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Mercado de soja inicia semana lento, com negociações pontuais e spread elevado



O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e volumes reduzidos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as negociações foram pontuais, com maior interesse apenas em lotes para pagamento em janeiro.

De acordo com Silveira, os preços seguiram com oscilações mistas, com algumas praças registrando recuo. “O comprador segue sem disposição para manter ofertas firmes, enquanto o produtor mantém um spread elevado”, explica.

Em Rio Verde (GO), por exemplo, o comprador indica R$ 129,00 a R$ 130,00 para janeiro, enquanto o vendedor não aceita menos que R$ 135,00, segundo o analista.

Silveira destaca que o mercado spot permanece travado, tanto no porto quanto na indústria. Na safra nova, as fixações seguem escassas.

“Chicago voltou a subir, mas o movimento é especulativo e sem volume real, o que mostra exaustão na alta. Os prêmios seguem nominais e com viés de baixa, enquanto o dólar recuou, limitando os ganhos no físico”, afirma.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS) manteve R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS) manteve R$ 136,00
  • Cascavel (PR) caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT) manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS)manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO) subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00

Portos

  • Paranaguá (PR): passou de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Rio Grande (RS): manteve R$ 140,50

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira. O mercado foi influenciado por expectativas de retomada das compras chinesas de soja norte-americana e pelo avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo dos Estados Unidos.

O clima mais positivo no mercado global reduziu a aversão ao risco e apoiou as commodities agrícolas.

As inspeções de exportação dos EUA somaram 1.088.577 toneladas na semana encerrada em 10 de novembro, acima das 984.875 toneladas da semana anterior, segundo o USDA.

  • Jan/25: +13,00 cents → US$ 11,30/bushel
  • Mar/25: +13,50 cents (1,19%) → US$ 11,39¼/bushel



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Canal Rural apresenta ‘Ruralize-se’ e abre celebração dos 30 anos com novas frentes de negócio para 2026



O Canal Rural anuncia o novo posicionamento que guiará a companhia em 2026, quando completará 30 anos. A marca apresenta ao mercado o conceito “Ruralize-se”, um convite para ampliar o significado do rural e reconhecer o seu protagonismo como o maior público consumidor do Brasil. As novidades foram apresentadas ao mercado na última sexta-feira (7), em evento que reuniu parceiros e grandes anunciantes em São Paulo.

O conceito parte do entendimento de que o mundo rural extrapola a porteira e está presente nas capitais e nas pequenas cidades, reunindo pessoas com alto poder de compra e aspirações sofisticadas. Também reforça a vocação do Canal Rural como a plataforma que conhece profundamente o agro e conecta marcas a esse universo, unindo relevância, engajamento e relacionamento para gerar negócios em diferentes janelas.

“Somos a principal plataforma de comunicação do agronegócio brasileiro, presente em todas as telas e formatos. Nos últimos anos, investimos muito em conteúdo e tecnologia para estreitar cada vez mais nossa relação com o mercado e criar novas oportunidades de negócios”, afirma Julio Cargnino, CEO do Canal Rural.

Idealizado em parceria estratégica, “Ruralize-se” traduz desejo, paixão e pertencimento. Para o publicitário Sérgio Valente, que desenvolveu o novo conceito, “‘Ruralize-se’ é gostar do agro e vontade de pertencer. “Quem é do agro viaja para a Europa, compra marcas, carros e roupas de grife. Precisamos contar para o mundo que esse público compra e tem dinheiro. E ninguém entende mais do maior público consumidor do Brasil e sabe chegar até ele do que o Canal Rural”.

Novidades em 2026

Ao longo de 2026, o Canal Rural dará sequência ao ciclo de inovação nas frentes editoriais, comerciais e de distribuição. Entre os destaques, a expansão do calendário de eventos com a criação da BR IN Eventos; a estreia do Celeiro de Ideias, unidade dedicada de branded content para co-criação com agências e anunciantes, e o Celeiro de Insights, que vai traduzir dados em oportunidades reais de negócios.

Outro anúncio é a evolução da parceria estratégica Canal Rural + CNN, que amplifica a presença cotidiana do agro nas telas e plataformas de ambas as marcas, com alcance potencial de dezenas de milhões de pessoas. A parceria, que já existia no digital, agora será ampliada também para a TV, com a criação de uma vertical agro na CNN, operado em conjunto com o Canal Rural.

