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Lula fala em ‘COP da verdade’ e cobra ação global contra crise climática em Belém



A abertura da Cúpula do Clima, em Belém, marcou nesta quinta-feira (data) o início das discussões entre mais de 70 chefes de Estado e representantes internacionais sobre a agenda ambiental global. O encontro antecede a COP30, que começa oficialmente na próxima segunda-feira (10), e tem como objetivo alinhar posições políticas antes das negociações multilaterais.

Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a conferência é um momento decisivo para que os países assumam compromissos reais. Segundo ele, a COP30 será a “COP da verdade”, na qual o mundo precisará demonstrar se está disposto a enfrentar o aquecimento global de forma concreta.

“É o momento de levar a sério os alertas da ciência. É hora de decidir se teremos ou não a coragem necessária para transformar a realidade.”

Amazônia no centro do debate

Lula enfatizou o simbolismo de Belém sediar os encontros preparatórios e a COP30. “Pela primeira vez na história, uma COP terá lugar no coração da Amazônia. No imaginário global, não há símbolo maior da causa ambiental do que a floresta amazônica.”

O presidente destacou que a região abriga milhões de pessoas e centenas de povos indígenas, que, segundo ele, vivem o “falso dilema” entre preservação e desenvolvimento. Lula questionou o papel da comunidade internacional:

“É justo que seja a vez dos amazônidas de indagar o que está sendo feito pelo resto do mundo para evitar o colapso de sua casa.”

Aquecimento global já bateu 1,5°C

O presidente alertou que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura média global superou 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, limiar apontado pela ciência como crítico.

Ele citou o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que projeta aquecimento de até 2,5°C até o fim do século caso não haja mudança significativa.

“As perdas humanas e materiais serão drásticas. Mais de 250 mil pessoas poderão morrer a cada ano. O PIB global pode encolher até 30%.”

Justiça climática e combate às desigualdades

Lula afirmou que o combate à crise climática está diretamente ligado à luta contra desigualdades sociais e econômicas.

“Será impossível conter a mudança do clima sem superar desigualdades dentro e entre as nações. A justiça climática é aliada do combate à fome, da igualdade de gênero e do enfrentamento ao racismo.”

Para ele, forças políticas extremistas e conflitos internacionais têm desviado recursos e atenção das medidas urgentes para conter o aquecimento global.

“Mutirão global” e voz da sociedade civil

O presidente defendeu a participação ativa de povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e governos locais:

“Seremos inspirados pelos povos indígenas, para quem sustentabilidade sempre foi sinônimo de viver.”

Lula também afirmou que o Brasil quer construir “mapas do caminho” para a transição energética e para a reversão do desmatamento, por meio de cooperação tecnológica e financiamento climático.

Encerrando o discurso, o presidente citou uma crença Yanomami de que cabe aos seres humanos sustentar o céu para que ele não caia.

“Temos que abraçar um novo modelo de desenvolvimento mais justo, resiliente e de baixo carbono. Espero que esta Cúpula contribua para ‘empurrar o céu para cima’.”



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Príncipe William e Macron estão entre os líderes de mais de 70 países presentes em Belém



Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países estão em Belém para participar da Cúpula do Clima nos próximos dois dias. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

O evento antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

A abertura da cúpula será feita pelo presidente brasileiro, no fim da manhã desta quinta-feira (6). À tarde, haverá uma plenária com o tema ‘Clima e Natureza, Florestas e Oceanos’. Na sexta-feira (7), mais duas plenárias estão previstas. Centenas de discursos dos chefes de delegações estão agendados ao longo desse período, e Lula manterá reuniões bilaterais com diversos líderes, entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unidos, Keir Starmer.

Também hoje, depois de abrir a plenária, o presidente vai receber as lideranças mundiais em um almoço oficial para o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em inglês). Durante o almoço Lula vai falar aos líderes sobre a importância da manutenção desse fundo para auxílio aos países que mantêm florestas tropicais, como é o caso do Brasil e outros oito que têm a floresta amazônica em seus territórios.

Na prática, a Cúpula do Clima busca dar peso político às negociações que se seguirão pelas próximas duas semanas de COP. A cada ano, um país recebe o encontro, que tem como principal missão buscar formas de implementar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Esse documento foi adotado por diversos países em 1992, justamente em uma conferência no Brasil, a Rio-92. Desde então, a meta geral passou a ser a de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

As COPs começaram em 1995, na Alemanha. Agora, 30 anos depois, vai ser a vez de o Brasil reunir líderes de todo o mundo, pela primeira vez realizado na Floresta Amazônica, bioma considerado essencial no equilíbrio climático global.

