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Ministério da Agricultura debate produção nacional de vacinas para rebanhos

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) discutiu nesta quarta-feira (12) com representantes da indústria farmacêutica medidas para ampliar a produção nacional e garantir o abastecimento de vacinas para rebanhos brasileiros.

O encontro teve participação dos representantes da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) e discutiu medidas para ampliar a fabricação de vacinas destinadas à pecuária, especialmente contra raiva e brucelose.

Também foram avaliadas oportunidades para desenvolver imunizantes voltados à exportação, inclusive para países que ainda utilizam a vacinação contra a febre aftosa.

Entre os pontos debatidos esteve a retomada da produção nacional da vacina contra a raiva, além de iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de imunizantes veterinários.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, governo e indústria têm interesse comum em ampliar a capacidade produtiva brasileira e reduzir riscos de desabastecimento.

O ministro afirmou que a intenção é criar condições para produzir vacinas no país com segurança e qualidade, evitando que o Brasil fique vulnerável à falta de imunizantes.

A reunião também tratou da atuação do Ministério da Agricultura dentro de suas competências regulatórias e sanitárias e da interlocução com o setor privado para ampliar a produção nacional.

Para André de Paula, o fortalecimento da indústria de vacinas veterinárias pode gerar empregos, ampliar a capacidade produtiva brasileira e contribuir para a segurança sanitária dos rebanhos.

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Açúcar fecha em alta de 2,44% em NY com preocupação sobre oferta global

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro fechou a sessão desta quinta-feira (13) com alta de 2,44%, cotado a 16,82 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta foi sustentada pelas preocupações com os impactos do clima sobre a produção global de açúcar.

Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas devem reduzir a produção da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos, de acordo com dados da S&P Global Energy.

Na Índia, as condições climáticas também seguem no radar dos investidores. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o acumulado de chuvas da temporada de monções, entre junho e setembro, estava 12% abaixo da média até 13 de agosto.

Apesar do déficit, o cenário representa melhora em relação ao registrado em 30 de junho, quando as precipitações estavam 42% abaixo do normal.

Em 31 de julho, o Departamento Meteorológico da Índia havia informado que as chuvas durante agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média. O Ministério de Ciências da Terra do país também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca em 11 anos.

A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, e a temporada de monções é considerada fundamental para o desenvolvimento das lavouras de cana.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com leve baixa de 0,10%, negociado a US$ 5.719 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau chegaram a subir durante a sessão, recuperando parte das perdas registradas na terça-feira, quando os contratos em Nova York e Londres recuaram mais de 4%.

A queda anterior foi pressionada por relatos de condições favoráveis de cultivo na Costa do Marfim e em Gana. O clima tem favorecido a floração dos cacaueiros nos dois países, aumentando as expectativas para a oferta antes do início da principal colheita, previsto para o próximo mês.

Costa do Marfim e Gana estão entre os principais produtores mundiais de cacau, e as condições das lavouras nos dois países influenciam diretamente as expectativas de oferta no mercado internacional.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 2,23%, cotado a US$ 3,12 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços recuaram após atingirem na terça-feira o maior nível em um mês. Na sessão anterior, o mercado havia sido impulsionado pelos impactos de um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira.

O tremor provocou interrupções nas exportações de café do país, que é o segundo maior produtor mundial de café arábica.

Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana.

Apesar das preocupações com a oferta colombiana, os preços perderam força nesta sessão e devolveram parte dos ganhos registrados anteriormente.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com alta de 1,04%, cotado a 83,50 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão desta quinta-feira, porém, os contratos futuros passaram a operar em queda na maioria dos vencimentos, com recuos entre 85 e 109 pontos. O movimento ocorre em meio à queda do petróleo bruto, de US$ 1,32 por barril, enquanto o índice do dólar recua 0,054 ponto.

Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas para exportação de algodão somaram 778.939 fardos equivalentes ao longo da semana encerrada em 6 de agosto, considerando o ano comercial de 2025/26. As novas vendas totalizaram 126.050 fardos, enquanto os embarques chegaram a 208.374 fardos.

