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Homem é ferido a tiros pelo ex da atual namorada em saída de conveniência


Homem, que não teve a identidade divulgada, foi ferido a tiros na noite deste domingo (9/11), na saída de uma conveniência em Sidrolândia, cujo autor é o ex-namorado da atual companheira. 

Devido ao seu estado de saúde, ele precisou ser trasnferido para a Santa Casa de Campo Grande. 

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi ferida no tórax e relatou que o autor foi visto com um comparsa, em uma motocicleta, de cor preta.

Um vídeo de segurança mostrou que, após efetuar os disparos, o atirador arremessou a pistola em direção à vítima. Uma testemunha entregou posteriormente a arma calibre .32 às autoridades.

Os autores ainda não foram encontrados.



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Waldecir Fernandes solicita pavimentação e academia ao ar livre em bairros de Ponta Porã





Na última sessão da Câmara, o Vereador Waldecir Fernandes apresentou duas indicações importantes para melhorar a qualidade de vida dos moradores de Ponta Porã.

A primeira delas solicita a pavimentação asfáltica da Rua Arlindo Moreira, localizada no bairro Parque dos Ipês. A via, atualmente não pavimentada, apresenta dificuldades de locomoção, risco de acidentes, poeira e lama, especialmente em períodos de chuva, prejudicando moradores, crianças e idosos. Segundo o Vereador, a pavimentação é essencial para o desenvolvimento urbano, segurança e bem-estar da população da região.

Já a segunda indicação propõe a construção de uma academia ao ar livre no bairro Chácara Alvorada, próximo ao antigo Posto Monza. O objetivo é oferecer aos moradores um espaço público acessível para a prática de atividades físicas e lazer, promovendo saúde, convivência social e incentivo a hábitos de vida saudáveis.

Ambas as solicitações foram encaminhadas ao Prefeito Municipal Eduardo Campos, com cópia ao Secretário Municipal de Obras e Urbanismo, Joanilson Zeferino dos Santos, e aguardam atendimento prioritário




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O paradoxo da economia e a força do prato feito


A economia brasileira vive um momento curioso e desafiador. De um lado, o país carrega problemas estruturais sérios, com dívida pública ultrapassando 75% do PIB, juros altos e gastos governamentais que continuam crescendo acima da arrecadação. De outro, o Brasil apresenta crescimento econômico superior ao esperado, desemprego no menor nível histórico e consumo firme de alimentos.

O economista Ricardo Amorim definiu isso como um verdadeiro paradoxo. “O Brasil vive um paradoxo: problemas fiscais sérios e, ainda assim, crescimento econômico acima das previsões.”

Esse contraste ajuda a explicar por que a cesta básica e os alimentos essenciais seguem com volume de vendas em alta, mesmo num contexto de desequilíbrio fiscal e crédito caro.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares subiu 2,67% em 2025 (até setembro), em valores reais deflacionados, e ficou 2,79% acima do mesmo período de 2024. O IBGE mostra que o varejo total cresceu 1,6% no acumulado do ano e atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica. Dentro desse grupo, o segmento de “hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” foi um dos que mais contribuíram, com avanço de 1,1% em agosto.

Outro indicador importante, da NIQ (antiga NielsenIQ), confirma a resiliência: em 2023, a cesta de alimentos e bebidas cresceu 7,4% em volume, superando a média de todas as categorias, que foi de 1,9%.

Mesmo em meses de oscilação, como agosto de 2025, quando os dados de PDV mostraram uma queda de 4,4% em volume, mas aumento de 2,5% em receita, o comportamento do consumidor reforça uma tendência estrutural: a prioridade continua sendo o alimento.

A razão é simples e poderosa: emprego e renda real. Hoje, há 23 milhões de brasileiros a mais empregados do que há quatro anos, e a massa salarial, ajustada pela inflação, aumentou cerca de R$ 80 bilhões. Esse dinheiro adicional, distribuído mensalmente, sustenta o consumo de itens essenciais como feijão, arroz, óleo, farinha, açúcar, pães e biscoitos, garantindo movimento ao comércio, à indústria e ao campo.

Mesmo com a taxa Selic ainda alta e o crédito para bens duráveis em retração, a renda corrente permite que o consumidor mantenha o básico no carrinho e, em muitos casos, até melhore a qualidade dos produtos adquiridos. É o fenômeno da “substituição positiva”: trocam-se supérfluos e lazer por comida de verdade, mais nutritiva e com origem conhecida.

O agronegócio brasileiro, mesmo enfrentando desafios de custo e logística, vive um dos seus ciclos mais produtivos da história, com safra recorde de grãos estimada em +17%. Essa abundância ajuda a manter os preços dos alimentos relativamente estáveis, mesmo com o aumento da demanda, e fortalece a economia rural. O agro é, mais uma vez, a âncora que sustenta o consumo interno e evita desequilíbrios mais severos.

Além disso, o Brasil se beneficia de um ambiente externo peculiar. As tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, conflitos comerciais entre Estados Unidos e China e instabilidade em países emergentes, fazem com que fluxos de capital busquem refúgio em economias mais previsíveis, como a brasileira. Isso ajuda a atrair investimento direto, ampliar a geração de empregos e reforçar o círculo virtuoso do consumo.

