Categorias
agro destaque_home

USDA recolhe carne bovina argentina distribuída nos EUA

Quase 30 mil libras de carne bovina importada da Argentina, o equivalente a cerca de 13,4 toneladas, estão sendo recolhidas nos Estados Unidos após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) identificar que os produtos não passaram pela reinspeção obrigatória na entrada do país.

O recall envolve aproximadamente 29.628 libras de carne crua importadas pela Corte Argentino USA LLC, empresa com sede na Flórida. Os produtos foram distribuídos para pontos de venda nos estados da Flórida e do Texas. A informação foi divulgada pelo FSIS (Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar) do USDA.

Segundo o órgão, os produtos não passaram pelo procedimento de “import reinspection”, etapa utilizada para verificar a documentação, a rotulagem e as condições dos produtos importados antes de sua comercialização nos Estados Unidos. A falha foi identificada durante uma inspeção de rotina.

A carne foi produzida entre 15 e 20 de maio de 2026 e possui datas de validade ou de congelamento entre 15 e 20 de setembro. Entre os cortes recolhidos estão peças de contrafilé, lagarto, miolo da alcatra e coxão mole. As embalagens apresentam o número do estabelecimento argentino “EST. N° OF. 2025” e a marca de embarque “26644-AA”.

Até o momento, não foram registrados casos de doenças ou ferimentos associados ao consumo dos produtos. Mesmo assim, o FSIS alertou que parte da carne pode ainda estar nas geladeiras ou freezers de consumidores e recomendou que os produtos não sejam consumidos, sendo descartados ou devolvidos ao local de compra.

O USDA não informou como a carga conseguiu avançar pelo processo de inspeção sem cumprir a etapa obrigatória de reinspeção.

Ampliação da exportação

O recolhimento ocorre poucos meses depois de os Estados Unidos ampliarem o acesso da carne bovina argentina ao mercado americano.

Em fevereiro deste ano, o governo dos EUA anunciou uma expansão temporária da cota tarifária para a carne argentina. A medida acrescentou 80 mil toneladas ao volume anual de 20 mil toneladas já existente, permitindo que a Argentina tenha acesso a até 100 mil toneladas dentro da cota em 2026.

A decisão foi apresentada pelo governo americano como uma forma de ampliar a oferta de carne bovina no mercado doméstico e contribuir para reduzir os preços ao consumidor. A medida contempla, principalmente, produtos destinados ao processamento industrial.

A ampliação da cota colocou a Argentina em posição mais relevante no mercado americano de carne bovina, em um momento de preocupação dos Estados Unidos com a oferta doméstica e os preços da proteína.

O recall, no entanto, está relacionado a uma falha no cumprimento dos procedimentos de inspeção de importação, e não a uma indicação de que a carne argentina como um todo apresente problemas sanitários. Não há, até o momento, registro de doenças associadas aos produtos recolhidos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

USDA eleva projeções da safra de milho e soja do Brasil e dos EUA

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevou as projeções para a produção brasileira de milho e soja na safra 2025/26 e também aumentou as estimativas para a produção norte-americana de milho e soja na safra 2026/27. Ao mesmo tempo, o órgão reduziu as projeções de produtividade das duas culturas nos Estados Unidos.

Milho

A produção de milho dos Estados Unidos na safra 2026/27 foi estimada em 16,013 bilhões de bushels, acima dos 16 bilhões de bushels projetados em julho e 0,29% acima da média das estimativas do mercado.

Apesar do aumento na produção, o USDA reduziu a produtividade esperada. A estimativa passou de 183 para 180 bushels por acre, ficando abaixo da média de mercado, de 182,7 bushels por acre.

No Brasil, o USDA elevou a projeção para a produção de milho da safra 2025/26 para 140 milhões de toneladas, contra 138 milhões de toneladas no relatório de julho. A revisão representa alta de 1,45%.

