A queda do dólar para abaixo de R$ 5,30 trouxe um misto de preocupação e esperança ao agronegócio. Para quem exporta, é ruim, cada dólar recebido vira menos reais. Para quem compra insumos importados, pode ser bom: fertilizantes, defensivos e máquinas tendem a ficar um pouco mais baratos.
O problema é que essa “boa notícia” demora a aparecer na prática. Mesmo com o real valorizado, o preço dos insumos recua pouco. Os motivos são simples: estoques antigos, contratos em dólar e custos internos elevados, como frete, combustível e crédito caro, acabam anulando parte do ganho cambial.
Enquanto isso, o lado ruim vem rápido. O produtor exportador, já pressionado por dívidas e juros altos, vê sua rentabilidade encolher. A soja, milho, carne e outros produtos exportados valem menos em reais, reduzindo o caixa das propriedades e travando novos investimentos.
Ainda assim, o câmbio mais baixo pode ser usado a favor do produtor. É hora de renegociar contratos, buscar eficiência e aproveitar o momento para planejar compras de insumos antes que o dólar volte a subir.
No fim das contas, o ditado se confirma: é ruim, mas é bom, depende de como cada produtor reage. Quem entender o câmbio como ferramenta de gestão, e não como inimigo, pode transformar essa maré em oportunidade.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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Dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Aprosoja/MS, divulgados na semana passada, apontam que o plantio da soja em Mato Grosso do Sul já ultrapassou a metade para a área 2025/26. Até o momento, a operação de semeadura foi realizada em 3,26 milhões de hectares, o que representa 61,6% da área total.
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De acordo com o levantamento, a região Sul é a mais adiantada, com 68% da área já plantada, seguida pela área central, com 54,7%, e pela Norte, com 46,8%. Em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, o avanço do plantio está 4,2 pontos percentuais abaixo, reflexo da falta de chuvas que tem afetado o ritmo das operações no campo.
Os registros históricos do Siga-MS indicam que a melhor janela de semeadura se encerra em 14 de novembro, quando, em média, cerca de 80% da área total costuma estar plantada.
O assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Aguena, destacou o avanço observado no Norte do Estado. “O destaque dessa semana foi a evolução do plantio na região Norte que, após um pequeno atraso na largada do plantio por falta de chuva, avançou 23,7 pontos percentuais em apenas uma semana”, afirmou.
Expectativa para o estado
Para esta safra, a estimativa de produção é de 15,2 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada deve alcançar 4,7 milhões de hectares, crescimento de 5,9%, com produtividade média estimada em 52,82 sacas por hectare, aumento de 2% frente à safra passada.
A JBS foi destaque no painel “Diálogos por uma economia de baixo carbono – SB COP Awards”, realizado nesta quarta-feira (12) durante a COP30, em Belém (PA). O Programa Escritórios Verdes, criado pela empresa em 2021, foi um dos vencedores entre 670 propostas de 60 países, reconhecido entre os 48 cases globais selecionados pela Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada a soluções climáticas no setor privado.
O reconhecimento posiciona a JBS entre as empresas que vêm apresentando resultados concretos na transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em áreas como sistemas alimentares e uso da terra. A SB COP, que representa quase 40 milhões de empresas no mundo, avaliou os projetos com base em três critérios: escala, impacto e potencial de replicação.
Modelo de apoio ao produtor rural
Os Escritórios Verdes foram destacados como um modelo de apoio ao produtor rural, com foco em regularização ambiental, assistência técnica e gestão no campo. Para o presidente da Friboi, Renato Costa, o reconhecimento reforça a importância da integração entre sustentabilidade e eficiência produtiva.
“Os Escritórios Verdes são um exemplo concreto de como é possível aliar sustentabilidade e produtividade no campo. Nosso compromisso é ajudar o produtor rural a vencer barreiras que muitas vezes o impedem de avançar, seja na regularização ambiental, na gestão ou na adoção de boas práticas sustentáveis”, afirmou.
Resultados alcançados
Criado há quatro anos, o programa oferece atendimento gratuito a produtores — fornecedores ou não da companhia — e já conta com 20 unidades físicas em oito estados brasileiros, além do Escritório Verde Virtual, lançado em 2024. Desde então, a plataforma digital realizou 12.668 atendimentos.
Segundo dados da empresa, o impacto é mensurável: 20 mil propriedades foram auxiliadas no processo de regularização ambiental, e mais de 8 mil hectares foram destinados à recuperação florestal.
O programa também tem contribuído para a reinserção produtiva de fazendas que estavam fora da conformidade legal, permitindo o retorno às atividades de forma sustentável e em linha com as políticas de compra da companhia.
