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Plano Safra da Agricultura Familiar deve ser anunciado na terça-feira (30)

O Governo confirmou que o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar deve ser na próxima terça-feira (30), no período da tarde. Fontes confirmaram à CNN que a cerimônia deve começar às 17h.

Por outro lado, o anúncio do Plano Safra Empresarial ainda não foi oficializado. Segundo apurou a CNN, a expectativa dentro do governo é que ele também aconteça na terça-feira (30), mas pela manhã, mantendo o formato adotado nos últimos anos, com eventos separados para a agricultura empresarial e para a agricultura familiar.

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos anúncios ainda é incerta. Na terça-feira, o chefe do Executivo viaja pela manhã para participar da reunião de cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, e a agenda internacional deve impedir sua participação em um eventual anúncio do Plano Safra Empresarial.

Caso o cronograma seja mantido, a expectativa é que o evento da manhã seja conduzido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Essa seria a primeira ausência de Lula no anúncio da principal linha de crédito com recursos públicos voltada ao agronegócio desde de 2002, no primeiro mandato do petista.

Nos seus dois primeiros governos e também nas últimas três safras, Lula discursou nas cerimônias dos anúncios voltados tanto ao pequeno quanto ao grande produtor.

A expectativa é que o presidente retorne a tempo de participar da cerimônia de anúncio voltada à agricultura familiar, segmento considerado estratégico para o governo e tradicional base de apoio do presidente.

Nos bastidores, integrantes do Planalto avaliam alternativas para garantir a presença de Lula também no anúncio do Plano Safra Empresarial. Por ser um tema que aproxima o pré-candidato à reeleição com o agronegócio.

Apesar de alguns dos convites já terem sido enviados, o Planalto ainda não descartou a possibilidade de anúncio em outras datas, entre o dia 1º e 3 de julho, para permitir um eventual aceno de Lula para o setor.

No entanto, devido ao início do período de defeso eleitoral, que começa no próximo sábado (4), quando passam a valer restrições à publicidade institucional dos órgãos públicos, uma nova data poderia ser somente na sexta-feira (3), devido aos compromissos presidenciais já marcados durante a semana.

Além do evento do Mercosul na terça-feira, Lula tem agenda na Bahia na quarta-feira (1º) e, na quinta-feira (2), deve cumprir compromissos no Rio Grande do Norte, o que reduz a janela para uma eventual mudança no cronograma do anúncio.

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Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas

Na sessão desta sexta-feira (26), os contratos futuros da soja encerraram o pregão praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro recuou 0,06%, fechando cotado a US$ 11,56 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado operou sem uma direção definida, com alguns vencimentos registrando leves altas e outros pequenas baixas. O destaque foi o contrato para março de 2027, que já recuperou cerca de 30 centavos de dólar por bushel desde a mínima intradiária registrada em 15 de junho e, atualmente, é negociado a 1.175 centavos de dólar por bushel.

Ainda de acordo com a consultoria, as compras realizadas pela China ao longo da semana contribuíram para fortalecer as cotações e garantir um desempenho positivo no acumulado do período. Além disso, a valorização dos derivados, especialmente do farelo e do óleo de soja, deu suporte ao complexo da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para dezembro recuou 0,34%, fechando cotado a US$ 4,41 por bushel.

Segundo a Granar, o cereal terminou a semana no campo negativo, pressionado pela queda dos preços do petróleo, que reduziu as expectativas de expansão das exportações de etanol com mistura E-15 nos Estados Unidos.

Também pesaram sobre as cotações a entrada da segunda safra brasileira no mercado e a possibilidade de o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisar para cima a estimativa de área plantada de milho no país no relatório previsto para a próxima terça-feira.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão em queda de 1,95%, cotado a US$ 5,89 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado fechou a semana pressionado pelo avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e em outras regiões do Hemisfério Norte, além da previsão de chuvas nas Grandes Planícies do Norte, especialmente em Dakota do Norte, principal estado produtor de trigo de primavera.

A consultoria também destaca que a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para a pressão sobre as cotações ao provocar queda nos preços da ureia, um dos principais fertilizantes utilizados na produção agrícola. Com insumos mais baratos, os produtores tendem a investir mais em tecnologia para elevar a produtividade, em vez de ampliar a área plantada, cenário que também pesa sobre os preços do cereal.

