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Ciclone atípico provoca ventos acima de 100 km/h e chuva acima de 150 mm, alerta meteorologista



Depois de um domingo marcado por calor extremo, com 39,2°C em São Luís Gonzaga (RS), segundo o Inmet, o Sul e parte do Sudeste do Brasil entram nesta semana sob alerta máximo para tempestades severas. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a formação de um ciclone extratropical entre terça (9) e quarta-feira (10) deve provocar ventos intensos, granizo e volumes de chuva que podem ultrapassar 150 mm em algumas regiões.

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Segundo Müller, imagens de satélite já mostram o sistema de baixa pressão se organizando no Sul do país, criando condições para temporais ainda nesta segunda-feira à tarde.

“Há risco de granizo, rajadas intensas e tempestades generalizadas em toda a região Sul. Entre terça e quarta-feira, os ventos associados ao ciclone podem alcançar 100 km/h”, afirmou o meteorologista.

Além dos ventos fortes, Müller destaca a possibilidade de tornados e microexplosões, fenômenos que podem ocorrer em situações de ciclogênese intensa.

Chuva forte pode causar enxurradas e danos em áreas agrícolas

O Rio Grande do Sul, que vem enfrentando semanas de altas temperaturas e irregularidade de chuvas, deve receber volumes significativos, entre 100 e 150 mm em 24 a 48 horas.

“Por um lado, a umidade é bem-vinda. Mas como o solo está muito seco, a chuva intensa em curto período aumenta o risco de enxurradas e lixiviação em áreas agrícolas, especialmente onde houve replantio de soja e milho”, explicou Müller.

A instabilidade também atinge Santa Catarina e Paraná, com temporais nesta segunda-feira e agravamento do quadro entre terça e quarta.

Moradores devem redobrar atenção

O meteorologista reforça que, embora a previsão indique risco generalizado, a definição exata de onde os estragos serão mais severos só ocorre com poucas horas de antecedência.

“É fundamental acompanhar os alertas da Defesa Civil. Como parte do evento vai ocorrer entre a noite de terça e a madrugada de quarta, muita gente estará dormindo. É importante identificar o cômodo mais seguro da casa”, orientou.

A partir de quinta-feira, tempo firma no Sul

O ciclone perde força ao longo da quinta-feira, quando o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul.

Instabilidade também avança para Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte

Além do Sul, o sistema de baixa pressão e, posteriormente, a frente fria associada levam chuva forte para outros estados.

Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul: temporais entre segunda e terça.
  • Mato Grosso: chuva em Alta Floresta de terça a quinta, com máximas próximas a 30°C.

Sudeste

A partir de quarta, a frente fria empurra chuva significativa para São Paulo e Triângulo Mineiro. Os acumulados podem chegar a 50 mm em 24h, com totais superiores a 100 mm ao longo da semana. Em Uberaba, a previsão aponta 200 mm acumulados em 30 dias.

Nordeste

O tempo segue firme na maior parte do interior, com máximas chegando a 34°C no Ceará.



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Trump deve anunciar pacote de US$ 12 bilhões para socorrer agricultores



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nos próximos dias um pacote de US$ 12 bilhões destinado a apoiar agricultores impactados pela guerra comercial e pelos efeitos das políticas tarifárias adotadas pelo próprio governo. O anúncio ocorrerá durante um evento na Casa Branca, que reunirá produtores de diversos segmentos para discutir os detalhes do programa.

Produtores americanos vêm enfrentando dificuldades após colheitas recordes e uma forte redução nas vendas de soja à China, tradicional principal compradora do grão norte-americano. Em meio ao impasse comercial entre Washington e Pequim, o país asiático passou a priorizar fornecedores da América do Sul, especialmente Brasil e Argentina.

As perdas acumuladas ao longo do ano somam bilhões de dólares, afetando diretamente setores que dependem do mercado chinês para escoar sua produção.

