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O efeito do frio nos pneus do carro e o impacto direto no consumo de combustível


A queda de temperatura no outono e inverno reduz a pressão de ar nas rodas, exigindo atenção redobrada na manutenção e pesando no bolso de quem dirige

Divulgação/EcoviasRodovias de São Paulo receberão mais de 2 milhões de veíuclos
A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases

Quando os termômetros despencam, não é apenas o motorista que sente os efeitos da mudança de estação. Os carros também sofrem com as baixas temperaturas, e o primeiro sinal costuma aparecer na altura das rodas. Muitos condutores não sabem exatamente por que a pressão dos pneus cai no frio e como calibrar corretamente durante o outono e inverno, mas ignorar essa oscilação climática é um erro que custa caro, tanto na hora de abastecer o tanque quanto na oficina mecânica.

O que acontece dentro da borracha quando esfria

A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases. O ar comprimido dentro da câmara é composto por moléculas que se expandem com o calor e se contraem com o frio. Quando o veículo passa a noite exposto a uma frente fria, o ar se condensa e passa a ocupar um espaço consideravelmente menor. O resultado é a redução automática da pressão interna, mesmo na ausência de furos ou defeitos na válvula.

Especialistas da indústria automotiva apontam que, a cada queda de 10 graus Celsius, a pressão de um pneu diminui em média entre 1 e 2 libras (PSI). Isso significa que se o carro ficou estacionado na rua ou em uma garagem aberta durante uma madrugada de geada, a borracha vai amanhecer descalibrada, demandando uma parada urgente na bomba de ar antes do trajeto rotineiro.

Os riscos para a estabilidade e a frenagem

Dirigir com uma calibragem inferior à recomendada pela montadora altera a dinâmica de condução do automóvel. Com menos ar para sustentar o peso, a superfície de borracha que se esmaga contra o asfalto fica muito maior. Na prática, a direção torna-se mais pesada e o veículo perde sua eficiência estrutural, comprometendo de maneira grave a estabilidade em manobras rápidas de esquiva ou em curvas acentuadas.

A situação atinge um nível crítico quando a pista está molhada. Pneus murchos sofrem uma severa redução na capacidade de drenar a água pelos sulcos principais, o que multiplica o risco de aquaplanagem nas chuvas. A distância que o carro percorre até conseguir parar por completo em uma frenagem de emergência também se alarga drasticamente, colocando os pedestres e a família do motorista em um cenário de alto risco.

O peso da falta de manutenção no orçamento mensal

A conta de ignorar os cuidados automotivos de inverno sempre chega rápido para o consumidor. O cálculo é lógico: com a roda murcha e achatada no solo, o nível de atrito sobe. Para conseguir superar essa resistência extra e tirar o carro do lugar, o motor precisa fazer muito mais força para movimentar as toneladas de aço e passageiros. Esse esforço adicional costuma elevar o consumo de combustível em até 10%, um buraco financeiro sorrateiro no orçamento de quem trabalha com o carro ou viaja grandes distâncias todos os dias.

O desgaste do próprio conjunto de rodas também é vertiginoso. Rodar constantemente abaixo da especificação força as bordas laterais (ombros) do pneu a assumirem o impacto, destruindo a estrutura prematuramente. O descaso pode levar ao famoso pneu careca, caracterizando uma infração grave no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Se parado em uma blitz, o proprietário recebe multa de R$ 195,23, soma cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e corre o risco de ter o veículo retido na via até providenciar a troca.

Perguntas frequentes sobre a rotina no posto

Qual é o momento certo para realizar a medição no aparelho?
A leitura adequada sempre deve ocorrer com as rodas totalmente frias. O indicado é encostar em um posto que esteja localizado a, no máximo, dois ou três quilômetros de onde o veículo passou a noite. Se você rodar distâncias maiores, a fricção com o asfalto vai aquecer a borracha, fazendo o ar de dentro expandir e entregando um número falso no visor digital do calibrador.

É recomendável adicionar libras a mais por conta do clima frio?
Não é recomendado tentar alterar os padrões de engenharia para compensar o inverno. O motorista deve manter o rigor e calibrar exatamente conforme a medida de fábrica expressa no manual do proprietário, na coluna da porta ou na portinhola do tanque de combustível. A solução não está no excesso de ar, mas na constância do cuidado.

