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Caso Priscila Brenda: namorado acusado de matar adolescente é julgado


Começou, nesta segunda-feira (17), o novo júri de Paulo Vitor Azevedo, acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Priscila Brenda Pereira Martins da Silva. Ele foi condenado, em 2023, a 18 anos de prisão, mas teve a sentença anulada. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o julgamento estava previsto para o dia 6 de fevereiro, mas foi remarcado após uma das testemunhas passar mal.

De acordo com a defesa de Paulo Vitor, ele não era namorado da vítima na época que ela desapareceu, em dezembro de 2012, aos 14 anos. Priscila Brenda teria desaparecido após entrar no carro do acusado, em Pires Belo, distrito de Catalão (GO) e o corpo da adolescente nunca foi encontrado.

“Nos autos processuais, consta que foi realizada uma investigação policial abrangente, com diversas diligências, incluindo interceptações telefônicas nos celulares dos acusados. A apuração demonstrou que não há qualquer prova que relacione Paulo Vitor ao desaparecimento da jovem. Sendo o acusado inocente, isso será devidamente demonstrado ao corpo de jurados do egrégio Tribunal do Júri, garantindo um julgamento justo e imparcial”, afirmou a defesa.

O julgamento foi anulado pois uma das juradas publicou no Instagram fotos da mãe da vítima usando uma camiseta com a foto de Brenda e a frase “Queremos Justiça”. Ela também postou um texto sobre o caso. Para o TJGO, a postura da jurada configurou quebra de sigilo das votações e da imparcialidade necessária ao julgamento, pressupostos previstos no Código de Processo Penal.

Paulo Vitor teve um mandado de prisão temporária expedido em dezembro de 2013, mas não chegou a ser preso pois estava foragido. Em fevereiro de 2014, ele se apresentou espontaneamente e o mandado foi revogado. Em depoimento, o suspeito afirmou que esteve com Priscila no dia do desaparecimento, mas a jovem não entrou no carro e nem saiu da cidade com ele.

Paulo Vitor e o amigo, Claudomiro, foram presos em 2014, mas acabaram soltos para responder o processo em liberdade até o julgamento, que ocorreu em 2023. Claudomiro acabou inocentado.



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Bioparque celebra Semana do Meio Ambiente estimulando a preservação da biodiversidade – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Em celebração à Semana Nacional do Meio Ambiente, o Bioparque Pantanal promove, entre os dias 1º e 6 de junho, uma programação especial que reforça a conscientização ambiental e a ciência. O cronograma inclui desde contações de histórias até demonstrações técnicas em um laboratório móvel, onde o público poderá observar larvas e alevinos de peixes reproduzidos no próprio complexo. Além das atividades interativas, o local recebe a intervenção “Nossos Gigantes” , uma parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) que destaca, por meio de exposições, a preservação do tatu-canastra e do tamanduá-bandeira, duas das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da nossa fauna.

O Núcleo de Educação Ambiental do Bioparque Pantanal (NEA) promove atividades lúdico-pedagógicas que transformam o conhecimento em experiência. Neste mês de junho, o destaque fica para a contação de histórias protagonizada pelos “animais sentinelas” como as ariranhas, onças e jacarés. Os animais sentinelas são indicadores ambientais e encantam crianças e adultos enquanto ensinam sobre sua importância na biodiversidade

Por meio de intervenções, experiências interativas e exposições, o público é convidado a mergulhar na riqueza da biodiversidade e a refletir sobre a preservação ambiental. O coordenador pedagógico NEA, Dilan Hugo, explica a importância dessa semana. “Essas datas trazem maior visibilidade à preservação da biodiversidade. Buscamos sempre promover atividades que toquem o lado emocional do visitante, despertando o senso de pertencimento. Ao compreenderem que fazem parte da natureza, as pessoas percebem que proteger o ecossistema é, acima de tudo, proteger o próprio futuro”.

Exposição “Nossos Gigantes” destacam a importância do tamanduá-bandeira e do tati-canastra na natureza. Foto: Eduardo Coutinho.