Pacote menor que o previsto após paralisação do governo

A proposta original previa um pacote ainda maior, estimado em até US$ 15 bilhões, mas o anúncio foi adiado devido ao prolongado shutdown do governo federal. Agora, a medida busca oferecer um alívio emergencial a produtores de gado e de culturas como soja, milho, algodão e batata, enquanto a administração Trump tenta reduzir os impactos econômicos da disputa comercial.



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Comercialização lenta expõe sojicultor a risco de queda nos preços, alerta analista



No último Soja Brasil, a comercialização da soja foi um dos destaques do episódio. Com o plantio praticamente no fim em todo o país, além do acompanhamento do desenvolvimento das lavouras, cresce a preocupação com a venda da safra. Para analisar esse cenário, o Soja Brasil convidou Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, que participou do debate sobre o tema.

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Silveira iniciou explicando que novembro foi marcado por alta volatilidade, principalmente na Bolsa de Chicago. “Nós tínhamos ali uma tensão do mercado sobre China e Estados Unidos, mas tivemos a China, a princípio, fechando um acordo com os EUA para buscar a soja americana, com uma expectativa de 12 milhões de toneladas até o final do ano”, afirmou.

Ele destacou que esse cenário acabou elevando bastante as oscilações dos contratos em Chicago, que saíram dos níveis de US$ 11 por bushel e chegaram a testar patamares de US$ 11,50.

Segundo o analista, esse movimento trouxe pressão sobre o mercado. Paralelamente, os prêmios no Brasil também se ajustaram bastante para baixo, corrigindo parte da alta externa. ”No mercado doméstico, até tivemos picos de preço, mas logo após já começou a corrigir, mantendo certa estabilidade sem altas muito agressivas até o momento”, explicou.

Silveira reforçou que esses movimentos estão ligados ao câmbio, ao clima e às relações entre China e Estados Unidos, especialmente às variações políticas. Outro fator que trouxe incertezas foi a falta temporária dos relatórios semanais de vendas dos EUA, em razão do shutdown no país. “Tava meio que todo mundo às cegas”, observou.

Com a retomada da divulgação e após o relatório do USDA de novembro, ajustes importantes foram incorporados às projeções de safra americana. Daqui para frente, segundo o analista, ainda devem influenciar o mercado os movimentos cambiais, o comportamento da Bolsa de Chicago, a demanda chinesa, os prêmios nos portos e as expectativas para a produção no Brasil e na Argentina, que já avança com seus trabalhos de plantio.

Replantio ocorre em regiões, mas safra deve ser boa

Questionado sobre o que se pode esperar para dezembro, Silveira comentou que o replantio observado em algumas áreas do país está diretamente ligado ao clima. “Nós tivemos algum atraso para chuvas, principalmente na região Nordeste. Demorou para normalizar o retorno das chuvas”, explicou. Ele citou também atrasos de plantio em Minas Gerais, recuperação mais recente em Goiás e problemas climáticos pontuais no Paraná.

Mesmo assim, a expectativa geral é positiva, “No geral, ainda esperamos uma safra muito boa, um clima que pelos mapas está se desenhando favorável”, pontuou.

Comercialização está muito atrasada

O analista afirmou que a comercialização da safra está muito atrasada em comparação com anos anteriores, um ponto de preocupação dentro da Safras & Mercado. Para o ano que vem, a expectativa é de uma boa safra de soja e de melhor estoque de passagem, o que tende a trazer um viés negativo para os preços no primeiro semestre.

“Se o produtor não estiver bem comercializado, sem antecipação de fluxo de caixa e previsibilidade, pode acabar sofrendo bastante nas margens, porque os preços podem recuar bastante no primeiro semestre do ano que vem”, alertou.

Orientação ao produtor: avançar nas vendas

Sobre a postura dos agricultores neste fim de ano, Silveira reforçou que muitos produtores seguem esperando preços melhores. ”É importante o produtor avançar mais na comercialização, fixar sua soja, olhar as travas em Bolsa e pensar em previsibilidade, fluxo de caixa. Não ficar com soja disponível, pouco comercializada, para lá na frente encarar um cenário que deve não ser muito favorável para preços”, concluiu.



