Categorias
agro destaque_home

Corte dos EUA restringe processos de glifosato da Monsanto

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (25), por 7 votos a 2, a favor da Monsanto, subsidiária da Bayer, em um caso relacionado ao herbicida Roundup, produto à base de glifosato. A decisão determina que pessoas não podem processar a empresa com base em leis estaduais alegando que o produto deveria trazer alertas adicionais sobre riscos à saúde, caso a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) já tenha aprovado o rótulo do produto sem essas advertências.

A maioria dos ministros entendeu que a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas impede que estados imponham exigências de rotulagem diferentes das aprovadas pela EPA.

A sentença representa uma vitória jurídica relevante para a Monsanto, subsidiária da Bayer, que enfrenta milhares de processos relacionados ao Roundup nos Estados Unidos desde que a IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou o glifosato em 2015 como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

Desde então, diferentes tribunais americanos condenaram a empresa ao pagamento de indenizações a usuários que atribuíram casos de linfoma não Hodgkin à exposição ao herbicida. 

A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, já desembolsou bilhões de dólares em acordos e condenações judiciais relacionados ao produto.

A empresa sustenta que décadas de avaliações conduzidas por agências reguladoras em diversos países concluíram que o glifosato não apresenta risco de câncer quando utilizado conforme as orientações. A EPA mantém esse entendimento e tem reiterado que não considera necessário incluir advertências sobre carcinogenicidade nos rótulos do produto.

Por outro lado, críticos da substância apontam divergências entre estudos científicos e avaliações regulatórias. A classificação da IARC continua sendo uma das principais referências utilizadas em ações judiciais contra a fabricante, embora outras autoridades regulatórias, incluindo órgãos dos Estados Unidos, da União Europeia e de diversos países, tenham chegado a conclusões diferentes sobre o potencial carcinogênico do glifosato.

A decisão da Suprema Corte poderá dificultar novas ações judiciais baseadas na alegação de falta de advertência nos rótulos do Roundup. Ainda assim, o impacto exato dependerá da aplicação do entendimento pelos tribunais inferiores e de eventuais outras teses jurídicas que possam ser utilizadas por autores de processos futuros.

Em fevereiro deste ano, a Monsanto anunciou uma proposta de acordo coletivo nacional para lidar com reivindicações atuais e futuras relacionadas ao Roundup. A empresa informou que a iniciativa seguirá em paralelo à estratégia jurídica adotada nos tribunais.

O glifosato é o herbicida mais utilizado no mundo e tem papel central em sistemas agrícolas de larga escala, especialmente em cultivos geneticamente modificados resistentes à substância.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Klabin aprova programa de recompra de 31,25 milhões de ações ordinárias

O Conselho de Administração da Klabin aprovou a criação de um programa de recompra de até 31,25 milhões de units de emissão própria, equivalentes a 31,25 milhões de ações ordinárias e 125 milhões de ações preferenciais.

O volume corresponde a aproximadamente 3% das ações ordinárias e 3,3% das ações preferenciais atualmente em circulação no mercado.

A empresa informou que as ações adquiridas serão posteriormente canceladas, sem possibilidade de retorno ao mercado.

O prazo de vigência do programa será de 18 meses, com início nesta quarta-feira (24) e término em 24 de dezembro de 2027. A definição das datas de execução das operações ficará a cargo da diretoria da companhia.

As instituições financeiras intermediárias autorizadas a atuar nas operações são BOFA Securities, BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, Itaú Corretora de Valores e Santander Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários.

Segundo a Klabin, os recursos destinados às compras serão provenientes de reservas de lucro e de capital disponíveis, conforme previsto na regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A companhia informou ainda que, na avaliação do Conselho de Administração, sua situação financeira é compatível com a execução do programa. De acordo com o comunicado, a recompra não deverá afetar o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento de dividendos obrigatórios, fixos ou mínimos.

A Klabin também afirmou que as aquisições não deverão provocar alterações em sua estrutura de controle acionário ou administrativa.

