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FriGol amplia operação em Rondônia com baixo Capex e mira nos EUA

A FriGol aposta na expansão da operação em Rondônia para aumentar o volume de produção sem realizar grandes investimentos na compra ou construção de novas plantas.

O modelo adotado pela empresa prevê contratos de prestação de serviços de industrialização com frigoríficos parceiros, enquanto a companhia fica responsável pela compra dos animais e pela comercialização da carne.

Em entrevista ao CNN Agro, o CEO da FriGol, Luciano Pascon, afirmou que a estratégia permite à companhia ampliar volumes e resultados com uma necessidade relativamente baixa de capital.

“Vimos uma oportunidade em Rondônia. É um estado com uma pecuária muito desenvolvida, com índices zootécnicos excelentes e que vem crescendo ano a ano, em volumes e qualidade. No modelo de produção que desenhamos com os parceiros, vimos uma oportunidade de crescimento com um investimento em Capex relativamente baixo, possibilitando alavancar nossos volumes e resultados”, disse.

A companhia iniciou 2026 com parcerias para operar três plantas em Rondônia. Uma delas é da RioBeef, em Ji-Paraná, enquanto outras duas pertencem à DistriBoi, também em Ji-Paraná e em Rolim de Moura. Pelo acordo com a DistriBoi, firmado em março, a FriGol compra os animais e comercializa os produtos, enquanto a parceira realiza o abate, a desossa e o processamento.

As unidades possuem habilitações sanitárias para mercados como China, Israel, Chile, Canadá e Indonésia, além dos Estados Unidos.

O movimento já começou a aparecer nos planos de produção da empresa. No primeiro trimestre, a FriGol informou que as três plantas ainda estavam em fase inicial de operação, mas afirmou que, a partir de abril, começaram a produzir no volume esperado.

“Estamos muito otimistas. Mesmo em meio a todos os desafios do ano, projetamos um aumento significativo na produção e no faturamento, consolidando nossa posição entre os quatro maiores frigoríficos do Brasil”, afirmou Pascon.

A operação também permitiu à companhia avançar em um mercado considerado estratégico, os Estados Unidos. Segundo Pascon, a possibilidade de acessar o mercado americano foi um dos fatores decisivos para a escolha das parcerias em Rondônia.

“Queríamos entrar nesse mercado. Vemos que o mercado dos Estados Unidos é um mercado que não vai recuperar volumes de rebanho. Ele já tem um nível muito elevado de produtividade e uma limitação muito grande para aumentar os índices de produtividade”, afirmou ao CNN Agro.

Para o executivo, a restrição estrutural de oferta nos Estados Unidos cria uma oportunidade para países com capacidade de produção em larga escala, como o Brasil.

“O Brasil, como produtor de larga escala, grandes volumes, consistência na sua produção, qualidade e segurança alimentar, é o player de maior capacidade de suprir esse mercado”, disse.

A estratégia começou a gerar resultados com o primeiro embarque da FriGol para os Estados Unidos, realizado em abril a partir da planta de Rolim de Moura, em Rondônia, unidade que passou a integrar a operação da companhia por meio do acordo de industrialização.

O Canadá também está entre os mercados avaliados pela FriGol, embora tenha uma escala menor que a dos Estados Unidos. Segundo Pascon, o país apresenta uma dinâmica semelhante à do mercado americano e, por isso, também é visto como uma oportunidade de expansão para a companhia. “É um mercado também que tem o seu potencial”, afirmou ao CNN Agro.

Segundo o executivo, atualmente apenas animais provenientes de cinco estados brasileiros estão aptos a serem exportados ao Canadá, entre eles Rondônia e Acre, em razão das regras sanitárias relacionadas à febre aftosa. A expectativa da companhia é de ampliação dessa possibilidade em aproximadamente um ano.

Além do acesso a novos mercados, Rondônia também aumenta a base de fornecimento da companhia. Para a FriGol, a região reúne oferta regular de gado e animais compatíveis com as linhas especiais destinadas ao mercado interno.

A expansão acontece em um momento em que a companhia busca crescer sem transformar o aumento de capacidade em uma pressão excessiva sobre o balanço. No primeiro trimestre, a FriGol encerrou o período com caixa de R$ 415,4 milhões e alavancagem de 1,7 vez a dívida líquida sobre Ebitda.

Pascon afirma que, neste momento, a prioridade é capturar os ganhos dos investimentos já realizados antes de avançar para novas grandes estruturas.

“Investimos mais de R$ 50 milhões em melhoria da estrutura das nossas plantas, com equipamentos mais modernos e eficazes. Também construímos uma graxaria nova”, disse.

