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Exportação de algodão tem volume recorde para maio de 2026

As exportações brasileiras de algodão atingiram 291,2 mil toneladas em maio de 2026, com receita de US$ 449,6 milhões, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), analisados pela Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão).

O desempenho representa o maior volume já registrado para um mês de maio e reforça o momento histórico do setor, que acumula 3,129 milhões de toneladas embarcadas na temporada julho de 2025 a maio de 2026, um recorde inédito para a cadeia do algodão brasileiro.

Apesar da queda em relação a abril, quando foram exportadas 370,4 mil toneladas e registrados US$ 560,6 milhões em receita, o comparativo anual mostra forte expansão. Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 51,5% no volume e de 45,3% na receita, consolidando o avanço expressivo do produto no mercado internacional.

No cenário das exportações totais do país, o algodão respondeu por 1,41% em maio, ocupando a 15ª posição no ranking geral e a terceira colocação entre os produtos do agronegócio, com participação de 5,52%.

De acordo com a Anea, a retração em relação a abril é explicada pela sazonalidade dos embarques da fibra, enquanto o desempenho acumulado da safra 2025/2026 segue em ritmo forte e consistente.

“Já passamos de 3 milhões de toneladas no acumulado de julho de 2025 a maio de 2026. É mais um mês com recorde mensal, já temos o maior segundo trimestre da história e ainda falta junho. O Brasil se consolidou como fornecedor de 12 meses, e os exportadores estão fazendo um trabalho excelente, mesmo diante das questões geopolíticas atuais. O algodão brasileiro segue avançando”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

Destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em maio, o destaque foi Bangladesh, que liderou as compras com 21,1% de participação. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%.

Juntos, Bangladesh e Paquistão concentraram cerca de 40% dos embarques do mês, evidenciando a forte demanda de grandes mercados têxteis asiáticos pela fibra brasileira.

A China, que já respondeu por cerca de um terço das exportações na temporada, reduziu sua participação para 9,6% em maio. Também figuram entre os destinos Indonésia, com 8,5%, Índia, com 6,3%, Malásia, com 3,6%, Egito, com 2,1%, Coreia do Sul, com 0,8%, Tailândia, com 0,5%, Maurício, com 0,4%, e África do Sul, com 0,1%.

A Índia registrou queda na participação, passando de 11% em abril para 6,3% em maio, após o fim da isenção de impostos para importação de algodão. No período anterior, o benefício havia impulsionado significativamente as compras indianas da fibra brasileira.

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Casal é condenado a indenizar recepcionista após agressões em hotel em MS


A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que um casal pague R$ 20 mil em indenização por danos morais a um ex-recepcionista de hotel após um episódio de agressões verbais e arremesso de objetos durante uma tentativa de reserva de hospedagem. 

A decisão é da 1ª Vara Cível de Paranaíba, que condenou cada um dos réus ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, totalizando R$ 20 mil, além das custas processuais e honorários advocatícios. 

Segundo o processo, o ex-recepcionista trabalhava em um hotel da cidade quando atendeu o casal, em 30 de junho de 2023. 

De acordo com o relato da vítima, os hóspedes chegaram ao local e foram informados de que não havia reserva confirmada em seus nomes nem quartos disponíveis. 

O funcionário afirmou que tentou realizar o atendimento e oferecer alternativas, mas os clientes passaram a agir de forma exaltada. Segundo o processo, um dos réus arrancou o telefone da mão do recepcionista e o arremessou, enquanto a outra ré jogou objetos do balcão em direção ao funcionário. 

Testemunhas confirmaram a confusão na recepção do hotel. Um dos hóspedes afirmou ter ouvido gritos e presenciado as ações do casal. 

O gerente do estabelecimento relatou que encontrou o recepcionista “acuado e sem condições de continuar trabalhando” após o episódio. As imagens das câmeras de segurança também foram analisadas e registraram o momento das agressões. 