O principal objetivo da COP é definir medidas necessárias para limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5ºC até o final deste século, acelerando a implementação do que foi negociado nas COPs anteriores, principalmente a de 2015, em Paris.

Veja a lista de chefes de delegações presentes à Cúpula do Clima, em Belém

Chefes de Estado

Chile – Gabriel Boric Font (Presidente)

Colômbia – Gustavo Petro (Presidente)

Comores – Azali Assoumani (Presidente)

Congo Brazzaville – Denis Sassou N’Guesso (Presidente)

Finlândia – Alexander Stubb (Presidente)

França – Emmanuel Macron (Presidente)

Guiana – Irfaan Ali (Presidente)

Honduras – Xiomara Castro (Presidente)

Letônia – Edgars Rinkēvičs (Presidente)

Moçambique – Daniel Francisco Chapo (Presidente)

Mônaco – Albert II (Príncipe / Chefe de Estado)

Namíbia – Netumbo Nandi-Ndaitwah (Presidente)

Palau – Surangel Whipps Jr. (Presidente)

Reino Unido – William (Príncipe)

República Democrática do Congo – Félix Tshisekedi Tshilombo (Presidente)

Síria – Ahmad Al Sharaa (Presidente)

Suécia – Carlos XVI Gustavo e Sílvia (Rei e Rainha)

Suriname – Jennifer Simons (Presidente)

Chefes de Governo
Alemanha – Friedrich Merz (Chanceler / Primeiro-ministro)

Antígua e Barbuda – Gaston Alphonso Browne (Primeiro-ministro)

Barbados – Mia Amor Mottley (Primeira-ministra)

Espanha – Pedro Sánchez (Presidente do governo)

Eswatini (Suazilândia) – Russell Mmiso Dlamini (Primeiro-ministro)

Irlanda – Micheál Martin (Primeiro-ministro)

Noruega – Jonas Gahr Støre (Primeiro-ministro)

Países Baixos – Dick Schoof (Primeiro-ministro)

Papua-Nova Guiné – James Marape (Primeiro-ministro)

Portugal – Luís Montenegro (Primeiro-ministro)

Reino Unido – Keir Starmer (Primeiro-ministro)

Santa Sé (Vaticano) – Cardeal Pietro Parolin (Secretário de Estado)

Vice-presidentes
Benin – Chabi Talata (Vice-presidente)

Equador – María José Pinto (Vice-presidente)

Iêmen – Brigadeiro-General Tarik Saleh (Vice-presidente)

Nigéria – Kashim Shettima (Vice-presidente)

Quênia – Kithure Kindiki (Vice-presidente)

Turquia – Cevdet Yılmaz (Vice-presidente)

Ministros e outros representantes de Alto Nível
China – Ding Xuexiang (Vice-primeiro-ministro)

Cuba – Eduardo Martínez Díaz (Vice-primeiro-ministro)

Eslovênia – Tanja Fajon (Vice-primeira-ministra e Ministra dos Negócios Estrangeiros e Europeus)

Guiné Equatorial – Gaudêncio Mohaba Messu (Vice-primeiro-ministro)

Itália – Antonio Tajani (Vice-primeiro-ministro e Ministro das Relações Exteriores)

Lesoto – Nthomeng Majara (Vice-primeira-ministra)

Somália – Salah Ahmed Jama (Vice-primeiro-ministro)

Azerbaijão – Deputada Sahiba Gafarova (Presidente da Assembleia Nacional)

Indonésia – Hashim Djojohadikusumo (Enviado Especial para o Clima)

Costa do Marfim (Côte d’Ivoire) – Leon Kacou Adom (Ministro das Relações Exteriores, da Integração Africana e dos Marfinenses no Exterior)

São Tomé e Príncipe – Ilza Maria dos Santos Amado Vaz (Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade)

Azerbaijão – Mukhtar Babayev (Presidente da COP29)

Ilhas Marshall – Kalani Kaneko (Ministro das Relações Exteriores)

Irã – Sheena Ansari (Chefe do Departamento de Meio Ambiente e Vice-presidente para Assuntos Ambientais)

México – Alicia Isabel Adriana Bárcena Ibarra (Ministra do Meio Ambiente)