Segundo o CEO, o objetivo agora é extrair mais produtividade dos ativos existentes por meio do programa FriGol+, voltado para eficiência, cultura e resultados.

“Nosso empenho é olhar para dentro do nosso negócio e procurar extrair os melhores resultados que possamos ter com os recursos que possuímos hoje”, afirmou.

A expansão em Rondônia ampliou a presença geográfica da FriGol, que passou a combinar as três unidades próprias localizadas em São Paulo e no Pará com outras três plantas operadas por meio de contratos de industrialização no estado. A companhia mantém ainda uma operação voltada ao mercado internacional, com presença em mais de 60 países.

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Tyson Foods prepara emissão de dívida de até US$ 1,2 bilhão

A Tyson Foods, uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (10) que pretende emitir novos títulos de dívida e utilizar parte dos recursos para recomprar até US$ 1,2 bilhão em títulos atualmente em circulação.

A operação foi apresentada em um prospecto preliminar protocolado junto à SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Os valores, taxas de juros e datas de vencimento dos novos títulos ainda não foram definidos no documento preliminar.

Segundo o prospecto, os novos papéis serão títulos de dívida sênior sem garantia específica, conhecidos como “Senior Notes”. A Tyson pretende utilizar os recursos líquidos da emissão para financiar a recompra de parte de sua dívida existente e para outros fins corporativos gerais.

A empresa lançou simultaneamente uma oferta para a recompra de até US$ 1,2 bilhão de três séries de títulos atualmente em circulação. Estão incluídas notas com juros de 3,55% e vencimento em junho de 2027, além de papéis com juros de 4,35% e 5,40%, ambos com vencimento em março de 2029.

A oferta de recompra está prevista para terminar em 8 de setembro de 2026, às 17h, no horário de Nova York, salvo prorrogação ou encerramento antecipado pela companhia.

O preço que a Tyson pagará pelos títulos recomprados dependerá, entre outros fatores, da série de cada papel e das condições estabelecidas na oferta. O documento também prevê o pagamento de juros acumulados até a data de liquidação da recompra, conforme as condições específicas de cada série.

Dívida

De acordo com as informações financeiras apresentadas pela companhia, a Tyson tinha aproximadamente US$ 8 bilhões em dívida total em 27 de junho de 2026.

A nova operação não representa, necessariamente, uma redução do endividamento total da empresa. Como a companhia pretende emitir novos títulos para financiar a recompra de títulos existentes, a transação está estruturada principalmente como uma operação de refinanciamento e gestão do perfil da dívida.

Os termos definitivos da nova emissão, incluindo o valor total, as taxas de juros e os vencimentos, serão determinados posteriormente, de acordo com as condições do mercado e os termos finais da oferta.

A Tyson Foods é uma companhia americana do setor de alimentos, com operações que incluem produtos de carne bovina, suína e de frango, além de alimentos preparados. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o código TSN.

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Déficit de armazenagem de grãos na Ucrânia pode chegar a 11 milhões de t

As interrupções nas exportações pelos portos do Mar Negro, ​que antes representavam 90% dos embarques ​de grãos da Ucrânia, podem significar que o país enfrente um déficit de capacidade de armazenamento de grãos, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (10).

A Ucrânia está em plena colheita, tendo já colhido mais de 17 milhões de toneladas de grãos em cerca ​de 34% da área semeada.

O ministério informou que o ​déficit de armazenamento pode chegar a 11 milhões de toneladas ⁠e que solicitou apoio aos ⁠parceiros dos EUA para a aquisição de equipamentos destinados ​ao ‌armazenamento temporário de grãos nas propriedades agrícolas.

De acordo com analistas ⁠da APK-Inform, a colheita da Ucrânia em 2026 poderá ultrapassar 60 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 39 milhões de toneladas ‌e ⁠estoques remanescentes atingindo ‌um recorde de 14,3 milhões de toneladas.

A situação mais difícil poderá surgir em meados do outono, por volta de setembro e ⁠outubro, quando os silos estiverem ⁠cheios de trigo e cevada não exportados e os agricultores começarem a colher ‌milho em grande escala.

No início da guerra com a Rússia, em 2022, a Ucrânia enfrentou uma escassez de silos e de outras capacidades de armazenamento após o bloqueio de seus portos ‌marítimos.

O déficit totalizou cerca de 15 milhões de toneladas em 2022, segundo Mykola Solskyi, que era ministro da Agricultura na ⁠época. Posteriormente, o déficit foi parcialmente suprido com o uso de silos-bolsa para grãos fornecidos pelos aliados da Ucrânia.