Por outro lado, há um alerta importante: esse ciclo não é infinito. Se o cenário global se deteriorar, ou se o país continuar postergando os ajustes nas contas públicas, o capital pode migrar e o consumo perder fôlego. O desafio está em transformar essa fase de bonança aparente em crescimento sustentável, com produtividade, eficiência fiscal e valorização dos setores que realmente alimentam e empregam o país.

Enquanto isso, o prato feito brasileiro, composto por arroz, feijão, proteína e salada, segue sendo torpedeado pelo marketing dos ultraprocessados. O crescimento dos problemas de saúde mostra que é preciso reagir.

A comida de verdade é mais que uma questão nutricional: é uma força econômica e cultural que conecta campo e cidade, produtor e consumidor. É ela que dá condições físicas e até mesmo psíquicas à nossa população para suportar o estresse de um mundo polarizado que busca nos manipular política e economicamente.

Por isso, movimentos como o Viva Feijão, liderado pelo Ibrafe, ganham importância. Eles mostram que o futuro da alimentação e da economia pode e deve passar por uma agricultura mais consciente, regenerativa e valorizada. O feijão, alimento acessível, saudável e de forte identidade nacional, está no centro dessa transformação. Em tempos de incerteza fiscal e política, é o alimento de verdade que dá estabilidade ao país.

O Brasil pode ter uma economia desequilibrada, mas tem algo que o mantém em movimento: a confiança do povo no prato cheio e o trabalho incansável de quem produz cada grão que o compõe. O desafio agora é transformar esse consumo em desenvolvimento com propósito, onde produzir e comer bem continuem caminhando juntos.

Afinal, como mostra a história recente, a força do Brasil começa no campo e termina no prato, de preferência, com muito feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Juventude AG estreia na Copa Centro Oeste de Futsal nesta segunda em Brasília


O Juventude AG estreia, nesta segunda-feira (10), na Copa Centro-Oeste de Futsal, competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) e que reúne os dois melhores times dos estados da região e do Tocantins. Um dos representantes de Mato Grosso do Sul, o JAG enfrenta o Formiguinhas Futsal-GO, às 15h (MS), em Brasília (DF). A partida tem transmissão com imagens pelo canal oficial da CBFS TV, no YouTube.

A competição começou neste domingo (9) e, na primeira rodada do Grupo 2, o Fidas Futsal-DF venceu o Formiguinhas por 3 a 1. O outro integrante da chave é o União-TO que enfrentaria o AD Sapezelense-MT na primeira rodada, mas o clube mato-grossense desistiu da participação. Na sequência da primeira fase, o Juventude AG enfrenta o União nesta terça (11) e o Fidas Futsal na quinta (13). Todos os jogos acontecem no Ginásio Poliesportivo Espelho d’Água, no Setor Sul da capital federal.

No Grupo 1, Alfe Corumbá, outro time sul-mato-grossense no torneio, estreou neste domingo com derrota para o Nova Geração-DF por 2 a 1. Vila Nova Gurupi-TO, Instituto Saúde Esporte-GO e Sorriso Futsal-MT completam a chave.

Segundo o regulamento, os dois melhores de cada grupo avançam para semifinal com jogos marcados para sexta-feira (14) e a decisão acontece no sábado (15). O campeão garante vaga na Copa dos Campeões, que acontece em dezembro, caminho mais curto para Libertadores de Futsal

Para disputar a Copa Centro-Oeste, o Brasileiro de Futsal e outras competições da temporada, o Juventude AG tem apoio do Governo do Estado, através da Fundesporte, Prefeitura de Dourados, Prefeitura de Itaporã, FENDT, Sanesul, Grupo FV, MFCON, AçoFort, AçoTelha, BC Construtora, Log Engenharia Ltda., Lubfil, Oximep, Corpal, Vidale Imóveis, Regulariza Imóveis, Souza Lubrificantes, Planacon Construtora, Vereador Alex Cadeirante, Deputada Mara Caseiro e Deputado Zé Teixeira.



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COP começa hoje com foco na transição energética e em fundo para financiar ‘floresta em pé’


A 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30) começa nesta segunda-feira (10) em Belém (PA), a primeira realizada na Amazônia. Serão duas semanas decisivas para a ação global contra as mudanças climáticas.

Cerca de 50 mil pessoas — entre diplomatas, líderes, ativistas, cientistas e empresários — participam do encontro. A Cúpula de Líderes, que terminou na sexta (7), já indicou o tom político das negociações:

acelerar a transição energética,

ampliar o financiamento climático e

proteger as florestas tropicais (entenda a cúpula em 10 pontos).

Agora, as atenções se voltam para as mesas de negociação, onde esses compromissos terão de sair do discurso e se transformar em planos concretos, com metas, prazos e recursos definidos. Mas o que é de fato a COP, qual a sua importância e o que será realmente discutido neste ano?

1) O que é a COP30?

A COP30 é 30ª conferência do clima da ONU, um evento que reúne governos do mundo inteiro, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas com o objetivo de debater e buscar soluções para a crise climática causada pelo homem.

A conferência vem sendo realizada anualmente desde 1995 (exceto em 2020, por causa da pandemia) e o termo COP é uma sigla em inglês que quer dizer “Conferência das Partes”, uma referência às 197 nações que concordaram com um pacto ambiental da ONU no início da década de 1990.

