O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a portaria 1.443/2025 com mudanças na lista de pragas quarentenárias presentes no país. Em nota, a pasta informa que o município de Almeirim, no Pará, foi incluído como área com ocorrência da praga Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae), que afeta a cultura da mandioca, e o estado do Rio Grande do Norte como unidade da federação com ocorrência da praga Xanthomonas campestris pv. viticola, que incide sobre a cultura da videira.
“Ambas são classificadas como pragas quarentenárias presentes e já eram monitoradas pelo Mapa, com programas nacionais específicos de prevenção e controle”, disse a pasta.
Com a atualização, as novas áreas de ocorrência passam a seguir as regras de trânsito para vegetais hospedeiros dessas pragas, conforme as normas específicas de cada programa.
Em comunicado, o Cecafé afirmou que houve uma movimentação importante das principais indústrias torrefadoras dos EUA. “Eles estão em diálogo permanente com o Departamento de Comércio, com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e com os secretários, justamente abordando a questão da isenção ao café”, disse.
A entidade também afirmou que o Brasil tem tido “uma perda competitiva considerável” desde a ordem executiva do último dia 5 de setembro, visto que outros produtores de café do mundo ampliaram acesso ao mercado norte-americano com tarifas de apenas 10%.
“Seguimos com 50%, enquanto o consumidor dos EUA vai se adaptando a novos parâmetros. O Brasil, obviamente, não conseguirá reconquistar os espaços no blends se essa situação das tarifas se prolongar”, disse o Cecafé.
A entidade acrescenta, em nota, que está pedindo aos governos do Brasil e dos EUA que anunciem à sociedade e ao mercado que a negociação efetivamente começou para grandes e importantes produtos, como o café. “Precisamos ter um olhar de produto a produto”, disse. “É uma estratégia que pode destravar as negociações dado a esse cenário que estamos vendo de algumas resistências.”
O mercado brasileiro de soja apresentou melhora nos preços ao longo da tarde desta quarta-feira (12), influenciado pela alta do dólar e pelo fechamento firme dos contratos futuros em Chicago. Apesar das negociações entre EUA e China sobre compras de soja, o impacto direto nos preços brasileiros foi limitado. A principal motivação para a movimentação no mercado interno veio da valorização do dólar e do posicionamento de compradores no interior do país.
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O analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, destacou que os produtores aproveitaram para avançar um pouco nas vendas, principalmente no mercado interno. Nos portos, a movimentação foi mais contida, com negócios firmes concentrados em algumas praças do interior.
Preços de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 140,50
Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,50 para R$ 140,00
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam firmes, em meio à volatilidade e à expectativa pelo relatório de novembro do USDA, que trará ajustes na projeção da safra americana 2025/26 e nos estoques de passagem.
A retomada das compras chinesas nos Estados Unidos ainda é incerta, com informações apontando novas aquisições na América do Sul e estoques elevados na China.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro subiram 6,50 centavos de dólar, a US$ 11,33 3/4 por bushel, e a posição março avançou 6,00 centavos, a US$ 11,44 por bushel. No farelo, a posição dezembro fechou em US$ 321,00 por tonelada, com alta de US$ 4,10. Já o óleo, em dezembro, caiu 0,48 centavo, a 50,62 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, negociado a R$ 5,2921 para venda e R$ 5,2901 para compra, oscilando entre R$ 5,2661 e R$ 5,3021.
Da fronteira à inovação: como a pecuária em Roraima se torna um exemplo de sucesso
Fazendas de alta performance não admitem mais soja e milho abaixo de 5 mil e 10 mil quilos por hectare. Foi-se o tempo em que o grande diferencial da agricultura brasileira para os Estados Unidos era a tecnologia, a produtividade. Em condições de clima e manejo adequados, já não são raras as lavouras no Brasil com rendimento similar ou até superior aos campos norte-americanos. Ou seja, o desafio virou meta.
Em uma série de 20 anos é possível mostrar com clareza esse incremento. Entre os ciclos 2014/15 e 2024/25 a produção nacional saiu de 119 milhões para quase 310 milhões de toneladas, crescimento de 160%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nesse período, área foi de 47 milhões para 81 milhões de hectares, variação de 72%. O volume aumentou mais que o dobro da extensão cultivada, relação que evidencia em números o avanço tecnológico no campo.