A Ucrânia não ​divulga oficialmente sua capacidade de armazenamento de grãos, parte da qual ​foi destruída ou danificada em ataques russos.

Agricultores e comerciantes também relutam em armazenar grãos em silos localizados próximos à linha de frente ou a instalações militares.

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Congresso da Abag discute integração de agro e indústria

A 25a edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio na manhã desta segunda-feira (10), em São Paulo, reune governistas, oposição, líderes de entidades e executivos do setor.

Na cerimônia de abertura contou coom a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento, André de Paula, da senadora Teresa Cristina (PP MS) e do deputado federal e vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Arnaldo Jardim.

O presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Ingo Pögler destacou o objetivo da entidade de, por meio do evento, representar uma “macro-unidade” para que se pense o presente e o futuro do país.

Ploger entregou a Alckmin docunmento fruto de uma pesquisa realizada pela Abag com seus membros associados acerca de demandas do agronegócio aos governantes e candidatos à presidência nas eleições deste ano. Ele reforçou que o agro não busca favores ou beneficios e sim investimento, desenvolvimento e segurança juridica,

Também a partir de sugestoes de seus membros, a Abag escolheu como tema desta edicao Agro & Indústria – Integrando e transformando o Brasil. Ao longo do dia, haver[a painéis e discussões que visam ampliar os pontos de contato, além de propor que práticas difundidas no setor industrial, como a produção just in time sejam adotadas pelo agro a fim de proporcionar um maior aproveitamento do potencial da agricultura tropical brasileira.

Governistas e oposicao reunidos

Representando o governador Tarcísio de Fretas (Republicanos) na solenidade, o secretário de agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho destacou a relevância do estado para o agro nacional, além de cumprimentar e agradecer a presenca de Alckmin e André de Paula, representantes do governo federal, pelo trabalho em conjunto em favor do setor.

A postura amistosa afastou o acirramento entre governo e oposição explicitado na noite deste domingo (9) no debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad (PT) promovido pela Band TV. Lá, as divergências foram exemplificadas através de trocas de acusações, inclusive, de falta de parceria entre os governos federal e estadual por motivações ideológicas. Já no congresso, poucas horas depois, as reverências mútuas reforçaram o tom ecumênico do evento e intenção de estabelecer um canal aberto de contato com aquele que assumirá o governo em janeiro de 2027, seja quem for o postulante.

Representado a Frente Parlamentar de Agricultura o Senador Arnaldo Jardim abriu a sua participação elogiando a presença e atuação do vice-presidente, Geraldo Alckmin e do Ministro da Agricultura, André de Paula.

Jardim lembrou que na edição do ano passado o tema central do Congresso foi a COP 30. E que o Brasil apresentou, durante o evento, que é possível produzir respeitando o meio ambiente.

E esse ano, com o desafio das tarifas, produtos importantes ficaram fora da taxação: como carnes, laranja e café. Arnaldo destacou o momento delicado no campo com preços baixos das commodities em contramão a alta dos custos de produção, incluindo fertilizantes.

Exigir dos candidatos uma posição clara de política para o agro.

A senadora Tereza Cristina seguiu a linha política dizendo que o próximo governo eleito deve se comprometer em criar um plano de longo prazo para o agro. Deu como exemplo o plano de expansão agropecuária da China com ações previstas até 2050. “Nós temos que exigir que o agronegócio no próximo governo, seja quem for eleito, que o agro seja priorizado como um negócio que vem dando certo e que é o motor da economia. Precisamos de políticas de Estado e não discutir políticas de governo porque elas são pontuais e nós precisamos de previsibilidade e de segurança jurídica. Onde é que vamos estar em 2050?”

Com o crescimento de 11,7% no PIB agropecuário em 2025 e a projeção de uma safra de 358 milhões de toneladas —, a parlamentar destacou que os números refletem apenas parte da realidade. O setor enfrenta o que classificou como uma “tempestade perfeita”, impulsionada por fatores externos e internos:

Os conflitos internacionais no Oriente Médio pressionaram o mercado de insumos. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, tornando crucial o avanço de iniciativas como o Plano Nacional de Fertilizantes (ProFert) para mitigar a dependência externa. Entre fevereiro e abril, insumos essenciais registraram altas expressivas: ureia (+60%), fosfato (+30%) e diesel (+35%), em um momento de preços de commodities inferiores aos patamares de anos anteriores.

