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Seguro rural perde mais R$ 56,3 milhões após remanejamento no Orçamento

O governo federal remanejou R$ 56,3 milhões do orçamento previsto para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e direcionou os recursos para outra ação do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). A mudança foi oficializada em portaria publicada nesta segunda-feira (22) pelo MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento).

A medida cancela uma dotação destinada à concessão de subvenção econômica ao prêmio do seguro rural e abre crédito suplementar no mesmo valor para a ação de fomento ao setor agropecuário.

A portaria, porém, não especifica quais programas ou iniciativas serão beneficiados pelos recursos.

Na prática, o remanejamento não aumenta nem reduz o orçamento total do governo, mas transfere recursos de uma política pública para outra. A portaria também remaneja recursos de outros ministérios para atendimento de projetos das próprias pastas.

No caso do seguro rural, a mudança diminui os valores disponíveis para subsidiar a contratação de apólices por produtores rurais.

No entanto, a rubrica já havia recebido um corte anteriormente, de R$ 461,6 milhões para cumprimento das regras fiscais. Antes da movimentação, o orçamento disponível para o PSR já havia sido reduzido para R$ 529,4 milhões após o bloqueio fiscal anunciado pelo governo em maio.

Com a nova transferência de recursos para outra ação do Mapa, o orçamento destinado ao seguro rural cai para R$ 473,1 milhões em 2026. O valor fica abaixo dos R$ 581 milhões executados em 2025.

O programa é considerado uma das principais ferramentas de gestão de risco da atividade agropecuária. Por meio dele, o governo paga parte do valor do seguro contratado pelo produtor, reduzindo o custo da proteção contra perdas provocadas por eventos climáticos, como secas, geadas e excesso de chuvas.

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Café sobe 3,35% na bolsa de Nova York com atraso da colheita no Brasil

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro registrou alta de 3,35% e encerrou a sessão desta terça-feira (23) cotado em US$ 2,75 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, os preços do café arábica registraram forte alta e atingindo o maior valor em seis semanas.

“As chuvas que retornaram ao Brasil estão atrasando a colheita de café no país e impulsionando os preços do arábica”, informou o Barchart.

A empresa de meteorologia Climatempo informou na terça-feira que uma nova frente fria está trazendo chuvas para o sul do Brasil, impactando as atividades no campo e podendo afetar a qualidade da safra de café.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro finalizou o dia precificado em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 0,79%.

O Barchart ainda destacou que os preços do açúcar fecharam em alta, em meio a uma leve cobertura de posições vendidas, o que consolidou as perdas recentes.

O Barchart ainda destacou que a reabertura do estreito também deve reduzir as taxas de frete marítimo, os custos de seguro e os preços dos combustíveis, diminuindo assim os custos para os importadores de açúcar.

Cacau

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou em alta de 0,52% e precificado em US$ 4.645 por tonelada na bolsa de Nova York.

O Barchart ainda reportou que os preços do cacau ampliaram a forte alta da sessão passada nesta terça-feira e atingiram novas máximas em seis semanas. Os preços do cacau são sustentados pelas fortes chuvas na Costa do Marfim, que inundaram estradas e isolaram os agricultores em suas fazendas e portos.

“O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, informou.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira queda de 0,86% e precificado em 78,73 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de laranja

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,47%, fechando a US$ 1,51 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/camara-tem-dia-do-agro-para-votar-pautas-urgentes-do-setor/

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Alta do farelo de soja dá suporte aos preços do grão em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão desta terça-feira (23) praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento novembro registrou leve alta de 0,02%, fechando cotado a US$ 11,41 por bushel.

Segundo a consultoria Agrinvest, o mercado encontrou sustentação principalmente no farelo de soja, que avançou cerca de 1% nos contratos mais próximos. As negociações do governo argentino para evitar paralisações no setor também seguem no radar dos investidores.

O farelo tem ganhado destaque no mercado internacional, com os Estados Unidos ampliando sua participação nas exportações ao longo da atual temporada, especialmente para países da Europa.

Por outro lado, o óleo de soja continua pressionado pela queda das cotações do petróleo, fator que limitou um avanço mais consistente dos preços da oleaginosa em Chicago.