Na defesa, o casal alegou que havia confirmado a reserva previamente e que a situação ocorreu em razão de falha na prestação do serviço do hotel. Eles afirmaram ainda que apenas demonstraram insatisfação e que não houve ofensas pessoais nem dano moral indenizável. 

O processo também apontou que, após o ocorrido, o recepcionista passou a evitar trabalhar no período noturno e, pouco tempo depois, pediu demissão do emprego que ocupava havia cinco anos. 



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Conselho dos Direitos da População Negra inicia nova gestão com foco em diálogo e participação social


Com quase 30 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, o Cedine (Conselho Estadual dos Direitos do Negro) iniciou uma nova gestão para o biênio 2026-2028, reforçando o compromisso com o diálogo, a participação social e o fortalecimento das políticas públicas de promoção da igualdade racial no Estado.

A cerimônia de posse dos novos conselheiros e conselheiras foi realizada nessa segunda-feira (2), no auditório da Secretaria de Estado da Cidadania, reunindo representantes do poder público, movimentos sociais, universidades e instituições parceiras. O evento também marcou a eleição da nova mesa diretora do Conselho.

Durante a abertura, o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, falou sobre o fortalecimento da participação da sociedade civil no novo processo eleitoral do Conselho. “É uma grande satisfação ver uma sociedade civil tão engajada, com novas representatividades e um processo de inscrições maior do que esperávamos. Isso demonstra o compromisso coletivo com a construção de políticas públicas mais inclusivas e participativas”, afirmou.

Posse dos integrantes do Conselho foi realizada no auditório da SEC, e reuniu tanto representantes governamentais como da sociedade civil. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Secretário da Cidadania, José Francisco Sarmento, ressaltando papel do Conselho na construção de políticas públicas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destacou a importância dos conselhos na construção coletiva das políticas públicas e no fortalecimento do diálogo entre governo e sociedade.

“O conselho exerce um papel fundamental de participar, cobrar, apontar caminhos e ajudar na construção das soluções. É por meio desse diálogo que conseguimos avançar na construção de políticas públicas mais efetivas”, disse.

Sarmento também reforçou que a Secretaria de Estado da Cidadania mantém as portas abertas para a participação social e para a construção conjunta de propostas voltadas à redução das desigualdades históricas.

Ex-presidente do Cedine, Pedro Gaeta, relembrou os desafios enfrentados pela gestão anterior e falou sobre a importância da participação social para o avanço das políticas de igualdade racial. “Foi um mandato de muitos desafios, mas também de muito aprendizado e construção coletiva. Transformar a realidade exige dedicação, compromisso e participação social”, pontuou.

Representando a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a pró-reitora de Cidadania e Sustentabilidade, Vivina Queiroz, reforçou a parceria da instituição com as pautas de promoção da igualdade racial, diversidade e valorização cultural. “A universidade segue à disposição para fortalecer esse trabalho, contribuindo com ações voltadas à inclusão, à diversidade e aos direitos humanos”, falou.

Vivina também pontuou a importância da atuação conjunta entre universidades, movimentos sociais e conselhos de participação. “Esse movimento de valorização da nossa cultura, da nossa gente e das nossas tradições só acontece com o fortalecimento dos movimentos sociais e dos conselhos”, completou.

Promotor de Justiça, Douglas Teixeira colocou o Ministério Público à disposição do Conselho. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Para o promotor de Justiça Douglas Silva Teixeira, coordenador do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NUPIER) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), os conselhos espaços de participação democrática e construção coletiva entre sociedade civil e poder público.

“Muitas vezes, as pessoas enxergam apenas a parte burocrática dos conselhos, mas eles representam participação social, diálogo e construção conjunta entre governo e sociedade. E, mais importante do que existir formalmente é que o conselho consiga, de fato, entregar aquilo a que se propõe, contribuindo efetivamente para o avanço das políticas públicas”, declarou.