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Açúcar sobe 2,91% em Nova York com condições climáticas na Índia

O mercado futuro do açúcar segue atento às condições climáticas na Índia, que impulsionaram as cotações para entrega em outubro na Bolsa de Nova York, que finalizou a sessão desta sexta-feira (26) precificada em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 2,91%.

De acordo com o Barchart, os preços do açúcar atingiram a maior cotação em duas semanas. “Os preços do açúcar estão em alta devido a preocupações de que as fracas chuvas de monção na Índia reduzam a produção de açúcar e diminuam a safra de cana-de-açúcar do país, a segunda maior do mundo”, informou o Barchart.

O Departamento Meteorológico da Índia informou nesta sexta-feira que o acumulado de chuvas de monção no país estava 42% abaixo do normal até 26 de junho. O Ministério de Ciências da Terra da Índia alerta que a monção deste ano no país pode ser a mais fraca em 11 anos. A temporada de monções na Índia vai de junho a setembro.

Cacau

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou com desvalorização de 2,90% e precificado em US$ 5.095 por tonelada na bolsa de Nova York.

O Barchart também destacou que os preços do cacau fecharam em forte queda na sexta-feira, com sinais de aumento da oferta global provocando a liquidação de posições compradas nos contratos futuros de cacau.

A Bloomberg informou na sexta-feira que as exportações de cacau da Nigéria em maio aumentaram 28% em relação ao ano anterior, atingindo 18 mil toneladas.

Café

O café arábica finalizou o dia com queda na Bolsa de Nova York e com o contrato para entrega em setembro registrou baixa de 1,16% e encerrou cotado em U$S 2,73 por libra-peso.

A análise do Barchart apontou que os preços do café fecharam em baixa devido às previsões de tempo mais seco no Brasil na próxima semana, o que deve permitir a retomada da colheita de café no país.  

Algodão

No cado do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com queda de 0,77%% e precificado em 76,38 centavos de dólar a libra-peso.

O mercado está atento ao clima nos Estados Unidos; a previsão quantitativa de precipitação de sete dias da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indica pouca precipitação esperada no Texas na próxima semana, com o Golfo do México estendendo-se até a Geórgia, apresentando totais limitados.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 4,54%, em que o contrato fechou negociado a US1,48 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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CMN flexibiliza comprovação de perdas no Proagro às vésperas do Plano Safra

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (25) uma série de mudanças nas regras do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária). As alterações flexibilizam a comprovação de perdas em determinadas situações, revisam as alíquotas cobradas dos produtores e ampliam as exigências para a documentação das vistorias nas propriedades.

As novas regras entram em vigor no dia 10 de julho e devem seguir até o dia 09 de julho de 2027.

As medidas fazem parte do conjunto de ajustes aprovados pelo CMN antes do lançamento da nova política de crédito rural.

O Proagro é o principal instrumento de proteção aos produtores rurais contra perdas provocadas por eventos climáticos e outros riscos cobertos pelo crédito rural.

A principal mudança na política diz respeito ao processo de comprovação das perdas. Pela resolução, quando houver perda parcial da produção e for constatada alta gravidade do evento coberto pelo programa, o relatório técnico poderá ser concluído após apenas uma vistoria na propriedade rural, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos pelo MCR (Manual de Crédito Rural).

Até então, o procedimento normalmente exigia mais de uma visita para acompanhar a evolução dos danos.

Nesses casos, a estimativa de produção realizada durante essa única vistoria será considerada como a receita obtida pelo produtor para fins de cálculo da cobertura do Proagro.

A medida busca simplificar a conclusão dos processos em situações nas quais os prejuízos já possam ser avaliados de forma conclusiva logo na primeira inspeção.

Aperto nas vistorias

O CMN também alterou as exigências para a realização das vistorias. A partir de julho, cada visita deverá ser documentada com pelo menos três fotografias coloridas que demonstrem os efeitos do evento adverso sobre a lavoura e a amostra utilizada para estimar a produção.