Quirguistão (Kyrgyzstan) – Edil Baisalov (Vice-presidente do Conselho de Ministros)

Venezuela – Yván Gil Pinto (Ministro das Relações Exteriores)

África do Sul – Dion George (Ministro das Florestas, Pesca e Meio Ambiente)

Austrália – Josh Wilson (Ministro-Adjunto para Mudança Climática e Energia)

Bahrein – Mohamed Mubarak Bindaina (Ministro do Petróleo e Meio Ambiente)

Cabo Verde – Gilberto Silva (Ministro da Agricultura e do Ambiente)

Croácia – Marija Vučković (Ministra do Meio Ambiente)

Egito – Manal Awad Mikhail (Ministra do Desenvolvimento Local e Ministra interina do Meio Ambiente)

Gâmbia – Rohey John Manjang (Ministra do Meio Ambiente, Mudança Climática e Recursos Naturais)

Gana – Emmanuel Armah-Kofi Buah (Ministro de Terras e Recursos Naturais)

Iraque – Hallo Mustafa Al-Askari (Ministro do Meio Ambiente)

Jordânia – Ayman Suleiman (Ministro do Meio Ambiente)

Kuwait – Tariq Sulaiman Al-Roumi (Ministro do Petróleo)

Libéria – Dr. Yarkpawolo (Diretor executivo da Agência de Proteção Ambiental)

Líbia – Ibrahim Al-Arabi Munir (Ministro do Meio Ambiente)

Mauritânia – Messouda Baham Mohamed Laghdaf (Ministra do Meio Ambiente)

Mianmar – Khin Maung Yi (Ministro dos Recursos Naturais e da Conservação Ambiental)

Omã – Abdullah Ali Al Amri (Ministro do Meio Ambiente)

República Dominicana – Paíno Henríquez (Ministro do Meio Ambiente)

Ruanda – Bernadette Arakwiye (Ministra do Meio Ambiente)

Rússia – Ruslan Edelgeriev (Enviado Presidencial Especial para Mudança Climática)

São Cristóvão e Névis – Joyelle Clarke (Ministra do Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Ação Climática e Fortalecimento Comunitário)

Serra Leoa – Jiwoh Abdulai (Ministro do Meio Ambiente)

Sudão do Sul – Josephine Napwon Cosmos (Ministra do Meio Ambiente e das Florestas)

Tajiquistão – Bahodur Sheralizoda (Ministro do Meio Ambiente)

Togo – Dodzi Komla Kokoroko (Ministro do Meio Ambiente)

Tuvalu – Maina Vakafua Talia (Ministro dos Assuntos Internos, Mudança Climática e Meio Ambiente)

Zimbábue – Evelyn Ndlovu (Ministra do Meio Ambiente)

Embaixadores e representantes diplomáticos
Albânia – Embaixador Genti Bendo

Arábia Saudita – Khalid Almehaid (Assessor Sênior do Ministro da Energia)

Armênia – Robert Abisoghomonyan (Vice-ministro das Relações Exteriores)

Áustria – Andreas Stadler (Embaixador)

Bélgica – Chris Hoornaert (Embaixador)

Camboja – Nguon Hong Prak (Embaixador)

Canadá – Emmanuel Kamarianakis (Embaixador)

Chipre – Vasilios Philippou (Embaixador)

Coreia do Norte – Kang Chol Min (Conselheiro da Embaixada)

Coreia do Sul – Yeonghan Choi (Embaixador)

Dinamarca – Ole Thonke (Embaixador para o Clima e Secretário-Adjunto de Política de Desenvolvimento)

Dominica – Edgar Hunter (Assessor Técnico Sênior)

Eslováquia – Katarína Tomková (Embaixadora)

Geórgia – Zurab Mchedlishvili (Embaixador)

Grécia – Ioannis Tzovas Mourouzis (Embaixador)

Ilhas Salomão – Thaddeus Atkin Siota (Secretário-Adjunto do Ministério do Meio Ambiente)

Japão – Misako Takahashi (Embaixadora para a Mudança Climática)

Mongólia – Munkhtushig Lkhanaajav (Secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores)

Niue – Rossylynn Pulehetoa-Mitiepo (Diretora do Serviço Meteorológico)

Nepal – Rajendra Prasad Mishra (Secretário do Ministério das Florestas e Meio Ambiente)

