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‘Mudança do clima é assunto do presente, não do futuro’, diz ex-ministra do Meio Ambiente



A COP30, em Belém, tem ampliado o espaço para discutir agricultura, clima e segurança alimentar. Diante disso, a COPTV do Agro, transmitida pelo Canal Rural, se tornou um dos principais pontos de encontro dessas agendas. Nesta terça-feira (18), um dos assuntos em destaque foi o papel estratégico da agricultura tropical no enfrentamento das mudanças climáticas.

Sobre este assunto, o secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito, conversou com a ex-ministra do Meio Ambiente e co-presidente do painel internacional de recursos naturais da Organização das Nações Unidas (ONU), Izabella Teixeira, que destacou a conferência como uma virada no debate climático.

Para ela, as mudanças do clima deixaram de ser um tema de futuro e passaram a exigir soluções imediatas — e muitas delas já vêm da agropecuária brasileira. “A agricultura tropical chega a esta COP com soluções concretas, capazes de transformar o debate sobre segurança alimentar e clima”, afirmou.

Agricultura na centralidade do debate

A ex-ministra avaliou que esta é uma das edições da COP com maior presença de discussões sobre agricultura, pecuária regenerativa e restauração florestal. Segundo ela, o Brasil “chegou chegando”, apresentando tecnologias e práticas que unem produtividade, conservação e redução de emissões.

Teixeira citou avanços ligados à remoção de carbono — tanto pela restauração florestal quanto por tecnologias como pó de rocha — e destacou que produtores, indústrias e países parceiros têm participado de forma mais ativa. “Nunca vi tantos debates envolvendo agricultura, tecnologia, pequenos produtores, indústria e a comunidade internacional”, disse.

Ela também destacou o papel da agricultura tropical como diferencial competitivo. Para a ex-ministra, o reconhecimento global dessa categoria, distinta da agricultura de clima temperado, representa uma conquista importante para o Brasil.

Negociações, financiamento e regulação

A diplomacia brasileira, segundo a representante da ONU, atua em um ambiente de alta complexidade, marcado por temas estruturantes para o futuro das políticas climáticas. Entre os assuntos em negociação, ela citou financiamento climático, indicadores de adaptação e mitigação, transparência e a discussão sobre a eliminação progressiva de combustíveis fósseis.

Teixeira reforçou que a regulação será determinante para acelerar ou atrasar a transição. Como exemplo, mencionou a discussão global sobre o binômio clima–comércio, vista por ela como oportunidade para enfrentar barreiras protecionistas e alinhar critérios ambientais ao comércio internacional.

Tecnologia, competitividade e renda no campo

Além disso, a ex-ministra destacou a combinação entre tecnologia, conhecimento do produtor e inteligência da natureza como base para um novo padrão de segurança alimentar. Para ela, temas como bioenergia, biofertilizantes, uso de pó de rocha e sistemas integrados devem ganhar espaço na estratégia de descarbonização da produção.

Teixeira ressaltou ainda que a transição climática precisa ser acompanhada por ganhos econômicos para o produtor. “O agricultor tem que conseguir descarbonizar, aumentar produtividade, renda e garantir mercado. As novas tecnologias precisam ser viáveis no campo”, afirmou.

Ela mencionou também o lançamento da carne neutra (Net Zero), desenvolvido pela Embrapa em parceria com o setor privado, como exemplo de como empresas começam a pautar novas soluções baseadas em tecnologia e rastreabilidade.

Desmatamento, futuro da agricultura e pós-Belém

Ao final, Izabella Teixeira defendeu que a agricultura brasileira deve continuar avançando com responsabilidade ambiental, reforçando o compromisso histórico do setor de não pactuar com desmatamento ilegal. Para ela, o pós-Belém será decisivo para consolidar a agricultura tropical como referência global em segurança alimentar, mitigação de emissões e inovação tecnológica.

“O Brasil tem condições de pautar uma nova agenda global. A agricultura tropical existe, é competitiva e pode conduzir soluções para segurança tecnológica, climática e energética”, afirmou.