Atualmente, a companhia possui 4,83 bilhões de ações em circulação, sendo cerca de 1,05 bilhão de ações ordinárias e 3,78 bilhões de ações preferenciais. Em tesouraria, a empresa mantém 89,2 milhões de ações, das quais 17,9 milhões são ordinárias e 71,3 milhões são preferenciais.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Proteína animal é aposta central na reestruturação do Grupo Fictor

A Fictor Alimentos, apontada no plano de recuperação judicial do Grupo Fictor como sua principal operação, é apresentada como peça central para a execução da reestruturação financeira de um conglomerado que acumula passivo concursal de R$ 4,3 bilhões com 13 mil credores. O passivo da subsidiária não foi informado.

Segundo o documento, protocolado à Justiça na quarta-feira (24), a viabilidade econômica da recuperação depende diretamente da expansão da divisão de alimentos e da sua entrada em plena capacidade operacional nos próximos anos.

O parecer técnico que acompanha o plano afirma que a “plena operacionalização da Divisão Alimentos a partir de 2028” constitui uma das premissas fundamentais para a recuperação do grupo

O documento também projeta que a geração operacional de caixa deverá se consolidar a partir de 2029, à medida que a unidade alcançar sua escala plena de produção.

A estratégia coloca a operação de proteína animal no centro das projeções de crescimento do conglomerado. O plano descreve a Fictor Alimentos como a principal subsidiária do grupo, com atuação integrada na cadeia de aves e suínos, abrangendo desde a produção até a industrialização, distribuição e logística.

A aposta na expansão da divisão de alimentos aparece também nas projeções financeiras apresentadas aos credores. De acordo com o parecer técnico, o crescimento das receitas projetadas para os próximos anos está concentrado principalmente a partir de 2028, período em que a operação deverá atingir o nível de produção considerado ideal pelo grupo.

Para sustentar o plano, a companhia prevê uma combinação de medidas que inclui reestruturação do passivo, captação de novos recursos, venda de ativos e eventual constituição de UPIs (Unidades Produtivas Isoladas). 

O documento também menciona a possibilidade de alienações por meio de processos competitivos, mecanismo frequentemente utilizado em recuperações judiciais para gerar caixa e atrair investidores.

Estrutura

Segundo os dados apresentados pelo parecer técnico do plano, a empresa possui cinco unidades industriais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, emprega mais de 3,3 mil trabalhadores diretamente e mantém mais de 10 mil postos indiretos. O faturamento médio mensal supera R$ 110 milhões.

A estrutura industrial da companhia soma cerca de 640 mil metros quadrados de área construída e capacidade para produzir 745,5 toneladas de alimentos por dia, o equivalente a aproximadamente 16,4 mil toneladas por mês. A empresa informa ainda atender mais de 9,5 mil clientes e comercializar mais de 90 mil toneladas de produtos acabados.

Na avicultura, uma das principais frentes operacionais da companhia, o plano aponta capacidade anual para incubação de 52,5 milhões de ovos, produção de 41 milhões de pintos e abate potencial de 38,9 milhões de frangos.

Contexto

Em fevereiro, a Fictor Alimentos havia informado que solicitou sua inclusão no processo de recuperação judicial da Fictor Holding Financeira, controladora do grupo. Na ocasião, a holding já havia pedido recuperação judicial em meio a uma crise de liquidez, atribuída pela empresa à tentativa de aquisição do Banco Master.

Inicialmente, as operações ligadas ao agronegócio, incluindo a própria Fictor Alimentos, não estavam incluídas no pedido. Posteriormente, a companhia apresentou um aditamento para integrar formalmente o processo junto a outras empresas do grupo.

A Fictor Alimentos é a principal subsidiária do conglomerado, respondendo por cerca de 70% da receita. O grupo declarou faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2024. 

Nos últimos anos, a empresa vinha concentrando sua atuação no setor de proteína animal e adotando a estratégia de comprar empresas em dificuldades financeiras. Em abril do ano passado, anunciou a aquisição de uma unidade da Mellore Alimentos, que está em recuperação judicial.  

