Categorias
agro destaque_home

Seleon projeta crescimento de até 20% em meio à expansão da pecuária

A valorização da pecuária brasileira e a crescente demanda por animais mais produtivos têm impulsionado o mercado de genética bovina no país. Nesse cenário, a Seleon projeta crescimento entre 15% e 20% em volume de negócios em 2026, apoiada pela expansão da inseminação artificial, pela valorização do bezerro e pelo avanço das exportações de material genético brasileiro.

Segundo o diretor da empresa, Bruno Grubisich, a companhia vem registrando uma trajetória de crescimento acima da média do mercado e já responde por cerca de 20% do sêmen bovino produzido no Brasil.

“Nos últimos cinco anos tivemos um crescimento bastante expressivo. Hoje a Seleon possui aproximadamente 20% do market share do sêmen bovino produzido no país, o que nos coloca em uma posição de liderança”, afirma.

A empresa mantém atualmente 140 touros importados dos Estados Unidos, considerados a maior concentração do país para raças como Angus, Holandês e Jersey. Apenas no segmento Angus, a companhia produziu cerca de 1 milhão de doses de sêmen nos últimos 12 meses, registrando crescimento superior a 100% em relação ao período anterior. No leite, a expansão também foi significativa, com aumento superior a 50% no volume de sêmen da raça Holandesa comercializado no último ano.

Para atender à demanda crescente, a Seleon vem ampliando sua estrutura produtiva. “A cada ano aumentamos o número de piquetes, ampliamos a capacidade da central e investimos em novos equipamentos para acompanhar esse crescimento”, destaca Grubisich.

O executivo avalia que a inseminação artificial tem acompanhado a valorização da pecuária nacional e se tornou um dos principais indicadores do avanço tecnológico dentro das fazendas. Segundo ele, o aumento dos preços dos bezerros está diretamente relacionado ao uso de genética superior.

O bezerro valorizado é justamente aquele com uma carga genética diferenciada. Ele passa necessariamente por processos como inseminação artificial, transferência de embriões e melhoramento genético”, afirma.

Além do mercado interno, a genética brasileira vem ganhando espaço no exterior. Atualmente, a Seleon exporta para mais de 35 países e está habilitada a atender praticamente todos os mercados que importam genética bovina brasileira. De acordo com Grubisich, as exportações de sêmen zebuíno praticamente dobraram no último ano, sendo que cerca de 30% desse volume foi produzido pela empresa.

“O Brasil se tornou uma referência mundial em pecuária tropical. Países da América Central, África e Ásia buscam genética adaptada às suas condições e encontraram no Brasil um fornecedor confiável”, afirma.

Entre os materiais mais procurados estão o Nelore, principal raça de corte do país, o Gir Leiteiro e o Girolando. Para o executivo, este último tem se destacado por reunir alta produtividade leiteira e adaptação ao clima tropical.

“Quando recebemos missões internacionais, percebemos que o Girolando é um dos animais mais procurados. É uma solução desenvolvida no Brasil para a produção de leite em regiões tropicais e que vem ganhando protagonismo dentro e fora do país”, afirma.

Com a profissionalização crescente da pecuária brasileira e o avanço das tecnologias reprodutivas, a expectativa da empresa é manter o ritmo de expansão. “A inseminação artificial cresce entre 10% e 15% ao ano e acreditamos que o Brasil será cada vez mais um hub mundial de genética para a pecuária tropical”, conclui Grubisich.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Agtech gaúcha recompra participação e busca editais para crescer

A agtech gaúcha Zeit, especializada em tecnologias para análises laboratoriais do agronegócio, iniciou a recompra da participação de investidores que entraram nos primeiros anos da operação. 

A estratégia acompanha uma nova fase da companhia, que pretende financiar sua próxima fase de crescimento por meio de editais e programas de fomento à pesquisa. 

Fundada em 2019 por pesquisadores da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), a Zeit projeta faturar R$ 5 milhões em 2026, ampliar a equipe e expandir a atuação para países da América do Sul. 

Segundo o cofundador da empresa, Renan Buque Pardinho, a decisão busca concentrar nas mãos dos sócios fundadores as definições sobre os rumos do negócio. 

