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Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda


A patente da semaglutida no Brasil expira nesta sexta-feira (20). A substância é o princípio ativo de alguns medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 – como o Ozempic – e popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A queda da patente abre caminho para versões mais baratas do remédio. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que há, atualmente, oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Em nota, a agência informou que, neste momento, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente.

“Nos dois casos, o prazo para resposta das empresas é até o final de junho e, por isso, não é possível definir prazos para conclusão do processo. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação”, informou.

Já os demais pedidos em avaliação, segundo a Anvisa, devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril. “Esta posição pode ser pela aprovação, reprovação ou apresentação de exigência técnica”.

Desafio técnico e segurança

Ainda de acordo com a agência, os medicamentos à base de semaglutida registrados atualmente no país são classificados como produtos biológicos.

Já os pedidos de registro em avaliação neste momento são de dois tipos: biossimilar, quando é obtido por via biológica; ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química, sendo que esses últimos são chamados de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

“No caso de medicamentos biológicos, não existe a opção de registro como genéricos, por isso, o produto deve se enquadrar em uma das duas categorias citadas acima. Esses produtos podem ser avaliados a partir de diversos ensaios de comparação com o produto biológico, mas não são genéricos nem similares – são análogos sintéticos de produtos biológicos.”

Já a avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada, segundo a própria Anvisa, como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. “Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e Estados Unidos, registrou análogos sintéticos da semaglutida”.

“Um dos motivos é a necessidade de avaliar estes produtos utilizando parâmetros tanto de fármacos sintéticos como de biológicos. Isso ocorre porque esses produtos compartilham preocupações típicas de medicamentos sintéticos (ex. resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) quanto as de produtos biológicos (ex. Risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).”

Principais pontos de avaliação

Entre os pontos citados pela Anvisa como foco de maior atenção técnica estão os ensaios de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e a imunogenicidade.

“A avaliação busca garantir, por exemplo, que o medicamento não provoque reações imunes indesejadas, como a criação de anticorpos anti-fármaco, que podem levar à ineficácia de qualquer semaglutida para o paciente, ou mesmo reações de imunidade mais graves.”

Justiça

Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não admitir a prorrogação do prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus, outro medicamento que tem a semaglutida como princípio ativo, mas no formato oral.

A ação foi ajuizada pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk e pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., detentoras das patentes do Ozempic e do Rybelsus, contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), requerendo o reconhecimento da mora administrativa na tramitação das referidas patentes.

As instâncias ordinárias negaram os pedidos por considerarem que, a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou-se o entendimento de que o prazo de vigência da patente de invenção é de 20 anos, a contar do depósito do pedido no Inpi, vedada a sua prorrogação judicial em razão de eventual demora na análise administrativa.



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MEC pune mais de 50 cursos de Medicina por baixo desempenho no Enamed 2025


A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5

O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de Medicina de instituições públicas e privadas em todo o país, após resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
As medidas, publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), variam desde a suspensão imediata de novos alunos até restrições a programas federais como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).
A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5, e reflete a preocupação com a qualidade da formação médica no Brasil, que já enfrenta críticas pelo alto custo e deficiências estruturais.
As punições foram divididas em grupos, conforme o nível de proficiência dos alunos – percentual de estudantes que demonstraram competências adequadas.
O rigor das sanções aumenta à medida que os índices caem, visando corrigir falhas e proteger a sociedade de profissionais mal preparados.
Grupo 1: Punição máxima para os piores desempenhos
Instituições com nota 1 e menos de 30% de proficiência enfrentam suspensão imediata de ingressos, proibição de novas vagas, abertura de processo de supervisão e veto a contratos do Fies e outros programas federais.
As afetadas incluem: Universidade Estácio de Sá, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.
Grupo 2: Redução drástica de vagas
Cursos com nota 1 e proficiência entre 30% e 40% tiveram corte de 50% nas vagas autorizadas, impedimento de expansão e restrições ao Fies e programas federais. A lista abrange: Centro Universitário Presidente Antônio Carlos, Universidade Brasil, Universidade do Contestado, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Nilton Lins, Centro Universitário de Goiatuba, Centro Universitário das Américas, Faculdade da Saúde e Ecologia Humana, Centro Universitário CEUNI (Fametro), Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns (Itumbiara).
Grupo 3: Cortes moderados e monitoramento
Para notas 2 com proficiência entre 40% e 50%, o MEC determinou redução de 25% nas vagas e limitações a financiamentos federais. Entre as penalizadas: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho; Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc; Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês.
Além disso, outras 40 graduações com nota 2 e proficiência acima de 50% entrarão em supervisão e monitoramento, sem sanções imediatas, com direito a defesa.
Universidades federais também na mira
Pela primeira vez em anos recentes, instituições públicas foram incluídas. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) enfrentarão processos de supervisão. A UFPA, única pública com sanção imediata, perde 50% de suas vagas.
O MEC alerta que as medidas cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou endurecidas com base no Enamed 2026.
“A qualidade da formação médica é essencial para o SUS e a saúde pública”, afirmou o ministério em nota. Especialistas veem o Enamed como avanço para coibir a proliferação de cursos de baixa qualidade, impulsionada pela expansão desordenada nos últimos anos. (Fonte MEC/AgênciaBrasil)