Com a premiação, a JBS reforça sua estratégia de ampliar ações de baixo carbono e inclusão produtiva no campo, consolidando os Escritórios Verdes como uma referência em gestão ambiental e assistência técnica no agronegócio brasileiro.
O plantio de soja no Brasil está 8% atrasado em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Conab. Em algumas regiões, produtores já enfrentam necessidade de replantio devido à falta de chuvas.
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No Matopiba, o Tocantins lidera em avanço, com 39% da área semeada, seguido pela Bahia, com 30%. Maranhão e Piauí apresentam os maiores atrasos, enquanto na Bahia a semeadura avança conforme a chegada das chuvas.
O mapa de umidade do solo mostra condições mais favoráveis no sul da Bahia e no norte do Tocantins, mas ainda insuficientes no Maranhão, centro-sul do Piauí e centro-norte da Bahia.
O que os sojicultores podem esperar?
Nos próximos cinco dias, apenas o Recôncavo Baiano deve registrar chuvas significativas, com possibilidade de mais de 100 mm em 48 horas. As demais regiões produtoras terão chuvas pouco volumosas e mal distribuídas, com exceção do norte do Tocantins, que pode acumular cerca de 50 mm.
Boas precipitações, entre 50 e 70 mm, estão previstas para o período de 22 a 26 de novembro no sul da Bahia, oeste do Piauí, sul do Maranhão e boa parte do Tocantins. A previsão indica que chuvas mais consistentes ocorrerão a partir do dia 17, garantindo umidade suficiente para a semeadura da safra 2025/26.
No Centro-Oeste, temporais devem se concentrar nesta quarta-feira, principalmente no sul de Mato Grosso, sul de Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e norte do Paraná, com risco de raios e rajadas de vento fortes. Não há, no momento, previsão de tornados.
No Sul, sol entre nuvens predomina, com chuvas passageiras em Campos Novos e volumes mais expressivos em Mato Grosso do Sul, podendo passar de 100 mm nos próximos cinco dias. Em Rondônia, acumulados de até 50 mm ajudarão na recuperação de pastagens.
Para o Matopiba, a previsão indica que a chuva realmente volumosa deve chegar somente na semana do dia 20 de novembro, permitindo aos produtores semear com mais tranquilidade.
O preço médio do frete rodoviário no país teve leve recuo em outubro, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred Frete. O valor passou de R$ 7,25 por quilômetro rodado em setembro para R$ 7,23 em outubro, queda de 0,28%. Foi o terceiro mês consecutivo de retração nos preços.
A variação indica estabilidade no mercado, após meses de maior oscilação nos custos do transporte. Segundo a Edenred, o cenário reflete o equilíbrio entre fatores que sustentam e limitam o avanço dos valores.
Agro e indústria influenciam mercado
De um lado, o agronegócio mantém expectativa positiva com a projeção de safra recorde em 2025, o que tende a garantir demanda constante por transporte. Por outro, a desaceleração da atividade industrial reduz o volume de embarques, pressionando os preços para baixo.
A estabilidade dos combustíveis também ajudou a conter variações. O diesel S-10 manteve preço médio de R$ 6,21 por litro em outubro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), sem alteração em relação a setembro.
Fiscalização da ANTT reforça estabilidade
Outro fator que contribuiu para a manutenção dos valores foi a fiscalização mais rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o cumprimento da tabela de frete mínimo.
De acordo com Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete, o monitoramento mais intenso reduziu a dispersão de preços. “Com mais empresas se adequando às regras, o mercado mostra maior equilíbrio entre oferta e demanda”, afirmou.
O IFR é calculado a partir de dados da plataforma Repom, com base em 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio. A Edenred Frete atua há 30 anos na gestão e pagamento de despesas do transporte rodoviário de cargas.
Durante o Fórum Planeta Campo – Especial COP30, no painel “Rastreabilidade total da cadeia de alimentos”, a diretora de Sustentabilidade da JBS, Liège Correia, destacou que o Brasil já possui uma base sólida de rastreabilidade na pecuária e que o desafio atual é ampliar a adesão e garantir inclusão produtiva, com apoio técnico e financeiro.
“A Guia de Trânsito Animal, a GTA, surgiu em 1990 e, em 2012, passou a ser digital — isso já é rastreabilidade. O Brasil é um país que já faz rastreabilidade há muitos anos”, afirmou.
Pará traz inovação com rastreio individual
Liège ressaltou que o estado do Pará está na vanguarda ao adotar a rastreabilidade individual obrigatória, a partir de janeiro de 2026, com base em um decreto estadual. Segundo ela, essa medida representa uma “adicionalidade importante” para a cadeia de carne bovina.