As imagens deverão conter pontos de referência da propriedade, incluindo uma fotografia com o agricultor ou seu representante no local da vistoria.

Além disso, as fotografias precisarão ser obtidas por tecnologia que permita comprovar a localização geográfica da área enquadrada no programa, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e fiscalização das operações.

Outra mudança aprovada pelo conselho foi a atualização da tabela de alíquotas básicas do adicional cobrado para enquadramento dos empreendimentos no Proagro.

A resolução revisa os percentuais para diferentes culturas agrícolas, como soja, milho, milho safrinha, trigo e culturas de inverno, além de atualizar os valores conforme municípios, microrregiões, estados e regiões do país.

As alíquotas variam de acordo com o risco de cada localidade e servem de base para o cálculo do adicional pago pelos produtores para participar do programa.

Segundo o Banco Central, a atualização busca adequar a precificação às condições de risco observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

As alterações abrangem centenas de municípios e regiões agrícolas, com mudanças específicas para empreendimentos localizados nos principais estados produtores, como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Minas Gerais e São Paulo.

Reta final do Plano Safra 26/27

A atualização das regras ocorre na reta final das definições do Plano Safra 2026/27. O governo trabalha na conclusão das medidas que irão compor o pacote da próxima temporada, incluindo definições sobre crédito rural, instrumentos de gestão de risco e programas de apoio à produção agropecuária.

Parte dos gargalos ainda estão no remanejamento orcamentario para acomodar o montante total a ser apresentado bem como os percentuais de taxas de juros.

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Frigoríficos brasileiros miram nos EUA com cota da China perto do limite

A proximidade do esgotamento da cota de importação de carne bovina da China tem levado os frigoríficos brasileiros a redesenhar a estratégia de exportação. Com a expectativa de que o limite de cerca de 1,1 milhão de toneladas seja atingido até o fim de julho, o mercado já busca destinos alternativos para manter o ritmo dos embarques.

Na avaliação da Genial Investimentos, os Estados Unidos surgem como uma das principais alternativas para absorver parte da carne que deixará de ser enviada à China.

Além de ampliar as vendas diretas aos Estados Unidos, o Brasil também pode se beneficiar de um movimento indireto no comércio internacional.

Segundo o analista da Genial Investimentos, Luca Vello, a carne brasileira pode abastecer o mercado americano, enquanto os Estados Unidos direcionam uma parcela maior de sua própria produção para outros compradores, como a China.

“Os Estados Unidos vivem o menor rebanho bovino dos últimos 75 anos. Como o custo da matéria-prima está elevado, faz sentido importar carne brasileira para atender ao consumo interno. Isso abre espaço para que parte da produção americana seja destinada a outros mercados”, afirma.

Vello avalia que esse tipo de rearranjo comercial já foi observado em outras ocasiões e pode voltar a ocorrer caso a demanda chinesa permaneça aquecida. “Sempre que houver racional financeiro, as empresas vão buscar esse tipo de movimentação”, destaca.

“Para os importadores americanos, faz sentido comprar carne brasileira porque o custo do gado nos Estados Unidos está muito elevado”, afirma o analista.

Dados da Comex Stat mostram que os Estados Unidos vêm ampliando as compras de carne bovina brasileira neste ano. Entre janeiro e maio, o país respondeu por 13,4% da receita das exportações brasileiras do produto; a receita somou US$ 1,2 bilhão. O valor representa um crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2025.

Para efeito de comparação, em todo o ano de 2025, os Estados Unidos responderam por 7,3% da receita das exportações brasileiras de carne bovina, com faturamento de US$ 973,4 milhões.

Embora o mercado norte-americano remunere alguns cortes com valores inferiores aos praticados pela China, ele continua sendo considerado um destino premium e capaz de absorver parte da produção brasileira.

Diante desse cenário, empresas com operações em outros países da América do Sul devem utilizar suas plantas no exterior para continuar abastecendo o mercado chinês.

A Genial Investimentos também destacou que é o caso da Minerva, que possui unidades na Argentina, Uruguai, Colômbia e Paraguai, podendo redirecionar parte das exportações por essas origens.