LEGENDA

Cursos de medicina no Brasil são punidas por baixo desempenho



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Cmed multa distribuidoras de medicamentos e defende regulamentação


A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) aplicou mais de R$ 13,5 milhões em multas a quatro distribuidoras de itens farmacêuticos acusadas de oferecer seus produtos por preços superiores aos limites máximos que a própria câmara estabelece.

Segundo a entidade interministerial responsável por regulamentar o setor farmacêutico no Brasil, a mera oferta de remédios por valores acima dos preços Máximo de Venda ao Governo (Pmvg) e de Fábrica (PF) configura uma infração. E uma prática abusiva que, independentemente do resultado de processos licitatórios, precisa ser coibida com rigor para garantir que a população possa comprar os remédios de que precisa por um preço justo.

Uma das empresas punidas é a Imediata Distribuidora de Produtos para a Saúde, sediada em Teresina (PI). Enquadrada pela Cmed como uma companhia de pequeno porte, a empresa foi multada em R$ 3,22 milhões por ter oferecido à secretaria estadual de Saúde do Ceará, em 2023, medicamentos por preços além do teto.

Também receberam multas milionárias, por práticas semelhantes, a Fabmed Distribuidora Hospitalar (R$ 2,93 milhões); a Panorama Comércio de Produtos Médicos e Farmacêuticos (R$ 3,82 milhões) e a Realmed Distribuidora (R$ 3,54 milhões). Em outros processos semelhantes, a Imediata e a Realmed receberam, cada, uma segunda multa, de, respectivamente, R$ 116,14 mil e R$ 71,36 mil.

As multas foram aplicadas durante a primeira quinzena de fevereiro deste ano, mas as decisões só se tornaram públicas no último dia 5. Dia em que a Cmed divulgou os resultados dos julgamentos de 54 processos administrativos para apurar este mesmo tipo de infração – evidenciando uma disputa entre o órgão regulador e o setor farmacêutico que se arrasta há tempos e que se intensificou durante a pandemia da covid-19.

Oferta

A Agência Brasil teve acesso à íntegra da decisão que resultou na multa de R$ 3,22 milhões aplicada à Imediata. De acordo com a Cmed, ao disputar uma licitação da secretaria estadual de Saúde do Ceará, a distribuidora piauiense apresentou propostas de valores que extrapolavam tanto o Preço Fábrica (limite pelo qual um laboratório ou distribuidor de medicamentos pode oferecer um medicamento aos varejistas – farmácias e drogarias), quanto o Preço Máximo de Venda ao Governo (teto do valor negociado com órgãos públicos).

A Imediata não retornou aos contatos da reportagem. No processo administrativo, ela classificou as sanções como “arbitrárias”, sustentando que foi punida por “não conseguir alcançar um cenário idealizado” pela câmara, cuja tabela de preços a companhia afirma não representar a realidade do mercado.

“Incide sobre a presente duas realidades distintas, uma da Cmed e sua tabela, e outra a qual a empresa é imposta por fatores influenciadores pertinentes a cada caso pelo fato no qual a sua realidade vivenciada é divergente e inviabiliza tal condição”.

A secretaria de Saúde do Ceará não respondeu à reportagem até a publicação desta reportagem. A Agência Brasil também entrou em contato com a Fabmed, a Panorama e a Realmed, que não se manifestaram.

