Categorias
agro destaque_home

Nova tecnologia automatiza classificação de grãos agrícolas



O Sistema Faep, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está realizando testes de campo para avaliar o desempenho de uma tecnologia capaz de classificar grãos automaticamente.

A ideia é reduzir o caráter subjetivo das avaliações realizadas por classificadores profissionais, deixando o processo com mais precisão. A solução tecnológica visa resolver uma antiga demanda dos produtores de grãos de praticamente todo Brasil.

“Na entrega da soja no cerealista ou na cooperativa, pode haver diferentes interpretações quanto à qualidade do produto. Com essa nova tecnologia, a ideia é eliminar boa parte dessa divergência, pois utiliza critérios técnicos e precisos de avaliação”, observa o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a avaliação é feita de maneira visual, ou seja, está atribuída ao erro humano. Porém, com o novo recurso será possível eliminar a falha.

Primeiros testes e relatos

Sendo assim, com a proposta de validar o desempenho do classificador automático de grãos em um ambiente real, ao longo do mês de outubro, o equipamento passou por testes de campo no Paraná.

A escolha pelo estado envolve à relevância na produção de grãos e a existência de cooperativas integradas com a classe produtora.

Conforme coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Ana Paula Kowalski, a entidade vem atuando no apoio e orientação aos produtores rurais que enfrentam divergências nos procedimentos de classificação adotados nas unidades de recebimento no Paraná, especialmente de grãos.

“Esses relatos municiam também a atuação da Comissão Nacional de Cereais da CNA, onde nasceu esse projeto de apoiar o desenvolvimento de classificadores automatizados de defeitos em grãos de soja”, destaca Ana Paula.

Em 2024, durante uma reunião que juntou a Comissão Nacional da CNA e a Comissão Estadual de Cereais do Sistema FAEP apresentaram as novas tecnologias em Maringá.

A Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente, realizou a primeira experiência, avaliando cargas de soja para Paranaguá. Na sequência, os testes ocorreram nas cooperativas Frísia, em Ponta Grossa, e Agrária, em Guarapuava.

“Nessas ocasiões simulamos um fluxo de cargas e procedimentos analíticos reais. No dia dos testes, os classificadores das unidades de expedição analisaram as mesmas amostras do nosso equipamento”, descreve Tiago Pereira. O próximo passo será comparar os resultados.

Expectativas e futuro da tecnologia

A expectativa é de que o equipamento proporcione mais celeridade e confiança ao processo de classificação, além de eliminar boa parte das divergências.

O classificador automático de grãos utiliza tecnologia de infravermelho (NIR) e Inteligência Artificial (IA) para realizar as avaliações.

“Mesmo dois classificadores profissionais podem discordar, visto que a avaliação pode ser subjetiva. Além disso, o processo automatizado de avaliação de defeitos permite conexão direta com os sistemas de análise, eliminando riscos ao transcrever informações”, observa Ana Paula, do Sistema Faep.

Ela também esclarece que a tecnologia surge como aliada e não eliminará o profissional de classificação, visto que ainda será necessário um operador para coletar, padronizar e conduzir o fluxo de amostras dentro do laboratório.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Calendário do licenciamento encerra com 55% de pagamentos em dia e avanço da digitalização no Detran


O calendário de licenciamento anual de veículos 2025 do  Detran-MS foi concluído em 31 de outubro, encerrando mais um ciclo importante para os proprietários de Mato Grosso do Sul. A rotina, que começou em abril com placas finais 1 e 2, envolveu mais de 1,8 milhão de licenciamentos em todo o Estado.

Mais da metade dos motoristas, 55%, quitaram o licenciamento dentro do prazo, e a maioria optou pelos canais digitais. O portal Meu Detran e o aplicativo Meu Detran MS se consolidaram como principais ferramentas de acesso, superando o atendimento presencial e representando 51% dos licenciamentos realizados. O dado reforça uma tendência: cada vez mais, os sul-mato-grossenses escolhem a praticidade e a agilidade do digital para manter a regularidade do veículo.

Entre os marcos deste ano está a prorrogação do prazo para as placas finais 3, inicialmente previstas para maio e estendido até setembro. A decisão foi necessária após falhas na paginação das guias impressas, garantindo que os proprietários não fossem prejudicados. A medida também evitou sobrecarga nos canais de atendimento e demonstrou o compromisso do Detran-MS em assegurar previsibilidade e tranquilidade aos usuários.