“A empresa tem uma capilaridade muito maior na América do Sul e consegue realocar parte do volume que sairia do Brasil para outras origens”, explica Vello.

 

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Governo redefine preços de garantia da agricultura familiar para safra

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (25) a atualização dos preços de garantia do PGPAF (Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar), mecanismo utilizado para proteger agricultores familiares de quedas nos preços de comercialização. Os novos valores passam a valer entre 10 de janeiro de 2026 e 9 de janeiro de 2027, período que abrange praticamente toda a vigência do próximo Plano Safra da Agricultura Familiar, previsto para ser anunciado pelo governo na semana que vem.

A medida beneficia produtores enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que contrataram operações de custeio ou investimento.

O objetivo é garantir renda ao pequeno agricultor quando o preço recebido pela produção ficar abaixo do valor de referência estabelecido pelo governo.

O benefício é limitado a R$ 5 mil por mutuário, a cada ano agrícola, nas operações de custeio, e a R$ 2 mil nas operações de investimento.

O PGPAF assegura a remuneração dos custos variáveis de produção dos agricultores familiares e reduz o impacto das oscilações de preços sobre a renda dos produtores que utilizam crédito rural do Pronaf.

Os novos preços passam a integrar o MCR (Manual de Crédito Rural) e permanecerão vigentes até 9 de janeiro de 2027.

Ajuste no Desenrola Rural

Na mesma reunião, o CMN também regulamentou as condições para liquidação de operações de crédito rural contratadas no âmbito do Procera (Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária), medida inserida no Desenrola Rural.

A resolução autoriza a concessão de rebate de 80% sobre o saldo devedor recalculado das operações que apresentavam saldo superior a R$ 10 mil em 27 de dezembro de 2013.

Além do desconto, será aplicado um abatimento fixo de R$ 2 mil por mutuário.

O saldo devedor será recalculado utilizando taxa efetiva de juros de 1,15% ao ano, substituindo os encargos financeiros originalmente previstos nos contratos.

Segundo o Ministério da Fazenda, as novas regras se aplicam às operações contratadas com recursos do OGU (Orçamento Geral da União) e fazem parte do Desenrola Rural que reabriu até 20 de dezembro de 2026 o prazo para regularização dessas dívidas.

Além dos contratos individuais, a resolução estabelece critérios específicos para operações realizadas por cooperativas, associações e contratos coletivos, definindo como será calculado o saldo devedor em cada modalidade.

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Governo redefine preços de garantia da agricultura familiar para a próxima

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (25) a atualização dos preços de garantia do PGPAF (Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar), mecanismo utilizado para proteger agricultores familiares de quedas nos preços de comercialização. Os novos valores passam a valer entre 10 de janeiro de 2026 e 9 de janeiro de 2027, período que abrange praticamente toda a vigência do próximo Plano Safra da Agricultura Familiar, previsto para ser anunciado pelo governo na semana que vem.

A medida beneficia produtores enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que contrataram operações de custeio ou investimento.

O objetivo é garantir renda ao pequeno agricultor quando o preço recebido pela produção ficar abaixo do valor de referência estabelecido pelo governo.

O benefício é limitado a R$ 5 mil por mutuário, a cada ano agrícola, nas operações de custeio, e a R$ 2 mil nas operações de investimento.

O PGPAF assegura a remuneração dos custos variáveis de produção dos agricultores familiares e reduz o impacto das oscilações de preços sobre a renda dos produtores que utilizam crédito rural do Pronaf.

Os novos preços passam a integrar o MCR (Manual de Crédito Rural) e permanecerão vigentes até 9 de janeiro de 2027.

Ajuste no Desenrola Rural

Na mesma reunião, o CMN também regulamentou as condições para liquidação de operações de crédito rural contratadas no âmbito do Procera (Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária), medida inserida no Desenrola Rural.

A resolução autoriza a concessão de rebate de 80% sobre o saldo devedor recalculado das operações que apresentavam saldo superior a R$ 10 mil em 27 de dezembro de 2013.

Além do desconto, será aplicado um abatimento fixo de R$ 2 mil por mutuário.

O saldo devedor será recalculado utilizando taxa efetiva de juros de 1,15% ao ano, substituindo os encargos financeiros originalmente previstos nos contratos.

