessoa com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 130 mil, no primeiro ano, bem como para permitir que o MEI contrate até dois empregados.

Há, no entanto, um impasse sobre a revisão das faixas do Simples Nacional. Essa é uma resistência do Palácio do Planalto, que teme o impacto de mais de R$ 50 bilhões por ano com essa medida. Os parlamentares buscam ainda uma correção anual no teto do MEI reajustada pela inflação. Ainda em negociação em busca de consenso, o projeto deve ser votado neste semestre.



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Manifestação na Paulista reúne políticos e pede fim da escala 6×1


Um ato organizado pela União Nacional dos Estudantes, na Avenida Paulista, conta com a participação do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (11). A manifestação, que começou por volta das 11h, tem a presença de aliados, como o vice, Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL).

A “Marcha pela Democracia” tem concentração na frente do MASP, com trajeto previsto até a Praça Roosevelt, e marca o quinto dia de atos a favor da reeleição de Lula.

O presidente confirmou presença no final do dia de sábado (10), em vídeo publicado no Instagram.

Antes do primeiro turno, em 4 de outubro, o petista também realizou ato na Paulista.

Na manhã deste domingo, antes de chegar à Avenida Paulista, ele voltou a falar nas redes sociais. No Instagram, Lula defendeu o fim da escala 6×1, que tem sido um dos focos de sua campanha eleitoral até agora.

Além de Haddad e Boulos, aliados como as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (REDE), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares petistas, como o deputado federal Carlos Zarattini (PT) e a deputada federal eleita Luna Zarattini (PT), também marcam presença no trio.

O ato ainda conta com participação de artistas, como o ator Humberto Carrão e o cantor Baco Exu do Blues.

Lula foca no Sudeste para segundo turno

Na última sexta-feira (9), o ex-ministro Camilo Santana, que passou a integrar a coordenação de campanha à reeleição do presidente Lula, afirmou que o candidato vai priorizar a região Sudeste do país até o segundo turno, de forma especial os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os estados são os maiores colégios eleitorais do país e, juntos, somam 66,8 milhões de votos (39,9% do total do país). No primeiro turno, Flávio foi vitorioso nos três estados vistos como “chave” pela campanha de Lula.

Ao longo deste domingo, a campanha também deve se debruçar sobre a definição da agenda do candidato à reeleição para os próximos dias.

Até o momento, a previsão é que Lula realize um ato com caminhoneiros na manhã de quarta-feira (14), em São Paulo. No mesmo dia, está prevista a ida do petista ao Rio de Janeiro para um ato temático sobre saúde.

Na quinta (15), o presidente deve participar da sabatina da TV Globo. No dia seguinte, ainda no Rio, a campanha organiza um ato político. A previsão ainda conta com a ida de Lula ao debate da Band, no próximo domingo (18).



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Nunes Marques manda suspender canal pró-Lula criado por André Janones


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A decisão atende a um pedido feito pelo candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) e vale até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.

A decisão também determina que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados, desde 5 de outubro, pela conta de Janones.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a medida. Em conversa com jornalistas em São Paulo, o mandatário afirmou que seus advogados entrarão na Justiça Eleitoral para pedir explicações sobre essa medida. De acordo com ele, as medidas da Corte têm sido “tendenciosas” contra a campanha petista.

“Eu acho um absurdo, os nossos advogados vão entrar com um pedido de explicação ao presidente do TSE porque há alguns dias vem acontecendo decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas participarem do canal. Não é possível que o presiente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano, e deixe as eleições fluairem sem a interferencia da justiça”, declarou.

Lula disse ainda estar desconfiado com a postura da Corte eleitoral: “Eles tem bloqueado gente nossa e permitido ações dele (Flávio)”. Segundo o presidente, a equipe jurídica vai entrar com um pedido para “equilibrar esse jogo”.

“Nas redes nós estamos ganhando o jogo. Nosso povo ta postando muita coisa, está muito ativo e por isso tenho desconfiado da postura da Corte eleitoral que tem blioqueado gente nossa e permitido as ações dele. Por isso vamos entrar com um pedido para equilibrar esse jogo”.

A decisão assinada pelo ministro Nunes Marques declara a mobilização de Janones como “lícita” e considera que a estrutura esteja sendo usada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”, e por isso pede a derrubada do canal.