O relatório de produção agrícola do USDA, divulgado na quarta-feira, apontou redução de 90 mil fardos na estimativa de produção de algodão dos Estados Unidos, para 13,61 milhões de fardos.

A área plantada foi elevada em 620 mil acres, para 10,47 milhões de acres. Já a produtividade estimada recuou 74 libras por acre, para 798 libras por acre.

Nos estoques, a projeção para a safra antiga permaneceu em 4,2 milhões de fardos. Para a nova safra, a estimativa caiu em 100 mil fardos, para 4 milhões de fardos.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 0,94% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,39 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Agro exporta US$ 16,3 bi em julho e bate recorde para o mês, aponta Mapa

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$16,3 bilhões em julho, melhor marca para o mês, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (13). 

Este valor representa um aumento de 5,4% ante os US$ 15,5 bilhões arrecadados no mesmo período de 2025.

Já as importações no mês reduziram 2,8% no comparativo e totalizaram US$ 1,75 bilhão, desconsiderando a compra de insumos utilizados pelo setor, como  fertilizantes (US$ 1,77 bilhão; +1,5% em relação a 2025), defensivos agrícolas (US$ 642,76 milhões; -7,5% em relação a 2025), entre outros. 

De acordo com a balança comercial do mês, as exportações do setor representaram 47,9% do total embarcado pelo país. 

Segundo o ministério, os produtos com maior peso para a balança comercial de julho foram: 

  • Soja (US$ 7,15 bilhões, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Carnes  (US$ 2,91 bilhões, aumento de 5,2% ante 2025);
  • Produtos florestais (US$ 1,62  bilhão, aumento de 16,5% ante 2025);
  • Produtos do complexo sucroalcooleiro  (US$ 1,13 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Café, o único dos cinco com queda no comparativo (US$ 0,93 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025)

Embarques de carne bovina em queda 

Às vésperas do esgotamento da cota chinesa, os embarques de carne bovina in natura em julho apresentaram redução de 5,8% no valor (US$ 1,45 bilhão) e de 17,7% no volume (227,94 mil toneladas). 

No comparativo com julho de 2025, os embarques para o principal parceiro comercial do setor reduziram 39,6% no valor, totalizando  US$ 529,24 milhões. O país concentrou 36,6% das vendas. 

Apesar das quedas, a proteína se manteve como o segundo produto com maior peso para o setor. Por outro lado, o valor médio da proteína aumentou 14,4% (US$ 6.351 por tonelada) e, segundo o Mapa, ajudou a “amenizar parte das perdas”. 

Outros parceiros comerciais de destaque no mês foram: Estados Unidos (US$ 160,04 milhões, +127,7% e 11,1% de participação); Chile (US$ 121,90 milhões, +111,7% e 8,4% de participação); União Europeia (US$ 94 milhões, +9,7% e 6,5% de participação) e México (US$ 79,28 milhões, -10,1% e 5,5% de participação).

Soja bate recorde 

Dados da balança comercial mostram que os embarques de soja em grãos no mês foram recorde em valor (US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4% frente a julho de 25) e em volume (13,4 milhões de toneladas). Além disso, o preço médio por tonelada também cresceu 7,4% e fechou o mês em US$ 438.

A China concentrou 70% das exportações no mês, com US$ 4,11 bilhões, um salto de 5,9% no comparativo anual. 

Também apresentaram crescimento no total embarcado: União Europeia (US$ 453,43 milhões, +17,3% e 7,7% de participação); Tailândia (US$ 167,93 milhões, +11,5% e 2,9% de participação); México (US$ 162,11 milhões, +596,7% e 2,8% de participação) e Irã (US$ 160,93 milhões, +2.843,8% e 2,7% de market share).