A partir de agosto, os proprietários de veículos com placas finais 7, 8, 9 e 0 deixaram de receber as guias impressas de licenciamento. A mudança antecipou a digitalização total prevista para 2026 e representa economia, sustentabilidade e alinhamento com as novas formas de atendimento público.

Para o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, os resultados refletem o compromisso do órgão e esforço das equipes com os pilares estratégicos da gestão estadual: verde, digital, inclusivo e próspero.

“O avanço da digitalização é resultado de um trabalho intenso e contínuo de modernização dos serviços. Nosso objetivo é promover segurança pública, facilitar a vida do cidadão e garantir que o Detran-MS esteja cada vez mais próximo das pessoas, com atendimento simples, rápido e seguro”, destaca Rudel.

Portal de serviços Meu Detran

O licenciamento é obrigatório para todos os veículos em circulação, independentemente do ano de fabricação. O não pagamento pode gerar multa no valor de R$ 293,47 , sete pontos na CNH, e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Mesmo com o calendário encerrado, quem perdeu o prazo pode regularizar a situação a qualquer momento pelos canais digitais do Detran-MS: aplicativo Meu Detran MS, portal de serviços Meu Detran ou pela atendente virtual Glória no whatsapp (67)3368-0500.

Desde outubro, o Detran-MS passou a enviar notificações sobre o prazo de licenciamento diretamente pelo portal e aplicativo Meu Detran MS. Com o calendário anual já encerrado, nos meses de novembro e dezembro, o alerta via app e portal será direcionado aos proprietários que ainda não se regularizaram. Mais uma ação para aproximar o órgão do cidadão e facilitar o cumprimento das obrigações de forma simples e digital.

O Detran-MS lembra ainda que pagar o licenciamento do veículo dentro do prazo pode representar uma economia de mais de R$ 70 para os motoristas de Mato Grosso do Sul. O benefício está previsto na tabela de serviços do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), regulamentada pela Lei Estadual nº 5.797. Dentro do prazo o valor é de 4.53 UFERMS, e após o vencimento  o proprietário perde o desconto de pontualidade e passa a pagar 5,88 UFERMS. 

PGE agora realiza atendimentos da Dívida Ativa na Avenida Afonso Pena, nº 6134

O envio dos débitos de licenciamento para a Dívida Ativa é outro ponto de atenção. Proprietários com mais de dois exercícios em atraso, considerando o atual e o ano anterior, entram no processo de execução fiscal, conforme as Portarias Detran-MS nº 155 e nº 192, em vigor desde 2024. Os débitos já encaminhados à PGE (Procuradoria-Geral do Estado) devem ser quitados diretamente no setor de Dívida Ativa, localizado na Avenida Afonso Pena, nº 6134, em Campo Grande.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Detran-MS e PGEMS



Veja a Matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Semana terá tempo firme no Sul e chuva no Norte e Centro-Oeste



A semana começa com tempo firme no Sul e parte do Sudeste, mas as instabilidades ganham força no Norte e em áreas do Centro-Oeste, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Apesar da chegada de uma nova frente fria, as chuvas no Sul devem ser passageiras e pouco volumosas, enquanto em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre há risco de temporais.

Confira a previsão completa por região:

Região Sul

O tempo segue estável, com predomínio de sol e variação de nuvens. As temperaturas ficam mais amenas no litoral e leste, e mais elevadas no oeste, especialmente no norte e noroeste do Paraná.

Uma frente fria deve provocar chuvas rápidas e pouco volumosas entre terça (11) e quinta-feira (13). A semana será marcada pela amplitude térmica — mínimas abaixo de 10°C e máximas próximas dos 28°C.

Os volumes de chuva devem se concentrar em Santa Catarina e no Paraná, com acumulados de 20 a 30 milímetros, sem prejuízos ao trabalho no campo. No Rio Grande do Sul, as precipitações ficam restritas ao norte e sudeste, com cerca de 20 milímetros, predominando o tempo seco nas demais áreas.