Na Argentina, a produção foi mantida em 63 milhões de toneladas. Com isso, a produção sul-americana de milho foi estimada em 203 milhões de toneladas, contra 201 milhões de toneladas projetadas anteriormente.

Para a safra 2026/27, os estoques finais de milho nos Estados Unidos foram projetados em 1,653 bilhão de bushels, abaixo dos 1,790 bilhão de julho. O número ficou também abaixo da expectativa média do mercado, de 1,745 bilhão de bushels.

Soja

Na soja, o USDA também elevou a estimativa de produção nos Estados Unidos para a safra 2026/27. A projeção passou de 4,475 bilhões para 4,519 bilhões de bushels, alta de 0,98% em relação a julho.

Assim como no milho, porém, a produtividade foi reduzida. O rendimento esperado caiu de 53 para 52,7 bushels por acre, abaixo da média das estimativas, de 53 bushels por acre.

No Brasil, o USDA elevou a projeção de produção de soja para 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, contra 180 milhões de toneladas em julho.

A estimativa brasileira ficou próxima da média das projeções do mercado, de 180,3 milhões de toneladas.

Na Argentina, por outro lado, a produção foi revisada para baixo. O USDA reduziu a estimativa de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas.

Com isso, a produção de soja da América do Sul foi mantida em 242,1 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, os estoques finais de soja para 2026/27 foram projetados em 320 milhões de bushels, contra 310 milhões no relatório anterior.

Trigo

O USDA reduziu levemente a projeção para a produção mundial de trigo na safra 2026/27. A estimativa passou de 819,97 milhões para 819,30 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a produção de trigo também foi revisada para baixo. A projeção passou de 41,81 milhões para 41,66 milhões de toneladas.

A redução ocorre principalmente em um cenário de menor área plantada. A área destinada ao trigo nos Estados Unidos foi de 46,3 milhões de acres em 2024/25, caiu para 45,3 milhões em 2025/26 e está projetada em 42,7 milhões de acres em 2026/27.

Algodão

O USDA elevou levemente a projeção para a produção mundial de algodão na safra 2026/27. A estimativa passou de 117,26 milhões para 117,63 milhões de fardos no relatório de agosto, o equivalente a aproximadamente 25,62 milhões de toneladas.

O avanço global ocorre mesmo com uma revisão para baixo na produção dos Estados Unidos. A produção norte-americana foi reduzida de 13,70 milhões para 13,61 milhões de fardos, ou cerca de 2,96 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a principal mudança veio da produtividade. O rendimento estimado para a safra 2026/27 caiu de 872 para 798 libras por acre colhido, o equivalente a aproximadamente 894 quilos por hectare de pluma. A projeção também fica abaixo dos 852 libras por acre registrados na safra 2025/26.

Apesar da menor produtividade, o USDA elevou a área plantada norte-americana. A estimativa passou de 9,85 milhões para 10,47 milhões de acres, equivalentes a cerca de 4,24 milhões de hectares. A área colhida também subiu, de 7,54 milhões para 8,19 milhões de acres, ou aproximadamente 3,32 milhões de hectares.

Entre os principais produtores, o Brasil aparece com uma revisão positiva. A produção brasileira de algodão na safra 2026/27 foi elevada de 18 milhões para 18,25 milhões de fardos, o equivalente a aproximadamente 3,97 milhões de toneladas.

O Brasil também teve aumento na projeção de exportações, que passaram de 15 milhões para 15,30 milhões de fardos, cerca de 3,33 milhões de toneladas. O consumo interno foi mantido em 3,40 milhões de fardos, ou aproximadamente 740 mil toneladas.

Na China, a produção foi mantida em 33,50 milhões de fardos, aproximadamente 7,29 milhões de toneladas. O consumo interno foi revisado para cima, de 41,50 milhões para 42 milhões de fardos, enquanto as importações permaneceram em 7 milhões de fardos.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Cafeicultores colombianos prometem reconstrução rápida após sismo

Um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira causou impactos severos na principal região produtora de café do país, conhecida como “Eixo Cafeiro” ou “Coração do Café”.