Além da soja, outros oito produtos apresentaram valores recorde para o mês:

  •  Celulose – recorde em valor (US$ 1,06 bilhão; +30,8%) e quantidade (1,97 milhão de toneladas; +2,9%);
  •  Farelo de soja – recorde em quantidade (2,42 milhões de toneladas; +17,6%); 
  • Carne de frango in natura – recorde em valor (US$ 876,17 milhões; +33,9%);
  • Óleo de soja bruto – recorde em valor (US$ 370,24 milhões; +184,3%) e quantidade (309,05 mil toneladas; +143,5%);
  •  Café solúvel – recorde em valor (US$ 106,48 milhões; +18%) e quantidade (9,5 mil toneladas; +43,2%);
  • Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 102,55 milhões; +22,2%); 
  • Feijões secos – recorde em valor (US$ 86,07 milhões; +21,7%) e quantidade (106,82 mil toneladas; +28%); 
  • Miudezas de carne de frango – recorde em valor (US$ 57,44 milhões; +184%) e quantidade (63,84 mil toneladas; +123,6%)

Açúcar, café verde e milho em queda 

Por outro lado, os embarques de milho apresentaram queda no valor ( US$ 415,23 milhões, -15,7%) e volume exportados (1,94 milhão de toneladas, -20,2%). Em compensação, o preço médio pago por tonelada saltou 5,6% e fechou o mês em US$ 214. 

O principal mercado do grão foi o Egito, com US$ 133,02 milhões e 600 mil toneladas. Já Vietnã e Irã reduziram as importações em US$ 79,6 e US$ 68,1 respectivamente. 

Os embarques de açúcar de cana em bruto também reduziram em volume (-19,2%, 2,53 milhões de toneladas) e valor (-32,6% e US$ 849,6 milhões). 

Segundo a pasta, as quedas são resultado da menor demanda por parte das exportações para Malásia (-US$ 76,26 milhões); Indonésia (-US$ 67,53 milhões); Emirados Árabes Unidos (-US$ 60,91 milhões); Egito (-US$ 56,64 milhões) e Argélia (-US$ 51,04 milhões).

Os principais mercados para o produto em julho foram:  China (US$ 198,80 milhões, +10,4% e 23,4% de participação); Marrocos (US$ 91,55 milhões, +138,3% e 10,8% de participação); Índia (US$ 74,34 milhões, -39,1% e 8,7% de participação); Nigéria (US$ 69,30 milhões, +20,6% e 8,2% de participação) e Canadá (US$ 64,12 milhões, +2% e 7,5% de participação). 

Outro produto com redução nos embarques foi o café verde. Frente a julho de 2025, as exportações reduziram 21,9% em valor (US$ 815,9 milhões), 4,8% em volume (153,2 mil toneladas) e no preço médio por tonelada (17,8%).

China na liderança

Em julho, a China se manteve como o principal destino das exportações do setor, concentrando 34,5% do valor total (US$ 5,64 bilhões). No mês, o país aumentou os embarques de soja em grãos (+US$ 229,95 milhões); carne de frango in natura (+US$ 85,38 milhões) e celulose (+US$ 61,16 milhões).

Com 14,7% do total exportado (US$ 2,4 bilhões), a União Europeia foi o segundo principal destino comercial do setor, com alta nos embarques de  celulose (+US$ 124,25 milhões). soja em grãos (US$ 453,43 milhões e +17,3% em relação a 2025); farelo de soja (US$ 441,62 milhões e +20,9%); café verde (US$ 375,48 milhões e -28,5% em relação a 2025).

Com 5,8% do market share, os embarques para os Estados Unidos somaram US$ 944,4 milhões no mês. Frente a 2025, houve queda de 12,2% nas exportações puxada pelas baixas nos embarques de café verde (-US$ 35,59 milhões) e suco de laranja (-US$ 27,56 milhões). Por outro lado, as exportações de carne bovina aumentaram US$ 89,75 milhões.

Os mercados que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em julho de 2026 foram: Índia (+US$ 206,82 milhões); Irã (+US$ 155,51 milhões); Turquia (+US$ 91,73 milhões) e Egito (+US$ 90,33 milhões). 