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Programa busca restaurar áreas degradadas e aproxima Brasil do Japão



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta segunda-feira (17), os avanços do programa Caminho Verde Brasil, que prevê a restauração em larga escala de áreas degradadas no país. A iniciativa conta com R$ 30,2 bilhões destinados à recuperação de terras e foi o destaque de um painel no pavilhão do Japão, durante a COP30, na AgriZone.

O encontro marcou um movimento estratégico para ampliar a cooperação técnica e abrir novas oportunidades de negócios entre Brasil e Japão, especialmente em tecnologias voltadas para agricultura sustentável.

Bioinsumos e práticas sustentáveis

Segundo Vanessa da Fonseca, assessora do Mapa, o programa está em fase de implementação e deve disponibilizar recursos aos produtores em breve, por meio de instituições financeiras. Uma das exigências será a adoção de bioinsumos, prática apresentada durante o painel.

Ela destacou que o Caminho Verde Brasil tem papel central na indução de tecnologias sustentáveis no campo e na meta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. “As empresas que desenvolvem essas tecnologias podem participar do programa, inclusive em parceria com agentes financeiros”, afirmou.

Oportunidade no mercado brasileiro

Com forte presença no agronegócio brasileiro, empresas japonesas demonstraram interesse na iniciativa. O Japão, que tem 125 milhões de habitantes, foi o sétimo maior destino das exportações agrícolas brasileiras em 2024, somando mais de US$ 3 bilhões.

A presidente da Ajinomoto do Brasil, Naoko Yamamoto, reforçou a importância da cooperação entre os dois países. Segundo ela, a companhia está no Brasil há quase 70 anos e vê no programa uma oportunidade de contribuir com sua tecnologia em biofertilizantes à base de aminoácidos.

“Participar de um projeto voltado à restauração de áreas degradadas é extremamente relevante para nós”, afirmou.



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Na COP30, Brasil anuncia R$ 107 milhões para cooperativas extrativistas na Amazônia



O Brasil apresentou, na COP30, um novo programa para fortalecer cooperativas extrativistas na Amazônia. A iniciativa, chamada Coopera+ Amazônia, reúne ações de apoio à gestão, tecnologia e ampliação de mercado.

O plano prevê investimentos de R$ 107 milhões para atender cooperativas que trabalham com babaçu, açaí, castanha e cupuaçu em cinco estados da região. A proposta tem duração de 48 meses e busca ampliar renda e aprimorar processos produtivos.

Estrutura do programa e fontes de financiamento

O programa foi lançado com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou o potencial de geração de renda para famílias extrativistas. Segundo o governo, cerca de 3,5 mil famílias devem ser atendidas na primeira etapa.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e envolve BNDES, MDIC, Embrapa e Sebrae. Do total anunciado, R$ 103 milhões virão do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES. Outros R$ 3,7 milhões serão aportados pelo Sebrae.

Representantes das instituições reforçaram que o programa pretende estimular inovação, melhorar a inserção das cooperativas no mercado e ampliar a adoção de tecnologias nas cadeias da sociobiodiversidade. Entre as ações previstas estão consultorias, capacitações, assistência técnica e aquisição de máquinas para reduzir a penosidade do trabalho extrativista.

Capacitação, inovação e resultados esperados

O Sebrae e o MDIC estruturaram o Coopera+ Amazônia para ampliar produtividade, diversificar mercados e fortalecer modelos de negócio ligados à bioeconomia. O projeto inclui um Escritório de Negócios Territorial para apoiar a expansão comercial e o desenvolvimento de marcas regionais.

Agentes Locais de Inovação acompanharão cooperativas na adoção de melhorias tecnológicas e gerenciais. A iniciativa também utiliza levantamentos da Embrapa sobre máquinas adequadas ao extrativismo, buscando ampliar o uso de equipamentos compatíveis com as cadeias da sociobiodiversidade.

Entre os resultados esperados estão aumento da produtividade, maior valor agregado aos produtos, ampliação do faturamento e crescimento do número de cooperados. O programa também prevê ações para reduzir resíduos e incentivar o reaproveitamento de materiais das cadeias extrativistas.