A tragédia, além do elevado número de vítimas, levantou preocupações profundas sobre os efeitos econômicos para os produtores locais e para o mercado internacional de café.

A região afetada concentra 840 mil hectares de cultivo de café arábica lavado, produto pelo qual a Colômbia é reconhecida como o maior produtor da América Latina.

Segundo Isadora Camargo, âncora de Agro da CNN, “a Colômbia depende do café para viver, economicamente falando”, e muitos países ao redor do mundo dependem da importação desse produto.

Departamentos afetados e danos à infraestrutura

O “Eixo Cafeiro” é formado por três departamentos — equivalentes a estados no Brasil: Caldas, Risaralda e Quindio.

Caldas concentra sozinha 75% das exportações de café colombiano e também abriga grande parte do beneficiamento e processamento do produto.

A cidade de Pereira, capital de Risaralda, foi uma das mais atingidas pelo tremor, com 93 mortes registradas.

As estradas da chamada “Rota do Café”, responsáveis pelo escoamento da produção até os portos, tiveram a circulação interrompida nos primeiros dias após o sismo. Segundo Isadora Camargo, as vias voltaram a operar parcialmente no momento da reportagem.

A analista informou ainda ter conversado com um representante da Federação Nacional do Café, que relatou não ser possível ainda monitorar o número exato de produtores afetados nem identificar quantas das mais de 200 mortes registradas envolvem trabalhadores do setor.

Impactos no mercado internacional

Os efeitos do terremoto já se fizeram sentir no mercado financeiro global. “Já está abalado”, afirmou Isadora Camargo, explicando que o preço do café na Bolsa Internacional de Nova Iorque já havia subido em resposta à preocupação com o volume de produção colombiana.

A Colômbia produziu 15 milhões de toneladas de café no ano anterior, um recorde. Somente na região diretamente atingida, mais de um milhão de toneladas estão comprometidas.

Além dos danos imediatos, há preocupação com a continuidade da atividade cafeeira a longo prazo. “São pessoas que vivem do plantio há mais de décadas e com essas mortes pode ser que não tenha sucessão”, alertou a analista.

Ainda assim, Isadora Camargo destacou uma mensagem de esperança transmitida pelos próprios cafeicultores colombianos: em tradução livre do espanhol, eles disseram que “a terra tremeu, mas vão se juntar para refazer isso muito rapidamente”.

Como referência histórica, após um terremoto de magnitude 6,2 ocorrido em 1999, as plantações de café se recuperaram em dois anos e meio — um período considerado relativamente rápido para o ciclo da safra cafeeira.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Área tratada com defensivos cresce 5% no 1º semestre de 2026

A área potencial tratada com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Kynetec Brasil encomendado pelo Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal). O avanço corresponde a 59 milhões de hectares adicionais tratados, levando o total a 1,2 bilhão de hectares nos seis primeiros meses do ano.

O volume de defensivos utilizados também aumentou no período, com alta de 4,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Segundo o levantamento, a maior pressão de pragas contribuiu para o aumento da adoção de tecnologias de proteção de cultivos.

Entre os principais problemas observados esteve a ocorrência de lagartas, percevejos e, principalmente, mosca-branca na soja. As condições climáticas e os desafios do final do ciclo da cultura favoreceram a expansão dos tratamentos, de acordo com o Sindiveg.

Os dados do primeiro semestre refletem tanto os manejos finais da safra de verão 2025/26 quanto a implantação e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, principalmente algodão e milho safrinha.

A metodologia utiliza a métrica de área potencial tratada, que considera a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados. Com isso, o indicador não representa apenas a área cultivada, mas também a intensidade de uso das tecnologias de proteção de cultivos.

Por cultura

O milho respondeu por 35% da área potencial tratada no primeiro semestre, seguido por soja, com 29%, e algodão, com 14%. Pastagens representaram 6%, enquanto a cultura da cana-de-açúcar ficou com 4%.