Palestina – Ryad Mansour / Ibrahim Al-Zaben (Observador Permanente na ONU e Embaixador no Brasil)

Panamá – Flavio Mendez (Embaixador)

Polônia – Andrzej Cieszkowski (Embaixador)

Seicheles – Jeannette Ethelberge Larue (Diretora-Geral de Educação Pública e Engajamento Comunitário)

Sérvia – Aleksandar Ristić (Embaixador)

Singapura – Joseph Teo (Negociador-Chefe para Mudança Climática)

Tanzânia – John Stephen Simbachawene (Embaixador)

Uganda – Adonia Ayebare (Embaixador)

Organizações internacionais e outras autoridades
União Africana – Mahmoud Ali Youssouf (Presidente da Comissão da UA)

União Europeia (Comissão Europeia) – Ursula von der Leyen (Presidente da Comissão Europeia)

União Europeia (Conselho Europeu) – António Costa (Presidente do Conselho Europeu)

Nações Unidas – António Guterres (Secretário-Geral)

PNUMA (ONU Meio Ambiente) – Martin Krause (Diretor da Divisão de Mudança Climática)



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Volume interno de carne suína atinge segundo menor patamar do ano



A disponibilidade interna de carne suína em outubro foi a segunda menor de 2025, acima apenas do volume de junho. Isso é o que apontam os cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, esse cenário está atrelado ao avanço nas exportações brasileiras da proteína e à desaceleração no número de abate. Dados do Cepea mostram que, em outubro, foram destinadas ao mercado doméstico 191,5 mil toneladas de carne suína, contra 194 mil toneladas em setembro. Em junho, a mínima do ano, foram 185 mil toneladas. 

Já o pico de 2025 foi observado em julho, quando quase 240 mil toneladas foram disponibilizadas internamente. Quanto às exportações brasileiras de carne, a média diária de embarques esteve em 15,1 mil toneladas em outubro, a maior para o período, o que tende a resultar em escoamento total de 136,1 mil toneladas de carne suína in natura. 

Já no que se refere aos abates, estimativas realizadas pelo Cepea com base em dados do Mapa apontam possível redução de 9% em outubro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Decisão do Copom sobre Taxa Selic e movimentações do Fed repercutem no mercado


No morning call de desta quinta-feira (6) , a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ADP nos EUA mostrou criação moderada de vagas, enquanto serviços e manufatura surpreenderam positivamente, sustentando apostas de manutenção dos juros pelo Fed.

O Ibovespa superou 153 mil pontos pela primeira vez, com alta de 1,72% impulsionada por fluxo estrangeiro e blue chips. O dólar caiu 0,69% a R$ 5,36 e os juros futuros recuaram.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Belém recebe líderes mundiais nesta quinta para a Cúpula do Clima



Belém recebe, nesta quinta (6) e sexta-feira (7), a Cúpula do Clima, no Parque da Cidade. O encontro internacional reunirá chefes de Estado e de governo, ministros e representantes de organizações multilaterais para discutir compromissos e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.

Convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reunião é considerada um marco no processo de mobilização global rumo à COP30, que será realizada entre 10 e 21 de novembro, também na capital paraense.

De acordo com o Itamaraty, a programação da Cúpula será dividida entre uma plenária central e sessões temáticas. Lula fará a abertura da plenária geral na manhã desta quinta-feira. Paralelamente, será realizado um almoço do Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), iniciativa voltada ao financiamento da preservação ambiental em países com grandes áreas de floresta.
Ao longo dos dois dias, três temas estarão no centro dos debates:

  • Florestas e Oceanos (quinta-feira à tarde)
  • Transição Energética (sexta-feira pela manhã)
  • Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático (sexta-feira à tarde)

Segundo o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, o objetivo é “impulsionar o diálogo político em alto nível” antes das negociações oficiais da COP30.

A diretora do Departamento do Clima do MRE, embaixadora Liliam Chagas, afirma que a escolha de Belém reforça o papel da Amazônia no debate climático. “O mundo precisa reverter a tendência de aumento da temperatura. Temos instrumentos e mecanismos, agora é preciso elevação do compromisso político”, disse.