Após o ato oficial de posse dos membros, foi realizada a eleição da nova mesa diretora. Neste biênio, a presidência ficará sob responsabilidade das instituições governamentais, sendo eleita por unanimidade a representante da SED (Secretaria de Estado de Educação), Myleide Meneses de Oliveira Machado. A vice-presidência será ocupada por Nelson Eder de Souza, representante do Grupo TEZ (Trabalho Estudos Zumbi).

Ao assumir a presidência do Conselho, Myleide afirmou que a nova gestão terá como prioridade fortalecer a participação das comunidades e ampliar o alcance das políticas públicas de igualdade racial. “O papel de um conselho é sempre dar voz a cada um de nós, sendo peça-chave para a democracia. É aqui que fortalecemos políticas públicas para chegar à população negra, quilombolas, povos de matriz africana e todos os povos que precisam de defesa para a conquista da igualdade racial”, ressaltou.

A presidente explicou que o Conselho representa diferentes segmentos da população negra sul-mato-grossense e seguirá atuando em parceria com a sociedade civil e o poder público. “Representamos mulheres negras, jovens, comunidades quilombolas, ciganas, entre tantas outras, atuando juntos para reduzir o racismo e melhorar o acesso à educação, saúde, trabalho, moradia e justiça”, elencou.

Nova presidente do Cedine é representantes da SED, Myleide Meneses. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Entre as prioridades da nova gestão estão o fortalecimento dos conselhos municipais de promoção da igualdade racial, a ampliação da participação social e a defesa permanente dos direitos da população negra em Mato Grosso do Sul.

Para o vice-presidente eleito, Nelson Eder de Souza, o compromisso coletivo da nova diretoria é com a construção de políticas públicas. “Quero felicitar todos os companheiros e companheiras que tomaram posse no Conselho e reafirmar nosso compromisso com a construção das políticas públicas para a comunidade negra de Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

Criado pela Lei nº 702, de 12 de março de 1987, o Conselho Estadual dos Direitos do Negro é um órgão colegiado de composição paritária entre governo e sociedade civil, voltado à promoção da igualdade racial, ao enfrentamento do racismo e à defesa dos direitos da população negra sul-mato-grossense.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho, da Cidadania



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Metas fiscais são insuficientes para estabilizar dívida do governo, diz TCU


As conclusões são da equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal

Divulgação/MPTCUMPTCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou na quarta-feira, 3, para a “insuficiência das metas fiscais vigentes” para a estabilização da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao PIB. Também foi destacada a trajetória ascendente da dívida em todos os cenários projetados até 2029.

As conclusões são da equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal).

Nesta quarta-feira, o Plenário da Corte de Contas determinou que o Tesouro Nacional passe a deixar evidente o nível de resultados fiscais “consistente com a estabilização” da dívida bruta em relação ao PIB no horizonte de dez anos. A obrigação é para os próximos projetos de lei de diretrizes orçamentárias.

A equipe do TCU avaliou as projeções oficiais publicadas pelo Tesouro Nacional nos Relatórios de Projeções Fiscais (RPFs) e nos Relatórios de Projeção da Dívida Pública (RPDPs). Os cálculos realizados pela fiscalização mostraram que, mesmo com o cumprimento das metas fiscais, a estabilização da relação dívida/PIB não está assegurada nas projeções.

“A equipe concluiu que as metas fiscais efetivas são insuficientes para assegurar a estabilização da DBGG até 2029 em todos os cenários projetados, inclusive naquele que pressupõe o cumprimento integral das metas de resultado primário efetivo estabelecidas na LDO 2026 [para os próximos anos]”, detalha o acórdão.

Nos cenários de referência das projeções, o TCU vê como um problema central a “dependência crescente” das chamadas receitas condicionais. Exemplos são as estimativas de arrecadação que dependem da aprovação prévia de novas medidas legais.

A lei do arcabouço fiscal, aprovada em 2023, passou a exigir a compatibilidade das metas fiscais com o objetivo de médio prazo de estabilização da relação dívida/PIB.

