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Café avança 6,71% em Nova York com atraso da colheita no Brasil

Os preços futuros do café arábica registraram fortes valorizações na sessão desta terça-feira (30) na bolsa de Nova York. O avanço das cotações está sendo impulsionado pelo atraso da colheita do grão nas principais regiões produtoras no Brasil.

O vencimento com entrega para setembro fechou com ganho de 6,71% e cotado em US$ 2,96 por libra-peso.

De acordo com o diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, o atraso na colheita e as chuvas registradas durante os trabalhos no campo têm afetado a cafeicultura em diferentes aspectos. Além de dificultarem o avanço da colheita, as precipitações comprometem a secagem dos grãos nos terreiros e podem reduzir a qualidade da bebida do chamado “café chuvado”.

Bonfá também afirma que há diversos relatos de produtores indicando uma renda menor — ou seja, um menor volume de café beneficiado obtido após o processamento — em comparação com a safra passada. Esse cenário reforça a possibilidade de uma produção inferior às estimativas mais recentes do mercado.

O consultor destaca ainda que as previsões meteorológicas mantêm o setor em alerta. A sequência de frentes frias, comum nesta época do ano, segue chegando com intensidade, aumentando a preocupação com a ocorrência de geadas. Além disso, o fortalecimento do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas acima da média durante o verão, o que representa um risco para a florada dos cafezais e, consequentemente, para a safra de 2027.

Na avaliação de Bonfá, outro fator que pode sustentar os preços é a postura do produtor. Com maior capitalização financeira, muitos cafeicultores não têm necessidade imediata de comercializar a produção e podem optar por aguardar momentos mais favoráveis de mercado.

Cacau

As preocupações com a próxima safra na África Ocidental também impulsionaram os contratos futuros do cacau na Bolsa de Nova York, em que o contrato do cacau para entrega em setembro fechou com queda de 2,23% e precificado em US$ 5.078 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços do cacau estão subindo nesta sessão, consolidando-se logo abaixo das máximas de 5,5 meses atingidas na última quinta-feira. Os preços do cacau subiram acentuadamente nas últimas duas semanas, com alta de mais de 20%, atingindo as máximas de 5,5 meses na última quinta-feira.

O Barchart ainda destacou que as fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana inundaram estradas e cortaram o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos, ameaçando o abastecimento global. “O acumulado de chuvas em junho até a última segunda-feira já atingiu níveis próximos à média típica para todo o mês em ambos os países. O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda e podridão negra nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, comentou.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro finalizou a sessão precificado em 14,82 centavos de dólar a libra-peso e teve um leve ganho de 0,27%.

O Barchart ainda destacou que os preços do açúcar fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva nesta sessão, com o açúcar em Nova York atingindo o maior valor em seis semanas.

“Os preços do açúcar estão subindo em meio a preocupações de que as fracas chuvas de monção na Índia reduzam a produção de açúcar e diminuam a safra de cana-de-açúcar do país, a segunda maior do mundo”, informou.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeiro avanço de 0,46% e precificado em 76,80 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, o
s contratos futuros de algodão apresentam ganhos modestos nesta terça-feira, apesar do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ter divulgado nesta manhã um número de hectares plantados maior do que o esperado.  

O relatório anual de área plantada em junho mostrou que a área total cultivada com algodão nesta primavera foi de aproximadamente 3,99 milhões de hectares, número superior às estimativas do mercado, de 3,88 milhões de hectares, e também acima da projeção divulgada em março, que era de 3,90 milhões de hectares.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 6,44%, com o contrato fechando negociado a US$ 1,65 por libra-peso.

 

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Soja fecha com ganhos de 0,42% em Chicago após dados do USDA

Na sessão desta terça-feira (30), o contrato futuro da soja para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 11,43 por bushel na bolsa de Chicago, na qual teve um ganho de 0,42%. 

A Agrinvest destacou que os estoques trimestrais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram em linha com o que o mercado esperava, em 28,87 milhões de toneladas, contra o intervalo de expectativa entre 27,41 milhões de toneladas e 30,40 milhões de toneladas.

“Para a área, houve aumento, como esperado. Apesar do incremento na área plantada, a mensagem é que não há espaço para quebra nos EUA”, destacou. 

A Agrinvest apontou que qualquer redução de produtividade pode trazer impulso para as cotações. Nos derivados, o dia é de baixa. O destaque fica para o óleo de soja, que recua forte, com queda próxima de 2%.