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Brasil terá quinta-feira com chuva em várias regiões; veja a previsão do tempo



O tempo volta a ficar mais estável nesta quinta-feira (6), principalmente na região Sul do país. De acordo com a Climatempo, a chuva deve aparecer de forma isolada e fraca no litoral, por influência da umidade marítima. A tarde e a noite podem registrar pancadas rápidas no noroeste do Paraná. As temperaturas seguem mais amenas no leste da região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No fim da noite, porém, uma área de baixa pressão que se intensifica no Paraguai deve estimular a formação de nuvens carregadas, com chance de chuva entre o sul do Rio Grande do Sul e os Pampas gaúchos entre a noite e a madrugada.

Sudeste

Em São Paulo, o tempo fica mais estável em várias áreas, mas há previsão de chuva fraca a moderada no norte e no oeste do estado, com possibilidade de trovoadas. No litoral, a influência de uma frente fria aumenta a instabilidade.

No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas continuam, variando de moderadas a fortes. Na metade norte de Minas Gerais, inclusive no nordeste e extremo norte mineiro, há risco de temporais.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em parte de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, mas as pancadas de chuva ainda devem continuar. A instabilidade está associada tanto à baixa pressão no Paraguai quanto ao excesso de umidade na atmosfera.

  • Mato Grosso do Sul: chuva mais concentrada na metade oeste.
  • Goiás: pancadas predominam na metade norte.
  • Mato Grosso: chuva espalhada, variando de fraca a moderada, podendo ser forte em alguns pontos.

No Distrito Federal, o calor predomina e o dia deve ser abafado, com possibilidade de pancadas isoladas.

Nordeste

As instabilidades avançam pela metade oeste e pelo sul da Bahia, com risco de chuva forte e acumulados elevados. No sul do Piauí e no Maranhão, as áreas de chuva também se expandem. Já no litoral sul da Bahia e em Salvador, a expectativa é de chuva fraca e isolada.

Norte

As pancadas permanecem no Amazonas, mais concentradas na metade norte e oeste do estado. Acre e Rondônia seguem com chuva. Em Roraima, Pará e Tocantins, as pancadas ganham intensidade e podem ser mais fortes. Apenas no nordeste do Pará e no Amapá o tempo fica mais firme.



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COP30 será o grande teste da agricultura global diante das mudanças climáticas


Um estudo da McKinsey, empresa americana de consultoria de gestão estratégica global, alerta que, até 2030, o risco de quebra nas grandes regiões agrícolas do planeta pode dobrar. E o Brasil, sede da COP30, estará no centro dessa história, como potência produtiva e guardião da segurança alimentar global.

O mundo já produz grãos suficientes para alimentar todos, mas a oferta está concentrada. Cerca de 60% do arroz, milho, trigo e soja vêm de apenas cinco países: China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Argentina. Essa dependência faz com que uma seca, uma enchente ou uma onda de calor fora de hora em qualquer um deles provoque um efeito dominó nos preços e no abastecimento mundial.

A pesquisa mostra que a chance de uma falha simultânea nesses “celeiros do mundo”, que antes ocorria uma vez a cada cem anos, poderá acontecer a cada cinquenta, ou até menos. Quando isso ocorre, o resultado é previsível: os preços dos alimentos podem dobrar em questão de meses.

Entre esses grandes produtores, o Brasil ocupa posição estratégica. Só o Mato Grosso responde por quase 8% do milho e 30% da soja comercializada no planeta. Isso torna o país parte da solução, mas também parte do risco. Se o clima falha aqui, o mundo inteiro sente.

Por outro lado, nenhum outro país reúne tanto potencial para reagir. Com solo fértil, abundância de água e diversidade climática, o Brasil pode liderar uma nova fase: a da resiliência alimentar, em que produzir e preservar andam lado a lado.

A COP30 em Belém será o palco ideal para mostrar isso. Realizada no coração da Amazônia, a conferência é uma vitrine para o Brasil provar que é possível alimentar o planeta sem destruir o planeta. A descoberta do Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA), a maior reserva de água doce do mundo, reforça essa responsabilidade.

Mas o desafio é transformar potencial em prática: investir em produtividade, irrigação inteligente, seguros rurais e crédito verde. A COP30 pode ser o momento em que o país assume essa liderança, e transforma a vulnerabilidade em vantagem competitiva.