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Caramuru tem alta de 2,8% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026

A Caramuru teve lucro líquido de R$ 179,1 milhões no segundo trimestre de 2026, ante R$ 174,2 milhões frente ao mesmo período do ano anterior, alta de aproximadamente 2,8%. No primeiro semestre, o lucro acumulado chegou a R$ 214,6 milhões, queda de 26% sobre os R$ 289,9 milhões do mesmo período de 2025.

A receita operacional líquida consolidada foi de R$ 2,104 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 1,993 bilhão se comparado ao mesmo período do ano anterior, crescimento de 5,6%. No semestre, a receita ficou em R$ 3,736 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 3,757 bilhões de um ano antes.

O EBITDA Ajustado (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da Caramuru alcançou R$ 291,3 milhões no segundo trimestre, com margem de 13,8%. No acumulado do primeiro semestre, o indicador totalizou R$ 293,6 milhões, com margem de 7,9%.

O volume de vendas atingiu 1,274 milhão de toneladas nos seis primeiros meses de 2026, avanço de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025. A originação de soja também cresceu, com alta de 10,4%, para 2,138 milhões de toneladas.

A receita líquida do segmento de Commodities Diferenciadas somou R$ 1,166 bilhão nos seis primeiros meses de 2026, crescimento de 12,9% ante o mesmo período de 2025.

A Caramuru registrou dívida líquida de R$ 2,77 bilhões ao fim do primeiro semestre de 2026, alta de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025. Com o aumento do endividamento, o índice de dívida líquida sobre o Ebitda ajustado passou de 3,46 vezes para 4,06 vezes em um ano.

Apesar da maior alavancagem, a companhia apresentou melhora no índice de liquidez, que chegou a 2,10 vezes em junho, ante 1,45 vez no mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o indicador reforça a manutenção de uma estrutura de liquidez satisfatória.

No segundo trimestre, a Caramuru contratou R$ 524 milhões em novas operações bancárias, principalmente por meio de ACCs verdes. Os recursos foram direcionados à otimização da estrutura de capital e ao reforço da gestão de liquidez.

Com relação ao alongamento das dívidas, o movimento foi impulsionado principalmente pela contratação, no primeiro trimestre, de um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) verde de R$ 600 milhões. A operação reduziu a concentração de vencimentos no curto prazo e ampliou a flexibilidade financeira da empresa.

Biocombustíveis

O segmento de Biocombustíveis reduziu sua participação na Receita Líquida tanto no segundo trimestre de 2026 quanto no acumulado do ano. No trimestre, a representatividade caiu de 30% para 27%, enquanto nos seis primeiros meses do ano recuou de 33% para 28%. O resultado foi influenciado pela redução de 6,7% no volume comercializado e de 8,3% no preço médio de venda.

A demanda por biodiesel também foi afetada pela não implementação do B16, com a manutenção da mistura obrigatória em 15%. O cenário limitou o crescimento do consumo e contribuiu para a queda dos preços do produto.

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Tyson Foods fecha mais duas plantas de carne bovina nos EUA

A Tyson Foods anunciou uma reorganização de suas operações de carne bovina nos Estados Unidos, com o fechamento de duas unidades e a intenção de vender outra. As medidas buscam concentrar a produção em plantas consideradas mais estratégicas diante da escassez de gado no país. As informações foram divulgadas pela em comunicado pela nesta quinta-feira (13).

Segundo a empresa, as operações de carne bovina serão concentradas em três unidades localizadas no centro dos Estados Unidos, em Dakota City, Nebraska, Holcomb, Kansas, e Amarillo, Texas. A estratégia pretende tornar a rede mais eficiente e competitiva diante das restrições de oferta de animais.

A Tyson encerrará as atividades da unidade de carne bovina em Joslin, Illinois, que emprega mais de 2 mil pessoas e tem capacidade para abater cerca de 3 mil bovinos por dia. A companhia também pretende vender a planta de Pasco, em Washington, com capacidade para aproximadamente 2 mil abates diários.

A empresa informou ainda que fechará a unidade de produtos de carne bovina pré-embalados, conhecida como case-ready, em Eagle Mountain, Utah. A capacidade dessas instalações será transferida para outras unidades com maior capacidade de expansão.