Mais do que tecnologia, porém, vale ressaltar que estamos fazendo agricultura com inovação e sustentabilidade. As boas práticas adotadas no campo colocam o agronegócio brasileiro como a principal atividade econômica com sequestro de carbono neutro ou positivo, com capacidade única de compensar as emissões de CO2. E isso não é nenhuma novidade. Basta olhar para o sistema de plantio direto, técnica de cultivo sustentável com mais de 50 anos no Brasil.
Mas o avanço da produção, no entanto, só ocorre na combinação com a demanda, colocando o mercado como fator determinante nessa equação. A agricultura mais eficiente e principalmente mais competitiva está associada ao consumo, doméstico e internacional, um elo da cadeia onde também estamos melhor preparados. Além do clima, já conseguimos mitigar com mais efetividade possíveis efeitos nocivos da economia, política e geopolítica que afeta mercados e produção.
Nas últimas duas décadas nos transformamos no maior produtor (170 milhões de toneladas) e exportador (100 milhões de toneladas) mundial de soja, nossa produção de milho rompeu as 100 milhões de toneladas e nos consolidamos como maior exportador mundial do cereal. Por outro lado, também estamos fazendo a lição de casa, agregando valor a produção primária com índices nunca vistos de processamento.
Criamos demanda interna, com maior liquidez e forte pegada ambiental. Soja e milho viram carne e combustível, energia verde e renovável. Pelo menos 50 milhões de toneladas de soja e milho viram biodiesel e etanol no Brasil. É mais emprego e renda, dentro e fora da porteira. É maior valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) que vêm do agro, responsável por quase 1/3 das riquezas econômicas geradas no país.
Hoje, em plena implantação de um novo ciclo, a safra 2025/26, o setor enfrenta novamente uma série de dificuldades e incertezas. Crédito, clima, mercado… Mas sempre foi assim. Com maior ou menor intensidade, faz parte da rotina de quem produz. Por isso a importância dessa reflexão de potencial, de onde chegamos e do caminho a percorrer.
Não podemos menosprezar e nem descuidar das dificuldades de um mercado globalizado que impactam sobremaneira o agronegócio no Brasil e no mundo. Como não podemos ignorar nossa capacidade de superação e de produção. O passado recente mostra que as oportunidades surgem na medida em que crescem os desafios. E se tecnologia e mercado são os diferenciais, o agricultor brasileiro fica atrás de ninguém.
E para concluir essa reflexão, em especial sobre potencial, vale lembrar a produção agrícola nos Estado Unidos está estagnada na área cultivada, em queda e limitada abaixo dos 100 milhões de hectares, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Enquanto no Brasil o cultivo rompe os 80 milhões de hectares impulsionado por outra prática sustentável, a de recuperação de áreas degradadas. Sem derrubar uma árvore sequer, surge um horizonte em potencial e adicional de 30 milhões de hectares. Como e no ritmo que isso vai acontecer, é o mercado quem vai dizer.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (12) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Niágara, no Canadá, à margem da reunião do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo.
Segundo o Itamaraty, os dois conversaram sobre o andamento das negociações bilaterais envolvendo tarifas comerciais.
Mauro Vieira informou que o Brasil encaminhou, no último dia 4 de novembro, uma proposta de negociação aos Estados Unidos, após reunião virtual entre as equipes técnicas dos dois países.
O chanceler ressaltou a importância de avançar nas tratativas, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que falaram do tema durante encontro recente na Malásia.
Os ministros concordaram em marcar uma nova reunião presencial, em data próxima, para discutir o estágio atual das conversas e buscar entendimento sobre as medidas tarifárias.
Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação.
Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.
“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.
Na semana passada, Lula disse voltaria a telefonar para o presidente dos Estados Unidos caso não houvesse avanços nas negociações comerciais entre os dois países até o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que está sendo realizada em Belém (PA).
O Fórum Planeta Campo, realizado nesta terça-feira (11) em Belém, Pará, reuniu lideranças do agronegócio, da pesquisa e da sustentabilidade para debater o papel do agro nas soluções climáticas globais. O evento também premiou propriedades rurais que se destacam pela produção sustentável.
Na abertura, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforçou que inovação e tecnologia caminham lado a lado com a sustentabilidade. Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e governos estaduais apresentaram estratégias de descarbonização e inventários de emissões de gases de efeito estufa.