Papel do Fundo Amazônia

Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia ações de combate ao desmatamento, pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável. Após a retomada das doações em 2023, o número de países apoiadores aumentou e permitiu ampliar o financiamento de projetos na região.

Segundo dados do fundo, mais de 260 mil pessoas já foram beneficiadas por iniciativas financiadas desde sua criação. Os recursos também apoiam projetos que contribuem para metas climáticas e para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal.



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plantio de soja atinge 69% no Brasil, aponta Conab



O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 69% da área nacional até 15 de novembro, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura havia alcançado 58,4% da área. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 73,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos para esta época é de 67,2%.

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Plantio de soja por estado

Entre os estados, São Paulo lidera com 100% da área semeada, seguido por Mato Grosso (95,2%), Mato Grosso do Sul (87%) e Paraná (86%). Tocantins registra 69%, Goiás 65%, Bahia 50%, Minas Gerais 48,8%, Santa Catarina 40%, Piauí 29%, Rio Grande do Sul 28% e Maranhão 15%.



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Açúcar: safra global 2025/26 deve ter superávit de 1,625 milhão de toneladas


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

O mercado mundial de açúcar deve registrar um superávit de 1,625 milhão de toneladas na safra 2025/26, revertendo o déficit do ciclo anterior, segundo o novo relatório trimestral da Organização Internacional do Açúcar (ISO). A revisão marca uma inflexão após anos de balanços apertados, embora a entidade destaque que os estoques seguem historicamente baixos.

A organização também reduziu o déficit estimado para 2024/25 para 2,916 milhões de toneladas, contra projeção anterior de 4,879 milhões. Mesmo com a melhora, o nível de estoques continua crítico: o índice estoque/uso deve cair a 52,74% em 2025/26. A demanda global deve avançar 0,56% na safra, para 180,142 milhões de toneladas, após o recorde de 181,207 milhões em 2023/24. O consumo resiliente limita o alívio esperado a partir do superávit.

Apesar da virada para superávit do açúcar, os preços internacionais continuam enfraquecidos. A média mensal de novembro (até o dia 11) do contrato mais negociado na Bolsa de Nova York ficou abaixo de 14 cents/lb, menor nível em 57 meses. Entre maio e julho, o açúcar bruto em dólar recuou 6%, movimento amplificado pelo dólar mais fraco. No Brasil, o açúcar cristal caiu ao menor preço em três anos. A OIA mantém visão neutra para os próximos três meses, citando a combinação de superávit, sazonalidade de moagem e ampla disponibilidade exportável.

Etanol global cresce, Brasil recua

O superávit de açúcar também influencia o mercado de biocombustíveis. A produção global de etanol deve subir para 120,6 bilhões de litros em 2025 (+1,7%), enquanto o consumo alcançará 120,5 bilhões (+2,6%). Segundo a OIA, os EUA devem atingir 61,5 bilhões de litros, novo recorde. Além disso, o Brasil deve recuar para 32,7 bilhões, ante 33,7 bilhões, devido à priorização do açúcar. Já a Índia deve avançar de 7,2 para 9,5 bilhões de litros, impulsionando a meta de mistura de 20%.

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Abiove atualiza projeções do complexo soja para 2026



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, trazendo números que apontam para um novo ciclo de expansão. Os números da produção brasileira de soja são estimados em 177,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. A expectativa é que a produção de farelo alcance 46,6 milhões de toneladas, e a de óleo de soja, 12,5 milhões de toneladas.

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No comércio exterior, o Brasil deve consolidar sua posição no mercado global. As exportações de grãos estão projetadas em 111 milhões de toneladas, um novo patamar histórico. O farelo de soja deve registrar 24,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo pode chegar a 1,2 milhão de toneladas, um avanço de 20% em relação ao ano anterior. As importações de óleo devem permanecer em 125 mil toneladas, e as de soja, em 500 mil toneladas, destinadas a complementar a oferta interna.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, os resultados reforçam o dinamismo e a resiliência do setor. ”Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência”, diz Amaral. Segundo ele, a expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja.