O tratado, chamado de Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC), tem como principal objetivo estabilizar a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, combater a ameaça humana ao sistema climático da Terra, cada vez mais evidente nos últimos meses.

Nos últimos anos, por exemplo, o número de tornados registrados no Brasil vem aumentando.

Aliado a isso, segundo o observatório europeu Copernicus, outubro de 2025 foi o terceiro outubro mais quente já registrado no planeta, com uma temperatura média global de 15,14 °C — 0,7 °C acima da média de 1991 a 2020 e 1,55 °C acima do período pré-industrial.

Por causa desse recorde e de meses anteriores, 2025 deve encerrar entre os três anos mais quentes da história.

2) O que deve ser discutido na COP30?

As discussões em Belém se concentram em três grandes eixos:

transição energética,

adaptação climática e

financiamento.

Na frente da transição energética, o Brasil pretende liderar a construção do chamado “mapa do caminho”, uma expressão usada para definir o roteiro político e técnico que vai estabelecer etapas, prazos e responsabilidades de cada país na substituição do petróleo, gás e carvão por fontes renováveis e eficiência energética.

ENTENDA: A transição energética é um dos grandes temas da COP30. Ela sintetiza um dos maiores desafios das próximas décadas: transformar a forma como o mundo produz e consome energia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando o uso de fontes renováveis.

A meta é garantir que a transição seja justa, ordenada e equitativa, levando em conta as diferentes capacidades e responsabilidades das nações.

Essa será uma das principais frentes de trabalho da presidência brasileira, que quer transformar o acordo firmado em Dubai na COP28 em um plano com metas e mecanismos verificáveis, e não apenas um compromisso político.

“Estamos à beira de pontos de inflexão climáticos e da potencial perda da Amazônia, então, esta COP precisa, simplesmente, promover a mudança urgente necessária. Não há segunda chance e tudo começa com os líderes, que devem dar à COP30 um mandato claro para fechar a lacuna da ambição de 1,5°C”, avalia Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

Outra discussão central é o Objetivo Global de Adaptação (GGA), um instrumento que pretende medir o quanto os países estão se preparando para os impactos do clima.

A proposta faz parte do Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global e é vista como essencial para avaliar quem está conseguindo se adaptar e quem ainda está ficando para trás.

O desafio, no entanto, é garantir recursos estáveis e previsíveis para que o sistema não se torne apenas um ritual simbólico.

“É fundamental que a ambição não se limite às ações de mitigação — ela também deve envolver a entrega efetiva de recursos”, avalia Vaibhav Chaturvedi, pesquisador sênior do Council On Energy, Environment and Water (CEEW).

No campo das finanças, os países em desenvolvimento chegam a Belém com uma reivindicação clara: a crise climática não pode continuar sendo tratada como algo separado da economia global.

O desafio da conferência será dar conteúdo ao Roteiro de Baku a Belém, plano que busca mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, com juros baixos, mais doações e menos endividamento.

Esse ponto será decisivo para definir o sucesso da COP, já que sem financiamento em escala, metas de descarbonização e adaptação se tornam inviáveis.

Além desses três eixos, temas como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o fortalecimento dos mercados de carbono e o debate sobre racismo ambiental também devem ter destaque.

O QUE É O TFFF: O fundo é um mecanismo financeiro proposto pelo Brasil que usa um modelo de investimento de renda fixa para gerar recursos destinados à conservação de florestas tropicais. Não se tratam de doações. O lucro das aplicações será usado para remunerar países que mantêm suas florestas em pé, com prioridade para nações como Brasil, Indonésia e Congo.

A conferência será o espaço para discutir como integrar justiça social e justiça climática, e para alinhar mecanismos que tornem a transição energética global realmente inclusiva.

3) Qual a expectativa do governo Lula na COP30?

A expectativa do governo Lula na COP30 é consolidar o Brasil como protagonista global da agenda climática e como mediador entre o Norte e o Sul Global.

O país chega a Belém com a missão de mostrar resultados concretos em transição energética e proteção florestal, e de reforçar seu papel político como anfitrião da conferência.

O discurso do presidente Lula durante a Cúpula de Líderes deixou clara a estratégia brasileira: defender uma transição energética justa, capaz de equilibrar o avanço das energias renováveis com a valorização dos combustíveis sustentáveis.

O governo aposta no Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, o chamado Belém 4X, como uma vitrine desse posicionamento.

A iniciativa, co-patrocinada por Brasil, Itália e Japão, busca quadruplicar o uso global de combustíveis sustentáveis até 2035, com acompanhamento anual da Agência Internacional de Energia (AIE).

Na visão do Planalto, a eletrificação sozinha não é suficiente para descarbonizar setores intensivos como transporte pesado e indústria, e por isso o país aposta em hidrogênio verde, biogases, biocombustíveis e combustíveis sintéticos como parte da solução.

Ao mesmo tempo, o governo quer usar a COP30 para consolidar o TFFF como um modelo inovador de financiamento climático.

O fundo, proposto pelo Brasil, busca gerar recursos de forma permanente para países que mantêm suas florestas em pé, com base em investimentos de renda fixa e não em doações.

O anúncio de aportes de mais de US$ 5,5 bilhões foi recebido como um sinal político importante de que o país pretende transformar conservação em oportunidade econômica.