Com a Selic a 14% e taxas finais de financiamento situadas entre 18% e 20%, o crédito rural sofreu retração de 17%. Do total de uma carteira de R$ 880 bilhões no crédito rural, estima-se que R$ 180 bilhões estejam em dívidas estressadas. Embora medidas provisórias recentes tenham trazido alívio parcial, a senadora apontou que grande parcela dos produtores ainda necessita de repactuação e que a criação de um modelo eficiente de seguro rural é inadiável para blindar a atividade contra novas quebras de safra.

Tereza criticou o retrocesso a demora em aprovar a lei dos safristas, que regulamenta a contratação de trabalhadores temporários durante as safras sem perdas dos benefícios sociais dizendo diretamente ao Ministro de André de Paula: “Nós temos um projeto aprovado na Câmara e no Senado que precisa ser sancionado. Foi sancionado com vetos a derrubar. O projeto dos safristas é fundamental para que nossa agricultura funcione. Não podemos contratar sem ter carteira assinada e o que fazer com essa mão de obra itinerante?”.

Entre as politicas de Estado a senadora destacou como ponto crítico e urgente o Seguro Rural, considerado ineficaz, atendendo menos de 3% da produção nacional. Dada a incerteza meteorológica (com a possível continuidade do fenômeno El Niño ou seus desdobramentos), a ausência de um seguro robusto deixa os produtores em situação de extrema vulnerabilidade diante de quebras de safra. A parlamentar cobrou enfaticamente o apoio do ministro da Agricultura e do vice-presidente da República para tratar o seguro como um pilar essencial da gestão de crises climáticas, e não como uma medida periférica.

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Alta dos fertilizantes gera sobrecusto de US$ 180 milhões na Argentina

A Argentina desembolsou US$ 1,762 bilhão na importação de fertilizantes no primeiro semestre de 2026, o segundo maior valor já registrado para o período, enquanto o volume comprado foi o segundo menor desde 2019. A alta dos preços internacionais explica a diferença entre os dois indicadores, segundo relatório da BCR (Bolsa de Comércio de Rosário).

No primeiro semestre, o país importou 437 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados, 767 mil toneladas de fosfatados e 39 mil toneladas de potássicos. A ureia concentrou a maior queda em volume, enquanto as compras de fosfatados ficaram praticamente estáveis na comparação anual.

A diferença entre os preços e os volumes importados representa um sobrecusto teórico de US$ 180 milhões, segundo a BCR. O cálculo mostra quanto a Argentina teria pago a mais pelos mesmos volumes importados no primeiro semestre de 2026 caso os preços médios registrados no mesmo período de 2025 tivessem sido mantidos. A estimativa não considera, portanto, a redução das quantidades importadas provocada pela própria alta dos preços.

Conflito no Oriente Médio

A BCR relaciona a alta dos preços dos fertilizantes aos efeitos do conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura de petróleo e gás da região afetaram a oferta e os custos de produtos utilizados na fabricação de fertilizantes.

Os nitrogenados, especialmente a ureia, foram os mais afetados. Antes do conflito, cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural e um quarto do comércio global de ureia passavam pelo Estreito de Ormuz, segundo o relatório. A alta do gás natural liquefeito, utilizado na produção de ureia, elevou os custos de fabricação.

O relatório também cita decisões de grandes produtores. A Índia interrompeu temporariamente parte da produção de ureia por causa da escassez de gás, enquanto a China restringiu temporariamente as exportações para garantir o abastecimento doméstico. Com isso, a oferta global de nitrogenados ficou mais restrita.

O preço da ureia chegou a subir mais de 100% em relação a janeiro, embora tenha permanecido abaixo dos máximos registrados em 2022.

Nos fosfatados, a pressão veio principalmente da menor oferta de enxofre, insumo utilizado na produção de rocha fosfórica. O preço do enxofre chegou a dobrar em relação a janeiro. No período, o TSP (superfosfato triplo) acumulou alta de 39%, enquanto o DAP (fosfato diamônico) subiu 27%.

Queda de importações

A redução das compras externas ficou mais evidente nos dados de junho. As importações de nitrogenados foram as menores para o mês desde 2015 e ficaram 60% abaixo da média dos últimos cinco anos. No caso dos fosfatados, o volume foi o menor desde 2018 e ficou 34% abaixo da média quinquenal.

Para o restante do ano, o comportamento das importações dependerá, entre outros fatores, da evolução do conflito no Oriente Médio. A Argentina importa, em condições normais de operação, cerca de 50% do consumo de nitrogenados e 80% dos fosfatados. Além disso, aproximadamente três quartos das importações de nitrogenados ocorrem no segundo semestre, antes da semeadura dos grãos de verão.

Produção nacional

O relatório também destaca um projeto de investimento para a produção de ureia em Bahía Blanca, aprovado no âmbito do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos. O empreendimento prevê investimento de US$ 2,7 bilhões e uma produção anual de 2,1 milhões de toneladas de ureia.