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Grupo Aroeira capta R$ 618 milhões do BNDES para planta de etanol em MG

O Grupo Aroeira, do Triângulo Mineiro, captou R$ 618 milhões em financiamento com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para a implantação de uma planta de produção de etanol de cereais em Tupaciguara (MG).

Os recursos foram aprovados em duas operações e serão destinados à construção da unidade industrial e à aquisição de equipamentos e sistemas de produção.

Do valor total, R$ 415,5 milhões correspondem a uma operação composta por R$ 310 milhões oriundos do Fundo Clima e R$ 105,5 milhões da linha Finem, voltada ao apoio a projetos de investimento de longo prazo. 

A segunda operação, no valor de R$ 202,5 milhões, será realizada por meio da linha BNDES Máquinas e Serviços, destinada à compra de equipamentos e sistemas industriais.

O projeto será conduzido pela Biomil Etanol, empresa atualmente em fase pré-operacional. A previsão é que a unidade entre em funcionamento em 2028 e passe a integrar o complexo industrial do Grupo Aroeira em Tupaciguara, segundo comunicado.

A planta terá capacidade inicial para processar 330 mil toneladas de cereais por ano, incluindo milho e sorgo, com produção estimada de 146 milhões de litros de etanol anuais.

 A unidade também deverá produzir cerca de 92 mil toneladas por ano de DDGS, coproduto utilizado na alimentação animal, especialmente nos setores de pecuária de corte e leiteira.

A operação do Grupo Aroeira em Tupaciguara teve início em 2011, com a produção de etanol hidratado. Posteriormente, o complexo passou a produzir etanol anidro e a exportar energia elétrica. Em 2017, o grupo iniciou também a produção de açúcar.

Atualmente, a principal unidade do grupo é a Bioenergética Aroeira, que possui capacidade instalada para processar 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. A empresa produz diariamente cerca de 800 metros cúbicos de etanol e 50 mil sacas de açúcar.

O complexo industrial inclui ainda a Central Energética Tupaciguara, dedicada à geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana, e a Triângulo Energia, empresa criada para participar de leilões de comercialização de energia no mercado regulado.

Além dessas operações, o grupo mantém parcerias voltadas à produção de biometano e fertilizantes a partir da vinhaça e da torta de filtro, resíduos gerados nos processos de fabricação de etanol e açúcar.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Onda de calor na França mata milhares de aves em granjas

A onda de calor que atinge a França já provocou a morte de centenas de milhares de aves, segundo estimativas do setor avícola. As temperaturas ultrapassam os 40°C em diversas regiões do país, o que levou o governo francês e o Ministério da Agricultura a anunciarem medidas emergenciais para produtores rurais, rebanhos e lavouras.

As autoridades meteorológicas classificaram o episódio como um fenômeno “amplo, duradouro e intenso”. 

A França é o terceiro maior produtor de aves da União Europeia, atrás da Polônia e da Espanha.

Na região da Bretanha, a Direção Regional de Agricultura, Alimentação e Florestas autorizou o uso de um procedimento de enterramento de animais mortos após a identificação de casos de mortalidade em massa em granjas de aves. A medida não era adotada desde a onda de calor de 2003.

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou em comunicado que o governo tem adotado medidas para proteger agricultores, animais e plantações diante do aumento de eventos climáticos extremos. Segundo ela, as ações estão relacionadas também à segurança alimentar e à manutenção da produção agrícola nacional.

Entre as medidas anunciadas está a flexibilização das regras para uso de áreas em pousio, permitindo o corte da vegetação para produção de forragem sem perda de subsídios da Política Agrícola Comum em 2026. A medida também busca reduzir o risco de incêndios em áreas agrícolas, que têm se intensificado em diferentes regiões do país.

O Ministério da Agricultura informou ainda que áreas em pousio poderão manter sua classificação como infraestrutura agroecológica mesmo após o corte da vegetação, quando a ação estiver vinculada à prevenção de incêndios.