Mas o governo também enfrenta críticas e dilemas. Organizações da sociedade civil alertam que apostar em combustíveis sustentáveis não pode substituir o esforço de reduzir o uso de petróleo, sob o risco de adiar a transição energética.

Além disso, o licenciamento de blocos de petróleo na margem equatorial poucos dias antes da conferência gerou cobranças de coerência em relação ao discurso de descarbonização.

“O sinal político do discurso de Lula é muito positivo, ao colocar na mesa o que deve ser o tema central da COP — implementar a decisão de Dubai de abandonar os combustíveis fósseis”, diz Cláudio Ângelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima.

Internamente, o Palácio do Planalto vê a COP30 como uma oportunidade de reafirmar o Brasil como ponte diplomática e de projetar a imagem do país como líder dessa transição energética que não exclui países em desenvolvimento.

A expectativa é que Lula use a conferência para pressionar os países ricos por mais financiamento climático e por regras mais justas de acesso a crédito verde, reforçando o papel político que o Brasil quer desempenhar nas próximas décadas.

“Sabemos que será difícil avançar nesse tema, mas uma COP que não fala de fósseis falha em seu propósito. As palavras importam — e Lula, como anfitrião, deu à presidência brasileira o mandato político de que precisava”, acrescenta Ângelo.

4) Quem é o responsável por fazer a COP30 dar certo?

A resposta não cabe a uma única pessoa.

A conferência mobiliza milhares de representantes de governos, organizações, empresas e da sociedade civil em busca de consensos que ajudem a enfrentar a crise climática.

Ainda assim, há lideranças-chave nessa engrenagem.

Na linha de frente está o embaixador André Corrêa do Lago, nomeado como presidente da COP30.

É dele a tarefa de mediar as negociações entre mais de 190 países e tentar costurar um texto final equilibrado — que contemple os interesses de governos, ambientalistas e empresas, sem travar os avanços necessários.

Ao lado dele, Ana Toni, diretora-executiva da conferência, responde por garantir o bom funcionamento de toda a estrutura.

Cabe a ela coordenar agendas, garantir que os temas prioritários entrem na pauta e que os grupos de trabalho avancem conforme o cronograma.

Nas conferências da ONU, os dias são intensos.

Começam com reuniões técnicas entre delegados, passam por encontros de alto nível com ministros e podem terminar com decisões políticas tomadas por chefes de Estado.

Tudo isso precisa seguir uma ordem bem definida, com os documentos sendo negociados, revisados e finalizados antes do prazo — que, em geral, é curto e apertado.

5) Quais resultados são esperados da COP30?

Os resultados esperados da COP30 vão muito além de declarações de intenção. A conferência é vista como um marco decisivo para transformar o consenso político construído desde Dubai em ações concretas e mensuráveis, capazes de recolocar o planeta na rota do limite de 1,5°C.

O primeiro resultado esperado é o avanço em torno das metas climáticas (NDCs). Até agora, pouco mais de 100 países enviaram suas novas metas para 2035, mas a maioria ainda está muito aquém do necessário.

Hoje, as metas em vigor cobrem apenas 30% das emissões globais e levariam a uma redução de 4% até 2035, quando a ciência aponta que seria preciso cortar cerca de 60% para estabilizar o clima.

O Brasil e outros países esperam que Belém seja o espaço para reabrir o ciclo de ambição, com compromissos mais fortes, prazos definidos e mecanismos de revisão mais rigorosos.

“Os discursos são bem-vindos, mas precisamos que isso vire compromisso formal: que os países que ainda não entregaram, entreguem, e que os que entregaram pouco, revejam e melhorem suas metas”, afirma Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.

Outro resultado esperado é que a conferência consiga dar forma ao “mapa do caminho” da transição energética.

ENTENDA O TERMO: “Mapa do caminho” ou roadmap (em inglês) é o termo usado em negociações internacionais para designar planos de ação que estabelecem etapas, prazos e metas concretas rumo a um objetivo comum. Na prática, trata-se de um roteiro político e técnico que define “quem faz o quê, até quando e com quais recursos”.

Durante a pré-COP em Brasília, a ministra Marina Silva foi direta ao afirmar que “não existe como falar de COP da implementação se não tivermos os meios para isso”.

Segundo a ministra, os países precisam garantir recursos financeiros, humanos e tecnológicos para viabilizar as metas de redução de emissões e de adaptação ao clima.

G1*



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Plantio de soja alcança 57,68% de área no Brasil, diz consultoria


Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, até o momento, 57,68% da área prevista para soja no Brasil em 2025 já foi plantada. No mesmo período de anos anteriores, os percentuais eram de 68,36% em 2024, 50,67% em 2023, e a média dos últimos cinco anos é de 58,90%.

Confira o gráfico por região:

Fonte: Pátria Agronegócios
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Avanço da safra 25/26 de soja

As chuvas no leste do país aceleraram os trabalhos de campo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia. No entanto, segundo a consultoria, precipitações ainda se mostram irregulares em partes do Nordeste, Tocantins e do centro-oeste, limitando avanços mais consistentes.

O ritmo de semeadura segue abaixo do registrado em 2024, mas, na última semana, se igualou à média dos últimos cinco anos.