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Senado pode votar marco temporal um dia antes de novo julgamento do STF



O Senado deve votar nesta terça-feira (9) a proposta de emenda à Constituição que institui o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) retomar a análise da constitucionalidade da tese. A PEC 48/2023, apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e relatada por Esperidião Amin (PP-SC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ainda não passou pelo colegiado, mas pode ir diretamente ao Plenário caso os senadores aprovem um requerimento de calendário especial.

A sessão está marcada para as 16h, com outros três itens na pauta. Se o pedido for aprovado, a PEC pode ser votada em dois turnos no mesmo dia, dispensando o intervalo de cinco dias úteis previsto no rito regimental.

STF retoma julgamento nesta quarta-feira

Enquanto o Senado acelera a tramitação da proposta, o STF volta a discutir o marco temporal nesta quarta-feira (10). Nesta fase do processo, não haverá votação: os ministros ouvirão as sustentações orais das partes envolvidas, e a data da deliberação será definida posteriormente.

O tema chegou novamente ao Supremo após uma série de idas e vindas. Em 2023, a Corte considerou inconstitucional a tese de que os povos indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, ou que estavam em disputa judicial à época. No mesmo ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso que buscava validar o marco temporal, veto que acabou derrubado pelos parlamentares.

Com o restabelecimento da regra pelo Legislativo, partidos como PL, PP e Republicanos acionaram o STF para manter a validade da lei. Em contrapartida, entidades indígenas e siglas governistas também recorreram à Corte para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

O resultado do julgamento poderá impactar diretamente a tramitação da PEC no Congresso e o futuro das políticas de demarcação no país.



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Etanol sobe em boa parte do Brasil; saiba onde o combustível ficou mais barato



Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 estados, caíram em outros 7 e no Distrito Federal (DF) e ficaram estáveis em 5 na semana encerrada no sábado (6). Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,69% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,36 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,72% na comparação semanal, a R$ 4,18 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 5,16%, foi registrada em Pernambuco, a R$ 4,48 o litro. A maior queda, de 2,34%, ocorreu na Bahia, para R$ 4,59 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,49 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,02, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,54 o litro.



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Trump busca conter disparada do preço da carne bovina e estuda ampliar importações



O governo de Donald Trump intensificou as ações para frear a disparada dos preços da carne bovina nos Estados Unidos, que atingiram níveis recordes em meio à combinação de baixa oferta e demanda aquecida. A Casa Branca reuniu assessores de alto escalão, autoridades estaduais e representantes da indústria para discutir caminhos que possam aliviar o mercado. Trump também pediu investigações antitruste para apurar possíveis práticas anticoncorrenciais no setor de alimentos, segundo informações da agência Dow Jones.

Escassez de gado pressiona preços e preocupa o governo

O principal fator por trás da alta é a queda histórica no número de cabeças de gado, resultado de anos de dificuldades financeiras enfrentadas por produtores no pós-pandemia. Com rebanhos enxutos e ciclo longo de recuperação, a oferta não acompanha a demanda, sustentando preços elevados ao consumidor e pressionando a inflação de alimentos.

Saída pode incluir mais importações

Uma força-tarefa instalada no governo discute alternativas emergenciais, entre elas:

  • Reabrir a fronteira para importações de gado mexicano;
  • Ampliar a compra de carne de países como a Argentina;
  • Apoiar pequenos frigoríficos;
  • Flexibilizar regulamentações para estimular a oferta doméstica.

De acordo com a Casa Branca, a estratégia envolve várias agências federais e busca uma solução ampla para reduzir a pressão sobre o mercado. Apesar do cenário de margens maiores, pecuaristas afirmam que é impossível reduzir preços no curto prazo, já que a reconstrução dos rebanhos é lenta e exige anos de investimento.