A estratégia contempla também o crescimento consistente nas plataformas digitais — com avanços expressivos em visualizações e seguidores nos últimos dois anos — e o fortalecimento de plataformas transversais como Planeta Campo e A Protagonista. O próximo ano também reforçará o jornalismo diário do Canal Rural voltado ao produtor, de serviços como meteorologia e cotações, e da cobertura dos diferentes elos que compõem 100% do agro.



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Colômbia lança nova variedade de café resistente ao clima quente



A Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (FNC) anunciou o desenvolvimento de uma nova variedade de café resistente a temperaturas mais elevadas e adequada para cultivo em regiões de menor altitude. A cultivar, batizada de Umbral, pode ser plantada a partir de 850 metros acima do nível do mar, o que representa uma expansão significativa em áreas onde o calor vinha limitando a produção.

O lançamento ocorreu durante a 89ª Cúpula do Café da Asoexport e Analdex, na última semana. Segundo o gerente da FNC, Germán Bahamón, a Umbral é resultado de avanços científicos voltados para adaptar a cafeicultura às mudanças climáticas e ampliar a resiliência das lavouras.

Atualmente, a nova variedade está em fase de testes em nove fazendas distribuídas em diferentes regiões produtoras da Colômbia, de Nariño e Santander até o tradicional Eixo Cafeeiro. A expectativa é que a cultivar esteja pronta para ser adotada comercialmente em 2027.

A iniciativa é vista como estratégica para o futuro da produção colombiana, em um cenário de temperaturas mais altas e eventos climáticos extremos que têm desafiado cafeicultores em todo o mundo.



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‘A tecnologia pode tornar a descarbonização viável e acessível’, diz líder global da UPL



O CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff, afirmou que a tecnologia tem papel decisivo na transição climática e pode tornar o processo de descarbonização “não apenas viável, mas também economicamente acessível”. A declaração foi feita durante a Cúpula do Clima realizada em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro, evento que reuniu líderes de 143 países e antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começou nesta segunda-feira (10).

O executivo foi convidado pelo governo brasileiro, por meio do embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e presidente da COP30. A cúpula, organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve como foco o papel da Amazônia e das florestas tropicais no enfrentamento das mudanças climáticas.

Para Shroff, o encontro em Belém mostrou avanços concretos na mobilização global. “Foi ótimo ver tantos líderes comprometidos com a iniciativa da floresta tropical. Acho muito empolgante ver esses compromissos sendo assumidos”, afirmou.

Ele também ressaltou que as discussões sobre preservação ambiental e financiamento para as florestas são essenciais para alcançar resultados duradouros. “Havia um sentimento geral de otimismo, a sensação de que bons avanços estavam sendo alcançados. As pessoas realmente confiam que a tecnologia pode tornar o processo de descarbonização não apenas viável, mas acessível”, disse.

Segundo o CEO, a COP é um catalisador para essa transição. “Estou muito mais otimista hoje do que quando cheguei ao Brasil. Eu não tinha certeza, diante de todos os desafios que o mundo enfrenta, se haveria um compromisso real. Mas pude ver que muitos países e líderes estão totalmente comprometidos com essa causa.”

Shroff defendeu que o sucesso da agenda climática depende da cooperação entre diferentes setores. “Todos fazemos parte do mesmo planeta e precisamos salvá-lo. Quando o mundo inteiro se une, podemos causar um enorme impacto. É exatamente isso que a COP faz: reúne todas as partes interessadas, promove o diálogo e busca soluções.”

A UPL, uma das cinco maiores empresas de soluções agrícolas do mundo e líder global em biossoluções, participará da COP30 em dois espaços. Na AgriZone, área organizada pela Embrapa, a companhia apresentará a Agrosfera, ambiente dedicado à sustentabilidade na produção de alimentos. A iniciativa integra a campanha “Heróis da Agrosfera”, que destaca agricultores de diferentes países que adotam práticas sustentáveis, contribuindo para reduzir emissões de gases de efeito estufa, regenerar o solo e preservar a biodiversidade.

A empresa também marcará presença na Blue Zone, área oficial das negociações da ONU, com um estande que servirá café carbono negativo da marca Mió, produzido em Minas Gerais com insumos do portfólio da UPL. O produto captura mais CO₂ do que emite e será o café oficial do espaço, simbolizando o papel do agro brasileiro na agenda de descarbonização.