“Enquanto muitas startups procuram investidores para crescer, nós estamos fazendo o caminho inverso. Entendemos que, para o momento da empresa, faz mais sentido buscar recursos de fomento e manter a autonomia para desenvolver as tecnologias no ritmo que o mercado exige”, afirma. 

Segundo os fundadores, o desenvolvimento das tecnologias exige ciclos mais longos de pesquisa e validação, o que nem sempre se encaixa nos prazos de retorno esperados por investidores de startups. Por isso, o ciclo de maturação das chamadas deeptechs, empresas de base científica e tecnológica, costumam demandar mais tempo para transformar pesquisa em produto e receita. 

Para sustentar esse crescimento, a Zeit recorreu a programas de apoio à inovação. Ao longo da trajetória, a empresa captou cerca de R$ 6 milhões em recursos não reembolsáveis por meio de editais de instituições como Finep, Sebrae e Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). 

Do laboratório para o campo 

Nos laboratórios da UFSM, a ideia da empresa surgiu a partir da percepção de que análises laboratoriais essenciais para diferentes cadeias do agronegócio poderiam levar dias para ficar prontas, atrasando operações e aumentando custos. 

Durante o período de doutorado, os fundadores identificaram casos em que cargas aguardavam a emissão de laudos para seguir viagem, gerando prejuízos relevantes para empresas do setor. A partir dessa demanda, nasceu a proposta de aproximar os laboratórios das operações produtivas. 

Hoje, a Zeit desenvolve equipamentos e sistemas capazes de realizar análises em poucos minutos em unidades industriais ou, ainda, diretamente do campo, reduzindo a necessidade de envio de amostras para laboratórios convencionais. 

Entre as soluções está a Nira, plataforma utilizada para análises rápidas de grãos, alimentos e insumos agrícolas. Segundo a empresa, a base de clientes da ferramenta cresceu cerca de 300% neste ano. 

Expansão 

Atualmente, a companhia atua em cinco estados brasileiros e atende clientes de diferentes segmentos do agronegócio. A expectativa é ampliar a presença no mercado nacional e iniciar uma expansão para países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Uruguai. 

Além do crescimento comercial, a empresa também pretende ampliar a equipe de pesquisadores e profissionais ligados ao desenvolvimento tecnológico. 

Para Pardinho, a estratégia de expansão está diretamente ligada à manutenção do perfil científico da companhia. 

“Nosso objetivo é continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento sem abrir mão da capacidade de decidir os próximos passos da empresa. A tecnologia que desenvolvemos nasceu da ciência e queremos que ela continue sendo o principal motor de crescimento da Zeit”, complementa. 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Empresas globais de alimentos adotam agricultura regenerativa; entenda

A agricultura global e a cadeia de suprimentos de alimentos respondem por quase um terço das emissões globais de gases de efeito estufa, sendo que as fazendas são responsáveis por quase metade dessas emissões.

Ao mesmo tempo, a agricultura é um dos setores mais ameaçados pelas mudanças climáticas, com a expectativa de que o aumento das temperaturas devaste culturas agrícolas em diversas partes do mundo.

“Nunca foi tão evidente que nosso sistema alimentar precisa ser consertado”, afirmou Chuck de Liedekerke, CEO e cofundador da Soil Capital, empresa belga que remunera agricultores por reduzirem suas emissões de carbono e melhorarem a qualidade do solo por meio de práticas de agricultura regenerativa focadas na restauração da terra.

“Há séculos estamos esgotando a fertilidade natural dos nossos solos”, disse. “Se for possível investir, por meio de práticas regenerativas, na fertilidade dos solos, todo o sistema se torna mais resiliente.”

O solo pode armazenar o carbono absorvido pelas plantas. Segundo Liedekerke, o carbono estocado no solo é “um dos principais motores da fertilidade” e aumenta a retenção de água, o que pode tornar as lavouras mais resistentes à seca. No entanto, quando há o uso de máquinas pesadas nas lavouras, o solo libera parte desse carbono de volta para a atmosfera.

Os agricultores que trabalham com a Soil Capital se comprometem a aumentar os níveis de carbono em seus solos por meio de práticas regenerativas. Entre elas estão a redução da movimentação do solo e do uso de fertilizantes químicos, o aumento da diversidade de plantas, o cultivo de culturas de cobertura entre as safras comerciais e o plantio de árvores e outras vegetações nas propriedades.