Segundo o Ministério da Fazenda, as novas regras se aplicam às operações contratadas com recursos do OGU (Orçamento Geral da União) e fazem parte do Desenrola Rural que reabriu até 20 de dezembro de 2026 o prazo para regularização dessas dívidas.

Além dos contratos individuais, a resolução estabelece critérios específicos para operações realizadas por cooperativas, associações e contratos coletivos, definindo como será calculado o saldo devedor em cada modalidade.

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Laboratório vai “medir gotas d’água” para tornar irrigação mais eficiente

O Brasil abriga alguns dos maiores pivôs de irrigação em operação no mundo, equipamentos capazes de irrigar áreas equivalentes a centenas de campos de futebol. Mas, para aumentar a eficiência desses sistemas e reduzir perdas de água, a austríaca Komet Irrigation decidiu concentrar suas pesquisas na menor unidade do processo: uma gota d’água.

A empresa fabrica aspersores, que são dispositivos mecânicos que distribuem água sob pressão, fracionando o jato em pequenas gotas e simulando uma chuva artificial. 

E, agora, ela inaugura, em sua unidade brasileira, um laboratório dedicado a estudar o comportamento da água entre o momento em que ela deixa o aspersor e o instante em que atinge o solo. Embora a trajetória dure apenas alguns segundos, é nesse intervalo que ocorrem perdas por evaporação e pela ação do vento, fatores que podem comprometer a eficiência da irrigação.

A lógica é relativamente simples. Gotas muito pequenas permanecem mais tempo suspensas no ar e estão mais sujeitas à evaporação ou ao deslocamento pelo vento. Já gotas maiores chegam mais rapidamente ao solo, mas podem prejudicar a uniformidade da irrigação. 

O objetivo das pesquisas é identificar o ponto de equilíbrio entre esses fatores para otimizar o uso da água e para que o desenvolvimento das culturas irrigadas seja uniforme.

“Quando a gota sai do aspersor até chegar no solo, é uma trajetória de um a dois segundos, mas é aí que está toda a tecnologia”, disse Antônio Pires de Camargo, líder da área de engenharia de aplicação e sistemas digitais da Komet Irrigation.  

“Todos os aspersores vão quebrar as gotas em diferentes tamanhos, só que nunca foi muito compreendido como esses tamanhos interagem com o ambiente”, acrescentou.

Para isso, o laboratório foi estruturado para medir diferentes aspectos do processo de irrigação. Um dos sistemas avalia a quantidade de água que efetivamente chega à área desejada, permitindo calcular perdas associadas ao vento. Outro utiliza uma rede de coletores para medir a uniformidade da distribuição da água, produzindo uma espécie de “impressão digital” de cada aspersor. 

A estrutura também abriga um equipamento capaz de medir o espectro de gotas produzido por cada modelo. “Isso nos permite entender quais frações estão mais sujeitas à evaporação e quais têm maior probabilidade de chegar ao solo”, explicou Gustavo Hossri, diretor global de inovação e gerente geral Brasil e América Latina da Komet Irrigation. Estimativas iniciais mostram que aspersores em condições ideais podem ter até 5% de evaporação da água durante a irrigação, enquanto aspersores mais antigos ou degradados podem perder mais de 20% de água para o ambiente. 

Curva de eficiência

Outro foco das pesquisas é o desgaste dos aspersores ao longo da vida útil e o efeito sobre a distribuição da água. Conforme os componentes se desgastam, a água tende a se fragmentar em gotas menores, aumentando o potencial de evaporação. Para estudar esse processo, a empresa utiliza uma câmara de envelhecimento acelerado que simula anos de operação em um período reduzido.

Conforme o equipamento opera ao longo dos anos, o atrito provocado pela passagem contínua da água pode alterar suas características hidráulicas. Segundo Camargo, isso pode resultar na formação de gotas menores e, consequentemente, em maior suscetibilidade às perdas.

“O objetivo é entender exatamente em que momento o aspersor deixa de operar nas condições ideais”, disse o engenheiro.

