Categorias
agro destaque_home

Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

O Conselho de Administração da Raízen elegeu, em reunião realizada no dia 17 de junho, Lorival Nogueira Luz Junior para o cargo de diretor de Reestruturação. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros.

Segundo a ata da reunião, Lorival Luz Junior acumulará a nova função com os cargos de diretor financeiro e diretor de Relações com Investidores já ocupados na empresa. A nomeação ocorre em meio ao Plano de Recuperação Extrajudicial da companhia, apresentado em março.

O mandato no cargo de diretor de Reestruturação terá vigência até a implementação do Plano de Segregação. Caso o Plano de Desinvestimento seja concluído posteriormente, a permanência na função será estendida até o encerramento desse processo.

Credores debenturistas

A Raízen divulgou, ainda, que os detentores de debêntures da terceira emissão da companhia aprovaram a adesão ao plano de recuperação extrajudicial, mas de forma condicionada à confirmação posterior dos termos da proposta. 

A decisão foi tomada em assembleia convocada após o vencimento antecipado da emissão de debêntures, que aconteceu com o pedido de recuperação extrajudicial da companhia, realizado em março. A assembleia aconteceu após sucessivas suspensões e reaberturas do encontro.

Entre os credores presentes estavam BTG Pactual, BB Asset, e fundos de investimentos, representando 39,92% das debêntures em circulação.

A aprovação, no entanto, pode ser revogada caso os credores rejeitem o plano em assembleia futura ou, ainda, se a companhia apresentasse uma versão considerada “materialmente diferente” da que foi analisada.

Nesta semana, os debenturistas da quarta emissão também aprovaram a adesão ao plano.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Espaço fiscal no Orçamento desafia pedido de ministérios para o Plano Safra

O montante do Plano Safra 2026/27, embora mantenha o ajuste para cima, não deve alcançar os valores defendidos pelos ministérios ligados ao agronegócio, segundo fontes envolvidas nas negociações ouvidas pela CNN. O principal impasse é encontrar espaço no orçamento para bancar o volume de recursos e os subsídios necessários para o crédito rural da próxima temporada.

A discussão ganhou força nesta quarta-feira (17), quando o governo realizou duas reuniões na Casa Civil para iniciar a fase final de elaboração do programa. Pela manhã, técnicos dos ministérios e órgãos envolvidos apresentaram cenários e projeções para a próxima safra. Já no início da noite, a negociação avançou para o nível ministerial.

Participaram do segundo encontro os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Dario Durigan (Fazenda), Fernanda Machiaveli ( Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e André de Paula (Agricultura e Pecuária).

Segundo relatos feitos à CNN, integrantes da equipe econômica apontaram dificuldades para acomodar no orçamento os valores pleiteados pelas áreas setoriais.

Especialmente por conta da maior restrição orçamentária. Uma fonte lembrou do recente congelamento nas contas públicas — que inclusive atingiu mais da metade do orçamento para o seguro rural deste ano — de mais de R$ 23 bilhões para cumprir as regras fiscais.

Desta forma, o governo precisa equilibrar o volume de recursos disponibilizados ao setor com o custo da equalização de juros, mecanismo utilizado para reduzir as taxas cobradas dos produtores rurais.

O pedido apresentado pelos ministérios soma R$ 652 bilhões, sendo R$ 570 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 82 bilhões à agricultura familiar. O Mapa também pediu que chegasse em um dígito os juros cobrados nas linhas de custeio.

Apesar do orçamento apertado, não há qualquer problema fora da rota normal de elaboração do Plano Safra. A avaliação de integrantes das negociações é que o processo segue um rito comum.

Todos os anos, os ministérios apresentam propostas consideradas adequadas às necessidades de cada segmento e, ao longo das discussões com a equipe econômica, os números passam por ajustes até que se chegue a um formato considerado viável do ponto de vista fiscal.

Dívidas e seguro rural não são centrais

A discussão ocorre em paralelo a outros temas considerados prioritários para o agro, como o seguro rural e a renegociação de dívidas dos produtores.

As duas propostas estão em tramitação no Congresso. O projeto que cria um programa para refinanciar dívidas é o mais urgente e o que menos encontra consenso entre produtores, parlamentares e a equipe econômica — especialmente no que diz respeito aos cálculos da subvenção aos juros ao longo dos anos.

Já as mudanças no seguro rural são menos dramáticas, mas também dividem os congressistas e o governo. No projeto aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado, cria-se uma obrigação no orçamento para a execução do seguro, o que blindaria os recursos direcionados à atividade de contingenciamento.

Integrantes do governo reconhecem que as três frentes estão diretamente conectadas, já que dependem de recursos públicos e impactam as condições de financiamento no campo.

Apesar disso, como as medidas ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional não estão sendo consideradas nos cálculos do Plano Safra neste momento.

Segundo um interlocutor ouvido pela reportagem, as propostas ainda necessitam passar pelo trâmite legislativo natural e isso não pode atrasar as discussões ou colocar números fictícios para guardar espaço no programa caso os textos virem leis, até mesmo porque a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) não permite que isso seja feito.

A avaliação dentro do governo é que qualquer mudança relacionada a esses temas só poderá ser incorporada após a conclusão da tramitação legislativa — o que deve ficar para o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 que será enviado apenas em agosto ao Congresso.

Até lá, o trabalho está concentrado na construção de um Plano Safra baseado nos instrumentos já existentes e nos recursos efetivamente disponíveis no orçamento.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Exportações brasileiras para o Haiti crescem mais de 50% em 2026

Enquanto os holofotes se voltam para o confronto entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026, marcado para esta sexta-feira (19), a relação entre os dois países vai muito além das quatro linhas. Nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações brasileiras para o país caribenho registraram forte crescimento, impulsionadas principalmente por produtos do agronegócio e da indústria de alimentos.

Dados do Secex (Secretária de Comércio Exterior) mostram que o Brasil exportou US$ 29,3 milhões para o Haiti entre janeiro e maio deste ano, um avanço de 53,4% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do Haiti somaram apenas US$ 436,6 mil, garantindo um superávit comercial de US$ 28,9 milhões para o Brasil.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 70,8 milhões para o Haiti, volume 11,2% inferior ao registrado em 2024. As importações somaram apenas US$ 1,3 milhão, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 72,1 milhões. O saldo comercial permaneceu amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 69,5 milhões.

Os principais produtos embarcados foram despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, responsáveis por 33,2% das vendas brasileiras ao país. Na sequência aparecem carnes de aves e miudezas comestíveis, com 18,3%, e outras carnes e miudezas frescas, refrigeradas ou congeladas, com 12% da pauta exportadora.

Além das proteínas animais, o Brasil também exporta para o Haiti bebidas alcoólicas, carne suína, farelo de soja, café e diversos produtos industriais, como máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos de transporte de mercadorias.

Os números mostram uma recuperação importante da corrente de comércio entre os dois países. Entre janeiro e maio de 2026, o fluxo comercial total alcançou US$ 29,7 milhões, alta de 53,9% sobre igual período do ano anterior.

Embora o Haiti represente apenas 0,02% das exportações brasileiras e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos nacionais, o país segue sendo um mercado relevante para segmentos específicos do agronegócio, especialmente para a indústria de carnes e alimentos processados.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.