Região Sudeste

O tempo firme predomina em São Paulo, favorecendo o avanço dos trabalhos em campo.
No Triângulo Mineiro, Zona da Mata, leste de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, há chance de chuvas fracas e localizadas. Já nas áreas do norte, oeste e noroeste, a previsão é de chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

As temperaturas voltam a subir e ultrapassam os 30°C nas áreas produtoras. Entre quarta (12) e quinta-feira, o oeste paulista e o Triângulo Mineiro podem registrar 30 a 40 milímetros de chuva, o que ajuda a manter a umidade do solo. Produtores devem ficar atentos à possibilidade de rajadas de vento e granizo.

Região Centro-Oeste

As instabilidades se mantêm em boa parte de Goiás e Mato Grosso, com pancadas de chuva de intensidade variada. O oeste de Mato Grosso deve concentrar as chuvas mais fortes, com risco de temporais, enquanto Mato Grosso do Sul e o sudoeste mato-grossense terão tempo mais firme.

Os acumulados da semana chegam a 100 milímetros no centro-oeste dos dois estados. No centro-leste, os volumes variam de 20 a 30 milímetros, enquanto o sudeste de Goiás deve enfrentar tempo quente e seco, exigindo cautela dos produtores durante as atividades a campo.

Região Nordeste

O oeste e o sul da Bahia voltam a registrar chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais.

No sul do Maranhão e Piauí, as pancadas serão mais fracas e isoladas. No restante da região, o tempo firme e a baixa umidade predominam, especialmente no Ceará, leste do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.

As chuvas de 20 a 30 milímetros no centro-sul da Bahia e do Maranhão ajudam a recompor a umidade do solo sem atrapalhar os trabalhos no campo. Já nas demais áreas, as temperaturas chegam aos 40°C, elevando o risco de incêndios.

Região Norte

As instabilidades avançam sobre Acre, Amazonas, Rondônia e sudeste do Pará. No oeste do Pará e em Rondônia, há risco de temporais.

Em Roraima, a chuva será isolada; no Amapá, o tempo deve seguir quente e seco.
A semana será mais chuvosa em quase toda a região, com acumulados de até 100 milímetros no Acre, Rondônia, sul de Roraima e sudoeste do Pará. Nas demais áreas, os volumes variam entre 20 e 30 milímetros, apenas elevando a umidade do ar.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Rumores de retração nas compras da China marcam o fim da semana do boi gordo



O mercado do boi gordo registrou uma semana um pouco mais conturbada em termos de negócios. O cenário foi influenciado por especulações de que estão ocorrendo reuniões na China com representantes da agroindústria brasileira devido à presença de Fluazuron acima do permitido em lotes enviados pelo país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, há a possibilidade de retração das compras chinesas no curtíssimo prazo, o que levou o mercado futuro do boi a precificar movimentos de queda nos preços no dia 6 de novembro.

O mercado também acompanha o resultado de uma investigação conduzida pela China sobre salvaguardas, iniciada em dezembro de 2024, para avaliar se as compras junto ao Brasil prejudicam a indústria local. Iglesias alerta que esse processo poderia ter efeito negativo sobre as exportações brasileiras de carne bovina. Diante deste cenário, muitos frigoríficos reduziram ou suspenderam a compra de gado no dia 6.

Ainda assim, o balanço semanal aponta para preços mais altos do boi gordo. Na modalidade a prazo, os preços do boi gordo nas principais praças brasileiras em 6 de novembro estavam assim:

  • São Paulo (Capital): R$ 330,00 a arroba (+1,24% frente aos R$ 325,00 da semana anterior)
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00 a arroba (estável)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00 a arroba
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330,00 a arroba
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00 a arroba (+1,64%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 295,00 a arroba (+1,72%)

Mercado atacadista

O mercado atacadista acompanhou a tendência de alta, refletindo a firmeza nos preços. A perspectiva de continuidade do movimento leva em consideração o ápice do consumo doméstico, impulsionado pela entrada do décimo terceiro salário, confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, sem mudanças, enquanto o quarto dianteiro registrou R$ 18,75 o quilo, avanço de 3,02% em relação ao mês anterior (R$ 18,20).

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 1,775 bilhão em outubro (22 dias úteis), com média diária de US$ 80,706 milhões. O volume total exportado foi de 320,558 mil toneladas, média diária de 14,570 mil toneladas, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 5.538,90.

Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 40,9% no valor médio diário, ganho de 18,6% na quantidade média diária e avanço de 18,8% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Suíça anuncia doação de R$ 33 milhões para Fundo Amazônia



O Brasil receberá 5 milhões de francos suíços, aproximadamente R$ 33 milhões, da Suíça para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito neste domingo (9) pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, durante o evento “Presença Suíça na COP30”, em Belém.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa que apoia projetos e ações contra o desmatamento, em defesa do desenvolvimento sustentável e da melhoria das condições de vida da população na Amazônia Legal brasileira. Gerido pelo BNDES, o fundo conta com aportes de doações não reembolsáveis de governos estrangeiros e empresas nacionais.

A iniciativa, retomada em 2023, após ter ficado paralisada durante o governo de Jair Bolsonaro, também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais. Os recursos do fundo já apoiaram 144 projetos, beneficiando mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 260 mil pessoas.

As ações buscam ainda fortalecer o manejo florestal, a bioeconomia, a inclusão produtiva, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O anúncio ocorre na véspera da abertura da COP30, em Belém, com a presença de 194 países, além da União Europeia. Nesta segunda-feira (10), têm início as negociações da conferência, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Ausente da COP, Trump critica evento e denuncia desmatamento


Na primeira declaração desde o início da Conferência de ONU sobre o Clima, em Belém, o presidente Donald Trump foi às redes sociais para criticar o desmatamento causado pela construção de infraestrutura para o evento no Brasil. Em sua plataforma Truth Social, ele afirmou: “Eles devastaram a Floresta Amazônica do Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas. Isso virou um grande escândalo!”.

Na postagem, ele menciona uma reportagem da emissora Fox News, aliada ao governo Trump, que mostrou como a estrada foi construída e como ela obrigou as autoridades a cortarem árvores. Trump, porém, não fez qualquer referência ao fato de que o desmatamento caiu no Brasil nos últimos anos e que foi justamente no governo de seu aliado, Jair Bolsonaro, que as taxas atingiram níveis inéditos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia convidado Trump para Belém. Mas a delegação americana sequer viajou para o evento. Trump deixou o Acordo de Paris e, em seu discurso na ONU em setembro, denunciou ambientalistas por estarem supostamente deturpando dados sobre o aquecimento do planeta.

Na reportagem, a Fox News diz que o evento está se transformando “em um desastre” e cita o fato de que 100 mil árvores teriam sido derrubadas. A reportagem também destaca que poucos países se comprometeram com ações de redução de emissões. A emissora apresenta os dados a partir de uma entrevista com Marc Morano, um conhecido negacionista climático e que vem atacando cientistas e ambientalistas.

A construção da Avenida Liberdade foi um projeto de mobilidade anterior a COP30 e muito criticado por ambientalistas brasileiros. Embora o governo do Pará alegue que a via seja sustentável, a rodovia — orçada em R$ 410 milhões e com 13,4 km — corta três municípios da região metropolitana, cruza áreas de floresta e comunidades tradicionais e afeta o Parque Estadual do Utinga e a Área de Proteção Ambiental de Belém, que se conectam.

Entre os ativistas, a declaração de Trump foi recebida como um sinal de que o governo americano deve agir por meio de intermediários e representantes de aliados para minar qualquer acordo em Belém. O consenso é de que o republicano não está preocupado com o número de árvores derrubadas, mas sim em descredibilizar o evento climático da ONU.

Já semana passada, Trump adotou a mesma postura numa cúpula da Organização Marítima Internacional. Apesar de não fazer parte, o governo americano agiu para garantir um impasse nas negociações sobre emissões.



Veja a Matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Novo biscoito é feito com farinha da casca de cafés finos


A Universidade de Brasília (UnB) fez um pedido de patente para uma receita de biscoito elaborada com farinha de cafés Robustas Amazônicos (Coffea canephora). O produto substitui cerca de 30% da farinha tradicional e se torna uma opção mais saudável e viável para consumidores adeptos de dietas equilibradas por conter mais fibras, antioxidantes e cafeína.

A inovação também inaugura um novo e promissor mercado para a casca do café, até então utilizada principalmente como adubo no Brasil. O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos, é resultado de uma parceria da instituição de ensino com a Embrapa Rondônia (RO).