Com que frequência a inspeção deve ser repetida?
Ao longo dos meses mais secos e frios do ano, a revisão do ar deve ocorrer preferencialmente toda semana ou, no limite da rotina, a cada quinze dias. As fortes variações de temperatura, muito comuns no clima brasileiro entre a noite congelante e a tarde ensolarada, tornam o esvaziamento interno algo contínuo.

A adoção de tecnologias focadas na segurança, como o sistema interno de monitoramento de pressão em tempo real (TPMS), já começa a equipar frotas mais recentes, disparando notificações cruciais diretamente no painel de instrumentos. Contudo, enquanto os sensores inteligentes não são uma realidade obrigatória para todos, o velho hábito de usar cinco minutos do tempo na bomba de ar do posto segue reinando como a melhor blindagem contra acidentes e contra o desperdício de gasolina.





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Cotações da soja caem em Chicago pressionadas por petróleo e clima

Na Bolsa de Chicago, a soja encerrou a sessão desta quinta-feira (21) em queda, com o contrato para entrega em julho recuando 0,81% e fechando cotado a US$ 11,9425 por bushel.

A Granar destacou que a soja não conseguiu sustentar os ganhos do meio da sessão e acumulou o terceiro dia consecutivo de perdas em Chicago, pressionada principalmente pela queda do petróleo.

Segundo a Agrinvest, o complexo soja voltou a registrar baixa, com destaque para a forte pressão sobre o óleo de soja, influenciado pela queda do petróleo. O relatório semanal de vendas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) veio dentro das expectativas para soja em grão e farelo, sem grandes surpresas para o mercado.

A consultoria também destaca que as tradings reduziram de forma significativa as compras da soja brasileira no destino, com queda de 15 centavos de dólar por bushel para embarques entre julho e setembro. Ao mesmo tempo, a cobertura da China para a janela 2026/27 segue mais adiantada. O mercado ainda monitora a possibilidade de eventuais novas compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

Do lado fundamental, o avanço da safra 2026/27 e as previsões de chuvas para as Grandes Planícies e partes do Centro-Oeste dos Estados Unidos também contribuíram para o viés de baixa. Por outro lado, a ausência de novas notícias sobre compras chinesas adicionais, que haviam impulsionado as altas no início da semana, aumenta a cautela entre os investidores do mercado de grãos.

Milho

Já os vencimentos para o milho futuro encerrou a sessão desta quinta-feira em queda, com o contrato para entrega em julho recuou 0,75% e precificado a US$ 4,6225 por bushel.

Segundo a Agrinvest, os futuros dos cereais caíram na CBOT diante das incertezas relacionadas ao cenário geopolítico, incluindo as tensões envolvendo o Irã, além das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que seguem no radar do mercado.

A Granar destaca que o milho registrou o terceiro dia consecutivo de perdas em Chicago, pressionado também pelas condições climáticas nos Estados Unidos. As chuvas nas Grandes Planícies Centrais ajudaram a aliviar a seca em áreas importantes, como Nebraska, onde cerca de 90% do território vinha sofrendo com déficit hídrico. A previsão de novas precipitações no Centro-Oeste, região onde o plantio da forragem está praticamente concluído, também reforçou o viés baixista.

Outro fator de atenção é a ausência de novas confirmações sobre compras chinesas, apesar do anúncio recente de um acordo que prevê aquisições mínimas de US$ 17 bilhões por ano entre 2026 e 2028.

Trigo

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Governo lança novo leilão do Eco Invest e espera arrecadar R$ 50 bilhões


O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (25), o quinto leilão Eco Invest, no qual espera arrecadar até R$ 50 bilhões para fomentar a inovação na área de minerais críticos, fertilizantes verdes, bioinsumos, combustíveis verdes e baterias. A nova rodada de captação de investimentos é focada em dar linhas de crédito em seis áreas para incentivar o desenvolvimento de projetos tecnológicos sustentáveis desde a concepção, especialmente conectando empresas a universidades e centros de pesquisa nacionais ou internacionais.

O leilão pretende criar seis fundos de inovação, nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas; combustíveis verdes e avançados, biogás e biometano; automação e inteligência artificial para processos produtivos e tecnológicos; sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos; química verde e biomateriais; e resíduos minerais e industriais.