O século XXI nos trouxe um paradoxo, nunca produzimos tanto alimento, mas nunca dependemos tanto do clima. O teste agora é de adaptação. E o Brasil tem todas as condições para liderar o mundo rumo a uma agricultura sustentável e segura.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Belém entra na reta final dos preparativos para a COP30



Belém, no Pará, vive dias intensos de organização para receber a Cúpula dos Líderes, que começa nesta quinta-feira (6) e marca o início simbólico da COP30. O evento reunirá chefes de Estado e delegações de várias partes do mundo e será presidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante dois dias, a capital será palco de discussões sobre temas centrais da agenda climática global. Os debates envolverão assuntos como clima e natureza, florestas e oceanos, transição energética, os 10 anos do Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e financiamento climático considerado um dos maiores problemas no enfrentamento às mudanças do clima.

As NDCs representam os compromissos assumidos periodicamente pelos países para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Passada uma década desde o Acordo de Paris, a cúpula pretende revisar essas metas e avaliar o cumprimento das promessas ambientais.

Programação

A programação inclui uma plenária geral com discursos e sessões temáticas lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos principais anúncios esperados é o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF), iniciativa considerada inovadora na preservação ambiental.

O fundo busca garantir a manutenção das florestas e, ao mesmo tempo, incentivar a participação da iniciativa privada. Empresas que investirem no fundo poderão obter retorno financeiro futuro, promovendo uma relação direta entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável.

Marco preparatório

Na véspera do evento, o presidente Lula destacou, em conversa com correspondentes internacionais, que a cúpula é um marco preparatório para a COP30, mas com objetivos distintos. Ele classificou a conferência de 2025 como “a COP da verdade”, reforçando a intenção de dar mais efetividade às decisões tomadas nas negociações.

“Não queremos que a COP continue sendo uma feira de produtos ideológicos climáticos, onde cada um vende, compra o que quer e ninguém cumpre o que foi decidido. Queremos que ela seja muito séria e que as coisas decidirmos possam ser implementadas”, afirmou Lula.

Realização da COP30

A Cúpula dos Líderes abre oficialmente o ciclo de discussões que culminará com a realização da COP30, prevista para iniciar no dia 10 novembro de 2025, também em Belém, primeira cidade da Amazônia a sediar uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.



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Plano Clima desconsidera ações sustentáveis do agro, diz Tirso Meirelles



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o governo federal seguem incorrendo em erro no Plano Clima há quatro dias do início da COP30, em Belém, no Pará. A declaração é do presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles.

Para ele, o documento joga a responsabilidade da redução nacional das emissões de gases de efeito estufa apenas no agronegócio, impelindo o setor a reduzir sua pegada ambiental em 54%, desconsiderando, assim, todas as benesses empenhadas pelo setor nas últimas décadas.

“[O Plano] não computa nenhum processo de reestruturação, praticamente a parte organizacional das propriedades rurais, da conservação do meio ambiente, como é o caso do plantio direto, do plantio de floresta, da agricultura e pecuária regenerativas, das nossas APPs [Áreas de Preservação Permamente], as nossas reservas legais”, enumera.

Meirelles também acredita que o governo federal coloca a culpa do desmatamento no agro porque não tem condições de analisar a prática em suas terras devolutas.

“A agricultura é sustentável. Nós mantemos 66% das matas em nosso país. E desses 66%, 30% são o produtor que preserva com as suas APPs e reservas legais. Se nós monetizássemos isso, daria um trilhão de dólares”, afirma.

Segundo ele, o setor está fazendo a sua parte com a conservação de áreas e a produção com sustentabilidade e o governo culpabilizar o produtor rural pelos impactos ambientais é inconcebível.



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Boi gordo em alta que não acaba mais: veja as cotações de hoje


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, principalmente os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que sugere um comportamento mais agressivo na compra de gado nos próximos dias.

“A demanda segue aquecida, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, somado ao forte ritmo de embarques. Como ponto de atenção, é necessário acompanhar com proximidade os movimentos da China, que ao longo do mês deve divulgar o resultado da investigação que analisa o impacto da importação de carne bovina na produção local, reinvindicação do setor produtivo chinês”, disse.

Cotações médias da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 325,17 — ontem: R$ 324,75
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,36 — R$ 331,14
  • Mato Grosso: R$ 306,23 — R$ 305,88

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a tendência e se depara com preços mais altos no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento, considerando o ápice do consumo no mercado doméstico.

“A entrada do décimo terceiro salário, as confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego são elementos importantes a serem considerados.”

  • Quarto dianteiro: R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25
  • Ponta de agulha: R$ 17,75 por quilo, crescimento de R$ 0,25
  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3608 para venda e a R$ 5,3967 para compra.

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