A empresa monitora a quantidade de carbono armazenada nos solos e emite certificados referentes às melhorias registradas. Esses certificados são vendidos a empresas parceiras da Soil Capital e cada um equivale à redução ou remoção de uma tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), permitindo que essas companhias compensem parte de suas emissões.

Os certificados custam entre 20 e 60 euros, e os agricultores recebem 70% da receita obtida com a venda. “O que impede muitos produtores de adotar a agricultura regenerativa é o risco que precisam assumir em um contexto de margens muito apertadas”, afirmou Liedekerke. “Por isso, um incentivo financeiro é hoje o fator mais importante para promover mudanças em larga escala.”

Em abril, a Soil Capital anunciou uma parceria plurianual com a Nestlé, maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. A Nestlé pretende obter 50% de seus principais ingredientes de agricultores que utilizem práticas regenerativas até 2030. Segundo os dados mais recentes da companhia, o fornecimento de ingredientes responde por mais de 70% de suas emissões totais de gases de efeito estufa.

“Estamos investindo na saúde de longo prazo da nossa base de fornecimento, fortalecendo a resiliência e focando no solo”, afirmou Anita Wälz, responsável pela área de sustentabilidade da Nestlé na Europa, na ocasião do anúncio.

A agricultura regenerativa também vem ganhando espaço em outros segmentos. Em maio, as fabricantes de bebidas Carlsberg e Diageo estiveram entre as 40 organizações que assinaram uma declaração de intenções para ampliar a adoção da agricultura regenerativa em suas cadeias de suprimentos, por meio de um programa desenvolvido pela plataforma Sustainable Agriculture Initiative.

A Unilever pretende implementar práticas regenerativas em mais de 1 milhão de hectares até 2030. Já a PepsiCo quer adotar essas práticas em cerca de 4 milhões de hectares de áreas que produzem os ingredientes utilizados pela empresa no mesmo período.

Outras companhias também atuam no mercado de créditos de carbono vinculados ao solo, como a dinamarquesa Agreena, que se apresenta como o maior programa de carbono do solo da Europa.

Barreiras à adoção

De acordo com a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o sequestro líquido de carbono em solos agrícolas poderia compensar cerca de 4% das emissões globais anuais de gases de efeito estufa causadas pela atividade humana ao longo do restante do século.

Mas nem todos estão convencidos de que a agricultura regenerativa possa contribuir de forma significativa para mitigar as mudanças climáticas.

“A ideia de que será possível sequestrar grandes quantidades de carbono em solos agrícolas em produção me parece improvável”, afirmou Timothy Searchinger, diretor técnico para agricultura, florestas e ecossistemas do World Resources Institute.

Segundo ele, o uso de culturas de cobertura “pode sequestrar uma pequena quantidade de carbono ao longo do tempo”, mas atualmente essas culturas ocupam menos de 4% das áreas agrícolas dos Estados Unidos e enfrentam obstáculos para uma adoção mais ampla, incluindo custos e o curto período disponível para o estabelecimento das plantas antes do inverno.

Searchinger acrescentou que também existe debate científico sobre até que ponto o plantio direto contribui para aumentar os estoques de carbono no solo. Nos Estados Unidos, a maioria dos agricultores que adota o sistema sem revolvimento do solo ainda revolve o solo de forma periódica, o que, segundo ele, tende a anular boa parte dos benefícios relacionados ao armazenamento de carbono.

“São boas práticas, mas não fazem grande diferença para o clima”, disse Searchinger, ressaltando, porém, que a agricultura regenerativa pode reduzir a erosão, melhorar a retenção de água e elevar a qualidade hídrica.

Liedekerke argumenta que os benefícios potenciais da agricultura regenerativa vão além da questão climática. Além do carbono, a Soil Capital monitora indicadores relacionados à saúde do solo, biodiversidade e gestão da água.

“Não se trata apenas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Queremos aumentar a fertilidade do solo”, afirmou. “Se não há fertilidade, não há fazendas. Se não há fazendas, não há alimentos.”

Atualmente, a empresa apoia 1,8 mil agricultores em uma área de 500 mil hectares distribuída por seis países. Segundo Liedekerke, a meta é alcançar 10 milhões de hectares nos próximos dez anos.