Milho 

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento de dezembro recuou 0,51%, negociado a US$ 4,37 por bushel. 

A consultoria Datagro informou que, apesar de terem iniciado o dia em alta, as cotações perderam fôlego ao longo da sessão diante das perspectivas favoráveis para a safra 2026/27 nos Estados Unidos. “O avanço do desenvolvimento das lavouras no Corn Belt e a previsão de condições climáticas adequadas para o cultivo reforçaram a pressão sobre os preços”, informou a consultoria. 

Além do clima, os investidores mantêm atenção voltada para o relatório anual de área plantada do USDA, previsto para a próxima terça-feira (30). A expectativa da Datagro é de que o órgão indique uma área cultivada com milho inferior aos 38,58 milhões de hectares estimados no relatório de intenção de plantio divulgado em março.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta terça-feira em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento setembro recuou 1,73%, fechando cotado a US$ 5,97 por bushel.

Segundo a consultoria Granar, a pressão sobre as cotações veio do avanço acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, aumentando a oferta do cereal no mercado.

Além disso, os investidores acompanham o início dos trabalhos de plantio em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte. O mercado também começa a ajustar posições para a temporada comercial 2026/27, que terá início oficialmente em 1º de julho.

 

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FPA deve se reunir com Hugo Motta por projeto de dívidas rurais

Integrantes da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) devem se reunir nesta terça-feira (23) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas rurais. A informação foi confirmada por fontes da bancada ruralista à CNN, mas o encontro ainda não consta na agenda oficial divulgada pela Presidência da Câmara.

A reunião ocorre em meio à ofensiva da FPA para acelerar a análise da proposta na Câmara, que é considerada uma das principais prioridades do setor antes do anúncio do Plano Safra 2026/27.

A avaliação dos parlamentares é que produtores endividados precisam ter uma definição sobre o alongamento das dívidas para conseguir acessar o crédito da próxima safra.

Nos bastidores, o encontro também busca reverter a sinalização dada por Hugo Motta de que a proposta não deve ser votada antes do recesso parlamentar.

O presidente da Câmara tem manifestado preocupação com os impactos fiscais do projeto e defende limites para medidas de socorro ao setor agropecuário.

O principal impasse envolve o custo da renegociação. O Ministério da Fazenda estima impacto de até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, enquanto a FPA calcula um valor próximo de R$ 65 bilhões no mesmo período.

A divergência tem travado as negociações entre governo e Congresso desde a aprovação do texto pelo Senado Federal, no último dia 10.

Parlamentares da bancada ruralista argumentam que o projeto tem caráter autorizativo e não cria obrigação imediata de execução orçamentária, tese que ganhou força após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que haveria espaço para avançar com uma solução negociada e que nao criasse um engessamento no orçamento.

A expectativa da FPA é que a conversa com Hugo Motta ajude a definir ao menos um calendário para a tramitação da proposta ainda antes do início do recesso legislativo, previsto para 18 de julho.

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Cota chinesa para carne bovina pode atingir 94,5% até o fim de junho

A cota de importação de carne bovina da China para 2026 deverá atingir 94,5% de preenchimento até o dia 30 de junho, segundo levantamento da Terra Investimentos.

Os dados indicam que o volume já internalizado pelo país asiático, somado às cargas em trânsito embarcadas pelo Brasil, deixa um saldo estimado de apenas 60,3 mil toneladas disponíveis dentro da cota anual.

A China estabeleceu para este ano uma cota de importação de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Até maio, as informações da GACC (Administração Geral das Alfândegas da China) mostram que 723,8 mil toneladas já haviam sido desembaraçadas nos portos chineses, o equivalente a 65,4% do limite anual.

Além do volume já confirmado pela GACC, a Terra Investimentos incorporou ao cálculo os embarques brasileiros registrados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Os dados apontam que 153,9 mil toneladas exportadas em maio devem chegar à China entre junho e julho, enquanto outras 168 mil toneladas projetadas para junho têm desembarque estimado entre julho e agosto.

Somando o volume já internalizado pela China e o chamado “pipeline” logístico conhecido entre maio e junho, o total comprometido alcança 1,045 milhão de toneladas, ou aproximadamente 94,5% da cota anual.