Outro destaque da semana Nacional do Meio Ambiente no Bioparque Pantanal é a exposição “Nossos Gigantes”, realizada em parceria com o ICAS, união que fortalece as ações de educação ambiental no complexo. Nesta semana, além de contemplar o circuito de aquários, o visitante poderá compreender a importância do tamanduá-bandeira e do tatu-canastra para os biomas brasileiros.

A mostra ressalta medidas práticas de conservação, estratégias de mitigação de acidentes rodoviários com animais silvestres e o papel fundamental das parcerias com produtores de mel na preservação da fauna e da flora, e oferece uma experiência sensorial permitindo visualizar, de forma lúdica, o tamanho real das garras e unhas desses animais.

A Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que a união de esforços é o que faz do empreendimento um local de conhecimento e experiência. “A Semana Nacional do Meio Ambiente é um momento para reforçarmos o nosso compromisso com a vida. A parceria com o ICAS, é fundamental para conectarmos a ciência ao coração dos nossos visitantes, trazendo para dentro do Bioparque Pantanal o trabalho realizado em campo. Nosso objetivo diário é que cada escola, instituição e família que passa por aqui saia com um olhar transformado. Por meio das nossas ações educativas, buscamos plantar uma semente de responsabilidade e encanto, mostrando que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa que temos para garantir a preservação dos nossos biomas e um futuro sustentável para todos.”

Para o estudante Lucas Contrera, 15 anos, a visita foi uma experiência de aprendizado. “Foi uma experiência muito legal, porque aprendi de um jeito diferente sobre a importância dos animais para o equilíbrio da natureza. As atividades interativas fizeram eu perceber que pequenas atitudes no nosso dia a dia também ajudam a preservar o meio ambiente”.

Caio Henrique Romero e Gabriel Issagawa

Foto capa: Rosana Moura

 



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Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio


Policiais apreenderam 22 ampolas de tirzepatida, celulares, seringas, embalagens e uma máquina de cartão

Divulgação / Eli Lillyinjecao-mounjaro-divulgacao-Eli Lilly
Anvisa e conselhos da saúde assinam carta sobre canetas emagrecedoras

A Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, investiga um suposto esquema de importação ilegal de versões falsificadas da caneta emagrecedora Mounjaro, trazidas do Paraguai e revendidas clandestinamente em São Roque, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. A apuração tem como alvos a chefe da Divisão de Serviços Administrativos da prefeitura de São Roque, Ana Laura Esquitini, e o marido dela, Luciano do Espírito Santo, coordenador legislativo da Câmara Municipal da cidade.

Ana Laura foi presa em flagrante na segunda-feira, (1º), após investigadores encontrarem 22 ampolas de tirzepatida, substância usada em medicamentos para emagrecimento. Ela foi solta no mesmo dia após pagamento de fiança de R$ 3 mil.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após denúncias anônimas apontarem que o casal vendia medicamentos com tirzepatida por aplicativos de mensagens e contatos presenciais, com entregas em São Roque e região.

Os investigadores afirmam que os produtos eram comprados no Paraguai, entravam irregularmente no Brasil e eram armazenados na residência do casal, no Jardim Trindade.

Ainda de acordo com a polícia, as investigações reuniram indícios de comercialização dos medicamentos, incluindo informações sobre preços, formas de pagamento, uso de máquinas de cartão e distribuição dos produtos a terceiros.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam, além das 22 ampolas de tirzepatida, celulares, seringas, embalagens e uma máquina de cartão.

Em nota, a prefeitura de São Roque informou que está acompanhando o caso e aguarda a conclusão das investigações. “Com base nos resultados das apurações, a Administração Municipal avaliará a adoção de medidas administrativas cabíveis, caso sejam necessárias”, disse.

Em depoimento, Ana Laura contou aos investigadores que começou a usar os medicamentos há cerca de um ano por recomendação médica, após atingir 105 quilos.

Ela disse que costuma viajar ao Paraguai para comprar cosméticos e perfumes para revenda e admitiu ter adquirido ampolas da substância no país vizinho, sem receita médica, para uso próprio e do marido. Também reconheceu ter vendido algumas unidades para amigas e conhecidas.

Luciano afirmou à polícia que a companheira iniciou o tratamento após enfrentar problemas de obesidade e cogitar cirurgia bariátrica. Segundo ele, o casal viaja ao Paraguai aproximadamente a cada três meses para comprar perfumes e cosméticos e trouxe, na última viagem, medicamentos com tirzepatida destinados ao uso dos dois.