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Abertura oficial da COP30 acontece hoje, em Belém


A 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, a COP30, começa, oficialmente, hoje, em Belém, reunindo representantes de vários países e organizações não governamentais (ONG) 10 anos após o Acordo de Paris, em 2015, na COP21, que tinha como objetivo limitar o aquecimento do planeta em 1,5°C.

A capital paraense, com isso, tem a responsabilidade de sediar o maior evento climático do planeta em meio às notícias de tragédias ambientais recentes, como o tornado no Paraná e as chuvas no Sul do país. E, ao mesmo tempo, o Brasil ainda terá o constrangimento de ter autorizado a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na contramão da agenda de transição energética e do “mapa do caminho” para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, defendido pelos organizadores da Conferência. Além disso, especialistas, reconhecem que as chances de avanços concretos são restritas, porque não haverá consenso por conta da ausência de países de peso, como os Estados Unidos, que abandonou o Acordo de Paris.

Na reunião de cúpula da COP30, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o protagonismo do Brasil na agenda climática, mas passou ao largo da polêmica em torno da Margem Equatorial. “No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”, disse.

Lula participará, hoje, da cerimônia de abertura, que será conduzida pelo secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, Simon Sitell. Ontem, Sitell fez um alerta sobre a urgência de ações para mitigar os danos climáticos pelo mundo, como eventos recentes que vão desde o Furacão Melissa, no Mar do Caribe, passando por tufões no Vietnã e nas Filipinas, até o tornado no Paraná, no fim de semana. Nesse sentido, reforçou que as ações precisarão mostrar que “estão totalmente comprometidas com a cooperação climática”.

Ambição para o encontro

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na décima carta convocatória para os representantes internacionais divulgada, ontem, clamou por avanços ambiciosos na Conferência. “Estamos quase lá, enquanto a ambição global finalmente começa a curvar a trajetória das emissões e a transição climática se torna uma tendência irreversível”, escreveu.

Apesar de o momento ser propício para aumentar a ambição no evento, estudo recente do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), revelou que o mundo caminha para um aumento de 2,3ºC a 2,5ºC até o fim do século, mesmo se todos os compromissos climáticos previstos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) atuais sejam cumpridos. De acordo com o estudo, as nações globais continuam longe de cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento a bem menos de 2°C, enquanto buscam esforços para permanecer abaixo de 1,5°C.

Na avaliação de Anna Cárcamo, especialista em Política Climática do Greenpeace Brasil, a ausência dos Estados Unidos, pode provocar uma lacuna para o financiamento climático, que não teve avanço nas Conferências anteriores, uma vez que o plano de COP29, em Baku, no Azerbaijão, tinha um plano ambicioso de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para o financiamento de ações contra a crise climática, com foco nos países em desenvolvimento.

“O relatório lançado em Baku para se chegar nesse valor de financiamento para as mudanças climáticas ainda não tem o compromisso formal dos países desenvolvidos. E existe uma lacuna para as nações desenvolvidas assumirem mais responsabilidade não só para liderar o movimento, como também liderar os recursos, com juros baixos para os países em desenvolvimento”, explicou Cárcamo. “Por outro lado, os EUA já saíram do Acordo de Paris, mas o acordo continuou. Os outros países continuaram participando, inclusive, alguns atores subnacionais dos Estados Unidos também. Então, é importante que os outros países, agora, ocupem, não deixem de ocupar esse espaço, de tomar medidas proativas para a gente conseguir de fato atingir a ambição que a gente precisa em relação à ação climática, que ainda está muito aquém, ainda necessário”, acrescentou. Ela lembrou que o Greenpeace já aportou o navio da entidade em Belém, e, nos fins de semana durante a COP 30, na capital paraense, vai abrir a embarcação para visitação pública.

De acordo com a ambientalista, embora a conferência tenha sido um espaço onde eles indicaram vários caminhos até concretos que os países poderiam chegar nesse valor, ainda falta, de fato, essa prática, colocar em prática. Principalmente em relação ao financiamento público dos países envolvidos, onde exige essa obrigação, desde a convenção, e também está prevista no Acordo de Paris e eles estão tendo um processo de tentar reduzir essa responsabilidade.

A principal aposta para a COP 30, conforme declarações de autoridades do governo brasileiro está no Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, o (TFFF), que tem meta de arrecadar US$ 10 bilhões de governos até 2026. E, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que tem como certa a entrada da Alemanha, o valor já caminha para US$ 5,5 bilhões.

Anna Cárcamo, do Greenpeace, contudo, fez ressalvas sobre o Fundo. Ela acredita que ele ainda precisa amadurecer, de certa forma. “O TFFF é um passo positivo e na direção correta, porque remunera as florestas em pé por meio de um mecanismo de compensação, como os mercados de carbono, mas, ao mesmo tempo, tem alguns pontos que precisam melhorar”, disse. Ela citou como exemplo, uma alocação mínima de financiamento direto para os povos indígenas e comunidades locais de 20%. “Isso é algo que entendemos como fundamentais não só no TFFF, mas também nesse ‘mapa do caminho’ de Baku a Belém. É importante que se avance em relação a todo o financiamento climático, mas ainda tem alguns critérios que precisam ser fortalecidos”, afirmou.

bertura oficial da COP30 acontece hoje, em Belém

A 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, a COP30, começa, oficialmente, hoje, em Belém, reunindo representantes de vários países e organizações não governamentais (ONG) 10 anos após o Acordo de Paris, em 2015, na COP21, que tinha como objetivo limitar o aquecimento do planeta em 1,5°C.