Os dados obtidos no laboratório devem servir de base para uma nova geração de produtos. A intenção da Komet é desenvolver sensores capazes de monitorar o estado dos aspersores em tempo real e indicar ao produtor quando a eficiência da irrigação começa a cair.

A proposta vai além de apontar a necessidade de manutenção. Segundo Hossri, a ideia é transformar os aspersores em fontes de informação para o manejo da irrigação. “Não basta dizer que o aspersor está desgastado. O produtor precisa saber o que isso significa em termos de eficiência e produtividade”, afirmou.

De acordo com ele, a combinação entre sensores embarcados e informações meteorológicas poderá permitir estimativas mais precisas sobre perdas de água durante a operação. 

A expectativa da companhia é concluir os primeiros protótipos até o final deste ano e iniciar a comercialização da tecnologia a partir de 2027. “A partir do momento que a gente tem essa informação, num futuro muito próximo o aspersor vai virar uma fonte de dados ao vivo lá no campo”, afirmou Camargo.

Segundo estimativas apresentadas por Hossri, o Brasil possui cerca de 40 mil pivôs centrais em operação e instala aproximadamente 2 mil novas unidades por ano, com um grande potencial de crescimento. Países como os Estados Unidos, por exemplo, têm cerca de 300 mil pivôs.

A avaliação da companhia é que cerca de metade do parque instalado pode representar uma oportunidade para modernização, seja por substituição de aspersores, seja pela incorporação das novas tecnologias de monitoramento.

Centro de pesquisa e aplicação

O laboratório recebeu investimento de R$ 2 milhões. Segundo a Komet, a decisão de instalar a estrutura no Brasil está relacionada à relevância que o país passou a ter nas operações globais da companhia. 

Atualmente, o mercado brasileiro responde por cerca de 23% do faturamento mundial da empresa, embora a subsidiária local tenha sido criada apenas em 2018. A companhia afirma deter aproximadamente 35% do mercado brasileiro de novos pivôs centrais.

De acordo com Hossri, o desenvolvimento da engenharia mecânica dos equipamentos permanece concentrado na Áustria, onde fica a sede da Komet. Já as pesquisas voltadas à aplicação de água e ao desempenho dos sistemas de irrigação em campo passaram a ser conduzidas principalmente pela equipe brasileira.

Segundo ele, essa mudança reflete as características da agricultura tropical, que impõem condições operacionais distintas das observadas em mercados tradicionais de irrigação. “Aqui temos desafios de vento, temperatura, umidade e intensidade de uso que dificilmente encontramos em outros lugares”, afirmou.

Ainda de acordo com o executivo, o ambiente agrícola brasileiro tem servido como base para o desenvolvimento e a validação de novas tecnologias. Enquanto sistemas irrigados nos Estados Unidos costumam operar entre 500 e 600 horas por ano, áreas irrigadas no Brasil frequentemente superam 2,5 mil horas anuais. Em operações do setor sucroenergético, esse volume pode chegar a 5 mil horas por ano.

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Soja fecha em alta de 1,94% em Chicago com apoio das exportações

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira (25) na Bolsa de Chicago. O vencimento de novembro avançou 1,94%, encerrando o dia cotado a US$ 11,57 por bushel.

Segundo a Datagro, o mercado foi impulsionado por um movimento de recuperação técnica após as perdas registradas nas últimas sessões. Os investidores também acompanham a previsão de uma onda de calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos, importante região produtora da oleaginosa.

A Agrinvest destacou ainda que as exportações norte-americanas deram suporte às cotações. As vendas semanais divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) superaram as expectativas do mercado, somando 455,4 mil toneladas para a safra 2025/26 e 902,2 mil toneladas para a temporada 2026/27.

Os derivados também contribuíram para o avanço da soja. O óleo acompanhou a valorização do petróleo, enquanto o farelo recebeu suporte das incertezas em torno das greves na Argentina, que podem afetar os embarques do país e favorecer exportadores como Brasil e Estados Unidos.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em alta na Bolsa de Chicago, o vencimento de dezembro subiu 1,90% e fechou negociado a US$ 4,43 por bushel.

De acordo com a consultoria Granar, o mercado interrompeu uma sequência de quatro sessões consecutivas de perdas. O movimento foi impulsionado principalmente pela atuação de fundos e especuladores, que aproveitaram os preços considerados excessivamente depreciados para recompor posições.