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Caso Vitória: Maicol confessa ter assassinado jovem em Cajamar


Em novo depoimento, Maicol Antonio Sales do Santos confessou o assassinato da jovem Vitória Regina de Souza, em crime ocorrido em Cajamar (SP). Maicol já está preso. A informação foi confirmada pela CNN com duas fontes da Polícia de São Paulo.

Em perícia realizada no celular de Maicol, a polícia também havia encontrado imagens de um revólver e uma faca.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

Em coletiva nesta terça-feira (18), a polícia confirmou que Maicol foi o único responsável pela morte de Vitória.

A jovem Vitória, 17 anos, foi encontrada morta em uma região de mata em Cajamar, na Grande São Paulo. Ela ficou desaparecida por 7 dias, após ser sequestrada enquanto voltava para casa.

Saiba como Vitória foi morta por Maicol

A polícia acredita que o corpo, encontrado no último dia 5, foi deixado entre 4 e 5 dias anteriores da descoberta.

Stalking contra vítima

A CNN teve acesso às informações extraídas, a partir do software israelense Cellebrite, que auxiliou a polícia a localizar provas contra Maicol Antônio Sales dos Santos.

Entre os arquivos encontrados no dispositivo do indivíduo, há diversas fotos de Vitória. Os diversos registros denotam traços idênticos aos observados nos crimes de stalking.

A perícia constatou que Maicol acessou o perfil de Vitória no Instagram após seu desaparecimento, na madrugada do dia 27 de fevereiro. Os investigadores, em uma análise inicial, conjecturam que o homem pode ter algum tipo de ‘fixação’ pela vítima do crime.

O interesse acentuado no perfil da vítima, não se restringe somente a ela. Também constam imagens de outras garotas que se assemelham fisicamente, apresentando os mesmos traços e biotipo.

A investigação apura conversas de Maicol com o ex-namorado de Vitória, mostrando preocupação sobre seu automóvel supostamente relacionado ao crime, o que poderia sugerir ligação entre eles.

À CNN, os advogados de Maicol negaram o envolvimento dele com o crime e disseram que provarão a inocência do homem ao longo da investigação e do processo.

Data para fim das investigações 

investigação do assassinato de Vitória Regina de Sousa, morta em Cajamar, deve ser concluída até 13 de abril, data em que ela completaria 18 anos. A polícia considera importante finalizar o inquérito até essa data. 

O inquérito deverá ser concluído, dependendo de laudos pendentes, especialmente o da necropsia, que revelará a causa da morte e as lesões.

Também se aguarda a comparação do DNA de Vitória com amostras de sangue de um dos suspeitos, que deve ser finalizada até o início da próxima semana. O estágio avançado do corpo dificulta o processo de necropsia.

Relembre o caso

desaparecimento e a trágica morte de Vitória Regina de Sousa, uma jovem de 17 anos comoveu os moradores de Cajamar (SP). A história começou em 26 de fevereiro, quando Vitória, após um dia de trabalho em um shopping local, pegou o ônibus de volta para casa.

Naquela noite, Vitória compartilhou mensagens de texto com uma amiga, expressando o medo que sentia ao perceber que estava sendo seguida por dois homens. Testemunhas relataram ter visto um automóvel com quatro homens seguindo a jovem depois que ela desceu do ônibus.

Após seu desaparecimento, a cidade se uniu em buscas incessantes. A polícia e os familiares, apoiados por diversos agentes, cães farejadores e drones, procuraram por Vitória em todos os cantos da região.

A angústia chegou ao fim em 5 de março, quando o corpo de Vitória foi encontrado em uma área de mata em Cajamar. O corpo da jovem estava em estado avançado de decomposição e apresentava sinais de violência. Um policial que estava no local das buscas informou que o corpo da vítima foi bastante violentado. A jovem estava com a cabeça raspada e sem as roupas.

A Delegacia de Polícia de Cajamar assumiu a responsabilidade pela investigação, trabalhando com diversas hipóteses para o crime. Mais de 18 pessoas foram ouvidas e dois veículos foram apreendidos para perícia.