A capital paraense, com isso, tem a responsabilidade de sediar o maior evento climático do planeta em meio às notícias de tragédias ambientais recentes, como o tornado no Paraná e as chuvas no Sul do país. E, ao mesmo tempo, o Brasil ainda terá o constrangimento de ter autorizado a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na contramão da agenda de transição energética e do “mapa do caminho” para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, defendido pelos organizadores da Conferência. Além disso, especialistas, reconhecem que as chances de avanços concretos são restritas, porque não haverá consenso por conta da ausência de países de peso, como os Estados Unidos, que abandonou o Acordo de Paris.

Na reunião de cúpula da COP30, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o protagonismo do Brasil na agenda climática, mas passou ao largo da polêmica em torno da Margem Equatorial. “No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”, disse.

Lula participará, hoje, da cerimônia de abertura, que será conduzida pelo secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, Simon Sitell. Ontem, Sitell fez um alerta sobre a urgência de ações para mitigar os danos climáticos pelo mundo, como eventos recentes que vão desde o Furacão Melissa, no Mar do Caribe, passando por tufões no Vietnã e nas Filipinas, até o tornado no Paraná, no fim de semana. Nesse sentido, reforçou que as ações precisarão mostrar que “estão totalmente comprometidas com a cooperação climática”.

Ambição para o encontro

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, na décima carta convocatória para os representantes internacionais divulgada, ontem, clamou por avanços ambiciosos na Conferência. “Estamos quase lá, enquanto a ambição global finalmente começa a curvar a trajetória das emissões e a transição climática se torna uma tendência irreversível”, escreveu.

Apesar de o momento ser propício para aumentar a ambição no evento, estudo recente do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), revelou que o mundo caminha para um aumento de 2,3ºC a 2,5ºC até o fim do século, mesmo se todos os compromissos climáticos previstos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) atuais sejam cumpridos. De acordo com o estudo, as nações globais continuam longe de cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento a bem menos de 2°C, enquanto buscam esforços para permanecer abaixo de 1,5°C.

Na avaliação de Anna Cárcamo, especialista em Política Climática do Greenpeace Brasil, a ausência dos Estados Unidos, pode provocar uma lacuna para o financiamento climático, que não teve avanço nas Conferências anteriores, uma vez que o plano de COP29, em Baku, no Azerbaijão, tinha um plano ambicioso de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para o financiamento de ações contra a crise climática, com foco nos países em desenvolvimento.

“O relatório lançado em Baku para se chegar nesse valor de financiamento para as mudanças climáticas ainda não tem o compromisso formal dos países desenvolvidos. E existe uma lacuna para as nações desenvolvidas assumirem mais responsabilidade não só para liderar o movimento, como também liderar os recursos, com juros baixos para os países em desenvolvimento”, explicou Cárcamo. “Por outro lado, os EUA já saíram do Acordo de Paris, mas o acordo continuou. Os outros países continuaram participando, inclusive, alguns atores subnacionais dos Estados Unidos também. Então, é importante que os outros países, agora, ocupem, não deixem de ocupar esse espaço, de tomar medidas proativas para a gente conseguir de fato atingir a ambição que a gente precisa em relação à ação climática, que ainda está muito aquém, ainda necessário”, acrescentou. Ela lembrou que o Greenpeace já aportou o navio da entidade em Belém, e, nos fins de semana durante a COP 30, na capital paraense, vai abrir a embarcação para visitação pública.

De acordo com a ambientalista, embora a conferência tenha sido um espaço onde eles indicaram vários caminhos até concretos que os países poderiam chegar nesse valor, ainda falta, de fato, essa prática, colocar em prática. Principalmente em relação ao financiamento público dos países envolvidos, onde exige essa obrigação, desde a convenção, e também está prevista no Acordo de Paris e eles estão tendo um processo de tentar reduzir essa responsabilidade.

A principal aposta para a COP 30, conforme declarações de autoridades do governo brasileiro está no Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, o (TFFF), que tem meta de arrecadar US$ 10 bilhões de governos até 2026. E, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que tem como certa a entrada da Alemanha, o valor já caminha para US$ 5,5 bilhões.

Anna Cárcamo, do Greenpeace, contudo, fez ressalvas sobre o Fundo. Ela acredita que ele ainda precisa amadurecer, de certa forma. “O TFFF é um passo positivo e na direção correta, porque remunera as florestas em pé por meio de um mecanismo de compensação, como os mercados de carbono, mas, ao mesmo tempo, tem alguns pontos que precisam melhorar”, disse. Ela citou como exemplo, uma alocação mínima de financiamento direto para os povos indígenas e comunidades locais de 20%. “Isso é algo que entendemos como fundamentais não só no TFFF, mas também nesse ‘mapa do caminho’ de Baku a Belém. É importante que se avance em relação a todo o financiamento climático, mas ainda tem alguns critérios que precisam ser fortalecidos”, afirmou.



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Setor pecuário mostra que é possível produzir mais e emitir menos gases com tecnologia e manejo


Com a chegada da COP 30, falar de mudanças climáticas se torna pauta central. O agronegócio está ligado ao tema, principalmente aos desafios da emissão de gases de efeito estufa. A realidade do campo brasileiro, em especial da pecuária, vem mostrando um outro lado dessa temática, a de um setor que tem se tornado parte da solução.