Segundo a análise elaborada por Geraldo Isoldi, da Mesa Agro da Terra Investimentos, o ritmo dos embarques sugere que o limite disponível para importações dentro da cota pode se esgotar rapidamente.

“Na nossa projeção, estaremos com 94,5% da cota preenchida até o dia 30 de junho”, afirma Isoldi.

O estudo estima que o esgotamento da cota nos portos brasileiros ocorra entre os dias 12 e 14 de julho. Considerando o intervalo médio de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada aos portos chineses, esse fluxo corresponderia a desembarques no país asiático entre o fim de agosto e o início de setembro.

A eventual saturação da cota é acompanhada de perto pelo mercado global de proteínas, já que importações realizadas após o preenchimento do limite ficam sujeitas a tarifas adicionais. O cenário pode influenciar decisões de compra de importadores chineses e estratégias comerciais de frigoríficos exportadores nos próximos meses.

A Terra Investimentos ressalta que o acompanhamento dos embarques de julho e agosto será decisivo para confirmar o momento exato de preenchimento da cota e os possíveis impactos sobre o fluxo comercial entre Brasil e China.

 

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Oferta da IG4 pela Raízen por ora é tratada como boato, diz Ometto

O presidente do conselho de administração ​da Raízen, o empresário Rubens ​Ometto, disse nesta segunda-feira que, por ora, não passa de boato do mercado financeiro o suposto interesse da gestora de private equity IG4 pela produtora de açúcar, etanol e distribuidora de combustíveis.

“Isso é o boato do mercado financeiro. ⁠O pessoal do ​mercado financeiro é muito criativo, mas não ​tem nada nesse sentido”, declarou ele em entrevista à ⁠Reuters, após evento no Rio ⁠de Janeiro.

Na semana passada, a Reuters informou, ​com ‌base em pessoas familiarizadas com as negociações, que o ⁠banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da Raízen, receberam ofertas não ‌vinculantes ⁠da gestora IG4 ‌para adquirir créditos e o controle da empresa.

IG4, Moelis e Journey Capital não quiseram comentar o assunto anteriormente.

Por ⁠outro lado, Ometto ainda se ⁠mostrou bastante otimista com a aprovação da proposta de reestruturação da ‌Raízen.

Segundo Ometto, esse acordo deve ocorrer “já, já”, e a empresa já está dando a volta por cima.

“A empresa é boa, organizada, gera caixa e não tem falcatrua”, ‌afirmou ele. “A Raízen tem problema de estrutura de capital, que está resolvido.”

A Raízen obteve, neste mês, apoio suficiente ⁠de credores e detentores de títulos para prosseguir com uma reestruturação extrajudicial que totaliza aproximadamente R$64,7 bilhões, a maior ​já registrada no país.

Ometto confirmou que o acordo prevê ​uma cisão entre as áreas de distribuição de combustíveis e geração de energia, produção de etanol, açúcar e biogás.

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Granja Faria poderá antecipar pagamento de emissão de R$ 200 milhões

Os investidores da primeira emissão de debêntures da Granja Faria aprovaram o resgate antecipado dos títulos, em uma operação que movimentou R$ 200 milhões quando foi lançada, em 2020. A medida permite que a companhia, que é uma das principais produtoras de ovos do Brasil, antecipe o pagamento da dívida antes do vencimento previsto para dezembro de 2026.

A decisão foi tomada em assembleia realizada com a participação dos debenturistas, da companhia e do agente fiduciário Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. 

A proposta foi aprovada por unanimidade pelos investidores presentes, que representavam a totalidade das debêntures em circulação da emissão.

Os títulos remuneram os investidores a uma taxa equivalente ao CDI mais 2,48% ao ano. Segundo os termos aprovados, os debenturistas receberão o valor nominal das debêntures, ou o saldo desse valor, acrescido da remuneração proporcional calculada até a data do resgate. Não haverá pagamento de prêmio adicional.

Durante a assembleia, o agente fiduciário informou que o resgate antecipado pode resultar em remuneração menor do que a inicialmente prevista para a operação, uma vez que os investidores deixarão de receber os rendimentos que seriam acumulados até o vencimento original dos títulos.