Segundo o pesquisador da Embrapa, Enrique Alves, as cascas de cafés denominados finos, com mais de 80 pontos na avaliação da Specialty Coffee Association (SCA), são insumos nobres, com diversidade sensorial e nutricional muito rica, às vezes até superior à dos grãos. “Entretanto, no Brasil são usados principalmente como adubo”, explica.

Potencial de alto valor agregado

Além de se enquadrarem na pontuação estipulada pela SCA como produtos finos, as variedades de cafés Robustas Amazônicos, selecionadas pela Embrapa em conjunto com os cafeicultores nas Matas de Rondônia, resultaram na primeira Indicação Geográfica (IG) de Coffea canephora do mundo, a “IG Matas de Rondônia”, concedida pelo INPI em 2021.

O projeto envolve o desenvolvimento de cultivares adaptadas à região e à Floresta Amazônica, plantadas, em sua maioria, por agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais. “Hoje em todo o estado de Rondônia, mais de 17 mil famílias cultivam essas variedades”, complementa o pesquisador.

Portanto, agregar valor a esse subproduto era uma prioridade para a Embrapa, como explica Alves. “Além da qualidade, as cascas dos cafés Robustas Amazônicos ainda carregam características diferenciadas de sustentabilidade, por serem cultivadas na Amazônia por povos indígenas e comunidades tradicionais”, destaca.

União entre Embrapa e UnB

Diante disso, a Embrapa Rondônia e a UnB se uniram para desenvolver pesquisas voltadas à valorização das cascas de cafés Robustas Amazônicos sob diferentes óticas de processamentos pós-colheita.

A linha de pesquisa, coordenada pela engenheira de alimentos e professora da UnB, Lívia de Oliveira, tem como focos a caracterização química, funcional e sensorial dessas cascas e a sua aplicação em alimentos, bebidas e cosméticos, contribuindo para uma cafeicultura sustentável e integrada à economia circular.

O estudo teve início em 2023, com a avaliação do potencial químico e sensorial das cascas de Robustas Amazônicos da cultivar Apoatã, produzidas pela Embrapa Rondônia, sob três processamentos distintos: natural (secagem do fruto inteiro em terreiro suspenso por cerca de 20 dias), lavado (despolpamento mecânico e secagem da fração pergaminho) e fermentação anaeróbica autoinduzida (espontânea em ambiente anaeróbio, conduzida de dois a 20 dias, seguida de secagem e descascamento).

Essas amostras foram analisadas quanto à composição proximal, de compostos bioativos, açúcares, ácidos orgânicos e voláteis, além de terem sido submetidas à avaliação sensorial por meio de infusões e produtos derivados.

Biscoito feito a partir da farinha da casca do café
Foto: UnB

De acordo com Lívia, os resultados demonstraram que:

  • As cascas naturais apresentaram maior teor de compostos fenólicos, flavonoides, antocianinas e fibras, além de perfil aromático doce e caramelado.
  • As cascas lavadas (originadas do processamento de via úmida) exibiram baixa complexidade química e volátil, com predominância de compostos estruturais e menor teor de açúcares.
  • As cascas de fermentação anaeróbica autoinduzida mostraram grande variabilidade conforme o tempo de fermentação. As amostras de 4 a 20 dias apresentaram aromas frutados e florais e bom equilíbrio sensorial, enquanto as de tempos intermediários (10 a 16 dias) geraram notas mais secas e amargas.

Essas diferenças foram atribuídas à atuação microbiana no metabolismo de açúcares e fenólicos, que modulou a formação de ácidos orgânicos, ésteres e furanonas (compostos formados durante o processamento de alimentos, que desempenham um papel crucial no seu sabor e aroma), resultando em perfis sensoriais distintos e potenciais de aplicação diferenciados para cada tipo de casca.

Novo biscoito: mais fibras e menos açúcares

A professora explica que, com base nesses resultados, foi desenvolvido um segundo eixo de pesquisa voltado à aplicação alimentar das cascas, por meio da elaboração de um biscoito com 30% de farinha de casca de Robusta Amazônico. Trata-se de um resultado inédito, uma vez que, segundo a literatura científica, o máximo de substituição de farinha obtido até o momento era de 15%.