Com o avanço da ciência e o uso de tecnologias sustentáveis, a pecuária vem contribuindo diretamente para a redução das emissões e para o sequestro de carbono no solo, tornando-se uma aliada estratégica nas metas globais de mitigação das mudanças climáticas.

Segundo Diego Guidolin, consultor em pecuária do Departamento Técnico da Famasul, o aumento da eficiência produtiva é o ponto de partida dessa transformação. “Animais mais produtivos e geneticamente superiores convertem melhor o alimento em carne ou leite, ficam menos tempo no sistema e, com isso, emitem menos metano por quilo produzido. É um ganho duplo tanto ambiental quanto econômico”, explica.

A melhoria genética e o manejo nutricional de precisão têm papel fundamental nesse processo. Dietas balanceadas e suplementação estratégica reduzem a fermentação ruminal, diminuindo a liberação de metano, um dos principais gases de efeito estufa. Além disso, o bem-estar animal e a redução do tempo até o abate elevam a produtividade e reduzem a pegada de carbono.

Outro ponto de destaque é o manejo de pastagens que melhora a ciclagem de nutrientes, reduz a compactação e favorece a atividade biológica do solo, criando um ambiente propício para a infiltração de água, o aumento da fertilidade e a mitigação das emissões associadas à produção pecuária.

A recuperação de áreas degradadas e o uso de sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), aumentam o sequestro de carbono, melhoram o solo e reduzem a necessidade de abertura de novas áreas. “Ao restaurar áreas de baixa produtividade, o produtor promove o acúmulo de matéria orgânica e o aumento dos estoques de carbono no solo, reduzindo a concentração atmosférica de CO₂”.

A sustentabilidade também está presente na gestão de resíduos gerados na produção em confinamentos. O uso de biodigestores para tratamento de dejetos transforma resíduos em biogás e biofertilizantes, substituindo insumos químicos e reduzindo a emissão de óxidos de nitrogênio (N₂O). A compostagem e a fertirrigação completam o ciclo de aproveitamento eficiente dos nutrientes.

O avanço tecnológico na pecuária é cada vez mais relevante para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. Novas ferramentas e soluções inovadoras permitem maior eficiência na produção, melhor gestão de recursos e suporte à adoção de práticas sustentáveis.

O monitoramento de emissões é uma ferramenta essencial para a mitigação de gases de efeito estufa na pecuária, permitindo quantificar, relatar e verificar os impactos ambientais de forma precisa e confiável. O uso de sensores, softwares de gestão e plataformas digitais possibilita acompanhar em tempo real variáveis como produção de metano entérico, temperatura, consumo de alimento e manejo dos dejetos, integrando dados individuais e de rebanho.

Essas práticas fazem parte de uma nova era da pecuária brasileira, alinhada a programas como o Precoce MS, Plano ABC+ e o Plano Nacional de Pecuária de Baixo Carbono (PNPB), estabelecem padrões técnicos para manejo de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, eficiência alimentar e mitigação de emissões. A adesão a esses programas permite aos produtores alinharem suas atividades às metas climáticas nacionais, fortalecer a conformidade regulatória e acessar incentivos financeiros e mecanismos de mercado vinculados à produção sustentável.

Além das ações no campo, a rastreabilidade e as certificações de baixo carbono, como Carne Carbono Neutro e Carne Baixo Carbono, reforçam a transparência da cadeia produtiva e valorizam economicamente os produtos sustentáveis.

A participação da pecuária em mercados de carbono e em projetos de crédito por sequestro de carbono em pastagens já se configura como uma realidade crescente, embora ainda em estágio inicial para grande parte dos produtores. Conforme explica o consultor técnico, em nível global, o mercado de créditos ligados à pecuária está projetado para saltar de cerca de US$ 3,8 bilhões em 2024 para mais de US$ 14 bilhões em 2032, refletindo uma taxa de crescimento anual próxima de 30%.

“O caminho para uma pecuária de baixo carbono já está traçado. O que precisamos agora é ampliar políticas de incentivo, difundir conhecimento técnico e fortalecer a governança do setor. Assim, o Brasil consolida seu papel como líder na produção sustentável de alimentos e na busca pela neutralidade climática até 2050”, conclui Guidolin.



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Temporais atingem o Brasil nesta semana; baixa umidade do ar também castiga regiões



Nesta semana, o clima no Brasil será marcado por contrastes. No Sul, o tempo permanece firme, mas com sensação de frio nas manhãs, especialmente nas regiões serranas. Já a faixa central do país continua sob risco de temporais, com chuvas moderadas a fortes previstas em áreas de Amazonas, Rondônia e oeste do Acre.

No Nordeste, a Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí registram pancadas de chuva, enquanto o interior da região mantém o tempo seco e a umidade do ar baixa.

Em São Paulo, o dia será de tempo estável, com temperaturas elevadas no interior. Novas instabilidades avançam pelo Sul do país na quarta-feira, trazendo pancadas de chuva em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Confira a previsão da Climatempo por região:

Previsão Brasil

Nesta segunda-feira (10), o sistema de alta pressão associado à massa de ar polar segue atuando na região Sul, mantendo o tempo estável. No litoral do Paraná e de Santa Catarina, há chance de chuviscos devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Nessas áreas, especialmente no leste da região, as temperaturas ficam mais baixas pela manhã, com sensação de frio, inclusive nas regiões serranas.

