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Sem chuva, prejuízos avançam no milho e na soja no Rio Grande do Sul



A estiagem volta a preocupar produtores do Rio Grande do Sul. Embora a previsão indique chuva para os próximos dias, agricultores da metade norte do estado relatam mais de 20 dias de tempo seco, com prejuízos expressivos principalmente no milho em fase de floração e na soja recém-implantada.

Algumas lavouras já apresentam perdas consolidadas, cenário que se repete pela sexta safra consecutiva em diversas localidades. As imagens registradas mostram áreas severamente comprometidas, refletindo o agravamento da situação.

Os maiores danos estão concentrados no milho, que já entrou na colocação de espigas. Mesmo com o retorno das chuvas, essa fase é sensível e não permite recuperação do potencial produtivo. Já a soja recém-semeada também sofre com a falta de umidade, atrasando manejos essenciais.

Em Sarandi, o produtor, Lauri Cescon, explica que a última chuva significativa ocorreu entre os dias 15 e 16 de novembro. “Já passam de 20 dias sem chuva. O milho está em floração e bastante comprometido. A lavoura de milho já passando da floração, inclusive ele não espera e comprometeu bastante”, afirma.

Na plantação de soja mais precoce, Cescon descreve plantas menores do que o esperado para o período. “Ela já deveria estar maior, então acredito que já tem perca, mas a soja se recupera melhor que o milho”, destaca.

Além da estiagem, os produtores enfrentaram episódios de granizo no início da safra, atingindo trigo, milho e soja. Em algumas propriedades, o replantio foi inevitável. “Em áreas onde colhemos o trigo, não conseguimos plantar ainda. Está muito seco, não tem como plantar”, relata Cescon.

Agora, a expectativa é por chuva contínua e tranquila, sem novos eventos extremos. “Este ano está complicado”, relata o produtor, que aguarda condições para retomar os manejos e reduzir os impactos na safra.



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Leilão do Tecon 10 será mais competitivo após decisão do TCU


A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de manter o leilão do Tecon 10 em duas fases, proibindo os operadores já presentes no Porto de Santos de participarem da primeira etapa, marca uma inflexão importante na política portuária brasileira. Pela primeira vez, um mega terminal estratégico, capaz de ampliar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do maior porto da América Latina, será oferecido com um modelo explícito para atrair novos players globais e reduzir o risco de concentração.

Num setor historicamente dominado por poucos gigantes, a medida não é apenas regulatória: é uma tentativa concreta de baratear o custo Brasil, ampliar a concorrência e abrir espaço para investimentos privados de longo prazo.

Por que o modelo em duas fases é positivo

Aumenta a competição real no maior porto do país.

Os grandes operadores de Santos, empresas gigantes como MSC, Maersk, CMA CGM e DP World, já concentram uma enorme parcela da movimentação. Se entrassem imediatamente no leilão, tenderiam a manter essa concentração.

Ao vedar a participação dos incumbentes na 1ª fase, o TCU:

  • evita oligopólio,
  • estimula competição entre novos grupos,
  • reduz risco de integração vertical excessiva com armadores.

Isso é crucial para tarifas mais equilibradas e melhor qualidade de serviço.

Atrai capital novo para o Brasil

Portos internacionais têm apetite por ativos logísticos de alto potencial, e o Tecon 10 é o maior projeto portuário do país desde a criação do Porto de Suape.

Abrir a disputa para grupos que ainda não operam em Santos:

  • traz dinheiro novo,
  • amplia diversidade de operadores globais,
  • reduz a dependência de poucos conglomerados.

Mantém alternativa caso falte concorrência

Se a 1ª fase não atrair propostas, os incumbentes poderão participar, mas com uma condição dura: desinvestir seus ativos atuais em Santos.

O TCU criou um modelo que:

  • garante concorrência na 1ª fase;
  • impede concentração exagerada na 2ª;
  • protege o interesse público independentemente do cenário.

É um desenho regulatório raro no Brasil: firme, técnico e com salvaguardas claras.

Benefício direto ao agro e ao comércio exterior

O agronegócio depende de portos eficientes. Custos portuários representam até 25% do custo total de exportação em algumas cadeias.