De acordo com a Royal Rural, as negociações futuras em Chicago não apresentaram queda porque vieram em linha com a expectativa e parte já estava precificada. “Mas agora o mercado vai seguir olhando para a condição das lavouras, porque, embora a área seja um fato precificado, a produtividade ainda tem margem para alteração”, informou.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão com ganho na Bolsa de Chicago. O vencimento de dezembro com queda de 1,46%, negociado a US$ 4,36 por bushel.

Ao longo da sessão, as cotações chegaram a operar com quedas em função das expectativas para o relatório de intenção de plantio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O relatório trouxe uma leve redução em relação à intenção de plantio de março/26, saindo de 38,58 milhões de hectares para 38,57 milhões de hectares divulgados hoje. Nos estoques trimestrais, a redução veio abaixo do que o mercado esperava. 

Trigo

O contrato do trigo para entrega em setembro registrou avanço de 1,64% e fechou o dia precificado em US$ 5,89 por bushel.

A Agrinvest destacou que o relatório do USDA apontou que área plantada e os estoques trimestrais ficaram bem abaixo da expectativa do mercado, dando suporte mais forte às cotações.

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Juro alto durante construção de Plano Safra travou crescimento

Melhora em relação à edição anterior é o que representa o novo Plano Safra 2026/2027, principalmente pela redução à queda de juros. No entanto, paira a avaliação de que o valor de R$ 525,1 bilhões não é factível, tampouco suficiente para as necessidades de financiamento do agronegócio.

A análise é de Carlos Cogo, sócio da Cogo Inteligência de Mercado. Segundo o especialista, o programa não expande de forma significativa o crédito rural, mas reorganiza a política de financiamento diante de restrições fiscais que desenham o cenário do Governo Federal.

“O principal avanço do novo Plano foi a redução das taxas de juros das principais linhas de crédito.
Entretanto, essa redução somente foi possível graças ao aumento de 41% na subvenção do Tesouro
Nacional destinada à equalização das operações da agricultura empresarial, que passou de R$ 3,94
bilhões para R$ 5,56 bilhões”, destaca.

O volume de recursos equalizados caiu 14,8%, passando de R$ 113,8 bilhões para apenas R$ 97 bilhões. Com isso, o governo vai desembolsar cerca de um quinto do valor total do Plano Safra, evidenciando que o “funding” do programa dependerá mais de recursos privados.

Fundos não tradicionais incluídos no programa são o Ecoinvest, com R$ 28 bilhões, e o Moveagro, respondendo por R$ 10 bilhões.

Cogo frisa que o alto custo que tem a equalização com a taxa Selic em 14,25% – e que ao longo da construção do Plano se manteve em dois dígitos, reduzindo significativamente a capacidade do governo de oferecer crédito subsidiado.

“O Plano Safra 2026/2027 foi elaborado em um dos ambientes fiscais mais complexos dos últimos anos”, destaca Cogo.

Na análise da consultoria, os principais desafios enfrentados pelo governo são:

  • Manutenção da taxa Selic em patamar elevado durante praticamente toda a elaboração do Plano
  • Elevado custo da equalização das taxas de juros
  • Restrições fiscais impostas pelo novo arcabouço fiscal
  • Elevado comprometimento do orçamento público com renegociações de dívidas rurais
  • Necessidade de manter o controle da inflação dos alimentos
  • Desaceleração dos investimentos privados no setor agropecuário

Embora o governo destaque um novo recorde de recursos, o crescimento efetivo foi “extremamente limitado”, afirma Cogo.

O volume de R$ 9 bilhões, isto é, 1,72% mais que no ciclo anterior, não darão para acompanhar inflação acumulada, alto custo dos insumos agrícolas por causa da Guerra no Oriente Médio, maior demanda por capital de giro e crescimento do PIB.

Promessa de juros de um dígito não se concretizou

Desde o início das discussões do Plano Safra 2026/2027, o Ministério da Agricultura sinalizou que tentaria reduzir o custo do financiamento do agro para que a maior parte das linhas de financiamento pudesse operar com taxas de juros de um dígito.

Das 13 linhas ofertadas, apenas seis têm juro menor que 10%. São elas: Pronamp, PCA; PCA até 12 mil toneladas; RenovAgro; RenovAgro Ambiental e RenovAgro Recuperação de Pastagen.