Outras inconsistências apontadas pela fiscalização do TCU incluem: deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento; hiato entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado; e, além disso, transparência insuficiente das projeções oficiais de DBGG/PIB quanto à sensibilidade a receitas condicionais. O indicador “juros/receita” foi o que apresentou pior evolução no triênio de 2023 a 2025, ainda de acordo com a fiscalização.





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Brasil e Guatemala assinam acordo para cooperação agropecuária

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e o Maga (Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação bilateral em áreas estratégicas do setor agropecuário.

O acordo marca os 50 anos de relações de cooperação entre Brasil e Guatemala e prevê a intensificação de ações conjuntas em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.

A assinatura integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, e também dá continuidade aos avanços registrados após a visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil.

Na ocasião, foram aprofundadas discussões bilaterais e avançadas pautas comerciais, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.

Durante a reunião, as delegações identificaram novas oportunidades de cooperação entre instituições dos dois países, com destaque para o intercâmbio de tecnologias em manejo sustentável de solos, uso de bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e ferramentas voltadas ao aumento da produtividade.

O memorando também estabelece mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, como a criação de um grupo de trabalho conjunto, além de intercâmbio de especialistas, missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.

A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como melhoramento genético de pescado e bovinos, com foco no fortalecimento da pecuária e na transferência de tecnologia.

O governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio técnico para o aprimoramento genético e fortalecimento do rebanho bovino.

As delegações também discutiram a ampliação do comércio agropecuário bilateral, com avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades de expansão das relações comerciais entre os dois países.

A programação incluiu ainda uma reunião no Instituto IICA (Interamericano de Cooperação para a Agricultura), na Cidade da Guatemala, onde foram debatidas iniciativas regionais em bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.

As discussões reforçaram o potencial de cooperação entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para impulsionar projetos voltados à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento do setor agropecuário na região.

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Chefe do PCC preso na Bolívia é transferido para o Mato Grosso do Sul


A PF (Polícia Federal) realizou a transferência, nesta quarta-feira (27), o traficante Gerson Palermo, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), da Bolívia para o Mato Grosso do Sul. O homem chegou por volta das 18h no Brasil.

Palermo foi preso na manhã desta terça-feira (26), na Bolívia. Ele estava foragido desde 2020, quando recebeu benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas fugiu.

Ao ser recebido em Mato Grosso do Sul, Palermo foi levado ao IML (Instituto Médico-Legal) e, em seguida, para superintendência da PF no estado. Ao final dos procedimentos legais, ele será encaminhado à penitenciária federal. 

Desde o momento da prisão, a PF já havia começado a tentar trazer o traficante para o Brasil, no entanto, protestos no país boliviano passaram a gerar um impasse logístico para as forças de segurança brasileiras, dificultando o processo de transferência de Gerson.

Nesta terça, a Polícia Federal concluiu a investigação que mirava a fuga do traficante com suposta ligação ao desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul, e relatou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O magistrado é citado em suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Relembre o caso

Maran deferiu um pedido para soltura do traficante Gerson Palermo, em 2020, do presídio federal de Campo Grande (MS). No mesmo dia, após receber o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira, ele quebrou o equipamento e fugiu.

Ele foi condenado a quase 126 anos de prisão e é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp.

O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem. O avião foi forçado a pousar em Porecatu (PR), quando o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

Já em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In contra um esquema de tráfico internacional de drogas e Palermo foi apontado como um dos chefes do grupo.

Leia também: Quem é Palermo, chefe do PCC que sequestrou avião e tem pena de 126 anos

Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados,seguindo a rota do tráfico. Por tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.

Suspeita sobre o desembargador

Mesmo com as condenações, o traficante foi solto pelo plantão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. E mensagens encontradas nos celulares de assessores do gabinete incrementam o inquérito da PF que a sentença foi vendida. O habeas corpus, com 208 páginas, foi decidido em 40 minutos.

A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19. Na época, o desembargador autorizou que o preso cumprisse pena em casa, sob a justificativa de problemas de saúde. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), porém, não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada.