Com um novo terminal:

  • o escoamento fica mais ágil,
  • o risco de “fila” nos picos de safra diminui,
  • exportadores ganham previsibilidade,
  • fertilizantes e insumos importados chegam com menor custo logístico.

Mais competição no porto = menos custo Brasil.

Quem poderá participar do leilão?

Pela regra aprovada, podem participar desde a 1ª fase: novos operadores sem terminal em Santos. Isso inclui armadores ou operadores com presença global, mas sem operação ativa no porto santista.

Entre os potenciais concorrentes internacionais (já citados pelo mercado):

  • PSA International (Singapura) – uma das maiores operadoras portuárias do mundo.
  • Hutchison Ports (Hong Kong) – gigante asiática com presença na América Latina.
  • Cosco Shipping Ports (China) – interessada em expansão no Atlântico.
  • ICTSI (Filipinas) – forte presença em mercados emergentes.
  • ONE – Ocean Network Express (Japão) – possível entrada via braço portuário.
  • DP World não pode na 1ª fase (já opera em Santos), mas pode aparecer na 2ª fase mediante venda de ativos.

No cenário doméstico:

  • CS Ports/CS Brasil (Grupo Simpar) – já demonstrou interesse em ampliar atuação logística.
  • Cooperativas de logística e fundos de infraestrutura também podem compor consórcios.

Estão proibidos na 1ª fase (mas podem na 2ª sob condições)

Todos os operadores incumbentes de contêineres no Porto de Santos:

  • MSC
  • Maersk
  • CMA CGM / Santos Brasil
  • DP World
  • BTP – Brasil Terminal Portuário

Para entrarem na 2ª fase, teriam de abrir mão de seus terminais atuais, condição que, na prática, dificulta bastante a participação

A decisão do TCU não resolve todos os problemas do Porto de Santos, muito menos os gargalos logísticos do Brasil. Mas representa um passo raro: colocar competição antes do conforto dos grandes grupos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Mapa apreende 4,2 toneladas de material usado para adulterar café


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma fiscalização em uma unidade de torrefação de café em Brusque, em Santa Catarina, e identificou o uso irregular de cascas de café para substituir parte dos grãos, prática proibida e caracterizada como fraude contra o consumidor.

A casca, também chamada de polpa de café, é um subproduto do beneficiamento e não pode ser misturada à produção de café torrado e moído.

Nesse sentido, seu uso exige controle rigoroso devido ao risco de contaminação por micotoxinas, como a Ocratoxina A, além da possibilidade de presença de impurezas como terra, areia, pedras e resíduos químicos, o que representa risco à saúde pública.

A operação

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Foto: Divulgação/Mapa

Durante a ação, os fiscais federais agropecuários apreenderam 4,2 toneladas do material que estavam sendo empregadas indevidamente no processo produtivo.

A análise anterior detectou impurezas acima do permitido em um lote da empresa alvo — cujo nome não foi divulgado —, que motivou a operação. Em seguida, novas amostras foram coletadas para avaliar a identidade e a qualidade do produto comercializado.

Além disso, a organização orientou o estabelecimento a corrigir falhas nas boas práticas de fabricação e a promover melhorias estruturais para garantir condições adequadas de higiene e processamento.

O superintendente do Mapa em Santa Catarina, Ivanor Boing, destacou a importância da ação.

“Nosso compromisso é garantir que o consumidor receba um produto seguro, honesto e de qualidade. A fiscalização existe para coibir fraudes e assegurar que o café catarinense mantenha o padrão que o mercado exige e o público merece”, afirmou.

O Ministério reforça que continuará intensificando a fiscalização em todo o estado, fortalecendo a segurança alimentar e a confiança da população na cadeia produtiva do café.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Governo lança programa para certificar e regularizar CAR durante encontro de líderes rurais



Mais de 4 mil agricultores e pecuaristas de todas as regiões do Paraná participaram, na última sexta-feira (5), do Encontro Estadual de Líderes Rurais, promovido pelo Sistema Faep.

Durante o evento, o governo estadual lançou o CertiCAR, programa que certifica e regulariza os Cadastros Ambientais Rurais (CAR), reforçando a segurança jurídica no campo e colocando cerca de 220 mil imóveis em conformidade imediata com a legislação ambiental.