“Essa sinalização foi amplamente recebida pelo setor produtivo, que via na redução da taxa Selic uma
oportunidade para recuperar parte da competitividade perdida nos últimos dois anos, marcados pelo
aumento expressivo do custo financeiro das operações de crédito. Entretanto, a configuração final do
Plano demonstra que essa expectativa foi apenas parcialmente atendida”, avalia Cogo.

O especialista analisa, ainda, que em operações de investimento com prazo entre oito e dez anos, diferenças pequenas nas taxas de juros produzem impactos relevantes sobre o custo total do financiamento.

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FPA critica Plano Safra e diz que governo inflou recursos do programa

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) criticou o Plano Safra 2026/27 anunciado pelo governo federal na manhã desta terça-feira (30) e afirmou que, diferente do anunciado, o programa apresenta uma redução real dos recursos destinados ao crédito rural.

Em nota oficial, a bancada afirma que o governo incluiu valores de fundos que, segundo a entidade, “não fazem parte do escopo tradicional do crédito rural” para elevar o montante anunciado.

Segundo a FPA, sem considerar esses recursos, o Plano Safra teria uma redução de R$ 29,6 bilhões, ou 5,73%, em relação ao ciclo anterior.

Entre as principais críticas está a queda dos recursos para custeio e comercialização, que passaram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, redução de 7,2%. Para a bancada, essa modalidade é a que “garante o plantio, a compra de insumos, a manutenção da atividade produtiva e o abastecimento”.

A entidade também afirma que o aumento dos recursos para investimentos, de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, foi impulsionado pela inclusão de R$ 38,5 bilhões em fundos que, na avaliação da bancada, não deveriam compor o Plano Safra.

“Uma engenharia financeira que não resolve o problema do produtor que precisa de crédito rural efetivo, acessível e contratado na ponta”, diz a nota.

A FPA ainda aponta redução de 54% nos recursos do Moderfrota, destinado à renovação de máquinas e equipamentos, e queda de 28% no PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), apesar do déficit de armazenagem no país.

Outro ponto destacado é a diminuição dos recursos equalizados. Segundo a entidade, o volume caiu de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, retração de 14,7%, o que, na avaliação da bancada, limita a oferta de crédito com juros subsidiados.

Em relação ao seguro rural, a FPA afirma que o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) sofreu novos cortes orçamentários e alerta que a área coberta deve ser a menor dos últimos dez anos, estimada em 2,69 milhões de hectares, em um cenário de maior risco climático. A defesa de mais recursos para o seguro rural é uma pauta recorrente da bancada.

Apesar das críticas, a FPA reconheceu a redução das taxas de juros anunciada pelo governo, mas afirmou que a medida “é insuficiente diante da situação de endividamento do setor, da restrição de crédito enfrentada por produtores e da queda dos recursos equalizados”.

A bancada também criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra da agricultura empresarial. Segundo a nota, a decisão “reforça uma tentativa equivocada do governo de dividir o agro brasileiro”.

A FPA afirmou que continuará defendendo no Congresso a aprovação do PL (Projeto de Lei) 5.122/2023, que trata da renegociação das dívidas rurais, e do PL 2.951/2024, que reformula o seguro rural.

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Plano Safra: taxas são as melhores possíveis no momento, diz secretário

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, afirmou em coletiva de imprensa após o anúncio do Plano Safra 2026/27 que o programa foi impactado principalmente pela utilização de recursos equalizados em operações de renegociação de dívidas realizadas ao longo deste ano e do ano anterior.

Segundo o secretário, esses recursos têm origem no Tesouro Nacional e, quando há repactuação e renegociação de dívidas, parte do montante é comprometida com essas operações. Ele explicou que esse movimento influencia a disponibilidade de recursos para novas contratações dentro das condições do plano.

“As taxas de juros são as melhores que nós conseguimos colocar para esse momento. E desafio achar no mercado de financiamento brasileiro taxas de juros melhores que essas ofertadas pelo Plano Safra. Nós podemos entrar no contexto do patamar da taxa Selic, aí eu concordo em gênero, número e grau, é um patamar muito alto”, afirmou.

Em relação ao volume de recursos, o secretário defendeu que “se perguntar para nós se isso é suficiente, nós pleiteamos e lutamos por mais, mas entra a parte da responsabilidade fiscal do governo que dá o limite do que pode ser concedido”.