A recuperação do petróleo também colaborou para a valorização do cereal. Após oscilar acima dos US$ 70 por barril durante a madrugada, a commodity encerrou o dia próxima de US$ 71,80, contribuindo para melhorar o sentimento dos investidores nos mercados agrícolas.

Trigo

Os contratos futuros do trigo também avançaram nesta quinta-feira, com contrato para setembro registrando alta de 0,92%, fechando cotado a US$ 6,01 por bushel.

Segundo a Granar, parte do movimento foi resultado de compras técnicas realizadas por investidores que haviam liquidado posições nos últimos dias. Além disso, o mercado segue atento à intensa onda de calor que atinge diversas regiões da Europa.

As preocupações com possíveis impactos climáticos sobre as lavouras de trigo de ciclo mais tardio no continente reforçaram o suporte às cotações e ajudaram a sustentar os ganhos da commodity ao longo da sessão.

 

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Cacau atinge pico de cinco meses em NY com preocupação sobre a safra

As condições climáticas na África Ocidental seguem impactando a safra de cacau e impulsionando as cotações futuras na bolsa de Nova York. Na sessão desta quinta-feira (25), o contrato para entrega em setembro registrou avanço de 5,51% e fechou precificado em US$ 5.247 por tonelada.

De acordo com a análise do Barchart os preços futuros estenderam a alta de duas semanas neste pregão, atingindo o maior patamar em 5,5 meses.

O mercado segue atento às fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana, que inundaram estradas e isolaram o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos, ameaçando o abastecimento global.

“O acumulado de chuvas de junho até segunda-feira já atingiu níveis próximos à média típica para todo o mês em ambos os países. O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, informou o Barchart.

Café

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou em queda de 0,29% e encerrou a sessão cotado em U$S 2,76 por libra-peso.

O Barchart apontou que o café arábica encerrou o dia consolidando abaixo da máxima de seis semanas. O mercado acompanha as chuvas que voltaram a cair no Brasil e estão atrasando a colheita de café no país e pressionando os preços para cima.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que uma frente fria está trazendo chuvas para o sul do Brasil, com previsão de mais de 50 milímetros ao longo desta semana, o que limitará as atividades no campo e poderá reduzir a qualidade da safra de café.

Açúcar

Para o açúcar, a sessão foi de ligeiros ganhos com o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro sendo negociado em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 0,57%.

A consultoria Czarnikow informou que o mercado de açúcar dos EUA permanece calmo, com preços inalterados. “Os compradores mantiveram-se cautelosos, concentrando-se nos contratos existentes para 2025-2026 e demonstrando pouco interesse em novos compromissos, enquanto alguns vendedores restringiram as ofertas à vista e priorizaram as reservas futuras”, reportou.

Além disso, o mercado está atento aos riscos tarifários relacionados à investigação do USTR (Representante Comercial dos EUA) e que impulsionaram algumas compras.

A consultoria ainda destacou que as tarifas podem chegar a 10 centavos de dólar por libra para o açúcar bruto e 20 centavos de dólar por libra para o açúcar refinado, além das tarifas já elevadas.

A Czarnikow  destacou que o açúcar não fazia parte inicialmente da investigação. Porém, muitos representantes da indústria e do governo têm pressionado o USTR para que inclua o açúcar na investigação mais ampla. Espera-se que o USTR conclua sua investigação e proponha medidas corretivas até o final de julho.

Algodão

O  contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou com avanço de 0,93% e foi precificado em 76,97 centavos de dólar a libra-peso.

O relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta manhã mostrou que 83.864 fardos de algodão para a safra 2025/26 foram vendidos até a semana passada.

Além disso, também foram registradas vendas de 67 mil fardos de algodão da nova safra nessa semana, o menor volume em seis semanas. Os embarques totalizaram 300 mil fardos, o maior volume em quatro semanas e um aumento de 46,64% em relação à mesma semana de 2025.

Suco de laranja

Já as negociações futuras do suco de laranja, a sessão foi de quedas. O vencimento futuro para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,77%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

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