O encontro também foi marcado por debates sobre os desafios enfrentados pelo agronegócio em 2025 e pelas perspectivas para 2026. A programação incluiu palestras técnicas, apresentações culturais e celebrações pelos 60 anos da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Segundo representantes da entidade, o Paraná é hoje o estado com maior área regularizada perante o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura.

Segundo o governador do Paraná, Ratinho Junior, esse avanço é resultado de um trabalho conjunto entre setor produtivo e governo, que inclui um sistema criado para dar mais agilidade ao processo de homologação do cadastro.

Reconstrução em Rio Bonito do Iguaçu

Além do lançamento do novo programa ambiental, o governador apresentou atualizações sobre as ações de reconstrução em Rio Bonito do Iguaçu, município devastado por um tornado no início de novembro. Entre as medidas anunciadas estão uma ajuda mensal de R$ 1 mil para famílias atingidas, um plano de reforma de casas de até R$ 50 mil e o início da construção de 320 novas moradias para quem perdeu todo o patrimônio.

Na área rural, o governo também disponibilizou o Banco do Agricultor Paranaense, linha de crédito com juros zero para reconstrução de estruturas produtivas. Em alguns casos, produtores também recebem recursos a fundo perdido, nos mesmos moldes do programa de reforma habitacional.

Pecuária de corte

Na pecuária de corte, os produtores avaliam que 2025 marcou o início de uma mudança de ciclo. Nos últimos anos, a baixa remuneração levou a um abate elevado de fêmeas e muitos pecuaristas acabaram vendendo matrizes para recuperar o caixa.

“Isso está ocasionando uma diminuição na produção de bezerro. A consequência é o aumento dos preços, porque falta bezerro, vai faltar boi magro daqui a dois anos. Então é um ciclo de alta”, explica o produtor rural, Rodolpho Botelho.

Segundo Botelho, a combinação de menor oferta e forte demanda internacional, especialmente de países asiáticos, do Oriente Médio, da Europa e dos Estados Unidos, traz perspectivas de valorização para o setor.



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Pesquisador brasileiro é eleito uma das 10 pessoas que moldaram a ciência em 2025


O entomologista (especialista em insetos) Luciano Andrade Moreira foi escolhido pelos editores da revista Nature como uma das dez pessoas ao redor do mundo que moldaram a ciência em 2025. Seu nome configura na lista “Nature’s 10”.

Em associação com outros cientistas, Moreira estuda há mais de uma década o uso da bactéria natural Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti para bloquear a transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya.

A técnica desenvolvida a partir da pesquisa é chamada de “Método Wolbachia.” Como demonstrou em artigo assinado em 2009, os mosquitos portadores da bactéria têm menor probabilidade de contrair esses vírus.

Segundo a revista Nature, “os cientistas ainda não compreendem o mecanismo, mas a bactéria pode estar competindo com o vírus por recursos ou estimulando a produção de proteínas antivirais.”

A aplicação do método pode ser decisiva no controle de doenças. Os mosquitos infectados com a bactéria, chamados de wolbitos, ao serem liberados em áreas urbanas e ao se reproduzirem com outros Aedes aegypti reinfectam a bactéria para as novas gerações de mosquitos.

Estratégia nacional de combate

Atualmente, o Método Wolbachia faz parte da estratégia nacional de enfrentamento das arboviroses, do Ministério da Saúde, e está em implantação em Balneário de Camboriú (SC), Brasília (DF), Blumenau (SC), Joinville (SC), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO).

A escolha das cidades é feita pelo ministério considerando indicadores epidemiológicos – a ocorrência de casos de arboviroses em padrões elevados nos últimos anos.

Reconhecimento internacional

A Revista Nature é uma publicação britânica em circulação desde 1869 e é considerada a revista científica mais citada do mundo. A lista “Nature’s 10” não configura como prêmio ou ranking acadêmico, mas coloca em destaque internacional pesquisadores e iniciativas de impacto.

Em 2023, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi incluída na lista pelo trabalho no combate ao desmatamento na Amazônia Legal.



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Mais de 680 mil sacas de café não foram embarcadas em outubro por defasagem portuária


Exportadores de café tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões em outubro com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions pela impossibilidade de exportação de 2.065 contêineres, o equivalente a 681.590 sacas de 60 kg, conforme o levantamento mais recente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“A infraestrutura defasada nos portos brasileiros e os gargalos na logística seguem gerando prejuízos milionários às empresas que trabalham com o embarque de café”, destaca a entidade.