Hortifruti, feijão, citros, arroz e trigo responderam individualmente por 2% da área tratada. Outras culturas somaram 3%.

Herbicidas lideram

Considerando o volume total de produtos aplicados, os herbicidas representaram 41% do consumo, seguidos por inseticidas, com 29%, e fungicidas, com 22%. Na distribuição por área tratada, os inseticidas tiveram a maior participação, de 35%, enquanto herbicidas responderam por 19% e fungicidas, por 17%.

O tratamento de sementes correspondeu a 6% da área protegida. A categoria de outros produtos, que inclui adjuvantes e reguladores de crescimento, representou os 23% restantes.

Participação regional

No recorte regional, Mato Grosso e Rondônia concentraram, juntos, 35% da área tratada com produtos para proteção de cultivos no primeiro semestre.
São Paulo e Minas Gerais responderam por 18%, enquanto a região denominada BAMATOPIBA, que reúne áreas agrícolas da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, representou 15%.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Café arábica sobe 1,35% em Nova York com atenção ao terremoto na Colômbia

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em dezembro registrou alta de 1,35% e fechou cotado a US$ 3,19 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços do café arábica operam em alta moderada e se consolidam abaixo da máxima de um mês registrada na terça-feira.

A valorização ocorre em meio às preocupações sobre os possíveis impactos do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira sobre a produção e as exportações de café do país.

Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana de café. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de café arábica.

Além dos danos nas áreas produtoras, o mercado acompanha possíveis problemas logísticos. A Maersk informou na terça-feira que as operações no terminal de Buenaventura foram temporariamente suspensas.

O porto é responsável por movimentar grande parte das exportações de café da Colômbia. Segundo a empresa, o fechamento de estradas no interior e as restrições de tráfego provocadas pelo terremoto também podem afetar o transporte de cargas.

Com isso, o mercado monitora se os impactos sobre a infraestrutura e a logística colombianas poderão comprometer o fluxo de café ao exterior, dando suporte aos preços futuros em Nova York.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou o dia com alta de 1,26% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.725 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior.

A forte queda ocorreu após relatos de condições excepcionais de cultivo na Costa do Marfim e em Gana, dois dos principais produtores mundiais de cacau. As condições favoráveis impulsionaram a floração dos cacaueiros antes do início da colheita da safra principal, prevista para o próximo mês.

Nesta quarta-feira, o mercado corrigiu parte das perdas, mas segue atento às condições das lavouras e às perspectivas para a oferta da próxima safra nos principais países produtores da África Ocidental.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou o dia praticamente estável na Bolsa de Nova York. A cotação teve alta de 0,01% e fechou a 84,38 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado avaliou as divulgação de oferta e demanda pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Segundo o consultor independente Pery Passotti Pedro, o relatório foi neutro para os preços do algodão, ao menos neste primeiro momento. A redução projetada para a produção dos Estados Unidos foi compensada por aumentos nas estimativas de outros indicadores, enquanto o corte ficou abaixo do que era esperado pelo mercado.

Para o consultor, um dos pontos que ainda pode gerar ajustes nas próximas divulgações é a taxa de abandono das lavouras nos Estados Unidos. Historicamente, porém, grandes correções nesse indicador não são comuns.

O mercado também esperava uma reação mais forte no contrato de dezembro de 2026 após a divulgação do relatório, movimento que não se confirmou na sessão.

Segundo Passotti, não há, por enquanto, sinais de uma mudança dramática no cenário. “Os investidores devem continuar acompanhando principalmente o comportamento da demanda chinesa e eventuais revisões nas projeções do USDA nos próximos relatórios”, informou.

Açúcar

O vencimento futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão com alta de 1,85%, cotado a 16,42 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços do açúcar avançaram nesta quarta-feira, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. Antes do recuo, os contratos futuros negociados em Nova York e Londres haviam atingido novas máximas de um ano e três meses.