Organizações de produtores, especialmente a influente R-Calf, pressionam o governo por menos importações, fiscalização mais rígida sobre grandes empacotadoras e mudanças nas regras de rotulagem de origem. A relação entre Trump e o setor ficou tensa depois que o presidente defendeu a necessidade de queda nos preços e sinalizou apoio a compras externas adicionais.

Mesmo em meio às divergências, a administração norte-americana segue negociando com diferentes elos da cadeia produtiva na tentativa de estabilizar o mercado.



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China aumenta importações de soja em novembro, mas reduz compras de carnes



As importações da China mostraram movimentos distintos em novembro, com avanço nas compras de soja e recuo significativo no volume de carnes adquirido. Os dados foram divulgados pela Administração Geral da Alfândega.

Importações de soja sobem 13,4% impulsionadas pela América do Sul e pelos EUA

A China importou 8,11 milhões de toneladas de soja em grão em novembro de 2025, alta de 13,4% sobre o mesmo mês do ano anterior, quando foram registradas 7,15 milhões de toneladas. O aumento foi favorecido pelo ritmo dos embarques sul-americanos e pela retomada das compras originadas nos Estados Unidos, que voltaram a ganhar participação no fluxo comercial com o país asiático.

No acumulado de janeiro a novembro, as importações chinesas de soja alcançaram 103,79 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2024, confirmando a demanda firme por matéria-prima para ração animal e processamento interno.

Compras de carnes recuam 20,1% no mês e diminuem no ano

No segmento de proteínas, o movimento foi inverso. As importações chinesas de carnes totalizaram 393 mil toneladas em novembro, queda de 20,1% na comparação com o mês anterior. A retração ocorre em um momento de maior oferta doméstica e ajustes nos estoques internos.

De janeiro a novembro, o país adquiriu 5,67 milhões de toneladas de carnes, volume 6,4% menor que o registrado em igual intervalo de 2024, segundo dados oficiais.



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O otimismo exagerado que pode virar pólvora no sistema financeiro global


A economia real vai bem, mas não conta toda a história
A economia global parece, à primeira vista, confortável. O comércio mundial segue avançando, as cadeias logísticas funcionam, e mesmo países que desaceleram mantêm atividade suficiente para evitar alertas imediatos. Mas, por trás dessa aparência de normalidade, cresce um fenômeno conhecido dos economistas: a desconexão entre o mundo real e o mundo financeiro.

A euforia tecnológica cria um mundo paralelo nas bolsas

Enquanto a economia física anda em marcha moderada, os mercados de capitais vivem uma espécie de euforia tecnológica permanente. Gigantes de inteligência artificial acumulam avaliações bilionárias, às vezes trilionárias, impulsionadas por expectativas grandiosas do que poderão entregar no futuro. Empresas como a Nvidia se tornaram símbolos de um mercado alimentado não apenas por resultados, mas por fantasias de um amanhã perfeito, infladas por liquidez abundante e fluxos financeiros criados quase que “do nada”.

A ciclotimia humana: euforia hoje, depressão amanhã

Essa dinâmica não é nova. A humanidade vive ciclos emocionais: ora euforia, ora depressão. Somos ciclotímicos por natureza. E isso se reflete nos mercados: quando acreditamos que o futuro será brilhante, inflamos preços; quando algo dá errado, fugimos em massa, estourando bolhas e destruindo valor em questão de dias.

Tudo isso ocorre em um mundo politicamente instável

O problema é que essa ciclotimia ocorre num momento de instabilidade geopolítica profunda. O mundo está, literalmente, sentado sobre um paiol de pólvora. Os Estados Unidos, sob Donald Trump, emitem sinais contraditórios sobre política externa, comércio, segurança e relação com aliados. A China ampliou sua estratégia tecnológica, com capacidade de produzir chips e IA a custos menores, e disputa, palmo a palmo, a liderança de um setor que hoje define o humor das bolsas.