A emissão foi realizada em dezembro de 2020, com distribuição de 200 mil debêntures de R$ 1.000 cada. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o Valor Nominal Atual é de R$ 499,982002 por debênture.

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Clima e petróleo pressionam cotações futuras do milho na bolsa de Chicago

O contrato futuro para entrega para dezembro do milho finalizou a sessão desta segunda-feira (22) com desvalorização de 1,01% na Bolsa de Chicago, em que ficou cotado em US$ 4,39 por bushel.

De acordo com a análise da Royal Rural, os contratos trabalham pressionados em função da melhora das condições na área plantada nos Estados Unidos e também pela queda do petróleo. 

“As chuvas recentes ajudaram áreas importantes do Meio-Oeste e aliviaram parte do déficit de umidade. Isso tirou força da alta porque, neste momento, o mercado não enxerga um problema climático grande o suficiente para sustentar prêmio forte na tela”, informou a consultoria por meio de boletim diário.  

A consultoria ainda destaca que o ponto de virada será o verão americano. “Se o calor apertar e a seca sair de áreas isoladas para regiões de maior peso, Chicago pode mudar de direção rápido. Por enquanto, o clima ainda joga contra uma alta mais forte”, informou a Royal Rural.  

Soja 
 
A queda do petróleo o avanço do dólar impactaram as cotações futuras da soja nesta sessão na bolsa de Chicago. O contrato para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 11,41 por bushel e teve uma queda de 0,11%.  
 
O mercado também estava atento a divulgação do relatório semanal de progresso de safra americana pelo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) USDA e observavam possíveis novas compras de soja pela China.

Trigo 

O contrato do trigo para entrega em setembro registrou baixa de 1,06% e fechou o dia precificado em US$ 6,07 por bushel.

De acordo com o Trandings View, as cotações futuras tiveram baixas devido à queda do preço do petróleo bruto e à continuidade do tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, em meio ao progresso nas negociações entre EUA e Irã, o que reduziu os prêmios de risco de guerra. 

Além disso, a queda do preço do petróleo também indica frete marítimo mais barato, o que pode pressionar ainda mais os preços do trigo entregue. 

O mercado também acompanha a demanda do grão da União Europeia, os exportadores enfrentam um cenário mais desafiador, já que Marrocos deverá importar menos após a recuperação da seca, enquanto os fornecedores do Mar Negro permanecem altamente competitivos. 

Por outro lado, o Egito comprou 4,7 milhões de toneladas de trigo e está a caminho de atingir sua meta de 5 milhões de toneladas.

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Cacau registra alta de 9% em Nova York devido a chuvas na Costa do Marfim

As condições climáticas na Costa do Marfim impulsionaram os preços futuros do cacau na sessão desta segunda-feira (22) na bolsa de Nova York.

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou em alta de 9,06% e fechou precificado em US$ 4.621 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do cacau estão em alta e atingiram o maior patamar em seis semanas, devido às chuvas excessivas na Costa do Marfim, que têm inundado estradas e impedido o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos.

Ainda segundo as informações, o excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produção e comprometendo a colheita.

Café 

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro registrou queda de 0,30% e encerrou o dia cotado em US$ 2,67 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a queda nos preços se deve à expectativa de que o clima mais seco no Brasil permita a retomada da safra cafeeira no país.

Além disso, o mercado acompanha os impactos do El Niño sobre a safra brasileira. Além disso, o atraso das chuvas sazonais no Brasil, em setembro e outubro, período crítico para o florescimento das árvores, pode afetar a próxima safra do país.

A colheita da safra de café brasileira de 2026/27 atingiu 39% da área plantada até 17 de junho, segundo a Safras & Mercado, abaixo dos 43% registrados um ano antes e ligeiramente inferior à média de 40% dos últimos cinco anos.

Açúcar 

A queda no petróleo pressionou as cotações futuras do açúcar nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro finalizou o dia precificado em 14,37 centavos de dólar a libra-peso, com uma baixa de 2,05%.

O Barchart reportou que os preços recuaram para a mínima de dois meses. “Esse cenário de queda nos preços do etanol pode levar as usinas de açúcar a direcionarem a moagem da cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta de açúcar”, comentou o site.