“Vai entrar esse HC, chefe pediu para prover”, diz uma mensagem encontrada pela PF. Em outra, uma assessora diz: “foi determinação do desembargador”.

O caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e o desembargador recebeu a punição de aposentadoria compulsória do CNJ em março deste ano.

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta semana o fim da aposentadoria compulsória de magistrados. Será nesta terça-feira (26), analisado pela Primeira Turma da Corte. Em março, Dino decidiu que não existe mais a aposentadoria compulsória como “punição” a magistrados e que infrações graves desses servidores públicos devem ser punidas com perda do cargo.

O espaço segue aberto para manifestações da defesa do desembargador.



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Adolescente de 12 anos finge sequestro para exigir dinheiro dos pais


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De 36 para 18 meses: pecuária reduz pela metade idade de abate dos bovinos

A idade de abate dos bovinos no Brasil vem caindo nos últimos anos e, em sistemas mais tecnificados, os animais já são abatidos com 18 meses. A mudança é resultado da intensificação da produção, com investimentos em genética, nutrição, confinamento e integração lavoura-pecuária, além das exigências de mercados importadores como a China.

Dados da Famasul (Federação da Agricultura de Pecuária  do Mato Grosso do Sul) referentes a abril de 2026 mostram que a redução da idade de abate já é uma realidade em parte importante do rebanho sul-mato-grossense.

Entre os machos abatidos no período, a maior concentração ocorreu nas categorias de 13 a 24 meses, com 72.106 animais, e de 25 a 36 meses, com 71.455 cabeças. Outros 20.941 bovinos tinham mais de 36 meses, enquanto 1.556 animais foram abatidos antes dos 12 meses de idade.

No caso das fêmeas, foram abatidas 59.785 cabeças entre 13 e 24 meses, 47.868 entre 25 e 36 meses e 62.300 com mais de 36 meses. O levantamento também registrou 710 fêmeas abatidas com menos de 12 meses.

Os números indicam que a maior parte dos bovinos abatidos no estado já chega aos frigoríficos antes dos três anos de idade, especialmente entre os machos, refletindo os avanços dos sistemas de produção mais intensivos.

Em Mato Grosso, a tendência é ainda mais evidente e os dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostram que, entre janeiro e abril de 2026, 44% dos bovinos abatidos no estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual da série histórica iniciada em 2006. Para efeito de comparação, no início do levantamento os animais abatidos com até dois anos representavam apenas 2% do total.

Dados apresentados pela Cargill, com base em um levantamento que reúne informações de mais de 11,7 milhões de bovinos avaliados ao longo de uma década, mostram que os animais estão entrando cada vez mais leves nos sistemas de terminação.

Segundo o estudo, o peso de entrada dos bovinos nos confinamentos brasileiros tem recuado, em média, 1 kg por ano nos últimos dez anos. Embora a redução pareça pequena, ela sinaliza uma mudança estrutural na produção de carne bovina nacional.

De acordo com Felipe Bortolotto, líder de tecnologias para bovinos de corte da Cargill, a tendência reflete um processo de antecipação do ciclo produtivo. Em vez de manter os animais por mais tempo nas fazendas, os pecuaristas têm buscado acelerar a terminação e aumentar o giro dos rebanhos.

“O que estamos observando é uma entrada cada vez mais precoce dos animais nos confinamentos. Isso está ligado à necessidade de produzir mais carne com o mesmo rebanho e melhorar os índices de desfrute da pecuária brasileira”, explicou.

A mudança foi destacada durante a APAS Show 2026 pelo diretor executivo de originação e confinamentos da Friboi, Eduardo Pedroso. Segundo ele, a redução do ciclo produtivo é uma das principais transformações da pecuária brasileira nas últimas décadas e tem contribuído para ampliar a competitividade do país no mercado global de carne bovina.

De acordo com Pedroso, a pecuária tradicional brasileira era baseada em sistemas extensivos, nos quais os animais ganhavam peso durante o período das chuvas e perdiam desempenho na estação seca. Esse modelo resultava em bovinos abatidos com idade superior a quatro anos.