Durante a conferência, Jai Shroff atuará como copresidente do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP), iniciativa coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para ampliar a participação do setor privado nas negociações climáticas globais.

Com presença em 140 países, a UPL pretende usar a COP30 para reforçar seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na agricultura, destacando o papel dos produtores como agentes da transição climática e da segurança alimentar global.



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Jovem de 21 anos morre no Rio Grande do Sul devido a tempestades



A Defesa Civil do Rio Grande do Sul encontrou nesta segunda-feira (10) o corpo de um homem de 21 anos às margens do Rio Capivaras. É a sétima vítima da tempestade que atingiu fortemente a região Sul na tarde da última sexta-feira (7).

Todos os outros óbitos foram registrados no interior do Paraná, estado que sofreu os maiores danos.

O rapaz saiu de Jaquirana, cidade onde vivia, na sexta, e ia para Criciúma (SC). Ele foi visto com vida pela última vez em São José dos Ausentes. As buscas começaram no sábado (8) e os bombeiros encontraram o carro dele parcialmente submerso no Rio Capivaras, próximo da ponte que liga o Rio Grande do Sul a Santa Catarina. O corpo do homem estava na margem do rio.

Com a morte desse jovem, são sete os mortos por consequência da tempestade do fim da semana passada. Além desta no Rio Grande do Sul, há cinco óbitos nas cidade paranaenses de Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava.



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‘Mudança do clima é uma tragédia do presente, não uma ameaça do futuro’, afirma Lula



Durante a abertura da COP30, realizada em Belém (PA), nesta segunda-feira (10), o presidente Lula afirmou que levar a conferência para o coração da Amazônia foi um trabalho árduo, mas necessário. ”Quem vê só a floresta de cima desconhece o que se passa à sua sombra. O bioma mais diverso da Terra, lar de 50 milhões de pessoas, incluindo 400 povos indígenas, enfrenta desafios sociais e econômicos”, disse Lula.

Ele ressaltou que a mudança climática já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente. “O desastre do furacão Melissa, no Caribe, e o tornado no sul do Paraná, no Brasil, deixaram vítimas fatais. O aumento da temperatura global espalha dor e sofrimento, principalmente entre os mais vulneráveis.”

Sobre o Acordo de Paris, o presidente reforçou sua importância para conter o aquecimento global. “Sem o acordo, o mundo estaria fadado a aquecimento catastrófico de 5
graus até o final do século”, apontou.

Ele lembrou que há mais de 30 anos, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, o mundo discutiu desenvolvimento e proteção ambiental. “Hoje, a Convenção retorna à sua terra natal para recuperar o entusiasmo e o engajamento que embalaram seu nascimento”, disse o presidente.

O presidente destacou que é essencial colocar as pessoas no centro da emergência climática. “Avançar nesse debate exige uma governança global mais robusta. A emergência climática é uma crise de desigualdade.”

Lula afirmou que a COP30 deve ser “a COP da verdade”, convocando uma reação mundial contra a desinformação climática. “Estamos andando na direção certa, mas na velocidade errada.” Apresentou o Chamado à Ação, dividido em três eixos: cumprimento de compromissos climáticos, fortalecimento da governança global, incluindo a proposta de criação de um Conselho do Clima na ONU , e centralidade das pessoas nas políticas ambientais.



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avanço ambiental e desafios da governança


Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a criação da Política Nacional de Economia Circular (PNEC). O gesto representa um marco importante para a posição do Brasil no tema. Contudo, os bastidores que levaram à votação revelam que o tópico está longe de ser um consenso geral, especialmente quanto ao impacto para o setor produtivo.

O texto aprovado consolida 13 anos de debate legislativo, reunindo mais de 20 projetos apensados entre 2012 e 2024, e busca promover a transição do modelo linear de consumo para um sistema econômico baseado na eficiência dos recursos, na valorização de produtos ao longo de seu ciclo de vida e na redução de resíduos e emissões.

Ao longo dos últimos meses, o relator da proposta, deputado Luciano Vieira (Republicanos-RJ) apresentou 13 pareceres com propostas de mudanças para a política, mas precisou recuar da posição mais incisiva para garantir a aprovação de um texto possível. A versão aprovada pelos deputados consiste no texto de autoria do Senado, veiculado no PL 1874/2022, mas acrescido de dispositivos que tratam da proteção de acionistas minoritários, oriundos de texto do Poder Executivo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comemorou a aprovação como um avanço importante, destacando que a versão aprovada é resultado de um intenso diálogo. O setor produtivo buscava (e conseguiu) suprimir pontos sensíveis que estavam nas primeiras versões do substitutivo, como imposição de mudanças compulsórias nos modelos de produção, metas não pactuadas e sanções desproporcionais. O texto aprovado foca em princípios e objetivos gerais, com caráter mais diretivo e brando nas obrigações do setor produtivo.