O corpo de Vitória foi velado e enterrado sob forte comoção de parentes, amigos e moradores da cidade. Gritos de “justiça” foram entoados durante o sepultamento.



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Farsul defende texto aprovado na CAE para renegociação de dívidas do agro

A Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) endureceu o tom contra a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) na discussão sobre o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê uma linha especial para renegociação e alongamento de dívidas do setor agropecuário.

Em análise elaborada por sua Assessoria Econômica, a entidade afirma que a proposta precisa contemplar toda a realidade financeira dos produtores, incluindo passivos que estão fora do crédito rural tradicional, como dívidas com cooperativas, revendas, cerealistas e operações de CPR (Cédula de Produto Rural).

Em vídeo divulgado pela entidade, o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que a nota técnica da Febraban insiste em retirar do projeto as dívidas que estão fora do sistema financeiro, ponto considerado inegociável pela federação.

Lopes destacou que a Farsul não abre mão da manutenção desse trecho nem do conjunto de medidas construído ao longo das discussões com representantes do setor e aprovado por ampla maioria na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

De acordo com a Farsul, é fundamental que todos os envolvidos compreendam a dimensão do debate e os impactos das mudanças propostas. A entidade reafirma que defenderá integralmente o texto aprovado pela CAE, considerado essencial para atender produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas provocadas por adversidades climáticas.

Segundo a Farsul, limitar a medida apenas às dívidas bancárias reduziria a eficácia da política pública.

A federação também contestou a avaliação da Febraban de que o projeto poderia gerar impacto fiscal e comprometer os recursos do Plano Safra. De acordo com a entidade, a principal fonte de financiamento prevista para a operação são recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que não integram o orçamento destinado ao crédito rural.

O dirigente informou ainda que a entidade levará suas considerações ao Poder Executivo, aos parlamentares e aos integrantes da cadeia produtiva, com o objetivo de dar conhecimento sobre o conteúdo da nota técnica da Febraban e a avaliação elaborada pela federação.

A Farsul afirma estar aberta ao diálogo para discutir os mecanismos de implementação da proposta, mas reforça a necessidade de uma solução rápida e abrangente para atender produtores que enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas provocadas por adversidades climáticas.

O Projeto de Lei nº 5.122/2023 está pautado para votação no plenário do Senado no próximo dia 10 de junho.

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Confira os números da Lotofácil 3703 sorteados hoje (5/6)


A Caixa Econômica Federal também sorteou os números da Lotofácil, Lotomania, Dupla Sena e Super Sete



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Mauro Vieira diz que tarifas dos EUA desconsideram realidade do Brasil







O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados pelo Brasil para responder às duas investigações comerciais que terminaram com proposta de novo tarifaço ao País.

O anúncio das tarifas, antes do fim do prazo acordado entre os presidentes para tratativas, foi visto pelo governo Lula como uma decisão política do governo Trump e um tipo de ameaça.

De Paris, o ministro relatou ao Estadão como foi a conversa com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), embaixador Jamieson Greer, na véspera. Eles se encontraram brevemente antes de uma plenária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Lembrei a ele que o anúncio das recomendações em favor das novas tarifas contra o Brasil ocorreu dentro do prazo de 30 dias que os presidentes Lula e Trump estabeleceram para que se buscasse uma solução. Também disse a ele que isso nos obriga a redobrar esforços nos próximos dias para cumprir essa instrução dos presidentes e criar um mapa do caminho para normalizar de vez a relação no campo econômico-comercial”, disse Vieira. Ele ouviu do americano que ainda há espaço para negociação.

A interação breve ocorreu logo depois que o USTR recomendou ao presidente Trump a aplicação de novas tarifas ao País, sendo 25% por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado. Isso porque Greer concluiu que há prejuízo à competição com empresas americanas no País e fora dele.

As duas apurações foram conduzidas em processos com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e para o governo Lula vão dar base legal para Trump restituir o tarifaço, derrubado pela Suprema Corte americana. A tarifa global temporária de 10% que o substituiu está prestes a caducar.