Uma faísca política pode virar um terremoto financeiro

Some-se a isso tensões militares espalhadas pelo planeta, dívidas globais recordes, governos pressionados por déficits, organismos multilaterais enfraquecidos e incertezas climáticas que afetam economias inteiras.

O risco é claro:

Uma faísca geopolítica pode ricochetear diretamente nos mercados — e a queda das bolsas seria o primeiro terremoto a sacudir o sistema financeiro global.

O descolamento entre expectativa e realidade sempre cobra seu preço

A história mostra: quando as expectativas crescem mais rápido que a economia real, a correção costuma ser dolorosa. E tudo indica que estamos novamente nesse ponto de tensão.

O mundo continua comercializando, produzindo e inovando. Mas a economia real caminha em terreno firme, enquanto o mercado financeiro corre em uma pista de gelo fino, acelerando cada vez mais, embalado por uma confiança que pode evaporar ao menor choque.

Não é pânico, é prudência

O alerta não é para pânico.
É para prudência.

Países, empresas e investidores precisam encarar que ciclos de euforia alimentados por excesso de liquidez e promessas tecnológicas quase sempre terminam da mesma forma: com ajustes bruscos, perda de riqueza e impactos profundos sobre economias reais — especialmente setores exportadores e produtivos, como o agronegócio brasileiro.

A pergunta que o mundo evita fazer: o mundo está preparado para uma correção?

A resposta, infelizmente, parece tão instável quanto o cenário global.

Mas uma coisa é certa: quando a euforia encontra obstáculos reais , o sistema financeiro sempre é o primeiro a tremer.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Produtor trava vendas, mercado estagna e semana fecha com soja parada no Brasil



O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas negociações e apenas leves oscilações nos preços. A liquidez permanece baixa, refletindo a postura retraída dos produtores, que seguem aguardando cotações mais favoráveis antes de avançar com a comercialização. A combinação entre dólar mais fraco e recuos na Bolsa de Chicago reduziu ainda mais o ritmo dos negócios no país.

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Números da soja

  • Passo Fundo (RS): saca abriu a R$ 136,00 e fechou a R$ 137,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): cotação avançou de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço recuou de R$ 142,00 para R$ 141,50

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro recuaram 1,67%, negociados a US$ 11,18 2/4 por bushel na sexta-feira, 5. A lentidão das compras chinesas nos Estados Unidos, somada ao bom desempenho das lavouras sul-americanas, pressionou os preços internacionais ao longo da semana.

Mesmo com o acordo entre Pequim e Washington para negociar 12 milhões de toneladas até dezembro, a competitividade da soja sul-americana continua limitando retomadas mais fortes no mercado norte-americano. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o cronograma está sendo cumprido, mas o volume total só deve ser alcançado em fevereiro.

As recentes chuvas regularizaram o desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina, favorecendo projeções de safras robustas nos dois países. Com oferta ampla e preços mais atrativos, principalmente para a China, o cenário segue pressionando o mercado internacional e retardando movimentos mais agressivos de compra.

Safra 2025/26

Para a safra 2025/26, a produção brasileira de soja é estimada em 178,76 milhões de toneladas, segundo a Safras & Mercado, aumento de 4% em relação ao ciclo anterior, que fechou em 171,84 milhões de toneladas. Apesar do avanço, o número é levemente inferior ao projetado em setembro, quando a expectativa era de 180,92 milhões de toneladas.



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Vômito fossilizado revela nova espécie de pterossauro no Nordeste


A região da Chapada do Araripe, localizada entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, no Nordeste do Brasil, surpreendeu o mundo científico com uma descoberta extraordinária: um novo pterossauro, batizado de Bakiribu waridza, a partir de um fóssil proveniente da Bacia do Araripe.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, apresenta o primeiro pterossauro filtrador já registrado nos trópicos e o primeiro representante do grupo Ctenochasmatidae descoberto no Brasil.