O projeto cria instrumentos relevantes para consolidar a Política Nacional, como o Fórum Nacional de Economia Circular, planos de ação nacionais e estaduais, e alterações na Lei de Licitações para priorizar critérios de circularidade em compras públicas. Os incentivos à inovação, pesquisa e desenvolvimento em tecnologias circulares podem abrir oportunidades de negócio e competitividade. Os planos de ação deverão estabelecer metas de redução, reaproveitamento e reciclagem de resíduos, além de medidas técnicas para eliminação de rejeitos.

Um outro ponto importante foi conquistado na articulação: a obrigatoriedade de análise de impacto regulatório para ações que gerem aumento de custos ou imposição de obrigações aos agentes econômicos, visando garantir previsibilidade e servir de barreira contra medidas excessivamente onerosas.

Por outro lado, um dos pontos mais polêmicos na aprovação foi a inclusão de dispositivos sobre proteção de acionistas minoritários, oriundos do PL 2925/2023, do Ministério da Fazenda. O tema gera preocupação e pode ampliar os poderes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a responsabilização civil de administradores de companhias abertas. Para o relator, contudo, a experiência dos desastres de Mariana e Brumadinho demonstra a insuficiência dos instrumentos tradicionais de responsabilização e esse passo servirá para evitar atitudes mais arriscadas dos administradores e controladores.

A CNI já anunciou em nota que defenderá junto aos senadores a supressão dos artigos sobre governança corporativa, “de forma a preservar a coerência do projeto e garantir a segurança jurídica necessária para atrair investimentos”.

A economia circular é, sem dúvida, uma agenda estratégica para o Brasil. O desafio é equilibrar os avanços da pauta ambiental com viabilidade econômica, evitando que a regulação se torne obstáculo ao investimento produtivo.

Vale ressaltar que a tramitação gerou dúvidas, pois, embora a base do texto seja de autoria do Senado (PL 1874/2022), os deputados elegeram como matéria principal o PL 3899/2012, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Essa manobra regimental troca a autoria do tema, o que significa que texto precisará retornar à Câmara, caso seja alterado após análise do Senado. Agora, os próximos passos dependem de acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


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diferença, aplicação e cenário regulatório do setor no Brasil



O mercado de cannabis medicinal no Brasil ainda enfrenta barreiras regulatórias, apesar dos avanços recentes. Com a produção nacional dependendo de regulamentação oficial, o setor tem recebido atenção crescente de órgãos de pesquisa, agências reguladoras e do governo. Nesse cenário, o 3º Cannabis Connection 2025, realizado em São Paulo, reuniu especialistas, pesquisadores, médicos e representantes do setor para debater o desenvolvimento, os desafios e as oportunidades da cannabis medicinal e do cânhamo industrial no país.

Com o tema “O Novo Cenário da Cannabis e do Cânhamo no Brasil: Avanços, Desafios e Oportunidades”, o evento consolidou-se como o principal ponto de encontro da indústria na região, promovendo networking, debates e a apresentação de dados estratégicos sobre o mercado.

Cannabis e cânhamo: qual a diferença?

Durante o Cannabis Connection, foi explicado que a cannabis pertence à espécie Cannabis sativa, que inclui diferentes variedades com composições químicas distintas. A cannabis medicinal possui níveis altos de THC, o composto psicoativo responsável pelos efeitos terapêuticos da planta, como alívio da dor, controle de náuseas, estímulo do apetite e redução de crises convulsivas, sendo utilizada exclusivamente para tratamento clínico.

Já o cânhamo, outra variedade da Cannabis sativa, contém menos de 0,3% de THC, não produz efeito psicoativo e tem aplicações industriais, como fibras, alimentos, cosméticos, biocombustíveis e materiais de construção.

Apesar do potencial econômico e ambiental do cânhamo, no Brasil a lei trata a planta da mesma forma que a maconha recreativa, impedindo o plantio comercial, enquanto países como Canadá, Estados Unidos, China, Argentina e Uruguai já avançam em pesquisa, produção e exportação.