Com base nessa avaliação, o presidente da Corte afirma que:

  1. “o canal, que contava com cerca de 55 mil seguidores na manhã de 5 de outubro de 2026, alcançou 2.090.796 seguidores em 7 de outubro e 2.967.820 na tarde de 9 de outubro, e as mensagens nele publicadas somavam, até 7 de outubro, 3.582.366 encaminhamentos;
  2. o administrador não esconde a finalidade do canal, pois afirmou aos seguidores que “tudo que ele mandar falar de narrativa, vocês vão falar”, que com um milhão de pessoas “eu consigo controlar a narrativa no país inteiro” e, em transmissão de 8 de outubro, que a regra é “comando único”, “só obedece” e “agir igual um robô”;
  3. o que o canal manda repetir são, em grande medida, afirmações que esta Corte já reconheceu como inverídicas em processos movidos contra o próprio administrador, como a de que o requerente pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, a de que estaria “envolvido com a milícia” e as de que reduziria aposentadorias, pensões e Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família;”

E pede que a plataforma suspenda em no máximo duas horas o canal “Exército do Lula” até o segundo turno e suspenda a conta de Janones.

A decisão cita como exemplos publicações que vinculam Flávio à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, a redução das aposentadorias e o envolvimento com a milícia.

Nas redes sociais, Janones repudiou a decisão do TSE e afirmou que “se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura será instalada”.

A mobilização começou depois do primeiro turno das eleições. Flávio terminou a primeira rodada com 47,03% dos votos enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.



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Informalidade aumenta desafio previdenciário nos países emergentes, diz OCDE


O rápido envelhecimento da população está pegando vários países em desenvolvimento num contexto em que a informalidade continua sendo a forma dominante de emprego. Um relatório divulgado pela OCDE nesta semana afirma que isso adiciona complexidade à busca pelo desenvolvimento de sistemas previdenciários robustos que possam alcançar cobertura decente e oferecer benefícios adequados na velhice.

Globalmente, espera-se que a parcela da população com mais de 65 anos aumente de 10% em 2022 para 16% em 2050, atingindo 24% em 2100.

A OCDE comenta que a maioria dos países em desenvolvimento deve fazer a transição de uma sociedade “em envelhecimento” para uma sociedade “envelhecida” em apenas 15 a 35 anos. Em forte contraste, essa transição ocorreu nos países desenvolvidos ao longo de períodos entre 40 e 120 anos.

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“O envelhecimento é um fenômeno global. A África é a exceção, pois permanece em um estágio inicial da transição demográfica, com um substancial bônus jovem. Seus países devem se tornar sociedades envelhecidas apenas por volta de 2075.

Leia mais: Envelhecimento: São Paulo já tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos

Nos 58 países com dados compilados no estudo, 51% dos idosos recebem benefícios previdenciários – sejam contributivos ou não contributivos. No entanto, é feito a ressalva que essa cobertura varia drasticamente entre os países, dependendo de seu nível de desenvolvimento, região e estágio na transição demográfica.

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Um dado alarmante é que apenas 40% dos indivíduos empregados, e 8% dos trabalhadores informais, contribuem para algum tipo de regime previdenciário. E essa baixa adesão afeta não apenas os trabalhadores da economia informal de baixa remuneração com capacidades contributivas limitadas, mas também trabalhadores informais de média e alta remuneração e trabalhadores formais por conta própria que poderiam pagar para contribuir.

“Isso reflete uma variedade de barreiras, que vão desde baixos rendimentos e renda irregular até falta de informação, desconfiança no sistema e/ou falta de opções relevantes, especialmente para não empregados”, diz a OCDE.

O relatório mostra que, em média, homens urbanos pertencentes aos domicílios mais ricos têm maior probabilidade de receber benefícios previdenciários contributivos, enquanto mulheres, pessoas que vivem em áreas rurais e os pobres têm maior probabilidade de serem cobertos por regimes não contributivos.

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“Na ausência de renda adequada na aposentadoria, os idosos adotaram diversas estratégias de enfrentamento para garantir seu sustento, incluindo o adiamento da aposentadoria para trabalhadores da economia informal e a dependência de apoio intergeracional.”