Além disso, a agência Reuters destacou que o fenômeno El Niño está aumentando as preocupações da indústria açucareira indiana. “Comerciantes e representantes do setor alertam que o país pode permanecer praticamente ausente do mercado global de exportação de açúcar por vários anos, caso a produção seja afetada”, informou a agência.

Algodão  

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira queda de 0,33% e precificado em 79,41 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, a queda do petróleo influenciou as cotações do algodão nesta sessão. O mercado também monitora os estoques certificados que caíram 1.575 fardos em 19 de junho, totalizando 189.447 fardos.

Suco de laranja 

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,38% na bolsa de Nova York, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,55 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Fronteira agrícola prefere EUA à China, apesar da dependência, diz FGV RI

Apesar de a China concentrar 80% das exportações de soja e 86% das vendas externas de carne bovina brasileira, o agro brasileiro demonstra maior confiança nos Estados Unidos do que no país asiático. O resultado faz parte de uma pesquisa da FGV RI (Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas) realizada em municípios da fronteira agrícola no Centro-Oeste e do Norte do país no fim de 2025.

Segundo o levantamento, 21,8% dos entrevistados classificam os Estados Unidos como “muito confiáveis”, enquanto 12,6% atribuem a mesma avaliação à China. A diferença supera nove pontos percentuais. 

O estudo também aponta que a confiança na China caiu quase 20 pontos percentuais em relação a 2017, período em que as relações comerciais entre os dois países continuaram a se expandir.

Para os pesquisadores, os resultados indicam que a forte dependência comercial da região em relação ao mercado chinês não se traduz necessariamente em maior alinhamento político ou confiança entre os entrevistados.

“A fronteira agrícola vende para a China sem confiar nela e confia nos Estados Unidos sem depender deles comercialmente. A pesquisa mostra que confiança política e dependência econômica são coisas distintas e seguem lógicas diferentes”, disse Matias Spektor, diretor da FGV RI e um dos autores da pesquisa.

União Europeia

A percepção dos brasileiros em relação às exigências ambientais impostas pela UE (União Europeia) é marcada por pragmatismo e ambivalência. Embora a maioria dos entrevistados reconheça benefícios estratégicos na adequação às normas europeias, também há um entendimento significativo de que essas regras podem trazer custos econômicos e atender a interesses próprios do bloco europeu.

De acordo com os dados, 74,3% dos entrevistados concordam que o cumprimento dos requisitos ambientais da UE contribuiria para fortalecer a reputação internacional do Brasil. 

Por outro lado, 66,9% acreditam que a conformidade com essas normas reduziria a competitividade dos produtos brasileiros, indicando preocupações com possíveis impactos econômicos e custos adicionais para os setores exportadores. Além disso, 61,5% dos participantes afirmam que as regulações ambientais europeias servem principalmente aos interesses econômicos da própria União Europeia.

Segundo os pesquisadores, essas avaliações não são contraditórias, e revelam uma “conformidade pragmática”. Na interpretação do estudo, os entrevistados enxergam as exigências europeias como uma condição necessária para manter o acesso a um mercado considerado estratégico e valioso, mas não necessariamente como a expressão de princípios ou valores compartilhados entre as partes.

Alinhamentos políticos 

O relatório também apresenta um retrato do perfil político da região. Segundo o levantamento, 83,5% dos moradores se identificam como de direita ou centro, enquanto 16,5% se declaram de esquerda. 

A pesquisa mostra ainda que 55,9% consideram que o governo interfere excessivamente na vida das pessoas e 64,3% avaliam que a regulação estatal dos negócios gera mais efeitos negativos do que positivos.

Os autores do estudo apontam que essas percepções influenciam a forma como a população da região avalia atores e modelos externos, incluindo Estados Unidos, União Europeia e China.

O levantamento destaca ainda que o aumento da relevância eleitoral da fronteira agrícola, uma vez que seus estados representam cerca de 15% do eleitorado nacional, pode ampliar o peso político das preferências da região nos debates sobre política externa e relações com Washington, Pequim e Bruxelas.

“Uma política externa que presume que a fronteira agrícola seguirá seus interesses comerciais em direção ao alinhamento político com qualquer parceiro individual interpreta equivocadamente a realidade da região”, afirmou Spektor.

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