O Tesouro Nacional vai aportar, ao todo, R$ 9 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão em cada fundo, e cada instituição financeira deverá alavancar ao menos 2 vezes esse valor, podendo chegar até R$ 4,5 bilhões. Além disso, o governo vai colocar até R$ 1 bilhão na linha de crédito corporativo, e o banco deve colocar ao menos o dobro desse valor.

Considerando que os bancos invistam nos patamares máximos, há a expectativa de chegar a R$ 50 bilhões de recursos. O leilão deve ser realizado no meio de julho, mas ainda não foi definida uma data exata.

Ao lançar o novo leilão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil precisa investir mais em inovação e que o Estado precisa colaborar com a iniciativa privada para melhorar o cenário. O ministro apontou que há três “vales da morte” no processo de inovação, sendo o primeiro o processo de tirar as ideias do papel, o segundo a produção em grande escala e o terceiro desafio seria a comercialização. Essa rodada do Eco Invest, disse, será importante para auxiliar nessa primeira etapa.

— O Estado não está dizendo que vai fazer tudo sozinho. Estamos reconhecendo a eficiência e o grau de penetração das universidades privadas, dos centros de eficiência, que sabem colocar de pé projetos. O primeiro vale da morte é quando você tem que fazer a inovação, tirar das ideias e constituir em termos de laboratório, de pesquisa aplicada. E isso não acontece no Brasil. O Brasil tem um patamar de pesquisa semelhante ao da Coreia do Sul, mas a gente não consegue tirar do papel, registrar patente. O Eco Invest procura estruturar fundos de inovação e, em parceria com as empresas brasileiras, vencer esse vale da morte — falou.

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A escolha dos projetos vencedores do leilão será feita a partir do critério do valor de alavancagem do fundo de inovação: quem oferecer colocar mais dinheiro sobre os R$ 1,5 bilhão do poder público, vence. Os valores deverão ser investidos obrigatoriamente em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, que podem ser tocados por empresas ou startups brasileiras, ou também em parceria com instituições ou empresas estrangeiras.

Para o crédito corporativo, o maior montante do crédito corporativo que a instituição financeira vai oferecer, cujo mínimo deve ser de R$ 100 milhões e o máximo de R$ 1 bilhão, com alavancagem mínima de três vezes este valor. O terceiro critério será a porcentagem de financiamento de parcerias com universidades ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação — deverá haver um mínimo de 10% de investimento nessas instituições.

O Eco Invest trabalha com o conceito de blend finance (finanças mistas), em que o governo aporta recursos com juros baixos, baratenado os financiamentos, e a iniciativa privada faz o complemento. Estimativas mostram que para cada R$ 1 empregado pelo governo, a iniciativa privada entre com no mínimo R$ 4, em média. Esse instrumento também oferece ferramentas de hedge cambial para mitigar o risco associado à flutuação do câmbio, especialmente em economias emergentes como o Brasil, onde existe esse tipo de volatilidade.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância da nova rodada principalmente em relação aos biofertilizantes, área na qual o país é dependente de produtos importados, e também nos minerais críticos, tema que ganhou tração nos últimos meses.

O governo tem dito que a ideia é investir no setor para que o Brasil não seja “apenas” um exportador de commodities como as terras-raras, cobiçadas pela indústria de tecnologia, mas sim de produtos produzidos com esses minerais que tenham valor agregado mais elevado.

— E não faz sentido reduzir a dependência nessa área com base meramente nos fertilizantes, mas já olhar para a categoria dos biofertilizantes, porque lá na frente isso vai ser uma preocupação. Sistemas de baterias, mineiras críticos e veículos elétricos, o Brasil tem uma vantagem importante, o mundo busca os minerais críticos, é importante apoiar o investimento nesse setor — falou.

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São considerados críticos aqueles minerais essenciais para setores-chave da economia e cuja oferta está concentrada em poucos países ou sujeita a instabilidades. Entram nessa lista o lítio, o nióbio, o cobalto, o grafite e as próprias terras-raras. No caso do lítio, fundamental para baterias de carros elétricos, o Brasil detém cerca de 8% das reservas mundiais. Já em nióbio, usado na produção de ligas metálicas de alta resistência para a indústria e para o setor aeroespacial, o país responde por 93,1% das reservas globais.