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Na primeira investigação, os EUA acusam o Brasil de práticas desleais sobre o comércio digital e o sistema eletrônico de pagamentos (Pix), combate à corrupção falho, existência de pirataria (propriedade intelectual), prevalência do desmatamento ilegal, de dar tarifas preferenciais a México e Índia e de não permitir o acesso ao mercado de etanol.

Na segunda, afirmaram dizem que é injustificável a falha do Brasil nas políticas e práticas contra o trabalho escravo. O USTR diz que os casos de trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária brasileira dão vantagem competitiva ao Brasil, em competição com os americanos, na disputa pelo mercado de carne bovina congelada na China, de quem também cobram fiscalização.

“As recomendações desta semana do USTR não indicaram nenhuma disposição de levar em conta nossos argumentos e a nossa realidade”, afirmou Vieira, citando dois exemplos: desmatamento e etanol.

“A questão do desmatamento chama a atenção pela injustiça: sob a liderança do presidente Lula, o Brasil reduziu o problema, com números impressionantes, e caminha para cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030. As autoridades norte-americanas sabem disso”, afirmou o chanceler.

“Se compararmos com 2022, último ano da gestão Bolsonaro, reduzimos pela metade, em 2025, a área desmatada na Amazônia Legal. E de acordo com levantamento do MapBiomas, divulgado há poucos dias, no ano passado o desmatamento nos seis biomas brasileiros foi o menor nos últimos anos”, disse Vieira.

“Em vez de tarifas, o que o governo norte-americano deveria fazer era nos dar os parabéns pela rápida e significativa redução nas taxas de desmatamento. Isso sem falar no Pix, que é um patrimônio dos brasileiros.”

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De todos os seis quesitos investigados pelos EUA, há desde o ano passado nos bastidores do governo uma discussão sobre ceder ou não no etanol. O caso é a tarifa mais explicitamente questionada nos documentos do USTR. Os EUA se queixam de aplicar uma tarifa de 2,5% ao etanol brasileiro e de o Brasil praticar uma de 18%.

O governo brasileiro, porém, desde o ano passado, em linha com o setor privado, decidiu responder vinculando o etanol às barreiras de acesso do açúcar no mercado dos EUA. O argumento é reforçado pelo ministro. O Itamaraty não quer antecipar que posição vai levar à mesa.

“No caso do etanol, cabe lembrar que eles se queixam da nossa tarifa, mas cobram tarifa quatro vezes maior para importar o nosso açúcar”, disse.

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Caso Vitória: Maicol era obcecado por ela, diz polícia


A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta terça-feira (18), que a jovem Vitória Regina foi morta a golpes de faca ao reagir no momento em que foi abordada por Maicol dos Santos, único responsável por sua morte.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

“A motivação foi o fato dele ser obcecado pela vítima”, disse a polícia.

Além de confessar a morte da jovem, Maicol também detalhou para a polícia como Vitória foi assassinada:

  • Maicol seguia Vitória em redes sociais e no caminho que a jovem fazia de casa para o trabalho
  • Pelas redes sociais, Maicol viu que ela postou o que faria naquele dia.
  • Maicol vai até o ponto final do ônibus e espera Vitória descer do veículo
  • Os dois se conheciam de vizinhança
  • Maicol convida Vitória a entrar no automóvel e a jovem aceita
  • Em determinado momento, Vitória começa a se debater e Maicol a atinge no pescoço com golpes de faca

Entenda a motivação que levou Maicol a matar Vitória

Único autor

A Polícia de São Paulo afirmou que Maicol Antonio Sales dos Santos foi o único autor da morte de Vitória Regina, de 17 anos, no início do mês em Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). A polícia revelou que Maicol se mostrou “obcecado” por Vitória e a seguia desde o ano passado.

“Ontem a noite ele quis confessar o crime. A confissão foi tomada pelo doutor Fábio. Ficou muito claro que ele era obcecado pela vítima”, disse o Dr. Carmo em conversa com a imprensa.

Causa da morte

A polícia revelou, ainda, a causa da morte de Vitória. A jovem de 17 anos morreu de hemorragia traumática, em decorrência de golpes de faca na região do pescoço.

Segundo apontado pela investigação, Maicol confessou que esfaqueou Vitória. A vítima reagiu a uma ação dele e foi esfaqueada.