“Hoje, muitos produtores já usam a rastreabilidade individual como ferramenta de gestão da propriedade, porque permite olhar o ganho de peso, a vacinação e uma série de outros fatores”, disse.
De acordo com a executiva, o sistema tem crescido de forma voluntária no estado, com mais de 200 mil animais já identificados individualmente. “Santa Catarina já tem 100% de rastreabilidade individual, mas é um rebanho pequeno. O desafio do Pará é fazer o mesmo em um estado de grande dimensão”, observou.
Apoio técnico e operação em campo
Liège também detalhou o trabalho da JBS na implementação prática da rastreabilidade. A empresa tem doado dispositivos de identificação e mantém equipes em campo para auxiliar na aplicação dos brincos e no treinamento de operadores.
“Muita gente acha que o brinco vai simplesmente grudar na orelha do boi, mas não é tão simples assim. É preciso manejar o animal e aplicar o dispositivo corretamente”, disse.
Ela reforçou que a consolidação do sistema depende da colaboração entre governo, empresas e produtores. “Sozinhos, a gente não vai a lugar nenhum. Precisamos do apoio de todos os elos para alcançar o sucesso esperado, com quatro milhões de animais identificados no Pará no próximo ano”, afirmou.
Educação e crédito como bases da inclusão
Em relação à conscientização da base produtiva, Liège enfatizou que a adesão à rastreabilidade passa pela autonomia e decisão do produtor.
“A decisão final é da família que está ali [na propriedade rural]. A única forma de disseminar informação é com projetos educacionais, levando conhecimento ao campo para que o produtor possa decidir com segurança.”
A diretora destacou ainda a necessidade de facilitar o acesso a crédito e de viabilizar financiamentos climáticos que cheguem efetivamente aos produtores.
“Há um grande volume de financiamento climático, mas ele precisa chegar na base. Sem crédito, o produtor que tem o cadastro ambiental bloqueado não consegue se regularizar. Precisamos de linhas com juros atrativos e prazos longos para o pagamento”, pontuou.
Sustentabilidade com inclusão
Ao encerrar sua participação no fórum, Liège reforçou que a rastreabilidade é uma ferramenta de gestão e transparência, mas que sua expansão depende de educação, financiamento e cooperação entre todos os atores da cadeia. “O produtor quer fazer gestão e quer estar regular, mas precisa de apoio técnico e condições reais para isso acontecer”, concluiu.
Confira o painel sobre rastreabilidade no Fórum Planeta Campo – Especial COP30:
O Programa Soja Baixo Carbono, desenvolvido pela Embrapa, tem como objetivo reconhecer e certificar produtores que adotam práticas sustentáveis capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar o sequestro de carbono no solo. A iniciativa foi um dos destaques do painel “Agropecuária de Baixo Carbono” no Fórum Planeta Campo, realizado nesta terça-feira (11), durante a COP30, em Belém (PA).
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O encontro discutiu o papel da agropecuária brasileira na transição climática e reuniu representantes da Embrapa Soja, UPL, FGV, Grupo Roncador e Portos do Paraná, reforçando a integração entre ciência, políticas públicas e práticas produtivas sustentáveis.
Soja Baixo Carbono: o papel da Embrapa
A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli, apresentou o Programa Soja Baixo Carbono (SBC). “A Embrapa desenvolve protocolos baseados na análise de ciclo de vida, que mensura as emissões e as aloca entre diferentes culturas. Cada setor pode usar esses resultados e recompensar formalmente o produtor”, explicou.
Segundo Carnevalli, a certificação pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 30%. Considerando o carbono removido do solo, a redução chega a 60%. A iniciativa contempla sistemas produtivos que combinam soja com outras culturas em sucessão ou rotação, como trigo, milho, milheto, pastagens e plantas de cobertura, incluindo crotalárias, guandu, estilosantes, braquiária ruziziensis, gergelim, algodão, arroz, caupi e nabo forrageiro.
Carina Rufino, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, destacou a importância do programa no contexto da transição climática. “O Brasil está avançando fortemente na agenda de soluções climáticas e segurança alimentar. O Programa Soja Baixo Carbono desenvolve um protocolo de certificação voluntária que valoriza a soja produzida em sistemas mais resilientes e de baixa emissão de gases de efeito estufa”, afirmou.
Setor engajado
O Programa Soja Baixo Carbono adota um modelo de inovação setorial e conta com o apoio de sete empresas parceiras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL. As organizações colaboram com a Embrapa no desenvolvimento e validação das práticas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento da sustentabilidade na produção de soja.