— O que o Eco Invest está fazendo? Está estimulando aquilo que é fundamental, que é a agregação de valor. Ou seja, o país não pode ser um exportador de minerais críticos, mas ter a capacidade de processar, industrializar, utilizar esse material crítico e, portanto, vender produtos com maior valor agregado. Isso reduz a pressão sobre o meio ambiente (7:29) e isso reduz a pressão sobre a mineração — falou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

No evento, realizado em São Paulo, foram divulgados os resultados do quarto leilão do Eco Invest, que foi voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura habilitante na Amazônia Legal. Dos oito bancos que apresentaram propostas, foram selecionados quatro: Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil e ABC Brasil. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital na linha principal, que vão viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.

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O eixo que mais concentrou volume de recursos foi o da infraestrutura, com R$ 7,8 bilhões, enquanto o da bioeconomia ficou com R$ 4,4 bilhões. O turismo sustentável deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.



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Clima: frente fria avança pelo Sudeste e tempo estabiliza no Sul; veja


Ciclone extratropical associado ao sistema se afasta da costa brasileira. Tempo começa a se estabilizar gradualmente na Região Sul



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Dólar e petróleo pressionam cotações futuras do algodão na bolsa de NY

Os preços do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em forte queda na bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em julho recuou 4,44% e fechou cotado a US$ 77,98 por libra-peso, pressionado pelo movimento negativo das commodities e pela valorização do dólar americano.

Ao longo do dia, os contratos futuros da fibra chegaram a registrar perdas mais expressivas. Os vencimentos foram impactados pelo o avanço do  índice do dólar e pela alta do petróleo bruto.

Apesar da pressão sobre as cotações, os dados de exportação dos Estados Unidos mostraram um desempenho mais positivo para as vendas externas da pluma. O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), apontou que as vendas de algodão da safra 2025/26 somaram 131.792 mil fardos na semana encerrada em 14 de maio. O volume representa o maior patamar das últimas três semanas e um avanço de 7,86% em relação ao mesmo período do ano passado.

O relatório também destacou que as vendas da nova safra alcançaram 215.962 fardos na semana, registrando o maior volume da temporada atual. Já os embarques ficaram em 289.351 fardos, o menor nível das últimas nove semanas.

Cacau

As cotações futuras do cacau recuaram na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho fechou em baixa de 3,14% e precificado em US$ 3.767 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau recuaram na quinta-feira, consolidando-se logo acima das mínimas de duas semanas registradas na segunda-feira. A alta do índice do dólar para a máxima de 6 semanas nesta sessão pressionou a maioria dos preços das commodities, incluindo o cacau.

Os sinais de oferta abundante de cacau são negativos para os preços, já que os estoques de cacau na bolsa subiram para um pico de quase dois anos, atingindo 2.692.616 sacas nesta sessão. 

Na última semana, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.  

Café

Os preços futuros do café registraram alta na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho registrou valorização de 1,90% e fechou o dia precificado em US$ 2,734 por libra-peso. 

O Barchart reportou que os preços do café fecharam em alta nesta sessão, com a preocupação de que o fenômeno climático El Niño possa prejudicar a safra brasileira de café no próximo ano, o que levou à cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de café.

CommercialCoffee Trading afirmou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período em que normalmente ocorre a floração das lavouras, prejudicando a safra de café brasileira de 2026/27.

A NOAA  (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições do El Niño se manifestem entre maio e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño“.

Açúcar

Os preços do açúcar registraram valorizações na sessão na bolsa de Nova York.  O vencimento do açúcar para entrega em julho teve alta de 1,15% e precificado em US$ 14,90 por libra-peso. 
 
Os preços do açúcar subiram na nesta sessão também em meio as crescentes preocupações de que a seca causada pelo fenômeno climático El Niño possa afetar a produção global de açúcar. O surgimento do El Niño provavelmente reduzirá as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo.

Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja encerraram a sessão em forte alta no mercado internacional. O contrato com vencimento em julho avançou 6,15% e fechou cotado a US$ 1.666,00 por tonelada.