Cenário atualizado em 2025

Até setembro de 2025, os dados consolidados mostram desempenho positivo. A produção de soja do ciclo alcançou 172,1 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento atingiu 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo se manteve estável, somando 45,1 milhões de toneladas, e a de óleo alcançou 11,7 milhões de toneladas.

Processamento mensal e exportações

Em setembro de 2025, o volume processado foi de 4,1 milhões de toneladas, queda de 9,1% em relação a agosto e retração de 1,2% na comparação com setembro de 2024, após ajustes amostrais. No acumulado do ano, porém, o processamento registra alta de 5,1% frente ao mesmo período de 2024, totalizando 39,3 milhões de toneladas.



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Novo seguro rural premia produtores de soja que adotam manejo sustentável



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) começou a testar um novo modelo de seguro rural que leva em conta as práticas de manejo adotadas pelo produtor. A iniciativa, inédita no país, está em fase piloto e começou pela cultura da soja no Paraná. Ao todo, 29 áreas, somando cerca de 2,4 mil hectares, aderiram ao programa e já contrataram apólices com diferentes percentuais de subvenção, que variam conforme o cuidado com o solo.

A ferramenta faz parte do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM) e utiliza metodologia desenvolvida pela Embrapa. O sistema classifica cada talhão em quatro níveis, considerando indicadores claros e auditáveis. Quanto melhor o manejo, maior a subvenção paga pelo governo no seguro rural.

Como funciona o novo modelo

As áreas participantes foram distribuídas nos quatro níveis previstos pelo ZarcNM:

  • 5% atingiram o Nível 4, o mais alto, que dá direito à subvenção de 35%.
  • 27% ficaram no Nível 3, com 30% de subvenção.
  • 57% se enquadraram no Nível 2, recebendo 25%.
  • 11% permaneceram no Nível 1, com o índice padrão de 20% do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Segundo o diretor de Gestão de Riscos do Mapa, Diego Almeida, a tendência é que esse modelo se torne permanente. A expansão deve começar por outros estados produtores de soja e, depois, avançar para o milho. Para ele, a mudança ajuda a corrigir um problema histórico do seguro rural: a dificuldade de avaliar o risco climático de forma individualizada, por talhão.

Por que o manejo pesa tanto no risco climático

De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja, propriedades com manejo mais eficiente são menos vulneráveis à seca. Práticas conservacionistas, como manter o solo protegido e aumentar sua capacidade de infiltração, reduzem o risco de perdas e garantem maior disponibilidade de água para as plantas.

“As melhorias no manejo do solo aumentam a produtividade, diminuem o impacto da seca e ainda favorecem a conservação ambiental”, afirma Farias.

Ele lembra que a maior parte das áreas de soja no Brasil não é irrigada e depende diretamente da chuva e da umidade armazenada no solo. Por isso, investir em técnicas que ampliem essa reserva hídrica se torna essencial diante das mudanças climáticas.

Tecnologia para avaliar cada talhão

Para classificar os níveis de manejo, o projeto usa seis indicadores, entre eles:

  • tempo sem revolvimento do solo;
  • cobertura de palhada antes do plantio;
  • diversificação de culturas;
  • análises químicas do solo, como cálcio, saturação por bases e alumínio.

A avaliação é feita por meio do Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), plataforma digital da Embrapa Agricultura Digital, que cruza análises laboratoriais com imagens de sensoriamento remoto. Isso permite identificar, por exemplo, áreas bem manejadas ao lado de talhões com sinais de erosão, que automaticamente recebem notas menores.

“O sistema consegue diferenciar claramente propriedades vizinhas com condições bem distintas”, explica o pesquisador Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc de Pesquisa.

Produtores veem o programa como reconhecimento

Para cooperativas que atuam no Paraná, como a Coocamar, o ZarcNM atende a uma demanda antiga do setor: reconhecer financeiramente quem investe no solo.

O gerente executivo técnico da cooperativa, Renato Watanabe, afirma que produtores com manejo adequado, mesmo em solos arenosos, tendem a resistir melhor à seca. Já áreas com rotação limitada, como apenas soja e milho, ficam mais vulneráveis.