Com a reorganização, a Tyson pretende retomar o segundo turno de produção na unidade de Amarillo, no Texas, conforme a disponibilidade de gado aumente. Segundo a companhia, o conjunto das mudanças permitirá manter nível semelhante de abate por meio de uma rede mais eficiente e moderna.

Escassez de gado

A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre os frigoríficos americanos. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a oferta doméstica de gado caiu para o menor nível em 75 anos, elevando os custos das empresas de processamento.

Ao mesmo tempo, a demanda por carne bovina permanece firme e ajudou a levar os preços a níveis recordes. O movimento também tornou a proteína um dos principais componentes da inflação de alimentos nos Estados Unidos.

A Tyson já havia fechado, no início deste ano, uma unidade em Lexington, Nebraska, considerada uma das maiores plantas de processamento de carne bovina do país. A companhia também reduziu pela metade a produção de uma unidade no Texas.

Em comunicado aos funcionários, o CEO da Tyson Foods, Donnie King, afirmou que dados recentes do USDA mostram poucos sinais de que os pecuaristas estejam ampliando os rebanhos.

Para King, os dados indicam que as restrições de oferta devem persistir e exigem uma resposta estratégica da companhia. A Tyson afirmou que a reorganização busca fortalecer a competitividade da operação de carne bovina no longo prazo diante de uma das maiores escassezes de gado já enfrentadas pelos Estados Unidos.

A empresa também afirmou que pretende apoiar os funcionários afetados pelas mudanças, inclusive na busca por vagas disponíveis em outras unidades.

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MBRF registra queda de 19,5% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026

A MBRF, empresa dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, teve um lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 19,5% se comparado ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o resultado havia sido de R$ 85 milhões.

De acordo com o comunicado, a empresa destaca que mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, a companhia manteve sua capacidade de geração de resultados e apoiada pela evolução operacional, expansão comercial e ganhos de sinergia e eficiência em diferentes mercados.  
 
“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF. 

A receita liquida somou R$ 40,7 bilhões neste segundo trimestre de 2026, com avanço de 4,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,2 bilhões, um avanço de 5,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que estava em R$ 3.039 bilhões.

A margem EBITDA ajustada no trimestre foi de 7,9%, um aumento de 3 bps em comparação ao mesmo período de 2025, que estava em 7,8%.

A companhia também informou que o volume de vendas cresceu, atingindo 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Com relação à cota chinesa, a MBRF destacou que deve manter os fluxos de exportação por meio de suas operações internacionais. A companhia pode atender à demanda da China a partir de unidades localizadas em países como Argentina e Uruguai, que possuem acesso ao mercado chinês, enquanto a operação nos Estados Unidos também pode ser utilizada para abastecer o mercado asiático.

Operações de bovinos

Na América do Norte, o volume de vendas cresceu 2%, de 468 mil para 477 mil toneladas, contribuindo para mitigar os efeitos da menor disponibilidade de gado.

O maior peso médio das carcaças e a demanda firme mantiveram os preços em patamares elevados e impulsionaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões, avanço de 14,9% em relação aos US$ 3,263 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Em coletiva de imprensa, a empresa destacou que a oferta restrita de animais nos Estados Unidos continua impactando as margens. Com o anúncio da reabertura das importações de gado do México, a expectativa é de um efeito positivo a partir de 2027, embora o impacto dependa do peso do gado americano.

Já na América do Sul, a empresa informou que a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda por proteína bovina nos mercados externos sustentaram o crescimento dos volumes e da receita.

No período, a receita líquida alcançou R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado avançou 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sadia Halal

A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões, alta de 16,6% em relação ao segundo trimestre de 2025.

O EBITDA ajustado alcançou US$ 95 milhões, crescimento de 104,3%, enquanto a margem EBITDA ajustada avançou 6,9 pontos percentuais, para 16,1%, novo recorde para a operação.

“Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística que têm sido fundamentais para mitigar os desafios operacionais decorrentes do contexto geopolítico, assegurando o abastecimento e contribuindo para a segurança alimentar da região,” explica Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e Vice-Presidente do Mercado Halal da MBRF.

 

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Distribuição de insumos agropecuários movimenta R$ 171 bilhões em 2025

A distribuição de insumos agropecuários movimentou R$ 171 bilhões em faturamento em 2025, segundo a 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição, realizada pela Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários) em parceria com o Cepea-Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Do total, R$ 105 bilhões vieram da comercialização de insumos, enquanto R$ 43 bilhões foram gerados com a comercialização de grãos e R$ 23 bilhões com máquinas, serviços e outras atividades.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (13), durante o Congresso Andav 2026, realizado em São Paulo.

Thiago Bernardino, coordenador técnico do Cepea-Esalq/USP, reforçou, durante a apresentação da metodologia da pesquisa, que o trabalho envolve a contribuição de diversos profissionais, o que demonstra a importância e a valorização do levantamento realizada pela Andav para o setor.

Segundo a Andav, os distribuidores são responsáveis por 47% de todo o volume de insumos que chega aos produtores rurais no país.

A pesquisa também apontou que a soja é a principal cultura atendida pelos distribuidores, com 43% de participação, seguida pelo milho, com 20%.

Entre os segmentos de insumos, os defensivos químicos representam a maior parcela, com 43% de participação. Na sequência aparecem os fertilizantes para o solo, com 17%, e as sementes, com 16%.

O levantamento ainda mostrou que o número de lojas do setor cresceu 3,5% em relação a janeiro de 2025. Para os próximos anos, 32% das empresas consultadas afirmam ter planos de abrir novas unidades até 2028.

Segundo a pesquisa, 82% das empresas de distribuição de insumos agropecuários estão há mais de 11 anos no mercado.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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Milho recua em Chicago após realização de lucros e safra no Brasil

O contrato futuro do milho para dezembro encerrou o pregão desta quinta-feira (13) em queda de 1,82% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,72 por bushel.

Segundo a Granar, os contratos recuaram após investidores realizarem lucros depois da forte alta registrada na sessão anterior. O movimento também foi influenciado pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.

A previsão de novas chuvas para Iowa, centro de Illinois e Indiana favorece o desenvolvimento das lavouras e ajuda a definir o potencial produtivo da safra norte-americana.

O mercado também repercutiu as perspectivas de uma produção maior na América do Sul. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a Conab elevou a estimativa para a safra brasileira de milho 2025/2026 de 141,73 milhões para 142,96 milhões de toneladas.

A projeção para a segunda safra, a safrinha, passou de 109,43 milhões para 111,03 milhões de toneladas. Apesar do aumento na produção, a Conab manteve a estimativa de exportações em 46,5 milhões de toneladas.

Na sessão anterior, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou a produção brasileira de milho em 140 milhões de toneladas e as exportações em 42 milhões de toneladas.

Soja

O contrato futuro da soja para novembro encerrou o pregão com leve queda de 0,08% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 11,82 por bushel.

Segundo a Granar, os preços da oleaginosa registraram pouca variação no mercado norte-americano, sustentados pela forte demanda chinesa.

O movimento foi reforçado pelo relatório semanal de exportações dos Estados Unidos e por novas confirmações de vendas de soja para a China.

O mercado também acompanha as expectativas em torno da visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro, quando deverá se reunir com o presidente americano Donald Trump.

Trigo

O contrato do trigo para setembro encerrou o pregão deste pregão em queda de 0,22% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 6,68 por bushel.

Segundo a Granar, os preços do trigo fecharam majoritariamente em baixa nos mercados norte-americanos, após os ganhos registrados na sessão anterior. O movimento foi influenciado pela realização de lucros por fundos de investimento.

O mercado também acompanhou os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Ataques com drones ucranianos atingiram o porto russo de Novorossiysk e interromperam as operações no maior complexo portuário do país.

Em resposta, a Rússia atacou uma embarcação no porto ucraniano de Odessa. Os episódios aumentaram a atenção dos investidores sobre os riscos para o fluxo de exportações de grãos na região do Mar Negro.