Falência

Informalmente, o representante de uma outra empresa multada disse que está encerrando suas atividades devido às sucessivas sanções administrativas que recebeu por oferecer medicamentos por valores superiores aos da tabela da Cmed.

“Minha empresa faliu. São milhões de reais em multas por ter ofertado, nunca por ter vendido [os medicamentos]. Estou fechando as portas por causa destas multas”, revelou, pedindo que seu nome não fosse divulgado.

Segundo ele, a tabela da Cmed “muda o tempo todo” e, muitas vezes, as pequenas distribuidoras que participam de processos licitatórios registram lances iniciais com a intenção de posteriormente ajustar os valores cadastrados. “Há licitações desertas, processos nos quais ninguém dá lance e o medicamento não é adquirido justamente porque a tabela está defasada”.

Na decisão em que multou a Imediata, a Cmed responde a estas críticas, recorrentes entre os representantes de empresas penalizadas.

“Nos fornecimentos para órgãos públicos através de licitações ou não, o distribuidor é obrigado a vender os produtos, tendo como referencial máximo o preço fabricante”, sustenta a câmara, destacando que a mesma regra vale para a venda para farmácias e drogarias.

Segundo a Cmed, os laboratórios farmacêuticos que produzem os medicamentos podem ofertá-los diretamente ao Poder Público, assumindo, ao participar das licitações, os custos de comercialização e distribuição. Contudo, segundo fontes ouvidas pela Agência Brasil, os fabricantes, via de regra, preferem, “conceder descontos” para as distribuidoras interessadas em adquirir os produtos e participar dos certames públicos, conforme a própria Cmed reconhece em sua decisão.

“De qualquer maneira, tanto para o laboratório como a para a empresa distribuidora, o preço máximo a ser praticado na comercialização do medicamento não deverá ultrapassar o preço fábrica. E, segundo a norma, a simples oferta ou venda de medicamentos a um preço elevado já constitui uma infração formal, independente da existência de intenção maliciosa por parte da empresa ou de dano direto ao erário”, destacou a câmara.

Conflito

Na decisão a que a Agência Brasil teve acesso, a Cmed deixa de lado o tom técnico administrativo e usa palavras fortes para defender a necessidade de controle rígido sobre o setor, denunciando ataques frequentes das empresas às normas de precificação de medicamentos.

“A atuação da CMED e suas normas de regulação são frequentemente atacadas pelo setor regulado, que diante do seu poder econômico elevado se mostra insatisfeito em ser comedido em determinadas práticas”, afirma a câmara.

Na mesma decisão, a Cmed destaca que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceram a constitucionalidade da regulamentação do setor farmacêutico, por entender que esta é “necessária para fazer face à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos”.

“Diante de um tema tão importante como o acesso universal e igualitário à saúde, bem como as práticas abusivas e predatórias do setor de consumo de bens, há uma necessidade patente de regulação e atuação específica pela complexidade de cada tema”, reforçou a Cmed.

Competitividade

Operada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Cmed tem a atribuição de estimular a competitividade e controlar os preços dos remédios. Para isso, a câmara monitora o mercado; realiza investigações preliminares; aplica sanções administrativas em primeira instância e estabelece o teto de preços de venda de medicamentos a farmácias, hospitais e órgãos públicos, entre outras atribuições.

É a Cmed quem define, anualmente, o percentual de reajuste de preços de medicamentos, além da tabela de Preços Máximos de Venda ao Governo (Pmvg). A Secretaria-Executiva da Cmed também publica, anualmente, o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico.

Na mais recente edição do relatório, relativa ao ano de 2024, a entidade aponta que o mercado mundial de medicamentos é caracterizado por certas particularidades, como a “baixa elasticidade da demanda” — ou seja, o fato de que, podendo, quem precisa de um remédio o comprará independentemente do preço —; o fato de que, sem a devida prescrição médica ou orientação farmacêutica, o consumidor raramente sabe escolher entre as opções disponíveis e também por “barreiras significativas à entrada de novos concorrentes”.