Com a evolução dos sistemas de produção, especialmente por meio da integração lavoura-pecuária, do uso de genética melhorada, da suplementação nutricional e do confinamento, o ciclo foi encurtado significativamente.

“Hoje praticamente toda a produção da JBS está abaixo de 30 meses, caminhando para 20 meses”, afirmou o executivo.

O movimento ganhou força principalmente após o aumento das exportações para a China. O mercado chinês passou a exigir animais com até 30 meses de idade para habilitação das plantas exportadoras, além de oferecer bonificações para bovinos mais jovens.

Segundo Bortolotto, a exigência estimulou os produtores a encurtarem os ciclos produtivos. “O pecuarista passou a girar mais rápido os animais para atender esse mercado. Isso fez com que mais bovinos fossem direcionados para o confinamento em idade mais jovem”, afirmou.

A medida foi adotada pelos chineses como forma de mitigação de riscos sanitários relacionados à encefalopatia espongiforme bovina (BSE), conhecida como doença da vaca louca.

Para atender a esse mercado, produtores passaram a investir mais intensamente em tecnologias que permitem acelerar o ganho de peso dos animais e reduzir a idade de abate sem comprometer o desempenho produtivo.

Além dos ganhos de eficiência, a redução da idade de abate tem impacto direto sobre a qualidade da carne ofertada ao consumidor.

Segundo Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, animais abatidos mais jovens apresentam características valorizadas pelo mercado.

“O animal mais velho pode produzir uma carne mais dura, mais escura e com gordura mais amarela. Quando você intensifica a produção e reduz a idade de abate, a tendência é obter uma carne mais macia, com gordura mais clara e um aspecto visual melhor”, destacou.

De acordo com o pesquisador, os sistemas de terminação intensiva utilizam dietas com maior concentração energética, favorecendo a deposição de gordura e melhorando atributos relacionados ao sabor e à suculência da carne.

“Em geral, a redução da idade de abate melhora a qualidade da carne. O animal consegue depositar mais gordura de forma adequada, o que contribui para uma melhor experiência de consumo”, afirmou.

Apesar de entrarem mais leves no confinamento, os animais tendem a permanecer mais tempo nos cochos para atingir os pesos desejados de abate. Os dados da Cargill apontam que o período médio de confinamento também está aumentando gradualmente, em cerca de um dia por ano.

A expectativa é que essa tendência continue nos próximos anos. Atualmente, a média de permanência dos bovinos em confinamento gira em torno de 112 dias, mas pode avançar para patamares entre 120 e 150 dias. Nos Estados Unidos, principal referência mundial em confinamento, o período médio já varia entre 180 e 200 dias.

A redução da idade de abate também tem permitido ganhos importantes dentro das propriedades rurais. Com ciclos mais curtos, os produtores conseguem aumentar o número de animais terminados ao longo do ano utilizando a mesma área.

A Fazenda Rio Manso, localizada em Campo Verde (MT), é um exemplo desse modelo. A propriedade desenvolve atividades integradas de agricultura e pecuária, com 1.300 hectares de soja, mil hectares de milho, 1.030 hectares destinados à pecuária de corte e 200 hectares de eucalipto.

Segundo o proprietário da fazenda e presidente do Sindicato Rural de Campo Verde, Rodrigo Minuzzi, os animais já são abatidos aos 18 meses de idade, especialmente as novilhas terminadas em confinamento.

O sistema produtivo inclui IATF (inseminação artificial em tempo fixo), recria intensiva e engorda em confinamento, permitindo maior produtividade por hectare e melhor aproveitamento dos recursos da propriedade.

A redução da idade de abate ocorre em um momento em que o Brasil amplia sua participação no mercado global de carne bovina. A produção de carne bovina brasileira ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, além de liderar as exportações globais há mais de uma década.