O fóssil foi identificado dentro de um regurgito fossilizado, uma massa de ossos e restos alimentares expelida oralmente por um predador há cerca de 110 milhões de anos. O conjunto inclui dois indivíduos de Bakiribu e quatro peixes fossilizados.

De acordo com os pesquisadores, esse raro tipo de preservação revela uma interação direta entre predador e presa, provavelmente resultante da alimentação de um dinossauro.

“Trata-se de uma descoberta única: um pterossauro filtrador encontrado dentro do vômito de um dinossauro. Isso oferece um vislumbre direto das relações ecológicas desse antigo ecossistema”, explica a pesquisadora coordenadora do estudo, Aline Marcele Ghilardi, professora do departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (GEO/UFRN).

Homenagem e identificação do fóssil

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Foto: Aline Ghilardi

O nome da espécie reflete a herança indígena Kariri, povo originário da Chapada do Araripe. Bakiribú significa ‘pente’ e waridzá, ‘boca’, em referência ao arranjo de centenas de dentes finos e alongados que o animal usava para capturar alimento na água, um modo de alimentação semelhante ao dos flamingos modernos.

Com mandíbulas muito longas e centenas de dentes finos e curvados, Bakiribu filtrava pequenos organismos aquáticos, como crustáceos, ou seja, sua estrutura dental representa um estágio intermediário na evolução dos pterossauros filtradores, do grupo Ctenochasmatinae.

A morfologia da espécie combina características de formas europeias e sul-americanas, ajudando a compreender como o comportamento filtrador evoluiu entre os pterossauros.

O fóssil estava guardado há décadas na coleção do Museu Câmara Cascudo (UFRN), em Natal (RN). Durante um levantamento de fósseis de peixes da Bacia do Araripe, o estudante de Biologia William Bruno de Souza Almeida notou que um dos exemplares, originalmente identificado como peixe, era diferente dos demais e procurou sua orientadora, Aline Ghilardi.

Ao observar o material, Aline reconheceu imediatamente a presença de restos de pterossauro, devido à dentição singular, típica dos Ctenochasmatinae, grupo até então não registrado na região.

Além disso, Aline, especialista em icnologia, área que estuda vestígios fósseis como pegadas, fezes e regurgitos, identificou o material como um vômito fossilizado, algo extremamente raro no registro paleontológico. Ela também percebeu a disposição incomum dos ossos, misturados a peixes fossilizados.

Importância científica

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Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

Em seguida, os estudos começaram com uma equipe multidisciplinar da UFRN, incluindo Claude Aguilar, responsável pela coleção paleontológica do Museu Câmara Cascudo, e Tito Aureliano, pesquisador associado à UFRN e à Universidade Regional do Cariri (URCA).

Nesse sentido, para auxiliar na descrição da nova espécie, os cientistas decidiram convidar os especialistas em pterossauros Rubi V. Pêgas, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), e Borja Holgado (URCA/ICP).

O trabalho também incorpora um importante viés ético e decolonial. O material foi dividido entre o Museu Câmara Cascudo (UFRN) e o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (MPPCN/URCA), em Santana do Cariri (CE), garantindo a preservação da peça no território de origem e evitando práticas de colonialismo científico interno.

Os pesquisadores mantiveram o espécime em estudo em Natal até a publicação do artigo e vão entregá-lo oficialmente ao MPPCN em um evento público programado para o fim deste ano.

“Além do valor científico, essa descoberta reforça o papel dos museus regionais e da ciência feita no Nordeste na produção de conhecimento de ponta”, destaca Tito Aureliano.

A descoberta de Bakiribu waridza adicionou uma nova peça ao mosaico da biodiversidade cretácea do Araripe, uma das regiões mais importantes do planeta para o estudo da vida pré-histórica.

O achado reforça que coleções antigas ainda guardam tesouros ocultos, e que o patrimônio paleontológico brasileiro continua a revelar segredos impressionantes sobre o passado da Terra.

*Com informações da Universidade Federal do Rio Grande do Norte



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