“Essas características resultam em falhas de mercado que podem limitar a acessibilidade e a inovação no setor farmacêutico. Para mitigar essas falhas e promover um ambiente mais competitivo e acessível, muitos países adotam modelos regulatórios robustos”, argumenta a Cmed no anuário que aponta que, em 2024, as indústrias farmacêuticas faturaram, no Brasil, mais de R$ 160,7 bilhões, ou 12,8% mais que em 2023.

Exceções

Consultado pela Agência Brasil, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) admitiu que a regulação econômica no setor farmacêutico cumpre “um papel legítimo”, especialmente em segmentos com menor nível de concorrência ou maior risco de distorções relevantes de preços.

“Entretanto, é fundamental evitar generalizações. O mercado de medicamentos no Brasil é, em grande parte, altamente competitivo, com múltiplos fabricantes para os mesmos princípios ativos, o que exerce, por si só, forte pressão sobre os preços. Nesses casos, a própria dinâmica concorrencial tende a ser mais eficiente do que intervenções diretas”, argumentou o sindicato.

“Eventuais casos de descumprimento das regras devem ser apurados e devidamente sancionados, como ocorreu na decisão em questão. No entanto, episódios pontuais não podem servir de justificativa para uma ampliação indiscriminada da regulação econômica, sob pena de gerar efeitos adversos, como desestímulo à inovação, redução da oferta e aumento da insegurança jurídica”, acrescentou o sindicato.

Alegando que, na prática, o segmento farmacêutico “é o único setor relevante da economia brasileira submetido a controle direto de preços”, o Sindusfarma afirma que, historicamente, os reajustes que a Cmed autoriza com base em metodologia própria “têm ficado abaixo da inflação geral, evidenciando que não há liberdade irrestrita de precificação”.

“Dessa forma, não encontra respaldo na realidade regulatória vigente a narrativa de que o setor atuaria sem limites ou com poder excessivo de definição de preços”, continuou o sindicato, repetindo que o “desafio” não está em ampliar a regulação de maneira generalizada, mas em “qualificá-la, aplicando-a de forma calibrada, proporcional e alinhada às características de cada segmento, de forma a preservar a concorrência”.

“A história demonstra, de forma clara, que o controle de preços não se sustenta como solução eficaz. O Brasil já vivenciou esse cenário e, ao final, quem arca com as consequências é o próprio consumidor”, concluiu o Sindusfarma.



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Sargento do 4º BPM é condecorada com medalha “Ana Neize Baltha”


A 2º Sargento PM Paulina Ribeiro, integrante do 4º Batalhão de Polícia Militar, foi uma das agraciadas com a Medalha Tenente-Coronel Ana Neize Baltha, em solenidade realizada no dia 18 de março, no Hotel Deville, em Campo Grande.

A honraria, instituída pelo Governo do Estado em outubro de 2023, reconhece pessoas e instituições que se destacam no enfrentamento à violência contra a mulher, dando continuidade ao legado da Tenente-Coronel Ana Neize Baltha. Mais do que uma medalha, a condecoração simboliza o compromisso com a proteção da dignidade feminina, a valorização de ações humanizadas na segurança pública e o fortalecimento de políticas voltadas às mulheres sul-mato-grossenses.

A Sargento Paulina construiu uma trajetória marcada pelo comprometimento e dedicação à sociedade. Há 17 anos atuando como instrutora do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), desenvolve um trabalho essencial junto a crianças e adolescentes, promovendo a cultura da paz, cidadania e prevenção à violência.

Sua atuação constante na formação de jovens e na disseminação de valores éticos e sociais reflete diretamente na construção de uma sociedade mais consciente e segura, sendo reconhecida agora com esta importante honraria estadual.

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio do 4º BPM, parabeniza a 2º Sargento PM Paulina Ribeiro pela conquista, destacando seu exemplo de profissionalismo, sensibilidade e compromisso com a missão de servir e proteger.



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Homem que estava desaparecido é encontrado morto na fronteira





Um homem que estava desaparecido há alguns dias foi encontrado morto nesta quinta-feira (19) na região de Assentamento Nova Itamarati, em Ponta Porã.

A vítima foi identificada como Cícero da Silva, de 45 anos. Segundo informações, familiares já haviam registrado o desaparecimento junto às autoridades policiais.

O corpo foi localizado em um córrego da região após o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul ser acionado com a informação sobre a presença de um cadáver no local. A equipe realizou o resgate.