O gerente de Programas Sustentáveis da UPL, Rogério Melo, reforçou, durante o painel, o compromisso da empresa com a sustentabilidade e com o programa Soja Baixo Carbono. “A UPL busca reimaginar a sustentabilidade nas cadeias agroalimentares. Vamos realizar mil inventários de carbono e mil diagnósticos ambientais para mostrar que, da porteira pra dentro, a agricultura brasileira é a mais eficiente e sustentável”, afirmou.
Segundo ele, o compromisso com a descarbonização deve alcançar todos os perfis de produtores, incluindo pequenos e microprodutores, a partir de uma visão cooperativa e colaborativa entre ciência, empresas e campo.
O Brasil segue avançando no plantio da safra 2025/26 de soja. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país semeou 58,4% da área prevista. Em 2024, a área semeada era de 66,1%. Na semana anterior, o índice era de 47,1%, representando um avanço de 24% no período.
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Plantio de soja pelo país
Segundo a Conab, São Paulo lidera a semeadura no país com 95%, seguido por Mato Grosso com 90,1%, Mato Grosso do Sul com 86%, Paraná com 79%, Goiás com 43% e Tocantins com 39%.
Já a Bahia aparece com 30% da área semeada, Minas Gerais com 29,6%, Santa Catarina com 22%, Rio Grande do Sul com 17%, Piauí com 12% e Maranhão com 9%.
Condições das lavouras de soja
Em Mato Grosso, o plantio segue para a finalização e a maioria das lavouras apresenta boas condições. O retorno das chuvas também possibilitou forte avanço na semeadura em Mato Grosso do Sul.
No Paraná, as áreas também estão, em sua maioria, em boas condições, embora algumas tenham sido impactadas por fortes chuvas e granizo, exigindo replantio. Além disso, no Rio Grande do Sul, o plantio acelerou na última semana com o retorno das precipitações.
As chuvas das últimas semanas permitiram grande avanço no plantio em Goiás. Algumas áreas semeadas no início de outubro, porém, foram afetadas por veranicos e precisarão ser replantadas.
Em Minas Gerais, o plantio avança com o retorno das chuvas, mas áreas plantadas no início de outubro foram prejudicadas pela ausência de precipitações e devem passar por replantio.
No estado de Tocantins, o plantio foi retomado após o retorno das chuvas. Há relatos de replantio em diversas regiões por causa da estiagem de outubro.
Por fim, o avanço da semeadura na Bahia, Piauí e Maranhã acontece com o avanço da semeadura ocorre com o retorno das precipitações.
No morning call desta quarta-feira (12), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o acordo no Senado dos EUA para encerrar o shutdown trouxe alívio global e impulsionou bolsas.
Dados do emprego americano reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed. Ibovespa bateu recorde e dólar caiu a R$ 5,27. IPCA de outubro veio abaixo do esperado e mercado espera início dos cortes da Selic já em janeiro. Hoje, atenção à PMS de setembro, fluxo cambial e CPI da Alemanha.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
As entradas da Zona Azul da COP30, em Belém (PA), foram fechadas na noite de terça-feira (11) após um grupo de manifestantes tentar entrar na área restrita do evento. O local concentra as negociações oficiais entre países e é considerado território sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com relatos, os seguranças formaram cordões humanos para conter o avanço dos manifestantes. Pelo menos um profissional da equipe de segurança ficou ferido durante o confronto. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que os participantes do protesto passam pelos detectores de metal antes de serem impedidos de seguir até o pavilhão principal.
Protesto e reivindicações
Os manifestantes exibiam bandeiras de coletivos estudantis e faixas com mensagens contrárias à exploração de petróleo e ao conflito na Palestina, além de defenderem pautas indígenas. Após a tentativa de invasão, o grupo foi retirado da área e o acesso foi liberado apenas para o público credenciado.
A Polícia Militar do Pará enviou viaturas e agentes para reforçar a segurança no entorno do centro de convenções. Até o momento, não há registro de detidos.
Organização se dissocia do confronto
Em nota, os organizadores da Marcha pela Saúde e Clima, que ocorreu mais cedo no mesmo dia, afirmaram que os atos após o encerramento da caminhada não têm relação com a mobilização oficial. O movimento, segundo o texto, foi planejado como uma manifestação pacífica e de diálogo.
“Reafirmamos nosso respeito às instituições organizadoras da COP30 e o compromisso com uma Amazônia viva e saudável para todos”, destacou o grupo em comunicado.
A COP30 reúne líderes globais, autoridades e organizações ambientais para discutir metas de redução de emissões e políticas de preservação da Amazônia.