As formulações reformuladas com lecitina e polidextrose apresentaram um aumento de até 15 gramas de fibras por 100 g de produto. Além disso, reduziram em até 45% as gorduras saturadas e em 25% os açúcares adicionados, mantendo conformidade com a RDC nº 429/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A melhor aceitação sensorial foi obtida com as amostras produzidas a partir de cascas naturais e fermentadas por quatro ou 20 dias, associadas a notas doces, frutadas e amanteigadas. “Esses resultados evidenciam que o tipo de processamento da casca é determinante para as notas sensoriais do produto final. Mesmo assim, todos os cookies elaborados apresentaram aceitação sensorial satisfatória, confirmando que as cascas de qualquer um dos processos podem ser usadas como ingrediente nesse tipo de produto”, enfatiza Lívia.

A receita final, submetida ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 4 de setembro, é resultado de um processo de fermentação de oito dias. De acordo com a professora, com esse período o produto mantém o açúcar da polpa, evita o excesso de fermentação e possui notas frutadas, que conferem um sabor especial ao biscoito.

A seleção do produto final contou com a avaliação sensorial de mais de 250 consumidores convidados pela UnB para degustar os biscoitos oriundos das diferentes etapas da pesquisa.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
policia

Governo do Paraná anuncia R$ 50 milhões para reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu após tornado


O Governo do Paraná vai liberar cerca de R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap) para ajudar na reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, município devastado por um tornado na noite de sexta-feira (7). O anúncio foi feito neste domingo (9) pelo secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, que acompanha de perto a situação na cidade.

Para agilizar o auxílio, o governo encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei em regime de urgência, permitindo que o repasse do Fecap seja feito diretamente às famílias afetadas. Cada morador poderá receber até R$ 50 mil para reconstruir a própria casa, com os critérios definidos em decreto a ser publicado nos próximos dias.
A proposta deve ser votada ainda neste domingo, em uma tentativa de garantir que os recursos cheguem rapidamente a quem perdeu tudo com o desastre natural.

A Cohapar também está levantando, junto com engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR), todos os prejuízos para auxiliar no direcionamento dos recursos. Pelo menos 90% do município foi afetado pelo tornado, com a destruição de residências e prédios públicos.

Também já foi autorizado o processo de reconstrução das escolas que foram destruídas. A Secretaria de Estado da Educação já tinha anunciado no sábado que a aplicação da prova do Enem, que aconteceria neste domingo, será adiada na cidade.

Documentos

Neste domingo e ao longo da semana a Secretaria de Segurança Pública, em conjunto com a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça, realizará um grande mutirão para emissão de documentos perdidos durante a tragédia, com todo o processo conduzido em caráter de urgência. Ele será montado para que as famílias registrem suas informações e seja feita a avaliação dos imóveis danificados, viabilizando o repasse dos recursos.

O Ministério Público informou que as Promotorias de Justiça de Laranjeiras do Sul já estão fazendo atendimento descentralizado no município, principalmente para orientação jurídica.
A Defensoria Pública do Estado também já iniciou os atendimentos. Pessoas que precisarem de canais também podem entrar em contato com a DPE-PR por meio do telefone: (41) 9 9232-2977.

Limpeza e atendimento após o tornado

Outras prioridades do dia são a limpeza das ruas e casas pelas equipes, o que ajudará nas condições de trafegabilidade e apoio. O Governo do Estado também vai priorizar a instalação de um Centro de Triagem e outro de Acolhimento Psicológico para dar apoio às famílias. Eles ficarão em pleno funcionamento, já que está sendo possível garantir o restabelecimento de água, energia elétrica e internet em algumas estruturas do município.

Água e Luz

A Sanepar informa que o sistema de Rio Bonito do Iguaçu está abastecido. A companhia ainda mantém gerador em uma das captações e caminhões-pipa como apoio na recuperação. Equipes seguem trabalhando em consertos pontuais de vazamentos nas redes de distribuição de água da cidade.

Também foram disponibilizados 50 mil copos de água envasada, principalmente para os desabrigados e profissionais que estão trabalhando no auxílio das vítimas e reestruturação dos serviços. A Copel informa que equipes da companhia restabeleceram 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu, até a manhã deste domingo. Estão religadas estruturas prioritárias de atendimento de urgência, como Centro de Comando da Defesa Civil, o posto de Saúde e o Centro do Idoso, que tiveram a energia restabelecida já na tarde de sábado.