Segundo a BCR, a nova unidade seria a maior planta de ureia da América Latina e uma das maiores do mundo. O projeto, associado ao aumento da produção de gás de Vaca Muerta, poderia ampliar a oferta doméstica e reduzir a necessidade de importações. O relatório também aponta a possibilidade de exportação de excedentes, citando o Brasil como um potencial mercado.

Atualmente, a Argentina produz entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de toneladas de fertilizantes por ano, dependendo do período considerado. Em 2025, foram 1 milhão de toneladas de nitrogenados, 400 mil toneladas de fosfatados e 200 mil toneladas de fertilizantes à base de enxofre. A produção doméstica, porém, responde por apenas 30% a 35% do consumo argentino, estimado em cerca de 5 milhões de toneladas anuais.

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Trigo mais caro pressiona moinhos e padarias; veja como fica preço do pão

Moinhos e padarias estão absorvendo parte do aumento dos custos do trigo em um momento de menor oferta doméstica e incerteza sobre a qualidade da próxima safra. Enquanto os moinhos tentam recompor margens sem perder mercado, as padarias seguram parte da alta da farinha para evitar um aumento maior dos preços ao consumidor. O movimento comprime as margens ao longo da cadeia e ocorre justamente na transição para uma nova safra de trigo. 

Segundo Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná) e CEO do Moinho Globo, os moinhos já repassaram, em média, entre 10% e 15% do aumento de custos, mas ainda existe a necessidade de novos reajustes. 

Os moinhos têm adotado medidas para preservar caixa e margem. Segundo Venturelli, algumas empresas estão reduzindo as metas de volume e moagem para evitar a comercialização de trigo sem margem em um período de incerteza quanto à reposição da matéria-prima.

“Diminui a tua meta de volume. Foca em ter algum tipo de margem de contribuição e ganho, porque não adianta você queimar o trigo só para vender”, afirmou.

Alguns moinhos relataram à reportagem que, ao tentarem repassar um aumento de 5% no preço do trigo, não encontraram compradores dispostos a aceitar o reajuste. Venturelli confirma o movimento.

“Esse repasse tinha que ter acontecido no primeiro semestre e, para algumas empresas, não aconteceu. E agora, que a água chegou no pescoço, está no desespero. Esse é o ano mais desafiador que já vi em 20 anos”, disse. 

A dificuldade para avançar com novos reajustes ocorre em paralelo a uma maior incerteza na compra da matéria-prima. A área plantada com trigo no Brasil vem diminuindo, enquanto o Rio Grande do Sul também preocupa em razão das condições climáticas em um ano de El Niño. Ao mesmo tempo, a qualidade do trigo argentino, principal origem do cereal importado pelo Brasil, é uma preocupação para a indústria.

Nesse cenário, produtores e cooperativas têm demonstrado resistência em fixar a produção antes de saber exatamente o que conseguirão entregar. Para os moinhos, a questão não é apenas o volume disponível, mas também as características do trigo, que determinam sua utilização na fabricação das diferentes farinhas. Segundo Venturelli, essa combinação deixa produtores, cooperativas e moinhos em uma posição de espera.

“Não é que a gente não queira, é que a gente não consegue fixar contratos. O produtor ou a cooperativa quer vender o volume, mas não quer fixar.  Eles não têm preço e também não têm como garantir a qualidade ainda. Em teores de proteína, a gente não sabe ainda o que vai vir”, afirmou. Para Venturelli, o setor só terá uma visão mais concreta da safra quando o trigo estiver colhido e armazenado.

A expectativa sobre a próxima safra também reduz a disposição para formar estoques maiores. Segundo Venturelli, muitas empresas têm trigo suficiente para atender à produção apenas até o fim de agosto ou setembro, o que deixa o setor com uma janela relativamente curta até a entrada de novos volumes.

“Você não está alongado em estoque, você depende de fatores que a gente não domina, não controla do mercado e necessita continuar na produção”, disse.

A incerteza é especialmente relevante para os moinhos porque a disponibilidade de trigo não significa, necessariamente, disponibilidade do cereal adequado a cada tipo de farinha. A indústria precisa definir a matéria-prima de acordo com o produto que será fabricado, principalmente em aplicações que exigem maior qualidade, como a panificação. 

E o pãozinho?

Na outra ponta da cadeia, as padarias também não conseguem repassar integralmente a alta da farinha. Segundo Alex Martins, presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), o aumento do trigo ocorrido no início do ano já provocou reajustes de até 15%, mas a capacidade de repasse é limitada pela sensibilidade do consumidor ao preço. 