Em relação ao seguro rural, Campos afirmou que o tema está sempre presente na pauta, especialmente em meio à expectativa de um El Niño mais forte ao longo do ano-safra. Devido às limitações de orçamento, essa discussão de seguro, pela sua importância, vai ficar, juntamente com tudo aquilo que o governo federal vem fazendo de medidas de mitigação aos efeitos do El Niño (…) no grupo de trabalhos, comitê de crise para essa questão de analise de efeitos do El Niño”. 

Moveagro e EcoInvest

Sobre o Moveagro, o secretário afirmou que a iniciativa “é uma novidade muito bem-vinda”. Segundo o secretário, o programa prevê a aplicação de cerca de R$ 10 bilhões a uma taxa de juros de 9%. Ele destacou que, dentro das fontes atualmente disponíveis no Plano Safra, não seria possível estruturar um programa com essa mesma abrangência.

O secretário explicou ainda que, por estar inserido no âmbito da Finep, o mecanismo é voltado à pessoa jurídica. No entanto, segundo ele, havia a necessidade de permitir também o acesso por pessoas físicas. Por esse motivo, foi editada uma medida provisória para viabilizar a participação desse público no Moveagro.

Em relação ao EcoInvest, o secretário afirmou que o programa se caracteriza por utilizar recursos com menor impacto orçamentário e por ter origem em fontes internacionais.

De acordo com o secretário, o objetivo do EcoInvest é apoiar a recuperação de terras degradadas, permitindo a atração de capital externo para esse tipo de investimento. Ele destacou que essa estratégia possibilita a ampliação da área agrícola sem a necessidade de desmatamento, contribuindo para a recuperação de áreas produtivas e para a ampliação da oferta de recursos ao produtor rural no âmbito do Plano Safra.

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USDA reduz área de plantio de milho e amplia soja nos EUA para 2026

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou o relatório de intenções de plantio nesta terça-feira (30), trazendo as primeiras estimativas oficiais para a área para a safra americana de soja e milho.

O USDA estima que a área plantada de milho nos Estados Unidos para 2026 será de 95,3 milhões de acres, equivalente a aproximadamente 38,6 milhões de hectares. Esse volume representa uma redução de 3% em relação ao ano passado, mas ainda corresponde à quarta maior área plantada de milho nos Estados Unidos desde 1944.

A área destinada à colheita de milho para grãos está estimada em 87,4 milhões de acres, ou cerca de 35,4 milhões de hectares, uma queda de 4% em comparação com o ano anterior.

Para a soja, o USDA projeta uma área plantada de 85,4 milhões de acres em 2026, equivalente a aproximadamente 34,6 milhões de hectares. O número representa um aumento de 5% em relação ao ano passado.

Em relação aos estados produtores, a área plantada de milho diminuiu ou permaneceu estável em 40 dos 48 estados pesquisados, enquanto a área de soja aumentou ou ficou estável em 23 dos 29 estados avaliados.

De acordo com a Royal Rural, o mercado espera possíveis ajustes na distribuição de área entre milho e soja, influenciados pelas condições climáticas durante o plantio e pelas relações de preços entre as culturas. As expectativas antes da divulgação apontavam para uma leve redução na área de milho e um aumento na área destinada à soja.

Estoques trimestrais

Os estoques de milho em todas as posições totalizaram 5,29 bilhões de bushels em 1º de junho de 2026, equivalente a aproximadamente 134,4 milhões de toneladas, volume 14% superior ao registrado em 1º de junho de 2025.

Do total armazenado, 2,96 bilhões de bushels estavam nas propriedades rurais, o equivalente a 75,2 milhões de toneladas, aumento de 16% em relação ao ano anterior.

Os estoques fora das fazendas somaram 2,34 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 59,4 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação anual.

O consumo aparente de milho entre março e maio de 2026 foi estimado em 3,74 bilhões de bushels, equivalente a 95,0 milhões de toneladas, acima dos 3,50 bilhões de bushels, ou cerca de 88,9 milhões de toneladas, registrados no mesmo período do ano passado.

Soja

Os estoques de soja em todas as posições alcançaram 1,06 bilhão de bushels em 1º de junho de 2026, equivalente a aproximadamente 28,8 milhões de toneladas, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os estoques armazenados nas propriedades rurais totalizaram 367 milhões de bushels, ou cerca de 10,0 milhões de toneladas, queda de 11% em relação ao ano passado.

Já os estoques comerciais, armazenados fora das fazendas, atingiram 694 milhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 18,9 milhões de toneladas, aumento de 16% na comparação anual.