O governo também orientou sindicatos rurais, câmaras de agricultura e instituições técnicas a reforçarem a comunicação com produtores sobre práticas de manejo em períodos de calor extremo.

Há preocupação adicional com atividades de colheita e corte de culturas, que podem elevar o risco de incêndios em um contexto de seca e altas temperaturas.

Como medida complementar, a ministra determinou o adiamento de inspeções em propriedades rurais localizadas em departamentos sob alerta vermelho, com retomada prevista após o fim do alerta.

Além das perdas na avicultura, o calor intenso também afeta bovinos, suínos e outras criações, com aumento do estresse térmico, maior consumo de água e redução do desempenho produtivo. Nas lavouras, produtores enfrentam riscos de déficit hídrico, queda de produtividade e danos às culturas.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Zilor tem prejuízo líquido de R$ 43,2 milhões no trimestre

A empresa do setor sucroenergético Zilor teve prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 43,2 milhões no quarto trimestre do ano-safra 2025/26. No mesmo período da safra 2024/25, o resultado havia sido negativo em R$ 171,9 milhões.

A companhia encerrou o ano-safra com lucro líquido das operações continuadas de R$ 364,4 milhões, 16 vezes a mais que os R$ 22,7 milhões registrados no ciclo anterior, pela base comparativa baixa.

A receita líquida da empresa somou R$ 869,2 milhões no quarto trimestre, queda de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado da safra, a receita atingiu R$ 3,6 bilhões, alta de 10,1% na comparação anual.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 111,5 milhões entre janeiro e março, avanço de 19,2% em relação ao quarto trimestre da safra 2024/25. 

No acumulado do ano-safra, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,3 bilhão, crescimento de 23,3% na comparação com o período anterior e o maior valor já registrado pela companhia.

A empresa também registrou recorde de moagem na safra 2025/26. O volume processado atingiu 12,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, aumento de 20,1% em relação à safra anterior.

Os indicadores agrícolas, no entanto, apresentaram recuo. A produtividade medida em toneladas de cana por hectare (TCH) ficou em 74,5, redução de 0,4% frente à safra 2024/25. Já o ATR (Açúcar Total Recuperável) atingiu 137,1 quilos por tonelada de cana, queda de 2,8% na mesma comparação.

Na área industrial, a produção de açúcar somou 799,3 mil toneladas, volume 16,4% superior ao da safra anterior. A produção de etanol alcançou 549,1 mil metros cúbicos, alta de 15,9% em relação ao ciclo anterior.

A exportação de energia elétrica totalizou 729,8 mil MWh na safra 2025/26, crescimento de 12,7% na comparação anual.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

FMC negocia venda de propriedade para reduzir dívida

A gigante americana de defensivos agrícolas FMC informou que firmou um acordo preliminar para a venda de sua propriedade de centro de pesquisa em Newark, nos Estados Unidos, por aproximadamente US$ 114 milhões. 

A conclusão da operação está sujeita à realização de diligência prévia (due diligence), além de outras condições e ajustes previstos no processo.

Segundo a FMC, os recursos obtidos com a transação deverão ser destinados à redução de dívidas, em linha com sua estratégia de otimização de ativos. 

A transação ocorre em meio à avaliação de alternativas estratégicas autorizadas pelo Conselho de Administração da FMC, que inclui a possibilidade de venda total ou parcial da companhia. 

Em 31 de dezembro de 2025, a dívida total da FMC era de US$ 4,08 bilhões, conforme informado pela companhia.

Após a venda do imóvel, a companhia deverá continuar utilizando as instalações por meio de um contrato de sale-leaseback, modalidade em que o ativo é vendido e posteriormente alugado pelo antigo proprietário. A empresa informou ainda que manterá a propriedade de terrenos adjacentes localizados no estado de Maryland.