O cooperado José Henrique Orsini, de Floresta (PR), aprovou a iniciativa. Ele costuma usar braquiária após a colheita da soja para formar palhada e melhorar o solo. Neste ano, ficou no Nível 2, com 25% de subvenção, mas afirma que uma pequena mudança no sistema — como integrar culturas no inverno — já o levaria ao Nível 3.

Outro produtor, José Rogério Volpato, alcançou o Nível 3 graças ao uso de integração lavoura-pecuária e do consórcio milho–braquiária. Ele cultiva solos arenosos e afirma que as práticas ajudam a manter estabilidade produtiva, mesmo em anos de veranico.

Nos talhões onde há braquiária, a raiz profunda rompe camadas compactadas, melhora a infiltração da água da chuva, reduz a erosão, aumenta matéria orgânica e cria um microclima mais favorável ao desenvolvimento da soja.

Próximos passos

O projeto-piloto foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 2/2025, publicada em julho. Para a fase inicial, o governo destinou R$ 8 milhões ao programa.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que, após os ajustes finais, o novo modelo seja adotado em escala nacional, premiando quem transforma práticas sustentáveis em resiliência e produtividade no campo.



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muito discurso, pouco dinheiro e zero consenso


Há mais de trinta anos o mundo repete o mesmo ritual, líderes chegam às COPs fazendo discursos grandiosos, prometem defender florestas, financiar a transição energética e ajudar quem mais sofre com o clima extremo. Mas basta olhar o saldo de três décadas para perceber a verdade desconfortável, o que se multiplica são as metas, não o dinheiro.

A COP 30, em Belém, expôs esse fosso com clareza. E nesta quarta-feira(19/11), Lula aterrissa na cidade para tentar o que parece impossível: costurar um acordo final sem dissidências num ambiente em que ninguém quer abrir o bolso.

A linha do tempo da frustração

  • 2009 — Copenhague: a promessa dos US$ 100 bilhões por ano nasce. Nunca entregue no prazo.
  • 2015 — Paris: metas elegantes, mas financeiramente vagas.
  • 2022 — COP 27: cria-se o Fundo de Perdas e Danos com valores simbólicos.
  • 2024 — COP 29: o mundo eleva a ambição para US$ 300 bilhões/ano até 2035, quando o necessário são trilhões.
  • 2025 — Belém: o Brasil tenta liderar a convergência — mas encontra mais ruído do que consenso.

E justamente na COP que o país sediou, veio a frase que incendiou os bastidores.

A declaração que abalou a diplomacia

Durante sua passagem por Belém, o chanceler alemão Friedrich Merz resumiu em uma linha aquilo que muitos negociadores diziam em privado: “Fiquei aliviado ao deixar Belém. Faltou clareza, faltou ambição e faltou compromisso real com financiamento climático.”

A fala repercutiu porque capturou o clima da conferência: muita expectativa, muita conversa… e pouquíssimo avanço concreto. Para diplomatas, a mensagem foi direta: as potências estão cansando de negociações travadas, o consenso está longe, e o Brasil enfrenta o desafio de unir quase 200 países que discordam sobre tudo — especialmente sobre dinheiro.

Merz acabou dizendo em voz alta o que muitos só comentavam nos corredores: ninguém quer pagar, mas todos querem sair bem na foto.

Os números:

A matemática é implacável:

O planeta precisa de US$ 6,3 trilhões por ano para manter o Acordo de Paris vivo.

  • Em 2023, só US$ 1,9 trilhão foram mobilizados.
  • Em 2024, o mercado despejou US$ 800 bilhões em combustíveis fósseis — mais para a crise do que para a solução.
  • Países pobres já acumulam US$ 400 bilhões em perdas climáticas por ano.

Ou seja: não existe financiamento climático em escala real. Não ainda.

As quatro forças que bloqueiam tudo

Países ricos: admitem a responsabilidade histórica, mas entregam menos do que prometem.