“Acredito que, dentro de dez anos, a agricultura regenerativa poderá ser a norma”, disse. “Acabamos de cruzar a linha de partida, então ainda há muito progresso empolgante pela frente.”

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Governo elevará teor de etanol na gasolina para 32%, afirma Alckmin

A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), segundo afirmou neste sábado (20) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. 

A declaração foi feita durante a entrega da primeira fase da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070, em Primavera do Leste (MT). 

Até o momento, a expectativa do setor era de que o aumento da mistura fosse analisado pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em reunião marcada para 24 de junho. A possível elevação do etanol na mistura da gasolina é aguardada há meses pela indústria de biocombustíveis, que defende o avanço da mistura como forma de ampliar a demanda pelo combustível renovável. 

Segundo Alckmin, a medida tem potencial para reduzir o preço da gasolina ao consumidor, além de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética. 

“A gasolina que tinha 27,5% de etanol, o presidente Lula passou para 30%, e agora, na quarta-feira, passa para 32% de etanol. Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer DDG para ração animal”, afirmou.

No evento, Alckmin também citou ações voltadas ao financiamento do setor agropecuário. De acordo com ele, o programa Moderfrota Agro registrou crescimento de 9,2% e contará com R$ 14 bilhões destinados ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, incluindo tratores, implementos e colheitadeiras.

Segundo o vice-presidente, os recursos deverão começar a ser disponibilizados na próxima semana por instituições como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e agentes privados de crédito.

Alckmin também afirmou que o governo pretende avançar nas negociações para ampliar as exportações de carne bovina.

“Vamos trabalhar para equacionar a questão da carne [com a União Euorpeia]. A China já colocou o Brasil como livre da febre aftosa na recepção da carne, e vamos trabalhar para resolver com a Europa, para esclarecer. Temos até setembro para fazer isso e exportar mais carne. E estamos trabalhando para equacionar melhor as questões estadunidenses”, disse.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Austrália confirma caso de gripe aviária em ave silvestre migratória

A Austrália confirmou a primeira detecção em seu território da cepa H5 de gripe aviária altamente patogênica neste sábado (20), após confirmação laboratorial realizada pelo ACDP (Centro Australiano para Preparação contra Doenças) e anúncio do governo local.

O vírus foi identificado em um mandrião-pardo, uma ave marinha migratória encontrada doente em uma área isolada do sul da Austrália Ocidental no dia 14 de junho. As autoridades australianas ainda estão analisando amostras de um petrel-gigante doente, encontrado na mesma região. 

As duas espécies são migratórias e ocasionalmente visitam o sul do país.

Até o momento, não foram registrados casos da doença em aves de criação, nem há evidências de mortalidade em outras espécies associadas ao vírus, segundo Camberra. 

De acordo com o governo australiano, a ocorrência não altera o status do país como livre de influenza aviária altamente patogênica em plantéis comerciais, conforme os padrões internacionais.

O governo afirmou que irá ampliar a vigilância para identificar a possível extensão da infecção entre animais silvestres.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Sicredi amplia monitoramento tecnológico em lavouras financiadas

O Sicredi e a Corvian, marca de tecnologia da Farmers Edge, firmaram um acordo estratégico para ampliar o monitoramento de áreas agrícolas financiadas pela instituição financeira cooperativa durante a safra 2026/2027.

A iniciativa prevê o acompanhamento de campo de aproximadamente 3,5 milhões de hectares cultivados, abrangendo cerca de 100 mil operações de custeio agrícola e aproximadamente 70 mil associados. Segundo as empresas, a cobertura corresponderá a cerca de 85% da carteira de crédito agrícola do Sicredi.

De acordo com a Corvian, o objetivo é fornecer maior visibilidade operacional, apoio à gestão de riscos e suporte às exigências regulatórias relacionadas às operações de crédito rural. A empresa afirma que o monitoramento contínuo busca complementar métodos tradicionais de acompanhamento das carteiras agrícolas, que frequentemente dependem de vistorias presenciais e informações fornecidas pelos produtores.

“Essa visibilidade permite decisões de risco mais precisas em escala nas carteiras de seguros e crédito”, afirmou Guilherme Belardo, diretor-geral da Corvian para a América Latina.