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Imagem: Divulgação

Segundo o documento, o não embarque desse volume impediu que o país recebesse US$ 278,08 milhões, ou R$ 1,497 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em outubro deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 407,99 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,3849 no mês retrasado.

Atrasos nos principais portos

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Imagem: Divulgação

Em outubro de 2025, 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

Segundo o estudo, o Porto de Santos, que respondeu por 79% dos embarques de café de janeiro a outubro deste ano, registrou um índice de 73% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 61 dias no embarcadouro santista.

Também em outubro, somente 3% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 48% possuíram entre três e quatro dias e 49% tiveram menos de dois dias.

O levantamento também mostra a situação do complexo portuário do Rio de Janeiro, o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,4% de participação nos embarques entre janeiro e outubro de 2025. O porto teve índice de atrasos de 30% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 34 dos 113 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

Ainda no décimo mês deste ano, 22% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 48% registraram entre três e quatro dias; e 30% possuíram menos de dois dias.



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veja como o mercado abriu a semana



O mercado físico do boi gordo inicia a semana contando com poucas novidades. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com o bom potencial de demanda previsto em dezembro.

Segundo ele, o mercado interno está em seu melhor mês de consumo, enquanto o ritmo de embarques ainda é bastante interessante, contando com boa expectativa em torno da demanda norte-americana por carne bovina brasileira.

“Vale o destaque que a posição do rebanho norte-americano é bastante deficitária neste momento, exigindo importações mais contundentes nos próximos meses”, destaca.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,33 — na sexta: R$ 324,50
  • Goiás: R$ 314,11 — R$ 315,71
  • Minas Gerais: R$ 317,35 — R$ 320,18
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,52 — R$ 320,00
  • Mato Grosso: R$ 299,73 — R$ 302,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista inicia a semana com preços acomodados no decorrer desta segunda-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano.

“Os fatores impulsionadores são a entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período”, diz o analista.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26 por quilo;
  • Quarto dianteiro: se mantém cotada a R$ 18,50;
  • Ponta de agulha: segue cotada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.



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Como ficaram os preços de soja na véspera do relatório USDA?



O mercado brasileiro de soja operou totalmente travado nesta segunda-feira (8). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes hoje, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.

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Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta terça-feira (9). Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem grande impacto. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios. Se saiu algo, foi muito pontual”, disse.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 140,50 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 146,00 para R$ 143,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As dúvidas sobre o ritmo das compras chinesas de produto americano e a expectativa em torno dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) amanhã e das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) na quarta pressionaram as cotações.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 510,6 mil toneladas na semana encerrada em 6 de novembro.

Para a temporada 2026/27, foram mais 3,6 mil toneladas. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.018.127 toneladas na semana encerrada no dia 4 de dezembro, conforme relatório semanal.

A estatal chinesa Sinograin deve leiloar 512.500 toneladas de soja importada dia 11 de dezembro, sua primeira venda desse tipo em três meses. As importações de soja em grão pela China no mês de novembro somaram 8,11 milhões de toneladas, 13,4% superior ao mesmo mês de 2024, quando o número chegou a 7,15 milhões de toneladas.

As compras foram impulsionadas pelos embarques sul-americanos e pela retomada de compras dos Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somaram 103,79 milhões de toneladas, avanço de 6,9% sobre igual período de 2024.

O que esperar do USDA?

O USDA deverá, no seu relatório de dezembro, indicar elevação na projeção para os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados no relatório.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para os estoques americanos em 2025/26 deverá ficar em 309 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em novembro, data do relatório mais recente.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 123,4 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 123,3 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 122,8 milhões de toneladas, contra 122 milhões projetados em novembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,04%, a US$ 10,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,05 3/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,19% a US$ 306,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,18 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,98%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.



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Leilão do Tecon 10 será feito em duas fases, decide TCU



O julgamento sobre o modelo do leilão do Tecon Santos 10, terminal de contêineres projetado para ser o maior do Porto de Santos, foi concluído pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta segunda-feira (8).

A Corte decidiu pela tese do ministro-revisor Bruno Dantas, que preservou a autonomia da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Assim, o certame avança no formato em duas fases, sendo que, para ampliar a concorrência, fica vetada na primeira fase a participação de companhias que já atuam no cais.

