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Avanços, tensões e a nova doação da UE ao Fundo Amazônia


O terceiro dia da COP30 foi marcado por um equilíbrio delicado entre boas notícias e frustrações. Belém amanheceu com um anúncio relevante, a União Europeia confirmou uma nova doação ao Fundo Amazônia, reforçando a parceria com o Brasil e a prioridade internacional da floresta. O gesto tem forte peso simbólico e diplomático e dá ao país mais margem nas negociações, ao mesmo tempo em que aumenta a cobrança por resultados concretos.

A conferência também apresentou a Global Initiative on Jobs & Skills for the New Economy, que pretende formar profissionais para a economia verde e projeta até 375 milhões de novos empregos na próxima década. É a COP tentando deixar de ser um palco de metas abstratas para se tornar um espaço de construção de capacidades reais.

Mas a realidade rapidamente mostrou seus limites. Apesar da boa vontade política, o financiamento climático continua travado. Programas essenciais, como os ligados à saúde e adaptação climática, seguem sem os recursos necessários, revelando que o mundo ainda hesita em abrir o cofre na escala que o problema exige.

Ao mesmo tempo, um protesto de indígenas que romperam barreiras de segurança e entraram na zona azul expôs um ponto sensível, a sensação de exclusão das decisões que impactam seus territórios. O ato foi pacífico, mas simbólico, e deixou claro que inclusão não pode ser apenas retórica.

Para o Brasil, o dia reforçou duas mensagens centrais. A primeira é que a Amazônia se consolida como ativo geopolítico estratégico. A segunda é que a pressão internacional por resultados, transparência e governança será cada vez maior. Para o setor produtivo, o recado também é evidente: cadeias agropecuárias, industriais e de bioenergia terão de incorporar novas tecnologias, rastreabilidade e práticas de baixa emissão, porque a economia verde deixou de ser tendência e se tornou requisito de mercado.

Mesmo com sinais positivos, o saldo do dia mostra que a COP30 ainda vive entre o mundo das promessas, cheio de anúncios e metas, e o da prática, limitado por conflitos sociais, disputas territoriais e escassez de recursos. A transição climática está avançando, mas ainda não no ritmo que o planeta exige.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Fim do shutdown nos EUA aumenta risco global e reduz chances de cortes de juros


No morning call desta sexta-feira (14), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a aversão ao risco global aumentou após o shutdown nos EUA, reduzindo apostas em cortes de juros. Nasdaq caiu mais de 2%, com destaque para ações de tecnologia, enquanto o dólar subiu e o Ibovespa entrou em correção após 15 altas.

No Brasil, taxas de juros longas avançaram e incertezas sobre remessas pesaram no câmbio. Hoje, atenção à PNAD contínua, IGP-10 e dados externos dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025


O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (13), em Brasília, no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE).

Segundo o ministério, a revisão decorre do desempenho mais fraco da economia no terceiro trimestre e dos efeitos defasados da política monetária restritiva. Para 2026, a projeção de crescimento foi mantida em 2,4%.

A projeção para a inflação oficial (IPCA) em 2025 caiu de 4,8% para 4,6%, mas o índice ainda deve encerrar o ano acima do teto da meta, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2026, a expectativa foi revisada de 3,6% para 3,5%. A SPE prevê que a inflação deve convergir para 3,2% até o segundo trimestre de 2027, horizonte considerado relevante para a política monetária.

Segundo a SPE, a redução na projeção reflete fatores como a valorização do real, menor inflação no atacado para produtos agropecuários e industriais, excesso de oferta global de bens e uma aplicação da bandeira amarela nas tarifas de energia em dezembro.

Principais projeções da Fazenda

Indicador 2025 2026
PIB real de 2,3% para 2,2% mantido em 2,4%
IPCA de 4,8% para 4,6% de 3,6% para 3,5%

Fonte: Ministério da Fazenda

Desempenho setorial

A revisão do PIB para 2025 mostra dinâmicas distintas entre os setores da economia. A agropecuária foi o destaque positivo com previsão de crescimento elevada de 8,3% para 9,5%. A indústria recuou de 1,4% para 1,3%, e o setor de serviços passou de 2,1% para 1,9%.

Para 2026, o crescimento projetado de 2,4% deve ser sustentado por uma recuperação mais intensa na indústria e nos serviços, compensando a esperada desaceleração da agropecuária.

Atividade doméstica

O boletim aponta que a economia brasileira segue em trajetória de desaceleração, reflexo dos juros elevados e da contração no crédito.

Embora o desemprego permaneça em nível historicamente baixo, o relatório observa redução da população ocupada e ritmo mais lento de crescimento dos rendimentos no terceiro trimestre.