Avanço

Segundo o Mapa, em novembro de 2024, o STJ definiu que não pode ser considerado proibido o cânhamo industrial, variedade da Cannabis com teor de THC inferior a 0,3%, e que, portanto, é lícita a concessão de autorização sanitária para o plantio, o cultivo, a industrialização e a comercialização do cânhamo industrial por pessoas jurídicas.

Essa autorização é limitada a fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos, atrelados à proteção do direito à saúde, observada a regulamentação a ser editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embrapa e o potencial do país

A Embrapa destaca o papel estratégico da ciência e da tecnologia para impulsionar o setor. Segundo Beatriz Emygdio, o país já possui estrutura científica e agrícola robusta, com 43 unidades de pesquisa, 600 laboratórios e centros internacionais com tecnologia compatível com as exigências da bioeconomia.

Ela reforçou ainda que a cannabis pode gerar benefícios ambientais, ajudar na captura de carbono e fornecer matéria-prima para indústrias de medicamentos, alimentos e biocombustíveis. A instituição aponta que já existe demanda e capacidade produtiva instalada, mas o cultivo comercial ainda depende de regulamentação oficial, prevista para 2026.

Avanços regulatórios da Anvisa

A regulamentação é um dos pilares para o crescimento do setor. A Anvisa vem avançando com a revisão da RDC 327, que já autorizou mais de 50 produtos à base de canabidiol e extratos vegetais, recebendo 1.476 contribuições em consulta pública.

Atualmente, a agência registra 35 produtos à base de cannabis e acompanha mais de 60 mil médicos prescritores, atuando no controle sanitário, registro de medicamentos e importação de produtos. A expectativa é que a nova regulamentação seja aprovada ainda em 2025, consolidando um marco para a segurança e rastreabilidade do setor.

Papel do Mapa e parcerias estratégicas

O Mapa tem reforçado sua posição favorável à regulamentação da cannabis medicinal e industrial. Ana Paula Porfírio destacou que o órgão já realizou manifestações sobre sementes e mudas, cumprindo sua função de regulação. Ela também ressaltou a parceria com a Embrapa, garantindo apoio às associações do setor. A pesquisadora Beatriz Emygdio acrescentou que é fundamental alinhar produção, controle de qualidade e pesquisa científica para consolidar uma cadeia produtiva sustentável no país.

Mercado em expansão

O mercado de cannabis medicinal no Brasil mostra sinais claros de crescimento. Filipe Campos, da Close-Up International, destacou que o número médio de prescrições por médico aumentou 9,2%, com neurologistas e psiquiatras liderando os casos, embora clínicos gerais representem a maior quantidade de prescrições.

Até setembro de 2025, cerca de 180 a 185 mil pacientes utilizam produtos via importação, e o total de autorizações válidas nos últimos dois anos supera 320 mil, evidenciando o fortalecimento do setor e o crescente reconhecimento da cannabis medicinal como alternativa terapêutica viável no país.



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O paradoxo da economia e a força do prato feito


A economia brasileira vive um momento curioso e desafiador. De um lado, o país carrega problemas estruturais sérios, com dívida pública ultrapassando 75% do PIB, juros altos e gastos governamentais que continuam crescendo acima da arrecadação. De outro, o Brasil apresenta crescimento econômico superior ao esperado, desemprego no menor nível histórico e consumo firme de alimentos.

O economista Ricardo Amorim definiu isso como um verdadeiro paradoxo. “O Brasil vive um paradoxo: problemas fiscais sérios e, ainda assim, crescimento econômico acima das previsões.”

Esse contraste ajuda a explicar por que a cesta básica e os alimentos essenciais seguem com volume de vendas em alta, mesmo num contexto de desequilíbrio fiscal e crédito caro.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares subiu 2,67% em 2025 (até setembro), em valores reais deflacionados, e ficou 2,79% acima do mesmo período de 2024. O IBGE mostra que o varejo total cresceu 1,6% no acumulado do ano e atingiu, em fevereiro, o maior patamar da série histórica. Dentro desse grupo, o segmento de “hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” foi um dos que mais contribuíram, com avanço de 1,1% em agosto.

Outro indicador importante, da NIQ (antiga NielsenIQ), confirma a resiliência: em 2023, a cesta de alimentos e bebidas cresceu 7,4% em volume, superando a média de todas as categorias, que foi de 1,9%.