A alta recente dos preços foi impulsionada pelas preocupações com a oferta global, diante das condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras.

Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas pressionaram as lavouras. Segundo dados da S&P Global Energy, a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido deve somar 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos.

O mercado segue atento à evolução das condições climáticas e aos impactos sobre a produção mundial, fatores que podem influenciar a trajetória dos preços do açúcar nos próximos meses.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 0,68% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,38 por libra-peso.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

JBS destaca mercado interno e diversificação de vendas no Brasil

A JBS destacou o desempenho do mercado interno brasileiro e a estratégia de diversificação das vendas de carne bovina entre os fatores que sustentaram o resultado da operação no segundo trimestre de 2026.

A companhia afirmou que vem ampliando iniciativas comerciais com grandes redes varejistas e buscando equilibrar os volumes destinados ao mercado doméstico e às exportações para proteger margens.

A operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões no trimestre, alta de 28% em relação aos US$ 3,581 bilhões do mesmo período de 2025.

O EBITDA ajustado chegou a US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%, o maior resultado para um segundo trimestre da operação.

Segundo a companhia, a estratégia comercial no Brasil tem sido direcionada para maximizar o valor de cada animal e aproveitar as oportunidades nos diferentes canais de venda.

A JBS destacou especialmente o desempenho do portfólio voltado para churrasco e a expansão de iniciativas comerciais com grandes varejistas.

O mercado doméstico é considerado pela companhia uma importante vantagem competitiva, principalmente pela presença de marcas e pelo relacionamento de longo prazo com os clientes.

Ao comentar os resultados, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa vem reorganizando sua estrutura operacional e está confiante nos efeitos das mudanças implementadas.

“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou Tomazoni durante a teleconferência de resultados.

A estratégia não está restrita ao mercado doméstico. Segundo a JBS, a operação brasileira também foi beneficiada pela demanda de exportação durante o trimestre, em um momento de oferta mais limitada de carne bovina em diferentes regiões do mundo.

China continua importante

A China permanece como um dos principais destinos da carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que a estratégia é evitar uma concentração excessiva das vendas em um único mercado.

A companhia explicou que busca equilibrar os volumes destinados à China, a outros mercados internacionais e ao mercado brasileiro. O objetivo é direcionar os produtos para os mercados com melhores retornos e, dessa forma, proteger as margens.

“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a companhia durante a teleconferência.

A avaliação da empresa é que a diversificação permite maior flexibilidade comercial em um cenário de mudanças nos fluxos internacionais de carne bovina.

Demanda global sustenta mercado

Para Tomazoni, apesar das diferenças entre os mercados, os fundamentos globais da carne bovina continuam favoráveis.

“Os fundamentos globais da carne bovina permanecem construtivos. A oferta é limitada em várias regiões, mas a demanda continua resiliente, e nossa presença global permite direcionar produtos para os mercados de maior retorno”, disse o executivo.

Na avaliação da JBS, essa combinação entre oferta restrita e demanda firme cria oportunidades para empresas com presença em diferentes mercados e capacidade de redirecionar os produtos conforme as condições comerciais.

Brasil tem maior disponibilidade de gado

A JBS também afirmou que a disponibilidade de gado no Brasil apresentou melhora durante o trimestre. Segundo a companhia, o foco tem sido aumentar o valor capturado por animal por meio da integração entre a operação industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.

O resultado da operação brasileira ocorreu mesmo em um cenário de preços elevados do gado. Ainda assim, a companhia registrou o maior EBITDA para um segundo trimestre, com US$ 269 milhões pelo IFRS.

A empresa avalia que a combinação entre maior disponibilidade de animais, demanda externa e uma estratégia comercial mais disciplinada contribuiu para o desempenho da operação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Milho sobe 4,40% em Chicago após realtório de oferta e demanda do USDA

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou a sessão desta quarta-feira (12) com alta de 4,40% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,80 por bushel.