Veja a Matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

AgriZone abre as portas para o público nesta segunda-feira (10)



A AgriZone, projeto do governo brasileiro liderado pela Embrapa e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), abre suas portas para o público nesta segunda-feira (10), em Belém, a 1,8 quilômetro das áreas oficiais da COP30. A expectativa é que cerca de 2 mil pessoas circulem pelo espaço diariamente.

O espaço, também conhecido como a Casa da Agricultura Sustentável, contará com 378 eventos técnicos, exposições imersivas, painéis interativos e diversas atividades voltadas para a promoção da agricultura sustentável. A cerimônia oficial de abertura está marcada para o dia 11, às 16h, na Arena Agritalks, com a presença de autoridades e especialistas.

Programação diversificada

A programação da AgriZone, que ficará aberta de 10h às 18h, inclui a apresentação do livro “Ciência para o Clima – soluções para a agricultura brasileira”, elaborado com a participação de mais de 40 especialistas. Entre os temas abordados estão agricultura de baixo carbono, bioeconomia e agricultura familiar.

As atividades foram organizadas a partir de uma chamada pública da Embrapa, que recebeu 450 propostas de eventos relacionados à agricultura e segurança alimentar. A diversidade da programação inclui eventos de organizações não governamentais, instituições financeiras e entidades do agronegócio.

Eventos técnicos e parcerias

Do total de sessões, 27% são organizadas por representações do governo federal, destacando a participação de ministros e especialistas. Exemplos incluem o evento “Compras Públicas na Sociobieconomia” no dia 11, coordenado por ministérios, e a sessão sobre bioeconomia no dia 14.

Além disso, a Embrapa e a Nestlé anunciarão a ampliação de parceria, visando reduzir emissões de gases na produção de leite e cacau. O estande do IICA também será palco da assinatura de uma carta de intenções para a instalação de um escritório da Embrapa na Costa Rica.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Veja a matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

startup desenvolve tecnologia sustentável para controle de parasitas



Os ectoparasitas estão entre os principais desafios econômicos e sanitários da pecuária brasileira, afetando tanto os rebanhos de corte quanto os de leite.

Estimativas da Embrapa indicam que infestações por carrapatos podem reduzir o ganho de peso diário do gado em até 25%, enquanto ataques de moscas-dos-chifres podem resultar em perda de até 40 quilos por animal durante o ciclo produtivo.

Esses prejuízos têm motivado o desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis para o controle dos parasitas. Uma dessas iniciativas é conduzida pela LumenEra, startup de base científica vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

Nanotecnologia aplicada ao manejo sanitário

A empresa está desenvolvendo uma formulação baseada em nanotecnologia para o controle de ectoparasitas bovinos. Segundo a pesquisadora Estefânia Campos, uma das responsáveis pelo projeto, o objetivo é aumentar a eficácia e a durabilidade do produto.

“Estamos desenvolvendo uma solução inovadora para o controle de ectoparasitas que representa uma alternativa promissora às formulações comerciais atualmente disponíveis. A proposta combina dois ingredientes ativos com mecanismos de ação complementares, potencializados pelo uso de nanotecnologia”, explicou Estefânia.

“Por meio do encapsulamento em nanopartículas biopoliméricas, buscamos otimizar a estabilidade e a liberação controlada dos compostos, aumentando sua eficácia e durabilidade no animal”, acrescentou.

A pesquisadora destacou que o diálogo com veterinários especializados permitiu ajustes técnicos para adequar o produto às condições reais de campo, garantindo eficiência e viabilidade operacional em diferentes sistemas de produção.

A LumenEra participa atualmente da Fase 2 do programa Catalisa ICT, que incentiva a transformação de pesquisas acadêmicas em negócios tecnológicos. A iniciativa tem o objetivo de consolidar o desenvolvimento da solução e validar os protótipos em ambiente real.

“O Catalisa ICT representa uma oportunidade importante para evoluirmos da fase experimental para uma aplicação prática e escalável. Nosso objetivo é oferecer ao mercado pecuário uma solução sustentável e de alto desempenho no combate aos ectoparasitas”, afirmou a pesquisadora.

Com o avanço do projeto, a expectativa é ampliar as ferramentas de manejo no controle de parasitas e reduzir o impacto das infestações na produtividade da pecuária nacional.



Veja a matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.