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Bancos veem sucessão de Wesley Batista na JBS como transição de baixo risco

A escolha de Wesley Batista Filho como novo CEO Global da JBS foi recebida de forma positiva por bancos e casas de análise. Em relatórios divulgados após o anúncio, a avaliação predominante é de que a sucessão representa mais uma continuidade da estratégia da companhia do que uma mudança de direção.

Wesley Batista Filho, atual CEO da JBS USA, assumirá o comando global da companhia em janeiro de 2027, no lugar de Gilberto Tomazoni. O atual CEO deixará o cargo após cerca de oito anos e passará a atuar como vice-presidente do conselho e senior advisor da JBS, além de permanecer como chairman da Pilgrim’s Pride.

O BofA (Bank of America) avaliou que a escolha de Wesley Batista Filho representa um sinal de continuidade na estratégia da JBS. Para o banco, a sucessão foi planejada e não deve provocar mudanças relevantes na direção da companhia.

Na avaliação do Bradesco, Wesley é o sucessor natural de Tomazoni, em uma transição que já vinha sendo preparada pela JBS. Embora o anúncio tenha ocorrido um pouco antes do esperado, o banco considera que a mudança faz sentido diante do longo período de Tomazoni à frente da companhia e das crescentes demandas de uma JBS listada nos Estados Unidos. Para o Bradesco, a troca representa “muito mais continuidade do que mudança de direção”.

Na avaliação do BTG Pactual, a transição vinha sendo construída havia algum tempo e, por isso, não deveria representar uma surpresa para o mercado. O banco destacou que Wesley, de 34 anos, está há 15 anos na JBS e acumulou posições de liderança em praticamente todos os principais negócios da companhia no Brasil e nos Estados Unidos.

O Citi também classificou a sucessão como uma transição planejada e destacou a experiência operacional de Wesley, que comandou a JBS Brasil, a Seara e, mais recentemente, a JBS USA, considerada a maior plataforma da companhia.

Para o banco, a principal questão para os investidores será acompanhar como a nova estrutura de liderança funcionará na prática, especialmente a divisão de responsabilidades entre CEO, vice-presidente do conselho e conselho de administração.

Na avaliação do J.P. Morgan, a transição também é amplamente antecipada por quem acompanha a JBS e deve resultar em “nenhuma mudança relevante” na estratégia. O banco ressaltou a passagem de Wesley por posições como CEO da JBS Brasil, presidente da Seara e, desde 2023, CEO da JBS USA.

O Morgan Stanley foi ainda mais direto ao avaliar que a mudança tem implicações estratégicas muito limitadas para a JBS. Embora o momento do anúncio tenha sido considerado incerto, a escolha de Wesley era amplamente esperada.

A instituição destacou a experiência acumulada pelo executivo em diferentes posições de liderança e sua participação em conferências e eventos com investidores.

O Morgan Stanley também avaliou que, com o tempo, a mudança tende a ser vista positivamente pelo mercado, diante de uma transição considerada organizada e da permanência de Tomazoni no conselho.

A casa descreveu Wesley como um líder experiente, com 15 anos de companhia, além de ter um perfil operacional e considerado energético e determinado.

O Safra adotou uma avaliação semelhante e classificou a troca como um passo natural dentro do planejamento sucessório de longo prazo da JBS. Para o banco, Wesley tem uma carreira sólida construída em diferentes operações globais da companhia e é altamente qualificado para dar continuidade à estratégia e à execução da empresa.

O Safra avaliou ainda que não há uma ruptura na gestão, já que Tomazoni continuará na companhia em uma função mais estratégica.

Entre as casas analisadas, a XP também recebeu positivamente a escolha. A corretora afirmou que o anúncio foi “positivo” e destacou que a sucessão já era amplamente esperada pelo mercado.

Para a XP, Wesley vem sendo preparado para a função há vários anos e reúne experiência operacional por ter passado por diferentes unidades de negócio da JBS, desde a produção e exportação até posições executivas.