Tarifas dos EUA

No cenário internacional, o boletim afirma que a atividade global permanece resiliente, mas alerta para incertezas comerciais e geopolíticas.

O documento cita o impacto negativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Entre agosto e outubro de 2025, as vendas do Brasil para os EUA caíram US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ministério da Fazenda informou que o governo tem buscado diversificar mercados e adotar políticas de apoio ao setor exportador. O boletim menciona ainda que o diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos pode contribuir para reduzir as tarifas.



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Fapcen leva inclusão indígena e agricultura regenerativa à COP30



A superintendente da Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), Gisela Introvini, participou da COP30 com uma mensagem direta: o agro brasileiro precisa ser visto como protagonista na produção de alimentos, na regeneração ambiental e na inclusão social, especialmente de povos tradicionais e comunidades vulneráveis. Em entrevista ao Canal Rural, ela destacou o papel decisivo da agricultura para o desenvolvimento do país e para a segurança alimentar global.

Gisela reforçou que a COP30 representa o momento ideal para “jogar a conchinha no mar”, levando ao mundo a verdadeira narrativa do campo brasileiro — uma agricultura diversa, profissional, inovadora e presente em todas as regiões, do Rio Grande do Sul à Amazônia.

Para ela, a AgriZone e os espaços de tecnologia da Embrapa estão mostrando ao planeta aquilo que o Brasil tem de mais valioso: a capacidade de produzir alimentos em harmonia com a floresta.

Integração com povos indígenas e justiça social

A superintendente relatou ações da Fapcen junto a aldeias indígenas do Maranhão. Em parceria com Embrapa Amazônia e Meio-Norte, a entidade levou cultivares de mandioca, feijão-caupi, girassol, gergelim e capins melhorados para comunidades tradicionais, promovendo dias de campo e troca de saberes.

Segundo Gisela, o objetivo é aumentar a produtividade sem interferir no tradicionalismo indígena, respeitando modos de vida e trabalhando para fortalecer a autonomia alimentar. Ela relatou que encontrou comunidades enfrentando problemas como autismo sem assistência, alcoolismo, evasão de jovens e até casos de suicídio por falta de perspectivas.

Para ela, o agro tem um papel social urgente: “Eles estão sedentos por cursos, treinamento, tecnologia. Precisam aprender a plantar para alimentar seus irmãos. É o agro chegando onde o poder público ainda não chegou”.

25 anos de transformação no Maranhão e no Matopiba

Ao lembrar sua trajetória de 25 anos na região, Gisela destacou o impacto da chegada da soja ao Maranhão, Tocantins e Piauí. A disseminação de tecnologia, testes de vigor, mecanização, rotação de culturas, três safras ao ano e manejo de palhada transformaram a paisagem produtiva e reduziram temperaturas do solo.

A partir de 2012, a Fapcen passou a coordenar iniciativas de certificação, como a RTRS, levando para a região uma nova visão de gestão rural, inclusão de comunidades e boas práticas socioambientais. Hoje, boa parte da soja do Maranhão e um número crescente de áreas no Piauí já operam com certificações internacionais.

Ela lembra também projetos de impacto social, como o atendimento a crianças especiais em Bertolínia (PI), conduzido por produtores certificados, beneficiando mais de 28 mil pessoas.

Amazônia, Cerrado e o alerta climático

A visita aos estandes da Embrapa na COP30 impressionou Gisela pela força de pesquisas em feijão-caupi, sistemas agroflorestais e propostas de agricultura regenerativa. Para ela, o Brasil está mostrando ao mundo que é possível produzir com floresta em pé — e que eventos como a COP no Pará são fundamentais para reposicionar a imagem do país.

Ela alerta, no entanto, para o avanço das mudanças climáticas. Citando o cientista Carlos Nobre, lembra que a elevação global de 2 °C pode inviabilizar lavouras em áreas extensas de commodities se não houver solo coberto, palhada e manejo regenerativo: “Solo descoberto não terá chance. Sem chuvas, não teremos produção”.

Gisela também defendeu que uma futura COP realizada no Brasil deveria ocorrer no Cerrado — “a bola da vez”, nas palavras dela — pelo seu papel estratégico na produção de alimentos e pela importância ambiental do bioma.

Participação contínua e próximos passos

Durante a COP30, a Fapcen integra fóruns sobre certificação, agricultura regenerativa e financiamento sustentável. Gisela também participa de debates com a Universidade Federal do Pará e visitas técnicas, como o maior ensaio demonstrativo de mandioca do estado.