“Estamos entregando hoje um relatório que tem a apuração das emissões com o inventário das emissões do gases de efeito estufa e os roteiros para descarbonização, incluindo o setor do agronegócio”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacando o protagonismo do estado nas discussões rumo à COP30.
Durante o encontro, empresas privadas apresentaram iniciativas de incentivo à produção sustentável, como o programa Fazenda Nota 10, que reúne 500 propriedades em benchmarking e adoção de novas tecnologias.
“O produtor pode acessar o que tem de mais novo em termos de tecnologia para aplicar na sua propriedade e comparar qual a sua evolução em relação aos outros que estão aplicando as mesmas tecnologias”, disse o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.
Superação de desafios
Durante o fórum, o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, destacou que a sustentabilidade no campo é resultado de um processo contínuo de superação de desafios. Segundo ele, a primeira grande conquista foi o combate à degradação do solo, alcançado com o plantio direto, a cobertura vegetal e o manejo sustentável.
Em seguida, veio o controle de pragas e doenças com o uso racional de defensivos agrícolas. Agora, a nova etapa é voltada à reciclagem e ao aproveitamento de resíduos dentro das propriedades. “A economia circular, no caso da SLC, já implantamos em 11 fazendas. Estamos reciclando 100% dos registros gerados na fazenda, afirmou.
Encerramento do evento
Encerrando o fórum, o painel “Rastreabilidade Total da Cadeia de Alimentos” destacou iniciativas que reforçam a transparência no campo. A cooperativa Cooxupé, que atua nas principais regiões produtoras de café do país, apresentou o protocolo “Gerações”, criado para apoiar os cafeicultores na adoção de práticas sustentáveis e de rastreabilidade.
Segundo a diretora de sustentabilidade JBS Brasil, Liège Correia, o Brasil tem tradição no controle de origem dos alimentos desde a década de 1990, com a Guia de Trânsito Animal (GTA). Agora, estados como Santa Catarina e Pará avançam com decretos que tornam obrigatória a rastreabilidade individual dos rebanhos bovinos, ampliando a confiança do consumidor e o valor agregado da produção.
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta em grande parte das regiões produtoras ao longo desta semana. Estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Minas Gerais apresentaram valorização consistente, reduzindo o diferencial de base entre os mercados.
Apesar de especulações sobre a China e o uso do Fluazuron, ainda não há informações concretas. As autoridades chinesas não divulgaram resultados da investigação iniciada no final do ano passado sobre o impacto das importações de carne na produção local, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado.
Preços médios da arroba do boi gordo
São Paulo: R$ 324,58 (a prazo)
Goiás: R$ 320,54
Minas Gerais: R$ 315,29
Mato Grosso do Sul: R$ 327,50
Mato Grosso: R$ 308,31
Mercado atacadista
O mercado atacadista registrou preços em predominante acomodação nesta quarta-feira (12). Apesar disso, o ambiente de negócios sugere potencial de valorização no curto prazo, impulsionado pelo aumento do consumo no fim de ano, com o pagamento do décimo terceiro salário, criação de postos temporários e confraternizações típicas do período.
Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
Ponta de agulha: R$ 17,75/kg
Quarto dianteiro: R$ 18,75/kg
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,35%, negociado a R$ 5,2921 para venda e R$ 5,2901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,2661 e R$ 5,3021.
O fechamento positivo do mercado físico do boi gordo e a acomodação dos preços no atacado indicam uma perspectiva de valorização nos próximos dias, alinhada à alta demanda típica do fim de ano.
O Indicador do Boi Gordo Datagro segue em alta nesta quarta-feira (12). As principais praças pecuárias do país registraram variação positiva no preço médio da arroba.
Em São Paulo, a cotação fechou no maior valor do dia, a R$ 323,00 por arroba, representando alta de 0,33%. Na Bahia, o preço atingiu R$ 312,72, com variação de 1,19%, a maior elevação desta quarta-feira. Já em Rondônia, a arroba foi negociada a R$ 282,71, com alta de 0,29%, registrando a menor cotação entre as regiões acompanhadas.
Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:
São Paulo: R$ 323,00
Goiás: R$ 317,29
Minas Gerais: R$ 308,75
Mato Grosso: R$ 307,03
Mato Grosso do Sul: R$ 320,01
Pará: R$ 303,76
Rondônia: R$ 287,18
Tocantins: R$ 302,85
Bahia: de 312,72
O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.