A companhia afirmou que a operação não deverá impactar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento. A sede global de pesquisa e desenvolvimento da empresa instalada no local continuará operando no local após a conclusão da venda.

A conclusão da operação está prevista para o quarto trimestre de 2026. A FMC informou que, durante o período de diligência prévia, os termos do acordo poderão ser renegociados. Aspectos relacionados ao contrato de locação das instalações e outras condições operacionais e econômicas permanecem em negociação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Brasil x Escócia: agro sustenta avanço da relação comercial entre os países

Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) pela Copa do Mundo de 2026, mas a relação comercial entre os países tem ganhado força nos últimos anos, impulsionada principalmente pelas exportações brasileiras do agronegócio, como carnes, soja e café.

As estatísticas oficiais brasileiras não apresentam recorte específico das exportações destinadas à Escócia. Os dados são consolidados no Reino Unido, que reúne Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Segundo dados do Comex Stat, plataforma oficial de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro, o Brasil exportou cerca de US$ 4,04 bilhões para o Reino Unido em 2025.

Entre os principais produtos agropecuários adquiridos pelo mercado britânico estão carnes e miúdos, café e especiarias, oleaginosas como soja e derivados, açúcar e produtos açucarados, frutas frescas e processadas, além de resíduos da indústria alimentícia usados na produção de ração animal.

Em 2025, o volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada representou 2,7% para o Reino Unido. Já as carnes de aves e suas miudezas comestíveis corresponderam a 2,2%, enquanto outras carnes comestíveis salgadas, em salmoura, secas ou defumadas somaram 0,4% e os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados chegaram a 0,6%.

No complexo da soja, os farelos de soja e outros alimentos para animais responderam por 1,7% das exportações brasileiras para o mercado britânico em 2025, reforçando a importância do insumo na cadeia de proteína animal e na indústria de ração.

O café também aparece entre os principais produtos do agro, com o café não torrado e o café torrado, extratos e concentrados somando participação relevante, sendo o café não torrado responsável por cerca de 0,3% e o café processado por aproximadamente 0,6% da pauta exportadora para o Reino Unido.

O saldo comercial foi positivo em US$ 383,4 milhões para o Brasil. Em 2025, o Reino Unido ocupou a 17ª posição entre os principais destinos das exportações nacionais e respondeu por cerca de 1,17 por cento das vendas externas do país.

Já entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras para o Reino Unido alcançaram US$ 1,7 bilhão, crescimento de 19,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Whisky

O Brasil aparece entre os principais destinos do whisky escocês em volume, com 54 milhões de garrafas de 70 centilitros importadas em 2025, alta de 3,3% em relação ao ano anterior.

A SWA (Scotch Whisky Association) aponta mudanças importantes no comportamento global do mercado. As categorias premium registram perda de ritmo, com o single malt apresentando queda de 6% em valor em mercados como China, França e Singapura.

Já o whisky blended sustenta o desempenho do setor, impulsionado pelo crescimento das exportações para Índia e Brasil. Em 2025, a categoria somou 3,2 bilhões de libras, com alta de 0,8% em relação a 2024, mesmo com recuo de 6,2% no volume total, equivalente a 761 milhões de garrafas.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Minas Gerais concentra quase 25% do leite industrializado no Brasil

O estado de Minas Gerais segue como principal polo da cadeia láctea brasileira. Dados do Boletim da Indústria de Laticínios Brasil e Minas Gerais, divulgado pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), mostram que o estado respondeu por 24,7% de todo o leite cru adquirido e industrializado no país no primeiro trimestre de 2026.

Entre janeiro e março, as indústrias mineiras captaram mais de 1,67 bilhão de litros de leite, consolidando a liderança nacional no setor. O desempenho reforça a importância da atividade para a economia estadual e para o abastecimento do mercado brasileiro de lácteos.

Apesar da posição de destaque, o levantamento aponta uma desaceleração da atividade em comparação com o último trimestre de 2025. A captação de leite em Minas Gerais registrou queda de 7,5% na comparação trimestral, enquanto o recuo nacional foi de 4,5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve crescimento de 3,8% no estado.