Antes de concluir, ela reforça que o país escolheu o lugar certo para mostrar ao mundo sua potência agrícola. “Aqui é o começo da Amazônia e o começo da produção de alimentos. Estamos respirando agricultura e floresta juntas”.



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Brasil tem potencial para elevar o uso de bioinsumos para 50%, aponta pesquisadora da Embrapa



Durante a COP30, em Belém, Pará, a Agrizone (espaço dedicado à agricultura sustentável) abriu um painel sobre bioinsumos e intensificação sustentável, com foco nas estratégias de implementação e ampliação do uso dessas tecnologias no campo.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, o Brasil é atualmente o líder mundial no uso de bioinsumos, crescendo de três a quatro vezes mais do que a média global. Mesmo assim, os produtos biológicos representam apenas 15% do mercado, frente aos químicos.

“Existem soluções prontas que poderiam elevar esse índice para 50%, mas é preciso implementar de forma mais ampla e estratégica. Então, o que nós precisamos é implementar e eu espero que a gente discuta aqui essas estratégias de implementação”, afirma.

Desafios e estratégias

A pesquisadora destacou que um dos principais desafios para ampliar o uso dos bioinsumos no país é garantir acesso aos pequenos e médios produtores rurais. Segundo ela, embora a pesquisa já disponha de soluções prontas e validadas a campo para 80 a 100 espécies vegetais, o setor privado ainda concentra esforços nas grandes culturas, como soja e milho.

“O pequeno, médio agricultor, por exemplo, não tem acesso a pacotes que sejam voltados a propriedade dele. Então, temos que discutir como que vamos conseguir implementar isso, principalmente para o pequeno e médio agricultor”, afirma. 

Cenário futuro e expectativas

Dados da entidade CropLife Brasil, que representa 56 indústrias de bioinsumos e sementes, apontam que a área tratada com esses produtos no país já alcança 156 milhões de hectares. Para a pesquisadora, a expansão entre os produtores de menor porte é essencial.

“Estamos crescendo 15% ao ano, quatro vezes mais do que em outros países. Mas o que eu considero agora fundamental é crescer entre os pequenos e médios produtores, porque eles são extremamente importantes em ocupação territorial, melhoria de qualidade de vida e geração de empregos”, destaca.

Agrizone

A Agrizone, conhecida como a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa, é um dos espaços mais visitados da COP30. Pela primeira vez, a Embrapa leva para o evento internacional um ambiente totalmente voltado ao agronegócio sustentável, com vitrines tecnológicas, demonstrações de sistemas produtivos e práticas de recuperação ambiental.

O espaço, instalado na sede da Embrapa Amazônia Oriental, reúne pesquisadores, representantes do setor produtivo e visitantes interessados em conhecer as soluções sustentáveis desenvolvidas no Brasil.



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À espera do USDA, altas nas cotações marcam o mercado de soja; saiba os preços por região



O mercado brasileiro de soja registrou alta generalizada nas cotações nesta quinta-feira (13), com negócios mais firmes ao longo do dia. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, houve bons movimentos em Minas Gerais, com preços firmes e spreads elevados, à medida que produtores continuam pedindo valores maiores.

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As indicações seguem acima da paridade de exportação em várias regiões, refletindo a disputa entre vendedores e compradores. No mercado spot, os volumes disponíveis diminuem, já que a exportação entra na fase final da janela anual. “Paranaguá rodou volumes hoje, mas nada muito grande”, acrescentou.

Com CBOT em alta e prêmios praticamente estáveis, houve reflexos diretos no físico. O mercado segue atento ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e pode impactar o curto prazo.

Preços de soja por região

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,50 para R$ 127,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam firmes nesta quinta-feira (13) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes seguem posicionando suas carteiras frente ao relatório de novembro do USDA e aguardam sinais da retomada das compras chinesas de produto americano.

O relatório de amanhã servirá como termômetro para medir a confiança nos acordos comerciais EUA-China e as expectativas de aumento nas vendas de exportação de soja. Caso o USDA reduza as projeções, pode indicar cautela do mercado em relação aos negócios em andamento.

Após o fim da paralisação do governo americano, o USDA anunciou que publicará vendas diárias de grãos para exportadores privados não divulgadas durante os 43 dias de paralisação. O mercado acompanhará se a China comprou soja entre outubro e início de novembro.

Nos relatórios de vendas semanais, para a semana encerrada em 18 de setembro, foram vendidas 724,5 mil toneladas de soja em grão. Na semana até 25 de setembro, 870,5 mil toneladas. A ausência da China entre os principais compradores segue sendo um ponto de atenção.