A atuação de uma área de baixa pressão no Paraguai, combinada com o avanço de uma frente fria, provoca instabilidade em várias regiões do Brasil nesta quinta-feira (13). Enquanto parte do país enfrenta pancadas de chuva e risco de temporais, outras áreas permanecem com tempo firme e temperaturas elevadas, segundo a Climatempo.
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Sul
No norte do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina e Paraná, as pancadas de chuva persistem ao longo do dia, com possibilidade de forte intensidade e risco de temporais, especialmente no PR.
No restante do Rio Grande do Sul, o tempo volta a ficar mais estável. As temperaturas sobem em boa parte do estado e também no norte do Paraná, enquanto em Santa Catarina e na metade sul paranaense o clima fica mais ameno.
Sudeste
As instabilidades avançam pelo oeste e sul de São Paulo e sul e oeste de Minas Gerais desde a manhã, provocando chuvas de moderada a forte intensidade e risco de temporais no Triângulo Mineiro.
Na capital paulista, o sol aparece entre nuvens durante a manhã e há possibilidade de chuva à tarde. As temperaturas variam entre 17 °C e 30 °C. Já nas demais áreas do Sudeste, o tempo firme predomina, com sol e calor em grande parte da região.
Centro-Oeste
No Mato Grosso do Sul, sobretudo na metade sul, as pancadas de chuva ocorrem desde cedo, com risco de temporais e grandes volumes acumulados. As instabilidades se espalham para o restante do estado ao longo do dia.
No Mato Grosso, as chuvas ganham força à tarde, principalmente no oeste e sul. Já em Goiás, as instabilidades ficam restritas ao sul do estado, com tempo mais aberto nas demais áreas.
Nordeste
Entre Ilhéus e Salvador, há previsão de chuvas moderadas a fortes, com possibilidade de temporais. No interior e oeste da Bahia, Maranhão e entre Alagoas e Rio Grande do Norte, podem ocorrer chuvas fracas e isoladas.
Nas demais áreas, o tempo segue firme e seco, com umidade do ar baixa no interior, especialmente no Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia.
Norte
As instabilidades se formam desde cedo no Amazonas, Acre, Rondônia, oeste do Tocantins e oeste do Pará, e se intensificam ao longo do dia. No Amapá, o tempo permanece mais firme. As temperaturas seguem elevadas, deixando o clima abafado em toda a região Norte.
O cálculo da lotação é essencial para conectar a gestão financeira à produtividade na pecuária, definindo a real capacidade de suporte da fazenda.
Em mais um episódio da série “A Conta do Boi”, o zootecnista Gustavo Sartorello informa que a primeira etapa para realizar esse cálculo é a organização do rebanho em categorias simples e funcionais, como matrizes em reprodução, bezerros e machos de treze a vinte e quatro meses.
Ao cruzar o número de animais organizados por categoria com a área de pastagem disponível, o produtor pode calcular dois indicadores fundamentais de lotação. Sartorello afirma que a lotação da fazenda não é um indicador estático, mas sazonal.
Segundo ele, o pecuarista precisa monitorar esse indicador mês a mês para entender a relação entre o número de animais e o crescimento do capim, que é maior na chuva e menor na seca.
Confira:
Importância da gestão de lotação
Ignorar a sazonalidade e manter uma alta lotação na seca resulta em baixo desempenho e perda de peso. É durante esse período que a gestão de lotação se torna uma estratégia de antecipação. “Decidir antes é sempre mais barato do que apagar incêndio depois”, afirma o zootecnista.
Para que a lotação seja calculada com precisão, o pecuarista deve ter uma rotina de pesagens ao longo do ano. A pesagem regular é essencial para transformar a organização em resultado real para a fazenda. Pesar o gado de forma coordenada e consistente, aproveitando momentos como vacinação e desmama, é fundamental.
Atualizações e segurança alimentar
O site do Giro do Boi traz atualizações sobre as práticas na pecuária. Além disso, o programa CPF do Boi visa ampliar a segurança alimentar e ambiental da carne brasileira. Os produtores devem estar atentos às condições climáticas, como o frio e umidade no Paraná, e a chuva volumosa prevista para o sul de Mato Grosso do Sul.
Os especialistas também alertam sobre os riscos de animais 3/4 europeus em clima quente e confirmam o potencial de tricross para carcaça e programas de carne premium. Para mais informações sobre o tema, acesse o site do Giro do Boi.