O estudo sugere que as políticas públicas devem focar no triplo desafio da cobertura, adequação e sustentabilidade fiscal/financeira. “As políticas devem ter como objetivo articular de forma coerente regimes não contributivos e contributivos, garantindo consistência e sinergia para equilibrar a segurança da renda na aposentadoria com incentivos à formalização”, diz a OCDE.

A entidade defende que os regimes não contributivos são cruciais para cobrir as necessidades básicas dos idosos e protegê-los da pobreza. E que eles precisam ser complementados por regimes contributivos que se ajustem às necessidades dos trabalhadores da economia informal, com vistas a integrar gradualmente tanto trabalhadores formais quanto informais em regimes comuns para evitar fragmentação e alcançar escala significativa.

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Leia mais: O envelhecimento duplo que vai quebrar a saúde global

Segundo a OCDE, uma base contributiva pequena e uma contração no número de contribuintes, juntamente com benefícios garantidos generosos, podem rapidamente comprometer a sustentabilidade do regime de contribuição definida e levar a severos passivos financeiros.

Nas economias emergentes e em desenvolvimento, esse círculo vicioso se materializou para muitos regimes de contribuição definida para servidores públicos (e, em certa medida, para trabalhadores do setor privado). “Uma revisão dos regimes de pensão do serviço público em seis grandes economias – Brasil, Chile, China, Índia, Malaui e África do Sul – mostrou que muitos foram estruturados como completamente separados do regime geral, frequentemente com índices de financiamento mais baixos, passivos mais altos por membro do que outros arranjos e sem acumulação de reservas”.

Em muitos casos, devido à sua sensibilidade política, os desequilíbrios dos regimes públicos de contribuição definida têm sido cada vez mais cobertos por recursos provenientes da receita geral, em vez de contribuições padrão, diz a entidade.

“Financiar a expansão dos sistemas previdenciários é desafiador, mas existem oportunidades. Expandir as pensões não contributivas – alcançável a um custo fiscal relativamente baixo para benefícios básicos antipobreza – oferece retornos sociais significativos e grandes externalidades positivas, mas requer reformas fiscais para mobilizar melhor os recursos domésticos”, afirma a OCDE.

“Paralelamente, existe algum espaço para ampliar a base de contribuintes da seguridade social e estender a cobertura previdenciária contributiva, alcançando os trabalhadores da economia informal com a maior capacidade contributiva.”

Informalidade

O relatório da OCDE destaca a diversidade de situações dentro da economia informal e analisa como o envelhecimento, a automação e a degradação ambiental estão remodelando os meios de subsistência dos trabalhadores informais. E identifica políticas para promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Segundo os dados compilados, a informalidade continua sendo a norma na maioria dos países de baixa e média renda: 68% dos trabalhadores são empregados informalmente nos 58 países abrangidos pelo estudo.

No entanto, é destacado que a economia informal está longe de ser homogênea. Há grandes disparidades regionais persistem, e trabalhadores informais têm perfis altamente diversos. Na América Latina, por exemplo, a taxa do Chile está em 27%, enquanto a do Brasil está em 37% e a do México chega a 57% e a do Peru ultrapassa os 77%.

E mesmo dentro da economia informal, a desigualdade é alta. Frequentemente, trabalhadores informais de baixa remuneração ou pobres coexistem com trabalhadores mais bem remunerados, que podem permanecer informais por escolha.

A pesquisa mostra  que países como Argentina, Brasil, Chile, Chipre, Guatemala, Honduras, Índia, Mongólia, Suriname, Peru e Uruguai Argentina, Brasil, Chile, Chipre, Guatemala, Honduras, Índia, Mongólia, Suriname, Peru e Uruguai com salários informais inferiores à metade do salário mínimo local.

Em contraste, os salários desses empregados estão mais próximos de 80% do salário mínimo em países como Albânia, Armênia, Romênia e Tailândia.

Tais variações podem refletir a diferente capacidade dos países de lidar com problemas muito mais complexos de aplicação da legislação trabalhista, bem como diferentes níveis de salários mínimos legais. Mas a constatação é que essa diversidade exige políticas personalizadas, em vez de abordagens únicas para todos.



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