O USDA deve reduzir a projeção de safra dos EUA 2025/26 para 4,265 bilhões de bushels, contra 4,301 bilhões previstos em setembro, com estoques de passagem em 292 milhões de bushels, frente a 300 milhões estimados anteriormente.

No cenário global, os estoques finais 2024/25 da soja estão projetados em 123,4 milhões de toneladas, frente a 123,6 milhões em setembro. Para 2025/26, a previsão é de 124,6 milhões de toneladas, acima dos 124 milhões projetados em setembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para janeiro fecharam com alta de 13,25 centavos de dólar, a US$ 11,47 por bushel, e março a US$ 11,56 3/4, alta de 12,75 centavos. No farelo, dezembro subiu US$ 7,40, a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, dezembro fechou a 50,25 centavos de dólar, perda de 0,37 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,09%, negociado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra, oscilando ao longo do dia entre mínima de R$ 5,292 e máxima de R$ 5,303.



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Receita da JBS sobe 13% no 3º trimestre e atinge US$ 22,6 bilhões



A JBS registrou receita líquida de US$ 22,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi disseminado entre todas as unidades da companhia e confirma, segundo a empresa, a capacidade de operar sua plataforma global multiproteína com disciplina e agilidade em diferentes cenários de mercado.

O lucro líquido somou US$ 581 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) alcançou 23,7% nos últimos 12 meses. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,39 vezes, alinhada à meta de longo prazo. O EBITDA ajustado IFRS ficou em US$ 1,8 bilhão, com margem consolidada de 8,1%.

“O trimestre comprova a força da nossa plataforma global multiproteína e como a operamos com disciplina, agilidade e resiliência”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

EUA registram receita recorde na operação de carne bovina

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 7,2 bilhões, impulsionada pela demanda doméstica resiliente, mesmo em um cenário de oferta restrita e preços historicamente elevados do gado.

Segundo Tomazoni, a equipe manteve “consistência e execução disciplinada”, garantindo crescimento mesmo em um ambiente de custos elevados.

A Pilgrim’s Pride, operação de aves da companhia, atingiu margem de 16,2%, apoiada em portfólio diversificado e ganhos contínuos de eficiência. O segmento de Prepared Foods avançou mais de 25% em vendas na América do Norte, com performances acima da média também na Europa e no México.

A JBS USA Pork também registrou receita recorde, com margem EBITDA de 9,8%, sustentada por forte demanda interna e expansão de produtos de marca e preparados. Durante o trimestre, a empresa anunciou a compra de uma planta em Iowa e o avanço na construção de outra unidade no estado.

Friboi e Seara impulsionam resultado no Brasil

No Brasil, a JBS registrou margem EBITDA de 7,4%. A Friboi teve mais um trimestre de crescimento, com bom desempenho nas exportações e no mercado doméstico. A marca foi novamente eleita a mais lembrada do país na categoria de carnes pelo prêmio Top of Mind.

A Seara alcançou o maior volume de exportações de sua história, mesmo diante de restrições temporárias às vendas para China e Europa, que já foram encerradas. A margem EBITDA da unidade foi de 13,7%.

Segundo Tomazoni, o desempenho foi sustentado por inovação, redirecionamento de volumes e foco em rentabilidade. Ele destacou lançamentos como a linha Seara Protein, produtos para AirFryer e parcerias com a Netflix.

JBS Austrália mantém rentabilidade apesar do custo mais alto do gado

A JBS Austrália encerrou o trimestre com margem EBITDA de 11,4%, impulsionada pela maior disponibilidade de gado e demanda aquecida. O segmento de carne bovina foi o principal motor dos resultados, compensando o aumento de 26% no custo do gado, segundo dados da Meat & Livestock Australia (MLA).

Tomazoni afirmou que a Austrália “continua sendo pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS” e um exemplo de eficiência operacional.

Empresa reforça foco em crescimento sustentável

O CEO destacou que a companhia mantém disciplina financeira e segue investindo com responsabilidade. “A demanda global por proteína continua em expansão, e a JBS está pronta para capturar esse crescimento com um portfólio equilibrado, execução sólida e visão de longo prazo.”



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Preço do boi gordo se mantém nesta quinta-feira, segundo Índice Datagro



O Indicador do Boi Gordo Datagro sinaliza para uma estabilidade dos preços nesta quinta-feira com pequenas oscilações nas cotações das praças. A demanda aquecida no mercado interno e o afastamento do risco de medida sanitária contra a carne brasileira pela China têm segurado os preços.