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Brasil projeta queda de até 92,6% em emissões da pecuária até 2050

O Brasil apresentou na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em Roma, um estudo científico detalhado que projeta uma redução de até 92,6 % na intensidade de emissões da pecuária de corte até 2050.

O trabalho “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil 2025 a 2050” foi desenvolvido pelo FGV Agro em parceria com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e apresentado pela ApexBrasil durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do COAG (Comitê de Agricultura da ONU).

A apresentação ocorreu em um momento considerado estratégico para o debate climático global, no qual o setor agropecuário é pressionado a aumentar a produção de alimentos ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais.

Diante de delegações internacionais e especialistas da FAO, o estudo foi apresentado como uma resposta baseada em ciência e tecnologia tropical, com foco em demonstrar que o Brasil pode ampliar a oferta global de carne bovina com menor intensidade de emissões.

O diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, destacou a necessidade de cooperação internacional.

Ele afirmou que a transformação da pecuária sustentável depende de um esforço conjunto entre governos, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa, ressaltando que cada país precisa encontrar seu próprio caminho dentro da Agenda 2030.

O estudo apresentado detalha cenários de descarbonização que indicam que o Brasil pode reduzir não apenas a intensidade, mas também parte das emissões absolutas da pecuária ao longo das próximas décadas.

No cenário de referência, as emissões poderiam cair até 60% até 2050, enquanto a intensidade de carbono da carne bovina recuaria cerca de 80%, passando de aproximadamente 80 quilogramas de CO₂ equivalente por quilo de carne para cerca de 16 quilogramas.

No cenário mais ambicioso, com maior adoção de tecnologias e expansão do Plano ABC+, a redução da intensidade chegaria a 92,6%, atingindo cerca de 5 quilogramas de CO₂ equivalente por quilo de carne produzida.

Segundo a pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, os resultados do modelo matemático mostram que as tendências já em curso no setor agropecuário brasileiro são capazes de promover mudanças estruturais significativas. Ela destacou que a combinação entre recuperação de pastagens degradadas, sistemas integrados e manejo eficiente do solo é central para o resultado projetado.

Ela afirmou que o carbono fixado no solo pela integração lavoura pecuária floresta e pela recuperação de áreas degradadas atua diretamente na compensação das emissões da atividade.

O estudo também evidencia o chamado efeito poupa terra, que descreve o ganho de eficiência produtiva da pecuária brasileira. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina no país cresceu mais de 240%, enquanto a área total de pastagens caiu cerca de 11%, passando de aproximadamente 181 milhões de hectares para 160 milhões de hectares.

Esse desacoplamento entre produção e uso da terra resultou na economia de cerca de 397 milhões de hectares que seriam necessários caso os níveis de produtividade de 1990 fossem mantidos.

No cenário projetado mais avançado, o Brasil poderia estabilizar a produção em cerca de 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050, mesmo com redução adicional de até 35% da área de pastagens.

Esse aumento de eficiência estaria associado ao crescimento de aproximadamente 31% no peso médio das carcaças, que passariam de cerca de 211 quilogramas para 277 quilogramas por animal abatido.

Durante a apresentação, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Brasil busca levar ao debate internacional uma visão baseada em dados e evidências científicas.

Ele afirmou que a pecuária brasileira tem condições de avançar na agenda climática sem abrir mão da produtividade e reforçou o papel da agência na promoção da imagem do país como fornecedor confiável de alimentos.

Müller também destacou a importância da Integração Lavoura Pecuária Floresta como diferencial competitivo do modelo brasileiro. Segundo ele, o país já conta com cerca de 17 milhões de hectares sob sistemas integrados, o que permite maior eficiência no uso da terra e redução da pegada de carbono por unidade produzida. Ele afirmou que o Brasil possui um modelo tropical único que combina produção agrícola, pecuária e florestal na mesma área.

O estudo reforça ainda que o Brasil ocupa posição relevante no cenário global de uso da terra e preservação ambiental. O país utiliza cerca de 30,2% de seu território para atividades agropecuárias, enquanto mantém aproximadamente 66,3% de vegetação nativa preservada, sendo que cerca de 33,2% está protegida por legislação ambiental dentro de propriedades privadas.