Martins estima que o preço do trigo tenha subido entre 12% e 15% neste ano, bem acima dos aumentos mais próximos de 5% em períodos considerados normais, explicou. Para as padarias, a farinha representa entre 20% e 30% dos custos, dependendo do perfil de produtos vendidos.

Segundo ele, o pão francês seria o produto mais afetado, já que a farinha é responsável por cerca de 70% da receita, além da água e do fermento. Já produtos como pizzas, sanduíches, croissants e outros pães têm mais ingredientes e maior valor agregado.  

“O pão francês é um produto popular. Se for repassar tudo, a gente perde cliente. O cliente geralmente está trocando um produto mais caro por outro produto mais barato, e a gente tem visto uma evolução na venda do pão francês”, disse. 

Segundo Martins, a tendência é que o reajuste no preço do pão francês fique limitado a 4%, como forma de reduzir a resistência dos consumidores. Os demais produtos de padaria que utilizam farinha de trigo, considerados menos essenciais, devem concentrar uma parcela maior dos repasses. Isso ocorre porque o pão francês funciona como um dos principais atrativos das padarias, contribuindo para a venda de outros produtos. 

“Infelizmente, temos tido muitos aumentos no preço do trigo, que a padaria não consegue repassar integralmente. Essa margem já vem caindo há alguns anos dentro das padarias, e percebemos isso. A margem ficou tão pequena que, se não houver um trabalho muito correto de gestão e controle, hoje não é possível ter o mínimo de lucratividade dentro da padaria”, disse Martins. 

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Justiça de SP autoriza penhora de parte da produção do Grupo Itajobi

O Grupo Itajobi, dono das usinas de açúcar e álcool Itajobi, Carolo e Rio Pardo, poderá ter parte da produção diária das três unidades penhorada para o pagamento de uma dívida com um de seus credores. A decisão foi tomada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em meio às negociações do grupo para reorganizar uma dívida de R$ 3,76 bilhões.

A decisão é do desembargador Rui Cascaldi e atende a um pedido da VA&E Trading do Brasil. Com o novo entendimento, volta a valer, em parte, a possibilidade de penhora de 15% da produção diária das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo.

Na prática, isso significa que uma parcela da produção poderá ser destinada ao pagamento da dívida com a credora, mesmo enquanto o Grupo Itajobi tenta negociar um acordo com os demais credores.

O desembargador também afirmou que, neste momento, as empresas do grupo não apresentaram as condições necessárias para obter a proteção de uma recuperação judicial. Segundo ele, é preciso demonstrar, entre outros pontos, que a empresa tem condições de continuar funcionando e apresentar de forma transparente sua situação financeira.

A decisão também levou em consideração, segundo o magistrado, o risco de prejuízo para a VA&E Trading caso a cobrança permanecesse suspensa.

O Grupo Itajobi tenta chegar a um acordo com seus credores sem entrar, por enquanto, em recuperação judicial em um processo que envolve aproximadamente 4 mil credores. A estratégia do grupo é negociar uma forma de reorganizar os pagamentos e manter as atividades das usinas enquanto busca uma solução para o endividamento.

Em nota, o escritório Martinez & Associados, que representa o Grupo Itajobi, criticou a decisão. A defesa afirma que a proteção contra cobranças foi solicitada para beneficiar todos os credores.

“A restauração de atos de constrição em favor de um só credor rompe a paridade de tratamento que é o pressuposto de qualquer negociação coletiva e transfere aos demais o custo de uma vantagem individual”, disse a defesa, em nota à imprensa.

Segundo o escritório, permitir que a VA&E Trading tenha acesso à produção antes dos demais credores pode dificultar o acordo que está sendo negociado.

A defesa também afirmou que a decisão pode afetar a audiência de conciliação marcada para 24 de agosto, quando o grupo e os credores deverão discutir alternativas para a dívida.

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Grupo Maringá investe R$ 120 milhões em geração de energia com biomassa

A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, iniciou a operação da Maringá Energia II, segunda etapa do projeto de geração de energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar. A expansão recebeu investimento de R$ 120 milhões.

O projeto integra as operações agrícola, industrial e energética da Usina Jacarezinho, utilizando o bagaço da cana-de-açúcar como fonte para a produção de eletricidade. A iniciativa amplia a geração de energia da unidade e incorpora uma nova etapa ao aproveitamento dos subprodutos do processo de produção de açúcar e etanol.

Segundo o grupo, a etapa dobra a capacidade de cogeração da unidade, que passa a contar com 50 MWh de potência instalada. Desse total, 35 MWh serão destinados à exportação de energia.