Mesmo em meses de oscilação, como agosto de 2025, quando os dados de PDV mostraram uma queda de 4,4% em volume, mas aumento de 2,5% em receita, o comportamento do consumidor reforça uma tendência estrutural: a prioridade continua sendo o alimento.

A razão é simples e poderosa: emprego e renda real. Hoje, há 23 milhões de brasileiros a mais empregados do que há quatro anos, e a massa salarial, ajustada pela inflação, aumentou cerca de R$ 80 bilhões. Esse dinheiro adicional, distribuído mensalmente, sustenta o consumo de itens essenciais como feijão, arroz, óleo, farinha, açúcar, pães e biscoitos, garantindo movimento ao comércio, à indústria e ao campo.

Mesmo com a taxa Selic ainda alta e o crédito para bens duráveis em retração, a renda corrente permite que o consumidor mantenha o básico no carrinho e, em muitos casos, até melhore a qualidade dos produtos adquiridos. É o fenômeno da “substituição positiva”: trocam-se supérfluos e lazer por comida de verdade, mais nutritiva e com origem conhecida.

O agronegócio brasileiro, mesmo enfrentando desafios de custo e logística, vive um dos seus ciclos mais produtivos da história, com safra recorde de grãos estimada em +17%. Essa abundância ajuda a manter os preços dos alimentos relativamente estáveis, mesmo com o aumento da demanda, e fortalece a economia rural. O agro é, mais uma vez, a âncora que sustenta o consumo interno e evita desequilíbrios mais severos.

Além disso, o Brasil se beneficia de um ambiente externo peculiar. As tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, conflitos comerciais entre Estados Unidos e China e instabilidade em países emergentes, fazem com que fluxos de capital busquem refúgio em economias mais previsíveis, como a brasileira. Isso ajuda a atrair investimento direto, ampliar a geração de empregos e reforçar o círculo virtuoso do consumo.

Por outro lado, há um alerta importante: esse ciclo não é infinito. Se o cenário global se deteriorar, ou se o país continuar postergando os ajustes nas contas públicas, o capital pode migrar e o consumo perder fôlego. O desafio está em transformar essa fase de bonança aparente em crescimento sustentável, com produtividade, eficiência fiscal e valorização dos setores que realmente alimentam e empregam o país.

Enquanto isso, o prato feito brasileiro, composto por arroz, feijão, proteína e salada, segue sendo torpedeado pelo marketing dos ultraprocessados. O crescimento dos problemas de saúde mostra que é preciso reagir.

A comida de verdade é mais que uma questão nutricional: é uma força econômica e cultural que conecta campo e cidade, produtor e consumidor. É ela que dá condições físicas e até mesmo psíquicas à nossa população para suportar o estresse de um mundo polarizado que busca nos manipular política e economicamente.

Por isso, movimentos como o Viva Feijão, liderado pelo Ibrafe, ganham importância. Eles mostram que o futuro da alimentação e da economia pode e deve passar por uma agricultura mais consciente, regenerativa e valorizada. O feijão, alimento acessível, saudável e de forte identidade nacional, está no centro dessa transformação. Em tempos de incerteza fiscal e política, é o alimento de verdade que dá estabilidade ao país.

O Brasil pode ter uma economia desequilibrada, mas tem algo que o mantém em movimento: a confiança do povo no prato cheio e o trabalho incansável de quem produz cada grão que o compõe. O desafio agora é transformar esse consumo em desenvolvimento com propósito, onde produzir e comer bem continuem caminhando juntos.

Afinal, como mostra a história recente, a força do Brasil começa no campo e termina no prato, de preferência, com muito feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Plantio de soja alcança 57,68% de área no Brasil, diz consultoria


Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, até o momento, 57,68% da área prevista para soja no Brasil em 2025 já foi plantada. No mesmo período de anos anteriores, os percentuais eram de 68,36% em 2024, 50,67% em 2023, e a média dos últimos cinco anos é de 58,90%.

Confira o gráfico por região:

Fonte: Pátria Agronegócios
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Avanço da safra 25/26 de soja

As chuvas no leste do país aceleraram os trabalhos de campo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia. No entanto, segundo a consultoria, precipitações ainda se mostram irregulares em partes do Nordeste, Tocantins e do centro-oeste, limitando avanços mais consistentes.

O ritmo de semeadura segue abaixo do registrado em 2024, mas, na última semana, se igualou à média dos últimos cinco anos.



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