Após a retirada, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã para os procedimentos de praxe.

De acordo com as primeiras informações, a causa da morte pode ter sido afogamento, hipótese que ainda deverá ser confirmada por exames periciais.

O caso será acompanhado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da morte.




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MST fecha a BR-163 em Campo Grande





A BR-163, em Campo Grande, amanheceu bloqueada nesta sexta-feira 20, por integrantes do MST (Movimento Sem Terra). Manifestantes fecham a rodovia, na saída para São Paulo, desde a madrugada e somente ambulâncias passam pelo local.

No portal da Motiva Pantanal consta que a rodovia está bloqueada a partir do km 466 até o km 463, no sentido sul. Por isso, a concessionária que administra a BR-163 pede que sejam usadas rotas alternativas. No sentido norte, o acesso deverá ser feito pelo km 461, com saída para a MS-040 e no sentido sul, os condutores devem acessar o km 466, com saída para o município de Sidrolândia.

Por conta do bloqueio, o congestionamento de veículos chega a cerca de 5 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte. A PRF (Polícia Rodoviária do Federal) está no local tentando negociar com os manifestantes a liberação da rodovia.




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Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para superintendência da PF


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

A transferência ocorre em meio à expectativa do início das tratativas para assinatura de um acordo de delação premiada de Vorcaro com os investigadores.

Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu mudar de advogado.

A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país.

A mudança sinalizou que Vorcaro está disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.

As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.

Em consequência das irregularidades, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente no começo do mês de março.

As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.



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TOR prende traficante em ônibus levando droga do MS para Bauru





Durante Operação Impacto, na manhã desta quinta-feira (19), equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) prendeu um homem transportando drogas escondidas nas laterais de caixa térmica. O flagrante ocorreu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Pacaembu/SP.

Os policiais abordaram um ônibus da empresa Guerino Seiscentos, que fazia o itinerário Campo Grande/São Paulo. Ao vistoriarem o compartimento de passageiros, os militares notaram o nervosismo exacerbado e respostas desconexas do passageiro ocupando a poltrona 37.

Durante a vistoria do compartimento de passageiros, o passageiro L.G.B. de 25 anos, morador de Lençóis Paulista, apresentou nervosismo anormal e respostas desconexas sobre o motivo e destino da sua viagem, gerando fundada suspeita, e durante revista pessoal e pertences, foi localizado nas laterais de uma caixa térmica, 10 embalagens pequenas e 4 grandes da Droga “DRY”, que após pesagem totalizaram 3,032 quilos.

O passageiro preso em flagrante e conduzido para a Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. Os policiais apuraram que a droga saiu do Mato Grosso do Sul e seria entregue em Bauru/SP.




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Porto Seco de Ponta Porã receberá investimento inicial de R$ 75 milhões


Durante audiência pública realizada na tarde de quarta-feira (18), técnicos da Receita Federal informaram que a segunda etapa do processo licitatório para implantação do Porto Seco de Ponta Porã poderá ser concluída em até 30 dias. Na sequência, o projeto entra na terceira e última fase, que trata da contratação da empresa responsável.

De acordo com os dados apresentados, a empresa vencedora deverá realizar investimento inicial de R$ 75 milhões, com previsão de ampliação gradual até atingir R$ 134 milhões ao longo de 11 anos de operação.

A audiência contou com a presença do prefeito Eduardo Campos; do superintendente-adjunto da Receita Federal da 1ª Região Fiscal, auditor-fiscal Erivelto Moyses Torrico Alencar; do delegado da Receita Federal em Ponta Porã, José Ricardo Moreira; além de representantes técnicos, vereadores, secretários municipais, empresários e lideranças da região de fronteira.

O prefeito destacou a importância do momento para o município. Segundo ele, a realização da audiência marca um avanço concreto após anos de articulação política e institucional. “Ponta Porã avança com planejamento e muito trabalho. Esse é um passo fundamental para consolidar o município como um hub logístico, integrado à rota bioceânica e com potencial para reduzir custos e ampliar a competitividade das exportações”, afirmou.

Eduardo Campos lembrou ainda que a Prefeitura já disponibilizou uma área de 23 hectares para implantação do empreendimento, reforçando o compromisso local com o projeto.