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Sequestro de filha leva à prisão do chefe do PCC Gerson Palermo


A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul informou que a prisão do narcotraficante internacional Gerson Palermo, que ocorreu nesta terça-feira (26), só foi possível após um sequestro orquestrado pelo próprio investigado contra sua filha, motivado por disputas relacionadas ao narcotráfico.  

Gerson, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi localizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, durante operação conjunta envolvendo forças policiais brasileiras e bolivianas.  

Ele estava foragido desde 2020, quando recebeu o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas fugiu. 

Na ocasião do sequestro, ações integradas do GARRAS e Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) resultaram na localização e libertação da vítima, além da prisão de um dos sequestradores em Campo Grande.  

A partir da conclusão do caso, foi possível, por meio de uma ação conjunta entre o Núcleo de Inteligência Policial da DEPCA, a Polícia Federal e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia (FELCN), localizar Gerson na região de Santa Cruz de La Sierra. 

Ele é apontado, pelas autoridades, como integrante de organização criminosa ligada ao narcotráfico internacional, com atuação no tráfico transnacional de cocaína, lavagem de dinheiro e articulação logística entre o Brasil e a Bolívia.

Transferência para o MS

A PF (Polícia Federal) transfere, nesta quarta-feira (27), o traficante Gerson Palermo, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), da Bolívia para o Mato Grosso do Sul. A previsão é de que o homem chegue em solo brasileiro por volta das 18h desta quarta.

Nesta terça, a Polícia Federal concluiu a investigação que mirava a fuga do traficante com suposta ligação ao desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul, e relatou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O magistrado é citado em suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Relembre o caso

Maran deferiu um pedido para soltura do traficante Gerson Palermo, em 2020, do presídio federal de Campo Grande (MS). No mesmo dia, após receber o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira, ele quebrou o equipamento e fugiu.

Ele foi condenado a quase 126 anos de prisão e é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro do Boeing 727 da antiga Vasp.

O avião saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem. O avião foi forçado a pousar em Porecatu (PR), quando o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Palermo foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

Já em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In contra um esquema de tráfico internacional de drogas e Palermo foi apontado como um dos chefes do grupo.

LEIA TAMBÉM: Quem é Palermo, chefe do PCC que sequestrou avião e tem pena de 126 anos

Segundo a investigação, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e depois era levada em caminhões para outros estados, seguindo a rota do tráfico. Por tráfico e associação para o tráfico, Palermo foi condenado a mais 59 anos de prisão. Ao todo, as penas somam quase 126 anos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 



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Trump diz que população de Cuba ‘quer terrivelmente’ que os EUA cuidem deles


A declaração foi feita na tarde desta quinta (4) em evento na Casa Branca parar anunciar medidas voltadas a indústria do carvão

BRENDAN SMIALOWSKI / AFPdonald trump (2)
Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (4) que a população de Cuba “quer terrivelmente” que Washington cuide do país que já foi comandado por Fidel Castro e prometeu que vai fazer isso. “Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump na tarde desta quinta em evento na Casa Branca parar anunciar medidas voltadas a indústria do carvão.

Após falar das medidas para o setor de energia, Trump respondeu perguntas sobre outros temas e falou de Cuba e Venezuela, além de outros temas. “Cuba não seria nada sem a ajuda da Venezuela”, disse o presidente americano.

Trump disse que os EUA recuperaram “muitas vezes” os custos da ofensiva contra a Venezuela, em que retirou do poder o ditador Nicolás Maduro, em janeiro. “O dinheiro da Venezuela agora vem para nós e para eles”, afirmou.

O presidente americano também comentou o conflito na Ucrânia e sobre outros países. “A Índia se aproveitou dos EUA por muitos anos sem pagar tarifas, agora queremos um acordo”, disse ele ao falar das tarifas impostas ao pais asiático.

No caso da Rússia, Trump disse que Moscou e Ucrânia terão que fazer compromissos e chegar a meio termo para encerrar guerra. “Acabei com oito guerras, posso acabar com a nona e a décima”, disse na Casa Branca.





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