Segundo a Granar, os preços fecharam em forte alta influenciados principalmente pela redução das projeções para os estoques de milho dos Estados Unidos divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório mensal de oferta e demanda.

A estimativa para os estoques finais da safra 2025/26 caiu de 51,31 milhões para 49,40 milhões de toneladas. A projeção ficou abaixo dos 50,78 milhões de toneladas esperados por analistas do setor privado.

A revisão ocorreu após o USDA elevar a previsão para as exportações norte-americanas. O volume projetado para a safra 2025/26 passou de 84,46 milhões para 86,36 milhões de toneladas, novo recorde histórico.

Para a safra 2026/27, o USDA manteve praticamente estável a estimativa de produção, que passou de 406,42 milhões para 406,75 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a projeção de exportações aumentou de 81,28 milhões para 83,19 milhões de toneladas.

Com o aumento dos embarques, a estimativa para os estoques finais de 2026/27 caiu de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas, uma redução de 7,66%. O volume também ficou abaixo dos 43,82 milhões de toneladas projetados por analistas.

Além dos fundamentos de oferta e demanda, o mercado também acompanhou o aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Segundo a Granar, um dos principais fatores de preocupação foi o ataque realizado por forças ucranianas contra um importante porto russo no Mar Negro. A possibilidade de novos ataques e de uma resposta do Kremlin pode aumentar os riscos sobre a infraestrutura de exportação de grãos na região.

A Ucrânia é o maior fornecedor de milho da União Europeia e o quarto maior exportador mundial do cereal, o que amplia a atenção do mercado para possíveis impactos sobre o fluxo internacional da commodity.

Soja

O contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou o dia com alta de 1,24% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 11,83 por bushel.

Segundo a Granar, os contratos futuros da soja acompanharam as fortes altas registradas pelo trigo e pelo milho. O mercado também manteve o otimismo em relação ao ritmo de compras chinesas de soja norte-americana.

A expectativa de uma visita do presidente da China, Xi Jinping, a Washington no próximo mês, onde deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuiu para o sentimento positivo.

Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma nova venda de 244 mil toneladas de soja norte-americana para a China, referente à safra 2026/27.

Apesar da alta dos preços, os números apresentados pelo USDA para a nova safra tiveram viés baixista. A agência elevou a projeção para a produção de soja dos Estados Unidos para um recorde de 122,99 milhões de toneladas.

A estimativa supera os 121,79 milhões de toneladas projetados no relatório de julho e também ficou acima da média de 121,71 milhões de toneladas esperada por analistas do setor privado.

Para chegar à nova projeção, o USDA elevou a estimativa de área plantada de 34,56 milhões para 35,13 milhões de hectares. A área prevista para colheita também aumentou, de 34,16 milhões para 34,72 milhões de hectares.

Por outro lado, a produtividade média foi revisada para baixo, passando de 35,64 para 35,44 quintais por hectare.

Com a produção recorde projetada para os Estados Unidos, o mercado passa a acompanhar a evolução das lavouras e, principalmente, o ritmo das compras chinesas para avaliar os próximos movimentos dos preços em Chicago.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou a sessão com alta de 3,32% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,69 por bushel.

O movimento de alta acompanhou a tendência observada durante a sessão noturna e foi impulsionado pela reação do mercado aos ataques da Ucrânia ao porto de Novorossiysk, um dos principais pontos de embarque de grãos da Rússia pelo Mar Negro.

A ação militar foi confirmada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Os ataques provocaram o fechamento dos três principais terminais do complexo portuário de Novorossiysk, NKHP, NZT e KSK, que, juntos, respondem por aproximadamente 40% das exportações russas de grãos.

Segundo Andrey Sizov, CEO da consultoria SovEcon, o terminal NKHP sofreu os danos mais graves, incluindo o colapso de uma das principais galerias utilizadas para o carregamento de navios.

O executivo classificou os danos como graves e afirmou que os reparos podem levar meses. O terminal NKHP informa capacidade anual de movimentação de 7,1 milhões de toneladas de grãos.