Representando a Receita Federal, Erivelto Alencar ressaltou o caráter transparente e participativo do processo. “A audiência pública demonstra que o projeto está sendo construído de forma coletiva, ouvindo a sociedade e os setores produtivos. O Porto Seco terá papel estratégico na logística regional, fortalecendo a integração entre Brasil e Paraguai e impulsionando o desenvolvimento econômico”, disse.

O presidente da Câmara Municipal, Jelson Bernabé, também enfatizou os impactos positivos do empreendimento, destacando a geração de empregos e a atração de novos investimentos para a região de fronteira. Os vereadores Agnaldo Pereira Lima, Biro Biro, Marcelino Nunes e José Menino Júnior, além do deputado estadual Pedrossian Neto também marcaram presença.

Segundo Márcio Luiz de Araújo Teixeira, da Comissão Especial de Contratação de Portos Secos, o projeto cumpre três fases: planejamento interno (já concluído com o Estudo de Viabilidade Técnica-Econômica), fase externa (iniciada com a audiência pública) e a etapa final de contratação. A permissão para operação será de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais 10.

Ele destacou ainda que, embora existam quatro portos secos na região Centro-Oeste, o de Ponta Porã será o único instalado na fronteira com o Paraguai, reforçando sua relevância estratégica para o comércio internacional.

Crescimento econômico

Estudos da Receita Federal indicam que a movimentação de importações e exportações em Ponta Porã alcançou R$ 1,7 bilhão em 2023, com crescimento médio anual de 7,2%. A projeção é de que, no quinto ano de funcionamento do Porto Seco, esse volume chegue a R$ 2,5 bilhões. Ao final do período inicial de concessão, de 25 anos, a movimentação poderá ultrapassar R$ 80 bilhões, consolidando o município como um dos principais polos logísticos da região. A previsão dos técnicos aponta que o Porto Seco de Ponta Porã poderá entrar em operação no ano de 2028.



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Equilíbrio fiscal e gestão moderna da receita estadual são as metas da Sefaz para 2026


O governador Eduardo Riedel assinou nesta quinta-feira (19) o último contrato de gestão previsto para 2026. Foi a vez da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) apresentar os projetos e metas para o ano. O objetivo da pasta é promover equilíbrio fiscal, eficiência e modernização na receita estadual, para cumprir as obrigações e proporcionar saúde financeira ao Estado. Desta forma garantir grandes investimentos na vida do cidadão.

“Muito importante a Sefaz trabalhar alinhada com as diretrizes definidas pelo governador, sempre com um olhar criteriosos para cumprir nosso papel, que é dispor de uma transversalidade com todas as pastas e garantir nosso pilar central que é o equilíbrio fiscal”, afirmou o secretário estadual de Fazenda, Flávio César.

Governador assina contrato de gestão da Sefaz

Flávio ressaltou que os projetos e metas apresentados no contrato buscam dar uma “eficiência melhor” para receita estadual, com a modernização de todo trabalho desenvolvido dentro da secretaria.

“Temos trabalhado na esfera do orçamento, com muita rigidez para inclusive qualificar nossas despesas. Teremos um ano de entregas importantes à população, sempre atuando de forma responsável, para manter o Estado com sua saúde financeira segura”, completou.

Próximos passos

O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira, destacou que com foram assinados 36 contratos de gestão, incluindo secretarias, autarquias, instituições e fundações que pertencem ao Governo do Estado.

Todos os projetos e metas apresentadas agora serão acompanhadas e monitoradas durante sua execução. Já em maio vai ter a primeira reunião com os secretários para avaliar o desenvolvimento das atividades e no começo do segundo semestre um encontro geral trabalho com o governador. A avaliação final será no fina de 2026.

“Já estamos consolidados e maduros neste projeto de gestão e governança, em que cada pasta consegue mostrar o que vai apresentar de importante para o Estado, tendo como prioridade entregar o que a população precisa. Agora iniciamos a fase de execução (projetos) e no final do ano teremos a análise geral”, explicou Nogueira.

O Contrato de Gestão é um programa de sucesso nacional, com 11 anos de história, onde são definidos os projetos e metas de cada secretaria para o ano. O objetivo é construir propostas inovadoras que vão melhorar os serviços públicos, com resultados diretos na vida do cidadão.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS



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