A primeira etapa da Maringá Energia entrou em operação em 2021, quando o Grupo Maringá iniciou as atividades de geração e comercialização de energia elétrica. 

A expansão ocorre no ano em que a Usina Jacarezinho completa 80 anos de atividade. De acordo com o Grupo Maringá, a unidade acompanha a evolução do setor sucroenergético e mantém investimentos voltados à produção de açúcar, etanol e energia.

Grupo Maringá

O Grupo Maringá atua nos setores de bioenergia e alimentos, mineração e siderurgia. Na área de bioenergia, produz açúcar, etanol, levedura e energia. Na mineração, trabalha com prospecção, pesquisa e extração de minério de manganês. Já na siderurgia, produz ferroligas de manganês utilizadas na fabricação de aço.

A Usina Jacarezinho e a Maringá Energia operam de forma integrada na produção de alimentos e energia a partir da atividade sucroenergética, com comercialização nos mercados nacional e internacional.

Na área de siderurgia, o grupo atua há mais de 40 anos por meio da Maringá Ferro-Liga S/A, localizada em Itapeva (SP). Em 2021, o grupo fundou a Mineração Moema, no Pará, responsável pelo fornecimento de minério de manganês de alto teor para a produção de ferroligas.

Com a Maringá Energia II, o Grupo Maringá amplia a estrutura de geração de eletricidade da Usina Jacarezinho e dá continuidade ao projeto iniciado em 2021.

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Oferta menor de gado deve sustentar preços do boi no segundo semestre

A menor disponibilidade de gado deve ser um dos principais fatores de sustentação dos preços do boi gordo no segundo semestre, em um momento de mudança no ciclo pecuário brasileiro e de redução no ritmo de abates. A avaliação é da StoneX, que aponta que a oferta mais restrita de animais pode limitar os efeitos da menor demanda externa sobre as cotações.

Depois de um primeiro trimestre marcado por abates acelerados, a oferta de animais começou a se contrair a partir do segundo trimestre. O movimento ganhou força em julho e já se refletiu nos preços do boi gordo no mercado físico e também na formação dos contratos futuros.

Com menos animais disponíveis, os pecuaristas recuperaram poder de negociação, depois de um período em que a indústria tinha maior capacidade de pressionar os preços. A mudança ocorre em meio à chamada virada do ciclo pecuário, caracterizada pela redução da oferta de animais para abate após um período de maior disponibilidade.

De acordo com a consultoria, a menor oferta eleva o custo da matéria-prima ao mesmo tempo em que o setor precisa administrar o escoamento da carne em um ambiente de mudanças na demanda externa.

“O mercado doméstico continua firme e outros destinos podem ganhar espaço, mas a redução dos embarques para alguns mercados relevantes tende a aumentar a necessidade de redirecionamento da produção”, informou a Stonex.

A StoneX avalia que agosto, setembro e outubro devem concentrar uma parcela importante dos ajustes do mercado. A expectativa é de que a menor disponibilidade de animais continue dando suporte às cotações, enquanto a indústria busca alternativas para absorver a produção de carne.

A dinâmica também pode alterar o comportamento tradicional do mercado no segundo semestre. Historicamente, o período entre julho e outubro ganha relevância com a maior participação do gado de confinamento. Neste ano, porém, a oferta mais restrita de animais coloca maior peso sobre a disponibilidade de gado na formação dos preços.

Nesse cenário, a evolução das exportações continuará sendo importante, mas não será o único fator determinante para o mercado. A relação entre oferta de animais, demanda doméstica e capacidade de absorção dos mercados externos deverá definir o comportamento das cotações ao longo dos próximos meses.

Cota chinesa adiciona pressão sobre exportações

Além da menor oferta de gado, o mercado brasileiro terá de lidar com uma redução significativa no fluxo de carne bovina para a China nos próximos meses. Segundo a StoneX, o Brasil embarcou cerca de 83 mil toneladas para o país asiático em julho, queda de 48% em relação a junho e recuo de magnitude semelhante ante julho de 2025.

Com isso, o volume acumulado entre novembro de 2025 e julho de 2026 chegou a 1,172 milhão de toneladas, acima da cota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China. Parte dos embarques realizados em julho ainda é considerada residual, formada por negócios fechados antes do esgotamento da cota.

A China respondeu por cerca de 36% das exportações brasileiras de carne bovina em julho, ante aproximadamente 50% entre janeiro e junho. No total, o Brasil embarcou 228 mil toneladas de carne bovina no mês, 18% menos que em junho.