Em São Paulo, a cotação fechou no maior valor do dia, a R$ 322,63 por arroba, representando queda de -0,11%. No Pará, o preço atingiu R$ 307,64, com variação de 1,28%, a maior elevação desta quinta-feira.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: R$ 322,63

Goiás: R$ 316,78

Minas Gerais: R$ 311,57

Mato Grosso: R$ 306,40

Mato Grosso do Sul: R$ 319,48

Pará: R$ 307,64

Rondônia: R$ 281,22

Tocantins: R$ 303,01

Bahia: de 312,20

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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consumo aquecido faz preços do atacado dispararem



O mercado físico do boi gordo opera com preços acomodados nesta quinta-feira (13), em meio a escalas de abate curtas em boa parte do país. O Ministério da Agricultura afastou os rumores envolvendo a presença de fluazuron em amostras de carne brasileira, informação que pressionou a B3 na primeira metade de novembro.

A preocupação agora recai sobre a investigação conduzida pela China sobre os impactos das importações na produção local. A decisão está prevista para 26 de novembro, e até lá o mercado deve seguir volátil, segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médio da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 327,33
  • Goiás: R$ 320,89
  • Minas Gerais; R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98.
  • Mato Grosso: R$ 309,12

Mercado atacadista

O mercado atacadista de carne bovina registra alta consistente dos preços. Segundo Iglesias, o cenário aponta para continuidade da valorização no curtíssimo prazo, favorecido pelo pico do consumo doméstico com o pagamento do 13º salário, aumento de vagas temporárias e confraternizações de fim de ano.

  • Quarto traseiro : R$ 26,00/kg,
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,00/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,09%, cotado a R$ 5,2971 para venda e R$ 5,2951 para compra. A divisa oscilou entre R$ 5,2735 na mínima e R$ 5,3025 na máxima durante a sessão.



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Tempo instável na sexta-feira provoca temporais e chuva forte em algumas regiões do Brasil



A sexta-feira (14) será marcada por contrastes no clima do Brasil. Enquanto áreas do Sul voltam a ter tempo firme após a passagem de uma frente fria, estados do Centro-Oeste registram risco de temporais. No Sudeste, novas instabilidades ganham força e espalham chuva entre o interior paulista e Minas Gerais.

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Sul terá tempo firme no RS e chuva moderada no PR e em SC

No Rio Grande do Sul, o afastamento da frente fria e a chegada de uma área de alta pressão deixam o tempo firme na maior parte do estado. Apenas o norte gaúcho ainda pode registrar chuva fraca e isolada. As temperaturas seguem mais elevadas.

Em Santa Catarina, o litoral ainda pode ter chuva fraca e passageira, enquanto o oeste recebe pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

No Paraná, a instabilidade persiste. Pancadas moderadas a fortes atingem grande parte do estado, sobretudo o noroeste, oeste e áreas do interior, onde há risco de temporais por causa de uma área de baixa pressão no Paraguai. As temperaturas não sobem tanto quanto no RS.

Instabilidade avança no Sudeste e atinge capital paulista

Em São Paulo, um cavado em médios níveis da atmosfera favorece nuvens carregadas no interior, oeste e sul do estado. Pancadas moderadas a fortes, com chance de trovoadas, devem avançar para o centro e o leste paulista ao longo do dia.

Na capital, o sol aparece entre nuvens pela manhã, mas há previsão de pancadas de chuva à tarde e à noite. As temperaturas variam entre 17 °C e 26 °C, com declínio no centro-sul do estado e sul de Minas Gerais.

No nordeste de Minas, em pontos do Rio de Janeiro e no Espírito Santo, pode chover de forma isolada, mas o predomínio ainda é de tempo firme.

No Mato Grosso do Sul, a presença da área de baixa pressão no Paraguai mantém o tempo instável, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em praticamente todo o estado.

Em Mato Grosso, as instabilidades começam pela manhã e se intensificam à tarde, especialmente na metade oeste do estado.

Goiás tem cenário diferente: a chuva se concentra no extremo sudoeste, enquanto o restante do estado permanece com tempo firme. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de abafamento.

Nordeste terá chuva no litoral e sol forte no interior

No Recôncavo Baiano, as chuvas diminuem e ficam mais concentradas entre o sul da Bahia e a região de Ilhéus. Entre Alagoas e Rio Grande do Norte, há chance de chuva fraca e isolada na faixa litorânea. O mesmo vale para áreas costeiras do Ceará e do Maranhão.

Nas demais áreas do Nordeste, o sol predomina e as temperaturas permanecem altas.

A metade oeste da região Norte continua sob influência de áreas de instabilidade. Roraima e Rondônia também podem registrar pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais isolados.

No Pará, a chuva se concentra no extremo oeste. No Tocantins, Amapá e demais áreas do estado, o tempo firme predomina.



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