À tarde, as temperaturas sobem um pouco, mas ainda permanecem amenas nessas áreas, enquanto no oeste das regiões e no noroeste do Paraná, o calor é mais intenso. No Sudeste, há chance de chuva fraca no litoral de São Paulo e em pontos isolados do Rio de Janeiro. No Espírito Santo e em boa parte do leste de Minas Gerais, as instabilidades continuam devido à entrada de umidade do oceano.

No norte de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais no oeste e noroeste do estado, influenciados pela umidade da atmosfera e pelo deslocamento de uma frente fria no sul da Bahia. Enquanto isso, no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, o dia segue mais firme, com temperaturas amenas no leste, litoral, sul do estado e Zona da Mata.

No Centro-Oeste, o fluxo de umidade mantém as instabilidades em grande parte de Mato Grosso e Goiás desde as primeiras horas do dia, ganhando força à tarde, com risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados. Em Mato Grosso do Sul, o tempo permanece mais aberto e firme, com chance de chuva apenas no extremo norte, na divisa com Goiás e Mato Grosso, no período da tarde. As temperaturas seguem elevadas e o clima permanece abafado.

No Nordeste, as instabilidades persistem na metade sul da Bahia, com risco de chuvas moderadas a fortes. Também há previsão de pancadas no oeste do estado baiano, além da metade sul do Maranhão e do Piauí. No norte e interior da região, o sol predomina, com umidade do ar baixa em áreas do leste do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.

Na região Norte, as pancadas continuam no oeste da região, além do leste e sudeste do Amazonas, metade sul do Pará e Tocantins, ganhando intensidade à tarde e com risco de temporais. Nas demais áreas (Pará, Roraima, Amapá e nordeste do Amazonas) o tempo permanece mais aberto e firme, com temperaturas elevadas.

O tempo em São Paulo

As condições do tempo melhoram no estado nesta segunda-feira. O dia deve ser de sol entre nuvens, com chance de chuva fraca apenas no litoral. Na capital, o sol predomina ao longo do dia, com mínima de 13 °C e máxima de 23 °C. No interior, as temperaturas ficam mais elevadas e podem chegar a 33 °C no norte e noroeste paulista.

Na quarta-feira, o tempo ainda será firme em boa parte do estado, mas novas instabilidades avançam pelo oeste paulista no fim da tarde, provocando pancadas de chuva com trovoadas. A capital terá mínima de 14 °C e máxima de 30 °C. Já na quinta-feira, as instabilidades se espalham, atingindo o norte, sul e interior de forma moderada, enquanto o restante do estado deve ter tempo firme.

Região Sul

Na terça-feira (11), o tempo continua firme, com sol entre nuvens. No litoral e interior do Rio Grande do Sul, pode haver chuva fraca e isolada. Na quarta, uma nova frente fria avança, provocando pancadas de chuva no sul, sudoeste e litoral gaúcho, além de Santa Catarina e oeste do Paraná, com risco de temporais.

Já na quinta-feira (13), o tempo volta a ficar firme no Rio Grande do Sul, enquanto em Santa Catarina e Paraná ainda pode chover de forma isolada.

Região Sudeste

Na terça-feira (11), o tempo segue firme em São Paulo, com chuva isolada apenas no litoral. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais, há possibilidade de pancadas rápidas. No norte e noroeste mineiro, as chuvas podem ser mais intensas.

Novas instabilidades atingirão o oeste paulista e o Triângulo Mineiro na quarta-feira (12), provocando pancadas moderadas a fortes. Na quinta, as chuvas ganham força na faixa oeste e sul de São Paulo, e o tempo segue mais aberto no restante da região.

Região Centro-Oeste

Na terça (11), as instabilidades persistem em Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais à tarde. Em Mato Grosso do Sul, o tempo fica firme. Na quarta, novas áreas de chuva se formam, com pancadas fortes e risco de tempestades localizadas, especialmente em Mato Grosso do Sul. Na quinta, as chuvas diminuem em Mato Grosso, mas ainda ocorrem de forma intensa no sul de Goiás e oeste sul-mato-grossense.

Região Nordeste

A região Nordeste pode esperar, nesta terça-feira (11), chuvas concentradas entre Ilhéus e Salvador, com pancadas moderadas e isoladas no interior. A umidade do ar segue baixa em áreas do sertão. Na quarta, as instabilidades avançam pelo litoral da Bahia, entre Salvador e o litoral norte, provocando pancadas mais fortes. Na quinta, as chuvas continuam isoladas no interior do Maranhão e oeste baiano, enquanto o tempo seco predomina nas demais áreas.

Região Norte

Há chance de chuva em grande parte do Amazonas, Acre, Rondônia e centro-sul do Pará, com pancadas fortes em alguns pontos, nesta terça-feira (11). Na quarta (12), as chuvas diminuem, mas permanecem em Rondônia, Roraima e Acre. No Pará, há risco de temporais no oeste do estado. Na quinta, as instabilidades perdem força, e o tempo firme predomina em boa parte do Pará, Tocantins e Amapá, com calor e abafamento.

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Dia de tempo firme, apesar de céu nublado em Dourados