A expectativa é de que o impacto do preenchimento da cota fique mais evidente entre agosto e outubro, quando o volume residual deve se esgotar e os embarques para a China podem se aproximar do mínimo.

A retomada deve ocorrer a partir de novembro, quando os novos embarques passam a ser contabilizados na cota de 2027. Como a internalização da carne na China leva entre 45 e 60 dias, a indústria deve começar a se preparar para essa retomada ainda em outubro, antecipando a compra de animais.

Para a StoneX, a experiência de 2026 também pode mudar a estratégia do setor nos próximos anos. A antecipação dos embarques para preencher a cota tende a se consolidar, alterando a sazonalidade das exportações e podendo influenciar a disponibilidade de carne no mercado brasileiro e a formação dos preços.

Ainda assim, para o segundo semestre de 2026, a oferta de animais deve continuar sendo um dos principais pontos de atenção. A menor disponibilidade de gado pode reduzir a intensidade do impacto causado pela queda dos embarques para a China e ajudar a sustentar as cotações do boi gordo.

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Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa

 

As preocupações com a queda na produção global de açúcar impulsionaram os preços futuros do açúcar na sessão desta sexta-feira (07) na Bolsa de Nova York. O vencimento futuro para entrega em outubro teve ganho de 5,65% e fechou cotado em 16,45 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, os contratos do açúcar ampliaram hoje a forte alta desta semana, com o açúcar em Nova York atingindo a máxima em 10 meses e o açúcar em Londres a máxima em 11 meses.

Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar na União Europeia e no Reino Unido deve cair para 14,98 milhões de toneladas neste ano devido à seca e ao clima quente na Europa, que pode alcançar o menor nível desde 2015.

A StoneX destacou que os números continuam confirmando que a produção brasileira está se encaminhando para 38,8 milhões de m³ ao final da safra, conforme previsto em nossas estimativas. A analista da consultoria, Leticia Correa, aponta que a desaceleração em meados de junho não demonstra reversão da tendência, e o mix mais etanoleiro deve manter-se para o total da safra.

“Para as próximas quinzenas, podemos esperar que o mix volte-se mais para o açúcar devido à recuperação de seus preços, o que fez com que a curva de paridade entre o açúcar e o biocombustível se invertendo ao longo de julho”, informou.

 

Café

A cotação futura do café arábica encerrou o dia com fortes ganhos e atingiu a maior cotação em uma semana na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro registrou queda de 3,20% e precificado em U$S 3,15 por libra-peso.

Barchart, os preços do café estão subindo hoje, com o Arábica registrando forte alta e atingindo a maior cotação em uma semana. “A queda de hoje no índice do dólar para a mínima em sete semanas é um fator positivo para os preços do café”, destacou a análise do Barchart.

O mercado também acompanha a oferta de café Arábica continua a diminuir, com os estoques monitorados pelo ICE caindo para a menor cotação em dois anos e meio na sessão anterior.

Cacau

No caso do cacau, a sessão praticamente estável e com o contrato para entrega em setembro encerrou o dia com leve ganho de 0,10% e negociado em US$ 5,782 por tonelada.

O barchart apontou que o mercado segue acompanhando os sinais de aumento da oferta de cacau proveniente de Gana. A agência reguladora de cacau de Gana informou na quarta-feira que 750 mil toneladas de cacau foram colhidas para a safra 2025/26, que termina no final deste mês, um aumento de 25,6% em relação às 597.000 toneladas da safra 2024/25.

O aumento dos estoques de cacau também é um fator baixista para os preços, depois que os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em dois anos, chegando a 3.384.965 sacas na quarta-feira.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com alta de 1,49% e precificado em 84,40 centavos de dólar a libra-peso.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que as condições ainda estão bem abaixo dos níveis do ano passado e apresentou deterioração na semana passada, com a safra na fase de formação de botões florais e cápsulas.

O departamento ainda destacou que o progresso está dentro da média, com a formação das cápsulas e o fechamento dos botões florais ocorrendo em ritmo normal. Previsões e relatos de chuvas esparsas a isoladas nas áreas produtoras de algodão continuam para o Delta e o Sudeste.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 5,85% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

De acordo com o Jack Scoville, price futures, os contratos futuros fecharam em baixa ontem e as tendências estão se revertendo nos gráficos diários, mas podem estar atingindo o pico no curto prazo. O tempo ainda está seco na Flórida.

A previsão para a próxima safra é de tempo seco, mas típico da estação, e algumas chuvas já estão sendo relatadas. O clima é considerado bom para a produção no México, mas está seco no Brasil. Ainda há relatos de chuvas isoladas no leste do Brasil, mas muitas áreas estão secando sazonalmente.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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