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Vendas do varejo crescem 0,6% e atingem novo recorde em fevereiro


Em fevereiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,6% frente a janeiro, na série livre…



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PF e CGU deflagram nova fase de operação contra fraudes em aposentadorias


Nova etapa da Operação Sem Desconto aprofunda investigações sobre crimes contra a administração pública; ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares

Divulgação / PFOperação PF PF
Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico.

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações constritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As medidas ocorrem nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.

Segundo os órgãos de investigação, a nova etapa da operação tem como objetivo aprofundar as apurações sobre possíveis crimes praticados contra a administração pública. Entre os delitos investigados estão organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de bens e dilapidação patrimonial.

A ação apura a realização de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, efetuados sem autorização dos beneficiários.

Operação Sem Desconto

Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As apurações apontaram indícios de irregularidades envolvendo descontos de mensalidades associativas feitos diretamente em benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo as investigações, as entidades suspeitas teriam realizado descontos indevidos que somam aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024. Na ocasião, ao menos seis servidores públicos foram afastados de seus cargos.

A operação mobilizou cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU, responsáveis pelo cumprimento de mais de 200 mandados de busca e apreensão, ordens de bloqueio de bens superiores a R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diferentes estados do país e no Distrito Federal.





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Mudança de modelo de crédito reflete crise no agro, diz especialista

O agronegócio brasileiro enfrenta uma crise que vai além dos fatores climáticos e geopolíticos. Ao WW, o presidente do IBDA (Instituto Brasileiro de Direito Administrativo) e vice-presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Renato Buranello, avaliou que a atual conjuntura reflete uma profunda mudança no modelo de crédito do setor, tornando a situação mais grave do que as crises cíclicas registradas ao longo das últimas décadas.

Segundo Buranello, as crises no agronegócio são históricas e recorrentes. “A gente nota ao longo de anos que as crises se repetem. Elas são cíclicas no agronegócio”, afirmou. No entanto, ele destacou que a crise atual se diferencia das anteriores por sua maior duração e intensidade, impulsionada por uma transformação estrutural no financiamento do setor.

Transição do crédito oficial para o privado

O presidente do IBDA explicou que o Brasil vive uma ampla mudança regulatória no financiamento agrícola, que se iniciou com a criação da cédula de produto rural e avançou com os títulos do agronegócio e, mais recentemente, com o Fiagro (Fundo de Investimento das Cadeias Agroindustriais).

Esse movimento tem reduzido progressivamente a relevância das linhas oficiais de crédito subsidiado, como o Sistema Nacional de Crédito Rural e os programas do BNDES, em favor do mercado de crédito privado.

“Aquele costume, conduta muito mais padronizada de recorrer a essas linhas oficiais, elas passam a ter hoje menor importância e o mercado de crédito privado um maior percentual de participação”, explicou Buranello. Para ele, a grande novidade desta crise é justamente a maior presença do mercado de capitais, o que torna o cenário mais árduo para os produtores.

Produtores rurais em situação de vulnerabilidade

O especialista ressaltou que o contexto macroeconômico desfavorável e os fatores geopolíticos — como o impacto sobre os preços de fertilizantes — agravaram ainda mais o quadro. Estudos apontam que crises no setor tendem a se repetir em ciclos de quatro a cinco anos, mas a atual chega com maior intensidade. “Esta com maior dor”, resumiu Buranello.

Segundo ele, a combinação entre a transição do modelo de crédito e os fatores externos tem deixado “um conjunto grande de produtores rurais” em situação de desânimo e vulnerabilidade financeira, especialmente os pequenos e médios produtores, que enfrentam dificuldades para lidar com as novas dinâmicas do mercado de financiamento agrícola.

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Lucro industrial da China sobe 24,7% em abril, na comparação anual


Nos primeiros quatro meses de 2026, o lucro industrial avançou 18,2% ante igual período do ano passado

O lucro das principais indústrias da China avançou 24,7% em abril, na comparação anual, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta quarta-feira, 27.

O resultado prolonga a sequência de altas iniciada em agosto de 2025.

Nos primeiros quatro meses de 2026, o lucro industrial avançou 18,2% ante igual período do ano passado.

*Com informações da Dow Jones Newswires



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INSS: vazamento de dados expôs 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos


Segundo Dataprev, 98% das informações eram de pessoas mortas. Contudo, cerca de 52 mil vivos tiveram informações expostas



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