A XP também apontou como fator positivo o conhecimento de Wesley sobre o ciclo pecuário dos Estados Unidos, considerado particularmente relevante diante do desempenho da operação de carne bovina americana, que tem sido um dos principais fatores negativos para as revisões de resultados da companhia.

Outro ponto destacado pela XP é que a chegada de Wesley ao comando global pode aumentar o alinhamento entre a companhia e seus acionistas controladores. Na avaliação da casa, isso poderia elevar a possibilidade de operações de fusões e aquisições mais agressivas no curto e médio prazo.

O Santander afirmou que a transição ocorre em um momento importante para a JBS, após a listagem nos Estados Unidos e a apresentação do primeiro formulário 10-Q, e avaliou que mudanças na liderança sempre carregam riscos de execução. O banco ressaltou o papel de Tomazoni no fortalecimento da governança corporativa e no crescimento da companhia.

A XP também mencionou um ponto de atenção relacionado à governança. Segundo a casa, o nome de Wesley ainda pode trazer lembranças negativas associadas a questões de governança da JBS, além de aumentar a concentração no conselho.

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Exportações ucranianas de grãos caem 76%; país busca rotas alternativas

A Ucrânia planeja enviar mais grãos pelo rio Danúbio e por países vizinhos do leste europeu depois que um bloqueio russo aos principais portos do Mar Negro fez as exportações despencarem 76% em relação ao mesmo período do ano passado até agora em agosto, informou a operadora ferroviária estatal nesta quinta-feira (13).

Os embarques de grãos destinados à exportação totalizaram 201.700 toneladas até agora neste mês, informou a Ukrzaliznytsia.

“O ritmo dos embarques de exportação está extremamente baixo devido ao bloqueio dos portos marítimos”, afirmou a empresa em um relatório.

Os ataques russos contra portos ucranianos no Mar Negro, terminais de exportação e embarcações praticamente interromperam os embarques desde o fim do mês passado.

A Ukrzaliznytsia informou que as cargas destinadas à exportação estavam sendo redirecionadas para portos no rio Danúbio e para passagens ferroviárias com a Polônia, Hungria, Eslováquia e Romênia.

Os embarques para os portos do Danúbio desde o início de agosto chegaram a 91,1 mil toneladas, 11 vezes o volume registrado em julho, enquanto os volumes enviados para países do leste europeu aumentaram 81%, para 126 mil toneladas.

Volumes continuam baixos

Valeriy Tkachev, vice-chefe do departamento comercial da Ukrzaliznytsia, disse a comerciantes durante uma reunião on-line que as exportações por meio dos países europeus continuavam baixas, mas poderiam aumentar significativamente.

A Ucrânia enfrentou um bloqueio russo semelhante aos portos da região de Odesa em 2022 e 2023, quando as rotas de exportação através dos países vizinhos europeus ajudaram a manter o fluxo das exportações de grãos.

Durante os meses de pico naquele período, até 650 vagões de grãos atravessavam diariamente as fronteiras ocidentais da Ucrânia, disse Tkachev, em comparação com uma média de 140 por dia até agora em agosto.

A maioria dos vagões tinha como destino a Romênia e a Polônia.

Prontos para aumentar as exportações pelo Danúbio

Tkachev disse que as exportações pelos portos do Danúbio também poderiam aumentar, mas atualmente estão limitadas pelos baixos níveis de água e por entraves administrativos.

“Há escassez de capitães e pessoal, e o número de pilotos precisa ser aumentado”, disse Tkachev.

“Se os navios chegarem com mais regularidade, seremos capazes de movimentar mais carga”, acrescentou.

Os frequentes alertas de ataques aéreos, que interrompem as operações, também estão prejudicando as exportações, afirmou. Tkachev observou que somente na terça-feira houve 15 alertas de ataque aéreo, com duração total de 11 horas.

A Rússia intensificou os ataques com drones contra os portos do Danúbio nos últimos meses. O ataque mais recente foi registrado durante a noite, quando o porto de Izmail foi alvo.

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