A parceria visa auxiliar a tomada de decisão das cooperativas por meio de informações sobre as áreas produtivas e o desempenho dos produtores, além de “promover a redução de risco de carteira, principalmente os ligados a irregularidades e intempéries climáticas, com a utilização dos dados gerados para atendimento a normas, apoio em soluções diversas como Proagro e Seguro, precificação e análises de risco, entre outras”, segundo a companhia.

Entre os recursos previstos estão relatórios regulatórios automatizados e preparados para auditorias, com atualização de dados e integração aos sistemas de compliance da instituição. 

A solução também prevê ferramentas para identificação de possíveis irregularidades, monitoramento de fragilidades operacionais e acompanhamento de eventuais dificuldades de produção.

O acordo inclui ainda mecanismos de supervisão contínua das áreas financiadas, permitindo o acompanhamento das lavouras desde o plantio até a colheita. Segundo as empresas, a tecnologia poderá auxiliar na identificação antecipada de áreas não plantadas, alterações de cultura e perdas de janelas de plantio.

Para os próximos anos, a expectativa da Corvian é ampliar o número de culturas monitoradas e aprimorar os indicadores relacionados a riscos sociais, ambientais e climáticos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Cosan antecipa pagamento de R$ 2,8 bilhões em dívidas

A Cosan antecipou o pagamento de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em dívidas como parte de sua estratégia de redução do endividamento. A informação consta em comunicado divulgado pela companhia à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

As operações envolveram o resgate antecipado integral da 1ª Série da 11ª Emissão de Debêntures e a aquisição facultativa de títulos da 5ª Emissão de Debêntures e da 1ª Série da 4ª Emissão de Notas Comerciais.

O maior desembolso ocorreu no resgate da 1ª Série da 11ª Emissão de Debêntures, que somou cerca de R$ 1,6 bilhão. A companhia também adquiriu 569.428 debêntures da 5ª Emissão, em uma operação de aproximadamente R$ 588 milhões, e recomprou a totalidade das 550 mil notas comerciais da 1ª Série da 4ª Emissão, ao custo de cerca de R$ 595,4 milhões.

Segundo a Cosan, os valores incluem principal, juros e os prêmios pagos aos investidores pela liquidação antecipada dos papéis.

A companhia afirmou que a operação contribui para reduzir os vencimentos concentrados em 2028 e ampliar o prazo médio de sua dívida. O movimento faz parte de um conjunto de medidas voltadas à otimização da estrutura de capital e ao fortalecimento da posição financeira da empresa.

Ainda de acordo com o comunicado, considerando também as operações realizadas no primeiro trimestre deste ano, a Cosan já efetuou o pré-pagamento de aproximadamente R$ 8,8 bilhões em principal ao longo de 2026.

A empresa informou que continua avaliando novas alternativas para antecipar passivos financeiros e reduzir seu nível de endividamento.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

China confirma esgotamento da cota para carne bovina da Austrália

O MOFCOM (Ministério do Comércio da China) informou nesta sexta-feira (19) que as importações de carne bovina da Austrália atingiram 100% da cota anual prevista nas medidas de salvaguarda em 18 de junho de 2026. A informação consta na Circular nº 43 de 2026, publicada pelo Departamento de Defesa Comercial do governo chinês.

De acordo com o comunicado, a carne bovina australiana importada sob o regime de salvaguarda alcançou o limite estabelecido pelo Anúncio nº 87 de 2025. Com isso, a partir de 20 de junho de 2026, passará a ser aplicada uma tarifa adicional de 55% sobre os embarques australianos, além da alíquota atualmente em vigor.

No início de junho, as importações de carne bovina da Austrália haviam atingido 90% do volume autorizado para o ano. Na ocasião, o Ministério informou que, uma vez alcançado o limite de 100%, a tarifa adicional seria acionada a partir do terceiro dia subsequente.

A medida faz parte do mecanismo de salvaguarda previsto no acordo comercial entre China e demais países parceiros, que estabelece limites anuais para determinados produtos agropecuários. Quando o volume importado supera a quantidade definida, tarifas adicionais são automaticamente aplicadas sobre os embarques excedentes.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Irani aprova projetos de expansão e aumento de capital social

A Irani Papel e Embalagem, por meio de assembleia geral extraordinária, aprovou a execução do Projeto Gaia XII, de Expansão Papel MG, que prevê investimentos de R$ 514 milhões em capex (despesas de capital) bruto e R$ 453 milhões em capex líquido. O cronograma prevê a conclusão do projeto até 2029.