No contexto internacional, o relatório também compara o Brasil com grandes blocos produtivos. Segundo os dados apresentados, o Mercosul opera com rebanho no menor nível dos últimos seis anos, a América do Norte registra o menor rebanho em 70 anos e a União Europeia enfrenta o menor rebanho em três décadas. Já o Brasil mantém o maior rebanho comercial do mundo, com aproximadamente 192,6 milhões de cabeças de gado em 2024.

O estudo também detalha o conceito de emissões da pecuária brasileira dentro do inventário nacional de gases de efeito estufa. A fermentação entérica responde pela maior parte das emissões do setor agropecuário, representando cerca de 63% das emissões do segmento em 2021, seguida pelo manejo de solos e sistemas de produção, incluindo arroz irrigado e uso de fertilizantes e insumos.

O relatório também destaca que práticas como aração intensiva e uso excessivo de calcário podem contribuir para emissões adicionais de carbono, enquanto sistemas conservacionistas reduzem esse impacto.

Outro ponto abordado é a redução da intensidade de emissões por animal ao longo do tempo. Apesar do aumento do rebanho e da produção total, houve queda aproximada de 8% nas emissões por cabeça, resultado de melhorias em manejo de pastagens, nutrição animal e genética.

Isso indica que o sistema produtivo brasileiro vem se tornando mais eficiente em termos de emissões por unidade produzida, ainda que o volume total tenha aumentado.

O estudo também destaca o papel da remoção de carbono, diferenciando tecnologias industriais de captura e armazenamento de carbono das práticas agropecuárias. O Brasil aparece como um dos líderes globais em remoção associada a matriz energética e biocombustíveis, como etanol de cana, etanol de milho, biodiesel e uso de biomassa. Essa combinação coloca o país como o segundo maior em capacidade de remoção entre tecnologias avaliadas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Durante fala técnica em evento promovido pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), o pesquisador da Embrapa, Roberto Giolo de Almeida, reforçou o papel central do estado na modernização da pecuária brasileira e na adoção do Plano ABC. Ele destacou que o Mato Grosso se tornou uma referência nacional em agricultura de baixa emissão, com forte integração entre ciência, setor produtivo e políticas públicas.

Ele também destacou que todos os estados brasileiros possuem comitês do Plano ABC, mas que no Mato Grosso esse trabalho está mais estruturado e em plena execução por meio de programas como o ABC Mais em Ação.

Segundo ele, o Plano ABC deve ser compreendido como uma estratégia de eficiência produtiva e não apenas como uma política ambiental, pois permite produzir mais com menor impacto ambiental e maior resiliência climática.

O pesquisador reforçou ainda que a pecuária brasileira já apresenta queda nas emissões por animal em função da melhoria de pastagens, nutrição e genética, embora o aumento da produção total tenha elevado o volume global de emissões. Esse movimento, segundo ele, demonstra ganho de eficiência e reforça a importância da intensificação sustentável.

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Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações


Seis pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos fraudados com a Petrobras.

Fernando Frazão / Agência BrasilPetrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros de empreiteiras acusados por corrupção e lavagem de dinheiro a até 14 anos e sete meses de prisão em uma ação remanescente da extinta Operação Lava Jato sobre contratos fraudados com a Petrobras.

A sentença é da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base e origem da investigação que apontou esquema de cartel de empreiteiras e distribuição de propinas para ex-diretores da petrolífera e políticos, entre 2004 e 2014. Na condição de vítima, a Petrobras atuou como assistente da acusação no processo.

Cabe recurso aos empresários condenados. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende um dos sentenciados (Carlos Maurício Lima de Paula Barros), disse que vai ingressar com apelação.

Lista de condenados

– Carlos Maurício Lima de Paula Barros foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão em regime fechado.

– Jesús de Oliveira Ferreira Filho foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 14 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

– Ricardo Teixeira Fontes foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 13 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

– Flávio Henrique de Oliveira Macedo foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

– Eduardo Aparecido de Meira foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

– Igor Belan foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

A sentença, de 107 páginas, é do juiz Guilherme Roman Borges. Ele acolheu denúncia do Ministério Público Federal que abarca ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e operadores financeiros.

 





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