A produção industrial também apresentou retração no início do ano. Entre os principais derivados, a fabricação de leite UHT caiu 4,2% em relação ao trimestre anterior, enquanto a produção de queijo recuou 4,6%. Já na comparação anual, os volumes permaneceram em patamar superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

O boletim destaca ainda que o mercado enfrentou maior pressão sobre os preços pagos ao produtor. Após os avanços observados ao longo de 2025, a maior oferta de leite no campo e o comportamento mais cauteloso do consumo contribuíram para limitar reajustes e reduzir a rentabilidade da atividade em algumas regiões.

Mesmo diante desse cenário, a indústria de laticínios mineira continuou gerando empregos. O setor encerrou o primeiro trimestre com saldo positivo de 529 vagas formais, demonstrando a relevância econômica da cadeia produtiva para o estado.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (Silemg), Guilherme Abrantes, o resultado confirma a importância estratégica da atividade para o agronegócio brasileiro.

Minas Gerais segue como referência nacional na produção e industrialização de leite. Os números demonstram a força da cadeia láctea mineira, mas também reforçam a necessidade de equilíbrio entre produção, indústria e mercado para garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor”, destaca Abrantes.

A cadeia do leite é uma das mais relevantes do agronegócio mineiro, movimentando milhares de produtores rurais, cooperativas e indústrias. Com praticamente um quarto de todo o leite industrializado no Brasil, Minas Gerais mantém posição central no abastecimento de derivados lácteos e na geração de renda e empregos no campo.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

GTF destina 87% de resíduos não perigosos para recuperação em 2025

A GTF, uma das seis maiores produtoras de carne de frango do Brasil, informou que destinou aproximadamente 87% dos resíduos não perigosos gerados em suas operações para processos de recuperação e valorização em 2025, fortalecendo práticas voltadas à sustentabilidade da cadeia produtiva.

Ao longo do ano, a companhia processou 20.245 toneladas de resíduos não perigosos, das quais 17.638 toneladas foram reaproveitadas por meio de soluções de reciclagem, reutilização de materiais e processos biológicos.

A gestão de resíduos também envolveu a destinação ambientalmente adequada de 6.609 toneladas de lodo centrifugado proveniente dos abatedouros da empresa. Segundo a GTF, as ações integram uma estratégia voltada para o aproveitamento de recursos e para a redução do descarte em aterros.

Na área de energia, a empresa manteve o uso de biodigestores nas unidades de fecularia para transformar a carga orgânica dos efluentes em biogás. A energia renovável gerada é utilizada nos próprios processos industriais, contribuindo para a redução de custos operacionais e da dependência de fontes convencionais.

A gestão hídrica também recebeu investimentos ao longo do ano. Entre as iniciativas destacadas estão o reuso de água industrial, projetos de aproveitamento de efluentes tratados e sistemas próprios de tratamento de água e efluentes.

O relatório aponta ainda redução das emissões de carbono do Escopo 2 em relação ao ano anterior, resultado atribuído a ganhos de eficiência energética. A companhia também ampliou o monitoramento das emissões indiretas e iniciou o fortalecimento das avaliações ESG de fornecedores, ampliando o controle ambiental ao longo da cadeia do agronegócio.

“Em 2025, avançamos de forma consistente em nossa agenda de sustentabilidade, consolidando práticas de economia circular e eficiência operacional. Destinamos aproximadamente 87% dos nossos resíduos não perigosos para recuperação e valorização, além de avançarmos em iniciativas de energia renovável, gestão hídrica e redução de emissões”, afirmou o CEO da GTF, Rafael Tortola.

Segundo o executivo, os resultados refletem o compromisso da companhia com a inovação e a responsabilidade ambiental. “Esses resultados reforçam nosso compromisso com a inovação, a responsabilidade ambiental e o fortalecimento contínuo da nossa governança ESG em toda a cadeia produtiva”, destacou.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.