  • Emergentes:
    dizem que ainda têm milhões de pessoas pobres — e não podem arcar com a conta sozinhos.
  • Produtores de petróleo e gás:
    resistem a qualquer compromisso que limite seus combustíveis.
  • Países vulneráveis:
    pedem ajuda imediata, mas recebem migalhas e muita burocracia.

É exatamente essa paralisia que o comentário de Merz expôs ao mundo: “Não falta ciência. Falta coragem para decidir.”

A COP 30 é decisiva porque o tempo simplesmente acabou. E Lula chega a Belém com o desafio mais complexo da diplomacia moderna: construir consenso num mundo que já não consegue concordar nem sobre a urgência da vida na Terra. Mas a realidade é incontornável: Salvar o planeta custa caro. Não salvá-lo custará muito mais.

Enquanto quase 200 países discutem quem paga a conta, o planeta segue esquentando —
e a COP 30 corre o risco de entrar para a história como mais um capítulo da equação que ameaça o futuro: Muita conversa, pouco dinheiro e nenhum consenso.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Pessimismo sobre corte de juros nos EUA pressiona moedas globais; ouça os destaques do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o pessimismo sobre corte de juros nos EUA pressionou bolsas e moedas globais, com destaque para queda de mais de 1% em NY.

A valorização do dólar afetou o real, que fechou acima de R$ 5,30, e o Ibovespa perdeu o nível dos 157 mil pontos.

Hoje, atenção ao IPC, IGP-M prévio e bateria de indicadores americanos que devem calibrar expectativas para os juros.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Temporais e trovoadas são previstos para 3 regiões brasileiras hoje



A terça-feira (18) será de tempo instável, com chuvas fortes, risco de temporais e trovoadas no Sul, Sudeste e Norte. Já no Centro-Oeste, precipitações intensas também não estão descartadas, enquanto o Nordeste convive com altas temperaturas e clima mais seco. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A presença de área de baixa pressão entre a costa da Região Sul e Sudeste deve favorecer o tempo instável no norte gaúcho, em todo o estado catarinense e na metade sul e leste do Paraná, com pancadas de chuva moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos isolados. Em território paranaense, o deslocamento da frente também mantém o tempo instável na região.

Sudeste

A frente fria segue se deslocando pelo estado de São Paulo, provocando pancadas de chuva moderadas a fortes, com trovoadas e risco de temporais em alguns pontos isolados, principalmente em áreas do sul, litoral, nordeste e interior do estado. No sul de Minas Gerais, há chance de chuvas mais isoladas pela manhã e de fraca intensidade. Com o deslocamento da frente fria, as instabilidades também avançam por boa parte da metade sul de Minas, áreas do Triângulo e leste mineiro, além do Rio de Janeiro, provocando pancadas moderadas a fortes, com raios e trovoadas. No sul do Espírito Santo, há chance de chuva à noite. As temperaturas diminuem em grande parte do estado paulista e no sul de Minas.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo em Mato Grosso do Sul, desde a madrugada e ao longo da manhã, diminuindo até o início da tarde, quando o tempo deve ficar mais firme. Em Mato Grosso, pancadas de chuva pela madrugada e manhã até a tarde no norte do estado, se estendendo para áreas mais ao oeste ao longo do dia; no sudeste, algumas instabilidades também avançam. Já em Goiás, as pancadas de chuva ficam mais concentradas na metade sul do estado, com pancadas moderadas a fortes e trovoadas. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme ao longo do dia.

Nordeste

O tempo segue firme pela região e há chance de chuva apenas em áreas do interior do Maranhão e do Piauí, de maneira mais fraca e isolada. As temperaturas seguem elevadas pela região, com máxima de 36°C em Piauí. A umidade do ar segue baixa pelo interior nordestino.

Norte

As pancadas de chuva ganham força novamente em grande parte do Amazonas, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. No Acre, Rondônia e Roraima, as pancadas de chuva aumentam e pode chover de maneira moderada. Já no Amapá e no sudoeste do Pará, as instabilidades seguem ocorrendo, enquanto boa parte do Pará e do Tocantins se mantém com tempo mais seco e firme.



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