Diante dos possíveis impactos sobre a logística de embarques russos, o mercado passou a incorporar maior risco de interrupções no fluxo de trigo e outros grãos pelo Mar Negro, dando suporte aos preços negociados em Chicago.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Kátia Abreu critica Trump e defende novos mercados

A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu classificou como um “absurdo” a política tarifária adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil e disse esperar que o governo de Donald Trump reconheça a importância do país para o comércio internacional.

A declaração foi dada em Luanda, onde ela acompanha as discussões sobre a ampliação da cooperação entre Brasil e Angola no agronegócio.

Para Kátia, a diplomacia brasileira tem capacidade para enfrentar a nova fase de tensão comercial com os Estados Unidos.

“É simplesmente um absurdo um país unilateralmente, com a influência e o poder dos Estados Unidos, fazer imposições que significam quase um massacre para os países, não só para o Brasil”, afirmou.

A ex-ministra, que também foi senadora e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, elogiou a atuação do Itamaraty e disse estar confiante na capacidade de negociação brasileira.

“Eu tenho certeza de que, como lidaram com o tarifaço do início, o primeiro tarifaço do Trump, com certeza vão poder lidar com esse segundo tarifaço”, disse.

Segundo ela, o momento exige uma reação diplomática, mas também uma visão de longo prazo para diversificar os parceiros comerciais do Brasil. Kátia citou a aproximação com a China e defendeu que o país amplie as relações com a África.

Angola como nova fronteira

É nesse contexto de busca por novos mercados que Kátia vê uma oportunidade estratégica em Angola. Para ela, a ansiedade do governo angolano em acelerar a chegada de produtores brasileiros é compreensível diante do desafio de gerar empregos para uma população jovem, mas o processo precisa de algum tempo.

“A ansiedade é grande e a gente vê nesse governo um desejo das coisas acontecerem aqui com muita pressa”, afirmou.

A ex-ministra disse que a chegada de alguns produtores pode ser suficiente para desencadear um movimento maior de investimentos brasileiros no país. Ela citou como exemplo um grupo de quatro irmãos brasileiros que pretende investir em agricultura em Angola.

“Na hora que chegar um produtor, dois produtores do Brasil, está vindo um grupo grande, eles vão acabar puxando outros agricultores”, afirmou.

Angola tem condições de acelerar o desenvolvimento de sua agricultura porque não precisará repetir integralmente o caminho percorrido pelo Brasil, observou a ex-ministra. O país, porém, terá de avançar em infraestrutura, principalmente em estradas e energia.

“Para o Brasil chegar onde chegou, levou no mínimo 50 anos. Angola pode demorar muito menos, porque vai pegar a estrada parcialmente pronta”, disse.

Ela destacou ainda a necessidade de energia para viabilizar investimentos em agroindústrias, secadores, frigoríficos e outras estruturas de processamento.

Na avaliação da ex-ministra, o potencial agrícola é grande e as condições de produção têm semelhanças com as encontradas no Brasil.

“Se eu tivesse 10, 15 anos a menos, eu teria coragem de vir para cá e fazer agricultura. Aqui não vai ter erro. A agricultura é muito parecida”, afirmou.

Kátia prevê que, com investimentos e transferência de tecnologia, Angola pode recuperar uma posição de destaque na produção de alimentos no continente.

“Em um espaço muito curto de tempo, Angola poderá voltar a ser um dos celeiros da África”, disse.

Embrapa e a aproximação com a África

A ex-ministra também defendeu uma participação maior da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento da agricultura africana.

Para ela, a transferência de tecnologia brasileira pode criar uma relação estratégica de longo prazo entre os dois lados do Atlântico.

“Disseminar a tecnologia é disseminar o conhecimento por um continente igual à África”, afirmou.

Kátia também associou a aproximação entre Brasil e Angola a uma dimensão histórica. Ela lembrou o papel de Angola no tráfico de escravizados para o Brasil e disse que a cooperação tecnológica pode ser uma forma de o país reconhecer essa história e contribuir para o desenvolvimento angolano.