Contudo, o ponto central da decisão não foi entre os modelos de leilão (bifásico ou monofásico), mas sobre o grau de intervenção do TCU no mérito regulatório. Dantas defendeu que o Tribunal deve se abster de substituir a decisão da agência, desde que esta não seja ilegal, garantindo a autonomia da Antaq em suas escolhas técnicas.

A discussão técnica envolve o conceito de armadores, que são as grandes empresas de navegação responsáveis pelo transporte marítimo de cargas. A preocupação é com a verticalização do mercado, em que esses grupos adquirem terminais portuários, resultando em poder para restringir a competição e elevar o “Custo Brasil”.

O ministro-relator, Antonio Anastasia, propôs intervenção substitutiva na modelagem. Para ele, a regra original da Antaq de realizar o leilão em duas fases, com restrição a operadores atuais (incumbentes) na primeira etapa, continha falha de legalidade.

Anastasia propunha uma determinação corretiva e substitutiva, por entender que a solução de restrição adotada pela agência é ilegal e potencialmente limitadora da competição. Em seu voto, sugeriu determinar que a Antaq substituísse o modelo por certame em etapa única, condicionado ao desinvestimento compulsório do ativo anterior pelo vencedor.

Já o ministro-revisor, Bruno Dantas, discordou do diagnóstico de ilegalidade, afirmando que “simplesmente discordar do mérito regulatório não configura ilegalidade”. Ao defender a autonomia da agência, o Plenário preservou o modelo de duas fases estabelecido pela Antaq e utilizou o comando de recomendação para aprimorar as regras.

O diagnóstico técnico do TCU e da Antaq classificou o mercado de movimentação de contêineres como “altamente concentrado”, com um Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) de 3.570 pontos, bem acima do patamar de alerta do Cade de 2.500.

A fiscalização apontou que o controle de terminais por armadores levou a problemas como a “omissão de escala” (quando o navio “pula” o porto), que saltou em um dos principais terminais de 2% para alarmantes 21% em 2024.

Entidade parabeniza decisão

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) publicou nota em que manifesta reconhecimento e apoio à decisão do TCU ao confirmar o modelo proposto pela Antaq para o leilão do Tecon Santos 10.

“A validação do modelo bifásico representa o fortalecimento de uma política regulatória moderna, que privilegia a concorrência, a eficiência e a entrada de novos operadores, elementos essenciais para ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro”, destaca.

Para a Abia, a decisão deesta segunda-feira representa um avanço institucional expressivo e reafirma o papel do Brasil na busca por maior eficiência e competitividade no comércio internacional.



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Chuvas acima de 100 mm e alagamentos preocupam com aparição de ciclone; veja onde vai chover



A semana será marcada pela formação de um ciclone extratropical que deve mudar o padrão de chuvas nas principais regiões produtoras do país. Entre terça (9) e quinta-feira (11), o sistema promete volumes expressivos, acima de 100 mm, especialmente no Rio Grande do Sul, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro.

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De acordo com o mapa de umidade do solo, as melhores condições estão atualmente no Matopiba, Mato Grosso, Goiás e grande parte de Minas Gerais. Já áreas do Sul e parte do Sudeste ainda precisam de mais chuva, principalmente para reforçar a reserva hídrica em regiões onde o plantio foi afetado por atraso e replantio.

A chegada do ciclone deve trazer alívio, mas também preocupação. Embora o volume elevado melhore a umidade do solo, há risco de alagamentos e danos pontuais às lavouras devido à intensidade das precipitações.

Frente fria em dezembro

O sistema ainda deve impulsionar uma frente fria, espalhando chuva adicional para Mato Grosso e Goiás ao longo da semana. Entre os dias 14 e 18 de dezembro, a tendência é de manutenção das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, com acumulados entre 50 e 70 mm, beneficiando também o centro-norte do Paraná.

No Matopiba, a chuva retorna gradualmente, com maior regularidade prevista para a semana do Natal. Entre 19 e 23 de dezembro, o cenário permanece positivo para o Centro-Oeste e Minas Gerais, garantindo continuidade na reposição de umidade do solo para o avanço e desenvolvimento da safra.



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