O consumo aparente de soja no trimestre entre março e maio de 2026 totalizou 1,06 bilhão de bushels, equivalente a 28,8 milhões de toneladas, crescimento de 18% frente ao mesmo período do ano anterior.

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Governo prepara MP para renegociar dívidas do produtor rural, diz ministro

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou, em coletiva, que as negociações sobre o endividamento dos produtores rurais continuam em andamento e que há expectativa de que uma medida provisória seja apresentada em breve pelo governo. 

“As negociações em relação ao endividamento do produtor rural seguem, com a expectativa que muito rapidamente possamos ter uma medida provisória em que o governo vá oferecer uma alternativa, uma posição, a exemplo do Plano Safra, a melhor posição que nós pudermos dar para socorrer em relação a essa questão”, disse.

O ministro também comentou a agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no Paraguai tratando de temas comerciais.

“O nosso presidente Lula, neste momento, está no Paraguai e está tocando tanto a discussão relativa a cotas do acordo entre o Mercosul e a comunidade europeia, quanto avançando na perspectiva de rapidamente nós podermos ter de forma concreta um acordo entre o Mercosul e o Japão, ambos de grande importância para o nosso setor”, afirmou.

Plano Safra 2026/27

O ministro, em meio à coletiva de anúncio do Plano Safra, destacou o avanço de R$ 9 bilhões nos recursos destinados para o Plano Safra 2026/27 e destacou o valor recorde atingido pelo quarto ano consecutivo.

O ministro ressaltou a importância de uma política pública robusta e classificou o valor recorde como “reconhecimento” à qualidade e capacidade do produtor.

“O quarto Plano Safra com valor recorde é a reafirmação de um compromisso do governo com quem produz, gera empregos e ajuda a alimentar o Brasil e o mundo”, afirmou.

Na cerimônia de lançamento do plano nesta terça-feira (30), o ministro destacou também o avanço do agro brasileiro no cenário internacional, com a abertura de mais de 660 novos mercados e a expectativa de chegar à marca de 700 até o fim de 2026.

 

“Nesses 3 anos e meio do governo Lula, abrimos mais do que o dobro de mercados internacionais em comparação ao governo anterior, e vamos superar a marca de 700. Nesse mandato, fechamos também o acordo com a União Europeia, um reflexo do aumento da confiança internacional no nosso agro”, afirmou. 

“O mundo não procura o Brasil só para comprar alimentos, agora investem no nosso campo, graças à confiança adquirida pelos produtores e pelas instituições“, complementou. 

Novas portarias 

Durante a cerimônia, André de Paula assinou uma portaria que cria um grupo de trabalho especial para lidar com os impactos do El Niño. O grupo foi criado com intuito de “mapear e avaliar os impactos do fenômeno climático na produção nacional”.

Além de identificar a vulnerabilidade de culturas como soja, milho e feijão, um dos objetivos do grupo é formular políticas públicas para minimizar os efeitos do fenômeno climático.

O ministro assinou também uma portaria que estabelece “padrão de identidade e qualidade” para produtos de biorrefinaria de milho e outros cereais, com destaque para o DDG, com foco na exportação.

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Alckmin diz que acordo Mercosul-Japão pode impulsionar o agro

O presidente da República em exercício, o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (30), durante o anúncio do Plano Safra empresarial, que a abertura de negociações de um acordo entre o Mercosul e o Japão pode ampliar oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje de reunião no Paraguai, no âmbito do Mercosul, em que foram discutidas cotas de exportação entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para mercados estrangeiros. 

Ele afirmou que o encontro também deve autorizar o início das negociações de um novo acordo comercial entre o bloco sul-americano e o Japão. De acordo com o vice-presidente, o possível acordo Mercosul-Japão “pode abrir muitas oportunidades para o cooperativismo e para o agro”, tanto na ampliação das exportações brasileiras para o mercado japonês quanto na importação de produtos daquele país.

No evento, Alckmin destacou ainda as diretrizes do Plano Safra empresarial, ressaltando o objetivo de ampliar o volume de recursos destinados ao financiamento do setor e reduzir taxas de juros. Ele mencionou o desempenho recente da agropecuária, que cresceu 11,7% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, além do recorde de exportações do setor no mesmo período.

O vice-presidente também apontou o aumento dos investimentos em infraestrutura portuária, afirmando que houve crescimento de 467% em aportes públicos e privados na área, com impacto direto no escoamento da produção agroindustrial.