“Tudo que a gente puder fazer para minimizar essa grande tragédia humanitária do passado, nós contribuímos com aquilo que podemos”, afirmou.

Na visão dela, a África deve ser tratada pelo Brasil não apenas como mercado consumidor, mas como parceira econômica estratégica.

“Não podemos olhar somente para Europa e Estados Unidos. Temos que olhar para o Sul, que são países que poderão ser prósperos e que podem fazer trocas econômicas e financeiras muito importantes com o Brasil”, disse.

Eleição de 2026

A entrevista também avançou para a eleição presidencial brasileira. Kátia, que se define como uma figura de centro e centro-direita, afirmou que não acredita ter força para determinar o resultado eleitoral, mas disse que sua aproximação com o governo Lula pode ajudar a reduzir resistências entre parte do eleitorado do agronegócio.

“Eu não tenho tanta ousadia de achar que vou influenciar a eleição dessa forma, com muita força”, afirmou.

Ela, no entanto, disse acreditar que eleitores moderados podem olhar para sua atuação e relativizar a resistência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quem está numa posição não partidária, mas numa posição de centro, uma posição de centro-direita e que não tenha radicalismo, e que conhece a minha estrada, conhece o meu currículo, sabe o que eu fui e o que já fiz”, disse.

Kátia também afirmou que continua defendendo suas convicções em relação ao agronegócio, apesar da aproximação com o governo atual.

“Se a Kátia está lá, a coisa não pode ser tão feia assim”, afirmou, ao comentar a possibilidade de influenciar eleitores mais resistentes a Lula.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Minerva registra queda de 57% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026

A Minerva registrou um lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 57% frente ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o resultado havia sido de R$ 458,3 milhões.

A receita liquida somou R$ 14,1 bilhões neste segundo trimestre de 2026, com avanço de 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Nos últimos doze meses, a receita líquida consolidada totalizou R$ 57,2 bilhões, patamar recorde na base anual e alta de 29,1% no comparativo com o mesmo período do ano anterior

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1.230,6 bilhão, redução de 5,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que estava em R$ 1.302,5 bilhão.

A margem EBITDA ajustada no trimestre foi de 8,7%, uma redução de 0,6 p.p. em comparação ao mesmo período de 2025, que estava em 9,4%.

Em comunicado, a companhia destacou que segue atenta às oportunidades de gestão do seu passivo financeiro, em busca de uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

Além disso, a empresa reportou que a recente emissão de USD 600 milhões relativos aos Bond 2036, com uma demanda 2,5x superior à oferta, além de outras iniciativas no mercado de capitais local, confirmam esse movimento e contribuem para o alongamento do perfil de dívida.

No primeiro semestre deste ano, a empresa recomprou cerca de US$ 66,9 milhões relativos ao Bond 2031. Esses valores, em complemento ao resgate do Bond 2028, no valor de US$ 166,0 milhões, totalizaram US$ 232,9 milhões, ou R$ 1,2 bilhão em recompras no acumulado do ano.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação

A Raízen Energia informou ao mercado que protocolou junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o pedido de conversão de seu registro de emissor de valores mobiliários da Categoria B para a Categoria A.

Segundo a companhia, a mudança faz parte do processo de reestruturação societária do grupo Raízen e está alinhada aos termos e objetivos do plano de recuperação extrajudicial que envolve a controladora Raízen, a própria Raízen Energia e determinadas empresas controladas.

A conversão será realizada de acordo com os procedimentos previstos pela regulamentação da CVM. Com o registro de Categoria A, a empresa passa a ter autorização para negociar no mercado valores mobiliários mais amplos, incluindo ações, além de assumir exigências adicionais de divulgação de informações ao mercado.

A companhia afirmou que continuará informando acionistas e investidores sobre eventuais desdobramentos relacionados ao processo.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.