A iniciativa contempla a reforma completa de máquinas, implantação de novo sistema, caldeira, estação de tratamento de efluentes, além da implantação de um novo sistema de automação e melhorias na infraestrutura da unidade, alinhando-a aos padrões das demais operações da companhia.

Segundo a empresa, o projeto deverá ampliar a capacidade produtiva da unidade em aproximadamente 36 mil toneladas por ano. A expectativa também é de ganhos relacionados à qualidade e ao desempenho dos papéis produzidos, com redução de gramatura, além de melhorias de eficiência operacional, incluindo redução dos custos com vapor e energia.

Além do projeto em Minas Gerais, o Conselho de Administração aprovou conceitualmente a estratégia do próximo ciclo de investimentos da companhia, denominado Plataforma Neos. A iniciativa prevê crescimento orgânico por meio da construção de duas novas plantas de embalagens e de uma nova máquina de papel. A companhia manteve valores e detalhes em sigilo. 

Segundo a deliberação, o conselho autorizou a diretoria a dar continuidade aos estudos para viabilização da Plataforma Neos. Cada investimento ou projeto integrante do novo ciclo deverá ser submetido futuramente ao Conselho de Administração para análise e aprovação específicas antes de sua execução.

Aumento de capital social

Paralelamente, a Irani aprovou um aumento de R$ 30 milhões em seu capital social por meio da capitalização de reservas de lucros

Segundo a companhia, a reunião contou com a participação de acionistas que representavam 57,24% das ações ordinárias emitidas. 

De acordo com a ata da assembleia, o aumento de capital foi realizado com recursos da reserva de retenção de lucros da companhia. A proposta recebeu 131,9 milhões de votos favoráveis, enquanto foram registrados cerca de 7 mil votos contrários e 21,2 mil abstenções. 

A operação não envolveu a emissão de novas ações. A mudança decorre do cancelamento de ações mantidas em tesouraria, medida que havia sido aprovada pelo Conselho de Administração em setembro de 2025.

Com as deliberações, o capital social da Irani passou a totalizar R$ 676,9 milhões, dividido em 230,5 milhões de ações ordinárias, todas nominativas e escriturais, sem valor nominal.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Suzano Holding aprova redução de capital social em R$ 356,1 milhões

A Suzano Holding, controladora da Suzano S.A, de papel e celulose, aprovou a redução do capital social da companhia em R$ 356,1 milhões, por considerar que o montante era excessivo em relação às necessidades de suas atividades. A decisão foi tomada de forma unânime em assembleia realizada nesta quinta-feira (18).

A operação será realizada por meio do cancelamento de 8,7 milhões de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, detidas por um grupo específico de acionistas, ou seja, de forma desproporcional, sem atingir a todos da mesma forma. Entre os acionistas envolvidos estão membros das famílias Guper e Feffer, além das holdings IPLF Holding e Polpar.

Com a redução, o capital social da Suzano Holding passará de R$ 7,79 bilhões, dividido em 367,6 milhões de ações ordinárias, para R$ 7,43 bilhões, representado por 358,8 milhões de ações ordinárias.

A efetivação da operação está condicionada ao cumprimento do prazo legal de 60 dias contados da publicação da ata da assembleia. Durante esse período, credores quirografários, ou seja, sem garantias específicas sobre seus créditos, poderão apresentar oposição à redução de capital. Caso ocorra uma contestação, a companhia deverá comprovar o pagamento ou realizar depósito judicial dos valores reclamados para concluir o processo.

Após a conclusão das etapas previstas, os acionistas que tiveram suas ações canceladas receberão restituição de capital no valor total de R$ 356,1 milhões, equivalente a R$ 40,60 por ação cancelada.

A devolução dos recursos não será realizada em dinheiro. Segundo a companhia, a restituição ocorrerá por meio da entrega de 8,7 milhões de ações ordinárias de emissão da Suzano S.A. atualmente detidas pela Suzano Holding. A relação de troca aprovada prevê a entrega de uma ação ordinária da Suzano S.A. para cada ação ordinária da Suzano Holding cancelada em decorrência da redução de capital.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.