Além das tratativas com o Japão, Alckmin destacou outros acordos comerciais do Mercosul, incluindo a União Europeia, a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e Singapura. Segundo ele, esses movimentos fazem parte de uma estratégia de ampliação do comércio exterior brasileiro.

Na área de insumos e energia, o vice-presidente destacou ainda a importância de políticas voltadas a fertilizantes e biocombustíveis, apontados como centrais para a competitividade do agronegócio.

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Governo apresentará proposta de dívidas rurais em breve, diz ministro

Durante o anúncio do Plano Safra 2026/27, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal deve apresentar, em breve, a proposta de renegociação de dívidas rurais ao Congresso Nacional. Segundo ele, a medida já estaria em estágio avançado de negociação.

“Nos próximos dias nós iremos apresentar uma proposta já com o estado da arte das negociações para apresentar ao Congresso Nacional as renegociações de dívidas rurais, de modo que a gente siga nesse processo de quebra de recordes [do agro]”, disse o ministro.

Durigan afirmou no evento de anúncio do plano para a agricultura empresarial, que soma R$ 525,1 bilhões, que o plano como um todo deve ter volume total de R$ 610 bilhões para o ciclo 2026/27.

O ministro destacou a redução de taxas de juros em diferentes linhas do plano, afirmando que o governo tem “sensibilidade” a questões que afetam o produtor, como os efeitos da guerra no Oriente Médio para o aumento dos custos de produção. “Estamos concentrando esforços para ter taxas de custeio num patamar bem razoável para dar fôlego para o agricultor dadas as dificuldades e demandas atuais”, disse.

Ele também pontuou que o governo ampliou o limite de crédito de investimento equalizado de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão e do limite de comercialização para cooperativas, em relação aos repasses para os cooperados, também de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão.

Durigan também enfatizou o aumento do valor de investimento disponível no plano, sinalizando especialmente um desejo de crescimento da armazenagem.

Importância do setor

Durigan também afirmou que o desempenho do agronegócio tem sido positivo e destacou resultados recentes do setor. Ele acrescentou que o setor segue em crescimento mesmo após bases elevadas no ano anterior.

O ministro citou dados de desempenho econômico do setor no início de 2026. Segundo ele, o agronegócio registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2025, e de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. “Mesmo com o patamar alto do ano passado, seguimos crescendo”, afirmou.

Durigan também destacou a participação do setor na economia nacional, mencionando que a cadeia do agronegócio representa mais de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Ele afirmou que é importante garantir estabilidade às políticas de financiamento rural, incluindo os planos safras subsequentes, e citou a necessidade de debate sobre temas como renegociação de dívidas e seguro rural.

O ministro ainda relacionou o desempenho do setor à abertura de mercados externos. Segundo ele, a participação das exportações ligadas à agricultura e à pecuária deve alcançar metade do total das exportações brasileiras. “Com a abertura de mercados, a maior parte para o agronegócio, é que vamos à participação da exportação da agricultura, da pecuária, batendo 50% das exportações totais do país”, disse.

 

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Plano Safra mantém redução de juros para boas práticas no campo

O governo federal anunciou que o Plano Safra 2026/27 vai manter os juros menores nas operações de custeio para produtores rurais que estiverem com a regularização ambiental em dia e adotarem práticas sustentáveis na produção.

Pelas regras, o desconto pode chegar a até 1 ponto percentual na taxa de juros. O benefício será dividido em duas etapas: produtores com o CAR (Cadastro Ambiental Rural) regular poderão receber redução de até 0,5 ponto percentual, enquanto outros 0,5 ponto percentual serão destinados àqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis, padrões de gestão ou certificações reconhecidas.

Na prática, quem atender aos dois critérios poderá contratar o crédito de custeio com uma taxa de juros até 1 ponto percentual menor do que a prevista originalmente para a linha de financiamento.

A medida faz parte do Plano Safra 2026/27 e amplia o uso de critérios ambientais na concessão de crédito rural. Segundo o governo, em nota divulgada há pouco, a proposta é estimular a regularização ambiental das propriedades e incentivar a adoção de práticas sustentáveis por meio de condições mais favoráveis de financiamento.

No último ciclo foram inicialmente disponibilizados R$ 6,2 bilhões em linhas com as taxas de juros diferenciadas mas, ao longo do ano-safra, o valor caiu R$ 4,1 bilhões.

A expectativa é que o valor disponivel para a safra 2026/27 seja divulgada no anúncio do PLano Safra, agendado para esta terça-feira (30).

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